Cabeça filtro de barro Germina ideia através de lágrimas A cada pranto derramado Assusta vizinhas, aumenta suas rugas E a corporação corpórea passeia pelo corpo Que enjaulado era exibo ao público Como especiaria dialética eclética Atendendo pelo filo diet O metrônomo pinta o olho De um lado ao outro Autentificando a importância do tempo Que corre em dessabores da pressa A roda há de girar E de tão pronta, lhe arranca do sofá O teu tom sofisticado ganha versos sofistas Que por fim irão querer por fim a sua visão Recomposição decomposta: O caput imitaria medusa Os braços seriam antenas que captariam sensações Os pês troncos flexionáveis, o torso seriam os próprios pés, para que sua estranhas arrastem-se ao verme... Teimosia máscara mascada, Transfigurando caricaturas Em caninos cânones Amém Picasso retorcido Madeimoselle Duchamp Acho que lhe amei antes de minha ociosidade Belisquei-te em sentido horário E os ponteiros respondiam-me atraso umbilical Deletérios ao abstrato fonema Embaralhado entre nossos nomes Sem enigma e anagramas A angústia reverbera-se em uma peça empoeirada do antiquário...
Mister Dulcinéia Duchamp, Pierrot Ruivo















