Eu amo a Maiara?!
Às vezes me perguntam se isso é amor.
E eu paro.
Não porque não tenha uma resposta.
Mas porque existem sentimentos que a boca não consegue explicar; os olhos é que contam a história.
Como posso dizer que amo alguém com quem vivi tão pouco?
Como justificar um sentimento que desafia a lógica do tempo?
Talvez eu nunca consiga.
Porque o amor não assina ponto.
Não mede horas.
Não carimba calendário.
Ele simplesmente acontece.
Conheci apenas uma parte da Maiara.
Não conheci todos os seus defeitos, suas manias, seus dias ruins.
Também sei que uma parte dela vive apenas naquilo que imaginei que poderíamos ter sido.
E reconhecer isso não diminui o que sinto.
Pelo contrário.
Torna meu sentimento mais honesto.
Não digo que conheci toda a Maiara.
Digo apenas que a parte dela que encontrei encontrou uma parte de mim que eu nem sabia que existia.
Hoje não sonho seguir em frente
Mas sonho em mudar o passado.
Estudar a teoria multiversal, descobrir a viagem universal, para viver as escolhas que eram minhas, que você não morreria naquele dia.
O que dói não é apenas a ausência dela.
É a ausência da história que nunca tivemos a oportunidade de escrever.
Se isso é amor...
Não sei.
Talvez amor seja justamente isso:
Quando a pessoa deixa de ocupar apenas um lugar na memória e passa a ocupar um lugar na forma como você enxerga o mundo.
Quando você não deseja apenas estar com ela.
Deseja que ela tenha sido feliz.
Deseja que continue existindo, nem que seja em pequenas lembranças, em um sorriso inesperado, numa música, no perfume que aparece do nada ou na saudade que visita antes de dormir.
Não preciso convencer ninguém de que amo a Maiara.
Nem sei se conseguiria.
Talvez, se alguém me perguntasse, eu apenas chorasse.
E responderia:
"Às vezes o que a boca não consegue falar... os olhos dizem." ❤️












