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joo:
estava distraída observando algumas roupas em uma vitrine e, por isso, quase pulou de susto ao ouvir seu nome ser chamado em um tom alto; em um primeiro momento, por mais que a voz lhe soasse familiar, chatmanee imaginou que a pessoa que havia lhe chamado era alguém que acompanhava seu trabalho como modelo, afinal, se esse fosse o caso, não seria a primeira vez que era abordada de tal forma. não demorou muito para perceber que estava errada e reconhecer a autora do chamado “addy, hey” murmurou, em um tom amigável, assim que a zhao se aproximou, “faz um tempo mesmo, como você ‘tá?” questionou, botando uma mecha de cabelo para trás da orelha no que ajeitou sua postura de modo que ficasse de frente para ela “é… mais um menos” um risinho baixo escapou pelos lábios da modelo, a narrativa que justificava seu desaparecimento por meio de uma viagem soava muito mais agradável do que a realidade “foi mais um retiro que uma viagem, achei que ‘tava precisando de um tempo mais isolada, sabe?” a resposta era um meio termo entre o cenário mencionado por adelaide e o que havia realmente ocorrido “então não tenho fotos” acrescentou, lançando-lhe um sorriso. “e você? o que tem feito?”
“ah, eu tô ok? meio na mesma de sempre, só adiciona o lado emocionalmente destruído e obcecado em assistir wandavision toda sexta-feira.” respondeu com bom-humor, mencionar sua série favorita do momento sendo praticamente tudo o que conseguia fazer nos últimos dias. adelaide ainda não acreditava que estava realmente gostando tanto dos episódios, mas ela que não iria reclamar de um bom entretenimento. “mas e você, hm, como anda?” questionou, com certa curiosa marcando sua voz. não fazia ideia de porquê a modelo sumira tão repentinamente, era difícil não acabar fazendo perguntas. “ahhhh, tipo aqueles retiros espirituais que eu vejo umas blogueirinhas fazendo? minha irmã estava louca pra sair num desses mais pro final das agendas do comeback dela, acho que não aguenta mais ver pessoas.” nessas horas, a streamer até sentia pena da irmã mais velha; astrid era uma idol excelente em sua opinião, nem deveria haver discussão sobre isso, mas era fato que não conseguia um descanso em sua vida. muito menos de pessoas. “ah, eu não ando inovando muito... acho que não sou lá divertida pra fazer algo como você. eu ando com os meus streams de sempre, na faculdade, e... ah, eu tô procurando um apartamento novo também! ainda com o meu amigo, a gente queria, sabe, um maior.”
junho:
( @vaan1121 ) → bem vindo??? eu que fundei esse clube
( @vaan1121 ) → obrigado minha cara
( @vaan1121 ) → mas cats só é podre porque não souberam mexer num computador, o musical lá é ok pelo oq todo mundo diz
( @vaan1121 ) → eu vou piratear ele aqui pra vc, pera ai
( @vaan1121 ) → obvio ne o jinhwan só sabe reclamar da minha casa e ai eu chego do trabalho aparece umas pessoas no meu sofá que eu nem convidei
( @vaan1121 ) → horrivel
( @vaan1121 ) → eu to desenhando, e vc?
( @.starfire ) → BEM VINDO SIM ( @.starfire ) → n reclama das boas-vindas da presidente ok ( @.starfire ) → mas cats!!!!!!!!!!! tem baratas!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! cantando e indo parar lá pelo meio do estômago da rebel wilson!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ( @.starfire ) → ESSE NEGÓCIO DEVIA SER CONTRA A LEI PORRA ( @.starfire ) → hihihi mt obg viu, quero a piratagem sim ( @.starfire ) → estudar coisa com tecnologia devia me deixar esperta mas me deixa é preguiçosa ( @.starfire ) → kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk ai meu deus ( @.starfire ) → mas ele n te avisa q vai levar ninguém aí? ( @.starfire ) → eu n to fazendo mt coisa n kkkkkkkkkkkkk to entediadíssima na vdd, só vendo vídeo de dead by daylight pq vai sair personagem nova ( @.starfire ) → pq já cansei de teoria de wandavision ( @.starfire ) → tá desenhando o quê?
junho:
( @vaan1121 ) → n precisa ter duvidas eu sempre estou acordado
( @vaan1121 ) → ai olha n vou ouvir, transcreve ai
( @vaan1121 ) → nao precisa ter medo n, é mt bom
( @vaan1121 ) → só vai te traumatizar um pouquinho
( @vaan1121 ) → n é como se eu tivesse algo melhor pra fazer
( @vaan1121 ) → hj é um dos dias que eu estou sozinho em casa sem amizades invasoras ou gente morando de favor reclamando da minha casa
( @.starfire ) → kkkkkkkkkkk vou lembrar msm disso ( @.starfire ) → seja mt bem-vindo companheiro de sono ✨ questionável ✨ ( @.starfire ) → ai para de ser preguiçoso ( @.starfire ) → só vou transcrever pq eu sou mt legal 😒 ( @.starfire ) → basicamente eu quero q faça velocipastor e cats parecerem filmes q os cinéfilos de plantão iam amar ( @.starfire ) → rs é exatamente isso q eu tô procurando msm ( @.starfire ) → amizades invasoras e morando de favor? kkkkkkkkkkk explica isso daí ( @.starfire ) → o que vc tá fazendo além de falar com a sua amiga linda?

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junho:
( @vaan1121 ) → voce ta perguntando isso logo pra mim
( @vaan1121 ) → defina ‘ruim’ e eu ficarei feliz em ajudar
( @vaan1121 ) → se quiser ficar acordada comigo, pode assistir gozu, é um filme incrível
( @vaan1121 ) → esses ai nao chegam nem perto dessa obra prima
( @.starfire ) → sempre bom matar a dúvida rsrs ( @.starfire ) → olha 🤡 ( @.starfire ) → ( áudio: eu tô afim de um filme que faça ou velocipastor parecer algum indicado ao oscar, ou vai me fazer achar o cgi e cats maior que carreiras ) ( @.starfire ) → eu n tenho um pingo de amor próprio, eu sei ( @.starfire ) → to com medo de procurar esse filme kkkkkkkkkkkk esse nome tem cara de questionável ( @.starfire ) → mas a curiosidade fala mais alto então vamo q vamo ( @.starfire ) → na vdd ( @.starfire ) → prefiro ver sem saber nada e sofrer por conta ( @.starfire ) → vc vai me acompanhar enquanto eu faço pipoca 😎
chaesun:
o olhar do rapaz prontamente se revirou enquanto escutava a réplica da amiga, embora ainda mantivesse o sorriso nos lábios ao ouvir seu conjunto de sentenças. “olha, em minha defesa, você não quer que eu me apegue a esses jogos de verdade. porque eu não tenho grana pra comprar um computador igual esse, e aí o que vai acontecer? isso mesmo, a gente vai brigar porque eu vou querer ficar jogando no seu.” explicou, usando o indicador para apontar para ela em seguida. “é pelo bem da nossa amizade.” as sobrancelhas arquearam-se rapidamente uma vez com aquela conclusão, embora o sorriso se mantivesse firme em sua expressão. esta apenas fora rompida, porém, após a próxima sentença alheia, que o fez fechar a expressão de imediato e estreitar levemente o olhar em sua direção. “você é hilária, adelaide.” resmungou, sustentando a expressão por mais alguns momentos antes de ceder e soltar mais uma risadinha. “esse mesmo.” confirmou, com um meio sorriso, pois nunca deixaria de achar graça a forma como a outra se referenciava ao casal mencionado. “não precisa sentir. eu acho que só não tenho tanta raiva assim porque eu não me importo muito com nada a esse ponto, então, eu só achei engraçado ele se aproximando enquanto tentava fazer parecer que tudo não passar de uma grande coincidência.” seu cenho se franziu involuntariamente enquanto ele falava, por ainda achar que aquilo não estava cheirando bem. “foi de boa? tipo, eu não entendi direito o motivo dele ter se dado ao trabalho, mas a gente só conversou e bebeu.” dera de ombros. “tentei pensar em qualquer coisa que eu tivesse que pudesse ser do interesse dele, pra ele fazer um movimento assim, mas não cheguei a nenhuma conclusão. acho que ele só tava com saudade da minha carinha mesmo… mas bem, não podemos culpá-lo, não é? olha só pra mim.” deslizou uma das palmas pelo próprio rosto, exibindo um sorriso convencido e que logo fora rompido com mais uma risada. “credo, adelaide. você cultiva muito ódio aí dentro desse seu coração, eu espero que a gente nunca brigue porque deus me livre de ficar no seu radar.”
“ei! eu não sou tão egoísta assim, que imagem péssima você tem de mim.” resmungou em protesto, baixando o tom de voz ao final, manhosa. reconhecia não ser exatamente a pessoa de maior generosidade no mundo, menos ainda a que mais apreciava dividir suas coisas, contudo - ao menos, em sua visão de si mesma -, pensava que poderia abrir uma exceção para amigos. e com chaesun, ao menos, poderia ficar de olho. “não vou te impedir de jogar until dawn, você só vai ter que se segurar quando eu estiver indo pra twitch. e deixo sua bunda ainda mais achatada com um chute se deixar a emily viva por livre e espontânea verdade.” adelaide, e provavelmente outros jogadores do videogame em específico, não era nada fã da personagem - na verdade, só gostava genuinamente de metade dos protagonistas. abriu um sorriso para lá de convencido ao ouvi-lo responder sua provocação, jogando o cabelo para trás do ombro. “hilária e verdadeira, meu amigo. ainda bem que reconhece. só me faz favor de lembrar do que eu te falei quando der preguiça de ir pro chuveiro, ninguém aguenta homem fedido.” sua face foi dominada quase instantaneamente por uma expressão de desgosto, sacudindo com leveza a cabeça para afastar aquilo de sua mente. ou acabaria até mesmo imaginando um cheiro horrível e vindo direto de sua mente criativa. o cenho feminino acabou se franzindo ao escutar o que sun tinha a dizer sobre o rapaz detestável, estalando a língua no céu da boca enquanto ponderava o suficiente sobre o assunto para ter a mais plena certeza de que juwon tinha um objetivo não-tão disfarçado. “gente mesquinha assim nunca dá ponto sem nó, meu amor. certo que deveria estar querendo alguma coisa de você. isso ou bateu do nada uma culpa na consciência, o que eu duvido bastante que seja o caso. ele tem a maior cara de pau mandado.” a zhao riu nasalmente, em deboche, e revirou os olhos. “e há controvérsias sobre a sua carinha,” óbvio que a streamer não iria poupá-lo de uma provocação ocasional. “mas, falando sério, que cara- pra dizer o mínimo, bem esquisito. deu muita corda pra ele ou poupou o seu tempo?” não se conteve de perguntar, como não sabia exatamente em que lado apostar. “meu filho, eu sou ariana, o que você esperava? não tô aqui pra ser pacífica.” declarou, deixando escapar uma risada baixa. “mas só odeio as pessoas com motivo, então você segue salvo... pelo menos por enquanto. não se acostuma muito, não.”
somin:
a jang tinha plena noção que tinha muitos defeitos, e um dos maiores talvez fosse sua facilidade de guardar rancor. mas ali, naquela situação, ela não se sentia nenhum pouco mal pelo sentimento ruim que lhe tomava toda vez que o nome de adelaide era mencionado. apesar de já ter se passado anos desde que as duas se falaram pela última vez, somin se lembrava com tanta clareza da forma abrupta com a qual o contato havia sido cortado que, caso se concentrasse bem, ainda podia sentir o coração apertado em seu peito, e aquilo era uma merda. addy havia sido uma parte muito importante da sua vida e do seu amadurecimento no passado, um dos raros casos onde a jang realmente desejava guardar boas lembranças, mas qualquer esperança daquilo havia se dissipado quando a outra aparentemente decidira cortá-la de sua vida sem maiores explicações.
o rápido xingamento que escapara na voz conhecida atrás de si fora facilmente notificado por somin, apesar dela fingir que não. permaneceu encarando as portas a sua frente, a postura impecavelmente ereta, como se fosse a única presença naquele elevador. seu único movimento fora dar um pequeno passo para o lado quando a silhueta feminina avançou para os botões, como se manter uma distância segura entre os dois corpos fosse sua maior prioridade ali – e, de fato, era. estava disposta a continuar inerte a todo o visível incômodo que causara na outra, porém, a falha das luzes do pequeno cubículo metálico fez o cenho da loira se franzir quase de imediato. olhara em volta enquanto sentia o elevador parar, e em seguida para addy, só voltando a reagir quando escutara as palavras dela. “que merda você fez?!” praticamente rosnou, avançando até o painel com tanta voracidade que chegou a bater o ombro contra o dela, para abrir caminho. tentou apertar alguns botões, sem sucesso, já que estes acendiam e apagavam e não permaneciam acesos, denotando a falta de funcionamento. “não, não, não… isso não ‘tá acontecendo…” resmungava para si mesma, insistindo no botão de abrir as portas mais algumas vezes, antes de de soltar um pequeno grunhido mal humorado e transferir uma breve porrada contra o painel. “ótimo. era tudo o que eu precisava.” voltou o olhar para adelaide. “será que dá pra você fazer alguma coisa?!”
o semblante anteriormente desgostoso transformou-se em um carregado de raiva, virando-se de imediato para encarar a ex-namorada. denominação esta que, inclusive, parecia até proveniente de algum relato de outra pessoa, de tão distante que parecia estar no passado de adelaide, pela quantidade de anos e acontecimentos desde a última vez em que haviam se visto. desde que os integrantes da família jang tomaram como objetivo de vida destruir sua vida por nada. “oi?!” em um primeiro momento, foi tudo o que a zhao conseguiu dizer. não era a primeira vez que tomava a iniciativa de se dirigir a ela, considerando que o havia feito pouco antes de maneira grosseira - e merecida, em sua opinião -, mas era a primeira em que a olhava diretamente no rosto em todo aquele tempo. e, embora outrora despertasse borboletas em seu estômago, agora vê-la não lhe dirigia nada além de repulsa. “porra, eu tenho cara de quê agora, para conseguir estragar o elevador só de chegar perto dos botões? virei uma pessoa extraordinária, esqueceram só de me falar, ainda bem que tem você pra isso.” debochou, ajeitando as sacolas no braço. “tá achando ruim? então tira a cabeça da sua bunda e tenta achar um jeito da gente entender o que diabos rolou nesse elevador, meu amor. ficar reclamando e achando que tirei poder de x-men do nada não vai ajudar.” cruzou os braços contra o peito em irritação, nem sabendo como se prestava a ficar chocada pela clara arrogância e prepotência que somin demonstrava - deveria ter ficado bem claro que pessoas como ela só tendiam a piorar com o passar dos anos. e só estava começando a piora dela. “ah, sim, porque eu também estou amando agora ter a oportunidade incrível de ficar olhando pra essa sua cara de cu por pelo menos meia hora mais. uau. nossa. acho que eu sonhava com isso todas as noites. tudo o que eu já estava precisando pra fechar essa época do ano com chave de ouro.” estava desatando a falar, de tão irritada que estava. adelaide estava bem longe de ser a pessoa mais falante do mundo - fora das câmeras, claro -, ainda mais com alguém que queria bem longe, porém era característico de sua personalidade soltar o que tinha dentro quando estava irritada. se tratando da loira, então, a menina possuía anos armazenados de raiva dela. “vai e arruma você então, se tá aí achando tão fácil. ou deixou o diploma de engenharia na outra bolsa?”
yoengjae:
a descarga de adrenalina ainda fazia efeito sobre seu corpo e, por isso, a dor sentida pelo homem não era tão intensa como seria se não tivesse sob efeito do hormônio; conseguia a suportar com certa tranquilidade, contando que não movimentasse muito a perna atingida – ou, principalmente, não tentasse se levantar novamente. mesmo sem possuir nenhum conhecimento específico na área médica, yoengjae analisou o local do impacto em busca de encontrar algum sinal de fratura, no entanto, não viu nada de muito errado. alguns hematomas já tinham se formado sobre a pele e já podia reconhecer sinais de que alguns outros surgiriam com o tempo, todavia, não tinha nenhum indício de que o osso havia sido quebrado “não vou me mexer” garantiu à estranha, que parecia estar bem mais tensa com o ocorrido do que ele, “não acho que tenha quebrado, mas…” torceu os lábios ao mover minimamente o tornozelo “não sei… talvez tenha dado uma boa torcida” riu nasalmente, embora não houvesse muito humor ali. pegou o celular assim que a mulher o estendeu e, infelizmente, não teve sucesso ao tentar ligar a tela “droga” exclamou, torcendo para que o problema técnico fosse mínimo e conseguisse consertar o aparelho. balançou a cabeça e voltou sua atenção para o momento, poderia se preocupar com aquilo em outra hora, “não ‘te vi também… ‘tá tudo bem, relaxa” murmurou, numa tentativa de tranquilizar a estranha, “você pode… ãhn, chamar um uber pra mim? meu celular não ‘tá ligando e acho que não vou conseguir ir andando” pediu, respirando fundo ao final da sentença, “talvez seja melhor ir no hospital checar isso.”
murmurou baixinho ‘é melhor, mesmo’ quando o outro comprometeu-se a não se mexer, embora não estivesse ajudando em muita coisa para fazê-la se acalmar sobre a situação. não entendia - e isso estava longe de ser um eufemismo - nada de cuidados médicos emergenciais, contudo, a menina tinha quase certeza de que mexer muito uma parte do corpo contendo uma provável - já deveria ter passado da fase de uma simples especulação, infelizmente - contusão, ou até algum tipo de torção grave, seria uma enorme burrice. não estava ali para atrapalhar mais ainda a vida do pobre coitado, então era melhor tentar ajudá-lo como poderia. “pensa que... ah- pensa que, pelo menos, a chance de ter quebrado é beeeeem pequena! e iria demorar muito mais pra curar e etc do que só uma torção, vai ficar tudo bem.” tentou assegurá-lo de que a situação, ao menos por ora, estava completamente sob controle. mesmo que adelaide não acreditasse de forma alguma em nada que estava dizendo; sequer tinha noção completa sobre suas palavras e o estado dos machucados alheios. “ai, merda...” murmurou, vendo-o parecer frustrado com seu telefone. deveria ter se quebrado na queda, então. “claro, claro que eu ligo. e, ahn, não sei, é o menor dos problemas te emprestar caso você queira ligar pra alguém... eu te devo essa. não sei se tem algum número gravado na cabeça, mas fica a oferta.” ofereceu, rapidamente desbloqueando o celular e procurando o aplicativo de corridas. caso as posições deles fossem a inversa uma da outra, zhao certamente estaria perdida. o número de sua irmã era o único - além de uma delivery de comida mexicana - que guardava na memória, e astrid acabava com a rotina extremamente corrida pelas promoções de seu grupo musical; dificilmente ela iria atender a sua irmã mais nova. “nem tanta andar mesmo, pelo amor de deus. deixa que eu te ajudo a ir lá no carro quando chegar.” deixou bem claro, encarando-o diretamente no rosto. “certo... deve chegar em uns vinte minutos. se não tiver trânsito.” e a garota realmente esperava que este não fosse o caso. “aliás, hm... eu sou a addy. e vou te pedir desculpas de novo por isso. tá meio ruim pra um começo de ano, né?”
chaesun:
sun ouviu toda a explicação da amiga, assentindo com a cabeça por entre as frases. “eu não faço a menor ideia do que você ‘tá falando.” a resposta fora acompanhada de um sorriso de canto. apesar do tempo de convivência, ele continuava tendo o total de zero experiência com todas aquelas coisas que a mais nova tinha como seu ganha pão. “ei, eu até tirei os sapatos antes de deitar aqui, me dê algum crédito.” lançou-lhe um olhar levemente estreitado, ajeitando-se sobre o colchão para virar o corpo de lado e assim permanecer de frente para ela. acabou soltando uma risada com a terminologia escolhida pela amiga, negando com a cabeça levemente. “quase. foi o namorado dela. eu já te falei dele, não falei?” levou uma das mãos até o próprios cabelo, despreocupadamente remexendo em alguns fios enquanto falava. “encontrei ele lá naquele bar que eu te levei na sexta, há umas duas quadras daqui. não faço a menor ideia do que ele tava fazendo por esses lados, não tem nada a ver com ele.” completou, o cenho levemente franzido. “a gente era bem amigo antes, mas não se falava desde a merda toda do antidoping. ele foi uma das pessoas que não quis mais papo comigo.”
soltou um suspiro dramático em alto e bom som, balançando a cabeça de um lado para o outro como se estivesse decepcionada. “eu falhei como sua guia no mundo dos games, sun. nós vamos ter que fazer um intensivão no fim de semana, não te deixo sair pra lado nenhum- ou melhor, lado nenhum que não seja o chuveiro, antes de zerar until dawn e aprender as manhas básicas de dead by daylight.” declarou, totalmente decidida sobre aquilo por ser boa em sua mente a ideia de poder conversar sobre as coisas que tanto gostava com o amigo. sem contar que sempre era bom terem mais um assunto em comum. “eu te deixaria trancado aqui sem opções, mas... banho é atividade essencial.” colocou o indicador e o polegar sobre seu nariz como uma pinça, agindo como se estivesse precisando fugir de um fedor presente ali. era implicante de natureza e duvidava que chaesun fosse ficar realmente surpreso com isso. “huh, o com cara de arrogante lá?” revirou os olhos, sentindo nojo imediato só de lembrar dele; ele e somin realmente se mereciam. maneou a cabeça em afirmação de que estava ouvindo o que o outro falava, apoiando ambas as mãos sobre o colo enquanto isso. “olha, por um lado é até bom que ele seja mesmo um merda, me dá menos culpa na consciência de odiar ele pela companhia.” resmungou, revirando os olhos. “mas sério, quem é sacana de fazer isso com quem chamava de amigo? sinto dizer, sun, mas ele não era seu amigo de verdade, não. e é um imbecil. como foi o reencontro de vocês?” questionou, curiosa com aquilo. “só me diz que você colocou suas roupas no fogo e tomou banho de álcool gel depois de ficar perto do belzebu.”

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yoengjae:
a combinação entre cursar uma faculdade e auxiliar na administração dos negócios da família costumava exigir mais do que yoengjae costumava dar conta de maneira natural e, sendo assim, eram inúmeras as situações em que o hak negligenciava sua vida social e, até mesmo, suas noites de sono a fim de conseguir solucionar todos os problemas que caíam sobre seu colo; sabia que tinha a opção de delegar muitas dessas tarefas, principalmente as de cunho profissional, no entanto, detestava a ideia de as passar para sua mãe – acreditava que a mulher já havia trabalhado o suficiente ao longo de sua vida, que já abrira mão de muita coisa para conseguir fazer com que seu negócio desse certo e conseguisse prover para o filho, portanto, ele preferia se sobrecarregar a correr o risco de deixar que ela o fizesse. dedicava, em ocasiões assim, quase que toda sua atenção e tempo para tentar resolver tudo o mais rápido possível e, por isso, andava com o olhar fixo sobre a tela de seu telefone, sem se preocupar em ver o que acontecia ao seu redor; caminhava num ritmo apressado, queria chegar em casa o quanto antes, e só notou a ciclista que se aproximava quando já era tarde demais para desviar. o choque aconteceu de uma maneira extremamente rápida e yoengjae só foi perceber o que havia acontecido quando já estava no chão. o acidente fez com que uma descarga de adrenalina percorresse seu corpo, o que fez com que ele não sentisse dor – ao menos não num primeiro momento – e, então, não demorou para tentar levantar, contudo, não conseguiu o fazer. muito pelo contrário, foi jogado novamente no chão ao tentar pôr o peso do corpo em uma das pernas. “puta que par-” exclamou no que torceu seus lábios em uma careta de dor, não precisava ter nenhum conhecimento específico na área de trauma para saber que o impacto havia causado uma fratura no membro “e-eu não sei” murmurou em resposta para a desconhecida e ergueu a barra da própria calça, com extremo cuidado, para expor a parte mais dolorida, a fim de tentar descobrir a gravidade do machucado, “acho que… não sei, merda, isso ‘tá doendo bastante” respirava fundo entre as palavras “consegue me alcançar meu celular? não sei onde que caiu” pediu, torcia para que a queda não tivesse arruinado o aparelho.
engoliu em seco ao escutar a resposta do outro, controlando-se ao máximo que conseguia para não começar a surtar ali mesmo pelo estado em que o havia deixado. era sempre cuidadosa ao andar de bicicleta, mas justamente no dia em que decidiu conversar um pouco com sua irmã ao andar por um parque praticamente vazio, acabava acertando alguém com tudo. parecia até que o destino gostava de brincar com a sua cara. “por favor, tenta não se mexer, huh, muito, que acho que só vai piorar se você ficar fazendo isso. não sei eu- eu nunca me machuquei na perna, mas imagino que... o melhor seja ficar parado.” começou a tagarelar, completamente desesperada e sem saber o que poderia realmente falar ou fazer para ajudar o outro além de se oferecer para ligar para alguém. ou para a ambulância, dependendo da gravidade do estado em que a perna do desconhecido se encontrava. “eu te alcanço, sim... só... deixa eu ver onde tá ele, ok?” então, virou-se para dar uma olhada em volta do local em que estavam, procurando o aparelho do outro com o máximo de atenção que conseguia em um momento como aquele. não demorou tanto quanto imaginava, vendo um brilho que imaginava ser do sol refletindo na tela, e rapidamente se ergueu de onde estava (ao menos, no máximo de velocidade que o corpo cheio de dores permitia) e caminhou para pegá-lo. era o mínimo dos mínimos que poderia fazer por... bom, seja lá qual fosse o nome dele. “aqui...” entregou o celular, nem querendo ver o estado no qual este se encontrava para não acabar ficando ainda mais surtada com aquilo tudo. “você, é, hum, quer que eu ligue pra alguém? ou pra... uma ajuda? tem algo mais que eu possa te ajudar? e, pelo amor de deus, me desculpa mesmo, eu... eu juro que não te vi mesmo...”
somin:
fazer compras era praticamente uma terapia para somin, mas isso fugia um pouco da realidade quando se tratava de compras de natal. não era a época do ano favorito da jang, especialmente por significar ficar por tempo prolongado com os pais. havia tirado o dia especificamente para conseguir um presente para a mãe – que era uma das coisas mais difíceis que fazia na vida –, e por ainda não ter encontrado ao que a noite já caia, seu humor não era dos melhores. com algumas sacolas já em mãos, ela esperava em frente ao elevador para poder ir para outro andar do shopping, aproveitando do tempo para apanhar o celular e digitar uma mensagem rápida para juwon avisando que demoraria mais do que o previsto. só ergueu a atenção quando as portas se abriram, e assim que olhou para dentro do elevador, somin congelou.
mesmo com todo o tempo que passaram sem se ver, não precisou mais do que meio segundo para reconhecer as feições de @rataborrachuda. já sabia há um tempo considerável que ela havia voltado para a cidade, mas fazia questão de ignorar todas as notícias que tinha sobre a garota. estava terminantemente decidida a nunca mais vê-la novamente, já que a mágoa do que havia acontecido anos atrás ainda era tão fresca quanto seria se tudo o que se deu entre as duas tivesse acontecido no dia anterior. trincando os dentes, a jang cogitou seriamente apena dar meia volta e não entrar ali. mas não o fez. não daria aquele gostinho a adelaide.
pela demora que aquele conjunto de pensamentos exigiu, as portas do elevador ameaçaram se fechar. no último segundo, somin esticou o braço, impedindo que tal fato acontecesse. ainda a encarava quando entrou no cubículo de metal, mas não disse uma única palavra. dentro deste, dera as costas para a figura de addy com tanto vigor que podia jurar que sentiu os cabelos batendo contra o rosto alheio – apenas outra coisa que fora ignorada por somin. apertou o botão de seu andar e encarou a frente, disposta a passar aqueles minutos torturantes de trânsito em completo silêncio.
as festas de final de ano outrora estavam entre as ocasiões mais adoradas por adelaide. porém, o passar dos anos e a perda do verdadeiro significado de família em seu coração haviam feito a menina não sentir mais a mesma emoção quando a neve começava a cair e seul era tomada do espírito natalino. nem mesmo estava disposta a comemorar mais com sua família os feriados, e realmente não planejava fazê-lo, entretanto, não queria deixar sua irmã chateada. não quando a velha havia deixado tão explícito o quanto era importante para a streamer acompanhá-la.
portanto, lá estava addy, com uma sacola de presente para cada familiar lhe causando mais dor no braço que o recomendável, aguardando o elevador do shopping descer para o andar térreo e poder finalmente ir para casa e se livrar daquela tarefa. assim, ao menos, poderia pretender que nada estava acontecendo até o infeliz dia comemorativo chegar. como estava com seus airpods, a forma que havia arrumado de se distrair das músicas natalinas irritantes e não ter que ficar se desenroscando dos fios do fone normal, distraí-se o suficiente para não prestar muita atenção e não notar realmente quem entrava ou saía do elevador.
porém, no exato momento em que notou uma pessoa entrando abruptamente no elevador, addy tomou a infeliz decisão de checar quem era. apenas para encontrar ali a última pessoa em todo o mundo que a zhao desejava ver pelo resto de sua vida. e se considerava com um passe livre, sem o menor questionamento, para demonizá-la, considerando como fora a responsável não só por estragar sua vida, mas arruinar completamente e sem volta sua relação com os pais. era até absurdo ter que realmente encontrá-la outra vez e não poder arranhar aquela cara de sonsa que somin tinha. “ah, vai se foder.” murmurou, sentindo o desagradável cabelo em seu rosto. zhao, desejando se livrar daquele momento ao ponto de se dispor a descer o resto dos andares pelos lances de escada, como era capaz de pular no pescoço da loira se continuasse ali, resolveu dar um passo à frente para apertar o botão de outro andar. contudo, antes que pudesse fazê-lo, ela sentiu um baque de leve, acompanhado de uma falta de movimentação do elevador. “sinto ter que te avisar que essa merda de elevador acabou de parar de funcionar.”
um dos hobbies favoritos de adelaide era andar de bicicleta, especialmente quando podia se enganar de ser uma pessoa atlética, mesmo que esta fosse a única forma de atividade física que ela fazia. deveria ser um pouco menos sedentária? possivelmente, mas não estava bem em suas prioridades no momento. o passeio só não estava melhor por um motivo: como sua memória havia falhado em a lembrar de pegar os fones, estava precisando andar sem ter as músicas como companhia, o que realmente não gostava. nada que não pudesse superar, ao menos. viu que havia uma notificação nova de mensagem de sua irmã no celular e, achando que não daria nenhum problema por não ter muitas pessoas no parque próximo a faculdade, pegou o aparelho para ver o que era ela e respondê-la. só não imaginando que, com isso, a bicicleta acabaria se aproximando o suficiente de alguém surgindo do nada (só para ela, em sua irresponsabilidade de não prestar atenção ao caminho), e que só perceberia quando era tarde demais para virar para outro lado. sentiu o impacto da bicicleta acertando o rapaz com tudo, assim como o seu próprio caindo no chão em seguida. puta merda, pensou, sentindo a dor da queda e tendo a mais absoluta certeza de que estava com um arranhão daqueles em em sua mão direita. ao menos estava com leggins compridas e uma jaqueta esportiva, podia agradecer por não ter se ferido mais. “que inferno...” murmurou, vendo que seu celular não estava mais inteiro, e sim com uma bela rachadura na tela por como havia caído com ele se voltando para o chão. sempre havia escutado sobre os perigos de mexer no celular ao dirigir e tudo o mais, mas ao andar de bicicleta era novidade. “ei, você tá bem?” addy perguntou, hesitante, para @yoengjae, enfim tomando coragem de olhar em sua direção. poderia ser a sua mente pregando uma peça no desespero, entretanto... era sua impressão ou sua perna estava numa posição bem esquisita?
semicerrou os olhos ao avistar a figura conhecida, se perguntando se era mesmo sua amiga ou se estava vendo coisas. porém, ao identificar uma peça de roupa conhecida que a garota estava usando, teve certeza; aquela era, sem discussões, @chatmanee. assim, adelaide fez o que logicamente alguém encontrando uma amizade na rua (ainda mais uma da qual sentia saudade, por não se verem havia um bom tempo) faria: praticamente berrou seu nome, para chamar sua atenção antes que acabasse a perdendo de vista. “já estava até achando que você tinha sido abduzida, amiga. quanto tempo faz que a gente não se vê, hein?” fez o questionamento, rindo nasalmente. embora não fossem exatamente próximas, a companhia de joo nos eventos que costumavam frequentar juntas era sempre ótima. sentir sua falta era simplesmente natural. “me disseram que você ‘tava viajando, é verdade? onde que foi? quero ver as fotos todas, hein.”

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( @kimjunhos ) → ei
( @.starfire ) → tá acordando ainda?
( @.starfire ) → tô mt afim de ver filme BEM ruim e preciso de recomendação
( @.starfire ) → e vc é o melhor qq
( @.starfire ) → mas pfvr me providencia uma horrível mesmo de eu questionar pq tô perdendo tanto o meu tempo
( @.starfire ) → os dois últimos assim que eu vi foram the room e cats, tenta superar isso rs
chaesun:
sun havia extrapolado um pouco o horário no bar naquela noite, em parte por conta do encontro inesperado que teve com juwon, ao engatarem uma conversa que acabou estendendo sua estadia no pub. ao chegar em casa, livrando-se dos sapatos e de seu casaco logo na entrada, estava pronto para ir diretamente jogar-se em sua cama, mas interceptou seu caminho ao notar a luz que passava por debaixo da porta do quarto de @rataborrachuda e atingia o chão do corredor. não estava lá tão surpreso, considerando que a amiga sempre ficava acordada até mais tarde. decidiu, então, bater na porta dela duas vezes, antes de abri-la e colocar a cabeça pra dentro. “ainda acordada?” perguntou, mesmo que já fosse óbvio. logo em seguida colocou-se para dentro do cômodo, aproveitando que addy estava a frente do computador para apropriar-se de sua cama, ajeitando um travesseiro embaixo de sua cabeça ao deitar-se, voltando o olhar para ela. “eu tive uma noite estranha pra caralho hoje. você não vai acreditar em quem eu encontrei no bar.”
ocupando-se com uma estressante partida de dead by daylight quando deveria estar fazendo os trabalhos da universidade, nem notou a chegada do colega de apartamento de começo até este aparecer em seu quarto. “uhum. lançaram uma dlc nova esses dias, tô dando uma testada antes de fazer live do jogo porque não tô afim de ser humilhada. mas esse killer tá dando estresse pra cacete.” resmungou, exausta dos gemêos; mais especialmente, do bebê irritante que ficava atacando os sobreviventes. sem muito mais paciência para jogar, sabendo que a sua derrota era certa, e curiosa para saber o que o amigo fazia ali, desconectou do jogo antes de se virar na direção dele. “nossa, mas você é folgado mesmo, sun. sei nem o que dizer. só não suja minha cama, faz favor.” pediu, num tom levemente debochado, enquanto apoiava os pés sobre o banquinho próximo da mesa onde jogava. “e aí? o que rolou? sabe que eu sou ruim demais em adivinhação, não faz isso não.” nunca conseguia acertar de primeira esse tipo de coisa, nem sabia porque ainda tentava. “foi o filhote do cruz credo?”