Emergência
O ferro se desprende do orgulho Substituí a iconografia e se espalha Pela boca tingindo os dentes Sobrepondo-se sob o paladar
As vezes essa covardia Que pesquisa o voo Para intuir uma queda livre E arrepender-se antes
Eu conto meus pesadelos Salivando sob tuas mãos Subvertendo-me em paciência Para domar o rio do tempo
Relevância divisional: Um distrito para os ossos Aos cuidados de uma Circe industrial Frequentando a decomposição de sonhos
O elo era o verbo Agora o olhar distante Com os cílios escavando Alguns precipícios
Escondendo a repulsa Por trás desses anos Habitar um hiato Com essa boca nunca ruminada
A corça a espreita na noite Correndo entre bosques brilhantes A lua deserdando um beijo inócuo A terra abarrotada de heroísmo fútil
O corpo em falso, atravessando Quiçá os braços, quiçá nas nuvens Deferida coroa desconhecendo O ato sútil e emocionalmente distante









