O vento soprava frio naquela noite solitária que há temos não ia embora.
Estava acostumado, era escuro desde que podia me lembrar, já não havia esperanças de um dia.
Porém, naquela quase noite, no horizonte era possível ver uma luz alaranjada, seria algum sinal ou apenas outra miragem?
Caminhei naquela direção "o mais do mesmo, deve ser" já não me importava tanto, o que poderia acontecer?
Quando chegava perto uma mão me puxou dali. "Quer uma água?" questionou. Respondi que sim, sem muita fé.
Até que um sorriso dali surgiu, era ele que ali iluminava. Foi o sorriso do olhar, aquele me trouxe calma (when's it gonna be my turn?).
Me estendeu uma das mãos "Para onde estaria me guiando?", talvez fosse um grande engano (open me up, tell me you like it).
Me aproximei em silêncio, olho no olho. Entrelaçados como um só, aquilo parecia certo, "será que mereço?" (fuck me to death, love me until I love myself).
Um toque que ia além da carne, era um encontro de almas que dançavam tentando encontrar um ritmo certo. Um abraço que me fez sentir em casa, desliguei os alarmes (don't Forget me).
Antes que pudesse dizer o que ali sentia, eu acordei.
Foi um sonho. Tudo se tornou vazio novamente.