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Stan era de observar seus colegas. Não por questão de fofoca ou para repassar alguma situação, pois ele não era de ter muitos amigos. Era apaixonado pela psicologia do porquê das pessoas agirem de certas formas. Isso o deixava cada vez mais interessado em entender como os bruxos estavam ficando cegos em seus ideais. Deixando de lado os estudos, tudo que conheciam que poderia ser comprovado por livros e conhecimento de especialistas, por brincadeiras e magias divertidas que eram mais atrativas. O sangue bruxo se perdendo e a magia ficando cada vez mais fraca por conta disso. Os cabelos loiros apareceram em sua visão e essa era uma psiquê que ele não queria aprofundar. Poderia ser hipocrisia da parte dele, mas aquela era uma caixa que ele gostava de manter trancada. Sentimentos que ele havia deixado de admitir para si mesmo.
Levantou-se não querendo deixar aquela sensação se estender, mas a chamada pelo tom de voz fez com que ele parasse. "Biblioteca. Vai me impedir?" O tom desafiador em sua voz e se forçando a não olhar em direção a ela. Sendo o covarde que era recusava-se a olhar nos olhos. Falando de costas para conseguir.
O boato tinha começado como quase todos os boatos envolvendo Gilderoy, obviamente por culpa do próprio Gilderoy. Depois de ajudar um aluno completamente desesperado a escrever uma carta minimamente romântica, outras pessoas apareceram. Depois mais algumas e agora ele se encontrava sentado numa mesa da biblioteca com um tinteiro, uma pilha de pergaminhos e uma pequena placa improvisada onde se lia, com uma caligrafia impecável: Consultoria sentimental. Primeira revisão gratuita. Quando ouviu passos se aproximando, nem precisou levantar a cabeça. “Se veio terminar um relacionamento, a fila é à esquerda. Se veio começar um, à direita. Se veio dizer que não precisa da minha ajuda... normalmente vocês são os que mais precisam.”
Como poderia as pessoas pensarem tão pequeno? Ou pior, nem pensarem. Colocarem isso na mão de terceiros. O quão preguiçosos eram que nem ao menos escrever o que pensavam ou o que sentiam. Com duas cartas em mão jogou as duas no colo de Gilderoy. "Você só está escrevendo e nem viu que mandou duas para mim. Se alguém quer falar comigo que tenha coragem de fazer sozinho, Lockhart." Avisou para o outro e sentou-se a sua frente. "A vida de fofoqueiro está tão difícil que agora decidiu ser casamenteiro?"
Would you mind if I killed you?
Would you mind if I tried to?
Cause you have turned into my worst enemy
You carry hate that I don't feel
ATIVIDADES: CLUBE DE DUELOS, CLUBE DE FEITIÇOS, SOCIEDADE DE HISTÓRIA MÁGICA, CLUBE DO SLUGHORNE.
INFORMAÇÕES: SONSERINA- 20 ANOS - 9° ANO - PURO SANGUE
Biografia:
Se Rodolphus Lestrange nasceu para liderar, Rabastan nasceu para acreditar. Desde muito pequeno, viveu à sombra de um irmão que parecia representar tudo aquilo que a família esperava de um herdeiro Lestrange. Rodolphus era carismático, brilhante e naturalmente capaz de ocupar qualquer ambiente. Rabastan nunca tentou competir com ele.
Os Lestrange jamais foram uma família que oferecia afeto em abundância. O respeito era conquistado através da excelência. O amor, quando existia, era silencioso demais para ser percebido por uma criança. Seu pai fazia questão de lembrar aos filhos que carregar aquele sobrenome era uma responsabilidade, nunca um privilégio. Fraqueza era um luxo reservado às famílias decadentes.
Rabastan cresceu ouvindo histórias sobre antigas dinastias bruxas, impérios desaparecidos e épocas em que os bruxos não precisavam esconder quem eram. Enquanto outras crianças escutavam contos de ninar, ele aprendia genealogias, tratados de magia antiga e narrativas cuidadosamente selecionadas para provar uma única ideia: o mundo havia se tornado menor porque os bruxos permitiram. Essa visão nunca lhe pareceu extremista. Parecia lógica. Na sua concepção, os bruxos eram naturalmente superiores aos trouxas. Não apenas porque possuíam magia, mas porque carregavam uma responsabilidade maior sobre o próprio mundo. Para Rabastan, esconder-se, misturar-se ou permitir que tradições desaparecessem era uma forma de enfraquecer toda a sociedade mágica.
Ele jamais acreditou que a solução fosse simplesmente exterminar trouxas.Isso lhe parecia uma visão pequena demais. O verdadeiro problema, em sua opinião, era político. Bruxos governados pelo medo. Instituições que fingiam igualdade enquanto ignoravam diferenças óbvias. Famílias antigas obrigadas a esconder aquilo que haviam construído durante séculos. Ainda muito jovem, passou a enxergar o crescimento de Tom Riddle como algo inevitável..
Ao chegar em Hogwarts, encontrou exatamente o ambiente que imaginava. A Sonserina funcionava quase como uma extensão natural da Mansão Lestrange. Muitos colegas compartilhavam das mesmas ideias, dos mesmos sobrenomes e das mesmas expectativas. Rabastan nunca precisou esconder suas opiniões. Pelo contrário. Pela primeira vez encontrou pessoas dispostas a desenvolvê-las junto dele.
Era um excelente duelista, estudioso dedicado e particularmente interessado por magia antiga, runas e feitiços considerados perigosos demais para o currículo tradicional. Gostava de compreender como a magia havia evoluído ao longo dos séculos e tinha verdadeira fascinação por tudo aquilo que o Ministério preferia esconder ou regulamentar. Não demorou para que professores reconhecessem sua inteligência.
Rabastan possuía um hábito inquietante de fazer perguntas que ninguém queria responder. Questionava decisões do Ministério, criticava políticas de aproximação com trouxas e frequentemente transformava debates acadêmicos em discussões filosóficas sobre o futuro do mundo mágico.
Nos últimos anos, começou a frequentar reuniões discretas organizadas por jovens puro-sangues fora dos muros de Hogwarts. Encontros onde se discutia política, tradição e o futuro da sociedade bruxa. Oficialmente eram apenas reuniões familiares.
Personalidade:
Rabastan raramente levanta a voz. Existe uma calma quase desconfortável na forma como fala. Ele escolhe cuidadosamente cada palavra, como alguém acostumado a acreditar que argumentos bem construídos costumam ser mais perigosos do que explosões emocionais. Dificilmente perde o controle diante de provocações; prefere esperar o momento certo para responder.
É profundamente ideológico. Enquanto muitas pessoas adotam opiniões por influência da família, Rabastan passou anos tentando justificá-las intelectualmente. Lê compulsivamente, pesquisa história, filosofia mágica, política e direito bruxo. Não aceita uma tradição apenas porque ela existe; precisa convencer a si mesmo de que ela faz sentido.
Possui enorme facilidade para separar emoção de decisão. Ou, pelo menos, acredita possuir. Essa racionalidade faz dele alguém extremamente difícil de manipular emocionalmente, mas também perigosamente disposto a justificar quase qualquer ação se acreditar que ela serve a um propósito maior. Para Rabastan, a moral nunca é absoluta. Ela depende do contexto histórico, das consequências e da sobrevivência daquilo que considera importante.
Mas quase sempre entra numa conversa acreditando que, cedo ou tarde, conseguirá demonstrar que está certo. Não porque seja arrogante no sentido tradicional, e sim porque realmente acredita que estudou mais do que a maioria das pessoas ao seu redor.
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Já passava do toque de recolher quando Marcus finalmente admitiu para si mesmo que não conseguiria dormir. Ficou quase uma hora encarando o teto do dormitório, virou de um lado para o outro, levantou para beber água, voltou para a cama e continuou exatamente igual. Voar uma vez depois de semanas preso entre aquelas paredes tinha sido suficiente para lembrar ao próprio corpo o que estava faltando, e agora cada músculo parecia exigir mais. O problema era que a Firebolt dele não estava mais no dormitório. Depois de um incidente específico no Homecoming, McGonagall confiscou a sua vassoura por duas semanas e ele só tinha permissão de pegar uma vassoura quando havia treino. Foi assim que ele acabou parado na frente do depósito de equipamentos de Quadribol, iluminado apenas pela luz fraca da própria varinha. A fechadura levou menos tempo para ceder do que esperava, e poucos segundos depois Marcus já saía carregando uma das vassouras de treino da escola apoiada no ombro. Era infinitamente pior do que a dele, pesada, mal balanceada e provavelmente mais velha do que metade dos alunos de Hogwarts, mas continuava sendo uma vassoura. Ele mal tinha conseguido fechar a porta do depósito quando ouviu passos ecoando pelo corredor de pedra. Marcus congelou por um segundo, depois virou a cabeça lentamente na direção do som, ainda segurando a vassoura como se não houvesse absolutamente nada de suspeito naquela cena. “Fala sério, seu timing não podia ser pior...”, falou ele, reposicionando a vassoura no outro ombro. “E não estou roubando nada, só estou pegando emprestado. Eu vou devolver exatamente onde encontrei... provavelmente em menos de uma hora. Além do mais, se alguém perguntar, você não me viu. Acho que é um acordo bastante razoável.”
Depois de ter revirado tudo no seu quarto atrás de seu escapulário, Dean estava desesperado. Sem dúvidas era mais do que simplesmente seu colar, mas era um objeto que representava sua família, seus avós. Foi o presente que havia ganhado nas férias quando viajaram e os conheceu pela primeira vez. Não podia perder isso. Foi até os banheiros, o salão comunal, as salas. Nada passava pela sua cabeça até lembrar do jogo. A memória de tirar para tomar banho após o jogo se fez presente e então mesmo sendo tarde saiu em disparada. Não se importava nem em estar de pijamas. Fez o caminho muito conhecido e se surpreendeu com a facilidade para entrar na sala. Quando a visão o ofereceu Marcus Flint a sua frente, Dean logo cruzou os braços. De todas as pessoas. Tinha que encontrar um sonserino e alguém com a reputação como a dele. Não aguentava a arrogância e já estava pronto para pegar sua varinha para se defender, mas a proposta do outro o pegou desprevinido. "Você está azarando as vassouras? O senhor riqueza somente usamos Firebolt? Não conseguem mais se garantir?" Alfinetou sabendo que mesmo que estivesse em problemas por estar fora da cama não deixaria o outro sozinho ali. "Ninguém pode ficar aqui e todos nós sabemos disso."
Ao contrário do que podia se imaginar, James Sirius Potter não costumava matar aula, gostava genuinamente da maioria delas e, quando não gostava, ainda assim costumava aparecer só para ter alguma história interessante para contar depois. Naquela manhã, no entanto, a combinação entre uma noite mal dormida, uma pilha de trabalhos acumulados e uma aula particularmente insuportável de História da Magia fez com que ele chegasse à brilhante conclusão de que, pela primeira vez em muito tempo, desaparecer por cinquenta minutos parecia uma decisão justa. Estava sentado no parapeito de uma janela de um corredor praticamente vazio, um dos joelhos dobrado enquanto equilibrava uma maçã roubada do café da manhã na mão, observando distraidamente o gramado do lado de fora. Mas assim que ouviu passos se aproximando, virou o rosto na direção da pessoa e abriu um sorriso despreocupado, especialmente quando a pessoa parou na sua frente, indicando que estava prestes a falar ou o observando. "O que foi? Não estou fazendo nada de errado dessa vez...", deu uma mordida na maçã. Na verdade estava matando aula, mas tinha confiança nas suas habilidades para mentir para qualquer pessoa que fosse.
Segurando os livros, ela estava ali caçando exatamente o primo com aquela indiferença e sorriso debochado. Ela pegou o livro e tacou no ombro dele. "James. Sirius. Potter." Cada parte do nome dele era um tapa diferente. "Matar aula? Você é muito superior a isso. Achou que eu não iria perceber? Francamente, James." Ajeitou novamente os livros em seu colo fuzilando o primo com olhar. Já estava pronta para distribuir a detenção dele. Provavelmente, a primeira do ano para ele. Poderia até considerar que o primo estava muito melhor. Só que agora estava decepcionada. Depois da noite horrível que ela teve seu humor ainda estava pior. Aqueles primeiros dias ela havia tentado mudar. Se abrir mais. Igual havia prometido para sua irmã, tentar. O problema era que isso só havia dado mais problemas. Ela havia machucado e brigado com tantas pessoas que era melhor ela continuar se protegendo e voltar para seu jeito mal humorado. "Detenção. A semana inteira. Esperava mais de você." Foi grossa, mas era mais alguém que ela precisava se distanciar, pois havia se aberto bastante e não queria mais resolver tudo aquilo que já havia confessado para ele.
Para a grande maioria de seus colegas, a noite de homecoming havia sido repleta de eventos extraordinários – e para os ouvidos interessados de Parvati, aquilo era uma melodia irresistível. Havia se divertido, é claro, mas o destino lhe livrara de uma noite polêmica daquela vez. Renovada por uma poção e livre de qualquer possível ressaca moral, a Patil se encontrava num humor excelente, analisando a bacia d'água à sua frente em busca de respostas – nada importante, dessa vez, só queria saber quais absurdos cometidos pelos alunos daquela escola ainda não haviam chegado até ela. Quando ouviu a voz de Zabini, no entanto, a expressão amena foi substituída por um cenho franzido, virando-se em sua direção com uma sobrancelha arqueada. Blaise detestava Adivinhação, assim como a grande maioria daquele pessoal da Sonserina que se achava tão acima daquilo. Na verdade, sequer conseguia se lembrar a última vez que o garoto havia lhe dirigido a palavra. Não era necessário ser nenhum gênio para chegar rapidamente numa conclusão: ele queria alguma coisa. “Que bicho te mordeu, Zabini?” indagou sem muitos rodeios. O sonserino havia sido um dos principais tópicos de discussão entre as bocas fofoqueiras após o homecoming, porém... e embora já soubesse de algumas coisas, Parvati adoraria saber mais. Se houvesse, de fato, alguma coisa que ele precisasse vindo dela, aquilo poderia ser facilmente utilizado como moeda de troca, então resolveu engajar. “Faz sentido, lecanomancia* é bem complexo, mesmo... e você não é o aluno mais dedicado do mundo. Mas por que eu deveria te ajudar, exatamente?” cruzou os braços, fitando-o como se o avaliasse.
*lecanomancia é basicamente uma forma de adivinhação que envolve uma bacia com água + óleos, interpretando as formas que aparecem!! joguei no google KSJDFKSD
Muitas coisas estavam acontecendo, mas ele precisava resolver aquela ponta solta. Por mais que não soubesse como a outra reagiria ou como estava sendo a questão dela sobre o possível acordo entre eles. Estava na hora de retirar aquele bandaid. Como poderiam dizer que interpretação era ciência. Era um absurdo ter uma disciplina dedicada a achismos de alunos. Só estava ali por conta da mulher. "Porque eu não tenho o menor interesse, mas precisava conversar com você." Sempre havia sido direto em todas suas conversas e não mudaria isso agora. Cruzando os braços e se escorando na bancada ficou de frente para observar mais. Parvati era linda. Uma beleza que ninguém poderia dizer qualquer coisa, mas conhecia a fama dela e de suas amigas e era demais para ele. "Você sabe sobre o acordo de nossas famílias?" Olhou para todo o ambiente ao redor.
Os cristais, os livros, as bacias. A professora a sua frente. Balançou a cabeça, pois tudo aquilo até mesmo o incenso era demais. O cheiro da sala já fazia seu nariz coçar. "Preciso saber o que você está sabendo para já colocarmos alguns pingos no "i" dessa situação."
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"Quantas vezes eu vou ter que repetir que eu não quero falar com você, Ron?" A voz ecoou pelo corredor que havia o encontrado. Ela fazia de tudo para evitá-lo desde que soube que ele também estava ali no castelo preso com eles. Já era difícil para ela lidar com os filhos e as memórias, mas a presença de Ron ali no castelo piorava tudo. Não tinha mais sentimentos amorosos por ele. Tudo que possuía era uma angústia e raiva. Além disso, piorava, pois toda vez que o via sentia-se uma menina idiota. Que deu tudo de si para um garoto que simplesmente não entendia o que queria. Todos os sinais estavam na sua frente, mas ela havia perguntado, gritado se certificado e todos a enganaram com maestria. O que havia sobrado de sentimentos sobre o Weasley era mágoa e raiva. Então só de vê-lo na sua frente era um sinal de que seria uma semana de azar.
❝ ⸻ Entra. E fecha a porta. ❞ Gemma fez um sinal com a cabeça para que Blaise adentrasse seu dormitório. Sua colega de quarto estava fora, então pensou que era uma boa oportunidade para retomar a proposta feita por Zabini durante a festa e conseguir conversar direito sobre isso sem nenhuma interferência de movimentações de fora. ❝ ⸻ Eu vou direto ao ponto. Odeio small talks e acho que nós dois já nos conhecemos o suficiente para pular essa parte. Apesar de existir a variável do beijo que ainda não testamos. ❞ Sorriu de canto, enquanto sentava-se preguiçosamente na cama. Apoiou as costas na parede e as pernas ficaram cruzadas sobre o colchão, enquanto aguardava Blaise se acomodar. ❝ ⸻ Mas antes, as tais regras do nosso combinado... ❞ Entrou no assunto, erguendo os olhos escuros para observá-lo com atenção enquanto falava. ❝ ⸻ O meu plano sempre foi ganhar tempo até me formar e, depois, me livrar da minha família. Jurei que nunca ia namorar sério com ninguém, muito menos me casar, pois cresci assistindo todas as mulheres da minha família sendo tratadas como nada. E nada do que eu vivi com algum cara antes me deixou ter uma visão diferente. Mesmo que a gente se case, eu não quero viver assim. ❞ Não gostava de entrar no assunto família, porque não confiava em praticamente ninguém para isso, mas acreditava que Blaise a entenderia, afinal vivia algo parecido. ❝ ⸻ Então eu não ligo se você vai, entre aspas, me trair com Hogwarts inteira, mas eu preciso saber que vai estar do meu lado quando realmente importar. Não quero ser uma fachada conveniente na sua vida, Blaise. Quero um parceiro. Nós vamos dizer que vamos nos casar para fugir dessa merda de vida juntos. ❞
"Já está me ordenando a entrar no seu quarto? Qual o próximo passo pedir para eu tirar a roupa? Sexy, Farley. Sempre soube que seriamos uma boa dupla." Por mais que ele soubesse que essa não era a intenção dele não conseguia evitar flertar um pouco. Fazia parte de sua personalidade apertar os botões corretos para deixar as pessoas irritadas ou desconfortáveis com ele. Sempre de uma forma positiva, pois elas sempre estavam interessadas em experimentar um pouco mais do Zabini. "Já disse que essa questão do beijo pode ser facilmente resolvida, ainda mais pelo local que estavam." Observou a mulher na se apoiar na parede já pensando nos movimentos que poderia fazer para puxá-la para seu colo. Se aproximou um pouco mais dela. Os tornozelos perto de si. Começou a brincar com a borda da meia dela. Se dando liberdades. Deixando a mão ter leves toques com a perna. Pelo reconhecendo pele. "Vou ser honesto também. Quando nos casarmos, se nos casarmos, eu sou um homem honesto. Não vou te trair. Nem tenho intenção. Se dissermos que estamos juntos, eu cumpro minha palavra. Jamais deixaria alguma fofoca ou fazer alguém ficar mal falada. Minha mulher sempre será bem recompensada e sempre muito satisfeita." Começou a trilhar os dedos de dois em dois subindo pela perna dela. Estava tentando se distrair, pois sabia que aquela conversa era muito mais profunda. Parceiros? Ele não sabia o que era isso ou como fazer funcionar. Se ele fosse honesto consigo apenas duas pessoas tiraram algo parecido com aquilo dele, e ele sabia que estava na hora de começar a se afastar deles, pois não seria mais um parasita na relação. "Minha ideia era nos casar para que, pelo menos, uma vez tenhamos as redéas do nosso destino. Não sei se posso te prometer muita coisa além da minha lealdade, mas você nunca será nada para mim." Seus dedos estavam perigosamente perto da coxa sedosa. A vontade de subir mais enquanto ele encarava a mulher. "Não posso dizer que serei um marido ideal, nem sei ao menos o que fazer, mas no que eu puder te proteger, e dar a liberdade que você sempre sonhou, eu vou fazer. Será minha prioridade." Prometeu para ela, e então os olhos foram para os lábios. "Quer testar? Nossa química?"
quem: luna & open @ttstarters
onde: em uma clareira da floresta proibida
quando: 25 de setembro, manhã - timeline de 2026
depois que o castelo deixou que seus habitantes fossem até o lado de fora, a primeira providência de luna foi conferir os arredores, a floresta proibida e os cativeiros do castelo para se certificar que as criaturas estavam bem. o que encontrou foi... diferente. não eram as mesmas criaturas que estavam lá, do mesmo jeito que o terreno não parecia mais o mesmo. o mais maluco e excitante era que as criaturas eram antigas. quão antigas? bom... ❝ — bom dia, turma. depois de algumas semanas de pesquisa, aparentemente os livros de vocês ficaram desatualizados ontem. abram, por favor, na página sessenta e quatro... eu gostaria que riscassem a palavra 'extinta.❞ — foi assim que luna começou a aula daquela manhã, com um sorriso tranquilo. claro, ela adorava ser um pouco performática, mesmo depois de todos aqueles anos. virou-se para mostrar o cercado mais à frente, que até então cobria a visão com o corpo. luna jamais aprisionaria criaturas, portanto eram cercados mágicos temporários, para título de observação dos alunos. ❝ — esses... são cervos-alvores. extremamente raros! na verdade, se acreditava que estavam extintos desde o século doze, o que é curioso. de toda forma, aqui estão. quero que leiam as informações sobre eles dos seus livros e depois retornem até mim. vamos observá-los juntos.❞ — disse, enquanto voltava a encarar a turma. observou os alunos enquanto eles liam as informações, até que viu MUSE se aproximando. ❝ — sim?❞ — perguntou, com o sorriso acolhedor que costumava ser seu companheiro de todas as aulas ministradas.
Seu trabalho muito diferente do que havia sonhado consistia em inúmeras coisas como responsável por toda a ala hospitalar de Hogwarts. Além de treinar novas enfermeiras e bruxas que gostariam de se dedicar a cuidar dos outros, a patrulha pelo castelo e se manter sempre disponível para o cuidado também fazia parte. Lavender se sentia presa ali. Como se nunca tivesse seguido em frente após o ataque de Fenrir Greyback. Passou alguns anos morando com Jurema sob seus cuidados, mas acabou em Hogwarts, pois era o único local onde estaria protegida de verdade. Sem olhares curiosos, comentários sarcásticos ou até mesmo a reprovação dos pais como se ela tivesse sido estragada. Um produto que eles haviam criado com tanto esforço, e não deu retorno a eles.
As aulas haviam voltado ao normal, e quando notou a Lovegood com seus animais decidiu focar de perto se era seguro. "Você tem certeza que eles estão seguros? Esses animais..." Então olhou para o cervo e seu coração sorriu um pouco com a memória. "Parecia o patrono do Harry. Quando ele nos ensinou na Armada. Acho que nunca vou esquecer de como brilhou pelo salão. Qual era o seu?"
Por mais que sua vida fosse um fuzuê quase toda semana, os momentos de paz eram permeados com sua atenção voltada apenas aos estudos. Muita coisa acontecia ao redor e ainda assim tinha de cumprir com sua responsabilidade, apesar de ter um dom magistral com vários tópicos no castelo. Nunca teve problema em passar nas provas, muito menos com o ensino em si, só, desde sempre, foi muito moleque, preenchendo seu tempo com outras coisas como detenção e malcriações - cujas quais Minerva sempre o repreendia. Agora, em um ambiente diferente para si, começava a fincar suas garras no que era necessário, e já até cogitava virar monitor futuramente, caso tudo desse certo. Então, ao receber o bilhete de Sirius ao seu lado, passou sua atenção para o que ele queria conversar, olhando-o brevemente para tentar desvendar algo. Franziu o cenho um pouco surpreso pelo tópico abordado e até mesmo confuso, o que resultou nele escrevendo:
Ela não citou nada sobre ele, mas por que deveria? Na verdade, nenhuma das duas comentou sobre nada do passado delas, e eu também evitei falar muito do nosso presente. Vai que dava alguma merda mexer com linha temporal... What's on your mind?
Apesar de explicar sua parte, James, ao entregar o mesmo pergaminho na mesa do amigo, olhou para o professor para se atentar se estavam sendo notados, e depois voltou-se para o Black, aparentando não entender o que queria ter dito com aquela pergunta.
Receber a resposta de James o deixou em uma sinuca de bico, pois ele não queria desconfiar de Remus. Não quando as coisas estavam dando tão certo, mas por que o outro maroto esconderia algo deles? Se odiava por ter dado ouvido ao Lockhart. Deveria apenas ter deixado para lá a tentativa de conversa e ficado apenas com o que ele conhecia. Agora com tantas dúvidas não poderia deixar de se sentir culpado, pois se ele fosse falar com James sobre isso acabaria comprometendo Remus, e ele não ia fazer isso.
Bateu a pena no pergaminho diversas vezes até formular algo que convenceria James.
"Nothing. I mean. Você encontrou alguém, Remus encontrou alguém, eu encontrei alguém. Por isso liguei um mais um e queria saber se alguém tinha mencionado Peter. Mandei a mesma pergunta para Moony. Que tipo de merda acha que podemos criar com isso? Se você encontrar sua visão do futuro o que vai querer perguntar? Aposto alguns sicles com você que já deve ter uns 5 filhos com a Evans e eles têm nossos nomes. Sirius Evans Potter. Peter Evans Potter. Remus Evans Potter. Soa até legal."
A ideia de um futuro ao lado dos melhores amigos e fazer tudo que sonhavam trazia um sorriso aos lábios do maroto.
"Sem chance, você deve ter bebido alguma poção com xixi de duende se acha que eu vou desonrar o meu país perdendo passes para você @musingwithspells" exclamou para Dean em claro desafio, cruzando os braços enquanto a chuteira se apoiava na bola. O campo de quadribol felizmente estava vazio naquela hora, o que os permitia treinar um pouco de futebol. "Mas se quer mesmo a prova, vamos aos pênaltis. Eu fico no gol dessa vez vai"
Para ele estar com alguém que compreendia que Quadribol era um ótimo esporte, mas Futebol sempre seria superior. Era algo de sua herança família. "Você esquece que eu tenho dos dois lados. Inglaterra e Brasil. Vai me dizer que existe alguma pessoa com mais bagagem?" Tirou sarro. Não dizendo que a outra não tinha conhecimento, mas que ele jogaria melhor do que ela. "Só não comece com suas coisas exotéricas, pois ai acharia que você está de propósito me desconcentrando para isso." Juma o assustava algumas vezes, mas ele tentava manter isso em silêncio para não acabar com mais confusões para o seu lado no dormitório feminino. "Minha imagem ta muito queimada depois do termino com a Ginny?"
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❝ ⸻ Não fala isso nem de brincadeira que já sabe que não vivo sem você, Sirius! ❞ Emmeline respondeu no mesmo momento, o repreendendo por sequer considerar aquela possibilidade, afinal não existia uma dupla de artilheiros melhor do que a formada por Vance e Black. Ao menos, não na mente de Emmeline. ❝ ⸻ Isso eu não posso deixar de concordar. Não sei se já te contei meu segredo. Tem um livro na fileira dos fundos que a capa é feita de velumis, aquele tecido mágico. É tão macia que parece uma nuvem! É ele que eu uso para dormir quando preciso. Acho que Madame Pince nunca percebeu porque eu sempre devolvo para o mesmo lugar. ❞ Se ela sabia sobre isso nunca tinha comentado e não seria Emme a falar alguma coisa e acabar com o acordo de segredo mútuo. ❝ ⸻ Agora sobre esse encontro com o Lestrange, o que foi que... ❞ Emmeline sentiu a necessidade de travar sua frase no meio quando começou a descer das costas de Sirius e a mão que estava apoiada em seu pescoço acabou deslizando pelo braço dele. A loira franziu o cenho e ficou encarando o lugar por alguns segundos e depois voltou os olhos para Black. Ainda sem dizer nada, se aproximou e passou seus dedos delicadamente pelo pescoço dele. ❝ ⸻ Isso aqui não fui eu quem fiz. ❞ Não tinha o formato de seus dedos para que Emme se desculpasse por tê-lo marcado. Um sorriso de canto apareceu nos lábios da bruxa. ❝ ⸻ Não é querendo acabar com esse seu lado de homem de mistérios, mas acho que estou entendendo qual é o seu segredo. ❞
Ao mesmo tempo que achou interessante a abordagem da outra sobre o tecido ficou preocupado. "Você está tendo dificuldade para dormir?" Não era normal eles ficarem sem dormir ainda mais na idade deles. Sirius havia passado por isso um pouco quando estava em sua casa ainda. Não se sentia confortável, e nem seguro. Depois quando estava na casa de James sentia-se um intruso naquela felicidade. Estar seguro em uma casa onde todos se preocupavam com seu bem estar. Em Hogwarts sempre conseguiu dormir sem problemas, e quando precisava contava com James, Remus e Peter para dormir junto. Quando estava ao lado de um dos melhores amigos era como se tudo sumisse. "Ah, ele falando asneiras para variar. Ele é uma das razões para que minha casa se tornasse um lugar tão estranho." Pessoas como ele, e suas famílias. Os Lestrange estão cada vez mais ligados a ideias que ele não compartilhava e eles estavam ainda mais próximos dos Black. Levou a mão ao pescoço. "Ah, isso aqui foi depois do jogo. Vai me dizer que você ficou o dia inteiro sem ninguém querer roubar um beijo ou um momento com você?"
❝ ⸻ Eu odeio como homens são incapazes de pensar, damn. ❞ A mulher revirou os olhos sentindo-se obrigada a levar a mão até o cabelo escuro e pressioná-la ali para tentar se controlar para ter aquela conversa tão difícil. Tinha passado anos empurrando aqueles traumas para o fundo da própria mente, mas agora estava literalmente presa com Zabini por tempo indeterminado. Seria impossível permanecer naquela realidade sem falarem sobre o assunto, então que arrancassem o band-aid de uma vez. ❝ ⸻ Como você acha que eu saí ilesa depois de perder um filho, Blaise? ❞ A professora fitou o ex marido com os olhos firmes tentando buscar ali algum indício de que ele entendia. ❝ ⸻ Um filho que eu esperei e queria ter com você! ❞ Era o tipo de coisa que não dava para esquecer. Ou será que ele nunca tinha percebido o quanto ela tinha se entregado aquela gravidez? ❝ ⸻ Sim, eu consegui conquistar a carreira que eu queria. Obrigada por isso. ❞ Confirmou com a cabeça, pois concordava que depois do acontecido seria simplesmente impossível continuar vivendo naquela casa, mas aquilo não apagava todo o resto. ❝ ⸻ Mas você deveria ser meu parceiro naquele plano. Você mudou depois de Hogwarts. Me deixou às custas da sua mãe que me odiava e depois me deixou sozinha no momento em que eu estava mais frágil. Eu queria ser livre, mas queria que você fosse livre comigo. Nós poderíamos ter conseguido isso. ❞ Explicou por fim. Não precisavam estar casados, Gemma ainda queria ir atrás dos seus sonhos profissionais e fugir da família o máximo possível, mas acreditava que Blaise poderia ter feito o mesmo para superarem o trauma juntos. ❝ ⸻ Você dormia do meu lado, Blaise. Pensei que gostava de mim. ❞ Desviou o olhar dele e negou com a cabeça, mais para si mesma do que para ele. Estava certa quando acreditava que não deveria confiar em ninguém. Ficou claro que superestimou a importância que Blaise lhe dava, ele nunca tinha nem comentado com o filho sobre ela. Provavelmente Zabini, como todos os outros, pensava que Gemma não tinha sentimentos. Sua farsa de mulher sem coração deu certo então, deveria considerar isso algo positivo. Enviou um olhar de canto quando ele indicou o novo cigarro e revirou os olhos. ❝ ⸻ Costumava. Cigarro é uma das coisas que agora me fazem lembrar da minha gravidez. Mesma coisa com pastéis de abóbora. Passei a gravidez inteira sem conseguir sentir o cheiro sem enjoar. ❞
Ele não sabia o que dizer, pois não tinha o que dizer. Blaise sempre foi péssimo em lidar com as coisas quando haviam sentimentos envolvidos. Durante Hogwarts ele havia se permitido sentir uma vez (que valeu por dois), e depois de Hogwarts mais uma vez com a mulher a sua frente, mas ele não soube lidar com isso. Blaise nunca havia sido amado de verdade em sua casa. Nunca havia tido exemplos e em sua cabeça só ecoava a ideia de que precisava libertar Gemma de sua casa. Era um segredo, e ele se culpava todo dia. Tanto por ela, quanto por Balthazar. Será que era tarde demais? Só que se ele tivesse brigado com a mãe e contasse a verdade para Gemma, ela nunca teria saído daquela casa e seria aquela mulher que ela nunca quis ser. Mais um fantoche na mansão Zabini. Não conseguia mentir e dizer que também havia perdido um filho, pois ele sabia a verdade. Tudo que ele havia perdido era uma esposa, e não somente a uma esposa e sim a pessoa que mais havia o entendido durante aqueles anos. A única pessoa que ele achou que não conseguiria magoar, ele havia magoado. "Não havia espaço para nós dois sermos livres, então eu optei por fazser disponível o que eu sabia que te faria sentir melhor." Explicou para ela sabendo que no fundo ele estava errado. Não sabia por quanto tempo acabariam ficando ali, mas não sabia se ao lado dela e de Balthazar ele conseguiria esconder o segredo.
"Minha mãe nunca me ensinou a amar. Ela ensinou a conquistar e que tudo tem um objetivo. Nós fizemos um acordo e eu fiz o meu melhor para não te machucar, mas eu nunca soube como fazer isso. Ser uma família. Agir como um bom marido. Sim, eu mudei. Quem não muda? Aquela mansão não é feita para finais felizes." Sua mãe nunca teve um final feliz por isso se casou tantas vezes, por que ele deveria ter? Fez o que tinha que fazer para Gemma escapar, mas sabia que não era suficiente e tinha que arcar com suas decisões. "Não é que eu não gostasse de você. Não tem como não gostar de você, mas ser essa pessoa. Ter alguém que precisa de você? Eu nunca soube ser esse homem. Conseguir dar para você o que precisava, Gemma." Os braços cruzados e a irritação na voz. "Eu posso não saber amar, mas te tirar de lá foi o máximo que eu consegui. Apagar você daquela casa e da nossa história. Assim você jamais seria ligada a nós. Você poderia ter casado com alguém que soubesse te dar o que eu não soube. Não vou me desculpar por ter feito o que achei que era certo naquele momento."