𝚂𝚘𝚋 𝙲𝚞𝚜𝚝𝚘́𝚍𝚒𝚊...
Saudade de quando eu conseguia sentir tristeza,
De quando eu tinha sentimentos.
Estou tão vazia...
Me falta vontade e emoção,
Não sinto prazer em nada.
Quero morrer, deixar de não sentir, quero me sentir viva!
Mas não entendo esse pensamento de que tudo será melhor depois da minha morte.
As pessoas reconheceriam meu valor...
Mas qual a razão de isso acontecer depois de eu ir para o além?
Cada movimento, cada passo, cada respiração
É ditada e controlada por falsas autoridades.
Seres que se acham superiores — e, na verdade, não são.
Pessoas que acham que estão certas só por terem vivido mais tempo;
Por terem experiências, acham que cada coisa que fazem está correta.
Porém, a vida não é assim.
Os pensamentos das pessoas não são iguais.
Por um momento, eles esquecem: pessoas jovens também têm sentimentos.
E acabam extrapolando,
Regulando cada detalhe, cada conversa, cada amigo.
Peço implorando que pare!
Estou exausta, quero ser livre.
A própria dependência custa caro para um ser inexperiente,
Cujo ainda não saiu de seu casulo.
Tudo parece tão pesado...
Parece que até minha respiração é controlada.
Cheguei a um ponto de não querer ver minha própria família.
Tamanho excesso de proteção é nocivo.
Estou à beira de um colapso!
Para eles, idade é só um número.
Porém, se idade é só um número,
Por que escolheram a pior forma de me tratar possível?
É tanta pressão, que segurar as lágrimas se torna impossível.
Queria poder retroceder os ponteiros do relógio
E voltar à minha velha infância,
Onde não existiam grilhões me puxando para a ruína.
ᥣіssᥲ ᥲᥙ𝗍᥆rᥲᥣ
















