"scorpio quotes"
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"scorpio quotes"

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Ode ao Travesseiro
Não abraço um travesseiro.
Abraço uma ausência que aprendeu o formato dos meus braços.
Todas as noites ela pesa menos que um corpo e mais que um destino.
Há quem diga que devaneios não existem.
Mas quem os diz nunca precisou sobreviver a uma lembrança.
Porque há memórias que respiram.
Ainda vejo o movimento do teu cabelo obedecendo ao vento da porta.
Ainda vejo o cuidado com que afastaste o chapéu para falar perto do meu ouvido, como se uma gentileza merecesse cerimônia.
Lembro do brilho.
Não apenas o que colavas acima das sobrancelhas.
Lembro do brilho que nenhuma maquiagem fabrica: o das pessoas que não sabem fazer o mal.
Talvez nunca tenhas imaginado que um agradecimento tão pequeno moraria tantos anos na memória de alguém.
Mas ficou.
Ficou teu sorriso, recuando na cadeira como quem repousa depois de fazer o bem sem perceber.
Há noites em que abraço o travesseiro até ele deixar de ser tecido.
Nessas horas ele aceita o nome que lhe dou.
Não porque eu tenha enlouquecido.
Mas porque a solidão também precisa dormir.
É um conforto que dói.
Uma dor que consola.
Talvez toda esperança seja apenas isso:
continuar conversando com aquilo que já não responde.
Ou talvez não.
Nunca acreditei em verdades absolutas.
Por isso não afirmo que voltarei a encontrar-te.
Apenas recuso a desistir da possibilidade.
Enquanto houver um céu de estrelas, haverá um lugar onde minha saudade não precisa pedir licença para existir.
E amanhã, quando eu acordar, o travesseiro voltará a ser apenas um travesseiro.
Mas, por alguns segundos, antes que o mundo desperte,
tu ainda estarás ali.
The House of Many Voices
A poet sits alone.
Yet the room is crowded.
Different names. Different thoughts. Different worlds.
Fernando Pessoa wrote not as one self, but as many.
Perhaps identity is less a destination and more a constellation.
A collection of voices learning how to coexist.
Explore the story behind one of literature's most mysterious minds.
📖 Read more: https://worldliterature24.blogspot.com/2026/05/fernando-pessoa.html
Apenas Um Cumprimento
em outro universo existia um amor inteiro… e neste, talvez tenha restado apenas um aperto de mão.
Se nunca aconteceu, por que existe tão perfeitamente dentro de mim?
Há noites em que penso que a imaginação não cria — apenas recorda. Como se em algum ponto perdido do infinito eu tivesse realmente segurado tua mão naquele evento iluminado, enquanto o mundo nos olhava como quem assiste duas metades finalmente se encontrando.
Talvez exista um universo onde teu sorriso era meu endereço. Onde teu empoderamento não era muralha, mas apenas luz, e atrás daquela força toda existia um carinho silencioso que desmontava minhas defesas sem esforço algum.
Nesse outro mundo, éramos insuportavelmente felizes.
Passávamos pelas pessoas arrancando suspiros involuntários, não por sermos perfeitos, mas porque havia encaixe. Havia verdade. Havia amor.
E eu, que neste universo caminho como quem procura alguma coisa perdida, lá era apenas um homem simples com aliança marcada no tempo e paz no coração.
Às vezes penso no multiverso como quem pensa em saudade.
Loki talvez sorrisse da minha esperança. Kang diria que todas as possibilidades existem. Doutor Estranho talvez abaixasse os olhos, porque até ele aprendeu que alguns amores sobrevivem apenas como ferida cósmica.
Mas ainda assim eu pergunto:
Se a imagem parece tão real, se o sentimento atravessa meu peito como verdade, por que fui deixado exatamente neste universo onde nada aconteceu?
Talvez viver seja isso: carregar mundos inteiros que nunca existiram fora de nós.
E ainda assim… amá-los.
Porque há sonhos que doem mais do que a própria realidade. E há realidades tão vazias que sonhar se torna uma forma de permanecer vivo.
Não quero deixar minha vida. Só queria, por alguns instantes, abrir a porta certa do multiverso e encontrar você me esperando do outro lado.
Nem que fosse apenas para finalmente te abraçar...como nunca pude.
Hayat, bizim onu ​​nasıl yarattığımızdır. Seyahat, gezgindir. Gördüğümüz şey, gördüğümüz şey değil, olduğumuz şeydir.
( Fernando Pessoa )
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[ Antalya, Kemer, Çıralı, 22.09.2025 ]

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Nous attribuons généralement à nos idées sur l’inconnu la couleur de nos conceptions sur le connu : si nous appelons la mort un sommeil, c’est qu’elle ressemble, du dehors, à un sommeil ; si nous appelons la mort une vie nouvelle, c’est qu’elle paraît être une chose différente de la vie. C’est grâce à ces petits malentendus avec le réel que nous construisons nos croyances, nos espoirs – et nous vivons de croûtes de pain baptisés gâteaux, comme font les enfants pauvres qui jouent à être heureux. Fernando Pessoa, Le Livre de l’intranquillité, Christian Bourgois éditeur, 1999
Tocando em Frente a Escolta de Vagalumes
Caminho sem pressa, porque já aprendi que a pressa é só um medo disfarçado de destino.
Houve um tempo em que eu queria chegar — hoje, eu só quero entender enquanto sigo.
Cada passo meu carrega um pedaço do que fui: o menino que acreditava, o homem que se perdeu, e o silêncio que ficou entre os dois.
Aprendi que a vida não grita suas respostas, ela sussurra — no cansaço, na dor, e principalmente naquilo que a gente não consegue explicar.
Eu sigo.
Não porque sei pra onde vou, mas porque parar já não é mais uma opção.
E mesmo quando tudo parece escuro, há pequenas luzes — discretas, quase invisÃveis — me acompanhando no caminho.
Como vagalumes.
Eles não iluminam a estrada inteira, mas iluminam o suficiente pra eu não me perder de mim.
E quando tudo isso acabar, quando o caminho finalmente silenciar, eu não quero monumentos, nem lembranças grandiosas.
Quero apenas voltar.
Voltar ao inÃcio. Ao chão que me viu nascer. À terra que conhece meu nome antes mesmo de eu aprender a dizê-lo.
Porque no fim, viver foi isso:
seguir aprendendo sem entender tudo, caminhar mesmo cansado, e confiar que, mesmo na escuridão,
sempre estive sozinho.
Hoy, en Los dibujos del tiempo perdido, comenzando un nueva pieza de…
FERNANDO PESSOA.
Técnica mixta sobre lienzo
46x54cm
http://www.franzfrichard.com