FRANCESCA "FRANKIE" C. J. LONGBOTTOM é a filha mais nova de augusta e clifford, irmã mais nova de frank. bruxa de sangue puro, selecionada para a grifinória e em seu 8º ano, também participa da sociedade de pesquisa mágica experimental, clube de runas antigas, sociedade de estudo de criaturas mágicas e clube de xadrez.
A segunda gravidez de Augusta fora um tanto inesperada e até mesmo improvável. Descoberta já em um estado avançado, o bebê era tão pequeno que quase passara despercebido, se não fosse os enjoos constantes que acometeram a mulher após o final do quarto mês. Apesar do pouco tempo para se prepararem para receberem uma nova Longbottom em seu lar, tudo estava impecável quando o rompimento da bolsa anunciou que Francesca estava à caminho.
Não demorou para que seus pais começassem a se preocupar com o desenvolvimento da filha, que não cresceu muito mais nos próximos meses e até anos, mesmo que estivessem seguindo cada recomendação dos medibruxos à risca. Quando já tinha idade para se alimentar sozinha, não eram poucas as discussões entre si e sua mãe, todas baseadas em algo que não queria comer, mas deveria. Ao contrário do irmão, sempre muito pacífico, Frankie se mostrou particularmente geniosa, o que se traduzia em constantes dores de cabeça para todos os envolvidos. Augusta, por ter de colocar algum senso em sua cabeça; Clifford, por ter que lidar com a esposa estressada; e Frank, por medo de sobrar para si, além de ter de controlar o furacão que a irmã se tornava após as discussões.
Mesmo sendo dois anos mais nova, não era incomum que se sentisse protetora com o irmão desde cedo, principalmente por notar o quão nervoso ele ficava em situações sociais. Era a primeira a fuzilar algum indelicado com os olhos — apelando para pisões no pé e empurrões, se necessário — e também o plano de resgate sempre que observava que o mais velho precisava de um. Os dois anos em que ficara em casa quando Frank fora aceito em Hogwarts foram um pandemônio em todos os sentidos: agora que suas medidas rígidas estavam dando frutos com o filho mais velho, Augusta queria colocá-la na linha de todo modo. Frankie podia até obedecer, mas não sem dar belas respostas atrevidas para sua mãe antes.
Ficou muito decepcionada quando fora selecionada para uma casa diferente do irmão, temendo que isso os afastasse ainda mais; felizmente, pouca coisa havia mudado entre eles. Era comum vê-la o aconselhando a não se preocupar tanto com os estudos, a tentar fazer alguns amigos, usar o quadribol ao seu favor… O que fazia parecer que Frankie era muito melhor nisso do que o mais velho. Uma grande falácia! Enquanto a expressão de Frank era aparentemente brava até o garoto abrir a boca, a Longbottom mais nova seguia a lógica inversa: aparentava ser tranquila, mas não escondia suas garras e descontentamento quando algo mínimo lhe incomodava… Uma revelação muito mais traumática, é claro, e que se traduzia nas poucas pessoas que permaneciam em seu ciclo social.
Quando descobriu sobre o plano do irmão em seguir carreira de auror, colocou em sua mente que faria o mesmo, alguns anos depois. Infelizmente, nunca conseguiu completar seu desejo. Já fora de Hogwarts, em uma das raras noites de descanso que se dava, decidiu comparecer em uma das apresentações do circo Arcanus por insistência de sua colega de curso. Aparentemente, ouvir suas canções era uma das formas mais discretas de descobrir o que estava acontecendo de verdade no mundo bruxo, mas que não era revelado pelos oficiais do Ministério, e Frankie sempre fora naturalmente curiosa. Ninguém esperava, porém, que o espetáculo seria invadido por Comensais da Morte, nem que muitos dali teriam seu último dia de vida.
Frankie, ao contrário de muitos, teve sua vida poupada — não por pena, mas por uma pura questão de tempo. Com os aurores se aproximando, alguns comensais mais novos preferiram apagar a memória daqueles que torturavam, pouco antes, do que tirar suas vidas, muito sensíveis ao tópico ainda. Esse fora seu destino, por pura sorte ou azar, já que restavam poucos bruxos vivos àquela altura. Quando os aurores chegaram, um grupo completamente diferente do que o irmão trabalhava, não fora reconhecida, mas levada direto para o St. Mungus para que familiares pudessem encontrar seus entes perdidos.
O problema era que ninguém sabia que estaria no circo naquela noite, com exceção de sua amiga que não fora poupada pelos capachos de Voldemort. Sendo assim, nenhum Longbottom compareceu em tempo de lhe reconhecer porque outra família, maior e mais influente, o fizera mais cedo. Os Rowle perderam uma filha comensal naquela noite, uma que estava prometida em casamento aos Gregorovitch e tinha uma missão indispensável em tentar obter maiores informações sobre o sucesso da família em duplicar os poderes da Varinha das Varinhas. Não poderiam confessar à Voldemort que eram um fracasso, porém, suas fontes informaram que havia uma sobrevivente desmemoriada que em muito se assemelhava com sua filha. Era apenas uma questão de fazê-la acreditar que sempre fora Morwenna Rowle e forçar o cumprimento do plano.
1999: O que seus pais, se é que poderia os chamar assim, não esperavam era que o casamento arranjado com os Gregorovitch não trariam os frutos que desejavam. Na verdade, sequer tiveram tempo de concluir seu plano, já que a derrota de Voldemort pelo lendário Harry Potter — um bebê — não demorou para se espalhar. Sem serventia para uma mulher que sequer era sua filha, cortaram qualquer relação com Morwenna e desapareceram em busca de outras formas de sustentar o poder de seu sobrenome. Sua sorte era que Myndill, seu marido, era uma pessoa muito paciente e os meses em que passara lhe ajudando a redescobrir o mundo em que vivia foram suficientes para que tivessem um bom casamento.
Com suas memórias perdidas, também se esqueceu de seu desejo de ser auror. No lugar, fora incentivada pelo marido a explorar sua paixão por criaturas mágicas e se formar na área. Sua volta para Hogwarts fora direcionada pelo Departamento de Trato de Criaturas Mágicas do Ministério para monitoramento e mapeamento das espécies mágicas que vivem na Floresta Proibida, principalmente após o incidente com Dolores Umbridge e os centauros no ano anterior.
DATA DE NASCIMENTO: 13 de maio de 1958
IDADE: Dezoito anos
LOCAL DE NASCIMENTO: Dartmoor, condado de Devon, Inglaterra
PAIS: Augusta e Clifford Longbottom
IRMÃOS: Frank Longbottom
STATUS SANGUÍNEO: Puro
VARINHA: Madeira de acácia com núcleo de pelo de unicórnio, inflexível.
PATRONO: Serval.
Como 𝑭𝑹𝑨𝑵𝑲𝑰𝑬, cresceu como uma mistura de todos de sua família. É bem rígida consigo mesma em termos de aparência, de estudo, de comportamento em algumas situações sociais, o que herdou de sua mãe, porém também possui um desejo por se expressar livremente, fora desses contextos, que beira à liberdade do pai. Não é piadista como ele, mas tenta se divertir a seu próprio modo sempre. Do irmão mais velho, porém, herdou sua esquisitice: a tendência de sentir que falou demais, de morder o lábio inferior para impedir que fale ainda mais e torne as coisas piores; o não saber o que dizer corretamente em diversas situações sociais… É só vê-la tentar flertar com alguém para entender como são parecidos! Apesar do mais velho namorar e ela não.
Como 𝑴𝑶𝑹𝑾𝑬𝑵𝑵𝑨, é estranhamente mais calma, o que não dá para saber se é reflexo da falta de memória ou de ter envelhecido. Continua sendo uma justiceira para os mais fracos, o que significa que a forma mais fácil de lhe tirar do sério é tratar alguém mal perto de si. Prefere, porém, a companhia de criaturas mágicas do que de humanos, sempre escolhendo os caminhos em que não precisa cruzar com ninguém ou encontrando uma desculpa para fugir de situações sociais o mais rápido possível. Não sabe explicar por que, porém se sente muito ansiosa perto de outras pessoas, como se estivesse sempre sobre constante análise — o que pode ser uma consequência da vivência com seus pais.
HEADCANNONS
Como se pressiona muito para tirar notas boas, é comum que procure um canto para chorar em paz quando vai mal em alguma prova — o que significa, na prática, não ter tirado total. Não aceita bem ser vista nesses momentos, então faz de tudo para afastar quem se atreve a lhe perturbar.
Teve uma fase horrível de acne no início da puberdade que é seu pesadelo até hoje, tanto que queimou muitas das suas fotos da época. Seu trauma se deve a apelidos que ganhou de seus colegas de turma, além de ter sido vítima de brincadeiras sem graça.
Entrou no clube de xadrez apenas para passar mais tempo com o irmão, mas logo se tornou uma das pessoas mais competitivas ali dentro.
Sempre torce para a Lufa-Lufa durante os jogos de quadribol, o que já causou algumas confusões e brigas na arquibancada grifana. Nunca se importou, porém, porque apoiar o irmão é muito mais importante que isso.
É estranhamente fascinada por diferentes tipos de meia, principalmente as que sobem até a coxa ou joelho. Tem várias, nas mais diferentes cores e tipos: com renda, com laços, com estampa, sem...
Odeia seu nome completo, então assina exatamente como o irmão: "Francesca C. J. Longbottom" em casos muito formais, mas já normalmente substitui o primeiro nome pelo apelido. Também aprendeu a imitar a letra do mais velho para falsificar deveres ou até mesmo autorizações, se necessário, e muitas vezes trocam trabalhos, dependendo da situação. Apenas pessoas muito próximas a chamam de Cecily.













