Fatalidade
Caberá a hesitação A estrela ambígua Hora vida, hora infantaria Afasta a clarividência da carne em chamas
Apressa o crime, teu Eros psiquiátrico Marcado com bulas, alegado entre tribunas O gosto do céu e mistério, dissolvendo Quem sabe esse exército de mártires
Se cruza a intenção, no corpo Repousa um ator sem plateia O objeto orienta a flecha e a besta Em gravura a sangue e sal
Milagre: Um hotel que se permite interação Ao avesso dos sete bichos afagados Crescerá algo de natureza súbita Fios de algodão assombrados
Outro pacto permanece igual Tomando o imaginário Tomando narradores Tomando as ampulhetas
Um palácio de palmas Consumido para a vil adoração Um terceiro lugar ostentando A prática que retorce o remanso em contradição
Aos teus pés, fato vulnerável O olhar víbora ao esquecimento Essa loucura ergue a experiência Rearranjada ao colo da primeira tensão
O bem é esse acordo prezado com os ombros O demônio é logo ali, no espaço reservado As miudezas girando seu desgosto Como se carregasse um satélite nos ombros...












