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@winnierised
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As If
“When I was young...”
banheiro dos monitores, @winnierised
"Confia em mim!" a ordem veio antes mesmo que Snape pudesse protestar. A porta se fechou atrás deles com um estalo seco, Hestia girou nos calcanhares e logo estava dando passinhos apressados para abrir um dos armários como quem sabia exatamente onde cada coisa estava, e puxou uma toalha branca, limpa, que em poucos segundos foi jogada sobre os ombros dele com a naturalidade que não tinha. "Veja só seus ombros tensos," fez uma careta, as mãos pousando na cintura. Os olhos claros passearam pelos fios escuros de Severus com uma concentração quase ofensiva. "e esses cabelos... por Merlin, Severus, eles precisam de uma hidratação." ela assentiu para si mesma, como quem acabara de chegar a um diagnóstico. "Você pode ser um gênio em poções, mas até mesmo gênios precisam de um dia de spa." disse finalmente, virando-se até a bancada para alinhar uma quantidade preocupante de frascos, potes e pequenos vidros que nem mesmo ela sabia de onde havia tirado.
Confia em mim! Snape crispou os lábios como se questionasse porque faria isso? Seus olhos desceram para o uniforme dela como se isso fosse suficiente para que ela entendesse seu ponto - Hestia era uma grifina - e ela sequer precisava respondê-lo em voz alta para os xingamentos virem a sua mente em algum tipo de defesa do quanto aquela rixa entre as casas era ridícula e parte dele concordava, mas era orgulhoso demais para admitir que estava começando a considerar a Jones uma amiga - por algum motivo em sua cabeça soava o fim dos tempos.
⸻ Você é sempre mandona assim?
Questionou um tanto divertido. Seus olhos agora a acompanhavam de um lado para o outro como se tentasse se certificar que ela não iria lhe pregar uma pegadinha ou talvez só estivesse nervoso - céus ela só iria lavar seu cabelo - apesar de ser um ótimo oclumente naquela época não era tão inexpressivo e qualquer um que se dedicasse a analisasse por um segundo ou dois veria os pequenos sinais que seu corpo dava, como as pernas e mãos inquietas.
⸻ Você parece saber o que está fazendo... mas faz sentido, seu cabelo é lindo.
O elogio escapou com mais facilidade do que deveria, fazendo com que mordesse o interior da bochecha. No final era ter aceitado aquilo era porque confiava em Hestia lá no fundo - apesar que duvidava que ela aceitasse um não. A menção a seus ombros tensos o fez tentar ajeitar a postura, falhando em relaxar de qualquer forma. E ela lhe encarava de um jeito que o fazia se sentir horroroso e questionar se seu cabelo estava tão ruim assim, não era a pessoa mais vaidosa mas também não era tão feio né? Mas se podia melhorar então queria saber como. Decidido a seguir com aquela loucura, se ajeitou na cadeira em frente a pia esperando que Hestia fizesse seu milagre.
⸻ Você vai me ensinar como fazer também né? Vai ser meio patético eu sempre precisar da sua ajuda.
Também tinha curiosidade sobre o processo e os efeitos, aqueles frascos pareciam com os que usava para fazer poções, com instruções e ingredientes misteriosos, então talvez estivesse ficando mais interessado.
⸻ Você faz isso no seu cabelo também? Ou é diferente porque o seu é cacheado? E você faz tudo sozinha? Parece complicado... e como ou onde você aprendeu?
Não conseguiu evitar as perguntas, assim como enchia o saco dos professores nas aulas, Snape era - um nerd - muito curioso.
olá! marcando vocês com quem tenho inter no evento pra saber se continuamos em flashback ou dropo e a gente combina pra começar algo novo
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closed starter for @winnierised / severus ! where: homecoming, mesa dos professores.
Aaravi observava os alunos da mesa dos professores com uma certa melancolia. Não que fosse uma mulher mal resolvida, mas fora tão contida durante seus anos escolares... prezava demais pela própria reputação, então muito de suas interações sociais haviam sido completamente calculadas na época. Conseguia contar nos dedos as vezes que realmente havia se deixado embriagar em público, já que sua mãe sempre enfatizara bastante os perigos de uma maledictus sem o controle total da própria mente. Ali, vendo o caos acontecendo do ponto de vista daqueles que deveriam ser responsáveis, ela não conseguia evitar a sensação de que gostaria de não ser uma mulher aos quarenta anos. Após o vislumbre do traje de um dos gêmeos Weasley, que estava simplesmente escandaloso, a Manik deixou escapar uma risada baixa, chamando a atenção de quem sentava ao seu lado. Pareceu só perceber a presença de Severus naquele momento, absorta em pensamentos como se encontrava. “Acabei de ver o garoto Weasley.” se explicou antes que ele pudesse perguntar a origem de sua risada súbita. “Ele só pode ter perdido uma aposta ou algo do tipo, não acha?” O tom amigável era incaracterístico às conversas que costumava ter com Snape, já que mesmo após vários anos, Aaravi ainda tendia a achar sua presença bastante desagradável. Não o via há anos quando retornou a Hogwarts, mas de longe, Severus parecia o mesmo amargurado de sempre. Talvez devesse lhe dar a oportunidade de provar o contrário...?
A risada o fez se virar para encarar Aaravi em certo julgamento, em partes era bem mais porque estava morrendo de odio que ela tinha pegado sua vaga como professora de Poções enquanto ele era obrigado por cauda de Dumbledore e lecionar Defesa Contra Artes das Trevas - sua vida sempre seria um castigo? - ao menos ela era uma boa opção para o cargo, por mais rancoroso que fosse sabia admitir o potencial de alguém e ela era boa só não tão boa quanto ele, preferiria morrer a perder o posto de Mestre de Poções.
⸻ Ah sim... ficou chocada? Sinceramente eu acho que ele só tem mal gosto mesmo, é bem comum por aqui... é bom se acostumar.
Julgava porque podiam falar mal de tudo menos do seu estilo - quer dizer se você curte a vibe emo - e definitivamente jamais conseguir se ver usando algo parecido com o que via nos alunos, não sabia qual era pior.
⸻ Mas estou me perguntando se você perdeu uma aposta para estar conversando comigo por livre e espontânea vontade... ou devo acreditar por um milagre que você finalmente percebeu o quão incrivel eu sou?
O quadribol em si ocupava um espaço mínimo dentro da sua cabeça, era claro que ela sabia todas as regras, e vez ou outra podia se meter passando dicas de estatísticas para as melhores jogadas de acordo com o tempo e força do vento, mas no geral, ela só aparecia nos jogos da Grifinória para prestigiar os amigos que jogavam, e também fazer companhia aos outros que só iam assistir. estava distraída assistindo Sirius fazer exatamente o contrário do que ela lhe dissera, causando um revirar de olhos, antes de perceber que Severus falava consigo. " eles não jogaram a grande rivalidade da temporada logo num primeiro jogo, ainda mais sendo algo mais amistoso, mesmo que todo mundo esteja tão sedento para jogar, que estão agindo como se fosse a final da copa do mundo. " tagarelou sem nem perceber, movendo os ombros em seguida. " uma aposta? interessante. que tipo de aposta? " perguntou curiosa, já fazendo as contas na cabeça de quais eram a probabilidades de vitória de cada time.
⸻ Acho que você nunca falou tanto comigo.
O comentario vinha carregado de divertimento mas muito longe de ser uma reclamação. Severus não tinha nada contra Dorcas, na verdade ela o divertia muitíssimo.
⸻ Acho que é o tempão que ficaram sem jogar misturado ao fato de ser o primeiro jogo e o orgulho de ganhar.
Longe dele de julgar porque ele mesmo não aceitaria perder se jogasse quadribol.
⸻ Do tipo você pode me pedir o que quiser se o time que você apostar ganhar mas se o time que você apostar perder eu que posso te pedir algo e você tem que fazer, nada muito grande, afinal é um amistoso não é mesmo? Então obviamente eu vou torcer para minha casa contra a Corvinal mas vou apostar na Lufa-lufa contra a Grifinoria... e você? Aposto que não vai trair seus amigos?
Severus esperou para encontra-la depois, na festa, com o placar de Sonserina ganhando da Corvinal e Grifinoria ganhando da Lufa-lufa. Tinha sido um massacre, imagina como seria se tivesse sido Grifinoria e Sonserina, com toda certeza algunns jogadores estariam na enfermaria.
⸻ Então... acho que temos um empate... o que fazemos? Um pedido estupido pra cada?
O desgosto evidente nas feições sonserinas passou totalmente despercebido pela Longbottom, sua mente enebriada produzindo um fluxo de pensamentos quebrado o suficiente para que não fizesse qualquer sentido. No lugar, acabou soltando uma risada fraca diante de sua fala. "Eu estou bem, Snape." Garantiu com uma leve impaciência tomando suas feições, mesmo que sua busca por apoio segundos antes denunciasse que estava mentindo. Quer dizer, permanecia inteira, de todo modo, então poderia considerar uma verdade! Já em cima da mesa como desejava, se deitou de bruços, apoiando o queijo nos antebraços enquanto o fitava. "Mas minha cabeça 'tá muito pesada... Eu preciso apoiar em algum lugar..." Retrucou sua ordem com um bico tomando seus lábios, tentando sustentar o rosto com um novo apoio em sua destra. Com sua noção de tempo afetada, não soube dizer se haviam se passado alguns segundos ou minutos até que a música triste começasse a fazer sentido em seus ouvidos, trazendo lágrimas indesejadas ao canto de seus olhos. "Você é meio engraçado, sabia?" Murmurou com uma risada fraca, limpando o líquido indesejado com as costas da mão. Assim que se deu por satisfeita, sem notar que seu rímel havia borrado, ergueu o olhar novamente para o sonserino, intrigada. Não fazia ideia da razão pela qual Snape continuava ali, mas não estava longe de reclamar. Seria ainda mais patética se estivesse sozinha. "Como você sabe se tomou as decisões corretas? Tipo, na vida..." Questionou de uma forma que parecia aleatória, embora logo balançasse a cabeça no ritmo da nova música escolhida, quase como se tivesse se esquecido dos próprios dizeres. "Hello daddy, hello mom.."
⸻ Não parece.
Resmungou a encarando. Os olhos reviraram mais uma vez com a cena, a cabeça pesada não era um bom sinal mas se fosse até a sala de poções mais proximas ela sumiria de sua vista e poder cometer alguma atrocidade - não era de sua conta, mas seus pés ainda permaneciam ali. A vendo ter dificuldade de manter a cabeça erguida, Snape levou cada uma das mãos as maças.
⸻ Você precisa ficar assim ok? Se sentaria seria melhor, mas se não conseguir ao menos segura o rosto assim até eu voltar.
Não tinha certeza se ela entendia direito o que falava então só a ajeitou sobre a mesa da forma que achava melhor e esperava que ela ficasse. Surpreendentemente ele voltou.
⸻ Céus, você tá chorando?
A voz carregava desespero, não sabia lidar com gente chorona - porque geralmente aquele papel era dele.
⸻ Você não quer tipo chorar no ombro né? Por favor diz que tá melhor, é melhor te ver com raiva de seja lá o que ou quem te deixou assim que triste... e você iria me sujar com essa maquiagem, tá toda... tá deixa eu ajeitar.
Incomodado com a visão da Longbottom daquele jeito, levou os dedos de volta a tocar seu rosto, tentando limpar os vestígios do rímel com algum conhecimento que tinha porque gostava de usar lapis e a deixar minimamente apresentável. Ele lidava com gente sem noção o tempo todo, era mais fácil, mas ele precisava de ajuda e ele era incapaz de não ajudar - ele não era uma pessoa terrível como pensavam.
Como você sabe se tomou as decisões corretas? A pergunta o pegou desprevenido, a encarando como se não fizesse ideia do porque ela estava falando de coisas profundas completamente bebada, ela não deveria estar falando baboseira?
⸻ Eu não sei... e não acho que existe decisão certa ou errada... acho que você só tá tentando justificar uma escolha que está te fazendo sofrer... mas se você tá sofrendo é só a consequência... mas isso não muda... a razão da escolha.
Não se achava sabichão ao menos não naquele tipo assunto, Snape não era o melhor conselheiro também, mas estava falando o que acreditava com base em suas vivências recentes. Qunado ela começou a cantar, acabou rindo porque sua voz soava engraçada ou talvez fosse como ela não conseguia se manter focada.
⸻ Ok, vem cá cherry bomb.
Não conseguiu evitar dá-la o apelido da música. Estendendo as mãos pra ela segurar e tentar levanta-la.
FLASHBACK.
durante a fala inteira de severus, lily não se mexeu, mal respirou. observava aquela pessoa que, por muito tempo, foi a mais próxima da sua vida, falar aquelas coisas. parte se perguntava mesmo o que ele tinha achado de tudo isso, o que pensou ao saber que ela tinha um filho com potter, se estava secretamente bravo com ela. afinal, a amizade deles tinha adentrado um ponto de não retorno por causa das questões de sangue e dos amiguinhos dele das masmorras, tinha certeza que as novas informações não iam ajudar muito a situação... por isso a surpresa diante do dito por ele, por isso as piscadas infinitas como se buscasse processar a situação. jamais achou que severus seria a pessoa que daria aquele discurso, especialmente diante da rivalidade de anos que carregava com james potter e os outros marotos. confiar mais em si mesma... evans balançou a cabeça, ainda desorientada e confusa. ❝ — eu... eu não sei se consigo... não consigo entender, não consigo processar que tudo isso está acontecendo, ou melhor, como está acontecendo...❞ — um suspiro enorme seguiu-se dessa fala, enquanto lily buscava ainda encontrar palavras ou fazer sentido do turbilhão que passava pela sua mente. por certo instantes, enquanto conversava com remus, pensou que talvez não estivesse tão mal assim, mas foi o amigo deixar o recinto que ela já começou a sentir as palpitações. ❝ — como eu posso confiar em alguém que eu não conheço? como isso tudo pode sequer ser considerado uma boa decisão? você acima de todo mundo, severus, devia saber que um futuro no qual eu... no qual isso acontece não pode ser definido como normal...❞ — hesitou, porque ainda era difícil falar tudo aquilo em voz alta. tinha aceitado já a versão de sirius sobre a sala precisa, já se tranquilizando quanto aos possíveis desenrolares, mas nunca imaginou que tudo fosse ser confirmado tão rápido e tão daquela forma.
flashback
⸻ É eu também não.
Snape confessou. Não diria que era facil assimilar todas aquelas informações, saber sobre o futuro realmente era um fardo e agora entendia o porque de Sybil odiar tanto seus poderes de clarividência. Seus dedos apertaram o proprio manto tentando conter a vontade de tocar as madeixas cor de fogo como algum tipo de afago que trouxesse conforto - quais eram os limites que tinha que manter agora? - Snape respirou fundo e então suspirou tentando encontrar as palavras certas, não o que ele queria dizer, não o que ele pensava ou sentia mas o que Lily precisava ouvir. Não somos mais amigos porque se preocupar? Sua mente rebatia pelo rancor que vinha o corroendo.
Você acima de todo mundo... devia saber... um futuro no qual… isso acontece não pode ser definido como normal…
⸻ Porque?
Rebateu, talvez como se tivesse algum fio de esperanças de que a versão terrivel de Lily em sua cabeça não existia, porque Severus de fato odio aquela informação não porque queria Lily pra si, não mentiria em dizer que havia se apaixonado por ela mas sabia separar as coisas, seus sentimentos era só uma bagunça, tudo que tinha tido era Lily e talvez tivesse confundido as coisas, o problema era ser James depois de tudo, qualquer outra pessoa seria mais facil de engolir então ficou se perguntando se todas as vezes que ela ficou do seu lado ela realmente se importava, se ela no fundo não concordava com o que James fazia ou porque ela poderia ser capaz de perdoa-lo mas não era capaz de lhe perdoar? Talvez também não tivesse noção do quão ofensivo foi chama-la de sangue ruim, talvez toda a situação estivesse mexendo com sua cabeça e seu juizo.
⸻ Olha... eu não... não sei o que você viu nele... mas...
Não queria ser a pessoa a defender James e a dificuldade que tinha pra falar dizia isso, era quase como se estivesse se traindo.
⸻ Tudo que sei é que você é capaz de ver beleza e bondade mesmo em quem não consegue enxergar isso em si mesmo.
E ela tinha visto isso em si não era? Mesmo que agora parecesse que as trevas o tivesse tomado em doses que ela era incapaz de ignorar e talvez fosse esse o problema, Lily acabava focando nas melhores partes e ignorando as piores, ele via como ela o defendia mas tentava de certa forma amenizar a situação porque ela se dava bem com Remus e com Sirius, ela sempre viu uma bondade neles que Snape jamais conseguiu assim como ela via em si o que os Marotos não conseguia. Ela era capaz de aceitar seu melhor lado mas não o seu pior e era por isso que não podiam ser mais amigos... com os olhos cheios de lagrimas Snape sorriu, porque era como se finalmente tivesse entendido as coisas.
⸻ Eu não consigo te imaginar cansando e tendo um filho com um cara que não ama e não te faz feliz... eu magoei você e... bom olha nós agora.
Ela não pensou duas vezes em por fim na amizade deles afinal.
⸻ Então eu acho que... o babaca do Potter... teve ter alguma... qualidade.
Céus quase sentiu que vomitaria ao falar aquilo.
𝒄𝒍𝒐𝒔𝒆𝒅 𝒔𝒕𝒂𝒓𝒕𝒆𝒓 for severus with james.
A mudança de ares fez com que algo dentro de James mudasse também. Uma versão mais amena e centrada de si. Antigamente também não tinha maturidade alguma e o corte abrupto de contato com os pais nessas últimas semanas também o afetaram. Saudade era um sentimento ruim a ser sentido e jamais imaginou que fosse tão grandioso assim até ficar longe de casa à força, mesmo que em período escolar. No caso, era temeroso por não saber o que havia acontecido com eles. Será que estavam bem também? Será que estavam lidando com a mesma situação temporal? Sem cartas para fora, era impossível saber. Então, o que restava para James era aguardar e dar mais ouvidos àqueles que gostava - sim, Lily Evans, em específico. Por um acaso, ela era um tópico muito sensível entre ele e um certo aluno da sonserina, cujo qual estava caminhando para achar agora. Na realidade, não havia qualquer tópico debatido entre eles por anos, desde sempre, e talvez fosse aquele o momento necessário para lidar com o assunto. Quer como fosse, James não sentia mais o ciúmes exacerbado de antes. Era uma criança quando tudo começou e aquele desagrado de outrora certamente era algo que Lily e Severus deveriam resolver entre eles, não era nada do bico do Potter - por mais que desgostasse da ideia. Apesar de nunca ter verbalizado ou compreendido dentro de si, ele sabia que o importuno que causou na vida do outro era por um singelo sentimento jamais sentido antes. Snape tinha o que ele não havia conseguido até então, que era a proximidade com a ruiva. Portanto, parecia justo que uma criança como ele, mimado e egocêntrico, tivesse o pensamento de querer para si algo que era dos outros. Talvez não com dinheiro, mas com atenção. Se retirasse o outro da vista, era possível que Lily o enxergasse também... Mas isso, obviamente, não aconteceu tão rápido ou da maneira que queria. E agora mais velho ele entendia. Era tão palpável quanto a realidade paralela de um outro castelo à frente e do filho que nunca soube que existiria. Se permitiu respirar fundo algumas várias vezes antes de se aproximar de Severus, apenas a alguns passos deste quando finalmente proferiu em um tom não muito acolhedor, mas também não tão arisco: "Tudo bem?" Não sabia nem mesmo o que fala com ele, já que nunca tiveram qualquer contato e, bom... James tinha sido a raiz do bullying dele.
flashback
A relação com James era complicada, no início Severus não entendia o porquê da implicância apesar de não lhe soar estranho já que ele sofria certa perseguição também na escola de trouxas antes de ir para Hogwarts. O problema é que as coisas foram escalando demais com o tempo e o conhecimento que adquiram sobre magia, Severus até mesmo tinha feito um feitiço complexo - Sectumsempra - e o fato ter achado necessário criar algo tão... perigoso indicava o quanto de ódio tinha pelo Potter. Uma conversa não poderia apagar anos certo? O reflexo fazia sua mão ir até a varinha assim que notou a presença do outro, seus ombros tensionam e até mesmo esqueceu como respirar corretamente. A pergunta o pegou desprevenido, nenhuma piadinha? Nenhuma ofensa? Era esquisto, talvez até mais do que se ele chegasse lhe lançando ao ar apenas por achar divertido. Que porra aquele idiota estava tramando?
Tudo bem? A pergunta rondava sua cabeça, o deixando tonto e enjoado. Porque iria dizer como se sentia pra James Potter? Parecia completamente loucura devido à história dos dois. A mente de Severus então tentou achar uma justificativa para a aproximação e a escolha de palavras, ou talvez o tom de voz usado. Um suspiro veio e Snape sorriu.
⸻ O que você quer? Aposto que se gabar que você consegue tudo que quer como seu futuro brilhante com... a Evans.
Quase a chamou pelo apelido e engoliu em seco com a realidade cruel e se o tom de James não era arrisco o de Snape era. Todo mundo naquela maldita escola sabia sobre os histeres de James em Lily e por muito tempo Severus sentia que ela era a única vantagem que tinha sobre ele, porque não importava o que ele fizesse Lily ficaria do seu lado e ver o quanto isso acabava com ele o divertia muito. Agora tinha perdido sua amiga e tinha que engolir a ideia de vê-la com a pessoa que mais detestava no mundo. Estava tentando evitar piorar a situação, porque a ideia deles se dando tão bem e ela ser capaz de perdoá-lo por tudo quando ela era incapaz de olha-lo nos olhos pelos corredores. Talvez não se tratasse mais de seu ciúmes por Lily, porque ela tinha sido o mais próximo da ideia de amor que ele conhecia, mas do quanto odiava James Potter porque o invejava, invejava a amizade dele com os marotos, inveja como ele tinha uma boa família, invejava como todos gostavam dele, invejava como ele podia fazer qualquer coisa e ainda assim isso não ser um problema... enquanto apesar sua existência era o suficiente para que as pessoas o odiassem, como seus pais eram problemáticos e como suas relações de amizades eram tão rasas... então talvez não fosse tão incomum que o egoismo se firmasse em seus ossos e se tornasse mais frio porque o que tinha de bom em sua vida? As trevas parecia sua unica chance de ser importante e Lily foi incapaz de entender isso, assim como ele era incapaz de enntender como ela podia perdoar James e não ele, talvez ele tivesse mudado? Snape duvidava muito, mas por outro lado seu eu sucumbia a seu pior lado como refugio de proteção.
⸻ Seja lá qual seja a ideia brilhante que teve dessa vez... não pense que vai ser eu que vai sair ferido ou chorando dessa vez...
Sua varinha foi erguida na direção do outro em uma clara ameaça. Os olhos negros encaravam o grifino com desconfiança enquanto esperava pronto para o pior.
As pazes entre eles ainda parecia uma ideia impossivel.

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Severus tinha aquela energia (ooc notes: de gostoso) de quem nunca tinha muito a perder. Como se uma nuvem cinzenta o acompanhasse por todo caminho, e mesmo assim, não o incomodasse qualquer mesura de chuva. Se na adolescência este fato foi um motivo para não construírem uma amizade, no presente era justamente o motivo pelo qual se identificava. Julio um dia já foi animado, festivo, mas após as duras penas da vida adulta enxergava as coisas com mais realidade. Por isso, como se estivesse apenas seguindo o reflexo do outro, cruzou os braços ao seu lado, os olhos correndo o salão sem tanto entusiasmo no evento. "Talvez fizeram esta festa justamente pensando caso morressem. Mas após duas guerras, uma falha temporal deveria chamar mais atenção" concordou com a prudência dele, sua voz soando mais baixa para que nenhum pestinha por perto escutasse a conversa. "Confesso que preferia estar procurando pistas." afinal, a história que se tecia naquela magia não só era objeto de estudo de sua disciplina em Hogwarts, como também um interesse pessoal de anos. Afinal, quando sua vida parecia não ter mais cor, fazia sentido se entreter com as histórias alheias. "Poderiamos falar a diretoria que vimos alguém tentando contrabandear bebidas e estávamos seguindo para averiguar a veracidade. Isso enquanto fazemos uma ronda para garantir que não haja nenhuma desregulação nesta magia" sugeriu ao professor, uma bela desculpa para que pudessem se ausentar daquela euforia juvenil e focar em coisas mais interessantes.
Os olhos reviraram e os lábios se pressionaram, Snape discordava em partes daquela ideia - aproveitar a vida como se fosse o ultimo dia - ele preferia a segurannça, ser cauteloso e conseguir estender o prazo o quanto podia. Seu destino era claro e escrito, sua possiçõ era perigosa demais e nnõ havia qualquer indicio de que sobreviveria até o dia seguinte, ainda assim ele não era imprudente por puro capricho e por isso julgava as escolhas daquela noite. Talvez só quisesse que seus alunos não estivessem em perigo e não que achasse que suas seguranças era algo que podia garantir, mas ainda estar ali o fazia ter aquele sentimento de que era sua obrigação mantelos a salvo - mas sempre dificultavam esse trabalho.
⸻ Dumbledore é tão... a escolha de manter o cronograma me irrita porque é o nosso trabalho fazer o que é melhor pra eles... eles são jovens demais pra tantas preocupações... e eles poderiam odiar a gente por estragar uma comemoração... mas eu não me importo se isso significa que estariam seguros.
Snape ponderou na escolha de palavras mantendo o tom baixo assim como Júlio. Era incapaz de relaxar ou descansar, os olhos atentos pelo salão tentando verificar se algum aluno não tinha sumido ou talvez notar algum comportamento estranho. Em sua época, tinha confiado sua vida aos professores e agora que era um sentia que não podia decepcionar sua versão que acreditava que os mais velhos sabiam o que faziam mesmo que agora visse que não tinha nada sob controle.
⸻ Confesso que não esperava isso vindo de você.
Os olhos foram até o outro em certo julgamento, ele tinha mudado muito, Snape por outro lado ainda era o mesmo talvez só potencializado seus pontos negativos mas como não? Com tudo que viveu durante as guerras, era surpreendente que não tivesse sucumbido a loucura assim como Bellatrix.
⸻ É surpreende o que o tempo faz... estou concordando com uma ideia sua.
O tom era leve mas carregado de certa acidez, porque aquele era Snape - amargurado o suficiente para não esquecer que Júlio nunca tinha ido com sua cara e nunca tinha se dado bem na epoca que eram estudantes.
⸻ Vamos lá?
[HOMECOMING EDITION] closed starter pra @winnierised (severus).
A adrenalina ainda corria nas veias de Rodolphus, o eco dos aplausos e dos gritos da arquibanca ainda zumbindo em seus ouvidos. Uma vitória no quadribol sempre tinha o poder de lhe deixar tranquilo. Foi então quando viu Snape, quase alheio à multidão. Lhe parecia um comportamento próprio de Severus: Snape era… estranho. Quase desconfortavelmente silencioso, como se observasse tudo sem nunca realmente se expor. Ainda assim, Rodolphus não conseguia ignorar a mente afiada por trás daquela postura reservada. Aproximando-se, Rodolphus apoiou a vassoura no ombro e inclinou ligeiramente a cabeça, oferecendo um sorriso de lábios apertados. "Nunca pensou em jogar quadribol, Severus?"
Os gritos não foi acompanhados por Severus, ele apenas fez uma anotação dos pontos fortes e fracos do time que tentaria conversar depois com o capitão, ele não sentia aquela paixão pelo esporte e seu interesse era muito mais lógico voltado a ideia da Sonserina ganhar a Taça das Casas no final do ano letivo, fazer parte do título dos melhores de Hogwarts isso sim o deixaria animado.
A voz era familiar e por isso Severus ergueu com mais facilidade, outra pessoa poderia encontrá-lo de forma muita mais… retraída. A pergunta direta fez com que franzisse o cenho - deveria ser sincero? - não parecia apropriado dizer que achava Quadribol uma baboseira pra um dos jogadores.
⸻ Ah... é... sabe... não é muito minha praia... sou melhor na vida acadêmica.
Tentou se explicar um tanto sem jeito, não queria menosprezar o esporte - ao menos não fora de sua cabeça. Seus olhos foram para as anotações se perguntando se seria inconveniente quebrar o clima pontuando as falhas de Rodolphus - talvez fosse melhor depois - fechou o bloquinho e o guardou no bolso do proprio manto.
⸻ Isso não é nada... só umas anotações sobre o jogo, depois eu te mostro, agora vamos apenas comemorar nossa vitoria, fomos muito bem... existe uma grande chance de sucesso se vocês seguirem isso como carreira.
Não entendia muito bem porque tantos alunos se dedicavam ao esporte para não levar aquilo adiante, não fazia sentido para Snape, parecia apenas perda de tempo. Ele por exemplo se dedicava tanto nas matérias porque queria ser professor e em especial a poções porque queria ser um Mestre um dia.
⎯⎯ ⋆ open starter⠀ ⠀⸺⠀ ⠀1976 / @ttstarters .
homecoming
Hadrius optou por não comparecer ao baile. Não era um evento formal e, por isso, não via muita necessidade de estar presente. Além disso, acreditava que os alunos aproveitariam a noite com mais liberdade sem professores circulando o tempo todo. A festa tinha sido organizada por eles e para eles, afinal. Acabou saindo para tomar um pouco de ar nos jardins. Imaginava que encontraria o lugar vazio àquela hora, esperando que a música e a movimentação do castelo fossem manter todos ocupados. Assim, arqueou discretamente as sobrancelhas ao encontrar Muse ali. "Está aprontando alguma coisa, esperando alguém, cansou da festa…" Um leve sorriso surgiu antes que completasse: "Ou bebeu demais?" Não havia qualquer julgamento em sua voz. Depois de anos trabalhando com jovens adultos, já esperava certos comportamentos. Algumas situações simplesmente faziam parte da idade.
Severus levou uns três segundos para assimilar os cenários oferecidos pelo professor. Talvez sua mente não estivesse funcionando muito bem aquela altura, talvez alguém tivesse levado sua sanidade junto com seus cabelos sempre ridiculamente bem arrumados agora em uma bagunça.
⸻ Confesso que me senti meio ofendido com a primeira opção, professor.
Onde já se viu Severus Snape aprontando? Jamais! O sorriso cínico brincava em seus lábios, podia ser uma peste quando queria mas geralmente tinha motivos e ele preferiria morrer a ser pego, adorava manter a reputação de aluno perfeito e ver outros alunos irritados tentando supera-lo - seu ego enorme existia por uma razão.
⸻ Acho que já aproveitei o bastante, estava pensando em ir para o dormitório.
Voltar para o salão e ficar em um canto vendo os outros encherem a cara ou dando amassos não lhe parecia muito agradavel, não fazia o tipo festeiro então sempre alguém se incomodava com sua falta de animação e cara de enterro. Então tinha enchido a cara, mas não iria assumir em voz alta por livre e espontânea vontade para o professor - sem provas sem crimes certo? - e já tinha encontrado alguém alguns minutos atrás, então acreditava que não tinha mais nada para fazer de interessante ali - apenas talvez se estressar com certas pessoas.
⸻ E você professor? Não te vi no salão... e agora esta aqui... está tudo bem?
Perguntava por curiosidade mas também preocupação, gostava muito do Lestrange, podia dizer que era o seu professor favorito.
Para Cordélia aquilo era uma relação tão estranha e tão necessária. Ninguém conseguia viver sozinho, e a Selwyn havia lidado com a rejeição a vida inteira. De seus pais. Que a mandaram para outro país por não a aceitarem. De parte de algumas crianças na infância que não aceitavam o fato dela não saber falar nem ouvir. Em Hogwarts que começou a ter pessoas que a entendiam e a aceitavam, mas logo em seguida ela entendeu que não era sempre assim.
Lembrava-se da primeira vez que havia visto Severus afastado em um evento onde todos dançavam e se divertiam. Ele de lado parecendo rabiscar algumas anotações em um pergaminho. Seus olhos foram para a delicadeza da letra, e a forma como ele fazia isso no meio dos outros. Ela sempre se comunicou de forma diferente, e palavras também eram sua salvação.
Sentou ao lado dele, e todos falavam que Severus era alguém recluso e ela sabia que os Marotos sempre acabavam fazendo coisas contra ele, mas então eles também não gostavam de seu melhor amigo. Então tinha alguns pés atrás com eles. Enfim, ela havia ficado ao lado dele, e depois perguntado se ele estava se sentindo sozinho e depois puxou sua gola e o beijou.
Não imaginava que tinha em si isso, mas o sentimento de solidão dele, parecia o dela e não se controlou. Acabou o puxando para longe dos olhos dos outros. Um momento para dois solitários e carentes. Olhou para o outro. "Isso não precisa ser nada, ok?" Confirmou para ele, as palavras pulando de seus lábios acima da cabeça de ambos. "Somente duas pessoas que precisam de contato físico, não é?"
E aconteceu de novo.
De novo.
Após um jogo que ela havia ganhado e estavam celebrando. Após uma briga séria que ele teve com alguém que era importante e no dia seguinte nas aulas eram dois estranhos. Trocavam olhares, e até podiam trabalhar juntos, mas não havia nada ali. Pelo menos, era o que ela acreditava.
Os cabelos de Severus contra sua mão eram macios, ele era um pouco mais alto que ela. Sentia o calor que ele transmitia, o coração acelerado e por poucos minutos, ela sentia que era um lugar que ela oderia pertencer. Mesmo que por alguns, poucos, minutos.
O palavrão que escapou dos lábios dele, a forma como as letras apareceram para ela fez com que ela corasse. "Você gosta que eu mande em você, não é?" Brincou um pouco enquanto a mão fazia carinho no pescoço. "Ou é o contrário? Você gosta que eu estou a sua disposição? Não consigo saber o que passa pela sua cabeça." Isso era mais intrigante e divertido.
Para Severus as relações vinham sempre em doses complicadas, seus pais tinham um relacionamento conturbado e ele nunca conseguiu entender porque sua mãe se submetia aquilo, consequentemente ele cresceu tentando achar em outras pessoas o que podia chamar de família e algum lugar que soasse como lar, mas ele nunca levou jeito pra isso. Quando criança não sentia que se encaixava entre as outras crianças trouxas, quando descobriu que era bruxo a ideia de ser especial o tomou em tons de vermelho porque era perigoso como gostava da magia em seu total e a maioria o julgava mas não os sonserinos, a moral questionável era o que o abraçava e confortava. Ele não era ruim, não, mas também não era totalmente bom e parecia que ninguém era capaz de aceitar esses seus dois lados. Os sonserinos gostavam de suas sombras mas diziam que o resto o tornava fraco e os outros ou o julgava ou desprezava, acabou apenas aceitando aquela dinâmica, acabava se afeiçoando aos ideias puristas em busca de pertencimento mas aquele não era ele...
Mas então quem era Severus Snape? O garoto que não falava muito, sentado na primeira fileira da sala, focado demais nos estudos, notas altas, um ego usado como escudo, nem um pouco divertido, perdido em seu mundinho solitário, era capaz de passar despercebido e até preferia que sim porque do contrário vinha os comentários depreciativos e os olhares tortos em sua direção. Talvez seu futuro só fosse reflexo do papel que tinham lhe dado. Mas no meio do caos, havia Cordelia e não estava a colocando em um pedestal, não queria vê-la sob um olhar de expectativas suas, queria vê-la por completo, por quem ela era assim como ela fez consigo, no meio de uma festa qualquer, Severus não se lembrava de alguém ter falado tanto consigo quanto ela e em como ela parecia interessada em saber mais como se de fato fosse interessante. Ela parecia tão diferente de longe, mas tão parecida consigo de perto e havia certo conforto nisso porque não parecia difícil gostar de Selwyn e Severus não gostava de ninguém e parecia tão difícil das pessoas gostarem de Severus.
Se lembrava das palavras dela. Isso não precisa ser nada, ok? E era um acordo que ele aceitou, porque o tinha a perder? Parte dele achava que ela não queria ser vista com ele, a outra preferia que ninguém soubesse também porque temia perder os únicos paraísos que tinha quando estavam juntos. O deixava tonto e surpreso como ela parecia derrete-lo facilmente, como ela tinha invadido tão facilmente sua bolha e como ele gostou disso. Se perguntava se era algo apenas dela ou se era algo comum de lufanos, diziam que eles eram mais empáticos mas eram tão diferentes de si, tão animados e calorosos. Severus era frio e distante, mas talvez fosse exatamente isso - os opostos se atraem não é? - sinceramente a primeira vez tinha acredito que ela o beijou por pura pena mas então aconteceu de novo e de novo. Aquilo era perigoso não era? Mas Snape estava acostumado a se sentir atraído pelo que não devia.
Seus dedos se atreviam em toca-la onde a pele macia ficava exposta pela blusa, apenas porque gostava da sensação de sentir a maciez enquanto a pressionava um pouco contra si. O pequeno cafuné o fazia suspirar um pouco. Os tons de rubor nela chamaram sua atenção, talvez gostasse mais do que devia de causar aquelas reações, talvez não quisesse admitir o quanto o afetava vê-la daquele jeito. Acabou não resistindo em selar os lábios em uma das bochechas e então deslizar em uma trilha até seu pescoço, em algum tipo de determinação de deixa-la mais corada ainda fosse apenas por reação ou causa, porque estava mesmo tentando achar uma justificativa para o desejo de marca-la onde sua boca toca-se mas talvez fosse melhor em um lugar não tão visível. Seus olhos desceram mais uma vez pelo corpo dela e a pergunta o arrancou um sorrisinho. Yes, a resposta veio através da ponta de seus dedos desenhando sob a pele exposta do busto de Cordelia. Uma confissão, o que Cordelia faria com aquela informação? Os dentes então cravam levemente na pele mas não forte o suficiente para marcar ou doer, podia soar quase uma ameaça boba - não conte a ninguém - misturado a uma provocação - você pode usar isso contra mim se quiser.
⸻ Você quer saber? O que tá passando na minha cabeça agora?
Não era algo que Severus fazia, ele era conhecido por ser difícil de ler até mesmo para legilimentes por seu domínio com oclumência, mas estava curioso de como seria deixar alguém entrar, ainda ele de forma controlada. E talvez ela apenas encontrasse uma bagunça tal qual sua respiração naquele momento. Partes sua de fato gostava que ela tivesse algum poder sobre si ou talvez fosse seu desejo em agradá-la ou talvez a satisfação em ser a causa de seus gemidos ou talvez fosse só o desejo carnal insaciável por mais ou talvez como sempre procuravam um ao outro... somente duas pessoas que precisam de contato físico, não é? Então partes suas temia o que sentiria se a visse com outra pessoa, se não a tivesse mais em sua vida e como isso confrontava a ideia de que ela não era nada para si porque como podia chamar de nada quando ela o bagunçava daquela forma? E como podia chamar de alguma coisa se agiriam como estranhos assim que saíssem dali? Snape segurou seu rosto e lhe roubou outro beijo mais uma vez, como se tentasse engolir os pensamentos em seus lábios.
⸻ Eu... sei que... você... estuda feitiços... mentais... quer testar... em mim?
Acabou murmurando ofegante contra seus lábios, como ele sabia daquilo? Sabemos que Snape era orgulhoso demais para admitir se esteve buscando informações, mas em segredo ele também era um amante de novos feitiços e também vivia estudando sobre então claro que ter encontrado aquele interesse também nela tinha o deixado intrigado. Era pelo bem da magia, claro.
The Hunger Games: Catching Fire dir. Francis Lawrence | 2013
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— THE HUNGER GAMES: CATCHING FIRE (2013)
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Pretty Woman (1990) Dir. Garry Marshall
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