Argento
Essa nódoa expõe mais do que todos os olhares Frágil substância, a coleção de temas sobrepostos Começando a partir do esgotamento do tônus Até que a fala inclua um aparato technicolor
Vais morar no despropósito Daquilo que se arranca a gentileza O feio se faz a reza que perambula Um bordado de pés e vigílias
Bandeira doce entre os dedos dóceis Heroísmo de semblante reto Retórica a espera de validação O eu endereçado a esse rio fugidio
Acomoda essa canção Aos trancos com marcas De uma luta interminável Por dissolver e moldar
Os sentidos de uma papoula Ás vezes são Eva, ás vezes Rendida ao lúdico e as mãos Dos filhos revisionistas
Atravessada a flor encontrou A cordialidade do público Comoveu os braços que tinham Em seu corpo a certeza do garimpo
Optar a apresentação, ao teu nome: Mormaço precedente a chuva torrencial, Lábios prevendo a terra molhada e Antevisão de serra presa a maresia
Incluirá uma barca para a percepção Desafiar quiçá os anos tão de repente Cultuar não mais o ridículo e nem tão só o marasmo O isolamento não será mais a força a exercer domínio











