FRESH OFF THE BOAT (2015-2020) 1.06 Fajita Man

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@minsarang
FRESH OFF THE BOAT (2015-2020) 1.06 Fajita Man

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miyeon x kaja
taeil:
“claro que é, eu hein. minha adolescência! tudo bem, eu não era emo, eu estava meio ocupado desolado com o disband do finkl” fez um beicinho, tanto pela recordação por lembrar de sua adolescência. morava em seul sozinho, em um internato só para garotos, gastando seu dinheiro em cds e posters da lee hyori. “não se preocupe, os vermes do meu estômago vão saber se cuidar sozinhos depois que eu comer um abacaxi” deu uma piscadinha, logo dando um tapinha amigável no ombro de sarang, como se dissesse para ela não se preocupar com o papel de titia. “vou aceitar, já que você mandou. inclusive, falando em titia, a jiae começou a perguntar mais sobre você, então seu conceito tá no mesmo nível que o do jinhwan pra ela, isso é ótimo” sorriu, pois conhecia a filha que tinha, e sabia que a timidez dela era um obstáculo para que ela fizesse mais amizades e se soltasse. quando começava a perguntar por alguém, era porquê essa pessoa era bastante importante para ela. “vou te chamar de rosinha. não porque você é rosa, mas porque você fica me espetando igual a flor” já preparou-se para proteger o corpo contra um possível golpe vindo da outra, mas gostava de implicar com sarang. se sentia mais ele mesmo do que nunca. “tá bom. se eu morrer de burrice antes da jiae completar 21 anos, você que vai cuidar dela, viu? e só por isso eu vou me obrigar a viver até os 100 anos” deu um sorrisinho de canto. apesar das brincadeiras, confiava na mulher para supervisionar a menina, sabia que ela tinha um jeitinho especial que não mostrava para todo mundo. “sabe aquela história de entrou na vila o peixe fuzila? mas é entrou na netfflix, eu assisti, entende? eu já vi praticamente tudo que entrou agora, incluindo os doramas novos. estou fissurado por uma série dinamarquesa que eles procuram um serial killer que deixa um bonequinho de castanhas no lugar dos crimes, é muito boa!” deu um gole na bebida que havia pegado para si, mas arrependeu-se pois engasgou no segundo em que sarang perguntou se a moça era gata. “sarang!” falou entre algumas tosses, enquanto limpava a boca com a mão na tentativa desesperada de recuperar o fôlego. “eu não reparo nessas coisas no meu trabalho, estou mais interessado na história dela!” desviou o olhar para qualquer outro canto da sala, pois por incrível que pareça, tinha vergonha de admitir que achava hyena, sim, bonita. e o jeito que ela sorria quando taeil contava piadas toscas.. “não tenho tempo pra essas coisas, minha filha vem primeiro. quero saber é sobre a sua vida amorosa, já que você tá zerando o bingo de namorados que tiveram destinos estranhos”
“pelo amor de deus, nem me venha falar dos seus vermes aí porque eu prefiro literalmente tudo que escutar isso. segue tocando a fita, vai.” a min se adiantou em expor seu ponto de vista, empurrando de leve seu ombro com uso do próprio; era a diversão da companhia de taeil, nunca saber em que absurdos seus assuntos iriam parar ao considerar o senso de humor duvidoso dele. “ela andou, é?” questionou, arqueando as sobrancelhas em surpresa. embora não fosse de admitir tão facilmente, a adoração que sarang possuía pela garotinha era facilmente escancarada por como seu rosto se iluminava apenas pela possibilidade de ser considerada importante por ela. “vou ficar com o meu ego ainda maior desse jeito, sinceramente… um elogio dela vale mais que mil palavras, e ela perguntar de mim é, tipo, um prêmio. o que você respondeu de mim, hein? não inventa de me difamar pra princesinha.” deixou bem avisado, apontando para taeil com o indicador direito. “que drama, taeil! eu sou uma maravilha de se ter de companhia, e eu sou muito exclusiva, ok? é absurdo você me ter de amiga e ainda reclamar!” dramatizou, fingindo estar prestes a lhe dar um soquinho de brincadeira, apenas para desviar de última hora e pegar um punhado de batatas que estavam sobre a mesa. “é assim que se faz, meu bem. prefiro esperar ela crescer pra me arriscar a ficar com a guarda dela, porque você não deve querer que o seu bebê aprenda uma maratona de palavrões, né?” ergueu uma sobrancelha, rindo. “ah, eu acho que vi essa daí! no caso, vi no catálogo, porque assistir eu não cheguei ainda… eu vi aquela da cozinheira de castamar na semana passada, é bem boa. mas nunca tô com muito tempo, então geralmente só revejo de novo e de novo the office.” deu de ombros, imaginando que ele já seria conhecedor de sua rotina em rever a série naquele ponto em que estavam de sua amizade. a reação alheia quanto ao seu comentário sobre a escritora do manuscrito fora o suficiente para arrancar uma gargalhada sonora de sarang, que sentia-se tendo acertado diretamente no alvo com aquele tópico. “se não reparasse, não estaria se defendendo tanto assim!” retrucou, apenas para implicar com o mais velho. “ela é bonita, é?” prosseguiu, o seu pequeno esforço de deixá-lo vermelho sendo realizado sem dó. “por isso mesmo, meu bem, que a sua vida amorosa é muito mais interessante de ser focada que a minha. eu já aceitei que os meus namorados saem todos direto de um episódio de the twilight zone, mas você não precisa ir pro mesmo caminho.”
taehyeon:
eram poucas as pessoas que tinham algum conhecimento a respeito da a vida do caçula dos gwan antes de sua mudança para a capital ainda na tenra idade de dezessete anos e, caso questionado acerca desse fato, ele certamente responderia que preferia que as coisas seguissem dessa forma. gostava do distanciamento que existia entre seu passado e seu presente, de como conseguiu construir uma nova realidade completamente diferente da em que cresceu, no entanto, independente do quanto se afastasse, ainda conservava alguns laços com a cidade natal; um exemplo de vínculo antigo que se mantinha intacto, talvez o melhor exemplo possível, era justamente sua relação com a família min, que o acolheu anos antes, quando taehyeon ainda era praticamente uma criança. não existe nenhuma combinação de palavras de reconhecimento que consiga fazer justiça ao grato ele se sentia por tudo o que o casal havia feito por si e, portanto, como forma de tentar externalizar tamanha gratidão, sempre procurava passar um tempo junto deles quando ia até wonju para visitar seus pais. sua última ida à cidade acontecera dias antes e nela o barista fora incumbido de uma missão pela matriarca da família: levar um vestido para @minsarang já que a filha não havia retornado para casa para o buscar; ela era, provavelmente, a única pessoa em sua nova vida que o conhecia desde sua infância e, por mais que o relacionamento dos dois nunca tivesse sido exatamente bom, o gwan ainda a mantinha por perto em consideração à família da mais velha. por isso estava ali, em um ambiente em que dificilmente estaria em outra situação, com a peça de roupa em sobre um de seus ombros “aí ‘tá você” exclamou ao finalmente visualizar a conhecida, logo se aproximando da menor, “aqui, sua mãe me pediu pra te trazer isso” estendeu-lhe o cabide com a vestimenta “ela disse que achava que era importante por que você disse que precisava, mas nunca foi lá pegar então ela chegou a mandar lavar e tudo mais pra que não ter risco de estragar o tecido lavando em casa” fez questão de mencionar o esforço da mulher para garantir que a roupa seguisse no estado perfeito para a filha “ela sente sua falta.”
a surpresa em encontrar o conhecido em seu ambiente de trabalho não poderia ter sido maior, e com os traços sempre reagindo da mesma maneira com a qual estava se sentindo naquele momento, a min não deveria estar com o menor disfarce em sua expressão sobre o quanto não esperava aquilo. e, embora a própria sarang fosse admitir o quanto era maldoso de sua parte pensar isso, era fácil identificar o gwan até pelo simples fato de estar destoando tanto no ambiente em que se encontravam. ter alguém que era conhecedor de sua história de uma forma tão íntima, como praticamente cresceram juntos, não era um fator que deixasse sarang realmente confortável; não quando fizera tanto esforço para ir além do que o mundo esperava daquela garota interiorana, querendo deixar para trás tudo o que ela representava. “ah, oi. o que você faz aqui?” perguntou, em apenas uma demonstração de educação, como a visita dele provavelmente estava relacionada com seus pais. embora nem soubesse o que poderia ser pior, a tentativa dele de deixá-la sentindo culpa por seus pais ou a possibilidade de ser algo além, como vir lhe pedir favores. e, em todo caso, em sequência sua dúvida já era respondida por ele. “nossa, eu nem me lembrava que tinha deixado lá… ela não disse mais nada, achei que ‘tava na casa da minha amiga mesmo.” murmurou, sentindo-se na necessidade de defender-se um pouco dele, mesmo sabendo que não possuía motivos para tentar aquela abordagem. a mulher era quem sabia da própria vida, não era? “eu vou visitar ela quando as coisas acalmarem, já foi complicado o suficiente no fim de ano. eu trabalho praticamente sem férias, sabe? não é toda hora que eu tenho tempo até de ir na esquina.” ainda assim, lá estava ela entrando mais um pouco em seu modo defensivo, enquanto pegava o cabide com o vestido com cuidado e o dobrava no braço. a verdade sobre a questão do fim do ano era outra, porém, ele não precisava saber disso. além do mais, será que os meses passados na casa da infância no ano anterior não contavam como uma penitência? “obrigada, vou avisar pra ela depois que você me entregou. precisa de mais alguma coisa?”
juwon:
ainda que fosse praticamente impossível para juwon relaxar por completo, independente de com quem ou onde estivesse, era notável como ele se sentia mais à vontade na companhia da amiga do que na da maioria das outras pessoas do seu convívio: sua postura corporal estava visivelmente mais descontraída do que o habitual e suas reações eram mais espontâneas do que calculadas “você sabe que é verdade” seus lábios se curvaram sutilmente, formando um sorriso presunçoso, no que se virou brevemente para ela. por mais que as ruas estivessem praticamente livres, ele tomava seu tempo, sem afundar o pé no acelerador como usualmente fazia, “ah, claro, aposto que minha mãe iria achar isso o máximo” balançou a cabeça em negação ao soltar um riso nasalizado, não conseguia nem imaginar a irmã se comportando da maneira descrita por sarang, contudo, não tinha dúvidas de que uma atitude como aquela não seria bem vista pelos patriarcas “seria capaz dela mandar a bora pra uma dessas escolas internas pra aprender boas maneiras de novo” o cenário, por mais fictício que fosse, não era exagerado, tanto que o primogênito dos seong conseguia o visualizar sem nenhuma dificuldade “pode tirar ela das mãos da somin se quiser, seria um favor pra mim” deixou que um suspiro cansado escapasse por seus lábios, a presença da caçula, muitas vezes, incomodava-o e ele não se importaria caso a min conseguisse a tirar de seu caminho. não conteve um riso ao ouvir a exposição alheia acerca de seu antigo relacionamento “como eu sempre falei: aquele cara era estranho” reforçou, torcendo sua expressão em uma careta ao se recordar do sujeito mencionado, “deve ter sido até melhor que ele não te respondeu por que assim não precisa encontrar com ele de novo” olhou para a menor pelo canto dos olhos antes de dobrar a esquina que os deixava na rua de seu destino “eu não presto atenção em outros caras pra ter algum pra te indicar, sally” retrucou de maneira automática, dando de ombros ao final da fala. revirou os olhos ao a ouvir, estacionando seu carro próximo à entrada do restaurante, “eu ‘tava ótimo no meu sofá, você quem ‘tava precisando da minha ajuda.”
a sentença em um visível tom de convencimento arrancou um revirar de olhos de sarang, que nem deu bola para respondê-lo, imaginando que sua expressão já diria o bastante sobre o que pensava daquilo. a semelhança entre suas personalidades se apresentava ainda mais em momentos como aquele, quando a min parava para pensar em como aquilo facilmente poderia ter sido uma frase saída de sua boca. “bom que concordamos, seria extremamente educativo pra ela. a sua mãe que é careta demais pra ter a ideia de que os homens do mundo não merecem receber esse tratamento.” retrucou, deixando que uma risada baixa escapasse de seus lábios. “escola internas? meu pai amado, que perrengue chique é esse? se eu fosse mal educada, a minha mãe só tirava a minha sobremesa.” o encarou utilizando somente o canto dos olhos, como logo já tornava a desviá-los para a janela de seu lado do veículo. “a pirralha anda muito grudada na sua namorada, é? ela já começou a se vestir igualzinho?” indagou, visivelmente zombando da situação alheia. pobrezinha da bora se seguisse aquele caminho, acabou acrescentando somente em sua mente, como a namorada dele era um tópico que preferia não se estressar entrando. “é, verdade… encontrar ex é um saco, e a coisa fica ainda pior quando tem a certeza de que vai rolar dramalhão, como seria com ele. vou te contar, nada muda a minha ideia de que ignorar seu ex se você ver a pessoa é o melhor favor que você pode fazer pros dois.” pontuou, dando de ombros. lidar com sentimentos como aqueles, fossem de sua parte ou de outras, era uma dor de cabeça que nunca se dispunha a enfrentar de boa vontade. “seus contatos tão ruins então, é? triste.” virou-se então para o amigo, erguendo uma sobrancelha. “você ia passar a noite entediado pra cacete sem a minha companhia, porque se tivesse fazendo qualquer coisa melhor era mais fácil ter me mandado me virar, isso sim! então vai e aceita a verdade, juwon. é mais fácil.”

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yuna:
os finais de semana sempre eram movimentados para yuna, e por vezes, ela se desligava de sua realidade para aproveitar a vida que lhe era proporcionada naquelas ocasiões. não era raro ela ficar incomunicável naqueles dois dias que permitiam-na mergulhar na porção da dualidade que ela mais gostava de sua rotina, e assim, quando retornou para casa, no final daquela noite de domingo, o celular explodiu de mensagens recebidas naquele meio tempo, assim que se reconectou ao wi-fi da residência. delas, respondeu apenas uma, aproveitando para convidar @minsarang para jantar consigo. dessa forma, podia aproveitar para dividir com a amiga sobre a viagem breve que fizera, tal como mostrar a ela tudo o que aqueles dias haviam lhe rendido em bens materiais. o intervalo de tempo que levou para a min chegar até seu apartamento fora utilizado por yuna para desfazer sua mala e separar as roupas novas que havia trazido consigo, de forma que precisou pular por entre algumas sacolas para conseguir correr até a porta quando ouviu a campainha desta, já que, àquela altura, o porteiro do prédio nem incomodava-se mais em anunciar a chegada quando se tratava de sarang, tamanha era a frequência dela por ali. “eu ganhei um vestido que é perfeito para você!” foram as primeiras palavras expelidas pela choi, de forma animada, assim que abrira a porta para recebê-la. deu um passo para trás, dando espaço para que sarang pudesse entrar. “mas desbloquear esse mimo vai ter seu custo. eu exijo pelo menos um abraço bem apertado e dois beijinhos de cada lado do meu rosto, porque faz séculos que eu não te vejo! eu estava com saudades. onde foi que você se enfiou?!” provavelmente, mal havia duas semanas desde o último encontro das duas, mas yuna exagerou, como sempre fazia, para aplicar mais dramaticidade às palavras.
aproveitar o tempo com uma de suas amigas mais próximas era absolutamente tudo o que sarang podia desejar para finalizar seu maldito fim de semana; repleto das ligações intermináveis de sua chefe e sua família questionando quando conseguiria uma folga para visitá-los na cidade natal, estava certa de que saira até mesmo fumaça de suas orelhas em um certo ponto. portanto, mal pode conter seu ânimo com a ideia de ir até a residência de yuna para a acompanhar e poder desfrutar do entretenimento que a garota certamente lhe proporcionaria com todas as suas histórias. seguindo o percurso já tão conhecido até o apartamento da choi, não precisou tocar a campainha mais de uma vez para ter certeza de que ela reconheceria sua chegada, como avisara pouquíssimo antes que estava no elevador; e, ao ter aquilo concretizado, não se dispôs a perder tempo e já adentrou o imóvel com o sorriso que sempre tomava seus lábios quando era na companhia dela que estava. “quem sai de viagem pra ganhar mimos é você, mas eu acabo sendo presenteada, é? ah, como eu amo ser sua amiga.” declarou, rindo. eram incontáveis motivos que se mostravam como os responsáveis pelo valor que dava para a amizade que possuíam, contudo, e sarang esperava que yuna soubesse o quanto sequer poderia contabilizá-los. “também estava morrendo com saudades de você, ok! detesto ficar esse tempo sem te ver, sinto que fico completamente perdida no andamento da sua vida.” suspirou, movendo-se para mais perto da amiga para envolvê-la em um abraço apertado; algo que geralmente detestava, mas que nunca seria algo ruim com alguém por quem nutria tamanho carinho. “você tem que me contar tudo! eu não quero ser poupada de detalhe algum, ok.” exigiu, afastando-se o suficiente para deixar em suas bochechas os beijinhos requisitados.
yoengjae:
divertiu-se com a resposta da vizinha e, por mais que já tivesse arruinado sua atuação ao não conseguir conter a própria risada ao fim da fala anterior, yoengjae decidiu dar continuidade a pequena encenação criada por eles “eu não prometi nada” defendeu-se, forjando uma expressão de ultraje, “só disse que mandar minhas encomendas pra sua casa era minha nova tática de flerte” entonou a frase como se realmente estivesse justificando algo para a outra “não queria te iludir, sara, você é diferente das outras, mas… sou uma alma livre, sabe? não consigo me prender” mais uma vez falhou em permanecer sério e deixou que um riso longo escapasse por seus lábios, aquela fala em nada combinava com o homem que, inclusive, costumava ser o completo oposto do personagem recém criado. esforçou-se para neutralizar sua expressão antes de seguir com a brincadeira “é, você vai ter que se esforçar” sua voz saiu um pouco mais baixa dessa vez, quase que como se estivesse fazendo alguma espécie de confissão, “vou?” repuxou um dos cantos de seus lábios em um sinal de incredulidade “não sei não, acho que vamos ter que esperar pra ver” concluiu, observando-a se afastar alguns segundos depois. encheu o peito de ar para a responder, preparando-se para se defender, “eu não compro nada absurdo, okay?” disse, por fim, “não vou sair gastando meu dinheiro a torto e a direito assim, pode não parecer, mas eu penso bem antes de comprar alguma coisa” tinha certeza de que sua defesa não adiantaria para muita coisa e sarang continuaria o incomodando com aquele assunto se assim pretendesse “e qual o seu preço pelo frete, mhm?” indagou, curioso para saber qual seria a resposta alheia. investigou o interior da geladeira e de alguns armários da cozinha para averiguar o que possuía ali antes de retornar à amiga “tenho um resto de topokki de um restaurante que tem aqui perto, alguns snacks que peguei na loja e, hm, acho que um pote de sorvete ainda fechado” comunicou-a enquanto lhe servia um copo da bebida pedida “só tenho de uva verde, pode ser?” levou o copo até ela antes mesmo de ouvir uma resposta “tem uns chás também, se preferir, não sei se você gosta” deu de ombros. “ei, eu só achei que precisava de mais água, meu erro foi cuidar demais” justificou-se, rindo, mais uma vez, conforme as palavras saíam por seus lábios “love island?” questionou, não conhecia o nome mencionado, “ele deve ‘tá no quarto, vamos ali” acenou com a cabeça para o cômodo e seguiu na direção desse.
“prometeu, sim! você que não quer assumir o nosso amor, yoengjae. você é cruel, sabe, a verdade é essa. se eu fosse tão diferente assim, você não estaria me deixando logo assim de cara. seu insensível.” choramingou teatralmente, sem acreditar em como conseguia manter o personagem durante uma sentença inteira e mais uma enxugada falsa de lágrimas com a mão destra, antes de uma risada baixa escapar por entre seus lábios. o outro era uma companhia na qual sempre se divertia, tinha de admitir, mesmo divergindo muito um do outro. “é claro que vai ficar assim, meu bem. eu tenho charmes que você nem imagina, vou ter seu coração bem na minha mão até o fim do mês.” declarou, mantendo sua encenação conforme o cutucava no peito em ênfase e dava abertura para um sorrisinho convencido. “você que vai ficar correndo atrás de mim, ryan howard.” acrescentou, referenciando o personagem da série the office com um tom divertido. “aham, é claro que não compra...” a sentença era marcada por um tom bem reconhecível de descrença, com um semicerrar dos olhos castanhos completando a mensagem que queria passar ao outro. não imaginava como poderia deixar de ser divertido implicar com as trivialidades que encontrava durante o cotidiano com yoengjae, especialmente quando o homem nunca deixava de entretê-la com suas defesas. “da próxima vez, compra pra mim também. aí a gente pode experimentar juntos uma dessas furas em que seu cartão te enfia.” sorriu em sequência, apoiando as mãos na cintura. “hm... qual seria o meu preço?” min arqueou ambas as sobrancelhas, tocando o queixo com o indicador como quem ponderava sobre um tópico com muita importância. “não sei... é bom saber que eu posso manter a sua encomenda de refém em caso contrário, viu. o que você estaria disposto a me dar em troca?” perguntou, sem se envergonhar em jogar de volta o questionamento para ele. “eu não sou tão exigente assim.” a min acrescentou em brincadeira, ainda que usualmente fosse, piscando em seguida. “na real, eu adoro uva verde, até mais que a normal. muito obrigada, aliás.” pegou o copo das mãos dele, levando-o até os lábios para um gole antes de prosseguir: “e o que acha da gente dividir um sorvete? o meu pagamento de hoje pode ser isso, estou me sentindo boazinha.” a min sugeriu, soltando o nó em sua cintura que prendia o roupão verde claro. como os planos que ela fizera antes eram somente de permanecer em sua cama, assistindo televisão, era óbvia a razão de ter ido usando pijama e um roupão por cima até o hak. “love island é um reality britânico e uma enorme porcaria, daqueles de formar casal e tal, mas é ótimo pra passar o tempo.” a programação a estressava aos montes, entretanto, a entretinha de um jeito ótimo. seguindo hak em direção ao quarto, aproveitou-se do tempo para beber mais da bebida servida em seu copo - a qual era muito boa, por sinal. “cadê o meu gorducho? se ele não me receber bem, eu vou começar a chorar aqui mesmo. tô falando sério!”
(200419) miyeon — oh my god
chaesun:
emendar uma festa na outra era o que chaesun fazia de melhor, e, depois de já ter aproveitado o suficiente a boa quantidade de bebidas que estava a disposição dos convidados daquela, ele decidiu que já estava na hora de ir para a outra que havia sido convidado naquela mesma noite. bem, tecnicamente, não havia sido diretamente convidado, mas àquela altura, ele já nem se importava mais de ir como o acessório de amigos para aqueles lugares; contanto que tivesse mais bebida de graça, ele passaria por cima de qualquer constrangimento para tal. encostado em uma das paredes, em um canto mais afastado de onde a concentração de pessoas estava, chaesun trocava mensagens com o tal amigo, para saber onde poderia encontrá-lo. a conversa, porém, fora interrompida quando ele notou a aproximação de alguém, que logo ficou de frente a si. o cenho do loiro franziu-se, tentando reconhecer os traços alheios, mas não tendo qualquer sucesso na tarefa. as palavras expelidas por ela apenas deixaram-no ainda mais confuso, e ele congelou por um momento enquanto a encarava, os dedos paralisados contra a tela do celular ao que, em sua cabeça, juntava algumas peças. alguns segundos depois, ele havia entendido. “ah, pelo amor de deus! você é amiga da cassie também?!” resmungou, com certa exaustão daquele assunto. bloqueou o celular e enfiou-o no bolso do moletom que usava, negando com a cabeça repetidas vezes. “cara, eu não sabia, tá bem?! pra mim a gente ‘tava de boa e… eu não sei porque eu ‘tô tentando me explicar para você! quantas pessoas vão vir meter o pau em mim pra defender a honra dela? eu não sabia que a yang tinha a porra de um exército!”
sinceramente, sarang não estava tentando tocar em nada pessoal; seu plano era somente dar o leve susto de quem estava sendo alvo de conversas ao outro e se divertir um pouco antes de se oferecer para contar a verdade. nunca realmente imaginou que o coitado em sua frente teria um verdadeiro rabo preso em alguma questão pré-estabelecida, e simplesmente não conseguiria se imaginar deixando aquilo pela metade antes de descobrir o quê diabos havia feito para a cassie. e ela nem sequer sabia quem era essa garota! “não sou exatamente amiga, mas conheço ela de alguns amigos em comum, sabe...” pensou em mentir que eram conhecidas por conta dos estudos na universidade, mas não queria acabar se comprometendo tão cedo com o seu papel - aquilo possuía potencial demais para ser interessante. entretanto, no instante em que escutou o aparente sobrenome da garota, era como se uma luz tivesse se iluminado em sua mente. o seu problema era com a amiga daquela blogueirinha, então? que interessante. poderia até imaginar que era outra cassie, ainda que não fosse um nome comum, mas o sobrenome não a engavana em nada. agora era somente descobrir o lado dele da história. “juro que não vim aqui pra tirar satisfação nem nada contigo, até porquê não entendi muito bem como que isso chegou e tudo o mais até em mim. não que ela tenha mesmo um exército de gente contra você, sei lá... mas, tipo, ninguém fala do seu lado... achei meio chato só te ver aqui e ficar fingindo que você era uma pessoa a ser evitada.” suspirou, colocando alguns fios de cabelo para trás da orelha. “eu não fui a primeira a vir falar contigo sobre, então?”
yerin:
um sorriso pequeno lampejou nos lábios de yerin diante das palavras da amiga, sendo a perseverança que tinham com os próprios trabalho apenas um dos vários pontos das personalidades que coincidiam. era bom ter alguém que lhe entendia, e principalmente, alguém com quem podia compartilhar suas frustrações e que entenderia cada uma delas. “eu estou ansiosa para isso. tenho certeza que o processo seletivo para ser sua estagiária será um dos mais concorridos no futuro.” apesar do tom de brincadeira, era verdadeira em cada uma de suas palavras, pois sabia que sarang tinha mesmo potencial para aquilo. “eles tem um dia lá de leve sua filha para o trabalho, quem sabe eu não te trago comigo para fazer uma visita, huh? assim você pode dar algumas dicas de moda para eles.” yerin riu baixinho, tomando mais um gole de vinho da sua taça. abrandou a expressão para um sorrisinho contido, que se fez quando sentiu o rápido beijo transferido em sua cabeça. “gosto quando você afaga o meu ego. pode continuar.” manteve o bom humor, por ser o melhor jeito que tinha para responder àquele tipo de afeto. ouviu a descrição da amiga com o mesmo sorrisinho, soltando um risinho rápido ou outro em meio às sentenças. “céus, eu não acredito que ela não te deu uma folguinha nem depois do ano novo. essa mulher não tem uma vida pessoal própria, não?!” negou com a cabeça brevemente, antes de conter um suspiro que já era uma reação praticamente natural sempre que precisava falar sobre as próprias festas. “horríveis. péssimas. eu tenho certeza que a minha família é a mais sem tato social do mundo todo, porque, eu juro, sarang, não teve um único parente que deixou de mencionar você sabe quem pelo menos uma vez.” queixou-se, até saindo da posição em que estava para gesticular enquanto falava. “‘ah, mas vocês formavam um casal tão bonito!’, ‘ah, você sabe que a culpa é sempre de quem trai, não tem nada a ver com você!’, ‘ah, eu tenho alguém pra te apresentar que pode te ajudar a superar isso!’, cara! será que não é meio que uma regra de etiqueta ou sei lá não ficar falando com a pessoa traída sobre o cara que meteu um belo par de chifres nela?!”
da forma como sempre ocorria quando estava com sua melhor amiga, os cantos dos lábios não tardaram a se curvar em um sorriso com o comentário que lhe fora direcionado. realmente torcia que suas palavras se concretizassem em um futuro próximo, com toda a sinceridade do coração que possuía; gostava de enxergar em si mesma o potencial para a grandeza, o que tornava sua vida ainda mais frustrante ao ter de obedecer ordens absurdas de sua chefe. “ah, é? acho que, na real, a sua irmã vai até ficar brava me levar como a sua filha ao invés dela.” sarang riu e revirou os olhos, considerando a relação das irmãs algo realmente adorável. não possuía nem o interesse de tentar proximidade com os irmãos após todos os anos de distanciamento, então, se ocupava em admirar as relações alheias. “mas iria ser ótimo, prometo fazer pelo menos três desses caras chorarem no banheiro por usarem um terno feio.” com tudo o que a kang fora relatando ao longo do tempo trabalhando lá, ainda seria pouco para eles. “se existe alguém no mundo que eu afago mais o ego que o meu, é o seu. meu bem, eu nasci pra isso.” exibiu o sorrisinho divertido na boca, enquanto a expressão em seu rosto era a de quê falava algo muito, muito mesmo, óbvio. “ter ela até tem, mas só porque me manda fazer as coisas pra ela e aí pode ir ficar na piscina enquanto a babá cuida das filhas. a vida pessoal dela se baseia na terceirização das obrigações, eu fico completamente passada com isso.” e, dessa vez, seu revirar de olhos era em pura indignação. lena kim era alguém complicado, ainda que sarang não estivesse mais tão perdida em como levar a relação de trabalho que as duas possuíam, após os longos meses contratada por ela. “ah, meu deus... tem é que mandar tomar no cu pra ver se eles vão seguir tão falantes assim.” murmurou, incomodando-se por tabela. com a sequência de palavras que prosseguiu o comentário sobre a família kang, sarang se ocupou em beber seu vinho e encarar a melhor amiga com as sobrancelhas arqueadas; até diria que estava chocada, de alguma forma, com as falas estúpidas deles, mas era muito pelo contrário. embora houvesse se poupado de contar o motivo real do término com o ex-namorado para os pais, e soubesse na realidade que fora a grande responsável pelo ponto final no relacionamento - ironicamente, bem o mesmo tópico do qual conversavam -, ainda odiara escutar os comentários de pena. “eu juro que não entendo como as pessoas conseguem ser tão sem noção, de verdade. cara, se a pessoa terminou um relacionamento obviamente não quer ninguém falando sobre, e uma pessoa com o mínimo de bom senso também não quer se enfiar nesse tipo de conversa... parece que buscam o climão com toda a vontade do mundo. o meu conselho é deixar que falem sozinhos, mesmo.”

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chanseok:
durante praticamente toda sua vida adulta, chanseok havia reservado, ao menos, dez horas de seu dia para se dedicar inteiramente à sua carreira; sua rotina costumava ser inteiramente dividida entre gravações, ensaios, reuniões e entrevistas de modo que, quando se viu sendo distanciado do mundo artístico, o cantor se sentiu perdido. além da frustração com aqueles que considerava como sua família e o aborrecimento em ter seu nome ligado à uma mentira, ele ainda precisava lidar com as súbitas horas livres que, durante os primeiros meses após seu afastamento da agência, pareciam servir apenas para o lembrar de tudo o que havia perdido. por sorte, @minsarang havia entrado em sua vida e a nova amiga parecia estar sempre disposta a lhe salvar da tortura de ficar sozinho com suas lamentações “já falei que não vou fazer isso” um riso escapou por seus lábios ao responder ao comentário feito pela mais nova “por que que eu faria um tinder? já tentei isso uma vez e foi… bizarro, têm umas pessoas meio estranhas por aí” comentou, fora ensinado a tomar extremo cuidado com as pessoas com as quais se relacionava, a imaginar que todos que se aproximavam de si o faziam por possuir algum interesse e, por mais que não compartilhasse dessa visão, era difícil para o gok se desvencilhar completamente das lições passadas pelo antigo empresário “e quando disse que precisava arrumar alguma coisa pra fazer ou ia pirar não tava falando que preciso fazer isso.”
a min encarou o amigo com os braços cruzados em frente ao peito, uma expressão imutável por seu rosto; era óbvio que iria sim conseguir que chanseok seguisse a sua ideia, possuía até mais determinação que deveria para uma ação tão simples. queria ver o mais velho encontrando uma distração em sua vida, se conhecendo melhor e não se prendendo tanto aos valores que tinham o privado de tanto ao longo dos anos. em suma, sarang se preocupava com ele. “ah, mas vai... eu estou dando os meus conselhos de ouro pra você e ainda me oferecendo pra ajeitar as fotos da sua conta, sabe? tem que me escutar, homem.” o fuzilou com os olhos castanhos e cogitou, ainda que apenas em pensamento, arrancar o celular das mãos dele e criar ela própria. contudo, apesar de sua insistência, não queria que aquilo se tornasse algo ruim para chanseok - menos ainda uma real obrigação. “meu amor, tem gente bizarra em tudo o que é lugar. eu já te contei do meu histórico de namoro? um mais potencialmente perturbado que o outro, e eu só conheci um pelo tinder. não pode ficar com medo de conhecer as pessoas por isso, ou pode acabar perdendo muita gente legal.” onde estavam essas pessoas, sarang já não se encontrava na posição de afirmar, mas ele não precisava conhecer esse detalhe. “vai, seok... é por mim, a sua amiga que só quer te distrair. se não gostar mesmo, eu mesma deleto para você...” anunciou, um beicinho surgindo em seus lábios. “daqui uma semana e tendo tentado ao menos um encontro.”
yoengjae:
o riso que saiu pelos lábios masculinos carregava um nível de descontração ímpar e podia ser usado para exemplificar o caráter de sua relação com a vizinha; a leveza na feição de yoengjae poderia ser facilmente notada por qualquer um que o flagrasse ali e ele apreciava a companhia alheia por lhe proporcionar tamanha tranquilidade “wow, não ‘tava esperando isso” murmurou em resposta, seguindo na brincadeira que havia iniciado previamente, “você é ótima e tudo mais, mas, eu tinha pensado em algo mais casual, sabe? corações na agenda são sérios demais” não conseguiu manter a seriedade por muito tempo e se permitiu ser levado pelo riso antes mesmo de conseguir encerrar sua fala. revirou os olhos em um falso sinal de ofensa ao ouvir a pergunta feita pela menor “o que você pensa que eu sou, sara? eu nem assisto esses canais” defendeu-se, embora aquilo não era inteiramente verídico, “quase tudo que eu compro é pro dexter e ele acha bastante útil, ou pelo menos ama as caixas” balançou a cabeça e riu mais uma vez “ei, é só atravessar o corredor, não é justo cobrar um frete por isso” protestou. largou o pacote que sarang havia lhe entregue na mesa e nem se importou em o abrir, poderia o fazer em outro momento, “quer comer ou tomar alguma coisa?” perguntou no que se serviu com um copo de água “você ‘tá se saindo melhor que eu então, matei minhas primeiras… sei lá, cinco? cheguei a afogar um cactus, mas essas de agora ‘tão sobrevivendo bem” confessou, apontando para um dos vasos expostos pela sala ao final da frase. “ele tem a cama dele e o sofá, não precisa ir pra minha” quem ouvisse seu tom de voz firme poderia até acreditar que o hak afastava o felino do móvel – coisa que, definitivamente, não acontecia – “quer que busque ele? duvido que ele vá se importar de ser acordado pra ser mimado” sugeriu “ah, ‘tava tentando fechar umas contas da loja. foi até bom você aparecer por que eu ‘tava quase jogando tudo pela janela” riu nasalmente “e você? algum plano pra hoje?”
soltou um suspiro dramático, apoiando uma mão sobre o peito. “ah, yoengjae, assim você não colabora a manter o meu coração intacto. me fez promessas de um amor mais sério e não aguenta o tranco agora, não sei como proceder.” murmurou, prosseguindo com a atuação já confortável para sarang ao se considerar como a companhia do outro lhe garantia momentos de descontração sempre bem-vindos. “vou ter que conquistar o seu coração na moda antiga?” questionou, retirando a mão do próprio peito e a espalmando no de yoengjae. “melhor você se cuidar, ou logo vai estar caindo de amores por mim.” declarou, piscando em sua direção. só após alguns segundos válidos para manter a vibe da brincadeira passarem, afastou-se dele, um sorriso divertido estampado em sua boca. “ah, meu amor, você não engana ninguém. eu sei, muito bem, aliás, que o canal do shoptime é praticamente o seu melhor amigo. só não me invente de comprar nada extremamente absurdo, porque tem um limite de até onde o meu bom senso vai ir pra te defender.” apoiou uma das mãos na cintura ao falar, sorrindo. “pois já digo o contrário! a gente vive numa sociedade capitalista, então é meu dever te cobrar em busca de fazer o mínimo. pelo menos eu não estou surrupiando suas caixas.” comentou, a ideia claramente não passando de uma brincadeira com o outro, mas, não poderia deixar passar a oportunidade de realizá-la. “o que você tem de bom? porque de comida eu aceito de tudo, e não reclamaria de um suco, se tiver.” pediu, abrindo um sorriso sincero nesse momento. as revelações alheias quanto ao seu cuidado com as plantas arrancaram um arregalar de olhos de sarang, que o encarava incrédula: “um cactus?! meu deus, yoengjae! não vou poder deixar minhas bebês contigo quando precisar, não mesmo. vou voltar já planejando um funeral. deus me livre.” dramatizou, ainda que deixando uma risada escapar ao final. “camas grandes sempre são mais confortáveis, jae. o dexter está certo.” retrucou. “ainda bem que eu te salvei, huh? eu também não estava fazendo nada, só cogitando ver love island... e eu não me orgulho disso. o que acha de agora nos ocuparmos em procurar o seu filho?”
juwon:
sua amizade com a menor se distinguia em demasia dos outros relacionamentos mantidos pelo seong – diferente do que ocorria nas relações que ele mantinha somente por conta das aparências ou, até mesmo, por simples comodidade, havia uma cumplicidade genuína entre os dois. ‘não fazer muitas perguntas’ era uma regra implícita que se tonara essencial nos pedidos de ajuda feitos um para o outro, assim como o sigilo que mantinham sobre tais pedidos, “eu sei, sou incrível e você não sabe como conseguiu viver tanto tempo sem mim” um sorriso presunçoso tomou conta dos lábios masculinos no que ele se virou brevemente para a amiga “isso ‘tá ficando repetitivo já” completou, somente pelo prazer de a provocar. não conteve um riso ao ouvir qual havia sido a desculpa dada por sarang para escapar de seu encontro com o homem em questão “‘tá indo em festas com a minha irmã? não sabia que você saía com crianças, sally. devo me preocupar contigo corrompendo ela?” brincou, divertindo-se com o cenário imaginário ao acelerar o veículo em direção ao final da rua “juro que não faço ideia de onde você tira esses caras” comentou, divertia-se com a trágica vida amorosa da min, “é sempre um pior que o outro, se bem que acho que nenhum supera aquele seu ex-namorado estranho” riu nasalmente e balançou a cabeça em um gesto de reprovação ao se recordar do sujeito mencionado. um rápido olhar para a tela do computador de bordo foi o suficiente para que juwon reconhecesse o endereço do restaurante mencionado pela outra e ele logo desabilitou o som do gps por não ver necessidade de ajuda para chegar ao local “eu ‘tava em casa, vendo algum filme sem sentido que ‘tava passando na tv” murmurou em resposta, sua noite, de fato, fora animada pelo chamado alheio “a somin teve um dia cheio então já foi dormir, fiquei sem muita coisa pra fazer” deu de ombros “acredite ou não, mas, te ver fugindo daquele cara foi o ponto alto da minha noite.”
revirou os olhos com a resposta do amigo, uma careta surgindo em seu rosto ao virar-se em sua direção. “ai, não dá pra te estender a mão que você já quer o braço inteiro. só não reclamo mais e retomo meu elogio porque você é minha carona, taxi driver.” a min retrucou, usando o espelhinho acima do banco para checar sua maquiagem, alinhando os fios do cabelo com sua mão destra ao confirmar que não necessitava realmente de buscar sua escova dentro da bolsa - o encontro poderia ter sido um desastre, mas continuava linda. “eu nunca corromperia a bora, meu amor... nós dois sabemos que eu sou uma excelente influência pra ela. o pior que ela pode fazer depois de me ver, deve ser aprender a como xingar um homem até as bolas do diabo voltarem pra dentro de medo. mas não vejo como isso seria ruim.” deu de ombros, o sorrisinho debochado marcando os lábios naquele instante. “em todo caso, garanto que ainda está sob jurisdição da sua namorada a índole da borinha. quem sabe no próximo ano não reverta o quadro?” permitiu-se brincar com a situação, ainda que não possuísse plano algum e muito menos vontade de adentrar no assunto do relacionamento alheio. tinha suas ressalvas ao tratar-se de somin, logicamente, porém não seria estúpida de tratá-las com juwon. cada um com a sua vida, de todo modo. “ah, nem me fala. o cara ainda ficou se doendo horrores, nem me respondeu mais, acredita? eu só queria pegar a paleta de sombras que esqueci lá, embora já tenha aceitado que deve ter jogado no lixo.” suspirou. a culpa do término fora sua, admitia, e não era exatamente algo de que se orgulhasse. só não compreendia como o outro poderia ter a crença real de que o declínio da relação fora totalmente unilateral, cruzes. “se souber de um ou outro que seja minimamente fácil de conviver, e preferencialmente bonito, adoraria ter um nome novo na mente.” acrescentou, piscando para o seong. “ah, então eu sou mesmo o seu auge da noite. acho que podemos dizer que quem realmente te salvou fui eu, hein? juwon querido, deveria me valorizar mais.”
completamente dominada pelo tédio na festa de uma amiga, sarang estava em um ponto no qual cogitava até mesmo a ideia de abandonar seus ideias e partir para casa em um horário tão cedo - ao menos, para uma festa que começara oito e meia, dez horas era cedíssimo no parâmetro da min. não encontrava ninguém interessante para ter uma conversa e, com toda a certeza, preferia estar em casa assistindo a marvelous mrs. maisel se fosse para mofar no canto próximo às bebidas com seu celular. dando uma última olhada esperançosa dentre os convidados que estavam em sua volta, um rosto em específico veio a chamar sua atenção e captar seu interesse; embora estivesse dentre um mar de conhecidos, realmente não tinha a menor lembrança de já ter visto @chawsun em algum outro momento. então, parecia para si uma boa ideia tentar conversar com o rapaz... e, de quebra, ainda garantir sua diversão - só, um pouquinho, sendo às custas dele. com um sorriso charmoso, segurou sua bebida, andou até onde o mais alto estava e apoiou-se na parede, cumprimentando-o: “ainda bem que eu te encontrei na minha órbita, porque estava seriamente cogitando a ideia de sair.” min manteve o sorriso, levando o copo vermelho até os lábios para tomar um gole. “você não é, de jeito algum, como te descreveram. e, antes de mais nada, quero que você saiba, de coração, que eu pessoalmente não tenho nada contra você estar aqui.”
taeil:
“eu me sinto uma grávida porque tô com desejo por abacaxi ultimamente, mas nem tá na época. dia triste para ser eu” resmungou, como se fosse uma reclamação de classificação preocupante. mas era realmente frustrante quando ele queria comer algo e esse algo 1. não existia mais ou 2. estava fora de época. “você fala de mim, mas não sei como você saiu de abacaxi pra caráter. todo caso, agradeço o elogio” sorriu contente, porque realmente não fazia nada demais. depois do nascimento da sua filha, entendeu algumas questões do mundo feminino e também outras que ele mesmo desvia consertar em seu mundinho masculino. “claro que ela é linda, é a cara do pai!” brincou, dando uma risada. “brincadeira, ela é mesmo a coisa mais linda do mundo, a pérola mais brilhante dos sete mares.. você acha esse elogio muito brega? ela não entende mesmo” ficou pensativo por um momento, já que conforme jiae crescia, ser o pai babão com certeza seria um constrangimento para a menina. não que ele se importasse, a amava demais para restringir seus apelidos e cuidados. “sim, já entendi que eu vou morrer antes de você. só não sei se de velhice, burrice ou generosidade” deixou-a comer o quanto quisesse das batatas, pois era um reflexo de como ele era, generoso. fez uma careta, negando com a cabeça. “estou bem sozinho! passo mais tempo com a jiae e tenho tempo de maratonar séries na netflix, isso é perfeito pra mim. não posso fazer isso exatamente agora, porque tem uma cliente nova trabalhando comigo, mas você entendeu. tem que usar o tinder para o seu benefício, mocinha”
“uma grávida? me ofereceria pra ser madrinha, titia ama, titia cuida, mas, acho que nos já chegamos no nível de intimidade pra você saber muito bem que titia não ama e titia muito menos cuida.” deu de ombros, levando uma batata-frita até os lábios. “só a jiae, só que ela é exceção... é como, sabe, aquela música do paramore, só não sei se isso é da sua época.” não se conteve com a provocação, o cutucando de leve com o cotovelo antes de roubar mais uma batata para a sua própria satisfação. “ô, meu filho, já te falaram que cavalo dado não se olha os dentes? pois muito bem, aceita o elogio e não reclama do contexto em que ele veio.” retrucou, revirando as orbes castanhas e abrindo um sorrisinho divertido. o comentário sobre a filha que o outro fez, em seguida, rapidamente já arrancou uma gargalhada de sarang; já se conheciam o suficiente para a mulher se divertir com o jeito totalmente piegas dele. “ah, meu amor, você não deve nem fazer ideia do quanto isso é brega. mas é uma fofura, no fundo, então ainda tem com você a minha permissão de chamar a princesinha assim.” secretamente, a min percebia em sua mente como nunca recebera comentários como este de seu pai - ou de qualquer familiar em sua casa, na verdade. no máximo, sua irmã caçula. não iria estragar o momento comentando de forma alguma o que pensava, especialmente quando nem mesmo gostava de se abrir sobre seu passado e tópicos mais íntimos, porém os pensamentos que a cercavam eram difíceis de deixar para o lado. “com certeza de burrice, porque é ela que te leva a ser mais bonzinho do que, olha, praticamente quase todo mundo merece. deveria ser mais grosso, mal-educado, um pouco autocentrado. e eu sou bonita demais pra morrer, então me retiro da equação.” min estalou a língua no céu da boca, abrindo um sorriso satisfeito. “o que você anda vendo, fora a nossa série da realeza? e eu não acredito que está se afundando ainda mais em trabalho! você é um pateta sem jeito mesmo, taeil, pelo amor de deus. vou ser obrigada a mexer no tinder por você mesmo, e fazer uma seleção das melhores pessoas. e que trabalho é esse aí da cliente, hein? ela é gata?”

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juwon:
aquela não era a primeira – e, dificilmente, seria a última – vez em que juwon abdicava da tranquilidade de uma noite solitária em casa e partia ao resgate de @minsarang; não se importava em o fazer, apreciava a companhia da amiga e, obviamente, preferia encerrar a noite junto dela a continuar sozinho, no entanto, não pouparia reclamações ao a encontrar. cortava as ruas da capital coreana sem se preocupar com as luzes vermelhas dos sinais em seu caminho, mirando, ocasionalmente, a tela que exibia o percurso que deveria percorrer para chegar até a mulher até, finalmente, chegar em seu destino.
( 📲 message to ➜ sally ) tô aqui na frente ( 📲 message to ➜ sally ) aparece logo antes que eu mude de ideia
largou o celular assim que lhe enviou a segunda mensagem e fixou seu olhar sobre o local onde a min estava, aguardando a ver. por sorte, não demorou muito para que o seong reconhecesse a figura feminina que se aproximou de seu carro “aquele que era o cara?” questionou, assim que a porta do veículo foi aberta, sem nem se preocupar em se virar para a outra “o que saiu atrás de você?” apontou para o rapaz em questão. permaneceu o encarando por mais alguns segundos antes de se voltar para frente e ligar o carro “não sabia que você ‘tava fazendo trabalho comunitário, sally” riu nasalmente, mirando-a pelo canto do olho brevemente, “onde é o tal lugar perfeito que você falou? é bom que seja bom mesmo, eu ‘tô com fome.”
a relação que mantinha com juwon envolvia, desejando ou não, os diversos altos e baixos que a vida lhes resguardava em aspectos mais individuais de ambos; perdera já há muito tempo a sua conta das vezes em que haviam se ajudado a livrarem-se das mais incômodas situações, com o acordo implícito de que nenhum genuinamente julgaria o outro pelas ações que os haviam posto em tal posição, num primeiro momento. e, após os acontecimentos desastrosos daquela noite, a min somente poderia agradecer por possuírem uma dinâmica como aquela, pois estava certa de que sairia ela mesma marchando do restaurante, com uma desculpa esfarrapada a tira colo, em caso de ter que aguentar mais cinco minutos na companhia daquele brutamontes. quase berrou, com todas as suas forças, um agradecimento aos céus quando o rapaz notificou-a de que havia parado em frente ao estabelecimento, levantando-se da cadeira a toda velocidade e ajeitando a bolsa em seu ombro - se o paspalho acreditaria na história breve que inventara, bom, aí já era o que chamaria de problema dele, porque realmente não se importava em ser desmentida por um imbecil como ele. “juwon, eu nunca te amei tanto antes.” murmurou ao praticamente se jogar para dentro do carro, largando a bolsa azul-marinho sobre o colo. “ah, aquele mesmo. jura até agora que eu tô indo pro aniversário surpresa de uma amiga, que era mais tarde, mas não está saindo como o esperado e o queridíssimo irmão dela veio me buscar.” ajeitou em seu entorno o cinto de segurança, revirando os olhos. “se vai cair nessa conversa não sei, mas... que se foda, cara insuportável. deve ter pago alguém pra escrever mensagens, porque eu juro que ele não parecia capaz de formular nem duas frases coerentes seguidas.” grunhiu, irritada de ter gastado seu tempo com o infeliz daquela forma. então, para que o amigo pudesse dar partida, esticou-se de forma que pudesse digitar com facilidade no teclado do visor, pondo o endereço do restaurante no gps. “voilà, meu amor. e o que você estava fazendo antes de eu salvar a sua noite com a minha companhia, aliás?”
yerin:
o cenho de yerin prontamente se vincou diante do que ouvia a amiga relatar sobre o trabalho, e por mais insatisfeita que estivesse com aquilo, não era como se a kang fosse tomar qualquer outra atitude se não aguentar se estivesse no lugar da outra. “que droga.” comentou, exibindo um pequeno biquinho. “mas logo eles vão ver que você é muito melhor do que apenas uma babá e reconhecer que você merece mais, amiga. não desiste ainda, não.” a mão livre fora até um dos ombros femininos rapidamente, dando dois tapinhas ali ao que exibia um sorriso. yerin sempre seria a primeira e encorajar suas amigas quando se tratava da carreira profissional delas, vendo que sempre fora muito focada nisso. aproveitou para tomar um gole longo do vinho enquanto escutava a réplica dela sobre sua situação, reprimindo um suspiro. “é, eu sei. tento me lembrar disso diariamente para não acabar caindo na pressão que alguns homens velhos e com ternos terrivelmente mal escolhidos podem fazer na sua cabeça.” chegou a soltar uma risadinha baixa posteriormente à frase. “ah, eu até quero, mas não sei se é o momento certo. quero começar o meu mestrado em breve, e acho que depois disso eles vão me respeitar um pouco mais.” dera de ombros. resolveu aproximar-se mais de sarang, repousando a cabeça no ombro da melhor amiga para que pudesse voltar a mirar a televisão, mesmo que nem prestasse muito mais atenção no que assistiam. “como foram suas festas de final de ano?”
um leve dar de ombros foi ofertado como resposta pela min, que já reconhecia de muito tempo o quão ruim seu trabalho deveria parecer quando comentava sobre ele. porém, não era boba; min compreendia perfeitamente bem o quão era sortuda não somente em estar naquele emprego, já que a estilista deveria receber centenas de currículos com considerável frequência, mas por não estar nem perto de ser o pior cargo que poderia encontrar na área da moda. “não vou desistir não, relaxa, meu amor. já aguentei bem pior que a pirralhada da lena, e se saí do meu fim de mundo não foi pra desistir antes dessa gente estar competindo pra ver que pessoa vai poder trabalhar comigo.” declarou, sentindo certo orgulho em sua voz. tinha belos planos para o futuro, só precisava que o tempo colaborasse para executá-los. “e é sempre o meu mundo poder contar com o seu apoio.” acrescentou, nos cantos dos lábios surgindo um sorriso agradecido. “ah, eu só imagino que entrar no seu trabalho me daria pesadelos pelo resto da minha vida. uma afronta quererem ditar regras, quando nem sabem escolher um blazer. sequer uma porcaria de gravata!” exclamou, seriamente indignada com as duvidosas escolhas de moda que os advogados do escritório de yerin - e no geral, na verdade - possuíam. chegava até lhe dar dor de cabeça enxergar aquelas afrontas para a moda. “com toda certeza eles vão te respeitar, yerin. você é, tipo, a pessoa mais esforçada que eu conheço!” findou a fala juntamente com um beijo na lateral da cabeça da amiga, uma demonstração de carinho que, com a mais absoluta certeza, somente dedicava - ao menos, sem algum tipo de segunda intenção - aos mais próximos de seus amigos. “foram meio na mesma que nos outros anos, amiga. não fiz muita coisa no natal, inventei uma desculpa pra não voltar pra casa e fiquei bebendo vinho no sofá. vi bridgerton, o que valeu a pena, e... no ano novo, ir viajar não foi opção, então vi os fogos de casa mesmo. tinha que trabalhar no outro dia lá pelas seis da manhã, acredita?” suspirou, frustrada. “e as suas?”