Poeira
Refutar o barro, duvidar do sossego Tornar uma causa a materialização Do filho passivo-agressivo escondido Entre a uma sóbria vaidade
Acidentável traição Conjurada ante a paranoia O acesso vindo a galope Outra vez a linha de pupilas dilatadas
Estirada na encruzilhada Tomada como uma Roma Repousando aos pés do disfarce Que pontífices têm de trincheiras
Roer por desgosto o refúgio A capa, e a nudez do rei Até tornar-se personagem Infiel da necrópole
Sal injetado, o suspiro de toneladas Amido proibido, amido interrogado Dançando a morte por palavras abarrotadas De zelo e crença extraordinária
O monólogo inventa seu heroísmo Sozinho, sem um Otelo para Chamar de seu, sem Desdêmona Para invejar ou um deus ex machina para obstruir
Louvarei aos seus lábios sem cor Frutos súbitos da não existência A respiração de osso e forja Delirante de tão vampiresca
O regresso misericordioso Acrescido a vontade de mais um ato Debruçando sob a pele a estranha Sensação de desaparecer em vida












