A Boca Por Trás de Cada Escolha
Nasce dessa abertura Um sereno que atiça Desmistifique essa torrente Advinda do jejum de eros
Boca feita um efeito contrário Correndo sílabas em anti-horário Me acesse enquanto ainda não é dia Em um transe que é de antes e prevê
Confesse-se a margem Não há palavra trocada Mas nossos olhos se reconhecem Sob essas peles de inconscientes coletivos
Escondo as feridas que não sou capaz de limpar Eu que tanto coletei ternuras de dentro Desse céu da boca, faço o que sei fazer de melhor E anseio com todo o meu corpo
O desenho de honra, os animais mortos Você descobriu algo que é ferro e ferimento Pulsando enquanto atraio um meteorito fosco Dissolvido para formar muralha ao lado do amido
Tanto faz, onde há o grave Acolhe-se uma força Para o excesso que se Move por entre suspiros
Raiando entre a lacuna Uma coroa de louros A vaidade extraviada do vocabulário A única palavra que se conhece: Entrega Rompe-se os Tratos de Stravinsky Enquanto os silêncio se cantam Eu desovo minha bandeira fragilizada Sob o estrondo do prazer seguido do nada...












