LUCIUS CORIOLANUS MALFOY é o herdeiro de sua família puro-sangue em seu 10º ano em hogwarts em 1976. como todo malfoy, foi selecionado para a sonserina e assumiu o cargo de monitor chefe no último ano, junto com os clubes de duelos, slugue e artes mágicas.
De seus primeiros dez anos, tudo o que se lembra é da presença de sua mãe. A mansão dos Malfoy nunca fora um ambiente particularmente agradável ou caloroso, porém, desde muito pequeno, Lucius era testemunha de como os cômodos pareciam ganhar vida própria com a presença da mulher. Fosse das tardes frias passadas no jardim de inverno ou as noites gastas na biblioteca escura e abafada, todas as memórias em que Basilia Malfoy estava presente pareciam automaticamente tingidas por uma alegria melancólica que seu único herdeiro não sabia ser mais capaz de sentir.
Por outro lado, era difícil evocar qualquer lembrança de Abraxas anterior à sua entrada em Hogwarts. Muitos diriam que sua ausência havia causado um vazio irreparável no peito do Malfoy mais novo, mas não era assim que enxergava a situação: não se era possível sentir falta daquilo que nunca conhecera. E Lucius nunca conhecera o pai. Entre viagens à negócios e políticas, o homem havia se resumido a borrões em sua mente infantil. Às vezes, duvidava até mesmo que soubesse quem ele era, já que nunca parecia notar sua presença ou se dirigir à pequena criança encolhida contra as sombras no canto do cômodo. Talvez fosse melhor assim.
Basilia fazia um trabalho imaculado em compensar as falhas do marido, sempre presente e acolhedora. Todo seu primeiro contato com o mundo fora intermediado pelas mãos da mulher e de sua governanta, sendo as precursoras de sua dicção perfeita em uma idade tão pequena. Também alimentavam sua curiosidade para que se mantivesse sempre em busca de mais conhecimento, já prevendo um futuro incrível quando entrasse em Hogwarts e se transformasse no melhor aluno da turma.
Poucas semanas antes de sua ida para o castelo, porém, sua mãe fora hospitalizada às pressas. Varíola de dragão. Apesar dos esforços dos medibruxos, não demorou para que a pior notícia de sua vida fosse dada: Basilia havia falecido. Estaria mentindo se dissesse que se lembrava de debulhar em lágrimas assim que a recebera, porém não era como se conseguisse se recordar de muitos acontecimentos dos dias que sucederam a morte de sua mãe. Quando se deu por si, estava em Hogwarts, sozinho, tentando encontrar algum conforto nos estudos.
De setembro à dezembro, não fez muito amigos, nem se esforçou para sustentar conversas. Durante aqueles meses, não recebera nenhuma carta de seu pai, o que provocou uma sensação horrível em seu peito e o forçou a convertê-la em uma longa correspondência para a governanta, em busca de alguma familiaridade que pudesse lhe confortar na solidão que sentia. Apesar disso, nunca recebera nenhuma resposta. Talvez a mulher o tratasse bem apenas por obrigação, não porque realmente gostava de sua companhia.
Quando retornou para casa para as férias de inverno, descobriu que não trabalhava ali mais. Diante de seu questionamento do que haveria acontecido, Abraxas apenas ergueu sua carta entre os dedos e perguntou o que Lucius achava que estava fazendo. Confuso, as palavras que deixaram sua boca mal formaram uma frase coerente antes que a dor do tapa que o homem desferira contra seu rosto interrompesse seu raciocínio. Um Malfoy não se importava com o que funcionários achavam, muito menos criava laços com eles! Qual seria o próximo passo, virar amigo dos elfos domésticos?
A partir daquele dia, ficou claro para ambos que quem quer que existisse antes teria de ceder lugar a um novo Lucius e, para isso, suas preciosas memórias de sua mãe teriam de ser enterradas junto de seu caixão. Não importava se a vida era mais simples e feliz naquela época, afinal, o peso do sobrenome Malfoy tinha de ser sustentado com honra, lábia e astúcia, coisas que nunca havia aprendido a desenvolver até aquele momento.
DATA DE NASCIMENTO: 2 de setembro, 1956
IDADE: Vinte anos
LOCAL DE NASCIMENTO: Wiltshire, Inglaterra, na Mansão Malfoy
PAIS: Abraxas & Basilia Malfoy
STATUS SANGUÍNEO: Puro-sangue
VARINHA: Madeira de olmo com núcleo de fibra de coração de dragão escondida dentro de uma bengala com empunhadura em forma de serpente, feita de prata e cravejada de cristais.
PATRONO: Pavão albino.
Não há nada que Lucius diga que não tenha sido calculadamente pensado antes. Cada elogio visa uma vantagem; cada favor, uma retribuição. Desde que passara a conviver com Abraxas, ficou evidente como que, para manter o sucesso de sua família e conseguir seu próprio, precisará do apoio de pessoas — muitas das quais, inclusive, não tolera ou gosta. Por essa razão, aprendeu a disfarçar seu descontentamento cada vez mais, muitas vezes dizendo o oposto do que gostaria. Apesar de ser evidentemente purista, afinal, é ultrajante que tenha que dividir o seu mundo com os imundos dos nascidos trouxas, evita deixar muito explícito sua posição em Hogwarts no momento. Consegue sentir que a balança está pendendo ao seu favor com as tensões crescentes, mas ainda não quer gastar seus cartuchos com quem pode precisar depois. Em uma primeira aparência, é muito educado, prestativo e polido, mesmo que as ofertas de ajuda soem frias e os elogios pareçam forçados em alguns momentos. É raro que testemunhem sua perda de controle; não tão raro, porém, é que aconteçam. Lucius possui uma incapacidade alta de lidar com frustração, sempre necessitando descontar a sensação de alguma forma: bebendo, quebrando algo ou simplesmente berrando onde não possa ser ouvido.
A SER CONTINUADO...


















