Outra Vez o Fim do Sonho
O que não era visto Intensificado no sistema hierárquico A deriva da consideração até ser Reverenciado pelo sol na jugular
Há um abismo entre fardas e motores Em novelos e bijuterias, em simbolismos E homens acuados pelo horror Caberá a falsificação do torso livre
Duvidosa hiperconsciência Faz do feio o gesto circunstancial O circo é a chance dita de Devolver sua terra a Turquia
Ao ostracismo, sua prática O esquecimento enquanto Um vão por onde a espada Desembainha seu corte
Os olhos voyeuristas te matam Vigiam seu cadáver, remontam Sua história tão ridicularizada Aos espantalhos de maravilhas
Súbita Roma do futuro Pregando cavalos brancos Com os cascos em chamas Correndo pelos escombros
Alertando o medo Assobiando calamidade Suas cavaleiros sem cabeça Devorados pelo deus que louva outros deuses
Visto nas minúcias, o açoro Lança seus golpes em solo intuitivo Faz o estandarte uma imagem técnica Que versará para sempre o verbo explícito







