Lumes/Luminária
Aqui encontrarás respostas, Pratas e consentimentos A fome se rememora O contraste da infinita gentileza
Aqui encontrarás arcos e paz, A tua morte insistente Renascida sempre na manhã Seguinte ao lado do altar
Aqui encontrarás portais Para uma ilha suspensa Onde a calmaria é contemplada As margens do calor do Ãmpeto
Aqui encontrarás Medusa, O corpo que não perdura A crença e a fome em Vencer o tempo
Aqui encontrarás o dócil e o ferro Cantando a beira cais a embriaguez Dos dedos desentendidos do Conhecimento da tua cintura
Aqui encontrarás uma flor hasteada Refletida a tua imagem, semelhante Aquele jardim deixado para trás Junto aos ramos dos confins da nossa América
Aqui encontrarás o único paÃs que te acolhe Sem precisar provar sua identidade Ou toda a gente que te situa conforto, Urgência, exagero e prazeres de argila
Aqui encontrarás aquele velho fio Enrolado em seus dedos, a flecha Mutualmente compassada ao perder-se No fuso horário que te faz a confissão















