Que sempre nos mova a vontade de chegar... 🐌💕
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Que sempre nos mova a vontade de chegar... 🐌💕

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O Beijo
Hoje estava eu a lembrar daquele beijo que ficou guardado.
Há o nosso beijo, tinha sabor de promessa, muita entrega, transbordava intenções.
Foi tudo tão mágico, desde o 'oi miguxa'.
Aff, achei tão debochado, tão evasivo, bem como você é até hoje, e nem ouse negar.
Por trás de tudo, a nossa vontade de um beijo pairou no ar.
Tenho certeza que o beijo seria o início do cumprimento de todas promessas não ditas nem realizadas.
Tenho saudades desse Beijo!!
Valentina S2
MADRUGADA
Há dias em que o corpo continua em pé, mas a alma se senta no chão. Dias em que o silêncio pesa mais do que qualquer barulho, e o fim da tarde traz um cansaço que não é físico, é existencial.
Existe uma sensação estranha que aparece quando tudo desacelera: não querer falar, não querer ver, não querer fugir. Apenas deitar, olhar para o teto e sentir o vazio se espalhar no peito. Um aperto que sobe pela garganta, uma vontade de chorar sem motivo, ou talvez com motivos demais.
Eu passo muito tempo sozinha. Às vezes isso é liberdade. Às vezes é peso.
Minha vida é feita de escolhas, e eu nunca sei ao certo se estou escolhendo certo. Tento pensar mais em mim, colocar limites, não deixar que me pisem, mas no fim do dia a dúvida sempre volta: será que fui injusta? Será que machuquei alguém? Será que o problema sou eu?
Todos dizem que estou fazendo o certo. Todos dizem que estou sendo enganada, que preciso colocar um ponto final. Mas dentro de mim, a narrativa é outra: é como se eu fosse uma pessoa ruim tentando se justificar.
Eu não quero ser má. Nunca quis. Sempre tentei ser honesta, leal, correta. Mas a minha própria mente me acusa, me julga, me fere, e ainda exige que eu seja melhor amanhã.
É cansativo viver em guerra comigo mesma.
Existe uma parte de mim que só quer descansar. Chegar em casa e simplesmente existir. Mas minha mente não permite. Ela manda fazer mais, pensar mais, rever tudo. E quando o dia termina, sobra apenas o peso das escolhas e a dúvida sobre a minha própria bondade.
Às vezes penso que me isolar faria bem aos outros. Como se a minha ausência fosse um alívio. Como se eu afastasse as pessoas não por defesa, mas por merecimento.
E isso dói.
Eu queria amar. Queria sentir de novo aquela chama boba, o ciúme leve, a vontade de conquistar alguém. Mas hoje existe um vazio onde antes havia sentimento. Quando alguém se aproxima, eu recuo. Não por falta de desejo, mas por medo de machucar, de enjoar, de não sentir o suficiente.
Eu escolhi ficar sozinha. Mas escolher não significa não doer.
Nesta noite, tudo pareceu pesado demais. Houve pensamentos escuros, palavras duras, vontade de desaparecer, não de morrer de verdade, mas de matar aquilo que dói por dentro.
E mesmo assim, eu fiquei.
Eu escrevi. Eu respirei. Eu atravessei a noite.
Talvez eu não tenha todas as respostas. Talvez amanhã ainda doa. Mas hoje eu sobrevivi.
E se eu sobrevivi a essa noite, eu posso sobreviver à próxima.
“O mundo e a sua cobiça passam, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”. 1 João 2:17

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A mulher de Deus não se encaixa nos padrões do mundo, mas se encaixa na perfeita vontade de Deus.
Era pra ter sido só um erro… um momento perdido no meio de uma vida que já tinha caminho, compromisso, nome e direção. Mas não foi assim que aconteceu.
Eu lembro do medo antes de qualquer coisa.
O medo gritava dentro de mim, como um alerta que eu escolhi ignorar. Meu coração batia forte demais, minhas mãos frias… e ainda assim, eu fiquei. Ele também ficou. Dois corpos carregando promessas com outras pessoas e mesmo assim, ali, tão perto, como se nada mais existisse.
Quando a gente se aproximou… não foi só desejo.
Foi tremor.
Meu corpo inteiro tremia. Não era só vontade era nervosismo, era culpa antecipada, era a consciência de que aquilo já estava errado antes mesmo de acontecer. E mesmo assim, quando ele me tocou… eu não recuei.
O abraço não foi firme… foi hesitante. Como se nós dois soubéssemos que não deveríamos estar ali, mas também não conseguíssemos nos afastar. E quando veio o beijo a tanto tempo esperado , ele me abraçou me beijou , tirou minha roupa e cada segundo que passava eu tremia mais … a gente fez amor , ou pelo menos começamos foi urgente e trêmulo, foi rápido , foi curto , mais foi intenso cheio de desejo cheio de prazer , a respiração dele ofegante de prazer e medo juntos , as mãos dele na minha cintura e o corpo dele unido ao meu .. mais o medo gritava e eu me afastei , como se o tempo estivesse contra a gente, como se fosse proibido até respirar daquele jeito.
E era.
Cada segundo parecia roubado. Cada toque carregava um peso enorme… e ao mesmo tempo, uma intensidade que eu não sei explicar. Era errado , tão errado , e ainda assim, parecia impossível parar. Nos beijamos novamente ele queria mais , eu também queria , ele tirou minha blusa e me acariciou , beijou meu corpo , eu estava excitada demais pra recusar ele , me abaixei e fiz o que eu sabia que ele me pedia com os olhos , ele segurou minha cabeça me auxiliando nos movimentos , dava pra sentir , que a gente precisava um do outro mais mesmo assim não fui capaz de ficar e continuar , me levantei limpando meus lábios e pedi que ele fosse embora mesmo querendo ficar ali e parar o tempo enquanto fazia amor com ele pela última vez .
E acabou rápido demais.
Rápido o suficiente pra deixar marcas… e curto o suficiente pra deixar falta.
Depois veio o silêncio. A consciência voltando, pesada, esmagadora. Eu sabia exatamente o que tinha feito. Sabia quem eu era naquele momento… e odiei isso.
Mas o que me assusta de verdade… não é só o arrependimento.
É lembrar do tremor… e saber que, mesmo no meio do medo, eu queria mais.
Queria ter ficado mais.
Queria ter sentido mais.
E é isso que me quebra…
Porque eu sei que não posso voltar.
Mas também sei… que uma parte de mim ainda iria.