La Croix
Mentindo em transe Passeando com palavras Com se dançasse pela língua Flor que se desenvolve
Numa desfeita entre os nós cegos Presumidos no velho novelo O pedantismo acidental que Enrijece o olhar, eis a tua medusa
Agora no lugar da valsa Descubro pelos outros A força que desenterra-se Junto ao corpo pequenas pérolas
Aos teus porcos, meus anos A boca voltada a palco, circuncisado O insulto, garfas batendo contra taças Como se comovesse melodias
O diabo ancorado, vencerá O véu despossado da ação O perfume do charme e então O enigma dos corpos nus elaborados
Silêncio! A navegação é próxima A ação carne-coletiva, besta de anunciação Buscará sua redenção se esfregando Aos pés do privilégio hostil de sua juventude
A pulsão assombrará o prisma Conversor de vaidades singulares Em êxtase fulminante ou a pressa Por vencer a decida nas escadarias
Esbarra na irresolução Agora, precipício emocionado Decifro as cifras dessa estrutura Como se mastigasse palácios com as unhas...















