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Ei, você viu quem voltou para mais um ano? Por um momento pensei ter visto PEDRO NOVAES, mas é melhor, é FABRÍCIO COLARES AYROSA! Soube que ele está cursando ECONOMIA aos VINTE E CINCO ANOS e é um BOLSISTA da Saint Benedict Hall. Todas as vezes que encontrei com ele, eu podia jurar que estava ouvindo HEAVY DO THE MARÍAS. Isso até combina muito com o quanto ele me lembra de KNIGHT OF CUPS. Eu só acho que algo está diferente esse ano, melhor ficar de olho nele!
𝐂𝐋𝐔𝐁𝐄𝐒 & 𝐄𝐗𝐓𝐑𝐀𝐂𝐔𝐑𝐑𝐈𝐂𝐔𝐋𝐀𝐑𝐄𝐒 : Clube de debates, Clube de Literatura Clássica & Clube de Fotografia Analógica
𝐄𝐒𝐏𝐎𝐑𝐓𝐄 : Futebol (ponta-esquerda)
* ⠀𓂃 ৎ୭ ⠀❪ HEADCANONS :
Para todo pobre lascado brasileiro, sair do país para alcançar seus objetivos profissionais era sinônimo de riqueza. Engraçado como as coisas são quando tudo começa a dar certo na sua vida após desvencilhar-se de quem lhe põe pra baixo, mas, para entender o porquê dessa decisão tão oportuna e firme ter sido tomada, precisamos recomeçar. Bem do começo mesmo.
Os Colares, para ter ideia da gravidade em que estamos retratando essa família, dividiam juntos uma casa sem sequer cogitar irem morar sozinhos. Por que? Bom, ninguém tinha condições de bancar algo tão caro e promissor. Dos sete, cinco eram irmãos, uma era a mãe e a última, a bisavó, e dentre estes Fabrício se enquadrava como o filho do meio, o número cinco - nem o pior, nem o melhor. O esquecido, mas também o indulgente.
Era verídico dizer que o próprio não soube como era dormir na maciez de uma cama até seus quatorze anos, quando, convenientemente, seu irmão mais velho saiu de casa após conseguir um emprego melhor na capital. E, é claro, a mãe não deixou barato ao considerá-lo uma pessoa à parte da família. Se não a beneficiasse, não havia motivos para se agradar com a partida, sequer desejar proximidade. E assim foi feito. Escondido dos familiares, os quatro irmãos recebiam ajuda do mais velho, mas pedia a estes que mantivessem segredo. Ora, se ele que estava bem-sucedido havia sofrido aquela represália a troco de nada, então imagine os outros tapados que não vivessem sob as regras da ditadora!
Fabrício era muito estudioso, apesar de tudo, e sabia como conquistar alguns corações, por mais que nunca tivesse realmente caído de cabeça em nenhuma das relações na qual se inseriu. Fato é que o mesmo jamais soube descrever a sensação de estar apaixonado por alguém, afinal, como poderiam lhe acolher e entender diante da vergonha que era viver da forma que vivia? Ser pobre não era fácil, muito menos bonito, mas Fabrício sabia como agarrar as oportunidades que a vida dava.
Seu mais velho havia lhe prometido: "em seguida, será você, então estude bem!", e foi o que fez por longos anos. Ao contrário dos irmãos, sua vontade era a de se mandar dali o mais rápido possível e manter o mínimo contato que fosse, posto que sua simpatia pela mãe era pouca. O segundo mais velho trabalhava na administração de um mercantil - coisa escrava e que pagava só um pouco a mais que o mínimo do país e no cargo; o caçula simplesmente fazia aprendizado em lojas no centro para tentar engajar em alguma profissão assim que saísse da escola. Então, para Fabrício não existiria uma vida boa e proveitosa que não fosse ridicularizada e lhe fornecesse pouco para que usufruísse menos da metade, já que teria que dividir com a mãe. Era injusto!
Foi por isso que quando a ovelha negra da família o contatou para avisar sobre um programa de bolsa na universidade onde a empresa que ele trabalhava estava ofertando, no exterior, Fabrício viu que era uma oportunidade para agarrar e jamais soltar. Finalmente conseguiria ter um arco de melhora na história patética sobre sua vida... Exceto pelo acidente que deixou o mais velho hospitalizado em estado crítico.
Sendo o único que tinha liberdade para meter as caras e seguir, o do meio fez as malas e, sem avisar, saiu de casa com o dinheiro que "roubou de volta" (já que a mãe pegava metade dos ganhos no trabalho dos filhos) para completar o que já tinha no cofrinho, e comprou uma passagem só de ida para o estado onde o mais velho vivia. Lá, tiveram algumas semanas juntos. Fabrício aproveitou cada segundo com ele, usufruiu de suas dicas e afeto, até ser direcionado para o programa de apadrinhamento da Saint Benedict Hall, na Inglaterra, após inúmeros testes para saber se estava apto a adentrar e iniciar os estudos. Mesmo com o coração apertado, ele se despediu, agradeceu e tratou de cumprir com a responsabilidade de manter viva toda a garra que o irmão teve quando fez o mesmo. Fabrício sabia que não teria outra chance assim.
Então, sabendo o pouco do inglês e estudando dia pós dia para aperfeiçoar, ele viajou. No geral, foi difícil se adaptar já que o sotaque era muito carregado e ele mal conseguia se virar sozinho, já que nunca havia saído de casa antes para se aventurar no desconhecido. Não sabia nem pegar ônibus direito, que dirá avião em outro país! No entanto, a mescla de sentimentos novos lhe dava muito gás para continuar. Era disso que ele gostava: das inexplicáveis sensações que fazia penicar o pescoço com calafrios de prazer. O novo era interessante e desejado há anos; tê-lo agora parecia apenas um sonho se levasse em conta que nunca teve tanto e agora tinha mais que tudo.
Durante alguns meses no início dessa aventura, Fabrício manteve contato fixo com seu irmão mais velho, principalmente, e os outros também, apesar de ser mais contido com estes a fim de fofocas sobre a família. Vendo de fora, qualquer outra pessoa iria rir do que era falado, mas para ele não era nada engraçado se levasse em conta que seus irmãos ainda tinham uma vida regada pela ditadura da genitora, e não era isso que ele desejava à eles. Portanto, dedicava-se inteiramente aos estudos para que conseguisse lhes dar também uma oportunidade, enquanto apreciava a ajuda que o mais velho lhe fornecia.
[ . . . ]
Após poucos anos, o rapaz - já homem - ainda tinha suas dificuldades devido a discrepância de tempo na qual dedicou para o completo nada em um interior do Brasil, enquanto que agora tinha do bom e do melhor. Contudo, como nem todo pobre lascado tem felicidade plena, Fabrício também não teria. Há alguns meses recebeu a nota de falecimento de seu irmão mais velho que teve complicações por causa do acidente de tempo atrás, no qual teve um mau tratamento pelos médicos durante a cirurgia - não foi feita da forma que deveria, apesar de ter apresentado a melhora pelo curto tempo. E assim a vida lhe cobrou. Da pior forma possível...
Infelizmente, ele não pôde comparecer ao funeral e a única coisa que soube foi que os irmãos foram, além da mãe e bisavó também, e este foi enterrado na cidadezinha onde nasceram. Trazido de volta para morar debaixo da terra imunda da qual ele se livrou por anos, felizmente, e, infelizmente, lá estava... Recebendo o exato oposto do que imaginou para sua morte.
E Fabrício? Bem, ele agora precisava entender as questões legais que rodeavam seu apadrinhamento, e atualmente precisa lidar com isso além das responsabilidades impostas dentro da universidade. Ainda tinha um dinheiro guardado do que recebia de seu irmão e do que juntou também ao longo dos anos, mas isso iria embora tão fácil quanto respirar se precisasse pagar integralmente os custos de St. Benedict Hall, o que lhe deixava deveras apreensivo. Sua decisão a partir disso foi precipitada e pouco pensada, para falar a verdade. Era até burra se levasse em conta que jamais se prestaria a isso, mas Fabrício passou a tentar juntar dinheiro ao vender a imagem de seus colegas dentro da instituição. O valor iria variar dependendo da gravidade; se um professor fosse visto tendo um caso com uma aluna, certamente seria caríssimo. Se um colega estivesse vendendo droga, também valeria uma nota. E ali dentre os legados, todo tipo de sujeira era bem-vinda, especialmente se ganhasse com isso.
Não apenas tudo aconteceu e mudou da água para o vinho, mas também a avalanche da morte de um de seus melhores amigos lhe afetou em cheio, como se estivesse segurando um copo cheio que fosse transbordar a qualquer momento... Era demais pedir por apenas um respiro de tranquilidade sem que ele precisasse vestir uma armadura para a própria proteção?
* ⠀𓂃 ৎ୭ ⠀❪ PERSONALITY :
A personalidade moldada do indivíduo de espírito inquieto e alma insurgente, é o retrato da dualidade humana entre o querer e o suportar: viveu entre sombras e muros que o mundo erguia contra si, mas aprendeu a escalar cada um deles com unhas, suor e sangue. St. Benedict foi seu refúgio e seu campo de batalha - o lugar onde as regras tentam domá-lo, mas onde ele mesmo insiste em provar que destino algum é fixo. Em seu peito pulsa um coração impulsivo, movido por sentimentos que transbordam em cada escolha precipitada e cada gesto de coragem desmedida.
Ele não teme arriscar tudo por uma chance, mesmo que o preço venha em dor e arrependimento; para Fabrício, viver é uma sucessão de quedas e ascensões, e cada erro é apenas combustível para seguir adiante, mesmo que doloroso. Carrega a vontade de quem sonha alto demais para caber na própria realidade, e nos ombros o peso de quem sente muito para fingir indiferença. É, ao mesmo tempo, o arquiteto de seu próprio futuro e o sabotador de sua própria paz.
FRANCESCA "FRANKIE" C. J. LONGBOTTOM é a filha mais nova de augusta e clifford, irmã mais nova de frank. bruxa de sangue puro, selecionada para a grifinória e em seu 8º ano, também participa da sociedade de pesquisa mágica experimental, clube de runas antigas, sociedade de estudo de criaturas mágicas e clube de xadrez.
A segunda gravidez de Augusta fora um tanto inesperada e até mesmo improvável. Descoberta já em um estado avançado, o bebê era tão pequeno que quase passara despercebido, se não fosse os enjoos constantes que acometeram a mulher após o final do quarto mês. Apesar do pouco tempo para se prepararem para receberem uma nova Longbottom em seu lar, tudo estava impecável quando o rompimento da bolsa anunciou que Francesca estava à caminho.
Não demorou para que seus pais começassem a se preocupar com o desenvolvimento da filha, que não cresceu muito mais nos próximos meses e até anos, mesmo que estivessem seguindo cada recomendação dos medibruxos à risca. Quando já tinha idade para se alimentar sozinha, não eram poucas as discussões entre si e sua mãe, todas baseadas em algo que não queria comer, mas deveria. Ao contrário do irmão, sempre muito pacífico, Frankie se mostrou particularmente geniosa, o que se traduzia em constantes dores de cabeça para todos os envolvidos. Augusta, por ter de colocar algum senso em sua cabeça; Clifford, por ter que lidar com a esposa estressada; e Frank, por medo de sobrar para si, além de ter de controlar o furacão que a irmã se tornava após as discussões.
Mesmo sendo dois anos mais nova, não era incomum que se sentisse protetora com o irmão desde cedo, principalmente por notar o quão nervoso ele ficava em situações sociais. Era a primeira a fuzilar algum indelicado com os olhos — apelando para pisões no pé e empurrões, se necessário — e também o plano de resgate sempre que observava que o mais velho precisava de um. Os dois anos em que ficara em casa quando Frank fora aceito em Hogwarts foram um pandemônio em todos os sentidos: agora que suas medidas rígidas estavam dando frutos com o filho mais velho, Augusta queria colocá-la na linha de todo modo. Frankie podia até obedecer, mas não sem dar belas respostas atrevidas para sua mãe antes.
Ficou muito decepcionada quando fora selecionada para uma casa diferente do irmão, temendo que isso os afastasse ainda mais; felizmente, pouca coisa havia mudado entre eles. Era comum vê-la o aconselhando a não se preocupar tanto com os estudos, a tentar fazer alguns amigos, usar o quadribol ao seu favor… O que fazia parecer que Frankie era muito melhor nisso do que o mais velho. Uma grande falácia! Enquanto a expressão de Frank era aparentemente brava até o garoto abrir a boca, a Longbottom mais nova seguia a lógica inversa: aparentava ser tranquila, mas não escondia suas garras e descontentamento quando algo mínimo lhe incomodava… Uma revelação muito mais traumática, é claro, e que se traduzia nas poucas pessoas que permaneciam em seu ciclo social.
Quando descobriu sobre o plano do irmão em seguir carreira de auror, colocou em sua mente que faria o mesmo, alguns anos depois. Infelizmente, nunca conseguiu completar seu desejo. Já fora de Hogwarts, em uma das raras noites de descanso que se dava, decidiu comparecer em uma das apresentações do circo Arcanus por insistência de sua colega de curso. Aparentemente, ouvir suas canções era uma das formas mais discretas de descobrir o que estava acontecendo de verdade no mundo bruxo, mas que não era revelado pelos oficiais do Ministério, e Frankie sempre fora naturalmente curiosa. Ninguém esperava, porém, que o espetáculo seria invadido por Comensais da Morte, nem que muitos dali teriam seu último dia de vida.
Frankie, ao contrário de muitos, teve sua vida poupada — não por pena, mas por uma pura questão de tempo. Com os aurores se aproximando, alguns comensais mais novos preferiram apagar a memória daqueles que torturavam, pouco antes, do que tirar suas vidas, muito sensíveis ao tópico ainda. Esse fora seu destino, por pura sorte ou azar, já que restavam poucos bruxos vivos àquela altura. Quando os aurores chegaram, um grupo completamente diferente do que o irmão trabalhava, não fora reconhecida, mas levada direto para o St. Mungus para que familiares pudessem encontrar seus entes perdidos.
O problema era que ninguém sabia que estaria no circo naquela noite, com exceção de sua amiga que não fora poupada pelos capachos de Voldemort. Sendo assim, nenhum Longbottom compareceu em tempo de lhe reconhecer porque outra família, maior e mais influente, o fizera mais cedo. Os Rowle perderam uma filha comensal naquela noite, uma que estava prometida em casamento aos Gregorovitch e tinha uma missão indispensável em tentar obter maiores informações sobre o sucesso da família em duplicar os poderes da Varinha das Varinhas. Não poderiam confessar à Voldemort que eram um fracasso, porém, suas fontes informaram que havia uma sobrevivente desmemoriada que em muito se assemelhava com sua filha. Era apenas uma questão de fazê-la acreditar que sempre fora Morwenna Rowle e forçar o cumprimento do plano.
1999: O que seus pais, se é que poderia os chamar assim, não esperavam era que o casamento arranjado com os Gregorovitch não trariam os frutos que desejavam. Na verdade, sequer tiveram tempo de concluir seu plano, já que a derrota de Voldemort pelo lendário Harry Potter — um bebê — não demorou para se espalhar. Sem serventia para uma mulher que sequer era sua filha, cortaram qualquer relação com Morwenna e desapareceram em busca de outras formas de sustentar o poder de seu sobrenome. Sua sorte era que Myndill, seu marido, era uma pessoa muito paciente e os meses em que passara lhe ajudando a redescobrir o mundo em que vivia foram suficientes para que tivessem um bom casamento.
Com suas memórias perdidas, também se esqueceu de seu desejo de ser auror. No lugar, fora incentivada pelo marido a explorar sua paixão por criaturas mágicas e se formar na área. Sua volta para Hogwarts fora direcionada pelo Departamento de Trato de Criaturas Mágicas do Ministério para monitoramento e mapeamento das espécies mágicas que vivem na Floresta Proibida, principalmente após o incidente com Dolores Umbridge e os centauros no ano anterior.
DATA DE NASCIMENTO: 13 de maio de 1958
IDADE: Dezoito anos
LOCAL DE NASCIMENTO: Dartmoor, condado de Devon, Inglaterra
PAIS: Augusta e Clifford Longbottom
IRMÃOS: Frank Longbottom
STATUS SANGUÍNEO: Puro
VARINHA: Madeira de acácia com núcleo de pelo de unicórnio, inflexível.
PATRONO: Serval.
Como 𝑭𝑹𝑨𝑵𝑲𝑰𝑬, cresceu como uma mistura de todos de sua família. É bem rígida consigo mesma em termos de aparência, de estudo, de comportamento em algumas situações sociais, o que herdou de sua mãe, porém também possui um desejo por se expressar livremente, fora desses contextos, que beira à liberdade do pai. Não é piadista como ele, mas tenta se divertir a seu próprio modo sempre. Do irmão mais velho, porém, herdou sua esquisitice: a tendência de sentir que falou demais, de morder o lábio inferior para impedir que fale ainda mais e torne as coisas piores; o não saber o que dizer corretamente em diversas situações sociais… É só vê-la tentar flertar com alguém para entender como são parecidos! Apesar do mais velho namorar e ela não.
Como 𝑴𝑶𝑹𝑾𝑬𝑵𝑵𝑨, é estranhamente mais calma, o que não dá para saber se é reflexo da falta de memória ou de ter envelhecido. Continua sendo uma justiceira para os mais fracos, o que significa que a forma mais fácil de lhe tirar do sério é tratar alguém mal perto de si. Prefere, porém, a companhia de criaturas mágicas do que de humanos, sempre escolhendo os caminhos em que não precisa cruzar com ninguém ou encontrando uma desculpa para fugir de situações sociais o mais rápido possível. Não sabe explicar por que, porém se sente muito ansiosa perto de outras pessoas, como se estivesse sempre sobre constante análise — o que pode ser uma consequência da vivência com seus pais.
HEADCANNONS
Como se pressiona muito para tirar notas boas, é comum que procure um canto para chorar em paz quando vai mal em alguma prova — o que significa, na prática, não ter tirado total. Não aceita bem ser vista nesses momentos, então faz de tudo para afastar quem se atreve a lhe perturbar.
Teve uma fase horrível de acne no início da puberdade que é seu pesadelo até hoje, tanto que queimou muitas das suas fotos da época. Seu trauma se deve a apelidos que ganhou de seus colegas de turma, além de ter sido vítima de brincadeiras sem graça.
Entrou no clube de xadrez apenas para passar mais tempo com o irmão, mas logo se tornou uma das pessoas mais competitivas ali dentro.
Sempre torce para a Lufa-Lufa durante os jogos de quadribol, o que já causou algumas confusões e brigas na arquibancada grifana. Nunca se importou, porém, porque apoiar o irmão é muito mais importante que isso.
É estranhamente fascinada por diferentes tipos de meia, principalmente as que sobem até a coxa ou joelho. Tem várias, nas mais diferentes cores e tipos: com renda, com laços, com estampa, sem...
Odeia seu nome completo, então assina exatamente como o irmão: "Francesca C. J. Longbottom" em casos muito formais, mas já normalmente substitui o primeiro nome pelo apelido. Também aprendeu a imitar a letra do mais velho para falsificar deveres ou até mesmo autorizações, se necessário, e muitas vezes trocam trabalhos, dependendo da situação. Apenas pessoas muito próximas a chamam de Cecily.
LUCIUS CORIOLANUS MALFOY é o herdeiro de sua família puro-sangue em seu 10º ano em hogwarts em 1976. como todo malfoy, foi selecionado para a sonserina e assumiu o cargo de monitor chefe no último ano, junto com os clubes de duelos, slugue e artes mágicas.
De seus primeiros dez anos, tudo o que se lembra é da presença de sua mãe. A mansão dos Malfoy nunca fora um ambiente particularmente agradável ou caloroso, porém, desde muito pequeno, Lucius era testemunha de como os cômodos pareciam ganhar vida própria com a presença da mulher. Fosse das tardes frias passadas no jardim de inverno ou as noites gastas na biblioteca escura e abafada, todas as memórias em que Basilia Malfoy estava presente pareciam automaticamente tingidas por uma alegria melancólica que seu único herdeiro não sabia ser mais capaz de sentir.
Por outro lado, era difícil evocar qualquer lembrança de Abraxas anterior à sua entrada em Hogwarts. Muitos diriam que sua ausência havia causado um vazio irreparável no peito do Malfoy mais novo, mas não era assim que enxergava a situação: não se era possível sentir falta daquilo que nunca conhecera. E Lucius nunca conhecera o pai. Entre viagens à negócios e políticas, o homem havia se resumido a borrões em sua mente infantil. Às vezes, duvidava até mesmo que soubesse quem ele era, já que nunca parecia notar sua presença ou se dirigir à pequena criança encolhida contra as sombras no canto do cômodo. Talvez fosse melhor assim.
Basilia fazia um trabalho imaculado em compensar as falhas do marido, sempre presente e acolhedora. Todo seu primeiro contato com o mundo fora intermediado pelas mãos da mulher e de sua governanta, sendo as precursoras de sua dicção perfeita em uma idade tão pequena. Também alimentavam sua curiosidade para que se mantivesse sempre em busca de mais conhecimento, já prevendo um futuro incrível quando entrasse em Hogwarts e se transformasse no melhor aluno da turma.
Poucas semanas antes de sua ida para o castelo, porém, sua mãe fora hospitalizada às pressas. Varíola de dragão. Apesar dos esforços dos medibruxos, não demorou para que a pior notícia de sua vida fosse dada: Basilia havia falecido. Estaria mentindo se dissesse que se lembrava de debulhar em lágrimas assim que a recebera, porém não era como se conseguisse se recordar de muitos acontecimentos dos dias que sucederam a morte de sua mãe. Quando se deu por si, estava em Hogwarts, sozinho, tentando encontrar algum conforto nos estudos.
De setembro à dezembro, não fez muito amigos, nem se esforçou para sustentar conversas. Durante aqueles meses, não recebera nenhuma carta de seu pai, o que provocou uma sensação horrível em seu peito e o forçou a convertê-la em uma longa correspondência para a governanta, em busca de alguma familiaridade que pudesse lhe confortar na solidão que sentia. Apesar disso, nunca recebera nenhuma resposta. Talvez a mulher o tratasse bem apenas por obrigação, não porque realmente gostava de sua companhia.
Quando retornou para casa para as férias de inverno, descobriu que não trabalhava ali mais. Diante de seu questionamento do que haveria acontecido, Abraxas apenas ergueu sua carta entre os dedos e perguntou o que Lucius achava que estava fazendo. Confuso, as palavras que deixaram sua boca mal formaram uma frase coerente antes que a dor do tapa que o homem desferira contra seu rosto interrompesse seu raciocínio. Um Malfoy não se importava com o que funcionários achavam, muito menos criava laços com eles! Qual seria o próximo passo, virar amigo dos elfos domésticos?
A partir daquele dia, ficou claro para ambos que quem quer que existisse antes teria de ceder lugar a um novo Lucius e, para isso, suas preciosas memórias de sua mãe teriam de ser enterradas junto de seu caixão. Não importava se a vida era mais simples e feliz naquela época, afinal, o peso do sobrenome Malfoy tinha de ser sustentado com honra, lábia e astúcia, coisas que nunca havia aprendido a desenvolver até aquele momento.
DATA DE NASCIMENTO: 2 de setembro, 1956
IDADE: Vinte anos
LOCAL DE NASCIMENTO: Wiltshire, Inglaterra, na Mansão Malfoy
PAIS: Abraxas & Basilia Malfoy
STATUS SANGUÍNEO: Puro-sangue
VARINHA: Madeira de olmo com núcleo de fibra de coração de dragão escondida dentro de uma bengala com empunhadura em forma de serpente, feita de prata e cravejada de cristais.
PATRONO: Pavão albino.
Não há nada que Lucius diga que não tenha sido calculadamente pensado antes. Cada elogio visa uma vantagem; cada favor, uma retribuição. Desde que passara a conviver com Abraxas, ficou evidente como que, para manter o sucesso de sua família e conseguir seu próprio, precisará do apoio de pessoas — muitas das quais, inclusive, não tolera ou gosta. Por essa razão, aprendeu a disfarçar seu descontentamento cada vez mais, muitas vezes dizendo o oposto do que gostaria.
Apesar de ser evidentemente purista, afinal, é ultrajante que tenha que dividir o seu mundo com os imundos dos nascidos trouxas, evita deixar muito explícito sua posição em Hogwarts no momento. Consegue sentir que a balança está pendendo ao seu favor com as tensões crescentes, mas ainda não quer gastar seus cartuchos com quem pode precisar depois.
Em uma primeira aparência, é muito educado, prestativo e polido, mesmo que as ofertas de ajuda soem frias e os elogios pareçam forçados em alguns momentos. É raro que testemunhem sua perda de controle; não tão raro, porém, é que aconteçam. Lucius possui uma incapacidade alta de lidar com frustração, sempre necessitando descontar a sensação de alguma forma: bebendo, quebrando algo ou simplesmente berrando onde não possa ser ouvido.
PARVATI PATIL é uma bruxa puro-sangue em seu 9º ano em hogwarts em 1999. foi selecionada para a grifinória e faz parte da armada de dumbledore e do clube de duelos.
por sempre ter sido uma pessoa próxima de sua família imediata, parvati sofreu bastante com a separação de sua gêmea no primeiro ano de hogwarts. as duas eram inseparáveis, e por mais que a divisão fosse justificável considerando as personalidades de ambas, ela passou vários meses reclamando da distância de padma. a irmã era tão corajosa quanto ela aos seus olhos, porque diabos tinha sido selecionada para a corvinal?
com o tempo, porém, foi se adaptando a ser uma pessoa só ao invés da unidade que era com a gêmea. felizmente era muito sociável e se aproximou logo das colegas de dormitório, além de ser bem vocal e participativa nas aulas. ainda procurava estar com padma sempre que possível, mas não se sentia tão dependente dela quanto era antes. foi encontrando aos poucos seus próprios gostos e aptidões, interessando-se particularmente por adivinhação quando passou a estudá-la no terceiro ano. não havia nascido com o dom da clarividência, mas a própria professora trelawney havia lhe dito que tinha muito potencial para uma verdadeira vidente, e parvati levou aquilo para o coração.
a ascenção de lorde voldemort nos últimos anos deixou seus pais preocupados, e ela foi quem precisou convencê-los de que precisava voltar a hogwarts junto da irmã. como estaria preparada para lutar se interrompesse os seus estudos? agora, está mais focada do que nunca na batalha iminente – quando não está vivendo seus próprios dramas da juventude, é claro.
DATA DE NASCIMENTO 10 de outubro, 1979 IDADE dezenove anos LOCAL DE NASCIMENTO harrow, grande londres, inglaterra PAIS aneesha & ishwar patil STATUS SANGUÍNEO puro-sangue IRMÃOS padma VARINHA lima-prata, fibra de coração de hipocampo PATRONO beija-flor.
para aqueles que não são muito fãs de parvati, ela é constantemente descrita como fofoqueira. mas o que ela poderia fazer se aquela escola tinha tanta coisa interessante acontecendo o tempo todo? não é muito fã de espalhar rumores, mas adora saber de tudo e contar para seus amigos mais próximos – que jamais espalhariam nada por aí, é claro. muito sociável e bem humorada, ela fez a maior parte da comunicação por sua irmã na infância, e é difícil encontrá-la por aí sem estar tagarelando sobre algum assunto que achou interessante.
muito leal, sendo capaz de se envolver em brigas facilmente se seu objetivo fosse defender alguém que ama, e ela tende a canalizar esse tipo de emoção muito bem nos seus feitiços, em especial os ofensivos. não leva desaforo pra casa jamais, e é por isso que outros alunos pensam duas vezes antes de testar sua paciência. só age dessa forma diante de "ameaças", porém, de qualquer natureza que seja. no geral, ela é uma pessoa animada, prestativa e amigável.
✦⠀⠀é completamente apaixonada por moda e usa qualquer ocasião possível para se produzir (a lua em leão da gata). ela mesma confecciona a maior parte de suas roupas, aliás, utilizando um misto de técnicas trouxas e mágicas.
✦⠀⠀ela é adepta de todas as formas possíveis de adivinhação, até as mais controversas. não é incomum vê-la jogando punhados de sal numa mesa ou arremessando ossos pra cima, tudo na tentativa de receber sinais do universo.
✦⠀⠀seus pais são bastante conectados com várias famílias puro-sangue e sempre preferiram estabelecer uma "boa vizinhança", mas esse tipo de coisa mudou bastante com os primórdios da segunda guerra. agora, são bem mais cautelosos com quem se relacionam.
✦⠀⠀a madeira de sua varinha é especialmente excelente para bruxos que possuem qualquer tipo de clarividência. quando descobriu isso, naturalmente, ficou se achando horrores.
✦⠀⠀teve uma vida amorosa meio caótica, nunca se envolvendo verdadeiramente com ninguém, embora tenha passado por uma época de várias tentativas de namoricos – até então, só com meninos. hoje em dia quer distância deles, porque segundo ela, não vale a pena o estresse... mas ultimamente tem tido uns pensamentos polêmicos em relação a garotas (só precisa superar o obstáculo da homofobia internalizada primeiro).
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DOMINIQUE BERNADETTE DELACOUR WEASLEY é uma bruxa mestiça em seu 9º ano em hogwarts em 2026. foi selecionada para a corvinal e faz parte do clube de duelos, clube de inovação mágica e da sociedade de exploração noturna. também joga como batedora no time de quadribol.
por ser filha do meio, dominique já nasceu sob a pressão psicológica de lidar com a vida com a mesma suavidade que sua irmã mais velha, mesmo com uma diferença de idade mínima entre as duas. fleur, mesmo sendo uma excelente mãe em geral para seus irmãos – victoire era a filha que ela sempre quis, e louis era o caçula e seu único menino, seu eterno bebê –, não havia sido a melhor mãe do mundo para dominique.
se não tivesse tido uma relação tão boa com o pai, com quem compartilhava um gênio muito parecido, talvez não tivesse relevado tanto o comportamento e exigências de sua mãe. domi era muito diferente de victoire em muitos aspectos, e sua mãe não parecia perceber isso, mas bill sim, porque se via muito nela: desde pequena, dominique tinha uma mentalidade diferente, com foco na sua própria liberdade e gostos, ignorando tradições e qualquer coisa com a qual não concordasse. por causa disso, talvez, também se dá muito bem com sua tia gabrielle, que passara pela mesma coisa sob a criação de sua avó.
quando pequena, sempre foi uma garota muito travessa, muitas vezes como forma de tentar chamar a atenção da mãe para si. enquanto cresceu, porém, domi foi percebendo que aquela não era uma atitude muito saudável, e ao invés de revoltar-se contra a própria mãe, resolveu voltar sua atenção e amor para aqueles que sempre estiveram do seu lado. sempre manteve um pouco do senso de rebeldia, no entanto.
em hogwarts, foi selecionada para a corvinal. o chapéu ponderou bastante, mas sem comentar nada, então nunca soube qual seria suas outras possíveis casas. apesar de ter ficado feliz por acabar na mesma casa que a irmã, se perguntou por vários meses se o chapéu havia feito a escolha certa, já que não se achava tão competente nem tão estudiosa quanto os outros corvinos – em especial victoire e a sua prima rose, que entrou no mesmo ano que ela. depois de uma longa conversa com o seu pai sobre o assunto, porém, dominique reconheceu que era tão sedenta pelo aprendizado e curiosa quanto os seus colegas, mesmo que não se esforçasse tanto com as matérias que não se identificava. ninguém é de ferro, certo?
DATA DE NASCIMENTO 18 de abril, 2007 IDADE dezenove anos LOCAL DE NASCIMENTO tinworth, cornwall, inglaterra PAIS fleur & bill weasley STATUS SANGUÍNEO mestiça, 1/8 veela IRMÃOS victoire & louis VARINHA olmo, pena da cauda de fênix PATRONO gato.
para quem não lhe conhece muito bem, dominique pode parecer meio carrancuda, às vezes. ela tem uma "resting bitch face", especialmente se está absorta em pensamentos ou concentrada em algo. também se comunica de uma forma direta e sem muitos arrodeios, para o pesadelo de fleur, que preza por etiqueta e suavidade nos gestos. a filha do meio dos delacour-weasley é tudo menos suave.
quando ao lado das pessoas de quem se considera próxima, porém, dá pra perceber que o jeito de domi só é inerente a ela, mesmo, e seu tom ríspido raramente é desacompanhado de alguma piada por trás. tem o riso frouxo, mas consegue se segurá-lo se tiver o objetivo de prolongar uma pegadinha para rir mais ainda no futuro. é bem sociável, fazendo amizade fácil em praticamente qualquer ambiente quando está de bom humor.
✦⠀⠀foi obrigada a aprender francês pela mãe, e apesar da relação das duas ser consideravelmente mais tranquila hoje em dia, dominique ainda possui um certo desgosto pelo idioma. fala e entende perfeitamente, mas sempre que pode, evita fazê-lo.
✦⠀⠀ela é meio "rata de academia" das ideias, adora exercício físico e quase sempre é vista de manhã pelos arredores de hogwarts fazendo sua corrida matinal junto do nascer do sol. também pratica jiu jitsu nas horas vagas.
✦⠀⠀é fã de muita mídia trouxa, especialmente ficção e fantasia.
✦⠀⠀possui um gato preto de estimação, armand, que foi um presente de sua irmã quando este ainda era um filhote. apesar de muito fofo e adorável, armand é um salafrário safado, e por isso recebeu o nome do personagem de entrevista com o vampiro que dominique considera mais falso e mentiroso. diferente do armand da série, ela ama o gato incondicionalmente apesar de tudo.
✦⠀⠀é lésbica e está ciente disso desde bem cedo, nunca sentiu atração por garotos. o único homem que existe pra ela (pois não existe) é o vampiro lestat.
✦⠀⠀apesar de já ter tido muitas paixonites e sempre estar inventando uma nova, domi é extremamente discreta sobre os seus sentimentos, sendo perfeitamente capaz de manter-se impassível até em situações mais delicadas. pouco compartilha aos outros sobre isso, porque prefere viver na ignorância do que verdadeiramente se arriscar no amor (até agora, pelo menos).
✦⠀⠀é meio (bastante) contra álcool e drogas recreativas, especialmente por ser toda natureba. não condena a vida de ninguém, mas é bem difícil convencê-la a experimentar qualquer coisa.