Julio Hernandez Broadmoor • 20 anos • Corvinal • 9º Ano • mestiço • Miguel Herran/Pedro Pascal atividades extracurriculares: Clube de Escrita e Literatura Mágica, Clube de História da Magia, Clube de Correspondência Mágica, Locutor de Quadribol.
Biografia:
“Os rojões que anunciavam o fim da partida ecoaram abafados com a gritaria dos fãs do Falmouth Falcons. Mais uma copa do mundo era vencida pelo time britânico e para comemorar a taça de Quadribol nada melhor que uma apresentação em campo. Entre serpentinas e fumaças cinzentas que rodopiavam em torno do uniforme dos jogadores, um palco enfeitiçado revelou Catalina Hernandez, uma bruxa chilena que a plenos pulmões cantou o hino do time. Seus longos e pesados cabelos castanhos se movimentavam graciosamente, e naquele momento o tempo pareceu parar para Karl Broadmoor, aquela foi a primeira vez que seus olhos ficaram vidrados com tamanha beleza.“ Essa era a história que era contada a Júlio e Esmeralda durante sua infância, com pequenos ajustes de tom dependendo de quem a contava. Catalina gostava de mencionar a insistência do marido para levá-la para sair, enquanto Karl insistia em dizer que foi ela que se apresentou tão amistosamente. Tio Kevin, por outro lado, sempre fazia as melhores caricaturas de náusea enquanto escutava. Este era apenas um retrato de um dia comum na casa dos Broadmoor, repleto de discussões infindáveis, muita ironia no ar e pitadas de diversão.
Foi neste ambiente que Júlio cresceu, sendo o filho mais novo. Fascinado pela cultura que sua mãe carregava e as artimanhas que seu pai e seu tio contavam, desta forma moldou-se Júlio. Em Hogwarts ele estava longe de ser o melhor aluno da Corvinal, mas com certeza ele era o mais esperto em se livrar de reprovações. Bastava decorar as questões com sua memória ávida uma noite antes das provas e os elogios surgiam. Ele era inteligente sim, mas não de forma convencional. Conhecia dialetos mágicos, amava desvendar runas antigas, narrar os jogos da Corvinal e se perdia nos livros de história de magia, mas o que o destacava era a escrita. Se denominava um estudioso social, aquele que estava sempre imerso em atividades diversas, presente e ainda assim colhendo as melhores percepções. Foi desta forma que em sua adolescência conheceu sua namorada. Ela tinha uma forma de enxergar o mundo que lhe fascinava e não demorou para engatar um relacionamento, e após sua formatura em 1977, um casamento. A promessa de amor que parecia ser para sempre durou três anos, interrompido por premonições e pressões que a guerra trazia. Em 1980 o relacionamento terminou, não por falta de amor, mas por um muro intransponível que se formou. Este foi o mesmo ano em que sua irmã, Esmeralda, foi morta em combate a favor da ordem da fênix. Seus pais, que já estavam idosos, entraram em luto profundo e uma fissura abriu-se em seu peito. Por anos viu-se perdido, pulando de trabalho em trabalho, viajando de país em país, tudo em busca de um significado ou algo que preenchesse seu vazio.
Foi em um retiro que fez a um vilarejo trouxa da Irlanda que conseguiu se conectar, voltando a sua paixão de escrever. Conheceu uma professora de escola primária com quem se casou pela segunda vez. Não era o casamento perfeito, mas havia a estabilidade que lhe ancorava. Foi da conveniência que nasceu sua única filha, a qual foi nomeada de Esmeralda em homenagem a sua irmã. Quando a garotinha tinha seus dez anos, pouco antes de ingressar em Hogwarts, o inevitável fim do casamento chegou e Júlio ficou com a guarda de sua filha. Desejando estar mais próximo dela, inscreveu-se na disciplina de História da Magia e esta foi talvez sua primeira profissão estável em anos. Anos depois uma luz pareceu surgir e em Hogwarts ele encontrou antigos manuscritos da época de escola, onde todas as tensões da primeira guerra haviam sido registradas. Memórias e vozes esquecidas que mereciam ser contadas. Este era seu propósito de vida, Júlio não era um homem que viveu uma grande história, mas aquele que nasceu para contar a história das outras pessoas e isso era mágico. Seu livro em um ano foi publicado e virou um best seller da Flourish and Blotts, lhe trazendo a satisfação que há muito havia esquecido.
personalidade:
Júlio é curioso, bom ouvinte fofoqueiro, acolhedor e comunicativo. O tipo de pessoa que te faz se sentir à vontade para contar até os maiores segredos. Disponível e proativo, ele pode não saber exatamente o que dizer ou fazer de primeira vista, mas o deixe pensar um pouco que ele certamente estará disposto a tentar. Este traço pode ser visto como algo negativo, visto que as vezes pode ser teimoso com o que quer. Por outro lado, por ter uma boa memória e facilidade de aprender, se envolve em muitas coisas ao mesmo tempo e acaba abandonando algumas no caminho por puro tédio.
— Curiosidades
Júlio é geminiano, nascido em maio.
Considera-se bissexual. Após a puberdade teve um número significativo de relações, muitas delas tornando-se pequenos namoros. Porém, poucas foram as pessoas que realmente pode afirmar que amou.
Ele adora esportes, tendo sido medalhista na corrida anual de vassouras por dois anos consecutivos. Também gosta de correr e nadar.
Ele afirma ser péssimo no quadribol, mas esta é uma grande mentira. É ágil na vassoura e tem bons reflexos, o que lhe renderia uma ótima posição como apanhador, porém pela pressão do seu pai e tio (e seus métodos nada ortodoxos) prefere simular quedas bem convincentes. Mantém seu laço com o esporte sendo comentarista e colecionando diversos albuns de figurinhas e cards das copas do mundo.
Seu fascínio por idiomas e dialetos mágicos é tão grande que por vezes acaba por misturar algumas palavras no meio de suas frases. Não se surpreenda se receber um ¡Buenos días, mi amor! em uma manhã qualquer. O mesmo se aplica a pequenos xingamentos.
Assim como coleciona figurinhas de quadribol, também guarda coisas aparentemente sem valor. Adora fazer colagens de jornais, guardar matérias sobre política e também itens aleatórios que ganha, como um papel de bala num primeiro encontro.
Felizmente feitiços domésticos e extensíveis lhe permitem não ser completamente desorganizado. Esta é uma herança de sua mãe e também um traço de sua personalidade. Se pode conjurar um copo de água, por qual motivo iria se levantar da cama? Sempre acredita que tem formas mais inteligentes fáceis de fazer as coisas.











