voltando só pra contar que os últimos tempos tem sido mais a flor da pele. isso talvez explique os meus sumiços do sumiço. nunca estive tão presente. não é também como se o presente simplificasse todas as questões mas.. acho que posso dizer que o presente anestesia um pouco o que ficou de um outro tempo que já não existe mais. tenho pensado muito no que deveria testemunhar de mim mesma, nas coisas que gosto de pausar a vida pra escrever e descrever as sensações e nesse exercício só tenho pensado no quanto se fala e ao mesmo tempo se deixa de dizer. aí tenho focado no quanto nesse novo período, tenho procurado andar na contramão desse paradigma. tenho falado pelos cotovelos e com isso, escrevo menos. às vezes fico preocupada com isso sabe, me faz pensar que se falo, as palavras me escapam e não consigo contê-las dentro de um universo que posso repescar quando precisar lembrar de mim. só que por outro lado existe uma paz absurda em sentir que o que falo agora não se grava mais só no que escrevo ou digito, mas que tenho falado na intenção de marcar alguém que talvez um dia se lembre de alguma coisa que eu deixei ainda que eu mesma não me dê conta disso na hora em que falar. a verdade é que eu gosto muito da ideia de ser uma lembrança também. gosto de pensar que a gente não tá por aqui à toa e que quando a gente pede algo pra vida, ela corresponde do jeito dela pra que gente aprenda a enxergar. li isso esses dias num post de acervo sobre Chico Xavier e isso me consumiu por um dia inteiro. é que eu tenho de fato, vivido isso o tempo todo esse ano. sinto que os encontros não são à toa, as perspectivas são realmente uma virada de página e de chave que eu nunca estou esperando por elas, mas que por algum motivo agora, me sinto pronta pra viver. sinto que de alguma forma todas essas coincidências distantes se aproximam um pouco e cada dia mais com o que tenho me proposto a me tornar e o que tenho conseguido fazer. e no meio de tudo isso, entre o falar, o viver, o se tornar, o conseguir.. acho que o meu sentir tem virado também de ponta cabeça. é uma vida à flor da pele. tudo que me encontra e tromba comigo pela vida tem me feito sentir e deixado marcas que me deixam continuar sentindo. e que bom poder oscilar entre o falar e o escrever. sinto como se estivesse imprimindo palavras na vida e novas sensações no que escrevo.










