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âSer o segundo piloto tinha suas vantagens, ainda mais realizando um sonho que ele jurou ser impossĂvel. Agora estava aqui, correndo pela Ferrari, subindo em pĂłdios e escutando o hino do seu paĂs tocando â nos raros momentos â. Mesmo com poucos anos como piloto, ele jĂĄ conseguiu marcos que outros jamais fariam em dois anos. Ele estava feliz, sua famĂlia estava orgulhosa, sua vida tinha melhorado bastante. Estava morando no melhor bairro de MĂŽnaco, vivendo entre os amigos e mulheres diariamente, trabalhando para sempre melhorar. Desde que entrou no lugar de Carlos Sainz Jr., todos o receberam muito bem. A Ferrari sabia que estava fazendo uma Ăłtima escolha, afinal, Seungcheol era o jovem promissor da FĂłrmula 1.
ââ O que vocĂȘ quer dizer? â Seungcheol forçou um sorriso, com medo das prĂłximas palavras do amigo.
ââ Ele quis dizer que vocĂȘ gosta da minha amiga. â Alexandra foi quem cravou o que ele sempre pensou, foi quem o fez tremer de medo e ficar paralisado, sem respostas. Seungcheol passou dois minutos olhando entre Charles, Alex e vocĂȘ na outra ponta, tentando raciocinar o que poderia falar, mas morrendo de vergonha enquanto escutava a risada do casal.
ââ Eu nĂŁo estou te entendendo⊠O que vocĂȘ quer dizer? â O coreano segurou suas mĂŁos, conseguindo sua atenção completamente. Se ele nĂŁo fizesse isso agora, nĂŁo teria mais oportunidade.
ââ Como eu poderia nĂŁo gostar? VocĂȘ me tem desde o inĂcio, nĂŁo deixarei isso acabar. Eu sou louco por vocĂȘ, mas sempre pensei que sentia Ăłdio. Eu estava enganado, na verdade sentia ciĂșmes de sempre te ver com Charles, ou Lando, Lewis. Sempre quis ter sua atenção apenas para mim, vocĂȘ toda.
âVocĂȘ juntou as sobrancelhas, mas logo entendeu o motivo de ele dizer isso quando te puxou pela cintura, colando os lĂĄbios com os seus. Isso te pegou de surpresa, entretanto, ainda conseguiu retribuir. Seungcheol te beijou tranquilamente, mergulhando a lĂngua dentro da sua boca, puxando seus lĂĄbios e te deixando sem fĂŽlego.
âQuando finalmente ele resolveu parar, vocĂȘ estava ofegante, olhando para ele impressionada. JĂĄ tinha uma ideia de que ele beijava bem, mas nĂŁo imaginava que seria tĂŁo bom.
âEle em primeiro, Charles em segundo e Lando em terceiro. Esse seria o pĂłdio de hoje. Carlos em quarto, Hamilton em quinto e Verstappen em sexto.
âSeungcheol notou que o resultado de hoje foi completamente diferente do de costume, e ele tendeu a crer que isso tinha a ver com vocĂȘ. Que, por falar nisso, ainda estava na garagem dele, impressionada com aquele resultado e acompanhando sua entrevista para os jornalistas. VocĂȘ ficou completamente envergonhada quando ele comentou que sua bĂșssola de sorte estava aqui, como aconteceu na AustrĂĄlia.
âDepois das entrevistas, ele subiu ao pĂłdio com seus amigos, a bandeira do seu paĂs erguida e o hino coreano tocando. Seu sorriso de felicidade mostrava como Seungcheol estava orgulhoso de si mesmo. Principalmente do seu resultado de hoje, ele se superou. Tudo por causa de vocĂȘ, sempre vocĂȘ! Lando e Charles derramaram champanhe nele, assim como ele retribuiu e, de sobra, jogou na plateia. Todos estavam comemorando com ele, principalmente vocĂȘ, batendo palmas e sorrindo. Seria um dia para jamais ser esquecido, vocĂȘ sabia muito bem disso, Seungcheol principalmente. O dia do seu pĂłdio, o primeiro beijo, a declaração... ele jamais esqueceria.
âMais tarde, ainda no paddock, enquanto vocĂȘ parabenizava seu amigo Charles, Seungcheol acabou te encontrando novamente. Dessa vez, vocĂȘs tiveram bastante o que conversar.
ââ NĂŁo tive a chance de te parabenizar, vocĂȘ anda recebendo muita atenção hoje. â VocĂȘ sorriu, observando enquanto ele segurava suas mĂŁos novamente.
ââ E eu precisava te dizer obrigado. Foi por sua causa que eu venci, vocĂȘ me traz sorte.
ââ Mas eu nĂŁo fiz nada.
ââ VocĂȘ me assistiu correndo, isso me deu forças para vencer hoje. Queria fazer melhor por vocĂȘ. Queria que sentisse orgulho de mim, queria te agradar. E consegui! Aparentemente, eu consegui o que queria. â Seungcheol te puxou pela cintura outra vez. VocĂȘ conseguia sentir o cheiro de champanhe que ainda saĂa do macacĂŁo dele e de seu corpo.
ââ E o que vocĂȘ queria tem a ver comigo?
ââ Agora vocĂȘ estĂĄ me entendendo. â VocĂȘ sorriu, juntando as testas. â Estou saindo de Miami com um pĂłdio, uma garota, trouxe felicidade para os ferraristas e ainda deixei o Verstappen em sexto lugar. Caralho, isso foi melhor do que eu imaginava.
âO piloto te beijou, ainda com o corpo cheio de felicidade e completamente em ĂȘxtase. Talvez ser ferrarista nĂŁo seja tĂŁo ruim.
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Sim Jaeyun (Jake) x Reader
Sinopse: depois do show onde Jake tirou a camisa e enlouqueceu seus fĂŁs, no dormitĂłrio ele resolveu ser um pirralho com a sua manager. Ele sĂł havia esquecido que ela poderia muito bem domestica-lo.
Avisos: +18, conteĂșdo sexual explĂcito, NSFW, smut pesado, female dom Ă male sub, brat taming, bondage, slapping, choking, hair pulling, degradation, possessividade e ciĂșmes, power imbalance, rough sex, creampie, exo sem camisinha, resistance play.
ă OÂ assunto do momento estava repercutindo entre os fĂŁs do mundo todo, todos tinham visto o que Sim Jake, integrantes do grupo enhypen, tinha feito durante um dos shows dos meninos pela Coreia do Sul. Sempre era de se esperar algum cantor famoso tirar suas camisas e jogar do palco para os fĂŁs, alguns mimos para agradar seu pĂșblico. Mas dessa vez havia sido diferente, ele ainda era um bebĂȘ â para mim â, nĂŁo poderia fazer essas coisas pelos lugares. Mas bem no fundo, lĂĄ no fundo mesmo, eu queria que ele tivesse de fato feito isso, assim eu fodia ele ainda mais forte com todo esse tesĂŁo acumulado.
â Boa noite, garotos. â eles sorriram para a mulher que saiu trancando a porta de volta. Levantei do sofĂĄ para recebĂȘ-los e saber como estavam os meus garotos preferidos, eu amava tanto eles. â Como foi o show, garotos? â me aproximei deles e os mesmos se animaram em me ver tĂŁo de pertinho.
â Foi Ăłtimo, eu gostei bastante de hoje. Tinha muitas pessoas assistindo a gente.
â Noona, vocĂȘ viu o que o seu namorado fez no show? â Olhei para Jake, e ele tinha um sorriso sarcĂĄstico no rosto. Sim, eu conhecia aquele sorriso dele, era quando suas desobediĂȘncias começavam. Mas de hoje vocĂȘ nĂŁo me escaparia, esse garotinho mal criado estava merecendo uma punição por tudo que vem fazendo. â Ele tirou a camisa na frente de todo mundo, noona.
â Hoje eu nĂŁo vou levar ordens dela, sai fora. â cruzou os seus braços na minha frente e levantou uma das suas sobrancelhas. Soltei novamente outra risada. Era incrĂvel como ele falava isso todos os dias, mas sempre acabava sendo o meu submisso, vocĂȘ nĂŁo me engana mais, Jake.
â Garotos, eu deixei comida feita para vocĂȘs em cima da mesa. â eles gritaram um sim da cozinha e Jake permaneceu parado na minha frente. â VĂĄ comer Jake, vocĂȘ precisa de energia.
â Eu estou mandando vocĂȘ ir comer agora, Jake! Para de me provocar, hoje nĂŁo estou entrando nos seus joguinhos. â me aproximei do garoto que descruzou os seus braços e parecia um pouco preocupado. SerĂĄ que agora ele ficou realmente com medo? TĂŁo incompetente.
â NĂŁo fique assim, os garotos podem entrar aqui e te ver dessa forma. â Joguei minha cabeça para o outro lado.
â Quem sabe eles nĂŁo entrem e sejam bons para a noona⊠â escutei o suspiro dele. Sabia que ele tinha ciĂșmes de mim, muito ciĂșmes mesmo, e eu gostava de usar isso quando ele começava a provocar.
â Que seja, eles nĂŁo vĂŁo ser melhores do que eu mesmo.
â Querido, venha aqui e faça uma massagem em mim. Queria descansar um pouco e vocĂȘ sabe fazer isso tĂŁo bem, eu estou cansada. â fechei os meus olhos enquanto esperava ele fazer o que pedi.
â Pronto, jĂĄ acabei. â saiu de cima de mim rapidamente.
â Jake, volte aqui e termine a massagem.
â Eu nĂŁo vou, vocĂȘ nĂŁo manda mais em mim. â Meu sangue jĂĄ estava fervendo de tanta raiva com essa marra toda dele. Levantei da cama em um pulo e encontrei ele parado com os seus braços cruzados prĂłximo da mesma, estiquei meu braço e toquei a regiĂŁo do seu pescoço, onde apertei com uma certa força e ele me olhou.
â Calado Jake, eu nĂŁo pedi para vocĂȘ falar nada. â me aproximei dele lentamente e esperei ele tirar tudo do seu corpo, jogando ao chĂŁo. Perfeito, que corpo maravilhoso. â Deita na cama. Agora. â Ele olhou para as minhas mĂŁos e fez o que havia pedido, deitou-se na cama e eu sentei em cima dele, bem prĂłximo do seu membro. Quando tentei segurar uma de suas mĂŁos, ele foi mais rĂĄpido que eu e segurou ambas as minhas. â Me solte, Jake.
â Noona, vocĂȘ sabe que eu nĂŁo gosto de ficar amarrado, eu nem consigo te sentir desse jeito. Por favor, noona.
â Jake, me solta agora! â o garoto suspirou fundo e soltou minhas mĂŁos, peguei uma delas um pouco rĂĄpida e puxei para cima, onde passei as algemas e depois na cabeceira fina da cama, com a outra eu fiz a mesma coisa e prendi ambas mĂŁos ali. Ele estava todo mercĂȘ, apenas para mim e eu nĂŁo podia estar mais do que feliz em vĂȘ-lo assim, diferente dele que parecia aborrecido pela forma que estava. Soltei uma risada fraca. â Ultimamente vocĂȘ anda tĂŁo malcriado comigo, Jake. Acho que precisarei te fazer aprender um pouco das coisas, e se lembrar de quem manda em vocĂȘ.
â Eu nĂŁo preciso aprender mais nada, noona. â segurei seu pau ereto e passei minhas mĂŁos por ele, movimentei de cima para baixo lentamente e vendo o garoto olhar aquele momento um pouco constrangedor, queria se soltar das algemas, mas talvez agora nĂŁo daria certo. Eu queria vĂȘ-lo implorando para pedir-te alguma coisa. Passei um pouco rĂĄpido de cima para baixo e sentei entre suas coxas, comecei a olhar sua intimidade que começava a ficar dura, presumi que ele jĂĄ estava quase pronto para entrar dentro de mim.
â NĂŁo fale isso, noona. â ele ficou um pouco constrangido e eu ri fraco. â Entra, por favor! â Soltei um suspiro e apoiei minha mĂŁo na sua regiĂŁo abdominal. Movimentei de cima para baixo rapidamente e impulsionando ainda mais o tesĂŁo nele.
â Noona⊠â tentou puxar suas mĂŁos mas foi uma tentativa falha.
â Porque vocĂȘ nasceu para ser o meu lindo submisso. â movimentei com um pouco mais de força e ele gritou, nĂŁo tĂŁo alto.
â ______, por favor. â sim, esse era o meu ponto mais fraco, quando ele implorava para entrar, quando ele gemia loucamente e pedia para ficar dentro de mim. Agora diga meu bem, diga que vocĂȘ nĂŁo combina sendo um submisso, me fale que vocĂȘ nĂŁo nasceu para isso.
â Olhe, Jake, veja como vocĂȘ implora para entrar dentro de mim.
â Noona, por favor, deixe-me entrar nessa sua boceta gostosa. â Soltei uma risada baixinha e apertei seu pescoço. â Me fode com força, por favor!
â SerĂĄ que devo colocar ou nĂŁo? â Ele me olhou com dificuldade e gemeu outra vez.
â Coloque, me use e abuse por favor. Deixe-me entrar bem fundo e penetrar rapidamente, me bate enquanto transa comigo e depois goze em cima do meu pau, me mela todo com o seu mel. â Ele sabia como usar suas provocaçÔes contra mim, sabia dos meus pontos fracos e de me manipular ao seu favor. Ele deixava-me louca, quase subindo pelas paredes para tĂȘ-lo dentro de mim. VocĂȘ mexia tanto com os meus hormĂŽnios e principalmente com a minha boceta. â Vai, ______, fode seu garoto. Senta todinha em cima de mim. Olha como eu estou todo entregue para vocĂȘ.
Ouvir aquilo tinha sido o meu limite completamente, nĂŁo tinha como me segurar quando ele dizia essas palavras todas. VocĂȘ me destrĂłi, Jake. Segurei seu pau outra vez e levantei minhas pernas, lentamente eu fui colocando aquele membro dentro de mim e ele como era esperto empurrou com suas pernas profundamente, acabei gemendo fraco quando senti isso. Segurei meus cabelos em um rabo de cavalo e comecei a cavalgar em cima dele lentamente, esse que me olhou e negou em reprovação, nĂŁo era disso que ele precisava e muito menos eu, mas tudo bem, eu entendo que goste de rapidez.
Ele soltou um gemido alto quando acelerei e fechei meus olhos depois, agora sim estava fazendo as coisas que precisava como ouvi-lo gemendo o meu nome. Meus cabelos caĂram e os joguei para trĂĄs, com isso, acelerei meus movimentos outra vez e arranhei seu abdĂŽmen novamente. Se ele agora estava tĂŁo para a frente assim tirando suas camisas de show em show, por que nĂŁo aproveitava para deixĂĄ-lo um pouco marcado antes de tirĂĄ-la novamente?
â Diz agora que vocĂȘ nĂŁo me obedece mais?! â segurei seu rosto com uma das mĂŁos e apertei minhas unhas nas suas bochechas, ele fechou seus olhos quando notou as mesmas pressionando com uma certa força e gemeu rouco com a dor. â Diz, Jake. â Minha mĂŁo acertou um dos seus rostos com um tapa e ele gemeu novamente. â Diz o que vocĂȘ estava dizendo minutos atrĂĄs? Eu quero escutar!
â Noona⊠eu te amo. â mordi meus lĂĄbios quando ouvi isso. â Mais rĂĄpido. Por favor.
â Me desculpa por ser um pirralhos, noona. â revirei meus olhos e acertei outro tapa nele, suas bochechas jĂĄ estavam vermelhas.
â Desculpa pelo o que, porra?
â Desculpe por estar sendo um garoto desobediente. Por querer pagar de macho alfa sem ser. â isso querido, era disso que eu queria ouvir. Fechou seus olhos e soltou um gemido alto quando eu acelerei mais rĂĄpido que o normal. â _______, sim. â a cama balançava de um lado para o outro e dava-se para ouvir os rangidos talvez de fora do quarto. Eu sempre disse para Jake que odiava quando sua cama começava com essas palhaçadas e os garotos ouviam tudo ao lado de fora, eles jĂĄ sabiam quando estĂĄvamos transando ou nĂŁo, sua cama estragava tudo.
Observei que ele ainda tentava se soltar em meio do prazer que proporciona e acabei soltando uma risada fraca com isso. Deslizei minhas mãos junto com meu corpo diante dele e fiquei próxima da sua boca, o que fez ele me olhar pelos cantos dos olhos, passei meus dedos pelos seus låbios e suspirou fundo. Não aguentei aquilo e acabei beijando seus låbios com toda a força que ainda me tinha, esse garoto era perfeito, Deus, perfeito demais.
Enquanto eu provava dos seus låbios e cavalgava em cima do seu pau, minhas mãos passavam pelo corpo dele em forma de uma pequena provocação, aposto que ele queria tanto me tocar mas não podia nesse momento. Voltei para a minha posição normal, jå que senti meu corpo doendo e observei seus olhares passeando por mim, estava quase reclamando provavelmente.
â Noona, os seus seios estĂŁo balançando tanto na minha cara, eu sĂł queria passar a minha lĂngua por eles e chupa-los com força. â Ele falava apenas para soltĂĄ-lo, mas nĂŁo funcionou, entenda isso.
â Jake, sua noona cansou. Por que agora vocĂȘ nĂŁo me fode?
â Me solte entĂŁo noona. â neguei.
â NĂŁo querido, vocĂȘ irĂĄ me foder dessa forma que estĂĄ. â Deitei-me na cama e vejo ele tirando seu corpo e deixando seus braços cruzados.
â Por que tĂŁo mal, noona? â mordi meus lĂĄbios e fiquei bem embaixo do seu corpo, senti o seu calor prĂłximo do meu e aquilo jĂĄ estava me excitando ainda mais. Abri minhas pernas completamente e segurei seu pau sem conseguir vĂȘ-lo.
â ______, por que tĂŁo gostosa? â olhou para seus braços que provavelmente deveria estar doendo pela forma como estavam, mas nĂŁo liguei muito para isso, ele merecia sentir todas essas dores, merecia se comportar como meu ĂŽmega a partir de agora. Veremos se vocĂȘ nĂŁo entrarĂĄ na linha novamente. â ______.
â Jake. â Meu corpo se contrariou um pouco mais e entĂŁo acabei tendo o meu orgasmo em cima dele, minha respiração havia saĂdo dos eixos com isso e principalmente o meu corpo que agora suava como nunca.
Levantei meu corpo e deixei um pequeno beijo em seus låbios, deixei a cama onde eståvamos enquanto escutava ele deitando e voltando a posição de antes, procurei pela minha gaveta as chaves e achei logo em seguida, voltei para onde o menino estava e soltei seu braço de onde estavam presos. Joguei a algema junto da chave em cima da escrivaninha e ele me puxou rapidamente para cima do seu corpo outra vez, minha cabeça repousou no seu abdÎmen e suas mãos começaram a passear pelo meu corpo.
â Hoje vocĂȘ foi Ăłtimo, soube me obedecer muito bem. â escutei sua risada fraca.
â Eu estava com minhas mĂŁos presas.
â Que seja. Mesmo assim, eu gostei de tĂȘ-lo mais uma vez assim, vocĂȘ sempre foi assim, querido.
â Talvez irei ser desobediente mais vezes se for para tĂȘ-la dessa forma. â dessa vez eu quem ri e bati lentamente em um dos seus ombros. Ele nĂŁo tinha jeito mesmo. Mas fazer o que, eu adorava o seu lado brat. â Posso te pedir para usar em mim uma tiara e um plug de gatinho, na prĂłxima vez? ă
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Park Jongseong (Jay) x Reader
Sinopse: Jay sĂł queria descansar naquele final de semana, no entanto, com o convite de seu amigo, ele considerou ir ao baile funk. E lĂĄ encontrou a mulher mais louca e encantadora, tendo uma das melhores noites com ela.
Avisos: +18, conteĂșdo sexual explĂcito, NSFW, smut pesado, female domination Ă male submission, power play, light bondage, oral sex (mencionado), handjob, riding, consumo de ĂĄlcool, dinĂąmica de "garotĂŁo tĂmido" Ă mulher dominante.
Tirou o seu celular do carregador e olhou o que tinha de emocionante naquele momento, alguma notĂcia, mensagem, ligação, qualquer coisa que seja. Seus amigos eram os Ășnicos que haviam enviado uma mensagem hĂĄ duas horas atrĂĄs, querendo saber se ele iria para o baile funk que se iniciaria Ă s seis da noite. Agora eram cinco e pouco da tarde, logo mais começaria, e ele nem ao menos deu alguma resposta para os parças. "Baile funk hoje, vamos?". Leu pela segunda vez a mensagem do amigo e pensou mais um pouco. O que exatamente iria dizer? Seria partir para o baile funk, encher a cara e amanheceu de ressaca para o trabalho? Ou seria melhor permanecer em casa e descansar dos dias que passou trabalhando? Mas isso logo perdeu a importĂąncia, visto que ele se decidiu. "Acordei agora, parça. Vamos chegar nesse baile. Vou me arrumar e te encontrar aqui em casa, beleza?!" ~ ĂĄudio enviado Ă s 17:15
â MĂŁe? â mordeu os seus lĂĄbios lentamente enquanto esperava por ela. A mulher, ao notar que o filho estava muito arrumado, logo levantou uma de suas sobrancelhas e tentou entender para onde aquele moleque estava indo. E ainda por cima, com um sorriso no rosto?
â Amiga, espera sĂł um momento. Eu voltarei logo. â tirou o celular de seu ouvido e o deixou em cima do balcĂŁo de cozinha. â Para onde vocĂȘ pensa que vai, Jongseong?
â Baile funk, mĂŁe. Volto antes da uma da manhĂŁ. â a morena levantou mais uma vez a sua sobrancelha.
â Antes da uma da manhĂŁ? Ficou maluco!? Eu quero vocĂȘ em casa Ă s doze.
â TĂĄ bom, tanto faz... mas eu vou no seu carro. â piscou para sua mĂŁe e seguiu para a sala desta vez, pegando as chaves do carro que estavam no chaveiro perto da porta.
â E aĂ, mano. â cada um se cumprimentou enquanto entravam no carro e sorriam para ele, que estava dirigindo. â Sua mĂŁe deixou vocĂȘ vir no carro dela?
â Eu avisei depois que 'tava saindo de casa. â eles riram.
â Ela estĂĄ sozinha em casa? â aquele outro garoto, mesmo sendo muito novo, sentia uma forte atração pela mĂŁe do seu amigo. E mesmo Jay xingando ele, adoraria ter um amigo entrando para a sua famĂlia...
â Respeita o seu futuro padrasto, parça. â novamente eles riram.
â VocĂȘs poderiam me dizer onde vai ser o baile?
â Vai seguindo, eu digo as ruas. Ă aqui perto.
Enquanto os seus amigos diziam a cada cantinho que deveria seguir, o clima dentro do automĂłvel estava bem legal, eles conversavam bastante, marcavam outro "rolĂȘ" para a semana que vem e colocavam a conversa em dia. Seus amigos eram brasileiros, claro, ele era o Ășnico americano-coreano presente ali. Mas tudo bem, estava tudo indo Ă s mil maravilhas, todos gostavam dele, apenas por ser uma boa pessoa como era com os amigos e com os em volta. Jay ligou o som de seu carro, deixando os amigos colocarem a mĂșsica via som e celular, pelo Bluetooth.
â EstĂĄ surdo, porra? Eu disse para chegar nela. â ele se assustou depois que entendeu.
â Como eu faço isso?
â Diz que gostou dela, mano. Sei lĂĄ, tenta puxar um pouco de assunto com ela.
â Acho melhor nĂŁo. â ele empurrando o amigo, agora Jay estava mais um pouco prĂłximo dela, contudo, travou no mesmo segundo. Seu amigo acabou rindo fraco e tirou as mĂŁos de suas costas, caminhando para outro lugar da festa, atrĂĄs de mais uma cerveja.
â NĂŁo, americano e coreano. Mas eu moro no Brasil jĂĄ tem dez anos. â ela levantou uma das sobrancelhas e mordeu os prĂłprios lĂĄbios lentamente. Mesmo nĂŁo querendo, jĂĄ sabia o quanto estava desejando pelo coreano.
â Legal. Quer sair daqui? â sem esperar uma resposta, Ă s mĂŁos dela deslizaram pelo braço do rapaz e prenderam-se em torno de sua mĂŁo, o puxando para longe daquele barulho todo.
â NĂŁo, eu estou dirigindo. â ela soltou uma risada e viu o quanto ele era um menino prudente. Quando pegou a latinha, entregou o dinheiro certo para o moço e sorriu logo em seguida.
â Vem comigo. â Ele logo confirmou enquanto via ela abrindo a latinha, depois de higienizar com seus prĂłprios dedos e seguir para outro lugar, ainda mais longe dos outros jovens.
â Eu adoraria conhecer a sua casa. Mas vocĂȘ mora sozinha? â ele congelou depois que soltou aquilo, estava bem nervoso e um pouco constrangido.
â Foi recente, uns dois meses apenas. Casa alugada, perto do trabalho e da faculdade. Mas me sinto bem morando sozinha. Os filhos precisam sair das asas dos pais. â ela riu de si mesma.
â Sim, eu entendo e concordo.
â Mas entĂŁo, vocĂȘ vai me foder ou nĂŁo? â o jovem arregalou os seus olhos quando escutou aquilo, logo sentindo uma sensação estranha pelo seu corpo. Estava levemente incomodado com algumas coisas, mas nenhuma era por causa dela ou de suas palavras. SĂł nĂŁo sabia dizer o que era exatamente.Â
â Aqui? â novamente ela soltou uma risada e bebeu a cerveja.
â Calma garotĂŁo, vocĂȘ pode colocar esse seu pau dentro de mim lĂĄ em casa. â piscou e novamente sorriu. â Adoraria ver a forma como vocĂȘ domina uma mulher. â ela sussurrou aquelas palavras obscenas em seu ouvido e ele sentiu a sensação estranha percorrendo todo o seu corpo.
â Posso colocar a localização? â ela apontou para o GPS grudado no vidro do carro e voltou o olhar para o seu garoto.
â Por favor. â Jay apertou suas mĂŁos contra o volante e tirou seu carro do meio fio, olhando o mapa da casa daquela garota. NĂŁo era tĂŁo longe assim, tanto que o prĂłprio GPS avisou que chegariam em dez minutos.
â 'CĂȘ parece tenso, aconteceu algo, amor? â o olhar da garota parou brevemente no rapaz, enquanto ele dirigia bem nervoso aquela pista de mĂŁo Ășnica.
â Diga-me querido? â pousou a sua mĂŁo na coxa dele calmamente e apertou logo apĂłs. Sentiu quando Jay se assustou com o toque, contraindo sua perna, e riu dele. â Te deixo nervoso, Jay? â as pequenas mĂŁos subiram lentamente enquanto apertavam a carne sensĂvel do rapaz.
â Quando chegar na minha casa, o seu nervosismo passa enquanto vocĂȘ me foder. â por fim, apertou fortemente a intimidade ainda coberta do rapaz e o olhou por um breve momento.
â NĂŁo diga essas coisas. â as bochechas dele se formaram em tons claros do vermelho, indo cada vez mais para algo visĂvel. Claro que ela achou aquilo muito fofo e desejou ainda mais que chegassem em sua casa logo.
â Pode deixar aqui, a rua costuma ser calma. â ela piscou e tirou o cinto de seu corpo, saindo do HB20 logo em seguida e vendo o seu convidado fazer o mesmo. Foi tirando as chaves de seu bolso e abrindo o portĂŁo da casa, olhando para os seus vizinhos e vendo se nĂŁo tinha nenhum fofoqueiro a vendo ou comentando algo.
A menina jogou ele em sua cama e sĂł entĂŁo Jay conseguiu voltar ao raciocĂnio. Seu corpo logo subiu em cima dele, deixando cada perna em um lado do corpo dele e sorrindo brevemente. Puxou a camisa do rapaz e logo beijou os lĂĄbios tĂŁo deliciosos de Jay. Ela desejava por isso jĂĄ tinha algum tempo, queria aqueles lindos lĂĄbios junto com os seus e aquela maravilhosa boca perto da sua intimidade. O gostinho da cerveja nĂŁo incomodava ele, costumava beber quando nĂŁo dirigia. Apertou brevemente o pescoço dele e soltou uma pequena risada entre o beijo, nĂŁo deixando de morder os lĂĄbios masculinos vez ou outra. O loiro estava adorando essa reviravolta toda, mas nĂŁo deixou de tentar dominar aquela mulher em cima dele. Algo que nĂŁo aconteceu de primeira â e nunca iria acontecer enquanto ela for a escolhida por homem que for â. Ela mordeu novamente os lĂĄbios quando percebeu o quĂŁo gostoso ele era, ou na verdade estava ficando, aqueles mĂșsculos ainda se formavam de acordo com o tempo e a sua puberdade, que jĂĄ estava no fim.Â
â O que vocĂȘ estĂĄ tentando fazer, Jay? â ela nĂŁo pĂŽde deixar um sorriso escapar de seus lĂĄbios, ainda mais depois que o via tentando tirar as roupas dela.
â Ă claro que vamos, eu estou louquinha para transar com vocĂȘ. Mas serĂĄ do meu jeito e como eu quero. VocĂȘ fica aĂ e aproveita os prazeres que eu vou te dar. â empurrou o corpo magro e levemente musculoso do rapaz para a cama enquanto apertava o pescoço do mesmo.
â Mas vocĂȘ disse que eu iria te foder. â ela riu fraco e negou em seguida.
â Porra. â foi o que ele respondeu enquanto levantava o seu tronco para conseguir encarar a mulher, a provocação era realmente muito boa, ele estava amando sentir suas pequenas mĂŁos, mesmo que ela estivesse começando agora. Desceu a cueca dele rapidamente e deixou pelas suas coxas mesmo, nĂŁo estava mais querendo perder o seu precioso tempo com coisas desse tipo, queria logo começar a noite.
Realmente ele iria gritar muito nessa noite antes de voltar para sua casa, afinal de contas, Jay nĂŁo havia encontrado nenhuma outra mulher como aquela. TĂŁo louca como ela era, e ela gostava de ser tratada como tal. Ela sorriu ao escutar aquilo e nĂŁo pensou duas vezes em atender ao pedido tĂŁo doce dele, como negar isso? Ainda mais sendo o que ela era.
â Como poderei negar a um pedido tĂŁo dengoso desses? â ela riu fraco.
â Gostou da visĂŁo? â ele assentiu sem pensar duas vezes. â Pois aposto que vai gostar ainda mais quando eu montar nesse pau gostoso. â ela dizia enquanto subia novamente na cama e se arrumava entre as pernas dele, agora borbulhando de vergonha e tesĂŁo.
Com certeza Jay iria amar e desejar cada vez mais.Â
â Hoje serĂĄ um culto muito longo e comemorativo. Felizmente nossa Yeji cumpriu sua missĂŁo e trouxe a nossa convidada tĂŁo aguardada. Vamos aplaudir a nossa convidada permanente. â VocĂȘ ficou tĂmida com as palmas, mas tentou entender o significado de tudo. O que Yeji tinha feito? Porque a missĂŁo dela era te trazer aqui? E o principal, o que ele queria dizer com permanente?
Suas perguntas foram logo respondidas quando o culto começou, quando ele propagava suas palavras, dizendo como cada fiel precisava continuar seguindo a ele para ter um caminho digno. Mas foi quando ele convidou uma pessoa para subir ao altar, falando sobre como estava feliz por ele ser o sacrifĂcio daquele culto. Isso te deixou ansiosa e principalmente nervosa. E as cenas a seguir diante dos seus olhos te deixam desesperada. O homem de meia idade, foi realmente sacrificado por Minghao de forma brutal. Ele arrancou seu coração enquanto escorria sangue de suas mĂŁos, lambendo e provando. Aquela cena te deixou tĂŁo horrorizada que vocĂȘ gritou em meio aos aplausos das pessoas. VocĂȘ iria morrer, estava aqui como sacrifĂcio.
Por mais que tentasse fugir, foi impossĂvel, enquanto a multidĂŁo ficava no seu caminho, um daqueles homens de vermelho te segurava, atendendo ao pedido de Minghao e te levando para outro cĂŽmodo da igreja. Naquele local, vocĂȘ ficou com muito mais medo, havia uma estĂĄtua enorme com o desenho de LĂșcifer, o anjo caĂdo e mais ao lado outra menor, com a cabeça de um bode com chifres. Isso era uma seita satĂąnica e vocĂȘ estava aqui como oferenda, um sacrifĂcio.
Quando Minghao entrou na sala, vocĂȘ ainda estava chorando pela imagem que viu. Ele deixou que vocĂȘ tivesse seu momento para conseguir explicar melhor tudo o que estava acontecendo. E quando isso aconteceu, vocĂȘ chorou ainda mais. Sim, realmente vocĂȘ seria uma oferenda, mas para ele como uso pessoal, nĂŁo como aquele homem ao qual se sacrificou para mostrar seu amor e devoção. Existiam dois tipos, o sacrifĂcio que seus fieis faziam em devoção a ele, mostrando que estavam preparados para seu lĂder consumir de um sangue puro â eles passavam por um processo de purificação de dois meses antes do sacrifĂcio â.
Os rituais aconteciam uma ou duas vezes ao mĂȘs e era o evento onde todos participavam. Geralmente os fieis passavam por um processo de purificação para terem seu corpo, mente e alma completamente puros novamente. Eles se isolaram dos demais e usavam roupas diferentes, para todos saberem que estavam no processo de purificação. EntĂŁo, sĂł quando estavam completamente prontos, eles se sacrificaram para Xu Minghao. VocĂȘ sentia vontade de chorar sempre que lembrava que todos eles estavam fazendo isso por livre vontade.
Durante os oito meses aqui, Minghao vinha te visitar todas as noites, entrava para jantar com vocĂȘ â na verdade apenas te ver â, conversava apenas o bĂĄsico e voltava para a casa dele. Ăs vezes ele trazia suas compras para vocĂȘ se manter por mais alguns meses. Em todos esses momentos, ele nunca foi rude ou fez algo contra vocĂȘ, muito pelo contrĂĄrio, ele evitava falar mais do que o bĂĄsico e tentava ser educado, mesmo sendo difĂcil. Entretanto, naquela noite, vocĂȘ estava cansada disso tudo, de ter escolhido vir aqui, de nĂŁo ter a sua vida, de ser apenas uma oferenda qualquer. E entĂŁo enfrentou ele com as dĂșvidas que tinha.
â EstĂĄ calada. â ele comentou, mesmo nĂŁo vendo-o, vocĂȘ sabia que ele estava olhando para vocĂȘ, esperando uma reação.
â Minghao, porque eu ainda estou viva? â vocĂȘ observou pela janela a noite mal iluminada, o que deixava lĂĄ fora um ambiente assustador. â Porque vocĂȘ nĂŁo me mata? Assim como faz com os seus fieis?
â Se vocĂȘ queria morrer, era sĂł ter me falado mais cedo. â VocĂȘ virou o rosto para ele, vendo como as palavras pareciam terem atingido. VocĂȘ ficou surpresa em precisar usar tĂŁo pouco.
â Porque eu estou aqui? Porque vocĂȘ me escolheu? VocĂȘ nunca me responde nada.
â Eu jĂĄ disse que vocĂȘ nĂŁo precisa saber dos detalhes.
â Mas eu quero. Eu quero saber o que te motivou a me escolher. O que foi que te chamou a atenção? VocĂȘ nĂŁo me matou ainda por um motivo. Eu quero saber qual. â foi muito rĂĄpido a forma como ele se colocou ao seu lado, apertando seu pescoço com força e te colocando contra a parede. VocĂȘ viu quando os olhos dele mudaram de cor, um mais preto.
â Minghao⊠â ele te beijou rapidamente, com um desejo intenso que vocĂȘ nunca viu antes. Na verdade, esse era o primeiro contato Ăntimo de vocĂȘs, o demĂŽnio nĂŁo gostava de passar muito tempo perto de vocĂȘ.
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Nishimura Riki (ni-ki) x Reader
Sinopse: fazer aquela trilha nĂŁo seria uma boa ideia; agora estava perdida e sem suas amigas por perto. Sua sorte foi ter encontrado Nishimura Riki e ele ter oferecido sua casa para vocĂȘ ficar, alegando que a deixaria na cidade no outro dia. Entretanto, quanto mais os dias se passavam, mais vocĂȘ se perguntava se ele realmente a levaria embora ou se vocĂȘ estava exatamente no lugar onde ele queria que estivesse.
Avisos: +18, conteĂșdo sexual explĂcito, NSFW, dark romance, sequestro, cativeiro espiritual e psicolĂłgico, sĂndrome de estocolmo, manipulação mental, assassinato, urban fantasy, sobrenatural, non-human, demon!au, yandere, manipulative male lead, fake safe haven, plot twist. 13.5k de palavras.
The Walls - Chase Atlantic
ă VocĂȘ sabia que nĂŁo seria uma boa ideia entrar nesse lugar, desde sempre percebeu a forma como essa floresta parecia calma demais, sem pĂĄssaros em volta, nenhum animais fazendo algum tipo de barulho, coisa que seria mais real. Era apenas uma densa floresta muito silenciosa, Ă s ĂĄrvores nem sequer mexiam com o vento, tudo estava parado. VocĂȘ ficou com medo a partir do momento em que elas te mostram o lugar, foi a Ășnica que questionou tudo isso, ao qual avisou que nĂŁo seria bom participar de uma trilha em um lugar tĂŁo estranho, sentiu um pressentimento tĂŁo ruim. Mas elas nĂŁo te escutaram, na verdade, nem se importavam com vocĂȘ, apenas disseram que vocĂȘ nĂŁo era obrigada a ir. Mas jĂĄ havia confirmado a trilha, nĂŁo seria muito bom desistir de Ășltima hora, seria tĂŁo constrangedor.
Entretanto, aqui estava vocĂȘ, no meio dessa trilha, diante apenas das ĂĄrvores, pois nem animais silvestres existiam aqui. Ainda estava de manhĂŁ, mas vocĂȘ estava com medo de quando escurecer, nĂŁo tinha a mĂnima noção de onde ficava alguma saĂda. E para completar, vocĂȘ estava perdida!
â E como vocĂȘ faz para sair daqui? Ou nunca sai?
â Eu tenho carro. Quando preciso de alguma coisa na cidade, geralmente vou dirigindo e passo o dia por lĂĄ, retorno no outro dia. â vocĂȘ assentiu, fingindo que nĂŁo se importava, quando na verdade estava gritando por dentro. Como pode estar acontecendo justamente o que vocĂȘ nĂŁo esperava. â Inclusive, irei Ă cidade amanhĂŁ, preciso comprar alguns mantimentos que faltam.
â VocĂȘ veio daquela direção? â apontou para as costas dele, e logo o mesmo assentiu. â VocĂȘ viu ou escutou barulho de outras pessoas?
â NĂŁo posso fazer muito hoje, apenas te oferecer comida e um lugar para dormir. Mas amanhĂŁ estarei na cidade, entĂŁo posso levĂĄ-la comigo.
â Isso seria Ăłtimo, eu aceito sua ajuda. Obrigada!
â De nada.
â Qual o seu nome?
â Nishimura Riki, mas pode me chamar de Niki. E vocĂȘ?
â _______. A quanto tempo mora nesta floresta?
â A minha vida toda, cresci e me criei aqui.
â VocĂȘ mora com os seus pais?
â Eles faleceram, agora eu moro sozinho. â Niki foi te mostrando o caminho da casa, vocĂȘ sĂł estava puxando uma conversa com ele porque ainda estava com muito medo do que poderia acontecer.
â VocĂȘ precisa de ajuda? NĂŁo me incomodo em ajudĂĄ-la. â ele chegou prĂłximo, esperando sua resposta.
â Minhas pernas estĂŁo tremendo, eu nĂŁo sei se vou aguentar caminhar por mais dois quilĂŽmetros.
â Deixe-me te ajudar entĂŁo, eu nĂŁo me importo. â Niki nĂŁo parecia querer te fazer mal, muito pelo contrĂĄrio, sĂł queria ajudĂĄ-la. VocĂȘ precisava confiar nele para sair viva daqui.
â Certo. â ele te segurou muito rĂĄpido, te segurou estilo noiva sem pensar duas vezes, colocando vocĂȘ bem nos seus peitos. â Niki, eu sou pesada, isso vai cansĂĄ-lo mais rĂĄpido.
â Eu sou forte. â foi tudo o que ele disse, depois disso a caminhada foi silenciosa.
â Eu moro aqui. â ele te colocou no chĂŁo, mas continuou com as mĂŁos em sua cintura, vocĂȘ passou um dos braços pelo pescoço dele. â Vamos entrar, jĂĄ estĂĄ escurecendo e vocĂȘ precisa de ĂĄgua e se alimentar.
â Vou fazer alguma comida para vocĂȘ. â ele te entregou o copo, vocĂȘ tomou dois cheios de tanta sede que estava, muito agradecida, sua garganta estava implorando por isso. â VocĂȘ pode tomar um banho enquanto isso, essas roupas estĂŁo muito apertadas. Eu tenho algumas blusas que servirĂŁo para dormir.
â Obrigada. â Niki seguiu, deixando vocĂȘ sozinha na cozinha, onde começou a reparar mais um pouco nas coisas. A sacola com peixe em cima da pia, uma panela no fogĂŁo, a geladeira aberta ao qual nĂŁo tinha nada, apenas as garrafas de ĂĄgua. Na sala, tudo muito simples, apenas o sofĂĄ e nada mais, as tintas velhas saindo do reboco. Se vocĂȘ nĂŁo confiasse nele, provavelmente nunca entraria aqui, era uma casa que dava medo, casa abandonada que as pessoas usariam como depĂłsito para crimes. Mas Niki nĂŁo era esse tipo de pessoa, vocĂȘ esperava que nĂŁo fosse.
Fez tudo o que conseguia, suas higienes e tomou um banho em seguida, estava precisando tanto de algo assim, seu corpo relaxou por alguns minutos embaixo daquela ĂĄgua, mas seu estĂŽmago ainda estava reclamando de fome, precisava comer urgentemente. Estava ficando com dor de cabeça sĂł de fome, a Ășltima vez que comeu foi hĂĄ quase nove horas atrĂĄs, antes de vir para essa trilha. Quando terminou o banho, deixou suas roupas sujas na cama e vestiu a blusa dele, ficou enorme, pois Niki era muito grande.
Quando vocĂȘ voltou para a cozinha, percebeu que havia demorado bastante pois ele jĂĄ estava quase terminando de fritar o peixe. O fogĂŁo a lenha era realmente muito mais difĂcil para fazer comida, mas Niki sabia controlar muito bem, estava um pouco sujo no rosto e nas roupas, mas nada com o que incomodasse. Nossa, vendo ele assim, tĂŁo focado na comida, percebeu como ele era bonito, Niki nĂŁo era um homem feio, muito pelo contrĂĄrio, mas sĂł percebeu isso agora, depois que reparou melhor nele.
â JĂĄ se sente um pouco melhor? Seu jantar jĂĄ estĂĄ ficando pronto, espero que goste de peixe.
â Estou melhor, sim. Precisava muito desse banho. Mas preciso ainda mais de comida, estou com dor de cabeça e sinto que vou desmaiar a qualquer momento. Com a fome que eu estou, eu como qualquer tipo de comida. â vocĂȘ soltou uma risada, sentando na cadeira e esperando por ele outra vez.
Ele quase nĂŁo comeu, na verdade ficou te olhando devorar aquele prato, vocĂȘ quase nĂŁo falou com ele durante o jantar, preocupada demais em comer tudo e matar sua fome. Niki soltou um sorriso, aparentemente vocĂȘ estava matando toda a sua fome, o que era bom para ele.
â Nossa, vocĂȘ cozinha muito bem.
â Obrigado. VocĂȘ quer mais um pouco? Eu nĂŁo estou com fome. â vocĂȘ pegou a comida dele, nĂŁo dispensou um grĂŁo sequer, Niki continuou rindo, deixando vocĂȘ comer o quanto quisesse. â Eu posso cozinhar novamente se vocĂȘ quiser.
â Obrigado novamente. â VocĂȘ ficou tĂŁo cheia, matou completamente sua fome, mas nunca mais na vida gostaria de passar fome. Niki iria lavar as vasilhas, mas vocĂȘ foi mais rĂĄpido do que ele e resolveu fazer isso. â Eu lavo, nĂŁo tem problema.
â NĂŁo, tudo bem, eu faço isso. Ă o mĂnimo que eu posso fazer depois de vocĂȘ cozinhar tudo isso.
â NĂŁo, eu posso dormir sem ele, nĂŁo tem problema. Mas ainda sim quero fechar a janela. â Niki fez o que vocĂȘ pediu, deixou a janela fechada e o vento parou de entrar, escurecendo um pouco mais. â Obrigada.
â Certeza que nĂŁo quer o ventilador? Eu posso trazer para vocĂȘ.
VocĂȘ abriu os olhos assustada, estava tudo escuro no quarto, seu corpo estava tĂŁo suado que poderia sentir o lençol colado com a suas costas. VocĂȘ nĂŁo conseguia ver muita coisa no quarto, estava tĂŁo escuro, mas escutou alguma coisa movimentando na parede, subindo bem em cima do teto, as pegadas eram fortes. VocĂȘ agarrou o pano, seu corpo ficou com medo, emitindo um alerta de perigo. Seria apenas um inseto? Uma barata, talvez? Mas os passos estavam pesados, havia alguma coisa no seu quarto, caminhando entre as paredes. O pior era que Niki nĂŁo havia deixado sequer um fĂłsforo para acender a vela novamente.
â Niki? VocĂȘ estĂĄ acordado? â VocĂȘ juntou as mĂŁos pelo corpo, porque o quarto dele parecia mais frio do que o seu? Seria pelo ventilador? â Niki?
â _______? â ele acordou, finalmente. Acendeu a lĂąmpada de Ăłleo que havia em seu quarto, era muito mais iluminado do que o seu, conseguia ver perfeitamente ele e tudo ao redor. â O que aconteceu?
â Tem alguma coisa no meu quarto, estava nas paredes. â vocĂȘ soltou um suspiro cansada. â E eu estou com calor.
â Entre. Venha aqui. â Niki estendeu o braço na sua direção, vocĂȘ entrou tĂŁo rĂĄpido, fechando a porta em seguida. NĂŁo havia reparado de começo, mas Niki estava sem camisa, apenas com um short curto, vocĂȘ segurou a mĂŁo dele, subindo na cama junto com o mesmo. â VocĂȘ quer dormir aqui comigo? â vocĂȘ assentiu, jĂĄ deitando na cama. â O que vocĂȘ viu no quarto?
â Eu nĂŁo sei, estava escuro, mas havia algo subindo pelas paredes, parecia uma pessoa. â Niki apagou a lĂąmpada de Ăłleo, passou um braço pelo sua cabeça e deixou vocĂȘ se aconchegar nos bĂceps dele.
â Tudo bem, nĂŁo foi nada. VocĂȘ pode dormir aqui comigo. â Niki tirou os cabelos do seu rosto. â VocĂȘ estĂĄ suada, o ventilador vai aquecer eu e vocĂȘ agora. â ele fez um pouco de carinho no seu rosto, deixando vocĂȘ voltar a dormir. â Durma novamente, eu estarei aqui para te proteger, princesa. â o sussurro dele no seu ouvido te fez fechar os olhos e apagar mais uma vez, o sono chegou tĂŁo rĂĄpido que mal teve tempo para conversar com ele.
Niki puxou vocĂȘ para mais perto do corpo dele, colando ambos, vocĂȘ se aconchegou mais um pouco naquele bĂceps, soltando alguns suspiros de alĂvio. E ele gostou disso, de sentir o seu calor e o conforto. Era isso, ele havia gostado de vocĂȘ e obviamente nĂŁo deixaria vocĂȘ sair tĂŁo facilmente. Afinal, ele te esperou por muito tempo.
â NĂŁo hoje, mas ontem sim. Eu sĂł esquentei e fiz para vocĂȘ.
â EstĂĄ muito bom. Obrigada!
â NĂŁo precisa me agradecer por nada disso, estou fazendo porque quero.
â NĂŁo, de verdade, eu realmente queria te agradecer por ter me ajudado com tudo isso. VocĂȘ me deu um abrigo, comida e um lugar para dormir, sem vocĂȘ eu acho que nĂŁo teria sobrevivido naquela floresta.
Voltou para a casa e saiu dela, procurando por Niki no lugar onde ele havia combinado, no carro dele. Niki estava com o capĂŽ levantado, nĂŁo sabia se estava trocando a ĂĄgua ou tentando fazer o carro pegar, mas ele jĂĄ estava com as roupas trocadas e esperando por vocĂȘ.
â Niki, estou pronta.
â Preciso sĂł fazer o carro pegar, jĂĄ tem quase uma semana que nĂŁo uso ele.
â E vai demorar muito?
â NĂŁo sei, _______, o carro precisa pegar para a gente poder ir. â vocĂȘ soltou um suspiro, ficando prĂłximo dele, mesmo nĂŁo entendendo nada daquelas peças, ainda queria saber o que estava acontecendo.
â Niki, vocĂȘ por acaso teria carregador de celular?
â Carregador? Nem celular eu tenho, quanto mais um carregador. â Nessa hora, ele finalmente olhou para vocĂȘ, as mĂŁos sujas de graxa e um rosto curioso. â Por quĂȘ?
â Meu celular vai descarregar, queria colocar um pouco para me comunicar com minhas amigas quando chegar na cidade.
â Estou tentando consertar isso, logo vai pegar, eu sou um Ăłtimo mecĂąnico. Por enquanto, senta ali e me espera alguns minutos.
â Ok! â VocĂȘ sentou onde ele pediu, no balanço entre aquelas duas ĂĄrvores, vocĂȘ soltou um suspiro, colocando a cabeça entre as cordas, olhando para ele trabalhando no carro.
VĂȘ-lo mexendo naquele carro, procurando o local onde estava danificado, voltando para dentro e tentando ligar, depois voltando para o capĂŽ era muito atraente. Os cabelos morenos colados na testa, seu rosto preocupado, as mĂŁos sujas⊠Como vocĂȘ nĂŁo tinha reparado nele antes? Talvez o medo naquele momento nĂŁo te deixou perceber isso, agora que estava passando jĂĄ conseguia notar melhor. JĂĄ havia se passado quantas horas? Esse carro nĂŁo pegaria mais hoje, talvez nem amanhĂŁ, estava quebrado. LĂłgico que estaria, era tĂŁo velho e acabado, agora apenas levando na oficina.
â Agora nĂŁo, estou quase terminando aqui. Pode comer sem mim.
â Certeza? Eu posso te esperar se quiser.
â NĂŁo! Pode comer, de verdade. â vocĂȘ suspirou, entĂŁo confirmou para ele, entrando novamente e sentando para comer aquele delicioso macarrĂŁo.
Ficou em silĂȘncio por vĂĄrios minutos, apenas escutando ele mexendo no carro e xingando baixinho, talvez ele nĂŁo conseguiria consertar o carro dessa vez, jĂĄ estava ficando preocupada. Quando terminou, vocĂȘ lavou as vasilhas e deixou a comida dele na panela, esperando que fosse depois. Escovou seus dentes no banheiro do quarto onde agora estava ficando e voltou para onde ele estava, ainda concentrado naquele maldito carro. Niki quase nĂŁo notou vocĂȘ ali, entĂŁo aproveitou para caminhar em volta da casa dele. NĂŁo tinha muita coisa, como sempre, apenas uma longa floresta e muitas ĂĄrvores, mato e um silĂȘncio enlouquecedor.
â Niki! â VocĂȘ correu sentido oposto, para onde Niki estava, ainda no seu carro, fechando a porta do carro. Ele procurou por vocĂȘ, ficando confuso quando te viu no outro lado da floresta. â Niki, tem um homem aqui. â VocĂȘ se escondeu nas costas dele, procurando conforto e segurança, coisa que ele transmitia para vocĂȘ.
â Onde? â vocĂȘ apontou para a frente, onde aquele homem jĂĄ estava parado a alguns metros de vocĂȘs, ainda com o mesmo sorriso no rosto. â Posso ajudĂĄ-lo?
â Eu nĂŁo quero confusĂŁo, longe de mim. â ele sorriu novamente, caminhando alguns passos para trĂĄs, olhando para vocĂȘ ainda escondida nas costas de Niki. Aquele maldito piscou na sua direção e deu meia volta.
â Certo, tudo bem. â vocĂȘ forçou um sorriso para ele, olhando para o carro novamente, percebendo que ainda nĂŁo estava muito perto dele terminar. â Niki, vĂĄ comer um pouco, depois vocĂȘ termina isso.â NĂŁo estou com fome.
Se ainda estivesse na floresta, provavelmente estaria chorando agora, desesperada para nĂŁo morrer, mas vocĂȘ estava bem, com uma pessoa que nĂŁo iria te machucar e estava te acolhendo. Ficar com Niki nĂŁo era ruim, muito pelo contrĂĄrio, ele era legal, sempre tinha assunto com vocĂȘ e tentava de entreter, ele realmente estava se esforçando para te ajudar. Tudo o que vocĂȘ tinha para ele era uma eterna gratidĂŁo, jamais esqueceria dessa imensa ajuda.
â Obrigada! E vocĂȘ, porque nunca resolveu sair daqui?
â Como disse, eu fui criado aqui, tenho muitas memĂłrias afetivas com os meus pais, eles me pediram para nĂŁo vender a casa quando partissem. Estou fazendo a vontade deles.
â Eu realmente entendo vocĂȘ, mas sequer pensou em ao menos se mudar daqui?
â Terminou? â vocĂȘ tomou um susto tĂŁo grande, bateu seu corpo na pia e olhou para trĂĄs, vendo Niki com um semblante de preocupado. â Tudo bem?
â Certo. â Que horas sĂŁo? VocĂȘ nĂŁo tinha a mĂnima ideia, nĂŁo havia um relĂłgio sequer nas paredes, mas sabia que estava se adaptando a rotina dele. Antes, vocĂȘ tinha uma imensa dificuldade em dormir cedo, agora estava dormindo cedo demais, depois do jantar jĂĄ deitava para dormir.
NĂŁo, nĂŁo, nĂŁo! SĂł poderia ser brincadeira, como vocĂȘ acordou uma segunda vez novamente, melhor, no mesmo horĂĄrio de sempre, com o calor em volta do seu corpo, esse quarto era realmente quente. Sua respiração estava ofegante, vocĂȘ acabara de sonhar com a morte, entĂŁo ficou assustada e acordou do susto. Estava suada mais uma vez, esse quarto estava muito quente, nĂŁo conseguia aguentar ficar por muitas horas. VocĂȘ soltou um suspiro alto, mas tomou outro susto com a batida forte em sua janela.
VocĂȘ subiu na cama, puxando os lençóis para seu corpo e tentando controlar os tremores de seu corpo. Essa casa estava mal assombrada, vocĂȘ nĂŁo queria continuar aqui, precisava voltar para sua casa urgentemente, nĂŁo estava mais aguentando, te causava arrepios e medo. VocĂȘ sentiu as lĂĄgrimas saindo dos olhos, escorrendo pelas suas bochechas, Niki estava demorando demais para voltar, havia acontecido alguma coisa para ele demorar tanto assim?
â EntĂŁo porque vocĂȘ trancou a porta do quarto? â VocĂȘ passou as mĂŁos pela cintura dele, aceitando o abraço. Ironicamente, Niki conseguia te acalmar, vocĂȘ jĂĄ estava ficando melhor.
VocĂȘ ainda continuava com a cabeça entre os peitos dele, sentindo aquele calor reconfortante, seu cheiro delicioso, os dedos dele traçando carinhos em seu corpo. Niki conseguiu te acalmar, ele fez isso com muita facilidade. VocĂȘ fechou os olhos, se permitindo dormir novamente enquanto ele continuava acordado, com um belo sorriso no rosto. Aos poucos, Niki estava conseguindo o que realmente queria. Nunca foi tĂŁo fĂĄcil.
ăâă
â VocĂȘ acha que essa chuva vai parar alguma hora?
â Geralmente quando chove dura o dia e a madrugada toda. Talvez pare apenas amanhĂŁ. â vocĂȘ olhou para Niki novamente, ele estava com a lĂąmpada de Ăłleo em uma estante, sentado no sofĂĄ, ainda te observando. â Preciso consertar o carro e caçar alguma coisa para a gente, mas a chuva nĂŁo estĂĄ me ajudando.
â Mas eu me preocupo com vocĂȘ e quero que se alimente bem enquanto estiver aqui. Chovendo ou nĂŁo, amanhĂŁ pela manhĂŁ trarei comida para vocĂȘ, nĂŁo quero me preocupar com isso, nĂŁo sei quando o carro vai funcionar, mas sei que vocĂȘ nĂŁo vai ficar aqui passando fome. â Niki alisou seu rosto, vocĂȘ soltou um breve sorriso para ele, estava sendo tĂŁo gentil com vocĂȘ, preocupado.
â VocĂȘ acha? â Niki riu, alisando seus cabelos outra vez. Ele tinha o dom para isso, vocĂȘ gostava de ficar assim com ele, o que era estranho, jĂĄ que nĂŁo deixava homem nenhum te tocar, muito menos se aproximar. Mas Niki era muito diferente dos outros, vocĂȘ gostava muito dele, nĂŁo acharia ruim se ficasse aqui por mais tempo com ele.
Ah, se vocĂȘ soubesse que essa era realmente a intenção de Niki, vocĂȘ nĂŁo estaria dizendo isso, na verdade, nĂŁo teria sequer aceitado a ajuda dele naquele dia. Ele ainda estava abraçado com vocĂȘ, ficou em uma posição confortĂĄvel para te ajustar melhor nos braços. Outro raio passou, clareando a casa que agora estava totalmente escura, apenas com aquela lĂąmpada de Ăłleo, vocĂȘ fechou os olhos e escutou o trovĂŁo mais uma vez. Niki apertou vocĂȘ, estava colada com o peito dele, mas nĂŁo conseguiu escutar seus batimentos cardĂacos. Achou estranho, mas imaginou que sĂł estava um pouco fraco.
â Porque vocĂȘ nĂŁo tem uma televisĂŁo se aqui tem eletricidade?
â Geralmente procuro alguma coisa na casa para consertar, nunca falta nada. Quando eu terminar o carro irei consertar a porta do quarto, depois disso a parede do seu e por aĂ em diante.
â Se vocĂȘ diz. â ele sorriu com a facilidade que vocĂȘ aceitou. Niki estava ficando feliz pela sua grande evolução.
â O que vocĂȘ estĂĄ achando disso tudo?
â Eu sĂł queria voltar para a minha casa, falar com as minhas amigas novamente, que meu celular pegasse para se comunicar com cada uma. Que o seu carro voltasse a funcionar. Me sinto presa aqui.
â VocĂȘ nĂŁo gosta de ficar comigo?
â Eu nĂŁo quis dizer isso, Niki, eu adoro ficar com vocĂȘ, de verdade. Ă sĂł que eu estou com saudades da minha casa, dizer que estĂĄ tudo bem comigo. NĂŁo quis te ofender. â vocĂȘ olhou para ele, seu rosto estava muito prĂłximo. â NĂŁo entenda errado, por favor, eu adoro ficar aqui com vocĂȘ.
â VocĂȘ estĂĄ gostando de passar esses dias comigo?
Quando seus lĂĄbios se encostaram, vocĂȘ percebeu como ele era bom, os lĂĄbios tĂŁo macios, a forma como ele te beijava tĂŁo bem, segurando sua nuca, apertando sua cintura. Meu Deus, que coisa deliciosa, seu corpo reagiu tĂŁo bem aos beijos dele, estava ficando envergonhada pela forma.
â VocĂȘ faz isso com todas as garotas que ajuda?
â VocĂȘ nĂŁo sabe esconder muito bem as coisas. â Niki te colocou nos peitos dele quando outro raio invadiu e clareou a casa, vocĂȘ fechou os olhos outra vez, o trovĂŁo foi muito mais alto do que tinha imaginado. De fato, isso era um dilĂșvio e vocĂȘs foram os Ășnicos que sobraram aqui.
â Sonhe comigo. â nĂŁo sabia qual era o dom que ele tinha, mas sempre quando estava aqui, Niki fazia vocĂȘ dormir cedo, algo que nĂŁo faria em casa. VocĂȘ fechou os olhos, deixando os sonhos te consumirem.
Naquela manhĂŁ, vocĂȘ apenas acordou porque sentiu Niki distribuindo beijos pelo seu rosto, vocĂȘ soltou um pequeno sorriso quando sentiu, abrindo os olhos lentamente, a iluminação entrando pela janela agora aberta.
â Bom dia. JĂĄ estĂĄ na hora de acordar. VocĂȘ tem que comer.
â Que horas sĂŁo? â se espreguiçou na cama, virando para ele, que estava com um sorriso no rosto.
â Quase oito da manhĂŁ. VocĂȘ dormiu bastante, jĂĄ estĂĄ na hora de acordar. Eu jĂĄ fui caçar alguma coisa para a gente conseguir comer.
â Um mĂĄgico nunca revela seus segredos. â Niki sentou vocĂȘ na cadeira, ficando ao seu lado e deixando vocĂȘ comer Ă vontade. Ele sabia que vocĂȘ estava com muita fome, o mĂnimo que poderia fazer era conseguir uma quantidade boa de comida. â Fico feliz quando te vejo comendo tĂŁo bem.
â E eu fico triste quando nĂŁo te vejo comendo nada, nĂŁo entendo como tem o corpo tĂŁo mĂĄsculo sendo que nĂŁo come proteĂna.
VocĂȘ gostava dele, sim, era isso mesmo, estava gostando de Niki â e nem escondia mais isso â. Adorava a forma como ele te abraçava por trĂĄs, como deixava beijos na sua testa e cabeça, ou nos seus lĂĄbios. Eram os seus favoritos. Ele beijava tĂŁo bem, passava horas e mais horas apenas provando de seus lĂĄbios, desejando por ele ainda mais. Odiava quando Niki saia, ou quando demorava a voltar, ficava aqui sozinha, esperando e desejando por ele. E nĂŁo era diferente quando voltava, vocĂȘ pulava em seus braços e beijava cada parte de seu rosto, dizendo como estava com saudades. Ele, por outro lado, amava quando isso acontecia. Ah, Niki se sentia orgulhoso dele mesmo, percebia como aos poucos estava caindo na sua armadilha.
Naquela manhĂŁ nĂŁo estava chovendo, o dia parecia muito bonito e ensolarado, Niki havia saĂdo para caçar, era a coisa que ele mais fazia todos os dias; trazer comida para vocĂȘ. Te alimentar bem e vĂȘ-la feliz enquanto comia, saber que estava gostando de ficar aqui. Enquanto isso, vocĂȘ saiu para passear, olhando e admirando cada lugar, cada beleza que aquela floresta tinha, mesmo sem o barulho dos pĂĄssaros ou outros animais. Mas para compensar isso, havia muitas flores em volta, cada uma tĂŁo bonita que te deixava encantada pelo lugar, rosas, tulipas, margaridas, ginĂĄsios e vĂĄrias outras.
E no mesmo momento que fez aquilo, se arrependeu amargamente de ter visto. Os dois corpos estavam em decomposição, os bichos estavam andando em volta, mas o rosto ainda dava para ver perfeitamente, e foi aquilo que te assustou, que te fez gritar em desespero. Era suas amigas, aquelas amigas que imaginou estarem longe de vocĂȘ, elas estavam mortas, em estado deteriorado bem aqui, vocĂȘ nĂŁo conseguia acreditar nisso. Estava gritando e chorando tĂŁo alto, poderia atrair a atenção de qualquer pessoa. O estĂŽmago de uma delas estava aberto e a outra tinha o corpo esquartejado.
â O que aconteceu? â Niki estava bem ao seu lado, segurando vocĂȘ nos braços enquanto gritava em desespero, ele olhou para os corpos, soltando um suspiro. â Droga, eu sabia que estava esquecendo de enterrar. Eu nĂŁo te pedi para ficar em casa lendo os livros?!
â VocĂȘ⊠â empurrou ele para longe, olhando para o mesmo, estava desesperada agora. â O que vocĂȘ fez? â gritou, ainda mantenho uma distĂąncia razoĂĄvel, estava apavorada.
â Eu? Nada. Elas sim, na primeira noite que vocĂȘ ficou comigo elas te encontraram. Bateram de madrugada na porta de casa e pediram informaçÔes sobre vocĂȘ. â Porque nĂŁo me disse isso antes?
â Porque eu diria? Eu nĂŁo queria que vocĂȘ fosse embora, ainda faltava muito para vocĂȘ se apaixonar por mim.
â O que vocĂȘ fez com elas, seu monstro?
â Elas estavam me dando dor de cabeça, queriam entrar sem a minha permissĂŁo, estavam tentando chamar sua atenção, sabiam que vocĂȘ estava ali. Eu fiz o que deveria ser feito, infelizmente cometi o erro de nĂŁo enterrĂĄ-las pois vocĂȘ bateu na porta do meu quarto logo em seguida.
â Eu? NĂŁo, meu amor, eu sĂł quero cuidar de vocĂȘ, apenas isso. VocĂȘ nĂŁo imagina nem o que eu realmente sou. â Niki riu, e foi a partir daquela risada que vocĂȘ percebeu que ele nĂŁo era um humano normal, havia muito mais coisa.
â Aquilo que vocĂȘs, humanos, tanto temem, onde levam vocĂȘs para o inferno. â DemĂŽnio, ele era exatamente aquilo que todos temiam, inclusive vocĂȘ agora. Por isso Niki nĂŁo dormia, por isso ele nĂŁo comia, ou nĂŁo tinha coração, agora entendia.
â LevĂĄ-la? NĂŁo, meu amor, porque eu faria isso com vocĂȘ? Eu quero passar uma eternidade ao seu lado. VocĂȘ mesmo pensou nisso, em ficar comigo para sempre, estou aqui para cumprir.
â NĂŁo fique assustada, meu bem, eu nĂŁo vou fazer nada com vocĂȘ. VocĂȘ seria a Ășltima pessoa do mundo que eu faria alguma coisa. â ele alisou seu cabelo, depois o seu rosto, enxugando suas lĂĄgrimas. â VocĂȘ nĂŁo precisa ter medo de mim, eu nunca faria nada contra vocĂȘ, sequer levantaria um dedo.
â Eu nĂŁo quero ficar com vocĂȘ. â empurrou ele com força, mas Niki era muito mais forte, vocĂȘ mal conseguiu afastĂĄ-lo. â Eu nĂŁo suporto vocĂȘ me tocando, vocĂȘ matou minhas amigas.
â NĂŁo, para com isso. â ele trancou a porta, jogando vocĂȘ na cama, ficou em cima de vocĂȘ mesmo se debatendo debaixo dele.
â Calma, meu amor, nĂŁo precisa se preocupar tanto. VocĂȘ vai ficar calma e relaxar um pouco, nĂŁo precisa de medo. â ele segurou seu rosto, alisou suas bochechas enquanto sorria. Os olhos dele eram fascinantes, vocĂȘ achou tĂŁo lindo, na verdade, Niki era lindo. â Vamos dormir um pouco, estĂĄ bem? AmanhĂŁ quando vocĂȘ acordar jĂĄ estarĂĄ melhor.
â SĂł para vocĂȘ, meu amor. Eu te amo, tĂĄ? Tudo isso eu faço pelo seu bem. â ele beijou sua testa, estava com um intenso sorriso no rosto. â Durma e esqueça desse dia, vocĂȘ nĂŁo lembrarĂĄ de nada amanhĂŁ, apenas que estĂĄ apaixonada por mim, assim como eu estou por vocĂȘ.
â Certo. â vocĂȘ levantou apressada, pegou a toalha e entrou no banheiro, tomando um banho e fazendo suas higienes tĂŁo apressada. Quando terminou, voltou para o quarto, pegando uma das inĂșmeras roupas de Niki no guarda-roupa deles, ele nĂŁo se importava com nenhuma dessas.
â Sim, acho que um pouco. Vou sentir mais falta de vocĂȘ. â Niki abriu a porta do carro, deixando vocĂȘ entrar e fechando logo em seguida. Ele sentou no outro lado, ligando o carro e seguindo seu caminho. â VocĂȘ nĂŁo vai sentir minha falta? â colocou o cinto, aproveitando para olhar para ele, esperando uma resposta. Obviamente Niki daria uma que vocĂȘ gostaria de ouvir, como sempre fazia nessas duas semanas.
â Sim, eu vou sentir muito a sua falta, nĂŁo imagina o quanto. VocĂȘ me fez muito feliz nessas duas semanas, nĂŁo sabe como sou grato a vocĂȘ. â ele segurou sua mĂŁo, deixando um beijo novamente.
â Sim, eles devem estar muito preocupados com vocĂȘ. Se encoste no banco e durma um pouco mais, eu te acordei muito cedo, quando chegar na cidade eu te acordo, pode ser? Vai ser uma viagem muito longa.
â Certo. â Niki continuou segurando sua mĂŁo, vocĂȘ encostou no banco e olhou pelo vidro, apenas ĂĄrvores e mais ĂĄrvores passando por vocĂȘs, mas felizmente logo estaria na cidade, de volta a sua antiga vida.
VocĂȘ dormiu logo em seguida, nĂŁo foi difĂcil fazer isso com Niki pedindo dessa forma, sem contar o clima muito agradĂĄvel no carro, ele segurando sua mĂŁo e fazendo carinho. VocĂȘ nĂŁo tinha a mĂnima ideia de por quantas horas ficou dormindo, mas sabia que havia passado bastante tempo, quando ele finalmente te acordou jĂĄ estavam na casa que ele havia falado, vocĂȘ mal prestou atenção na viagem, cansada demais.
Quando vocĂȘs entraram, foi realmente ali onde percebeu que estava longe da sua realidade e principalmente da dele. O mĂĄrmore branco era tĂŁo lindo que deixava a casa ainda mais linda, a sala de visitas, a de estar, jantar, existia tantas salas, cada espaço com plantas e uma casa imensa, totalmente linda. Sem contar nos outros espaços que ainda nĂŁo conhecia, a casa era realmente muito grande.
E de fato, a mansĂŁo era ainda mais bonita naquele andar, os quartos eram tĂŁo belos e grandes, vocĂȘ ficou tĂŁo abismada. Mas estava ainda mais por saber que essa casa era dele. Quando chegaram no Ășltimo quarto, onde coincidentemente era o de âvocĂȘsâ, Niki apresentou tudo para vocĂȘ, o banheiro com hidromassagem, a cama king, o closet lotado de roupas femininas e masculinas, a bela visĂŁo para o jardim. Aqui, tudo era realmente muito bonito.
â O que vocĂȘ achou da nossa casa? â VocĂȘ sentou na cama, soltou um suspiro enquanto desviava a atenção dele.
â Por necessidade, eu precisava voltar para casa, falar com as minhas amigas. Aceitei sua ajuda e amei ficar com vocĂȘ, eu realmente gosto de vocĂȘ, mas isso vai ser um grande passo. â Por fim, vocĂȘ olhou para ele, foi quando notou as lĂĄgrimas do mesmo. â Niki, por favor, nĂŁo chore! Eu nĂŁo queria te magoar, jamais faria isso, me entenda por favor.
â Eu entendi. â Niki ficou prĂłximo de vocĂȘ, mas entĂŁo o que aconteceu em seguida foi o que realmente te impressionou. Ele se ajoelhou no chĂŁo, bem abaixo de vocĂȘ, segurando suas pernas, com a cabeça entre elas. â Por favor, nĂŁo faça isso comigo, nĂŁo me deixe assim, eu te amo. Eu te amo de verdade.
â Mas eu quero ficar com vocĂȘ aqui, morar com vocĂȘ nessa casa. Eu nĂŁo quero ficar aqui sozinho, por favor! Eu nĂŁo quero que vocĂȘ me deixe assim, quero ficar com vocĂȘ. â Niki te olhou por baixo, seus olhares se cruzaram e vocĂȘ poderia jurar ter visto um pouco vermelho. â Por favor!
Niki adorava receber humanos no seu habitat natural, quando chegavam com aquelas propostas, pedindo por dinheiro, fama, luxo, tudo que eles desejavam. E Niki adorava ainda mais quando chegava o dia do juĂzo final, quando chegava o dia de levar cada uma delas para o inferno, quando imploram por misericĂłrdia, mais um tempo, era tĂŁo bom vĂȘ-los desesperados. Niki dava o que eles pediam, qualquer coisa, cada um daquilo, fama, dinheiro, luxo, poder, tudo. E em troca levava suas almas para o inferno, vinte, trinta, quarenta anos depois, nĂŁo importava os anos, no final, ele sempre teria aquelas pessoas de volta.
Mas vocĂȘ chamou a atenção dele, sorridente, sempre com suas amigas, trabalhando, estudando, treinando, vocĂȘ adorava viver e Niki adorou te conhecer. Foi em uma noite qualquer, vocĂȘ estava em um clube com duas amigas, o mesmo que ele frequentava, o mesmo que ele fazia negĂłcios. VocĂȘ estava com suas amigas na pista de dança, curtindo, aproveitando cada momento, seu sorriso foi o que mais chamou a atenção dele. Desde entĂŁo, Niki te seguia por todas as partes que vocĂȘ ia, tentando saber mais sobre vocĂȘ, cada coisa que fazia. E Niki descobriu sobre seu trabalho, faculdade, suas amigas, sua vida pessoal, tudo o que queria.
VocĂȘ havia se perdido das suas amigas? Que desespero, mas que sorte a sua eles estarem por perto. VocĂȘ nunca havia realmente se perdido delas, ele apenas te colocou em outra parte da floresta enquanto amarrava o cadarço, te fez caminhar por horas em cĂrculos â sem vocĂȘ perceber â e apareceu para te ajudar. A casa de fachada, uma que ele encontrou abandonada, serviria muito bem para vocĂȘs dois, era pequena, simples, velha, mas durante o momento em que vocĂȘ estivesse se apaixonando por ele, estaria Ăłtimo.
O carro quebrado na verdade nĂŁo estava realmente quebrado, Niki apenas fingiu que tinha alguma coisa para deixĂĄ-la mais com ele. Aquilo caminhando pelo seu quarto nĂŁo era nada, foi apenas Niki colocando medo em vocĂȘ. O homem na floresta nem existia de verdade, era apenas a sua imaginação. A chuva, ele conseguiu manipular o tempo. A Ășnica coisa verdadeira foram os corpos de suas amigas que ele precisou se livrar. Mas que bom que ele era um demĂŽnio muito inteligente e conseguia manipular e apagar sua mente, agora vocĂȘ nem lembrava mais dessas coisas.
Quanto tempo havia se passado? Um mĂȘs, talvez? Agora vocĂȘ estava totalmente, loucamente apaixonada por ele, e ele precisou de tĂŁo pouco tempo para isso. VocĂȘ nĂŁo falava mais de suas amigas, sequer pensava mais em um celular, ele te colocou para ler livros, assistir televisĂŁo, caminhar pelo jardim, comer muito, fazer tudo apenas aqui. Ele saĂa de manhĂŁ e voltava de noite, vocĂȘ o recebia com um abraço apertado e um sorriso no rosto, pulava em seus braços e dizia como estava com saudades, distribuindo beijos por todo o seu rosto.
Essa era a vida que Niki desejou ao seu lado, para todo o sempre. Se vocĂȘ lembrasse ou mostrasse resistĂȘncia em algo que Niki nĂŁo queria, nĂŁo teria problema algum, ele conseguia apagar suas memĂłrias ou manipular vocĂȘ outra vez. VocĂȘ foi o maior e melhor projeto que ele fez, seu maior orgulho. Niki estava orgulhoso dele mesmo, nunca pensou que seria tĂŁo fĂĄcil assim. E vocĂȘ nunca imaginou que agora viveria assim, sendo tĂŁo feliz e apaixonada pelo seu prĂłprio sequestrador. ă
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âAcredito que na sua vila esteja morando a minha companheira. Venho observando ela hĂĄ algum tempo, entĂŁo gostaria de fazer um acordo com vocĂȘ. Eu irei parar de atacar sua vila se me entregĂĄ-la. NĂŁo precisa se preocupar com a segurança dela, estarei oferecendo proteção e conforto na minha casa. Nada vai acontecer enquanto estiver sob meus cuidados! A propĂłsito, ela possui uma marca no antebraço, prĂłxima ao pulso, que seria o nosso vĂnculo. Entregue-a para mim ainda hoje, prĂłximo ao lago, caso isso nĂŁo aconteça, terei que fazer pelo lado mais difĂcil.â
VocĂȘ ficou assustada enquanto escutava aquela mensagem, levantando seu braço e rapidamente olhando em seu pulso, vocĂȘ tinha a marca de nascença que estava descrita naquele mesmo papel. Mas isso era uma marca de nascença, seus pais mesmo lhe disseram. Poderia ser uma grande coincidĂȘncia ou outra dessas garotas tinham a marca mais detalhada. VocĂȘ olhou para seus pais e em como eles pareciam nĂŁo demonstrarem surpresa com nada disso. Ou eles estavam acreditando que nĂŁo seria vocĂȘ, ou tinham a certeza que era.
â Muito bem, se isso irĂĄ trazer de volta a paz da nossa aldeia, entĂŁo vamos fazer esse acordo. As mulheres solteiras podem ficar, os caçadores vĂŁo analisar cada uma. â VocĂȘ deu um passo para trĂĄs, tentando esconder seu braço. Mas sentiu quando uma mĂŁo puxou-a brutalmente e levou-a mais para a frente.
â Vamos, querida, vocĂȘ sabe que chegou seu momento. â vocĂȘ olhou para sua mĂŁe, vendo-a sorrindo e acenando com as mĂŁos para vocĂȘ.
â Do que vocĂȘ estĂĄ falando? Essa pessoa nĂŁo sou eu.
â Preparem as armas, vamos entregĂĄ-la ao maldito lobo. â VocĂȘ implorou ao seu pai, gritou por sua mĂŁe e tentou fugir, mas nada disso parecia ter feito um deles voltar atrĂĄs, eles ainda estavam se despedindo de vocĂȘ. Ela dizia que tudo ficaria bem, seu pai apenas sorria, Ă s vezes evitando contato visual.
Enquanto isso, os caçadores te levaram Ă força para o local marcado, gritando com vocĂȘ, te xingando e calando sua boca. Seu braço ficou com hematomas das mĂŁos, e o seu choro nĂŁo afetou em nada. Bom, pelo menos a lagoa nĂŁo ficava longe, menos de um quilĂŽmetro, levou sĂł cinco minutos para chegar. Foi o lĂder quem segurou vocĂȘ enquanto paravam no outro lado do lago, observando entre todas as ĂĄrvores onde exatamente o lobo poderia estar. E quando a sombra apareceu diante de uma das ĂĄrvores, os caçadores recuaram, quase tremendo de medo. Ele estava muito prĂłximo.
â VocĂȘ⊠VocĂȘ vai cumprir o que prometeu se entregarmos ela? Vai parar de atacar a nossa vila?
â Eu sempre cumpro as minhas promessas. Mas deixo claro que se vocĂȘs nĂŁo pararem de me atacar, terei que quebrar o acordo. â VocĂȘ sentiu uma forte dor de cabeça quando escutou a voz dele, tĂŁo profunda e grossa. Se nĂŁo fosse o lĂder te segurando, vocĂȘ provavelmente teria caĂdo no chĂŁo. â VocĂȘs estĂŁo avisados.
â NĂŁo chegue perto de mim, seu monstro. â vocĂȘ hesitou, caminhando para trĂĄs enquanto procurava alguma coisa no chĂŁo para se defender. â Eu quero voltar para os meus pais, vocĂȘ me tirou deles.
â Me desculpe, eu esqueci de avisar que vocĂȘ poderia desmaiar com o nosso primeiro contato. â ele caminhou com vocĂȘ nos braços, como se nĂŁo pesasse nada. â VocĂȘ estĂĄ muito gelada, acho que meu calor pode te esquentar um pouco enquanto nĂŁo chegamos. Obrigado por finalmente aparecer, eu realmente te esperei por mais de cem anos.
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VocĂȘ acordou lentamente, sorrindo enquanto sentia a cama tĂŁo macia, os lençois de seda cobrindo seu corpo e o ar-condicionado do quarto. Ao abrir os olhos, percebeu como aquele local nĂŁo era nada da sua casa, muito pelo contrĂĄrio, estava em um ambiente diferente, tudo aqui era novo. VocĂȘ se assustou, levantando da cama em um pulo e procurando pela saĂda. Nunca viu um quarto tĂŁo grande quanto esse, ficou tĂŁo perdida procurando a porta, que quando encontrou acabou se assustando com a pessoa parada ali, segurando a maçaneta. VocĂȘ recuou ao sentir uma tontura novamente, olhando aquele homem que jĂĄ nĂŁo era mais tĂŁo estranho assim.
â O que vocĂȘ fez? Por que estou aqui?
â Peço desculpas, vocĂȘ ainda nĂŁo estĂĄ familiarizada com a minha presença. VocĂȘ dormiu bem? Gostou do seu quarto?
â Era vocĂȘ quem ficava me seguindo quando eu saia para conhecer a aldeia?
â NĂŁo conseguia evitar, eu ficava por perto para te observar ou acompanhĂĄ-la. NĂŁo queria que nada acontecesse com vocĂȘ ou se perdesse. â nĂŁo era sempre que vocĂȘ saia pela floresta, mas nas poucas vezes sentia a presença dele, te olhando, segundo-a. Agora, vocĂȘ agradecia por essa proteção.
â Certo. â Mingyu resolveu abrir a janela do quarto, desligando o ar-condicionado. Ele ficou um pouco mais perto de vocĂȘ, mas ainda estava em uma distĂąncia razoĂĄvel. VocĂȘs se encararam por um breve momento, antes de ficar envergonhada e desviar o olhar.
â Eu gosto de ficar aqui, me conforta e me faz esquecer do mundo. â VocĂȘ sĂł conseguia sorrir para ele, agradecida por ter te mostrado esse mundo. â Queria compartilhar essa parte do meu mundo com vocĂȘ.
A presença dele ao seu lado, o calor de seu corpo e a respiração te fez sair dessa concentração, ele te fazia perder o rumo completamente. VocĂȘ começou a admirar ele, olhando seu rosto tĂŁo concentrado nas nuvens, depois os olhos se fechando enquanto escutava a ĂĄgua. VocĂȘ queria ser dele, queria Mingyu para vocĂȘ completamente. Estava tĂŁo apaixonada que nĂŁo poderia mais evitar por isso, nĂŁo tinha mais para onde correr, como evitar. Estava convicta de que realmente tinha sido feita para Kim Mingyu.
Ă medida que os lĂĄbios do lobo se fundem aos seus, a tensĂŁo que pesa em suas costas se dissipa. Facilitando seu toque dominante, cada preocupação e esperança silenciosa deixa escapar um suspiro de alĂvio por todo o seu corpo, arrastando os braços para cima para se agarrar ao pescoço e aprofundar o beijo. VocĂȘs dois se alegram, puxando-o mais fundo para permitir que sua lĂngua tenha acesso Ă sua boca. Seu corpo ainda gelado, o coração tĂŁo acelerado e as mĂŁos trĂȘmulas. Se apenas um beijo foi capaz de te deixar assim, vocĂȘ nĂŁo queria imaginar como ficaria ao restante.
â Eu estou aqui, amor. â Mingyu diz suavemente contra seus lĂĄbios, apenas para seus ouvidos, encorajando seu corpo. â NĂŁo fique nervosa, somos sĂł eu e vocĂȘ agora. â ele tenta acalmar o tremor que sobe e desce pelo seu corpo. â VocĂȘ confia em mim?
â NĂŁo intencionalmente. Prometo a vocĂȘ que tudo serĂĄ prazeroso.
â EntĂŁo eu confio em vocĂȘ. Me faça sua, Mingyu.
Ele voltou a beijar seus låbios delicadamente, sem pressa alguma com esse momento. Mingyu segurou suas mãos, tirando de sua barriga e colocando acima de sua cabeça. Ele voltou a tocå-la, mas na bainha de seu vestido florido, subindo delicadamente por seu corpo, te causando arrepios. Quando parou de te beijar, apenas para tirar o vestido de seu corpo e jogar pela årea.
Mingyu tirou sua calcinha devagar, olhando para vocĂȘ tĂŁo exposta diante dele e da natureza. Ele jamais imaginou que existiria vista tĂŁo linda quanto essa, ficarĂĄ para sempre em sua memĂłria feliz.
â Relaxe. â ele abaixou, beijando sua barriga e descendo os beijos delicadamente. VocĂȘ olha para baixo entre as coxas, sentindo suas mĂŁos ainda mais geladas. Os olhos de Mingyu disparam, abaixando seus lĂĄbios grossos em direção a sua boceta, achando tĂŁo maravilhoso quanto vocĂȘ. Quando ele colocou sua lĂngua quente em vocĂȘ, gemeu de prazer.
â Eu vou te comer bem gostoso para vocĂȘ saber quem realmente te faz se sentir bem. â a voz dele ficou mais intensa e vocĂȘ quase arfou de vergonha enquanto escutava isso. Mingyu te olhou, tirando a boca de sua boceta e subindo para cima de vocĂȘ outra vez. VocĂȘ gemeu em protesto, querendo muito mais dele. â Vou te foder tĂŁo fundo e forte, marcar vocĂȘ como minha.
â Mingyu. â VocĂȘ fechou os olhos de vergonha, cobrindo com as mĂŁos, mas nĂŁo durou muito quando ele puxou para te olhar novamente.
â Eu sei que vai, meu amor. Fique relaxada, ok? Eu vou fazer com que entre. â acariciando lentamente seu pau, ele observa sua boceta em estado de transe.
â NĂŁo chore, meu amor. Logo essa dor vai acabar. â ele segurou seus quadris, te deixando no canto novamente. Ele empurrou com um pouco mais de força, finalmente rompendo seu hĂmen e vendo seu rostinho choroso. Mingyu olhou para baixo ao ver um pouco de sangue saindo de sua boceta, quase voltando atrĂĄs quando se arrependeu de continuar. Mas ele lembrou que para os humanos, principalmente as mulheres, era normal sangrar na primeira vez, nĂŁo acontecia com muita frequĂȘncia, mas em alguns casos ocorria. Mingyu jĂĄ sabia que isso poderia acontecer com vocĂȘ, ele era muito grande. â Me desculpe, meu amor! Mas agora eu vou me movimentar.
A dor diminuiu Ă medida que o prazer e o desespero por mais tomam conta de vocĂȘs, incessantemente morrendo de fome para senti-lo te encher. VocĂȘ soluçou, estendendo a mĂŁo para segurar a sua, mas ele se inclinou para deixar sua clavĂcula perto de vocĂȘ, onde vocĂȘ encontrou consolo em seus ombros, agarrando sua pele lisa e quente. Era bom demais uma vez totalmente revestido por dentro. VocĂȘ nĂŁo conseguia parar de choramingar, lambendo a clavĂcula lisa dele.
â Mingyu! â vocĂȘ começa a chorar, plantando beijos confusos e aleatĂłrios no pescoço dele, enquanto tentava nĂŁo gemer muito forte.
â Ainda nĂŁo acredito que estou dentro de vocĂȘ, sentindo vocĂȘ com tanta intimidade. â ele se colocou com mais força, mordendo os lĂĄbios enquanto segurava um gemido. Mingyu beijou seus lĂĄbios com força, sem conseguir agarrar a lĂngua dele com a sua.
Mingyu parecia controlar tudo, o jeito que beijava, o jeito que fodia, o jeito que seu corpo reagia. Ele tinha esse poder sobre vocĂȘ. Estava tĂŁo intenso, tĂŁo bom, Mingyu quase nĂŁo estava se controlando definitivamente. EntĂŁo, quando ele aproximou novamente o rosto do seu pescoço, sentindo seu cheiro delicioso e inebriante, ele sabia que estava na hora de marcar vocĂȘ como dele. VocĂȘ seria dele, como estava desejando. Ele jĂĄ estava sentindo o orgasmo prĂłximo, se derramando completamente dentro de vocĂȘ. Os olhos mudando de cor para o verde, em sua forma de lobo.
Mingyu fechou os olhos, parando de se movimentar quando ambos gozaram, apenas para concluir sua marca no local. Os dentes do lobo eram afiados e pontudos, deixaria uma marca muito nĂtida por bastante tempo. Ele sentia o gosto do seu sangue na lĂngua, enquanto as lĂĄgrimas escorriam pelos seus olhos. Ele sentia muito, queria te pedir desculpas adequadamente por te fazer sentir tanta dor. Os sons lamentĂĄveis ââque saiam de sua boca, lambendo a mordida agressivamente. Enquanto a culpa ficava em seu peito, vendo vocĂȘ ficando cada vez mais fraca embaixo dele, quase desmaiando.
â JĂĄ acabou, jĂĄ passou, meu amor. Sinto muito por isso. â vocĂȘ era finalmente dele. Mingyu era seu lobo, destinado a ser definitivamente seu agora. â Eu amo vocĂȘ, meu amor, seremos felizes para sempre agora. â ele te segurou com força nos braços, apertando seu corpo gelado contra o corpo quente dele. Mingyu enxugou suas lĂĄgrimas calmamente, beijando o topo de sua cabeça com orgulho.
· â (â„) Seu nerdinho quer fazer vocĂȘ implorar ÖŒ à» Ś
conteĂșdo â ïž : nerdy boyfriend!softdom, leitora manhosa e tĂmida, apelidos carinhosos, breast/niple play, dirty talk com elogios degradação e dumbification, oral masc, masturbação fem, sexo protegido, cumplay(?), um tapa, uma leve pitada de humor no final.
Toca, agora, esgueirando por baixo da sua blusa. Apalpa, firme. âO que vocĂȘ quer?â, sussurra. âVira pra mimâ, orienta seu corpo, te coloca virada para ele, as pernas abertas sobre o colo. Te olha, mesmo se vocĂȘ tenta abaixar a cabeça. NĂŁo recua as mĂŁos, torna a levĂĄ-las para onde estavam: seguram as mamas, massageiam. âEu sei que quer algoâ, afirma, âse vocĂȘ nĂŁo me disser, nĂŁo tem como eu fazer...â
Suspende a barra da blusa, revela a pele, os bicos durinhos. Os olhos parecem se encher, vocĂȘ jura, se tentou juntar alguma frase bĂĄsica se esqueceu sĂł de presenciar a cena. As palmas apertam cada um dos peitos, mas a boca sĂł pode chupar um. Para completar, entĂŁo, os dedos se preocupam em acariciar o outro mamilo.
VocĂȘ suspira. Naturalmente, desliza as mĂŁos pela nuca dele, puxando os fios. Acha tĂŁo erĂłtico quando fazem contato visual nessa posição, o jeito com que os olhos do garoto dobram de tamanho, hipnotizantes. QuĂȘ?, o murmuro vem logo apĂłs o estalido do lĂĄbio soltando o seio, acompanhado de um sorriso pequeno. âEu sei que vocĂȘ quer algo, meu bemâ, garante, âeu sei que vocĂȘ quer pedir algoâ, e corrige, enfĂĄtico, âe vocĂȘ sabe que pode me pedir qualquer coisa, nĂŁo sabe?â
Ele volta a mamar, alterna a sucção entre um e outro. Faminto, chupa com força e depois distribui delicadeza com a lĂngua por cima do biquinho. TĂŽ esperando, princesa, te lembra num sussurro.
O rapaz faz pouco caso, âisso jĂĄ deu pra perceberâ, rebate, âdeve estar com a calcinha toda melada sĂł de ficar sentada desse jeito no meu coloâ. Te encara. âEu tenho que saber o que vocĂȘ quer que eu faça com vocĂȘâ, esclarece, âE eu quero que vocĂȘ me peça.â
VocĂȘ bufa, revirando os olhos. E ele ri, âah, qual foi?â, apoia as mĂŁos nos braços da cadeira, âJĂĄ vou te avisarâ, anuncia, ânĂŁo vai conseguir me ganhar sĂł sendo calada e bonitinha como sempre. NĂŁo vou fazer nada enquanto vocĂȘ nĂŁo pedir.â
âAmor...â
âNĂŁo adiantaâ, continua firme na decisĂŁo, âNĂŁo vai me quebrar fazendo manha.â
âNĂŁo sei se isso tĂĄ incluso em tocarâ, ele ameaça ser detalhista novamente, assistindo o pau deslizando pela sua lĂngua, âmas vou dar esse desconto pra minha gatinha tĂmida.â
Uhum, geme. Abre mais as pernas, conforme os dedos se afundam no seu interior. Te acarinha por dentro, ocupa. JĂĄ estĂĄ melada ao ponto do som molhadinho de cada ida e vinda ecoar pelo quarto.
âJĂĄ?â, segura nos cantos do seu rosto, âNĂŁo quer nada mais antes? Faço o que pedir, lembra?â
âNĂŁo, eu quero vocĂȘâ, tenta explicar, levemente desesperada. O cenho franze, coitadinha, âDepois a gente faz mais coisas. Quero vocĂȘ dentro de mim.â
VocĂȘ se ajusta na mesma hora, finalmente atendida. Se coloca de bruços na beirada da cama, pezinhos no chĂŁo, um dos braços escondido por baixo do corpo para continuar se tocando. Empina ao mĂĄximo que consegue.
Desfere um tapa. Um só. Ardente, daqueles que vem sem perceber, sem muito aviso, no calor do momento. Pende por cima das suas costas, o rosto escondido no seu pescoço, num certo ponto jå incapaz de manter um compasso regulado pra cada investida. Tenta te beijar, pega no seu queixo e quer te olhar embora a posição não permita corretamente.
se quer ganhar dinheiro com a escrita, seja um escritor de fato, crie seu prĂłprio universo, narrativa, personaagens e afins e nĂŁo fique se escorando em obras alheias para ganhar dinheiro.
you know what, fuck it be free, keep reading that bad fan fiction, keep writing that bad fanfiction, keep using y/n, keep staying up to 4 a.m reading x reader, to be cringe is too be free
O casamento ocorreu semanas depois, muitas pessoas foram, principalmente os conhecidos dele, seu irmĂŁo, William, e a noiva, Elizabeth, estavam presentes. Eles eram legais, um belo casal, queriam que vocĂȘ fizesse parte disso tudo, mas vocĂȘ ainda nĂŁo se sentia presente em nada. Victor quis apressar as coisas e mudar-se para sua nova casa, um local escondido e longe das pessoas, perto do mar, isolado de todos. Parecia mais uma torre de prisĂŁo, vocĂȘ tinha liberdade para sair, ele nĂŁo te prendia a nada, mas nĂŁo tinha muitas opçÔes de lugares, nĂŁo tinha nada para fazer aqui.
â Espere, Victor, vĂĄ com calma, ele nĂŁo sabe andar tĂŁo bem assim.
Ele saiu batendo e puxando a criatura para longe de vocĂȘ, mesmo pedindo para esperar um pouco. O mesmo ainda olhou para trĂĄs, procurando vĂȘ-la pela Ășltima vez, pois nĂŁo sabia quando seria a prĂłxima. Victor bateu a porta e te deixou sozinha no quarto, ansioso para começar seus experimentos.
Durante o dia seu marido nĂŁo apareceu de forma alguma, nem para vĂȘ-la ou comer com vocĂȘ, fez tudo sozinha enquanto esperava por ele. Estava ansiosa para saber de tudo, para ver aquele homem cujo agora ganhou vida. O que Victor estaria fazendo com ele? Poderia fazer algo de ruim? Esperava que nĂŁo, Victor parecia ansioso demais para seu projeto funcionar.
Quando vocĂȘ jĂĄ nĂŁo estava mais dando conta da ansiedade, acabou entrando no laboratĂłrio dele, pela porta dos fundos, os esgotos, onde passava o pequeno rio a caminho do mar. Ali estava fazendo barulho, entĂŁo imaginou que Victor poderia estar lĂĄ com ele. VocĂȘ entrou devagar, observando tudo atentamente, estava um pouco escuro, mas conseguiu enxergar.
â Esposa, o que estĂĄ fazendo aqui embaixo? â vocĂȘ ficou assustada quando escutou a voz de Victor, olhando para trĂĄs apenas para vĂȘ-lo parado, olhando para vocĂȘs.
â VĂ⊠ctor. â voltou sua atenção para a criatura, soltando um sorriso quando escutou as palavras, mesmo com dificuldade.
â Porque vocĂȘ foi o primeiro contato que ele teve, a primeira pessoa que ele viu. O seu criador. â Victor segurou sua mĂŁo, puxando vocĂȘ para longe da criatura, ao qual ficou olhando, levantou rĂĄpido enquanto tentava se aproximar.
â Fique! â Victor gritou com com ele, assustando-o, ao qual recuou bastante, voltando para seu lugar.
â VocĂȘ nĂŁo precisa gritar com ele, ele te entende perfeitamente bem.
â Vai ficar tudo bem com ele. â Ele alisou seus cabelos, aproximando de seu rosto enquanto deixava um beijo em seus lĂĄbios. VocĂȘ afastou logo em seguida, olhando para a criatura, vendo seu rosto confuso, tocando nos prĂłprios lĂĄbios. â Vamos!
Ele te arrastou para longe da criatura, a forma como ele levantou a mĂŁo, quase pedindo para vocĂȘ ficar aqui partiu seu coração. Ele ficaria com medo, era fato, mas vocĂȘ nĂŁo podia fazer muita coisa, Victor estava determinado a deixĂĄ-lo aqui sozinho, com os ratos e tanta sujeira.
â NĂŁo humanize tanto ele, querida. Ainda nĂŁo sei o que ele pode causar futuramente. â ele entrou no quarto, puxando vocĂȘ em direção ao banheiro.
â VocĂȘ pode ao menos soltĂĄ-lo? Ele nĂŁo merece ficar daquela forma.
â Se ele se comportar, entĂŁo futuramente eu posso soltĂĄ-lo. Agora nĂŁo. â Victor ficou na sua frente, colocando vocĂȘ contra a parede. â Vamos esquecer daquela criatura, agora eu quero apenas vocĂȘ. Fiquei um dia inteiro sem vĂȘ-la. Senti sua falta.
â Vai demorar muito? Posso vĂȘ-lo de noite entĂŁo?
â NĂŁo muito, vou conseguir almoçar com vocĂȘ. Contando que nĂŁo chegue muito perto dele, entĂŁo vocĂȘ pode vĂȘ-lo. â vocĂȘ sorriu, acenando para a criatura enquanto saia do local, deixando os dois sozinhos.
VocĂȘ acendeu algumas velas quando faltou energia, segurando o local onde elas ficavam e descendo as escadas, nĂŁo sabia onde estava Victor mas provavelmente nĂŁo estava mais com ele. JĂĄ era tarde. Entrou na sala mais uma vez, percebendo a forma como ele parecia te esperar, olhando para a entrada. VocĂȘ sorriu, acenando para ele e se aproximando, colocando as velas na mesma pedra de sempre, onde vocĂȘs sentavam.
A criatura desviou o olhar, segurando um pedaço de folha e observando-a, isso parecia chamar muito a atenção dele. Logo em seguida ele te ofereceu, como se fosse a coisa mais preciosa desse mundo para ele.
â Presumi que vocĂȘ jĂĄ estivesse aqui. Achei que vocĂȘ ficaria distante dele, como combinado. â vocĂȘ olhou para Victor, piscando algumas vezes enquanto soltava a mĂŁo de Jaehyun.
â SĂŁo tratamentos diferentes, vocĂȘ nĂŁo demonstra amor e compaixĂŁo, apenas força bruta e violĂȘncia. Ele nunca iria gostar de vocĂȘ dessa forma.
â Enquanto vocĂȘ mostra amor e carinho, ele te trata dessa forma por causa disso. Entendi, entĂŁo basta eu fazer isso que ele me tratarĂĄ diferente. Mas de qualquer forma, eu nĂŁo tenho muita paciĂȘncia com essa coisa, ele nĂŁo fala, apenas diz meu nome, nĂŁo entende nada e nĂŁo reage a nada.
â Ele reage comigo, confirma quando eu faço uma pergunta e entendo algumas coisas. Por favor, deixe-me ensinĂĄ-lo tudo, ele vai aprender muito rĂĄpido. Eu posso fazer isso.
â NĂŁo. Eu nĂŁo quero vocĂȘ perto dessa criatura.
â Ele nĂŁo merece carinho e compaixĂŁo. Volte para o nosso quarto e nĂŁo diga mais nada, eu nĂŁo quero escutar nada sobre esse assunto, principalmente o nome dele.
Naquela manhĂŁ havia chegado presentes para vocĂȘ, um dos funcionĂĄrios entrou no quarto e deixou as caixas na sua cama. VocĂȘ estava lendo, mas parou quando viu a quantidade de caixas, curiosa para saber o que era tudo isso. Obviamente era de Victor, tinha certeza, mas ainda parecia curiosa para saber sobre o que se tratava. Depois que os funcionĂĄrios saĂram Victor entrou no quarto com um sorriso no rosto, segurando a Ășltima caixa, muito maior. VocĂȘ desviou o olhar dele rapidamente, procurando abrir o primeiro pacote e saber o que era.
â Sinto muito pela nossa discussĂŁo naquele dia, eu nĂŁo queria falar com vocĂȘ daquela forma. â VocĂȘ nĂŁo se importou, ainda abrindo os presentes, eram muitas joias e saltos. â Estava estressado com as experiĂȘncias que fazia com ele e acabei descontando em vocĂȘ. â Victor te entregou a caixa que segurava, pelo tamanho dela, vocĂȘ sabia que seria um vestido. â Estou com saudades de vocĂȘ, nĂŁo quero mais que fiquemos brigados.
â Eu sei disso. Eu vou deixar vocĂȘ falar com ele novamente, preciso testar algumas coisas. â Victor ficou atrĂĄs de vocĂȘ, afastando seus cabelos e deixando beijos no seu pescoço.
â NĂŁo se preocupe, vai cicatrizar em poucos minutos, ele consegue se regenerar facilmente. â vocĂȘ assentiu, olhando de volta para Jaehyun, ao qual nĂŁo tirou os olhos de vocĂȘ desde entĂŁo.
â Eu vou trazer comida. â Victor sorriu, caminhando para a saĂda e deixando vocĂȘs sozinho. VocĂȘ se perguntou se deveria se preocupar com a bondade dele, Victor poderia estar pensando em fazer alguma coisa com Jaehyun? Obviamente vocĂȘ nĂŁo descartava essa possibilidade, conhecendo o marido que tinha, ele faria qualquer coisa para machucar Jaehyun.
Victor ficou observando de longe como vocĂȘ afastou a bandeja de comida quando ele terminou, segurando sua mĂŁo e o puxando para uma janela mais baixa, onde ambos conseguiriam sentar juntos, aproveitando o sol e a vista daquela tarde â mesmo nĂŁo sendo uma das melhores com a janela fechada â. A criatura prestava atenção em tudo de vocĂȘ, como falava cada palavra, como mostrava a ele, lendo cada uma daquelas coisas. Victor nĂŁo gostou daquilo, como ele te olhava, apaixonado. Obviamente ele nĂŁo entendia muitas coisas, mas Victor sim e ele viu aquilo, nĂŁo era um olhar normal, era de um homem apaixonado. Essa era a Ășnica confirmação que ele precisava, a Ășnica certeza de tudo isso. NĂŁo precisou de muito, bastou um dia, apenas isso.
No outro dia vocĂȘs ficaram no laboratĂłrio mais outra vez, lendo outro livro, mostrando palavras e ensinando as vogais, mas Jaehyun ainda nĂŁo entendia, nĂŁo sabia falar perfeitamente. Victor estava perdendo a paciĂȘncia com ele, por nĂŁo conseguir falar nada, apenas o nome do seu criador. Mas vocĂȘ ainda nĂŁo desistiria dele, nĂŁo cansava disso, queria ensinĂĄ-lo qualquer coisa, tudo ainda era novo e vocĂȘ gostava de passar tanto tempo com ele. Mas a leitura começou a ficar entediante para Victor, ele estava ficando sem paciĂȘncia, a falta de desinteresse da criatura de entender as coisas.
â Jaehyun! â VocĂȘ colocou a luz de velas no antigo lugar de sempre, correndo para abraçå-lo, preocupada com ele.
â Victor.
â Ele nĂŁo estĂĄ aqui, estĂĄ tudo bem. â vocĂȘ olhou, procurando qualquer sinal de machucados, qualquer coisa. â Fiquei preocupada com vocĂȘ, ele nĂŁo me deixava mais entrar. NĂŁo conseguia dormir, precisava ver se vocĂȘ estava bem. Victor estĂĄ louco! â vocĂȘ colocou as mĂŁos em seu rosto, puxando para baixo, ficando na sua altura. â Ele te machucou e vocĂȘ deixou. JĂĄ conversamos sobre isso, eu quero que aprenda a se defender, por favor. â vocĂȘ encostou a testa na dele. â Por favor, Jaehyun, nĂŁo deixe-o machucĂĄ-lo ainda mais.
â Victor.
â Victor nĂŁo estĂĄ aqui. Tente outro nome, o meu. â vocĂȘ pronunciou as palavras lentamente, esperando ele repeti-las, mesmo parecendo impossĂvel. Para ele, parecia um idioma novo, algo que nunca entenderia, nĂŁo sabia o que significava. â Tudo bem, eu ainda vou esperar vocĂȘ falar um dia. NĂŁo tenha pressa.
â Boca. Ă assim que se chama. â vocĂȘ nĂŁo entendia o que ele queria, estava apontando para a sua e a dele. VocĂȘs estavam perto demais, cada um tentando entender o que aconteceu, vocĂȘ estava achando engraçado.
â Eu pedi para vocĂȘ nĂŁo vir aqui. â Ambos ficaram assustados, principalmente vocĂȘ, afastando de Jaehyun. â Ordenei que nĂŁo visse mais ele. EntĂŁo agora eu te encontro aqui, com essa abominação que vocĂȘ deu um nome.
â VictorâŠ
â Cale a boca. VocĂȘ estĂĄ passando por uma ordem minha, algo simples. Aproveitou do momento em que eu saĂ para vĂȘ-lo. â Victor nĂŁo conseguiu desviar a atenção de Jaehyun, ele estava com muita raiva. â Estou cansado da forma como vocĂȘ o trata, isso vai mudar. Venha! â vocĂȘ seguiu, quando chegou prĂłximo ele te puxou com força, apertando seu pulso.
â NĂŁo! Me solte, Victor, estĂĄ me machucando. Pare. â Ele nĂŁo se importou, apenas te arrastou escada acima, enquanto a raiva explodiu dentro dele.
Victor suspirou, fingindo que estava tudo bem entre vocĂȘs, voltando a atenção para seu irmĂŁo quando puxava-o para cima, a sala de visitas. VocĂȘ suspirou melhor, olhando para Elizabeth e ansiosa para mostrar-lhe algo extremamente fascinante. Ela iria amar conhecĂȘ-lo.
Lentamente ele estava ficando mais visĂvel para vocĂȘs, Jaehyun olhava atentamente para ambas, mas principalmente para vocĂȘ, ele ficou agitado quando te viu. VocĂȘ sorriu, observando a forma como ele levantou, ansioso para ficar perto de vocĂȘ, para tocĂĄ-la. VocĂȘ odiava vĂȘ-lo amarrado nas correntes, preso naqueles esgoto como se fosse um animal de estimação. VocĂȘ odiava Victor Frankenstein. Elizabeth parou, olhando para ele, completamente admirada, vocĂȘs estavam do outro lado da divisĂłria dos esgotos. Sua amiga fica fascinada.
â Vai ficar tudo bem, Jaehyun! â ele tocou seu rosto, o pequeno machucado em sua bochecha, Victor nĂŁo machucou muito, mas ainda ficou as marcas. â Tudo bem, nĂŁo foi nada demais.
Jaehyun parecia sentir um misto de emoçÔes, sua respiração ficou mais ofegante, seu corpo agitado, os finos e grandes dedos dele hesitando em tocĂĄ-la. Ele olhou para vocĂȘ outra vez, analisando cada lugar onde seu vestido permitia mostrar. Seu braço com hematomas, seu pescoço com as marcas dos dedos dele, o pequeno corte superficial na bochecha. Jaehyun estava com raiva disso, vocĂȘ percebeu a forma dele.
â Eu sei, estou tentando mostrar isso para vocĂȘs. â VocĂȘ segurou a mĂŁo de Elizabeth, olhando uma Ășltima vez para Jaehyun, sabendo que nada poderia fazer para acalmĂĄ-lo. Se Victor entrasse aqui, Jaehyun poderia matĂĄ-lo. A força dele era enorme. â Vamos subir.
â Uma abominação que eu criei, nĂŁo funcionou muito bem.
â Uma abominação? Ă uma pessoa, Victor, ele fala, ele sente, ele tem nome. â Elizabeth estava defendendo ele mais do que vocĂȘ, ao qual estava calada. NĂŁo queria falar mais nada com Victor, estava com medo dele fazer alguma coisa.
VocĂȘs desceram novamente, estava cansada disso, mas para ver Jaehyun faria outra vez, queria ficar perto dele. William segurou a mĂŁo de Elizabeth quando eles entraram no esgoto, a escuridĂŁo se fazia presente, o barulho dos ratos e alguns murmurou de Jaehyun foram as Ășnicas coisas que eles escutaram. Agora visĂveis, vocĂȘ percebeu como ele quebrou quase tudo, a cama improvisada e dura estava partida no meio, uma pilastra quebrada, o chĂŁo partido em uma parte. Jaehyun destruiu quase tudo porque viu hematomas em vocĂȘ, ele sabia que tinha sido Victor.
â Tudo isso por sua causa. â vocĂȘ sussurrou, segurou as mĂŁos de Jaehyun e levantou ele, William ficou admirado com o tamanho dele, mais de dois metros, musculoso e com as partes de outros corpos costurados em cada parte dele.
â Ele nĂŁo precisa de correntes nas mĂŁos e nas pernas, Victor. â vocĂȘ olhou para Elizabeth, uma forma de agradecimento por ela ser a Ășnica que entendia vocĂȘ.
â Ele entende, vocĂȘ quem nĂŁo quer ver isso. VocĂȘ nĂŁo gosta da forma como ele entende apenas uma pessoa, a forma como ele reage a ela. VocĂȘ sabe disso, Victor. â Ele olhou para Elizabeth, fechou as mĂŁos com raiva. â O que foi isso no rosto dela? â apontou para vocĂȘ. De repente, vocĂȘ congelou no lugar, olhou para ela e Victor, soltando as mĂŁos de Jaehyun. â Ela tem hematomas nos braços e pescoço. NĂŁo foi Jaehyun quem causou isso.
â Mas nĂŁo era para mostrar, eu faria isso eventualmente. Vamos conversar no quarto. â vocĂȘ se arrependeu nesse momento.
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Victor estava mais estressado do que antes, vocĂȘ nunca tinha lidado com ele dessa forma, nĂŁo sabia como reagir a nada. Mesmo nĂŁo vendo mais Jaehyun ou saindo do seu quarto, Victor ainda estava muito diferente do que antes e ele descontava tudo em vocĂȘ. Acreditava que muito provavelmente Jaehyun estava começando a reagir, estava se tornando violento, como Victor sempre dizia. Estava se tornando a criatura que ele tanto falava. Caso sim, vocĂȘ apoiaria fielmente Jaehyun, esperava que ele acabasse logo com esse homem. Seria apenas assim que vocĂȘs poderiam ficar juntos, mais prĂłximos.
â Quando duas pessoas se gostam, elas se beijam. Deixe-me mostrĂĄ-lo. â a ousadia jĂĄ estava dominando vocĂȘ, nĂŁo foi atoa que puxou Jaehyun pela nuca e beijou ele delicadamente. Pelo menos, no começo foi bastante calmo. â Feche os olhos, vai ser melhor.
Ele mal deu tempo para vocĂȘ falar, puxando para continuarem os beijos, mais intensos, mais saborosos. Jaehyun aprendia rĂĄpido, muito rĂĄpido, vocĂȘ percebeu isso, quando ele te puxou para outro beijo, jĂĄ era ele mesmo quem liderava. Jaehyun te deixou sem ar muito rapidamente, mas a forma como ele parecia afoito, como queria mais e mais, vocĂȘ jĂĄ estava começando a se arrepender de ensinĂĄ-lo.
â Espere⊠â vocĂȘ o afastou novamente. â Eu preciso respirar, Jaehyun. Estou com falta de ar. â Ă lĂłgico que ele entendia, mas o desejo, aquilo era completamente novo para ele e Jaehyun queria entender melhor, saber porque estava se sentindo assim.
Entretanto, o que aconteceu agora nĂŁo foi muito bem o que vocĂȘ realmente esperava, o que desejava acontecer agora. A porta principal do seu quarto abriu e entrou Victor, batendo com força enquanto assustada vocĂȘs dois â principalmente vocĂȘ â. Levantou da cama assustada, afastando Jaehyun para longe. Victor nĂŁo gostou do que viu, obviamente ele nĂŁo iria gostar, era seu marido. O Ăłdio estava consumindo ele.
â VocĂȘ saiu da prisĂŁo e veio atrĂĄs da minha esposa, sua criatura abominĂĄvel. â ele jĂĄ estava com alguma coisa que nĂŁo identificou o que era, mas pela forma como Jaehyun reagiu, era algo que Victor batia nele com frequĂȘncia.
Ele bateu no rosto de Jaehyun, puxando pelo braço em direção a porta. Jaehyun nada fez, vocĂȘ sentiu raiva disso, a forma como aceitou, a violĂȘncia de Victor. VocĂȘ foi a Ășnica que tentou impedir, empurrando seu marido, mas o prĂłprio Jae Hyun parecia aceitar as consequĂȘncias. Victor saiu e trancou a porta, deixando vocĂȘ desesperada na porta e enquanto batia e soluçava implorando para ele nĂŁo fazer nada. VocĂȘ ficou ali, chorando e pedindo para ele nĂŁo fazer nada de ruim contra ele, nĂŁo foi culpa de Jaehyun, nunca seria.
Minutos depois Victor voltou, nĂŁo foi como vocĂȘ esperava, imaginou que ele demoraria muito mais com Jaehyun, mas Victor parecia querer começar primeiro com vocĂȘ, seja lĂĄ o que iria fazer. Levantou do chĂŁo, caminhando para trĂĄs com medo, Victor estava com raiva, muita raiva.
â NĂŁo, Victor, por favor. â ele subiu em cima de vocĂȘ, prendendo suas mĂŁos.
â Depois que eu terminar com vocĂȘ, vou arrumar nossas malas e partirmos para muito longe daqui. VocĂȘ nunca mais vai vĂȘ-lo, pois quando vocĂȘ acordar ele jĂĄ estarĂĄ morto.
â No entanto, aqui estou eu, casada com vocĂȘ, depois de vocĂȘ planejar todo esse futuro, depois de conseguir o que queria. Enquanto eu, continuo presa a vocĂȘ.
â Me deixe livre, me dĂȘ o divĂłrcio. Eu nĂŁo quero nada seu, apenas voltar para os meus pais.
â Nenhum outro homem iria te querer quando soubesse que vocĂȘ jĂĄ foi casada antes, vocĂȘ viveria sua vida inteira morando com seus pais, como um fardo na vida deles.
â Eu nĂŁo quero homens! Eu quero voltar a estudar e me formar no que tanto sonho, quero voltar para os meus pais e ficar com eles. Simples.
â JĂĄ tivemos essa conversa antes e a minha resposta continua sendo a mesma. NĂŁo!
â Ficarei com Elizabeth. â vocĂȘ afastou, deixando seu marido sozinho no quarto. Nunca imaginou que sentiria tanta raiva, tanto nojo de Victor como estava sentindo agora. Ele era a pior pessoa do mundo, o homem que vocĂȘ jamais casaria se conseguisse mandar em sua prĂłpria vida. Entrou no quarto de Elizabeth com o Ăłdio em seu rosto, felizmente ela estava sozinha, o que ajudou bastante.
â Victor novamente? â ela te olhou diante do espelho.
â Eu odeio ele, Beth! Odeio com todas as forças. Ele nĂŁo me dĂĄ o divĂłrcio de forma alguma, nĂŁo me deixe livre. â VocĂȘ ficou atrĂĄs dela, terminando de arrumar os grampos em seu cabelo.
â O que eu aceitaria de bom grado. â Elizabeth riu. VocĂȘ terminou, afastando enquanto esperava ela levantar para olhĂĄ-la melhor. Elizabeth estava fascinante com aquele vestido branco, seus cabelos ruivos amarrados, tĂŁo linda que vocĂȘ quase nĂŁo parou de olhĂĄ-la. â William tem muita sorte. VocĂȘ estĂĄ muito linda! â ela riu novamente, aproximando de vocĂȘ enquanto te abraçava.
â Obrigada pela sua amizade.
â Eu quem agradeço por vocĂȘ ficar ao meu lado e me apoiar sempre. Adoro sua amizade! â ainda sem se soltar, ambas ficaram ali, abraçadas enquanto desejavam tudo de bom uma para a outra.
Mas foi o barulho alto e forte no quarto ao lado que fez vocĂȘs se soltarem. Estava vindo do quarto de vocĂȘs dois, onde Victor estava nesse momento. VocĂȘ olhou para Elizabeth, ficou preocupada com o barulho, mesmo sabendo que era Victor. Quando aconteceu a segunda vez, agora mais alto e nĂtido, vocĂȘ correu com ela para saber o que estava acontecendo. NĂŁo era possĂvel que Victor estivesse tentando chamar atenção justamente agora, faltando poucos minutos para o casamento, com a casa tĂŁo cheia.
â Se afaste, ______, vou resolver isso agora mesmo. â vocĂȘ olhou para trĂĄs, Victor no chĂŁo enquanto apontava uma arma na direção de vocĂȘs.
â NĂŁo! â ele atirou, imaginando que pegaria na criatura, mas sua mira era tĂŁo ruim que o tiro pegou em vocĂȘ. O sangue manchava seu vestido muito rapidamente, a dor se instalou em seu abdĂŽmen e foi Jaehyun quem te segurou.
â EstĂĄ tudo bem, Jaehyun. VocĂȘ se lembra do que eu te ensinei? Sobre os primeiros socorros? â vocĂȘ segurou a mĂŁo dele, pressionando contra seu machucado. â Primeiro estanque o sangue, depois vocĂȘ pode costurar. â vocĂȘ forçou os olhos, nĂŁo queria dormir agora. â Eu nĂŁo quero morrer agora. NĂŁo sabendo que vocĂȘ estĂĄ vivo, que posso ter a oportunidade de ficar com vocĂȘ para sempre. Por favor, Jaehyun, me salve.
Ăs mĂŁos dele ainda pressionava seu sangramento, mas vocĂȘ se entregou ao sono, foi mais forte do que vocĂȘ.
ăâă
VocĂȘ abriu os olhos aos poucos, a iluminação do sol estava forte naquela parte, quase nĂŁo conseguia enxergar. O barulho dos pĂĄssaros cantando, as borboletas passando tĂŁo perto de vocĂȘ, a grama aconchegante nas suas costas. Parecia que o clima estava agradĂĄvel nesse dia, nĂŁo houve barulho das vozes que vocĂȘ estava acostumada. O ambiente era outro diferente, vocĂȘ nunca tinha visto aqui antes, e caso sim, nĂŁo se lembrava dessa parte. Olhando pelos lados, vocĂȘ nĂŁo conseguiu ver muita coisa, apenas um vasto campo de flores e uma montanha Ă sua direita e esquerda, aparentemente vocĂȘ estava rodeado pela natureza. E sozinha. Pelo menos, foi o que achou.
â VocĂȘ acordou. â assustada, olhou para trĂĄs, vendo exatamente a pessoa que estava pensando agora mesmo. Ficou assustada com a voz, nunca tinha ouvido ele falar, nem sabia como seria, mas agora escutou muito bem.
â VocĂȘ estĂĄ lindo! VocĂȘ fica lindo falando e com o cabelo assim. â Jaehyun sorriu, puxando vocĂȘ para ele novamente, te segurando em estilo noiva.
â VocĂȘ acabou de acordar depois de dois dias, ainda estĂĄ um pouco machucada. NĂŁo force muito seu corpo, vou ajudĂĄ-la agora.
â Como eu disse, meu amigo me ensinou tudo, muita coisa boa. Agora, quero usar tudo isso com vocĂȘ, quero te impressionar.
VocĂȘ soltou uma risadinha, olhando a forma delicada com que ele colocava comida. Jaehyun ainda estava tentando se controlar quando falava de sua força, dava para perceber a forma como ele queria parecer um homem normal, sem quebrar nada, sem demonstrar toda a sua força. Ele conseguiria te quebrar com apenas um abraço, o que era irĂŽnico, pois Jaehyun nunca te machucou de forma alguma.
â Espero que goste e mate sua fome. â ele colocou a comida na sua frente, logo os seus pratos, sentando bem ao seu lado.
â Havia pessoas me caçando, homens que procuravam por mim dia e noite. Acabei me apossando dessa casa como uma forma de levĂĄ-los para longe de mim. Foi algo bem simples, de alguma senhora que morava sozinha antes.
â VocĂȘ ficou todo esse tempo sozinho?
â Sim, mas jĂĄ me acostumei. Prefiro isso do que Victor ao meu lado o tempo inteiro.
â Como vocĂȘ fugiu? Victor disse que queimou a casa inteira, entĂŁo como vocĂȘ saiu?
â Cuidado com essas pessoas, Jaehyun. Parece ser muito perigoso, estĂŁo determinadas a matĂĄ-lo. â a comida dele era deverasmente boa, vocĂȘ ficou surpresa com o resultado, Jaehyun sabia cozinhar muito bem. Havia algo que ele nĂŁo sabia fazer? Ele colocou seu cabelo atrĂĄs da orelha, sorrindo brevemente para vocĂȘ. â VocĂȘ acha que Victor ainda estĂĄ atrĂĄs da gente?
â Venha comigo, vamos deitar juntos. VocĂȘ nĂŁo precisa fazer isso todos os dias, Victor nĂŁo vai nos encontrar tĂŁo cedo. Estamos muito longe da civilização.
â Sim. â ele levantou seu vestido de cetim aos poucos, sentindo seu corpo quente, o desespero que nĂŁo era sĂł dele. â VocĂȘ sabe fazer isso? â Jaehyun te olhou, um pouco confuso pela sua pergunta.
Ele beijou seus lĂĄbios novamente, tocando seu corpo com cuidado, sendo o mais carinhoso possĂvel. VocĂȘ achou engraçado, a criatura mais poderosa e violenta estava tocando em vocĂȘ com tanto carinho e amor, com medo de quebrĂĄ-la. Como nĂŁo iria se apaixonar por ele? Ele massageou seus seios, sentindo a maciez de cada um, como era gostoso de pegar. Deixando de te beijar, Jaehyun desceu para seus peitos, colocando um na boca enquanto tinha as mĂŁos no outro, ele estava brincando com cada um.
â Jaehyun! â vocĂȘ alisou os cabelos dele, puxando lentamente enquanto a onda de prazer te atingiu. Nesse momento, vocĂȘ jĂĄ estava tĂŁo molhada e carente de atenção, jĂĄ tinha tanto tempo que nĂŁo era tocada assim. Por mais que fizesse sexo com seu marido, Victor nunca te tocou assim, nunca te deixou tĂŁo excitada com apenas suas mĂŁos.
â Puta merda, Jaehyun! â VocĂȘ arqueou as costas, puxando seus cabelos com tanta força que imaginou talvez que tivesse machucado ele, mas Jaehyun mal demonstrou reação. â Eu nĂŁo vou aguentar por muito tempo assim.
â Eu quero te sentir, quero provar vocĂȘ. Na minha boca.
Quando ele entrou devagar, vocĂȘ jĂĄ estava gemendo entre sua boca, mal havia colocado tudo, mas jĂĄ era o suficiente. NĂŁo era exagero, Jaehyun era muito grande e grosso, se perguntou porque Victor detalhou tanto essa parte?! VocĂȘ passou as mĂŁos pelo pescoço dele, fechando os olhos quando ele encostou a testa na sua, empurrando tudo em vocĂȘ.
As estocadas foram com força, mesmo Jaehyun tentando nĂŁo fazer isso, nĂŁo te machucar, mas foi inevitĂĄvel no começo, era a primeira vez dele, o desejo estava falando mais alto. Sua sorte era que segurava ele como pediu, com os braços firmes em seu pescoço. VocĂȘ sentia o volume que se formava prĂłximo de seu Ăștero, como marcava, mas ainda sim, nĂŁo deixava de ser prazeroso. A cama antiga rangia na parede, estava com medo de acabar quebrando com vocĂȘs dois. HĂĄ quanto tempo ela estava aqui, pegando poeira e se despedaçando? Isso nĂŁo aguentaria por muito tempo, principalmente com Jaehyun em cima de vocĂȘ, colocando com força.
â Jaehyun! â ele se soltou, ainda estocando em vocĂȘ, deixando se segurar nas colchas da cama ou em qualquer outro lugar. Jaehyun continuou segurando suas pernas, agora tendo a visĂŁo principal de vocĂȘ deitada, gemendo sem parar.
â Eles estĂŁo no quarto. RĂĄpido, venham logo. â vocĂȘ acordou com aquele barulho de vozes, mesmo de longe, abriu os olhos lentamente quando a claridade atingiu seu rosto. â Ela estĂĄ acordando. â vocĂȘ olhou para na direção da porta, encontrando o dono da voz, ou na verdade, os donos. Havia cerca de trĂȘs homens na entrada, apontando suas armas na direção de Jaehyun, ao qual ainda estava dormindo. â Pegue-a antes que ele acorde.
VocĂȘ ficou desesperada, tentando levantar e acordar Jaehyun, mas eles foram muito mais rĂĄpido, segurando vocĂȘ pelo braço e te puxando para longe. E entĂŁo veio a voz, aquela maldita voz que vocĂȘ nĂŁo esperava ouvir nunca mais: Victor Frankenstein. Ele estava parado na porta, com uma arma de fogo nas mĂŁos, sorrindo para vocĂȘ, aquele sorriso diabĂłlico.
â Jaehyun! Jaehyun, acorde. â vocĂȘ gritou e se debateu, tentando se soltar do aperto daquele homem estranho, muito provavelmente os capangas de Victor, aqueles malditos homens. Mais alguns entraram no quarto enquanto apontavam armas na direção de seu amado, ainda dormindo. â Jaehyun!
â NĂŁo antes de eu te matar, criatura. VocĂȘ conseguiu escapar de mim duas vezes, mas dessa vez nĂŁo serĂĄ assim, vou me certificar de que vocĂȘ morra bem diante dos meus olhos. â vocĂȘ se debateu contra o homem, tentando soltar, mas ele era muito forte.
â Solte ela, agora! â Jaehyun segurou o homem mais perto dele, empurrando contra a parede e mais alguns outros homens. VocĂȘ escutou os tiros, machucando ele.
â Sim, Victor, eu entendo. â puxou sem braço de volta, se afastando dele. â VocĂȘ estĂĄ ficando maluco, estĂĄ obcecado por algo que nĂŁo existe mais. Vamos voltar para casa, estou cansada. Eu nĂŁo aguento mais isso aqui.
â Jaehyun! â vocĂȘ sussurrou, tentando se aproximar dele, mas acabou sendo puxado de volta por Victor, ao qual estava espantado com isso. Ele encontrou vocĂȘs.
Ele retirou a atenção de vocĂȘ por alguns segundos, apenas para cuidar de Victor primeiro, puxando o homem pelo tornozelo e derrubando ele naquele gelo tĂŁo duro. Jaehyun jogou Victor para longe, machucando ele ainda mais. No fundo, vocĂȘ ficou aliviada de vĂȘ-lo assim. Ele merecia isso.
â Irei te buscar e levĂĄ-la comigo, meu amor. Eu prometo! â ele sussurrou de volta, mas o suficiente para vocĂȘ escutar, principalmente Victor.
Jaehyun acendeu a dinamite apenas quando vocĂȘs estavam a uma distĂąncia razoĂĄvel dele, quando o navio jĂĄ estava muito prĂłximo. Ele nĂŁo queria te machucar. A explosĂŁo aconteceu tĂŁo alto que vocĂȘs acabaram cobrindo os ouvidos e parando de correr, o gelo rachou e Ă noite parecia dia, tudo ficou iluminado e chamando a atenção dos tripulantes no navio. VocĂȘ sentiu as lĂĄgrimas, seu coração acelerado ao nĂŁo conseguir ver os resquĂcios dele. EntĂŁo agora, seu Jaehyun havia morrido? Victor finalmente conseguiu matĂĄ-lo? VocĂȘ nĂŁo conseguia acreditar nisso, nĂŁo conseguia imaginar que Victor realizou seu maior desejo. Seu Jaehyun estava mortoâŠ
VocĂȘ ajudou Victor a deitar na cama enquanto os dois homens cuidavam de seus ferimentos, mas obviamente ele estava muito fraco, o frio nĂŁo ajudava muito, logo ele iria morrer aqui. E esse era seu maior sonho. Assim seria uma viĂșva livre e voltaria a sua vida de antes, sem um homem para te atrapalhar ou impedir seu futuro. VocĂȘ comeu primeiro, enquanto Victor conversava com o capitĂŁo, pedindo a ajuda dele para saĂrem daqui o quanto antes. Infelizmente, o navio estava preso no gelo, estavam tentando sair jĂĄ tinha trĂȘs dias, mas ficou preso definitivamente aqui.
Suspirando, vocĂȘ acabou sentando na cama com ele, oferecendo a comida e o ajudando a comer tudo. Independente de tudo isso, a forma como ele te trata, vocĂȘ queria mostrar que ainda se importava, mesmo estando ansiosa para Victor morrer, de cansaço e hipotermia, aqui mesmo, nesse gelo da RĂșssia, seu destino final. Durante toda a conversa deles, vocĂȘ continuou calado, com a mĂŁo no peito de Victor, percebendo a fraqueza dele para falar, explicando a criatura ao qual criou e se arrependeu amargamente. O capitĂŁo Walton nĂŁo parecia duvidar dele, muito pelo contrĂĄrio, estava escutando tudo calado, surpreso por cada coisa, imaginando o homem que ele havia criado.Vez e outra eles escutam barulho altos e os tripulantes gritando, mas nunca parecia ser nada, enquanto Victor ainda estava com medo de tudo, dizendo que a criatura chegaria em breve, que levaria vocĂȘ embora, que ele nĂŁo morreu. VocĂȘ esperava que fosse verdade, que realmente Jaehyun estivesse muito perto de aparecer, matar Victor e levar vocĂȘ com ele.
â Vingança. Para mostrar que enquanto eu estou morrendo, ele ficarĂĄ com ela, levarĂĄ embora de mim. Foi por isso que vim parar na RĂșssia, mas nĂŁo importa o caminho, ele sempre irĂĄ encontrĂĄ-la.
Ali estava Jaehyun parado, as roupas queimadas, mas ele continuava inteiro, sem nenhum arranhĂŁo ou machucado. Sua raiva era transparente, os homens atrĂĄs dele nĂŁo fizeram nada, apenas apontando armas e esperando a confirmação do capitĂŁo. VocĂȘ levantou, olhando para ele surpresa, ainda vivo e bem aqui.
â NĂŁo vai me convidar para entrar, capitĂŁo? Ou precisarei fazer a moda antiga? â Victor parecia apreensivo na cama, olhando sem acreditar que de todas as suas tentativas, nenhuma delas realmente funcionou. Jaehyun ainda estava aqui, bem na frente dele.
â Deixe que entre, capitĂŁo. Precisamos acertar nossas contas. â Jaehyun finalmente te olhou, entrando no pequeno quarto e olhando para Victor, seu criador, deitado e quase morrendo. A porta atrĂĄs de vocĂȘs se fechou, o silĂȘncio foi a Ășnica coisa que restou nesse momento. â VocĂȘ estĂĄ aqui para me matar ou levĂĄ-la?
â Estou aqui para me despedir de vocĂȘ e levar de volta a minha mulher. VocĂȘ sabe que ela nunca foi sua, Victor, sabe perfeitamente que nunca te quis. VocĂȘ me criou para ela. â Victor segurou sua mĂŁo, vocĂȘ olhou para ele, ainda tentando saber o que ele iria impedir agora. JĂĄ estava morrendo, porque nĂŁo desiste logo? Victor tossiu, quase nĂŁo parando mais, vocĂȘ deu-lhe um pouco de ĂĄgua, pedindo para voltar a respirar e falar com calma.
â Eu te perdoou por tudo, Victor! â Jaehyun segurou a mĂŁo de seu criador, apertando brevemente. VocĂȘ levantou, caminhando para trĂĄs de Jaehyun, soltando alguns suspiros enquanto via Victor no seu Ășltimo momento.
â Cuide bem dela.
E assim, Victor partiu definitivamente, fechando seus olhos e soltando a mĂŁo de Jaehyun. O capitĂŁo ficou olhando entre vocĂȘs trĂȘs, tentando entender o que faria agora, se por acaso Jaehyun iria fazer algo contra eles. Entretanto, a Ășnica coisa que ele fez foi virar para vocĂȘ, olhando nos seus olhos, esperando alguma coisa.
â VocĂȘ estĂĄ bem, meu amor? â ele perguntou, acariciando seu lindo rosto.
Jaehyun segurou sua mĂŁo, guiando vocĂȘs para a saĂda, onde o capitĂŁo abriu a porta para vocĂȘs, sendo recebido ainda pelos seus homens, todos apontando as armas na direção. O capitĂŁo Walton pediu para eles baixarem, informando que deixariam eles partirem em paz. Jaehyun abriu caminho pela multidĂŁo de homens, sua altura muito mais elevada e seu porte fĂsico deixava eles com muito mais medo. Ele desceu primeiro, puxando daquela altura para o gelo da terra. Entretanto, colocaram uma escada para ajudar vocĂȘ a descer, enquanto Jaehyun ajudava com cuidado, para nĂŁo escorregar.
â Ficaremos bem juntos. Para todo o sempre, meu amor. Vou te fazer feliz, eu prometo. â VocĂȘ fechou os olhos pois sabia que independente de tudo, vocĂȘs ficariam bem, estava em boas mĂŁos agora.
â Sim. â Jaehyun passou os braços pelo seu pescoço, trazendo vocĂȘ para mais perto, sentindo seu calor. â Ficarei estudando durante esse tempo e depois vou trabalhar como professora. Posso conseguir dinheiro para ajudar nas despesas, mesmo que o dinheiro que herdei seja o suficiente, uma hora vai acabar.
â Eu nĂŁo levo o nome âĂ criaturaâ em vĂŁo, sabia? NĂŁo vai ser um mero homem que irĂĄ me matar. Sou forte o bastante para matĂĄ-los em pouco menos de dez segundos. â Jaehyun beijou seus lĂĄbios, nĂŁo foi nada apressado, na verdade muito calmo e aconchegante, vocĂȘ se sentia em casa. â Obrigado por ver amor em mim.
â Acho que Victor nunca comentou isso, mas quando ele tentou me matar a primeira vez foi porque eu disse seu nome. Antes, o Ășnico que eu falava era o dele, quando ele veio me confrontar depois do nosso beijo, foi seu nome que eu falei incansavelmente, preocupado com o que ele tinha feito. Eu sĂł queria matar ele e levĂĄ-la para longe disso tudo, cuidar de vocĂȘ e seus machucados.
â Ele nunca me disse isso. Mas estou honrada em saber que vocĂȘ conseguiu pronunciar meu nome, eu sabia que um dia vocĂȘ iria aprender. Obrigada por nĂŁo ter desistido de me encontrar naquele gelo da RĂșssia.
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