Me escondo daquilo que sinto, como quem foge de si, disfarço o desejo em silêncio pra ninguém, nem eu, ouvir.
Evito os olhares em pausa e os toques que pedem lugar, porque sei que certos começos nascem só para sangrar.
Há um querer em segredo, que insiste em me atravessar, mas a vertigem da queda é o que me faz recuar.
O peito até bate mais forte quando algo parece florir, mas quem já quebrou por dentro, aprendeu a não se permitir.
E assim eu sigo em cautela, entre o impulso e o conter, querendo o salto no abismo, mas temendo não sobreviver.















