clubes: clube do slugue, monitora, clube de duelos e jornal da escola.
bio completa ♡ pinterest ♡ extras ♡ conexões desejadas
bio:
♡ lily nasceu em 30 de janeiro de 1960, em cokeworth, uma cidade industrial trouxa.
♡ o pai de lily, harold evans, trabalhava como técnico em uma fábrica de equipamentos industriais. era um homem paciente, de humor seco e mãos permanentemente marcadas por graxa e pequenas cicatrizes. com ele lily aprendeu duas coisas: curiosidade e persistência.
♡ a mãe de lily, flora evans, como professora escolar de literatura, era mais expressiva, alguém que gostava de conversar com vizinhos. era uma mulher prática, com um senso de justiça muito forte, herdado pela filha.
♡ mas seu primeiro grande vínculo foi a irmã mais velha petunia. elas eram inseparáveis e se protegiam acima de tudo. lily tinha uma admiração quase absoluta pela mais velha. o problema foi quando ela fez amizade com o vizinho severus e recebeu a carta de hogwarts, e ficou claro petunia perderia lily e como isso parecia uma "traição" e abandono. depois, elas se afastaram naturalmente, o ressentimento por parte da mais velha latente demais.
♡ em hogwarts, se destacou como uma aluna excepcional. nunca foi particularmente interessada em popularidade, mas quem conquistava sua amizade ganhava a sua lealdade feroz.
♡ agora, no nono ano, ela percebe algo diferente no ar. o crescente burburinho nos corredores e as notícias estranhas dos jornais, as hostilidades crescente e exacerbadas com os nascidos trouxas. lily acompanha os jornais mágicos e trouxas em silêncio, de certa forma rezando para que seja tudo paranoia (mesmo que suspeite que a realidade está mudando rápido demais).
gostos: aprender magia nova, poções, bibliotecas, debates, torre de astronomia, plantas e pequenos jardins, transfiguração, animais, chuva leve, cartas, autenticidade.
desgostos: arrogância, preconceito, irresponsabilidade, autoridade, injustiça, fofocas cruéis, desorganização extrema, ser subestimada, interrupções quando está concentrada ou falando.
hobbies: experimentar pequenas variações em feitiços, cuidar de plantas no parapeito da janela da sala comunal, escrever, ler, história da magia, caminhar pelo castelo à noite, organizar notas e cadernos, observar o lago negro.
patrono: corsa.
bicho-papão: hogwarts destruída e em chamas.
astrologia: sol em aquário, ascendente em libra, lua em peixes & vênus em capricórnio.
quirks: morde a ponta da pena quando está pensando; franze a testa levemente quando alguém diz algo absurdo; costuma cruzar os braços quando está analisando uma situação; tem o hábito de inclinar a cabeça quando escuta alguém atentamente; às vezes anda lendo pelos corredores e quase esbarra nas pessoas; quando fica realmente irritada, sua voz fica mais calma, não mais alta.
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𝑽𝑨𝑹𝑰𝑵𝑯𝑨: salgueiro, 25 cm, núcleo de pelo de unicórnio.
𝑨𝑴𝑶𝑹𝑻𝑬𝑵𝑻𝑰𝑨: livros antigos, chuva, chá preto com leite, tinta fresca sobre pergaminho e lavanda.
𝑷𝑨𝑻𝑹𝑶𝑵𝑶: corsa.
𝑩𝑰𝑪𝑯𝑶 𝑷𝑨𝑷𝑨𝑶: o castelo de hogwarts destruído e em chamas.
𝑬𝑿𝑻𝑹𝑨𝑺:
primeiro sinal de magia: aos cinco anos, depois de uma discussão entre petunia e alguns colegas da vizinhança, lily ficou tão angustiada ao vê-la chorando que todas as pequenas flores do jardim da casa começaram a florescer ao mesmo tempo, apesar de ainda ser inverno. posteriormente, ela também era capaz de reaquecer o chá e pegar livros em estantes altas.
doce favorito: fudge de caramelo com flor de sal e torta de maçã. no mundo bruxo, adora caldeirões de chocolate.
feitiço favorito: accio, feitiço conjurador. lily gosta da elegância e da lógica do encanto, além de ser extremamente útil. como nascida trouxa, ela não acredita que a beleza da magia seja os grandiosos feitos, mas as pequenas coisas que, ao ser trouxa, você não pode realizar sem um maior esforço.
poção favorita: amortentia! ela jamais usaria, mas como objeto de estudo, é uma das mais interessantes. foi a poção que ela mais amou aprender.
matéria favorita: poções e feitiços.
matéria que menos gosta: adivinhação.
professor favorito: minerva mcgonagall no céu e na terra para lily; admira a mulher por inteira, como educadora e como pessoa. contudo, ela também ama o velho horace slughorn, com quem tem um relacionamento de amizade próximo.
professor que evita: nenhum em especial, lily gosta da maior parte dos professores de hogwarts.
lugar favorito em hogwarts: a biblioteca, especialmente as mesas próximas às janelas altas, onde consegue passar horas lendo enquanto observa a luz mudando ao longo da tarde.
lugar de hogwarts onde raramente pisaria: masmorras.
loja favorita do beco diagonal: floreios e borrões.
criatura mágica favorita: occamy. admira a inteligência da criatura e sua capacidade de adaptar o próprio tamanho ao espaço disponível; acha que representa bem como conhecimento também exige adaptação.
time de quadribol:
celebridade bruxa favorita: ela adora a banda "spellbound" e assina uma revista de música bruxa só para acompanhar os esquisitos acontecimentos que se sucedem ao grupo musical composto apenas de mulheres.
figura histórica do mundo mágico que admira: hesphestus gore, pela contribuição ao desenvolvimento das poções modernas.
opinião sobre o ministério da magia: acredita que o ministério é uma instituição necessária, mas excessivamente burocrática, lenta e frequentemente conivente quando deveria agir com firmeza. considera perigoso quando preservar a estabilidade se torna mais importante do que proteger pessoas.
opinião sobre status sanguíneo: como nascida trouxa, acha o status de sangue uma construção social completamente arbitrária. para lily, julgar alguém pela origem do sangue é intelectualmente desonesto e moralmente indefensável; é um preconceito sustentado apenas por tradição, dinheiro e medo. considera impossível que uma linhagem bruxa seja inteiramente pura e ri toda vez que alguém fala das "sagradas vinte e oito".
um objeto mágico que sempre quis possuir: penseira.
𝑪𝑼𝑹𝑰𝑶𝑺𝑰𝑫𝑨𝑫𝑬𝑺:
♡ muita gente imagina que lily pertence à grifinória apenas pela coragem, mas o chapéu seletor levou vários minutos considerando seriamente a corvinal. o que decidiu sua casa não foi inteligência versus bravura, e sim a maneira como ela usa ambas. lily aprende porque acredita que conhecimento deve servir às pessoas; ela dificilmente consegue permanecer neutra diante de uma injustiça, mesmo quando seria mais confortável fazê-lo.
♡ a madeira de salgueiro costuma escolher bruxos que carregam uma grande capacidade de crescimento emocional e adaptação. combinada ao pelo de unicórnio, resulta numa varinha extremamente fiel, estável e poderosa em magia defensiva e encantamentos precisos. ela responde melhor à calma e ao raciocínio do que à impulsividade, refletindo exatamente a maneira como lily lança magia.
♡ o cheiro da amortentia predominante é sempre de livros antigos misturados ao perfume seco do papel envelhecido. depois vem o cheiro de chuva, lembrando os verões em cokeworth, seguida pelo aroma delicado de chá preto preparado pela mãe nas tardes chuvosas. lavanda é sua essência favorita, que utiliza em shampoos e sabonetes. por fim, existe um cheiro limpo de sabonete, madeira aquecida pelo sol e tecido recém-lavado que ela demoraria muito tempo para perceber que associa inconscientemente a james.
♡ o patrono da corsa comumente reflete donos que preservam a inocência e a gentileza dentro de si. eles têm um quê reconfortante e maternal que faz com que as pessoas se sintam atraídas a eles, o que pode causar em um círculo de amigos muito amplo e diverso. são pessoas sociáveis, apesar de, por vezes, não revelarem isso de primeira, podendo hesitar para conhecer verdadeiramente as pessoas de primeira. o problema é que os donos desse patrono podem formar impressões fortes sobre os outros antes de realmente os conhecerem e acabar se mostrando reservados ou distantes em relação a essas pessoas.
♡ a memória feliz invocada para conjurar o patrono durante muito tempo (e ainda o é atualmente) foi um verão em que a família visitou a praia. cokeworth é uma cidade pequena e a família evans é relativamente humilde, lily viu o mar pela primeira vez apenas quando tinha mais de dez anos. foi uma paixão instantânea e aquela permanece sendo a sua melhor lembrança, procurando conchas, mergulhando e fazendo piquenique na praia com flora, petunia e harold.
♡ o bicho papão de lily é hogwarts destruída e em chamas porque esse é o lugar que mais associa à casa e sua identidade. ainda que ame a família, ser uma bruxa é a parte mais importante da sua identidade, onde ela encontrou outra família quando a sua própria já não era mais suficiente. seu medo inerente de que algo ruim aconteça no mundo bruxo a leva pensar que hogwarts, aquela fortaleza de paz e segurança, poderia ser atingida e perder justamente o que a torna assim. a destruição de hogwarts seria a destruição do maior pilar da sua vida, atrelado não apenas à magia e identidade, mas aos seus amigos feitos no local.
Gilderoy finalmente ergueu a cabeça do pergaminho que revisava e abriu um sorriso satisfeito ao encontrar Lily do outro lado da mesa. “Evans, que prazer. Eu estava justamente esperando alguém fazer essa pergunta”, saudou a ruiva com um sorriso e pousou a pena sobre o tinteiro. “Quanto à autoridade, ela existe, sou um exímio escritor e leitor. Quer ler?”, ofereceu, erguendo o pergaminho que escrevia naquele momento, uma carta de amor belíssima na opinião dele. Depois, voltou a olhá-la com interesse. Lily Evans era uma exímia espécie, jamais parecia conseguir convencer ela que falava a verdade, mas por outro lado ela também nunca o acusava verbalmente de mentir, estava sempre pagando para ver. “Tem interesse nos meus serviços, Evans? Apesar de que pelo que ouço por aí, você não precisa disso, precisa?”, perguntou, erguendo as sobrancelhas.
lily lançou um olhar desconfiado para o pergaminho erguido por gilderoy. ainda assim, a curiosidade venceu por alguns segundos, fazendo-a inclinar discretamente a cabeça na direção do papel antes de voltar os olhos para ele. ❝ — gilderoy, escrever uma carta bonita e saber aconselhar pessoas apaixonadas são talentos completamente diferentes. um poeta não necessariamente é um bom conselheiro... às vezes é justamente o contrário. talvez seu cartaz aí seja meio enganoso.❞ — comentou com um sorriso divertido, enquanto o observava com interesse. gilderoy podia dizer as coisas mais absurdas possíveis, mas era fascinante a convicção inabalável com que ele defendia todas elas. quando ele devolveu a pergunta, entretanto, lily deixou escapar uma risada baixa, cruzando os braços e olhando-o de forma ainda mais desconfiado. ❝ — e o que é que você está insinuando com isso, lockhart? se quer dizer ou perguntar algo, fale de uma vez. gosto mais quando você não se faz de sonso.❞ — respondeu, estreitando os olhos numa falsa desconfiança antes de balançar a cabeça em negativa. ❝ — mas, já que você parece tão seguro do próprio talento, me diga: qual é exatamente é a sua teoria sobre o amor? porque toda pessoa que se coloca na posição de especialista costuma ter pelo menos uma teoria da qual não abre mão. estou curiosa para descobrir qual é a sua.❞
Ainda um tanto sonolenta, Dorcas analisava o rosto de Lily, porque havia algo diferente ali, o que só servia para atiçar ainda mais sua curiosidade, as bochechas da ruiva ficando levemente rosadas a fizeram estreitar os olhos, porque definitivamente tinha algo a ver com James, pelo menos era o que ela imaginava, afinal, tinha visto os dois juntos no baile por alguns minutos, depois os perdeu de vista, será que algo tinha acontecido? oh, aquela definitivamente seria a notícia do século, superando até mesmo os castelos do lado de fora, e ela com certeza precisaria falar com Remus se esse fosse o caso. " anda, me conte logo. " disse já completamente acordada, se sentando para conseguir olhar melhor para a amiga, não queria perder nem mesmo um detalhe sequer, porque as expressões de Lily diziam muito mais do que suas palavras, pelo menos em assuntos como aquele. " bom, eu diria que... vocês fazem um casal muito bonito. " disse tentando parecer como se não fosse nada demais, mesmo que estivesse vibrando por dentro, sempre teve certeza que os dois ficariam juntos em algum momento, tudo bem que tinha sido só algumas muitas danças, mas já era um começo. " Lily Potter está dizendo que você finalmente está se permitindo sentir algo por ele? " perguntou animadamente, dando uma risadinha só com aquela possibilidade. " eu estou sempre certa, quando vai aceitar isso hein? " piscou para ela com uma risadinha, e então veio a pergunta sobre Regulus, fazendo a morena desviar o olhar. " nós dançamos na festa e depois caminhamos um pouco... ainda estou tentando entender tudo isso. " admitiu erguendo os olhos para ela. " você me conhece, eu preciso analisar tudo antes de tomar qualquer decisão. " suspirou tentando evitar voltar aquela espiral de pensamentos. " mas eu não sou importante agora, preciso saber mais dessas suas muitas danças com o James, anda... conte-me tudo. "
❝ — por morgana, doe! casal e lily potter? você quer me matar de um colapso nervoso?❞ — rebateu imediatamente, escondendo o rosto no travesseiro por um segundo antes de voltar a encarar a amiga, completamente derrotada pela própria falta de argumentos. ❝ — o pior é que eu não sei exatamente o que aconteceu. quer dizer, eu sei o que aconteceu, a gente conversou, dançou, riu, conversou mais um pouco e, aparentemente, descobriu que consegue conversar sem querer arrancar a cabeça um do outro. só que... parecia tudo tão natural. eu passei anos convencida de que nós simplesmente não funcionávamos e, de repente, meu corpo resolveu agir como se dançar com james potter fosse a coisa mais normal do mundo. e não foi só a dança, dorcas. conversar com ele... eu fiquei olhando pra ele várias vezes pensando que não fazia ideia de quem ele era de verdade.❞ — confessou, balançando a cabeça com uma pequena risada diante da percepção de como as coisas haviam mudado em uma velocidade assustadora. pelo menos ainda estavam só conversando. depois, voltou o olhar para a amiga quando o assunto mudou de direção. ❝ — não precisa me falar sobre analisar tudo antes de tomar uma decisão, você me conhece. mas eu também te conheço... se não soubesse que a genius meadowes não tem medo de nada... diria que você está um pouquinho assustada.❞ — provocou, sorrindo de canto.
O boato tinha começado como quase todos os boatos envolvendo Gilderoy, obviamente por culpa do próprio Gilderoy. Depois de ajudar um aluno completamente desesperado a escrever uma carta minimamente romântica, outras pessoas apareceram. Depois mais algumas e agora ele se encontrava sentado numa mesa da biblioteca com um tinteiro, uma pilha de pergaminhos e uma pequena placa improvisada onde se lia, com uma caligrafia impecável: Consultoria sentimental. Primeira revisão gratuita. Quando ouviu passos se aproximando, nem precisou levantar a cabeça. “Se veio terminar um relacionamento, a fila é à esquerda. Se veio começar um, à direita. Se veio dizer que não precisa da minha ajuda... normalmente vocês são os que mais precisam.”
lily passava muito tempo na biblioteca, não para cumprir o estereótipo de pessoa estudiosa ou monitora, mas porque parecia sentir uma necessidade quase física de estar próxima de livros, já que era o mais próximo de uma personificação do conhecimento que possuíam. sim, tinha dias que até ela própria tinha dificuldade em entender como grifinória se sobressaiu à corvinal na mente do chapéu seletor, mas aceitava de bom grado a seleção. mas não era só isso que era interessante na biblioteca, pois aquele costumava ser o refúgio de muitos alunos por motivos diferentes. por isso o puxadinho improvisado de gilderoy lockhart até a deixou surpresa, mas a vontade de saber do que aquilo se tratava exatamente foi ainda maior. ❝ — o que diabos seria uma consultoria sentimental, lockhart? e melhor que isso, com qual autoridade você pretende convencer esses pobres desesperados a contratar seus serviços?❞ — questionou, arqueando as sobrancelhas.
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Depois de algumas horas revirando na cama naquela manhã, finalmente criara coragem para deixar seu esconderijo e enfrentar as consequências de suas escolhas — esperava apenas não estar em algum jornal de fofoca àquela altura. Não recordava direito o que havia feito na noite anterior, como era comum quando envolvia álcool em seu organismo, porém o pouco que lembrava era o suficiente para querer cavar um enorme buraco no chão e sumir para sempre. "Fica quieto, Frankfurt!" Resmungou com o gato em um tom impaciente que raramente utilizava, mas não era como se o felino estivesse tornando sua tarefa de penteá-lo fácil. Sabia que, por ter muito pelo, deveria ser bastante incômodo para o animal. Infelizmente, continuava necessário! Quando virou para colocar o tufo preto que havia tirado da escova no chão, porém, teve apenas alguns segundos para raciocinar que o borrão escuro no canto de seu campo de visão era o gato escapando de si. "Frankfurt, volta aqui." Grunhiu, prestes a correr em sua direção quando acabou trombando com outra pessoa. Com o impacto, deixou a escova cair e um gemido escapar de sua garganta, mas qualquer sinal de irritação se desfez ao notar quem era. "Lily, desculpa! Eu não tinha te visto." Acrescentou rapidamente, fitando-a de forma atenta para verificar se havia lhe machucado de alguma maneira. Agachando para recuperar o objeto derrubado, porém, deixou uma risada escapar de sua garganta, aliviando a expressão tensa de antes. "Minha mãe também ama esse livro... Um nascido trouxa acabou esquecendo no Caldeirão Furado, certa vez, e ela leu algumas páginas até que voltassem para buscar." Tinha sido uma cena bem incomum de testemunhar, já que a mais nova dos Longbottom estava acostumada com uma versão muito rígida e controladora da matriarca. Naquela noite, sequer comentara sobre a mecha roxa que havia feito em seu cabelo com o kit de poções capilares para iniciantes que tinha comprado com seu pai mais cedo, sem seu conhecimento. "Nada demais... Estava tentando desembolar o ingrato do meu gato, mas ele decidiu que não é dia de beleza hoje." Brincou, erguendo a escova em suas mãos para evidenciar o que dizia junto a um suspiro. "Acho que preciso esquecer os últimos dias."
lily olhou para o gato com simpatia, abaixando-se o suficiente para que pudesse acariciá-lo atrás das orelhas. ❝ — não precisa se desculpar, frankie... quer dizer, eu também não estava prestando atenção, claramente. na verdade, minha mãe costuma chamar esse meu hábito irritante de sonambulismo literário.❞ — recordou com um sorriso nostálgico, apontando para o livro novamente levemente. por merlin, como sentia saudades da sua família. até petunia parecia agradável de se conviver no momento, as memórias ruins se dissipando proporcionalmente ao tempo que passavam longe da linha do tempo normal, do mundo normal. a expressão se iluminou quando frankie falou sobre o livro, o que a fez balançar a cabeça com entusiasmo. ❝ — eu posso imaginar! oscar wilde... eu tenho uma teoria fortíssima de que ele é bruxo. mas mesmo que não seja, esse é um livro fantástico. deve ser minha sétima vez lendo ele... se quiser, posso te emprestar.❞ — ofereceu com um sorriso. depois, quando ela voltou a mencionar o gato, seu olhar se voltou para o felino novamente, o sorriso doce e simpático voltando para o seu semblante. ❝ — dia da beleza? ah, mas ele já é tão lindo, não é, frankfurt?❞ — se dirigiu diretamente à ele. desde criança tinha uma facilidade e preferência clara pelos gatos do que pelos cachorros, ainda que também gostasse dos caninos. depois, lançou um olhar para a longbottom e a escova, um sorriso cômico se formando nos lábios. ❝ — você quer ajuda? quem sabe em duas a gente consiga dobrar a vontade do senhor frankfurt.. ou pelo menos tentar ser mais espertas que ele.❞
❝ ⸻ Você não pode contar para ninguém do time sobre isso. ❞ Emmeline choramingou enquanto mantinha o pano com ervas mágicas medicinais pressionado contra a testa. Era humilhante demais ter sido atingida por um balaço daquela forma. Tudo bem, não estava em treino, então não estava concentrada. Bem longe disso, estava caminhando com Lily, completamente distraída com a conversa das duas, quando o time da Lufa-Lufa começou a se organizar para treinar. Alguém lançou um balaço antes da hora e, antes mesmo que Emmeline percebesse o que estava acontecendo, ele a acertou bem acima da sobrancelha. Agora estava sentada em uma das camas da Ala Hospitalar esperando que o corte cicatrizasse. ❝ ⸻ É sério, Lils! Nada de James. Nada de Sirius. Eu tenho uma reputação a zelar. Estava até hoje me vangloriando pelos pontos que fiz no amistoso. ❞ Fez uma careta ao sentir a pele repuxar onde o ferimento começava a cicatrizar. ❝ ⸻ Se pelo menos eu estivesse fazendo alguma manobra heroica, tudo bem. Mas não! Eu estava caminhando, falando sobre… Ai, Lily. Eu nem lembro mais sobre o que a gente estava conversando! ❞
a coisa toda aconteceu de uma forma tão rápida que lily mal conseguiu entender ou assimilar. em um momento, ela e emmeline estavam conversando, e de repente um balaço a atingiu. elas não estavam no treino, na verdade estavam relativamente longe da ação do treino da lufa-lufa, o que a deixou surpresa e irritada. distribuiu detenção para o quintanista mirrado que fez aquilo e um olhar severo para o capitão antes de levar a amiga até a ala hospitalar. lá, ainda preocupada, viu o semblante suavizar um pouco ao perceber que a amiga estava levando aquilo tão a sério. precisou conter a risada. ❝ — emme, primeiro, é claro que não vou contar para ninguém! em segundo lugar, isso não foi culpa sua, estávamos andando como duas pessoas normais, falando sobre o baile, quando esse desastrado, esse... essa ameaça à sociedade te acertou no supercílio! quer dizer, já o dei uma detenção e uma advertência ao capitão, porque isso foi um absurdo. por outro lado, se quiser ver o lado positivo da coisa, é que um time com um jogador assim não vai conseguir ganhar essa taça de vocês nunca, jamais!❞ — buscou consolar a amiga, e por mais que fosse cômica a expressão da loira, ela de fato ficou preocupada ao vê-la ser atingida. passou a mão direita pelas madeixas da vance que estavam atrapalhando seu rosto, em um gesto de cuidado característico de lily evans. ❝ — e não se preocupe, se você quiser contar essa história de um jeito diferente, tenho certeza que podemos encontrar uma versão dela na qual você estava sim fazendo uma manobra heróica.❞ — piscou para a amiga.
Em que ponto da manhã ela tinha saído da cama de Hestia e voltado para sua, faziam poucos minutos deste feito, estava prestes a fechar os olhos e voltar a dormir, quando algo ruivo surgiu em seu campo de visão, fazendo com que fizesse uma careta colocando o travesseiro sob o rosto e reclamando baixo, porém, as palavras de Lily foram o suficiente para desperta-la por completo, porque definitivamente vinha algo interessante pela frente. jogando o travesseiro de lado, Dorcas abriu os olhos levantando o corpo e encarando a ruiva. " eu estou sempre acordada para vossa majestade. " disse com um sorriso divertido nos lábios, se ajeitando na cama para conseguir ficar mais confortável e evitar pegar no sono, tinha sido uma noite agitada afinal. " conte-me tudo e não me esconda nada. "
ela sorriu com a resposta de dorcas, sabia que tinha deixado pouco espaço para a amiga decidir se queria ou não escutá-la; afinal, podia contar com sua curiosidade para acompanhá-la em todo e qualquer momento. ajeitou-se rapidamente na cama, ainda tentando encontrar as palavras para melhor passar o que realmente queria dizer. de repente, ela sentiu as bochechas queimarem; não é que fosse super inocente ou tímida, mas o ponto era que essa questão com james ainda a deixava um pouco envergonhada, seja pelo fato de estar provando um pouco do feitiço saindo pela culatra, como pelo tempo que passou negando tudo aquilo. finalmente, suspirou. ❝ — o que você vai dizer se eu te contar que passei a noite toda dançando com james potter? quer dizer, apenas dançando! mas... é que eu não odiei. na verdade, pareceu muito... muito certo. ugh, eu odeio quando vocês estão certos...❞ — falou, escondendo o rosto nas mãos, mas depois tirando imediatamente, porque a conversa não era só sobre isso. ❝ — a outra coisa que eu queria saber é... e aquele negócio com o black mais novo? como vai?❞ — perguntou, ainda em sussurros, mas muito curiosa pela resposta.
Com a menção da réplica do obrigado, James não conteve o sorriso terno e seu olhar, que recaído sobre Lily, indicavam um reforço ao que ele respondia mentalmente à ela: de nada. Poderia até complementar dizendo que teria de agradecer por muito mais coisas além disso, do que essa simples troca de interação, mas certamente haveriam outras oportunidades para tal. Coisas com as quais apenas o tempo poderia proporcionar, se continuassem conduzindo a dança entre eles - a metafórica - desse jeito. Saber da boca dela, no entanto, a versão sobre a briga de antigamente em que ela mesma estava no meio certa vez, foi um certo divisor de águas. A visão dele era limitada a algo que só competiu à ele e aos melhores amigos de assumir que era a verdade acima de tudo, mas era fato que haviam outras verdades a serem interpretadas disso tudo - a de Lily, em questão, foi o que fez com que ele soltasse um outro suspiro. "Nunca foi sobre ter razão." Assegurou-a, finalmente. Havia muito mais que poderia explicar, mas era infantil demais e vergonhoso expor esse seu lado para ela agora. "E eu também considero que não tenho mais condições de lidar com essas situações, nem com esses tipos de sentimentos." Até porque se levasse mais além aquilo tudo de anos atrás, era possível que algum outro desastre irremediável acontecesse. Seu semblante só se alterou para um mais feliz e condescendente quando ela tocou na questão sobre Remus, o que fez com que ele prendesse o sorriso com os lábios sendo endurecidos. "Isso, provavelmente, é porque ele não te contou as inúmeras vezes em que eu falei com ele sobre você, por isso deve ter desabafado com você de uma vez, como quem não quer nada..." Repetiu com humor. Não tinha vergonha de admitir isso, porque se ela perguntasse ou sentisse dúvida, ele simplesmente se faria repetitivo. Quanto ao sentimento que tinha por ela, genuinamente não escondia nada e sequer evitava recuar de como demonstrava isso. Na realidade, estava descobrindo ali mesmo as nuances desse sentimento, por isso era tão cuidadoso. A questão sobre seu melhor amigo ainda cantava na mente como uma melodia muito bonita. Queria poder explicá-la os motivos de também amá-lo; do porquê incentivou toda a mudança de uma dinâmica escolar para acolhê-lo junto com os outros dois; e de como possivelmente era capaz de muito mais que estivesse ao seu alcance. "Não por isso," Mesmo com a mão ocupada junto à dela, James apontou para ambos a fim de indicar sua pretensão com a fala. "mas eu o amo tão completamente quanto. Talvez por essa razão enchi a paciência dele por anos a fio." Brincou, mas era evidente o quanto sua expressão estava irremediavelmente tranquila. Não poderia simplesmente começar a explicar o que os unia, mas imaginava que o vínculo que ela tinha com seus amigos também facilitaria caso, eventualmente, Remus decidisse confiar à ela seu segredo. Além disso, sentia também familiaridade com ela por ser próxima daqueles por quem James considerava como irmãos, uma parte de si. "E o mais engraçado disso tudo é que ele nunca me contou que te dizia algo... Vamos precisar estabelecer depois que coisas vergonhosas devem ou não ser ditas, só pra evitar que minha reputação seja arruinada." Os olhos arregalaram-se brevemente para compor a feição assustada do Potter, que nada mais era que uma expressão de bom humor.
A pausa da outra com a dança lhe fez momentaneamente estudá-la em suas atitudes. Sentiu que era isso, tinha feito algo de errado de novo. Então, seu coração palpitou um pouco mais apressado que normalmente - que outrora, por amor. Agora era mais susto. Só que ela tinha razão no que pontuava. Ainda estava seguro no contato com ela, próximos como antes, mas havia uma certa tensão instaurada e James não sabia bem o que falar sem ser o óbvio: "Você está certa... Claro que está." Concluiu brevemente, sugando o ar para dentro dos pulmões outra vez - mas, dessa vez, só para se acalmar. Achava que tinha realmente estragado tudo e que teria que compensar mais tempo para reconstruir o que estavam criando ali. Mas, por sorte, não era essa a questão. E felizmente, com a concepção explicada de Lily, ele pode ter uma parte de si silenciada. Uma que até então ele havia dito que não importava muito e que não afetaria, mas afetou. "É possível que eu tenha me deixado levar muito mais sobre essa história de linhas temporais do que tenha admitido." Balançou a cabeça em negativo para afugentar os pensamentos. "Isso até que faz você ter uma perspectiva muito diferente da sua própria vida." Quando voltaram a dançar, lentamente recuperando a vividez de antes, James a segurou com um pouco mais de firmeza. "E, bem... exceto pela parte de não ser perfeito, o resto eu posso te prometer que sim." Deu de ombros. Era irrefreável essa parte de si, a que era dele mesmo, como ela havia requisitado conhecer, e por isso acompanhou as feições alheias com um sorriso bem delineado.
O fato sobre eles dois era que James sempre teve um ego irremediável. No entanto, as desavenças quando mais jovens atrapalhou a boa percepção. Era possível que, talvez, ela até o tivesse dado bola... se ele não tivesse tentado afastar e prejudicar a única pessoa que Lily tinha para contar na escola. Era como se, no seu caso, alguém fizesse mal para Sirius - seria capaz de ter uma reação muito pior do que a dela. "Eu precisava te impressionar pra cativar sua atenção. Do contrário, que outra forma eu poderia ser sincero se você nunca me deu uma chance?" Neste momento não a julgava, apenas salientava a questão que sempre existiu. O que ela explicava também era uma questão que ele muito ponderou por dias desde que chegou ao seu conhecimento questões do futuro das quais, possivelmente, não deveria saber. Deveria ser uma das coisas mais inoportunas que já experienciou em vida, e isso era assustador. "Nada disso vai mudar o que está acontecendo." Não podia negar, nem ela, que havia tensão no ar. Isso o deixava bem mais ansioso. Por ser algo novo, James não sabia como lidar - ainda -, e era por isso que se concedia na liberdade de se declarar da forma que declarou, ou mesmo agir da forma que agia. "A existência de Harry num futuro logo ali à frente, não muda nada do que eu sinto. Eu só... não quero estragar o que tenho com você agora." Enfatizou com um semblante agora sério, apesar de aparentemente tranquilo. Seus olhos ainda piscavam com certa lentidão, amedrontado de que se os fechasse por um milésimo de segundo a mais, pudesse perder por mais tempo a visão do rosto dela tão próximo de si. "Talvez esteja ansioso demais com isso e não dei a devida atenção antes..." E lembrava-se do quanto a própria Lily parecia atônita com a situação, embora não verbalizasse tal qual ele agora. "Só sinto que meu corpo reage como se eu estivesse em casa, por isso..." Quis complementar sua parte com o óbvio já citado sobre sua ansiedade, mas conteve-se com o ar que engoliu, umedecendo os lábios logo em seguida. Havia um certo nervosismo a mais. Era possível que fosse a proximidade com ela ou os pensamentos que saltitavam em sua mente, cá e lá, como se necessitasse escolher uma verdade logo para que aquietasse a própria cabeça. Mas tudo que James conseguiu fazer foi suspirar outra vez, agora delineando um sorriso bem marcado, daqueles que estreita os olhos sutilmente. "Não sei ao certo, na verdade. Se eu usasse somente as músicas que escuto, talvez não fosse bem o que você gosta... Led Zeppelin… Black Sabbath… Aerosmith… Queen…" Foi citando cada um para ver a reação dela, atentamente. Música era um tópico muito sensível para James Potter. "I mean, não é só o que escuto, mas também tenho cartas na manga com relação a um gosto comum entre nós dois. Abba," Citou com um olhar firme, quase como se pudesse tirar cem por cento de certeza dela apenas com a troca de olhares. "é inegável. E acho que também uma dose de Bee Gees, você tem muito a cara de Bee Gees. Quase sou capaz de escutar os agudos do Barry Gibb na sua voz." Brincava, e no entanto conseguia ouvir agora mesmo a entonação de Lily em sua mente, límpida. "Por consequência Barbra Streisand. Depois Air Supply, é claro." Soltou um suspiro tentando se lembrar de mais nomes na playlist, mas acabou balançando a cabeça. "Posso ou não ter me empolgado demais nessa playlist..." Agora já se sentia muito mais relaxado novamente enquanto o corpo dançava ritmado com o dela. Muito sorridente, comunicativo e totalmente disperso de como estava agindo antes. Seu cérebro tendia a ter uma reação individual de lidar com o que tinha em mãos ao invés de preocupar-se em demasia com algo que não estava em seu controle. O fato de a relação entre eles ser praticamente palpável deixava muita coisa em questão - coisas das quais ele não havia ponderado até o presente momento, ou que tinha somente ignorado até lidar, finalmente. Porém, sua ansiedade advinha justamente disso: da ânsia de saber mais dela, de entender como a cabeça dela funciona... De querer mais dela.
as palavras dele sobre nunca ter sido uma disputa para descobrir quem tinha razão fizeram lily relaxar a expressão, além de assentir quase imperceptivelmente. foi naquele momento que o passado e o presente bifurcaram em dois, antes, qualquer conversa parecia uma batalha silenciosa em que ambos precisavam defender uma posição até o fim. agora não, agora existia espaço para admitir que algumas coisas machucavam sem que alguém precisasse vencer. pensou que isso era crescer mesmo, deixar para trás coisas que, se nutridas, só podiam resultar em um estagnação absoluta. era reconfortante que james tivesse essa noção. era estranho perceber que aquele assunto, que durante tanto tempo parecia impossível de ser abordado sem lhe apertar o peito, finalmente encontrava um lugar mais sereno dentro dela. ainda doía, provavelmente continuaria doendo por bastante tempo, mas já não parecia definir quem ela era, a ponto de não precisar responder verbalmente sobre o assunto. em seguida, a risada veio fácil quando james devolveu a provocação envolvendo remus. por algum motivo, imaginar os dois conversando sobre ela em momentos diferentes da vida parecia engraçado. ❝ — ah, pobre remus, enredado no meio do nosso fogo cruzado... acho que ele merece algum tipo de prêmio por serviços prestados à humanidade❞ — disse rindo e sacudindo a cabeça. a confissão seguinte, porém, voltou a aquecê-la por dentro. o jeito tranquilo com que james falava de remus, sem qualquer cerimônia para admitir o quanto o amava, despertava nela uma admiração difícil de explicar. sempre acreditou que amizades verdadeiras eram uma forma de amor, talvez uma das mais bonitas que existiam, e era impossível não enxergar aquilo nos marotos. ❝ — sabe... acho que essa é uma das coisas que mais me fizeram rever algumas ideias sobre você. ninguém consegue amar tantas pessoas boas do jeito que você ama sem também carregar muita coisa boa aí dentro. eu demorei para perceber isso... mas percebi.❞
quando james admitiu que talvez tivesse deixado toda aquela história do futuro afetá-lo mais do que gostaria, lily sentiu um alívio silencioso. era bom saber que não era a única tentando reorganizar a própria cabeça depois de descobrir que existia uma vida inteira acontecendo em algum outro lugar do tempo. continuou acompanhando os movimentos da dança enquanto pensava naquilo. ❝ — passamos anos imaginando quem seríamos daqui cinco, dez, vinte anos... e, de repente, alguém aparece e responde perguntas que nem sabíamos se queríamos fazer. acho que qualquer pessoa ficaria um pouco perdida. então eu vou acreditar em você. não porque existe um futuro dizendo que devo acreditar, mas porque você está aqui, agora, olhando pra mim desse jeito. acho que isso vale muito mais do que qualquer linha temporal.❞ — e aquela era uma verdade que tinha conseguido verbalizar agora, mas que expressava algo que vinha sentindo desde que se aproximou de james na mesa da grifinória semanas atrás. ela não estava dando um voto de confiança nele porque era o destino ou porque tinha que ser assim, mas porque, no presente, ele parecia tão disposto a conquistar aquela confiança, mesmo com a informação de que já tinha dado certo. a resposta dele sobre precisar impressioná-la arrancou um suspiro divertido; ela desviou o olhar apenas por um instante, quase envergonhada consigo mesma. ❝ — é... talvez eu realmente não tenha facilitado muito o seu trabalho, mas também acho que você insistia em tentar conversar justamente com a única versão de mim que nunca ia te ouvir. eu vivia tão convencida de que já tinha entendido exatamente quem você era que qualquer coisa diferente parecia... improvável.❞ — havia um pedido de desculpas implícito ali, ainda que ela não o colocasse em palavras. não porque se arrependesse completamente das escolhas que fez, mas porque finalmente conseguia enxergar que havia fechado algumas portas cedo demais. o semblante dela tornou a suavizar quando james falou de harry outra vez. havia uma vulnerabilidade nova nele, uma ansiedade que ela jamais imaginaria encontrar no garoto convencido que conheceu anos antes. aquilo não a afastava; pelo contrário, aproximava. lentamente, apertou um pouco a mão dele entre a sua. ❝ — você não estragou nada. na verdade... acho que nós dois estamos fazendo exatamente o contrário. se a gente tivesse fingido que nada disso aconteceu, talvez aí sim estivéssemos condenando qualquer possibilidade. mas nós estamos aqui, conversando, tentando entender tudo isso juntos. não sei o que vai acontecer amanhã, nem na semana que vem, muito menos daqui a vinte anos... mas, pela primeira vez, isso não me assusta tanto.❞ — disse, mas logo após, o comentário seguinte fez com que o coração dela voltasse a apertar. era desarmante ouvir james dizer que se sentia em casa ao lado dela. ela também tinha aquela impressão estranha de que não precisava medir cada palavra antes de dizer, de que não precisava provar nada o tempo inteiro. sorriu de canto enquanto voltava a encará-lo. ❝ — acho que... eu estou começando a entender o que você quis dizer.❞
e então, como que novamente provando que o peso entre eles se dissipava naturalmente, lily gargalhou quando ouviu os primeiros nomes de bandas mencionados por james, balançando a cabeça em negação. ❝ — ah, potter... quer dizer, abba era uma aposta segura, admito e também não me arrependo. bee gees também foi um bom palpite... embora você dizer que consegue imaginar minha voz acompanhando o barry gibb é ofensivo! acho que o único ponto falho dessa análise é achar que eu não fosse gostar de queen, black sabbath ou led zeppelin... eu sei que pode não parecer, mas tenho uma quedinha por rockstars. posso ou não ter desenvolvido uma relação parassocial com jimmi hendrix.❞ — ela sorriu de forma tranquila, se divertindo em saber que ainda tinha algo na manga para surpreendê-lo. mas enquanto a música continuava conduzindo os dois pelo salão, percebeu que estava prestes a ter mais uma declaração absurdamente honesta; precisava tomar cuidado, porque estava ficando perigoso o número de vezes que aquilo acontecia na mesma noite. ❝ — sabe, james, eu passei muito tempo achando que sabia exatamente quem você era... que eu não precisava saber de mais. agora descubro que não fazia ideia de quais músicas você escutava, do jeito que você dança, das conversas que tinha com remus ou da forma como você enxerga o mundo. é um pouco humilhante para alguém que sempre teve tanto orgulho de observar tudo ao redor... mas também significa que ainda existe muita coisa para descobrir e... acho que eu gostaria de descobrir todas elas.❞
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Remus soltou uma risada genuína, mas logo assumiu uma expressão de falsa preocupação ao se virar para ela. "Na verdade, é melhor não. Não quero que descubram que sou um romântico incorrigível." Brincou, embora, no fundo, a ideia de ser visto como uma opção romântica o deixava desconfortável. Não se considerava uma boa escolha para ninguém. A avalanche de dúvidas e inseguranças que vinha enfrentando em relação a Sirius era a prova viva disso. A máscara de seriedade não durou muito. Logo um sorriso mais suave tomou seus lábios. Sustentou o olhar de Lily, ainda que a intensidade das palavras dela o fizesse querer desviar o foco. "Já olhei mais do que o bastante para mim mesmo, Lils." Respondeu em tom baixo. O sorriso que sustentava era um esforço consciente para não deixar o clima desabar.
Perguntava-se como ela reagiria se um dia descobrisse sobre sua condição. Sabia que Lily jamais o trataria com desprezo, mas o que Remus realmente temia e detestava era a pena. Já tinha visto aquele brilho condescendente nos olhos de alguns ao longo da vida e não suportaria ver o mesmo nela. Só queria manter as coisas como estavam. Queria salvar a leveza intocável daquela amizade. "Tudo bem." Soltou um suspiro dramaticamente alto. "Vou acreditar no seu voto de confiança e tentar não me abalar caso eu leve um fora hoje." Disse em tom bem humorado. "Vamos pegar uma bebida. Estamos ficando sentimentais demais." Continuou, apontando a mesa de bebidas com um aceno de cabeça.
a resposta dele fez lily sorrir de uma forma quase inevitável, que surgia sempre que remus tentava esconder alguma insegurança atrás do humor. ela o conhecia havia tempo suficiente para reconhecer quando ele desviava de um assunto porque acreditava sinceramente naquilo que dizia sobre si mesmo. por um instante, teve vontade de insistir, de perguntar por que alguém tão bom parecia sempre tão disposto a diminuir o próprio valor, mas também sabia que algumas pessoas precisavam chegar sozinhas às próprias conclusões. remus era uma delas. por isso apenas balançou a cabeça devagar, mantendo o olhar nele. ❝ — você pode continuar duvidando de si mesmo o quanto quiser, mas eu também vou continuar discordando. afinal, alguém precisa equilibrar essa balança, já que você, remus lupin, é um péssimo juiz quando o assunto é você mesmo.❞ — comentou com humor, mas havia uma honestidade absoluta naquelas palavras. não era um elogio jogado ao vento, tampouco uma tentativa de fazê-lo se sentir melhor; era simplesmente a forma como enxergava o amigo desde que o conheceu, alguém cuja gentileza parecia tão natural que ele próprio já não conseguia percebê-la. a rendição dramática dele arrancou outra risada da ruiva, que levantou as mãos em sinal de vitória antes de deixar escapar um suspiro divertido. a mudança de assunto pareceu apropriada; existiam amizades que não precisavam permanecer o tempo inteiro na profundidade para continuarem significativas. enquanto começavam a caminhar lado a lado pelo salão, lily lançou um último sorriso para remus, quase fraterno, sentindo uma gratidão silenciosa por, em meio a tantas mudanças imprevisíveis, ainda existir algo tão confortável quanto a relação deles. ❝ — concordo plenamente. mais cinco minutos de conversa e você ia acabar me convencendo de que é mesmo um romântico incorrigível. acho mais seguro a gente salvar essa reputação com um copo de ponche antes que seja tarde demais.❞ — concluiu entre risos, deixando que a música, as luzes do baile e a leveza daquela companhia fizessem, por algumas horas, o resto do mundo parecer um problema distante.
espero que tenha tido um bom homecoming! devo confessar que passou pela minha cabeça se, em algum momento, eu cheguei a te ver ou conversar contigo. eu também debati, desde que o castelo foi transportado para esse limite-tempo desconhecido, se não seria interessante que revelássemos nossas identidades... e acabei não te falando nada, justamente porque penso que o mistério do nosso acordo completamente tácito é quarenta por cento do apelo final — sessenta sendo, é claro, a sua singela presença e conversa.
pois voltemos aos assuntos corriqueiros. eu me diverti muitíssimo nesse homecoming! não sei se é contra nossas regras ou não, mas a princípio não vou te dizer se chorei ou se sorri nesse amistoso... de qualquer forma, é interessante ter o quadribol de volta em nossas vidas, não acha? sempre gostei muito dele, assim como sempre gostei muito de várias atividades coletivas, porque revela o espelho de uma humanidade ao todo. quer dizer, não é absurdamente estúpido pensar que, no meio de uma crise mágica sem precedentes, nossa prioridade seja ver quatorze pessoas perseguir bolas? oras, devo dizer que estou perdendo um pouco do meu ceticismo de natureza, porque já não me parece tão absurdo... talvez a realidade tenha atingido um nível de absurdo tão elevado que nossos meros esforços de sobreviver agora só pareçam... naturais, talvez?
e o baile? ha, eu adoraria te contar uma coisa muito específica sobre esse evento, mas acho que vou te deixar com a moral da história. é terrível pensar que podemos nos enganar sobre as pessoas, e basta uma mudança pequena, uma chavinha virada em nossa mente, e a realidade passa a ser completamente outra. acho que saber que podem existir nossos descendentes em outro castelo coloca as coisas sobre perspectiva. acho que a segunda moral da história para mim é que não existe melhor magia que uma boa música...
espero que tenha se divertido e estou esperando sua resposta contando a sua experiência.
quem: lily & @tthetemperance
onde: sala comunal da grifinória
quando: 24 de setembro, tarde
cena típica: lily evans com um livro na mão, andando pela sala comunal da grifinória. sim, ela faz muito isso, no castelo inteiro. na sua mão está um exemplar de o retrato de dorian grey, um dos seus livros da literatura trouxa favoritos. na verdade, tinha cem por cento de certeza de que oscar wilde era bruxo, ainda que não fosse uma questão confirmada oficialmente. foi nesse mergulhar das palavras de wilde, mesmo que pela milésima vez, que acabou trombando em alguém (o que comumente acontecia também em suas incursões lendo pelo castelo). ❝ — aaaah! desculpa! eu não te vi. na verdade, não vi nada que não fosse dorian grey admirando seu quadro pela enésima vez...❞ — justificou, apontando para o livro em suas mãos. foi só aí que identificou frankie, o sorriso se abrindo para a garota. ❝ — o que eu interrompi?❞ — perguntou, curiosa no que a amiga estava fazendo.
quem: lily & @dorcasmeadws
onde: dormitório feminino da grifinória
quando: 24 de setembro, manhã
❝ — psss, doe...❞ — chamou lily, o olhar grudado na cama ao lado de dorcas. não esperou muita resposta até levantar-se da sua cama e ir até a da amiga, sentando-se sobre ela e fechando a cortina ao redor, principalmente para não acordar as amigas ao redor. era ainda bem cedo, mas lily não pregou direito os olhos desde que tinha voltado do baile, tendo dormido picado. nunca foi do tipo que fica na cama indefinidamente, então decidiu que precisava conversar. ❝ — ei, amiga, tá acordada? agora sou eu quem precisa contar uma coisa pra você... e te perguntar outra.❞ — abriu a conversa dessa maneira, para ver se a curiosidade dela era antídoto suficiente para o sono.
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um sorriso de canto surgiu diante da fala de sirius. ele não precisava dizer isso para ela, era uma observação que tinha feito por contra própria há anos, uma observação que sempre rendia um misto de admiração e respeito, mas também de irritação; não porque não gostava de ser superada, mas porque observar que as pessoas não cumpriam com o próprio potencial a entristecia em partes. a fala seguinte veio com um pouco de ironia, mas não maldosa, apenas cômica. ❝ — eu sei bem disso, sirius, mas ser o cara genial e bagunceiro também pode vir com uma parcela de cobrança, não? quer dizer, as pessoas esperam feitos cada vez maiores e mais caóticos de você... vocês.❞ — refletiu, porque todo ano letivo que vinha ela sabia que podia esperar algo pior deles... e sempre acontecia. manter boas notas e bom rendimento era fácil, era simplesmente estudar e ser responsável, mas garantir que seus próximos passos fossem cada vez maiores podia ser terrivelmente complexo. no fim das contas, nenhum tipo de vida vinha sem cobrança ou expectativa, aquela era a natureza humana. bateu palminhas de leve quando ele aceitou lhe emprestar o livro, tanto por isso quanto pela promessa de que ia lhe dar uma boa razão para zoar as outras casas; na verdade, tinha certeza disso também, porque o time da grifinória era, sem clubismo, o melhor do castelo. a risada veio diante do comentário sobre os livros trouxas. ❝ — não estou falando desses, bobo! mas a literatura trouxa fantástica vem acertando em muitas coisas. me lembre de te emprestar 'o feiticeiro de terramar' e também 'o único e eterno rei'. o primeiro é sobre uma escola de magia e o segundo conta a história de merlin com uma precisão assustadora...❞ — contou, o brilho característico nos olhos de quando ela falava sobre literatura. depois, voltou a sorrir de forma mais singela diante do comentário sobre remus. era fato que ela e lupin tinham uma amizade forte e construída ao longo dos anos, seu primeiro contato com os marotos e provavelmente a amizade que possibilitou que ela conversasse daquela maneira com sirius. mas era verdade também que sua relação com sirius tinha escalado níveis que ela jamais pensou possíveis só nas últimas semanas. ❝ — fui dormir muito cedo ontem, estava super cansada depois de ficar ajudando os professores a arrumarem as coisas do baile, então abri os olhos cedo demais hoje e não consegui ficar deitada por muito tempo...❞ — respondeu por primeiro, criando tempo para que respondesse a outra parte da fala dele sem atropelar a situação. ❝ — não seja cruel e me faça escolher entre vocês! eu e remus temos mais história, mas eu sempre tive uma admiração silenciosa em relação a você. ah! e o peter também está na disputa, gosto muito dele e confesso que sempre tive um fraco por ele, dá vontade de colocar em um potinho. eu posso ter mais de um melhor amigo, não posso?❞ — entrou na brincadeira, sorrindo para sirius com doçura; jamais que imaginaria estar discutindo qual dos marotos seria seu melhor amigo, especialmente com ele, mas era isso que a vida tinha virado nas últimas semanas. e ela não odiava nenhum pouco aquilo, afinal, não eram fatos novos, tudo o que aconteceu recentemente só criou um cenário favorável para que ela falasse o que já sabia e pensava anteriormente.
O que Lily falava tinha muito sentido, claro, era Lily que estava falando, mas era muito mais fácil para ele usar seu cérebro para aprontar do que para ficar se provando para os outros. Por muito tempo viveu assim. Querendo que sua mãe notasse cada feito seu. Que independente da casa que estivesse ainda poderia ser um Black digno. O que foi se perdendo ao longo dos anos, pois não importava o que ele fizesse não seria suficiente. "Vou ficar no aguardo, mas não espalhe a minha fama de leitor. Gosto do meu ar de rebelde sem causa que não chegaria perto de livro nenhum." Alfinetou um pouco e começou a se levantar daí. "Estou chateadíssimo. Você tem que ser minha melhor amiga e trançar meu cabelo, sabe? Contar sobre nossos sonhos, objetivos enquanto pintamos as unhas. Eu dúvido que Peter ou Remus conseguiriam fazer isso por você. Eles não entedem nem como hidratar o próprio cabelo. Tenho uma poção especial para isso que criei e você querendo me trocar por eles." Jogou a almofada na cara dela se fazendo de desentendido.
"Essa monitoria tirando vocês da doce vida e descanso. Está vendo o porquê de responsabilidade ser sempre ruim? Vou começar a me aquecer para o jogo, ruiva. Torça muito para mim e lembre-se de tentar subir meu patamar na sua lista de melhores amigos." Foi se alongando em direção ao vestiário pronto para o longo jogo que viria.
“Ia ser um caos pequeninho, eu juro!” Cruza os dedos na frente dela, fazendo um bico inocente que escondia um riso revelador “Nada grave, alguns apavorou aqui e ali, mas sem dúvida! Eu repito, sem dúvida! Eu iria tomar um belo banho no banheiro dos monitores, ir no Clube do Slughorn e descobrir alguns segredinhos com a sua autoridade de monitora!” Sorri inocente, como se as coisas que tivesse falado não fossem levemente problemáticas — pelo menos a última opção “Você acerto, Lily! A fenda está usando minha força vital e com isso toda o meu brilho está sendo apagado!” Diz dramaticamente, levando a mão a testa em um ato teatral “Conte aos seus filhos que eu fui um amiga maravilhosa… e linda… incrível… espetacular” Conforme vai falando, sua voz toma um tom dramático de despedida ate que Marlene finge uma morte, colocando a língua para fora e olhos fechados “Brincadeira” Após seu momento criança de teatro, ela ri, balançando os braços permitindo que o espírito Shakespeare desapareça “Vou contar isso só para você, mas… acho que fiquei tão ansiosa, preocupada e tensa com tudo que chegou o ponto que meu corpo não aguenta lidar com tantos estímulos” Explica da melhor maneira que consegue “Nos últimos dias fiz tanta coisa que só de pensar em ter que lidar com as consequências do álcool e o ritmo marlenistico nessa festa, começo a ficar ansiosa! O que é loucura, meu próprio jeito está me dando ansiedade, dá para acreditar?” Confessa de uma vez, suspirando mais leve “Eu nem sabia que era capaz de ter nesse nível ansiedade por causa de mim mesma… quer dizer, sabia, mas é como se eu ficasse desesperada o tempo inteiro” Comprime os lábios, revelando um sentimento que vinha se apoderando dela nos últimos dias. Sua maneira inquieta havia aumenta de maneira excessiva que estava lhe perturbando e compartilhar isso com sua melhor amiga, talvez fosse acalma-la um pouco.
marlene sempre conseguia arrancar uma risada dela, mesmo quando o mundo parecia decidido a desmoronar ao redor. ❝ — eu sabia! você não ia usar meu corpo para nenhuma causa nobre, ia usar exclusivamente para cometer pequenos crimes sociais.❞ — respondeu entre risos, balançando a cabeça diante da dramatização seguinte. assistiu à morte teatral da amiga como quem observava uma peça muito ruim e, ainda assim, divertidíssima, cruzando os braços antes de soltar um suspiro exagerado. ❝ — realmente, uma perda irreparável. vou mandar esculpir uma estátua sua com os dizeres aqui jaz marlene mckinnon, vítima do excesso de responsabilidade. ninguém vai acreditar de imediato, mas os gênios só foram entendidos depois da morte mesmo.❞ — brincou, porém o sorriso foi desaparecendo aos poucos quando percebeu que, dessa vez, a resposta da amiga não terminava em outra piada. era curioso como pessoas diferentes podiam chegar exatamente ao mesmo lugar por caminhos completamente distintos. deu um pequeno passo para diminuir a distância entre elas e segurou delicadamente uma das mãos da amiga entre as suas, fazendo um carinho distraído com o polegar enquanto organizava as próprias palavras. ❝ — eu acredito e apoio total sua decisão. às vezes a gente trata ansiedade como se ela precisasse ter um motivo proporcional, uma grande tragédia, quando na verdade ela só... acumula. um dia você está preocupada com uma prova, no outro com os castelos, depois com as pessoas que ama, depois com o que pode acontecer amanhã, e quando percebe seu cérebro já não consegue mais distinguir o que realmente é urgente do que simplesmente... existe. você sempre viveu numa velocidade muito maior do que a maioria de nós, lene, talvez seu corpo só tenha decidido cobrar a conta agora.❞ — os olhos verdes permaneceram sobre a amiga por alguns instantes. lily conhecia marlene havia tempo suficiente para saber que aquilo não era fácil; talvez por isso tivesse escolhido contar só para ela. apertou de leve a mão dela outra vez antes de deixar escapar uma pequena risada. ❝ — não existe prêmio nenhum para quem se força a continuar quando já está completamente esgotada. eu sei que você odeia a ideia de desacelerar porque parece que está perdendo alguma coisa, mas... às vezes a única forma de continuar sendo você é justamente parar um pouco antes que o seu próprio corpo faça isso por você. então, se hoje a marlene mckinnon quer beber água, conversar comigo e voltar para o dormitório sem protagonizar nenhuma catástrofe... eu sinceramente acho que essa talvez seja uma das versões mais corajosas de você que já conheci.❞