minsarang:
soltou um suspiro dramático, apoiando uma mão sobre o peito. “ah, yoengjae, assim você não colabora a manter o meu coração intacto. me fez promessas de um amor mais sério e não aguenta o tranco agora, não sei como proceder.” murmurou, prosseguindo com a atuação já confortável para sarang ao se considerar como a companhia do outro lhe garantia momentos de descontração sempre bem-vindos. “vou ter que conquistar o seu coração na moda antiga?” questionou, retirando a mão do próprio peito e a espalmando no de yoengjae. “melhor você se cuidar, ou logo vai estar caindo de amores por mim.” declarou, piscando em sua direção. só após alguns segundos válidos para manter a vibe da brincadeira passarem, afastou-se dele, um sorriso divertido estampado em sua boca. “ah, meu amor, você não engana ninguém. eu sei, muito bem, aliás, que o canal do shoptime é praticamente o seu melhor amigo. só não me invente de comprar nada extremamente absurdo, porque tem um limite de até onde o meu bom senso vai ir pra te defender.” apoiou uma das mãos na cintura ao falar, sorrindo. “pois já digo o contrário! a gente vive numa sociedade capitalista, então é meu dever te cobrar em busca de fazer o mínimo. pelo menos eu não estou surrupiando suas caixas.” comentou, a ideia claramente não passando de uma brincadeira com o outro, mas, não poderia deixar passar a oportunidade de realizá-la. “o que você tem de bom? porque de comida eu aceito de tudo, e não reclamaria de um suco, se tiver.” pediu, abrindo um sorriso sincero nesse momento. as revelações alheias quanto ao seu cuidado com as plantas arrancaram um arregalar de olhos de sarang, que o encarava incrédula: “um cactus?! meu deus, yoengjae! não vou poder deixar minhas bebês contigo quando precisar, não mesmo. vou voltar já planejando um funeral. deus me livre.” dramatizou, ainda que deixando uma risada escapar ao final. “camas grandes sempre são mais confortáveis, jae. o dexter está certo.” retrucou. “ainda bem que eu te salvei, huh? eu também não estava fazendo nada, só cogitando ver love island… e eu não me orgulho disso. o que acha de agora nos ocuparmos em procurar o seu filho?”
divertiu-se com a resposta da vizinha e, por mais que já tivesse arruinado sua atuação ao não conseguir conter a própria risada ao fim da fala anterior, yoengjae decidiu dar continuidade a pequena encenação criada por eles “eu não prometi nada” defendeu-se, forjando uma expressão de ultraje, “só disse que mandar minhas encomendas pra sua casa era minha nova tática de flerte” entonou a frase como se realmente estivesse justificando algo para a outra “não queria te iludir, sara, você é diferente das outras, mas... sou uma alma livre, sabe? não consigo me prender” mais uma vez falhou em permanecer sério e deixou que um riso longo escapasse por seus lábios, aquela fala em nada combinava com o homem que, inclusive, costumava ser o completo oposto do personagem recém criado. esforçou-se para neutralizar sua expressão antes de seguir com a brincadeira “é, você vai ter que se esforçar” sua voz saiu um pouco mais baixa dessa vez, quase que como se estivesse fazendo alguma espécie de confissão, “vou?” repuxou um dos cantos de seus lábios em um sinal de incredulidade “não sei não, acho que vamos ter que esperar pra ver” concluiu, observando-a se afastar alguns segundos depois. encheu o peito de ar para a responder, preparando-se para se defender, “eu não compro nada absurdo, okay?” disse, por fim, “não vou sair gastando meu dinheiro a torto e a direito assim, pode não parecer, mas eu penso bem antes de comprar alguma coisa” tinha certeza de que sua defesa não adiantaria para muita coisa e sarang continuaria o incomodando com aquele assunto se assim pretendesse “e qual o seu preço pelo frete, mhm?” indagou, curioso para saber qual seria a resposta alheia. investigou o interior da geladeira e de alguns armários da cozinha para averiguar o que possuía ali antes de retornar à amiga “tenho um resto de topokki de um restaurante que tem aqui perto, alguns snacks que peguei na loja e, hm, acho que um pote de sorvete ainda fechado” comunicou-a enquanto lhe servia um copo da bebida pedida “só tenho de uva verde, pode ser?” levou o copo até ela antes mesmo de ouvir uma resposta “tem uns chás também, se preferir, não sei se você gosta” deu de ombros. “ei, eu só achei que precisava de mais água, meu erro foi cuidar demais” justificou-se, rindo, mais uma vez, conforme as palavras saíam por seus lábios “love island?” questionou, não conhecia o nome mencionado, “ele deve ‘tá no quarto, vamos ali” acenou com a cabeça para o cômodo e seguiu na direção desse.













