- Esqueceu a quem você pertence?
A mão firme segurava-na pelo pescoço, e colava seu rosto a parede, enquanto minha menina, com os cabelos cobrindo metade do seu rosto, sorria.
- E pertenço a quem mesmo? - Ela perguntou, arqueando o corpo e moldando ao dele. Na sua voz era perceptível o quanto gostava de provocá-lo. E as punições eram bem recebidas (e inclusive, desejadas).
O som estalado da mão descendo em sua nádega direita propagou pelo cômodo, acompanhado do ardor e daquela voz baixa e grave, que a derretia.
- Não me provoque, pestinha.
Os dedos escorregaram por baixo da sua única peça de roupa - uma camiseta dele - para provar sua certeza, e levando aos lábios, sorveu seu sabor. Ouviu seu gemido baixinho e suave, num pedido silencioso.
- Por quem mais você ficaria toda molhadinha, implorando o toque? Quem mais teve cada pedacinho do seu corpinho gostoso? Quem mais te usa como você merece? Não dá. Você pode tentar fugir, mas você sabe que é minha. Ouviu?
- Sim…
- Sim, o que?
- Eu… sou sua
- Sim. Só minha.














