Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
✓ Live Streaming✓ Interactive Chat✓ Private Shows✓ HD Quality
Anya is LIVE right now
FREE
Free to watch • No registration required • HD streaming
Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
✓ Live Streaming✓ Interactive Chat✓ Private Shows✓ HD Quality
Anya is LIVE right now
FREE
Free to watch • No registration required • HD streaming
Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
✓ Live Streaming✓ Interactive Chat✓ Private Shows✓ HD Quality
Anya is LIVE right now
FREE
Free to watch • No registration required • HD streaming
A maternidade de alguém não transforma a minha liberdade em ofensa
Cara, eu queria muito falar uma coisa aqui sobre esse pessoal que tem filho e fica enchendo o saco de quem não tem. Recentemente eu fui pro shopping e torrei meu dinheiro porque eu estava triste. E assim, eu tinha dinheiro, eu tava no meu direito. Só que chegou uma mulher completamente amarga olhando roupa infantil e começou a me perguntar minha idade, perguntou se eu não tinha vergonha na cara. E eu fiquei sem entender absolutamente nada. Eu literalmente olhei pra ela tentando processar como alguém aborda outra pessoa dessa forma.
Aí ela virou e falou: “curte a vida enquanto você não tem filho”. E sinceramente? Eu não entendi a situação. Desde quando eu ter filho ou não ter filho virou problema de desconhecido? Sinto muito se você tá triste aí com a sua escolha. Sinto muito se você precisa gastar um salário mínimo sustentando uma criança e pensando qual conta vai pagar primeiro no final do mês, mas eu não tenho absolutamente nada a ver com isso.
E eu venho reparando que isso tá acontecendo MUITO na internet também. As pessoas veem alguém feliz, viajando, comprando coisa pra si mesma, vivendo a própria vida e imediatamente aparece alguém nos comentários falando “ah, mas espera ter filho”, “quero ver quando tiver criança”, “depois que vira mãe muda”. Tá, mas quem falou que todo mundo quer essa vida? Porque parece que algumas pessoas ficam irritadas quando veem alguém vivendo uma realidade diferente da delas.
E sinceramente, eu nunca pensei que alguém teria coragem de me abordar desse jeito pessoalmente, mas aparentemente tem gente que realmente se incomoda com felicidade alheia. Porque se eu SAÍ DE UM SHOPPING ELITE COM TRÊS SACOLAS EM CADA MÃO NO MEU SALTO ALTO COMPRANDO ROUPA QUE ME FAZ BEM O PROBLEMA É MEU. Eu trabalhei pra isso, eu quis isso, foi uma escolha minha. Assim como ter filho também é escolha.
Só que parece que algumas pessoas querem transformar maternidade em certificado de superioridade moral, sendo que não é. Você não vira uma entidade evoluída porque reproduziu. E outra coisa que ninguém gosta de admitir: nem toda pessoa que tem filho tá feliz. Porque se estivesse feliz de verdade não sentiria necessidade de descontar frustração em desconhecido dentro de shopping.
E isso vale pra qualquer escolha da vida. Se você realmente tá feliz com a vida que construiu, você não olha pra vida do outro com ressentimento. Você só vive a sua. Porque no final das contas o problema nunca foi minhas sacolas. O problema é que tem gente que olha pra liberdade dos outros e começa a questionar as próprias escolhas.
Nem todo mundo vai gostar de você e isso não é o fim do mundo
Às vezes a gente sofre tentando entender alguém que simplesmente não queria ficar
Eu tive um ficante de São Paulo ano passado, acho que vocês lembram que eu publicava sobre essa viagem. Atualmente eu não converso mais com ele, obviamente, mas ele era uma pessoa que não gostava de pensar demais nas coisas, ele era muito prático. E eu adorei isso nele. Me encantou justamente porque eu sou uma pessoa que tenta racionalizar tudo, tentar entender algo que talvez simplesmente não tenha explicação. Às vezes a pessoa só quis ir embora e pronto, acabou.
A gente ficava tipo umas 8 horas em ligação e acabava entrando em vários assuntos sobre a vida. Eu gostava muito do ponto de vista dele e teve um momento que a conversa entrou em traição. Ele comentou que já tinha passado por isso, quem nunca né? Só é corno quem procura saber. E aí ele falou que a primeira vez doeu muito porque ele gostava demais da menina, só que na última vez ele simplesmente foi embora porque entendeu que você não pode controlar a ação do outro. Você não pode obrigar alguém a gostar de você, você não pode obrigar alguém a ficar com você porque isso acontece naturalmente.
Só que quando a gente gosta de alguém a gente não percebe isso. A gente começa a querer que a pessoa goste da gente a qualquer custo. E assim, eu acho isso normal do ser humano, mas normal não significa saudável. Tem gente que simplesmente não vai querer explicar porque está indo embora e tudo bem, ninguém tem essa obrigação. Eu, por exemplo, sou extremamente comunicativa, então se algo me machuca, muito provavelmente eu vou te ligar pra conversar porque eu acho mensagem de texto muito covarde pra certas situações. Então claramente eu nunca daria certo com alguém que não sabe conversar.
E eu odeio drama. Talvez porque minha mãe seja extremamente dramática, então eu cresci sem paciência nenhuma pra isso porque drama muitas vezes entra em vitimismo, manipulação e outras coisas que eu já vivi demais pra tolerar hoje. Você pode ser a pessoa mais legal do mundo, mas se fizer joguinho emocional comigo a gente vai parar de se falar porque eu realmente não tenho paciência.
Só que ao mesmo tempo eu sou uma pessoa que gosta muito de entender o outro. Então quando alguém fica chateado comigo eu quero entender o motivo. Só que às vezes isso simplesmente não importa. Esse talvez seja o maior dilema que eu demorei anos pra entender. A pessoa só não gostou de você. E acabou.
Quando eu era criança eu sofria muito bullying na escola, eu era extremamente excluída então acabava fazendo muitos amigos online, só que muitos iam embora também. E eu me culpava muito, eu achava que o problema era eu. Até que um dia eu tava contando isso pra esse paulista e ele soltou: “mas e se o problema realmente fosse você? Você iria se diminuir pra eles ficarem? Você iria gostar de se sentir desconfortável só pra alguém continuar na sua vida?” E isso abriu minha mente num nível absurdo.
Porque ninguém precisa gostar da gente. Você pode ser perfeito em tudo e ainda assim alguém não vai gostar de você.
Vamos supor que você seja excelente pintando quadros, sua obra vai pra um museu e tem 10 pessoas olhando pra ela. Eu garanto que 9 não entenderam nada do que você quis transmitir. Talvez uma entenda e mesmo assim não goste.
E tá tudo bem. A gente não nasceu pra agradar todo mundo.
E foi exatamente esse pensamento que mudou muita coisa em mim. Eu sei que nunca daria certo com esse menino de São Paulo, mas eu mudei muito nos seis meses que conversei com ele porque foi aí que eu percebi que às vezes um problema não é tão grande quanto a gente faz parecer. Tipo assim, a pessoa te traiu. Isso é horrível? Claro. Mas sinceramente, você realmente quer discutir uma humilhação dessa?
Porque eu acho terrível quando a mulher descobre uma traição e vai bater boca com amante. Tipo assim, o cara continua sendo um mau caráter, ele só vai aprender a esconder melhor da próxima vez. E às vezes a amante nem sabia da existência da namorada. No final o único confortável nessa situação é o homem. Então sinceramente, se alguém te traiu, eu acho muito mais humilhante você correr atrás querendo entender. Pra quê? A pessoa já provou exatamente quem ela é.
Então simplesmente vai embora. Vai viver sua vida. Você não nasceu grudada em ninguém. E isso é uma coisa que sinto muita falta nas relações atuais porque as pessoas confundem amor com dependência emocional.
Quando eu namoro alguém eu gosto de estar perto da pessoa, mas eu não gosto de viver grudada nela 24 horas por dia. Eu gosto de dividir o mesmo ambiente, cada um fazendo suas coisas, cada um tendo sua individualidade. Porque quando vira grude demais muitas vezes vira carência demais. E quando vira carência você começa a projetar problemas seus na outra pessoa. Aí quando ela vai embora você culpa ela por algo que você mesmo criou na sua cabeça.
Eu lembro que quando eu namorava eu adorava ficar perto dele, só que teve um momento que eu precisei colocar limites. A gente tinha combinado de se ver só nos finais de semana porque ele saía da faculdade e vinha direto pra minha casa todos os dias. Depois de um tempo ele começou a reclamar que as notas estavam ruins e foi aí que eu percebi que o limite precisava existir de verdade.
Outro caso foi de uma pessoa com quem eu estava saindo. Nessa época eu estudava de manhã, trabalhava à tarde e fazia faculdade à noite, então sexta-feira à noite até domingo era meu momento de descansar, assistir série e existir igual uma inútil em paz. Só que essa pessoa começou a passar praticamente o fim de semana inteiro na minha casa. No começo era confortável porque às vezes a gente ficava grudado e às vezes não, só que o problema começou quando ele parou de sair com os amigos pra ficar comigo.
E eu não gosto disso porque eu já passei por relacionamento onde a pessoa me priorizava acima de tudo e eu também já fui a pessoa que priorizou relacionamento acima das amizades. E sinceramente? Isso nunca acaba bem. Porque o problema começa quando você perde sua individualidade por causa do outro.
Eu tenho problemas de confiança? Tenho. Já fui traída? Também. Mas isso não me dá o direito de controlar a vida de ninguém. Se alguém quiser me trair, vai trair. E eu tenho certeza absoluta que ninguém morre de amor. No máximo eu termino, fico triste por um tempo e depois sigo minha vida normalmente.
Então hoje o que eu considero uma relação saudável é justamente isso: dividir a vida sem abandonar quem você é. Eu gosto de dividir espaço, rotina e momentos com alguém, mas eu não quero que a pessoa deixe de viver a vida dela por minha causa porque eu também não vou deixar de viver a minha.
E sinceramente? Acho que foi só depois de entender isso que eu comecei a enxergar relacionamentos de uma forma mais leve.
Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
✓ Live Streaming✓ Interactive Chat✓ Private Shows✓ HD Quality
Anya is LIVE right now
FREE
Free to watch • No registration required • HD streaming
Você não é centro de reabilitação emocional de ninguém
Tem gente que não quer sair da própria lama, só quer companhia enquanto afunda
Recentemente teve um vídeo no Instagram de um cara contando que ele tava tentando ajudar o amigo e o amigo continuava na merda e isso me fez relembrar uma situação. Basicamente eu estava nesse loop de ficar ajudando quem prefere estar na merda.
Tipo assim: eu conheci um menino muito lindo. Mais velho, voz bonita, daqueles que de vez em quando sabia exatamente o que falar. Só que ele sempre tava desempregado. Sempre. Pegava uns freelas aqui e ali mas claramente não tava construindo nada. E assim… eu sou desempregada no sentido de não trabalhar numa empresa, mas não no sentido de depender dos meus pais pra sobreviver. Pra mim, depois de certa idade, se a pessoa não faz absolutamente nada pra sair do lugar, alguma coisa tá muito errada. Aí um dia esse menino perguntou se podia morar aqui em casa. E eu falei não, porque eu literalmente nunca tinha visto ele na vida. Só pela internet. Depois disso a gente ficou um tempo sem se falar. Só que aí eu vi um pessoal comentando no Twitter sobre emprego na área dele. Falando do que tava dando resultado, o que tava sendo valorizado. E eu fui ajudar. Gravei áudio, expliquei tudo detalhado, mandei vídeo, dei ideia, falei de portfólio, de posicionamento… coisa de uns 10 minutos de áudio. Duas semanas depois o cara não só não tinha melhorado como tava numa situação pior ainda.
E foi aí que eu entendi uma coisa: não adianta você tentar salvar alguém que não quer sair da própria situação. Porque você entra tentando ajudar e sai emocionalmente drenado. E pior: depois ele ainda falou pros amigos que eu era carente de atenção. E sinceramente? Nem julgo tanto. Porque hoje eu olho pra trás e penso “meu Deus, por que eu me coloquei nessa situação?”
Eu sempre fui uma pessoa que colocava os problemas dos outros na frente dos meus. Sempre gostei de ajudar. E todas as vezes eu me ferrava.
Então chegou um momento da minha vida, uns cinco anos atrás, que eu decidi parar.
Parei de carregar dor que não é minha. Parei de tentar salvar gente que nem quer ser salva. E principalmente: parei de romantizar sofrimento alheio.
Porque existe uma diferença muito grande entre uma pessoa passando por uma fase ruim e uma pessoa acomodada na própria destruição.
E isso vale principalmente pra dinheiro.
Minha mãe sempre me ensinou uma coisa: se você for ajudar alguém financeiramente, dê um valor que não vai te fazer falta. Não empreste esperando retorno. Porque dinheiro muda relação. Ou a pessoa fica perto de você pelo benefício, ou se afasta porque se sente desconfortável por dever algo. Na faculdade eu tinha uma amiga que vivia precisando de ajuda financeira. Falava que não tava conseguindo comer direito, que tava sem dinheiro pra tudo. Eu ajudava. Até que um dia encontrei ela no bar, bebendo normalmente com outras pessoas. O dinheiro era dela, ela podia gastar como quisesse, claro. Mas aquilo me fez perceber que eu tava carregando um problema mais do que a própria pessoa. Depois eu parei de ajudar e ela sumiu. Falou mal de mim pros outros e nunca mais apareceu.
Então hoje eu tenho uma regra muito simples: eu não ajudo ninguém financeiramente. Pode ser namorado, amiga, marido, esposa, quem for.
E emocionalmente também não.
Porque eu sou uma pessoa muito aberta espiritualmente. Eu absorvo muito fácil a dor dos outros. Então hoje, pra eu realmente entrar no problema de alguém, essa pessoa precisa ser muito íntima de mim.
Naturalmente, quando você é meu amigo, a gente conversa e eu posso acabar falando alguma coisa que ajuda. Igual acontece aqui no blog. Às vezes eu só compartilho um pensamento, uma situação que vivi, e vocês se identificam.
Mas eu não tenho mais essa necessidade de salvar ninguém.
Até porque eu também não fico esperando os outros me salvarem.
Se eu tenho um problema, eu fico triste? Claro. Às vezes por dias. Mas eu resolvo. Eu não fico parada esperando a vida mudar sozinha.
Uma amiga minha falou uma frase uma vez que ficou na minha cabeça: “a felicidade está no caminho, não no final da estrada.”
E isso mudou muito minha visão.
Desde que comecei minha espiritualidade eu percebi que os momentos ruins não vêm só pra machucar. Muitas vezes vêm pra fortalecer. Porque quando você não aprende algo de primeira, a vida repete a lição. E se você ignora demais, aprende na dor.
E sinceramente? Eu prefiro aprender antes disso.
Teve a questão do meu ex também.
Eu fiquei quase três anos esperando ele voltar. Achando que tudo era sinal. Tarot, coincidência, música, sonho, horário igual… tudo. Enquanto isso ele seguiu a vida normalmente. Se relacionou com outras pessoas e eu aqui, parada no tempo. Até que teve um dia muito específico. Eu tava acendendo uma vela pros meus guias pedindo pra ele voltar. E do nada me bateu um estalo tão grande que eu comecei a rir de mim mesma. Tipo: “meu Deus, eu tô sendo patética.” Apaguei a vela e segui minha vida.
E ironicamente foi exatamente aí que minha vida começou a andar.
Porque enquanto eu tava obcecada tentando “salvar” aquela relação, eu tava abandonando a mim mesma. Depois de muito tempo eu vi ele no ônibus. Nem reconheci na hora, só senti uma energia estranha. Quando cheguei em casa percebi quem era. E sabe o pior? Não doeu.
Eu achava que aquele encontro acabaria comigo emocionalmente. E não fez absolutamente nada. Porque eu já tinha encerrado aquilo dentro de mim.
Às vezes a gente transforma um problema em algo gigantesco enquanto pro outro lado é só… uma segunda-feira comum.
Você pensa: “nossa, faz três anos que a gente terminou.”
E a outra pessoa nem lembra a data.
Então hoje eu tomo muito cuidado pra não transformar problema dos outros em missão de vida. Porque às vezes você tá aí tentando salvar alguém que nem se importa em ser salvo.
E também aprendi outra coisa importante: nem todo desabafo é um pedido de ajuda.
Teve uma vez que eu tava desabafando com uma amiga e ela entrou em desespero querendo resolver tudo pra mim. E eu precisei falar:
“Eu não quero ajuda. Eu só quero desabafar.”
E isso muda tudo.
Nem todo mundo quer conselho. Nem todo mundo quer solução. Às vezes a pessoa só quer ser ouvida. E às vezes você precisa entender quando é hora de ouvir… e quando é hora de ir embora.
Quando escolher a si mesma vira a decisão mais difícil — e mais libertadora
Quem me acompanha há muito tempo por aqui sabe que o romance sempre foi uma grande pauta neste blog. Muito disso tem a ver com o meu ex: comecei a escrever poucos dias depois do término. Na época, eu estava em um estado emocional tão intenso que eu queria expor aquilo ao mundo. Arquivei as publicações — talvez um dia eu desarquive, mas, por agora, isso não é necessário.
Desde o início deste ano, eu decidi não focar mais no amor. Preferi direcionar minha energia para outras áreas da minha vida. Eu tenho dificuldades em manter atenção e também quero estar mais presente para os meus amigos e para mim mesma, principalmente fora do celular. Tenho priorizado muito a minha vida offline.
Neste ano, três pessoas vieram até mim, mostrando prints e revelando comportamentos do meu ex que eu não conhecia. Houve até uma pessoa que quis me encontrar pessoalmente para conversar sobre isso. E, sinceramente, talvez tenha sido uma das conversas mais esclarecedoras que eu já tive sobre ele.
Apesar de tudo isso me machucar de certa forma, eu não fiquei triste por mais de 24 horas. Eu já tinha passado tanto tempo tentando superar essa relação que, quando essas informações chegaram até mim, eu não senti dor nem pena — apenas entendimento. E segui em frente.
Mesmo sem buscar o amor em outras pessoas, eu encontrei algo muito mais importante: eu mesma. Estou em uma fase em que me envolvo profundamente nos meus projetos, estou bem comigo, tenho amizades que me fazem bem e que, mesmo com a correria da vida, permanecem presentes de um jeito leve e maduro. É quase como se a gente conversasse por cartas — e eu acho isso saudável.
Sobre a minha vida amorosa, eu não posso dizer que não pensei nisso. Às vezes vejo vídeos, converso com amigas e isso acaba me fazendo refletir. Mas eu tenho certeza de que não quero um amor tedioso. Eu gosto de intensidade, gosto de conexão — mas não quero me perder em outra pessoa.
No meu último relacionamento, eu foquei tanto no outro que, quando acabou, senti que ele levou uma parte de mim junto. E eu não quero repetir isso. Hoje, eu finalmente estou gostando de mim de verdade. Estou cuidando da minha saúde, valorizando minhas amizades, buscando equilíbrio espiritual e indo atrás do que é meu.
Isso também é uma forma de amor próprio.
Tenho momentos bons e ruins, mas isso não significa que eu precise de um relacionamento para me completar. Se for para eu ficar sozinha por um tempo ou até por muito mais tempo, tudo bem. Eu sei separar minha vida pessoal, profissional e amorosa.
E, curiosamente, desde que tomei essa decisão de não querer namorar agora, a vida começou a me “testar”. Conheci pessoas que se encaixavam exatamente no meu tipo — e elas vieram até mim. Cheguei a sair com algumas, mas sem intenção de relacionamento, apenas para distrair a cabeça. Duas dessas pessoas acabaram se chateando, dizendo que eu as “usei”, mesmo eu tendo sido clara desde o início. Mas isso não é o ponto principal.
O fato é que existem muitos motivos pelos quais hoje eu não quero namorar. Alguns vêm de experiências pessoais, outros de relatos de pessoas próximas a mim. Isso não significa que eu nunca vá querer um relacionamento, mas, neste momento, o amor não está ocupando espaço de prioridade na minha vida.