Foto que fiz para a Revista Claudia de Setembro de 2016.
Foto: Nani Rodrigues
Coordenação: Beatriz Koch
Produção: Florise Oliveira
Culinarista: Janaína Resende (Estúdio Fuê)

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Foto que fiz para a Revista Claudia de Setembro de 2016.
Foto: Nani Rodrigues
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LAKSA DE CAMARÕES E SHITAKE OU “MEXIDÃO MUITO EXÓTICO COM NOME CHIQUE"
Neste dia eu aprendi que:
Muito curry faz suar.
Manter listas dos ingredientes que você tem disponível na despensa é bem útil pra estimular a criatividade.
Bifum é tipo aqueles animais esponjosos coloridos que toda criança dos anos 90 teve e que quando você colocava na água ele triplicava de tamanho.
Foi assim: costumo comprar ingredientes por impulso, meio sem planejamento. “Opa! Baixou o preço do leite de coco!” e manda duas garrafinhas pro carrinho. “Nossa como esse camarão tá bonito!” da prateleira direto para o congelador. “Huuum que vontade de comer shitake” e bom, acho que você já entendeu a história, e provavelmente nesse momento você está me julgando pensando que eu vou guardar tudo isso por um tempão, e que tudo vai perder.
Olha bem pra minha cara, essa carinha aqui de quem já mora sozinha há quatro anos e já descartou muito alimento chorando. Sim, eu não sabia me planejar e nem cozinhar, não sabia arrumar a geladeira de modo que ficasse tudo mais a vista e eu não esquecesse de nada e, sim, várias vezes eu chorei copiosamente ajoelhada do lado da lixeira enquanto jogava as coisas fora. ODEIO desperdiçar comida! Acho um absurdo de verdade e sempre ficava triste com a minha incompetência nesse quesito. Recentemente tive que viajar de última hora a trabalho e passei um dia INTEIRO cozinhando TUDO que eu tinha para guardar congelado e não estragar nada. Veja só como eu mudei!
Maaaas, ainda estou longe de ser a rainha do planejamento alimentício, e é por isso que eu sempre tenho listas no meu celular com todas as coisas que tenho na despensa e de quando em quando vou lá pra ver o que posso aproveitar (tô bem vendo sua cara me achando loucassa, mas juro que vai fazer sentido). E isso mudou minha vida na cozinha, porque muitas vezes eu tentava combinar os ingredientes pra fazer receitas novas ou ia pro maravilhoso mundo do google.com buscar pratos que levassem determinados alimentos, e foi dando um google em “leite de coco + camarão + curry + receita” que eu descobri o Laksa, que é uma sopa típica da Malásia e de Singapura que tem inúmeras variedades, mas quase todas levam macarrão de arroz e curry. E depois de muito ler sobre elas, resolvi fazer a minha versão, com tudo que eu tinha na geladeira, praticamente um mexidão muito exótico com nome chique.
LAKSA DE CAMARÕES E SHITAKE
Rendimento: 4 porções
Tempo de preparo: 40 minutos
Ingredientes:
500g de camarão (os congelados costumam vir limpos, caso contrário, limpe-os)
1 colher de sopa de manteiga
1 cebola roxa cortada em cubos
2 dentes de alho cortado em cubos
1 pedaço de tres dedos de gengibre descascado e ralado
5 colheres de sopa de curry (mas eu sugiro fortemente que você coloque uma a uma, misture e vá provando, pode ser forte pro seu paladar)
200g de macarrão de arroz (bifum)
4 xícaras de caldo de frango
400ml de leite de coco
200g de shitake cortado em tiras
suco de 1/2 limão
manjericão e hortelã a gosto
sal a gosto
fatias de limão para servir
Modo de fazer:
Em uma panela grande em fogo médio derreta a manteiga e refogue as cebolas e o alho até dourar.
Acrescente os camarões e o shitake e deixe até pegar cor, acerte o sal.
Hora dos líquidos, caldo de frango e leite de coco, mexa para incorporar, e já adicione o gengibre, o suco de limão e o curry (vá de uma em uma colher, misturando e provando. Curry é forte, as vezes 5 colheres pode ser muita aventura pra você).
Quando levantar fervura, acrescente o bifum, não se assuste com a quantidade de macarrão, ele rende muito, por isso a panela deve ser grande, assim que acrescenta-lo irá perceber que ele aumenta muito de tamanho e cozinha muito rápido.
Acerte o sal.
Desligue a panela e logo antes de servir salpique folhas de manjericão e hortelã cortadas.
Sirva bem quente e com fatias de limão.
Obs.: Esse prato vai fazer você suar!
Boa sorte!
Nani.
"Abóbora assada com molho de tahine e bacon" ou "É teeeeetra!!!"
Nesse dia eu aprendi que:
Todo cuidado é pouco para cortar uma abóbora inteira.
Pensar nas cores do prato final pode ajudar a montar a receita.
Abóbora quando fica macia demais já vira automaticamente um purê, cuidado para não assar demais.
Vou falar pouco: nada como idealizar uma receita e ela ficar ótima e linda logo de primeira. É assim que eu me sinto: https://www.youtube.com/watch?v=9ovm-TifjV8&ab_channel=RenatoGiglio
ABÓBORA ASSADA COM MOLHO DE TAHINE E BACON
Ingredientes abóbora:
Meia abóbora japonesa em tiras sem sementes e com a casca
Sal a gosto
Pimenta do reino a gosto
Azeite a gosto
Modo de fazer:
Aqueça o forno a 200ºC.
Em uma assadeira disponha as tiras de abóbora.
Regue com um pouco de azeite e tempere com sal e pimenta.
Asse até ficar macia ao espetar com um garfo. Enquanto assa faça o molho.
Ingredientes para o molho:
2 colheres de sopa de tahine
1 limão taiti
1 Colher de chá de sal
2 dentes de alho assados
2 colheres de sopa de azeite
Água até dar o ponto
Pimenta do reino a gosto
Modo de fazer:
Em um pilão soque o alho assado com o sal até formar uma pasta.
Acrescente o tahine, o suco do limão, o azeite e misture. A mistura não ficará homogênea, mas é normal. E é aí que entra a água, não estranhe, vai ficar gostoso.
Vá acrescentando água de pouquinho em pouquinho, e misturando sempre até atingir o ponto desejado. Pouca água para um molho mais cremoso, mais água para um mais ralo. Caso fique líquido demais, acrescente aos poucos mais tahine e azeite.
Acerte o sal e tempere com pimenta do reino.
Obs.: Além de abóbora esse molho fica ótimo em carnes vermelhas, peixes, saladas e verduras refogadas, como a couve.
Ingredientes montagem do prato (opcional):
110g de bacon em cubos pequenos refogado até estar dourado e crocante
Salsinha fresca picada a gosto
Montagem:
Disponha as tiras de abóbora em uma travessa, regue com o molho e finalize com o bacon e a salsinha por cima.
Sirva o restante do molho à parte.
Boa sorte!
Nani.
De perto...
Abóbora, uma das belezas da natureza.

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Foto que fiz para a Revista Claudia de Agosto de 2016.
Foto: Nani Rodrigues
Coordenação: Beatriz Koch
Produção: Florise Oliveira
Culinarista: Janaína Resende (Estúdio Fuê)
Bolo de maçã e damascos ou “O mais fácil e melhor bolo de maçã que você vai fazer e comer”
Nesse dia eu aprendi que:
Por mais que existam bolos que são cheios de processos, as vezes aquele no qual você só mistura todos os ingredientes pode ser dos melhores.
Sempre unte a fôrma do bolo coma gordura que você usou para fazê-lo. Se foi manteiga, unte com manteiga, se foi óleo, com óleo. Dica da minha mãe!
Uma caldinha de açúcar pode ser um extra muito bem vindo.
Eu amo doces com maçã! Bolo, torta, folhado, AMO! Esse bolo então veio como uma luz na minha vida. Quem me passou a receita foi minha mãe. Ele é facílimo de fazer, e até hoje agradou todas as pessoas que passaram pela minha casa e tiveram oportunidade de provar. Ele é bom demais MESMO! Fica com essa cor linda por conta do açúcar mascavo. E tem como base farinha integral e iogurte desnatado. E agora compartilho a receita com vocês!
BOLO DE MAÇÃ COM DAMASCO
Ingredientes:
2 maçãs picadas em cubinhos com casca
1/4 de xícara de damasco seco picado em cubinhos
3/4 xícara de óleo
3 ovos (gemas e claras separadas)
2 xícaras de chá de açúcar mascavo
1 xícara de chá de farinha de trigo
1 xícara de chá de farinha de trigo integral
1 pote de iogurte desnatado
1 colher de sopa de canela em pó
1 colher de sopa de fermento em pó
óleo e farinha de trigo para untar
Modo de fazer:
Bata as Claras em neve e reserve.
Em uma tigela, misture os líquidos, óleo, gemas e iogurte com um fuê.
Acrescente todos os ingredientes secos um a um, exceto o fermento, mexendo bem entre cada um.
Incorpore as maçãs e damascos e misture mais um pouco.
Acrescente as claras em neve e mexa delicadamente com uma espátula até que esteja bem uniforme.
Por último, acrescente o fermento e mexa com cuidado.
Unte uma forma com óleo e farinha de trigo, eu usei essa retangular, se for usar redonda pode ser uma de 24cm. Despeje a massa.
Leve ao forno pré aquecido a 180ºc e asse até crescer bem. Na dúvida se está no ponto ou não, espete o bolo com um palito de dentes até o final. Se o palito sair sujo, deixe assar por mais tempo, se sair limpo, pode tirar.
Um extra:
Não é algo necessário, mas caso você queira fazer essa caldinha de açúcar branca para colocar por cima como eu fiz (eu acho tão gostoso sem ela quanto com ela, mas não dá pra negar que ele fique ainda mais bonito) é só misturar 2 xícaras de glaçúcar ou açúcar de confeiteiro com 1/4 de xícara de água fervente, e despejar sobre o bolo ainda quente, pois ela endurece.
Boa sorte!
Nani.
Um lindo bolo de maçã com damasco e canela! Receita no próximo post!
Fettuccine de beterraba com pesto de castanha do Pará e ricota ou "Um eterno amor por comidas coloridas"
Nesse dia eu aprendi que:
Tudo que você faça pela segunda vez será incrivelmente mais fácil de fazer do que na primeira.
Massa fresca realmente é mais gostoso do que macarrão de pacote.
Comida colorida encanta qualquer um, não só crianças.
Após minha primeira empreitada bem sucedida com massas frescas na semana passada, o Ravióli de abóbora com molho de queijo de cabra e cogumelos salteados, fiquei confiante e resolvi testar mais uma versão, dessa vez um fettuccine de beterraba, pois eu amo massa colorida e AMO usar a cor da beterraba para tingir os pratos, como eu já mostrei nesse Patê de beterraba, nesse Homus de beterraba e nesse Gravlax de salmão.
Para quem está começando, assim como eu, o Fettuccine é consideravelmente mais simples de fazer e, pra simplificar ainda mais, eu servi com um pesto de castanha do Pará. O showzinho fica por conta da linda cor final!
FETTUCCINE DE BETERRABA COM PESTO DE CASTANHA DO PARÁ E RICOTA
Ingredientes para a massa para 4 pessoas:
400g de farinha de trigo
3 ovos
40g de pó de beterraba
60ml de água
2 colheres de sopa de azeite
1 colher de café de sal
Modo de fazer a massa:
Em uma tigela coloque a farinha e pó de beterraba, misture e faça um furo no centro.
Jogue no furo os ovos, água, azeite, sal e comece a misturar com as mãos pelo centro até ir incorporando a farinha.
Após bem misturado, joque a massa em uma superfície enfarinhada e trabalhe ela um pouco até ela ficar bem firme.
Faça uma bola, enrole em filme, e deixe descansar por 30 minutos antes de abrir.
Ingredientes para o pesto:
1 maço de manjericão
1/3 xícara de castanha do Pará
2/3 xícara de chá de parmesão ralado
1 dente de alho
1/2 xícara de azeite
1/2 colher de chá de sal
Modo de fazer o pesto:
Em um processador ou liquidificador bata todos os ingredientes.
Caso fique muito grosso e você não queira ralear usando mais azeite para não ficar muito oleoso, pode também usar ou pouco de água ou suco de limão para atingir o ponto ideal.
Montagem do prato:
Passados os 30 minutos de descanso é hora de abrir a sua massa. Eu usei um cilindro especial para isso. Caso você tenha um em casa, comece pelo número 2 de espessura e vá até o 5, abrindo a massa inteira uma vez em cada número. Caso precise abrir no rolo, a massa para fettuccine não precisa ficar tão fina quanto a de um ravióli.
É importante você deixar a massa sempre bem enfarinhada, assim como o cilindro ou rolo, pra não correr o risco de grudar.
Com a massa na espessura cinco, caso tenha o cilindro próprio, passe no acessório específico para fettuccine, caso não tenha, enfarinha bem a massa, enrole-a em tiras largas e corte as tiras da espessura desejada com uma faca sem serra.
Cozinhe o fettuccine em uma panela grande com água fervente e sal por 4 a 5 minutos.
Escorra a água e sirva imediatamente.
Finalize com o pesto à vontade e pedaços de ricota fresca a gosto.
Boa Sorte!
Nani.
Massa fresca: fettuccine de beterraba e comum com ovos.

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Ravióli de Abóbora com molho de queijo de cabra e cogumelos salteados ou “A primeira massa fresca a gente nunca esquece”
Nesse dia eu aprendi que:
Por mais que a galera do Masterchef faça uma massa fresca recheada em uma hora e pareça a coisa mais simples do mundo, você não vai conseguir bater esse tempo de primeira.
Um prato pode parecer simples demais e não ser, mas também pode parecer complicado demais e não ser.
Tudo é treino nessa vida, inclusive cozinha.
Estava eu cansada de pedir massas frescas em restaurantes, cansada de comprar massas frescas em empresas que fabricam esse tipo de produto, cansada de fazer massas com massas secas compradas em mercados e cansada de ver candidatos de reality shows culinários fazerem pratos do tipo com tempo curtíssimo e as mãos nas costas. "Não deve ser tão difícil assim", eu pensei. E de fato, não é. Ao mesmo tempo que é dificílimo!! Ué!?
Sim, eu tive algumas dificuldades nessa primeira tentativa. A técnica de fazer um vulcão com os ingredientes secos e colocar os molhados no centro, deu errado e caiu ovo pra todo lado na minha cozinha. A massa grudou algumas vezes na hora de abrir e eu pensei em desistir. E eu demorei uma hora a mais que o esperado. Quando eu já estava quase pedindo pizza, com a visita esperando na sala mexendo no celular, finalmente consegui abrir e rechear meus raviólis. Mas no fim do processo eu não fiquei com a sensação de que foi a coisa mais difícil que eu já fiz, longe disto! O lance é realmente ter prática. Com certeza é algo rápido de se fazer se você já fez isso antes. E é por isso que eu decidi fazer algumas vezes seguidas! Então vai ter mais receita de massa aqui, sim! E teve também visita saindo feliz da vida! :)
RAVIÓLI DE ABÓBORA COM MOLHO DE QUEIJO DE CABRA E COGUMELOS SALTEADOS
Ingredientes para o recheio de abóbora:
1 abóbora japonesa sem casca e cortada em cubos
sal a gosto
noz moscada a gosto
Modo de fazer o recheio:
Em uma assadeira disponhas os cubos de abóbora e tempere com o sal e a noz moscada.
Asse em forno médio pré-aquecido até que fiquem bem macias.
Com a ajuda de um garfo ou um mixer, amasse a abóbora até ficar em ponto de purê.
Deixe o purê esfriar, ele deve entrar frio na massa.
Ingredientes para a massa para 4 pessoas:
400g de farinha de trigo
3 ovos
60ml de água
2 colheres de sopa de azeite
1 colher de café de sal
Modo de fazer a massa:
Em uma tigela coloque a farinha e faça um furo no centro.
Jogue no furo os ovos, água, azeite, sal e comece a misturar com as mãos pelo centro até ir incorporando a farinha.
Após bem misturado, joque a massa em uma superfície enfarinhada e trabalhe ela um pouco até ela ficar bem firme.
Faça uma bola, enrole em filme, e deixe descansar por 30 minutos antes de abrir.
Ingredientes para o molho:
500g de leite em temperatura ambiente
400g de creme de leite fresco
30g de farinha
30g de manteiga
200g de queijo de cabra (eu usei chabichou)
200g de cogumelos paris fatiados
um fio de azeite
sal a gosto
pimenta do reino a gosto
salsinha para finalizar
Modo de fazer o molho:
Em uma panela aquecida em fogo médio derreta a manteiga. Adicione a farinha e misture bem até formar uma pasta.
Acrescente o leite em temperatura ambiente e mexa vigorosamente com um fuê para não empelotar.
Deixe cozinhar por 20 minutos, mexendo de vez em quando para não grudar.
Enquanto isso refogue os cogumelos em um fio de azeite até ficarem dourados e sua água secar. Tempere com sal a gosto.
Passados os 20 minutos do molho, acrescente o creme de leite e o queijo e mexa até incorporar. Acerte o sal e a pimenta do reino.
Montagem do ravioli:
Passados os 30 minutos de descanso é hora de abrir a sua massa. Eu usei um cilindro especial para isso. Caso você tenha um em casa, comece pelo número 2 de espessura e vá até o 7, abrindo a massa inteira uma vez em cada número. Caso precise abrir no rolo, a massa para rechear, como é o caso de um ravióli, precisa ficar beeeem fina.
É importante você deixar a massa sempre bem enfarinhada, assim como o cilindro ou rolo, pra não correr o risco de grudar.
Coloque a massa aberta sobre uma superfície enfarinhada, calcule o tamanho dos raviólis que voce deseja fazer (eu fiz de mais ou menos 5cmx5cm) e vá colocando bolinhas de purê com o espaçamento desejado em metade da massa.
Para fecha-los, pincele com agua todas as bordas da massa e entre as bolinhas de purê, dobre a outra metade da massa por cima e pressione bem com os dedos em volta de cada bolinha de recheio para a massa colar e sair o ar.
Agora é só cortar os quadrados com uma faca sem serra.
Cozinhe-os em uma panela grande com água fervente e sal por seis minutos.
Montagem do prato:
Disponhas os raviólis no centro do prato.
Regue com molho a gosto.
Coloque os cogumelos por cima, fica mais bonito do que incorporá-los ao molho.
Finalize com salsinha picada.
Boa sorte!
Nani.
Foto que fiz para a Revista Claudia de Julho de 2016.
Foto: Nani Rodrigues
Coordenação: Beatriz Koch
Produção: Florise Oliveira
Culinarista: Janaína Resende (Estúdio Fuê)
Foto que fiz para a Revista Claudia de Julho de 2016.
Foto: Nani Rodrigues
Coordenação: Beatriz Koch
Produção: Florise Oliveira
Culinarista: Janaína Resende (Estúdio Fuê)
Bastidores de um mil folhas...
Foto que fiz para a Revista Claudia de Maio de 2016.
Foto: Nani Rodrigues
Assistente: Marina Garcia
Coordenação: Beatriz Koch
Produção: Florise Oliveira
Culinarista: Janaína Resende (Estúdio Fuê)

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Sopa Lima Mexicana ou "Sopa de Lima para o viajante aventureiro"
Neste dia eu aprendi que:
Nada como uma recompensadora refeição inesperada quando você teve um dia longo e está esfomeado
As aparências enganam até nos pratos. Se preocupar com apresentação é sempre importante, mas uma comida que não está tão bonita pode ter muitas chances de ser ótima
Sempre aceite um prato de comida que te é oferecido com um sorriso. Pratiquei isso em toda a minha viagem no México, e foram nos pratos mais simples que experimentei comida com mais alma.
No começo deste ano, fiquei sabendo por um amigo de um concurso internacional da World Nomads. Eles premiariam três pessoas de qualquer parte do mundo, mas que falassem inglês, com uma bolsa de estudos de uma semana com chefes e produtores locais na Espanha, com todas as despesas inclusas, ajuda de custo, e um blog temporário com textos e vídeos dentro do site deles, que publica muito conteúdo legal relacionado a viagens. Para isso, a pessoa deveria mandar uma receita de viagem acompanhada da história de como conheceu o prato. Não consegui pensar em outra receita que não fosse essa de Sopa de Lima que comi no México. Pois bem, cozinhei, fotografei, me inscrevi sem nenhuma expectativa (Aqui está a minha inscrição, em inglês). E imaginem qual não foi a minha surpresa quando entraram em contato para me dizer que fiquei entre os 25 finalistas (olha só o meu nominho ali na listinha ó: Nayara Santos). Só eu e mais uma pessoa da América Latina, sendo eu a única brasileira, no meio de um monte de americanos, canadenses e europeus. E eles me mandaram certificado e tudo. Muito profissional o esquema! A história desse dia louco tá aqui embaixo traduzida para português. E se você acha que eu falo demais, pula logo ali pra receita mais embaixo um cadinho. É que se tem uma coisa que eu não consigo parar de falar é de comida e todas as experiências que ela tem me trazido <3
Era um clássico dia ensolarado em Playa del Carmen, no México, onde eu e meu namorado estávamos fazendo um giro de um mês pelo país, quando decidimos visitar alguns Cenotes em Tulum (dá um google em "Cenotes Tulum", vale a pena!). Após chegarmos onde eles se localizavam, nós ainda teríamos que enfrentar alguns quilômetros, então decidimos alugar umas bicicletas que, para a nossa surpresa, não tinham freio. Foi uma estrada de terra enlamaçada e esburacada até que nós nos encontramos com aquelas águas cristalinas e congelantes, mas que valiam muito a pena, provavelmente um dos lugares mais lindos em que já estive. Dentro das cavernas, enquanto mergulhávamos fundo nas águas, esquecemos completamente do mundo lá fora, até o momento que nossas barrigas começaram a roncar. Bem, sim, você está lendo as palavras de uma pessoa que lida com comida o tempo inteiro mas não leva lanchinhos para uma aventura ecológica. Culpada! E foi só quando decidimos voltar para a cidade que percebemos que teríamos que enfrentar novamente: a estrada enlamaçada e esburacada nas nossas bicicletas sem freio, e a rodovia que separava Tulum e Playa del Carmen em uma mini van lotada debaixo de uma tempestade. E era tudo isso que nos separava do restaurante mais próximo. Quase duas horas depois chegamos ao nosso destino encharcados, sujos, e eu especialmente mau humorada, como sempre fico quando estou com muita fome (eu acredito que esse seja meu charme mas meu namorado discorda). Entramos em um pequenino e humilde restaurante familiar, onde as pessoas não iriam julgar nossa aparência de quem viveu muitas aventuras, e fizemos o pedido o mais rápido que conseguimos. Três minutos depois o garçom nos trouxe duas tigelas de sopa. "Desculpa, mas a gente não pediu sopa" eu disse, e ele respondeu sorrindo "Cortesia da casa". Ok! Vamos provar! Era uma sopa estranhíssima ao olhar. Haviam alguns limões, algo que parecia peito de frango desfiado, tomates e tortillas fritas do lado, nem um pouco apetitosa, mas a primeira colherada quentinha foi como o céu na terra! Sopa de Lima virou naquele momento o meu prato mexicano favorito. E é um prato que sempre vai me fazer lembrar que a melhor comida pode vir da louça mais simples, que a aparência não determina o sabor de uma refeição, e que um prato de copa servida por mãos gentis pode ser exatamente o que você precisa para encerrar um dia louco e maravilhoso em uma viagem.
SOPA LIMA MEXICANA
Rendimento: 2 a 3 porções
Ingredientes tortilla:
1 3/4 xícaras de farinha de trigo
1/4 xícara de azeite
1/2 xícara de água morna
1/4 colher de chá de sal
1/2 colher de chá de fermento em pó
Farinha de trigo extra caso necessário
Ingredientes sopa:
1 ramo de coentro
1/2 cebola roxa cortada em cubos
2 dentes de alho picados bem miúdo
2 tomates picados em cubos
2 limões
1 peito de frango temperado grelhado e desfiado
2 litros de caldo de frango
Sal a gosto
Orégano seco a gosto
Azeite para refogar
Modo de fazer:
Para a tortilla frita mistura em uma tigela grande a farinha, azeite, sal, fermento e a água morna.
Misture todos os ingredientes com as mãos até que formem uma bola uniforme de massa.
Agora é hora de sovar a massa em uma superfície enfarinhada. Vamos trabalhar esses músculos!
Se estiver muito seca, adicione um pouco mais de agua, se estiver pegajosa, um pouco mais de farinha. Sove mais um pouco. O objetivo é que fique macia e lisa, sem ficar grudenta.
Faça uma bola e deixe ela descansar em ambiente fresco e coberta com um pano molhado por 30 minutos.
Enquanto descansa, vamos para a sopa! Comece refogando a cebola com um pouco de azeite em uma panela grande em fogo médio.
Quando elas estiverem bem molinhas e mais transparentes, acrescente o alho e o frango desfiado, e refogue até o frango ficar dourado.
Adicione os tomates e o caldo de frango. Misture para incorporar.
Coloque a rama de coentro, inteira, sem picar mesmo, e deixe a sopa cozinhar por 20 minutos após levantar fervura.
Neste ponto sua massa já deve ter descansado o necessário, então é hora de abri-la. Novamente em uma superfície enfarinhada, abra a massa com um rolo até que ela fiquei com 1mm de espessura. É importante que fique bem fina mesmo.
Agora corte de duas maneiras. Tiras finas para o topo da sopa e triângulos para acompanhar, como na foto.
Em uma panela com óleo quente, frite as tirinhas e triângulos, pouco a pouco, retire com uma escumadeira e coloque as porções fritas para escorrer em papel toalha. Se você gosta salpique sal e pimenta do reino moída por cima enquanto ainda estiverem mornas.
Agora que sua sopa já cozinhou por um tempo, desligue o fogo, acrescente o suco de um limão, sal e orégano a gosto. Misture um pouco para combinar.
E está feito! Quentinha e gostosa! Você pode servir com as tirinhas de tortilla por cima, uns cubinhos de abacate, mais coentro e quartos de limão.
Boa sorte!
Nani.
Ingredientes de uma receita mexicana pela qual tenho muito amor!