São os livros mais preciosos de todos. Nunca se desatualizam. É muito raro que uma montanha mude de lugar. É muito raro que um oceano se esvazie. Escrevemos sobre coisas eternas.
O Pequeno Príncipe (Antoine de Saint-Exupéry)
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São os livros mais preciosos de todos. Nunca se desatualizam. É muito raro que uma montanha mude de lugar. É muito raro que um oceano se esvazie. Escrevemos sobre coisas eternas.
O Pequeno Príncipe (Antoine de Saint-Exupéry)

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O que é chamado de felicidade é só svarūpa [a natureza essencial] de ātmā [o verdadeiro ser];
Felicidade e ātma-svarūpa [o nosso verdadeiro ser] não são diferentes.
Só existe ātma-sukha [a felicidade do ser]; só isso é real.
A felicidade não é obtida de nenhum dos objectos do mundo. Pensamos que a felicidade é obtida deles devido à nossa falta de discriminação.
Quando a [nossa] mente surge, ela experimenta infelicidade.
Na verdade, sempre que os nossos pensamentos ou desejos são satisfeitos, a nossa mente volta ao seu lugar apropriado [o núcleo do nosso ser, o nosso eu verdadeiro, que é a fonte da qual surgiu] e experimenta só a felicidade do [nosso] ser [real].
Da mesma forma, em momentos de sono profundo, samādhi [um estado de intensa contemplação ou absorção da mente] e desmaio, e quando uma coisa desejada é obtida, e quando chega ao fim uma coisa que desagrada [isto é, quando a nossa mente evita ou é aliviada de alguma experiência que lhe desagrada, a [nossa] mente torna-se introvertida e experimenta só a felicidade do ser.
Desta forma, a [nossa] mente flutua sem descanso, indo para fora deixando o [nosso] ser [essencial] e voltando [depois para] dentro.
Ao pé de uma árvore, a sombra é deliciosa. Fora o calor do sol é severo. Uma pessoa que anda por fora a vaguear errante refresca-se quando se põe à sombra. Ao sair depois de um curto período, é incapaz de suportar o calor, de modo que volta de novo para ao pé da árvore. Desta forma continua, indo da sombra para a luz do sol e voltando da luz do sol para a sombra. Uma pessoa que age desta maneira é alguém carente de discriminação. Mas uma pessoa de discriminação não deixará a sombra.
Similarmente, a mente de um jñāni [uma pessoa de verdadeiro auto-conhecimento] não deixa o brahman [a realidade fundamental e absoluta, que é o nosso próprio eu e a única substância de tudo].
Mas a mente de um ajñāni [uma pessoa carente de verdadeiro auto-conhecimento] continua a sofrer infelicidade, vagando errante no mundo, e obtém felicidade ao regressar para o brahman por um curto período.
O que é chamado de mundo é apenas pensamento [porque, assim como o "mundo" que experimentamos num sonho, tudo o que experimentamos como o "mundo" neste estado de vigília não é senão uma série de imagens mentais, ideias ou pensamentos que temos formado na nossa mente pelo nosso poder de imaginação].
Quando o mundo desaparece, isto é, quando o pensamento cessa, a [nossa] mente experimenta felicidade; quando o mundo aparece, experimenta infelicidade.
- Bhagavan Sri Ramana Maharshi - QUEM SOU EU?, Parágrafo Quatorze
A imutabilidade de Deus
A imutabilidade de Deus
“Deus não muda”. Esta é uma frase muito repetida entre os cristãos. Acerca dessa afirmativa, recentemente ouvi a seguinte pergunta: Se Deus não muda, porque disse ao profeta Isaías para informar ao Rei Ezequias que iria morrer e, logo em seguida após o clamor do Rei, mudou de ideia e mandou o profeta voltar à presença do mesmo Rei e dizer-lhe que não mais morreria, lhe acrescentaria mais 15 anos…
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O presente que estamos vivendo agora torna-se passado num piscar de olhos e de repente não somos mais os mesmos de antes. Mudanças são como o ar que respiramos, essenciais para vivermos e onipresentes. Não necessariamente melhores ou piores, simplesmente diferentes de antes. Até porque mudar é relativo e acontece de acordo com as experiências que vivemos, o que era bom antes pode não ser agora e vice-versa. É a capacidade de adaptação que nos permite sobreviver em meio ao caos, a imutabilidade é irrealista. Nada na natureza é tão constante a ponto de permanecer imutável. Vivemos em um planeta do universo que há bilhões de anos era uma bola de fogo, que mudou ao longo desse bilhões de anos e continua a mudar. Seja o que for irá mudar, e ainda que demore irá acontecer.
"A firmeza somente na inconstância."

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Novidade antiga
Mais do sempre o mesmo Novamente se repete Outra vez o antes De novo retrocede. Mais do agora de ontem Novamente o passado Outra vez o antigo De novo o atraso.
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"...sujeito cognoscente consiste na necessidade interior de reconhecer cada objeto em si, em sua própria essência, como um objeto idêntico a si mesmo, portanto existente por si mesmo e, no fundo, sempre igual e imutável, em suma, como uma substância..."
Friedrich Nietzsche