A áspera mão transpassa-me Inventando outros riscos Antevendo à seus próprios deuses Adagas-moinhos que hão de perfura-lhes Passado posse Trazido dos céus aos jazigos Teu corpo não te pertence És instrumento e banquete Passando da publicidade aos vermes Anseiam-te a carne exposta e a fratura localizada Para contar estórias para povoaram tua pele Como carne de fino corte Demarcando-lhe tratados ainda vivo, Teoremas de radiografia Gritos de grilos, grilhões entre liberdades Ébrios e escolhidos a dedos por magos de cortinas Os olhos densos, as têmporas leves O balbuciar de lebres brancas O torso renovado em renomados deuses do placebo Eis um novo filo ati: Espera na fileira de Adônis O Narrador mutilado Digo, dissecado Enfim, consternado Sobre seus reles estômagos exibidos como indecências E não te demoras em admirações Inférteis e repetitivas Carecem de bálsamo Meu intrépido trópico de capricórnio Esta cantiga torta por ópio Veio dizer-te que não fugira da matriz E sim, experimentara efeitos do neo mandrix Presente na oratória de teus espelhos ressecados
O Corpo É Uma Folha de Louro, Pierrot Ruivo












