âautora de fanficsâ ; nct, romance, slice of life, dark academia, coming of age & caos estĂ©tico
âââ HERBARIUM
TAGS : NCT FANFIC, HEADCANON, ONESHOT, NOME DE MEMBRO + FANFIC
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Game of Thrones Daily
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"I'm Dorothy Gale from Kansas"
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CONTO 12. MAIS UMA ENCRENCA PARA O SR. TEN LEE
CATĂLOGO: TEN LEE AVISOS: MENĂĂO AO USO DE DROGAS ILĂCITAS. ENEMIES TO LOVERS. A HISTĂRIA A SEGUIR Ă UMA OBRA DE FICĂĂO.
âââ As marcas do carvĂŁo mancham as pontas dos seus dedos de uma forma incĂŽmoda e nada romĂąntica. NĂŁo importa o quanto vire e gire o material em sua mĂŁo, nĂŁo consegue se acostumar. Aquilo parece te distrair do exercĂcio real Ă sua frente, o papel esticado sobre o cavalete que necessita da sua concentração. Seus gestos sĂŁo tĂmidos; mais do que tĂmidos, calculados. NĂŁo pode coçar a ponta do nariz agora, porque senĂŁo ficarĂĄ igualmente manchado de carvĂŁo.Â
eu ODEIO relaçÔes casuais mds eu não nasci pra essa porra
CONTO 12. MAIS UMA ENCRENCA PARA O SR. TEN LEE
CATĂLOGO: TEN LEE AVISOS: MENĂĂO AO USO DE DROGAS ILĂCITAS. ENEMIES TO LOVERS. A HISTĂRIA A SEGUIR Ă UMA OBRA DE FICĂĂO.
âââ As marcas do carvĂŁo mancham as pontas dos seus dedos de uma forma incĂŽmoda e nada romĂąntica. NĂŁo importa o quanto vire e gire o material em sua mĂŁo, nĂŁo consegue se acostumar. Aquilo parece te distrair do exercĂcio real Ă sua frente, o papel esticado sobre o cavalete que necessita da sua concentração. Seus gestos sĂŁo tĂmidos; mais do que tĂmidos, calculados. NĂŁo pode coçar a ponta do nariz agora, porque senĂŁo ficarĂĄ igualmente manchado de carvĂŁo.Â
sei lå só pensando aqui em intimidade serena, tipo, repousar a mão na coxa dele, ele brinca suavemente traçando os dedos da sua mão com os dele, depois a mão vai para a parte mais baixa das suas costas, aperta de leve, talvez ele brinque com as pontas do seu cabelo, mas sem interromper o que faziam num primeiro momento, seja uma conversa, uma leitura, um filme que estão assistindo...

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㠀㠀âŹetween the đŁhighs | lee haechan
[àȘâ⎠âĄ] contĂ©m: haechan Ă f!reader, namoradinhos, slice of life, sugestivo, 0.6k palavrinhas e acho que Ă© sĂł isso!!
[àȘâ⎠âĄ] notinha da gabz, sua best preferida: eu precisava MESMO escrever uma coisinha com meu homem lindo!! espero que vocĂȘs gostem!! đ
â Eu sei, eu falei com ele ontem e⊠â Haechan te olhou por cima do celular. Ele estava jogando, pra variar, te esperando sair do banho para se juntar a ele na cama espaçosa. VocĂȘ se sentou de frente para as pernas esticadas dele, um creminho corporal em mĂŁos. â Faz massagem, mĂŽr!
â SerĂĄ que vocĂȘ tĂĄ merecendo, ursinho? â vocĂȘ questionou de propĂłsito, com as sobrancelhas arqueadas.
Haechan esboçou um biquinho, concordando com um balançar de cabeça. VocĂȘ sorriu, colocando uma quantidade de hidratante nas mĂŁos antes de tocĂĄ-lo nos pĂ©s.
Haechan costumava ser tĂŁo manhosinho que gemeu sĂł com o mĂnimo dos toques.
â Caralho, amo suas mĂŁos â disse, te olhando nos olhos.
Na verdade, nem era para ele estar na sua casa numa quarta-feira Ă noite. VocĂȘs tinham que acordar cedo no dia seguinte e sempre acabavam ficando acordados atĂ© tarde quando estavam juntos, fosse porque Haechan tinha encontrado um joguinho multiplayer novo, ideal para casais, porque vocĂȘ queria finalizar aquela sĂ©rie com ele ou simplesmente porque queriam namorar.
Naquela noite, a terceira opção era a mais vĂĄlida, considerando que Haechan havia colocado na Alexa aquela playlist intitulada por ele mesmo de âpra fazer amorâ, e sua respiração falhava toda vez que suas mĂŁos subiam dos pĂ©s para as pernas, espalhando o creme inocentemente.
Mas ele te conhecia melhor do que ninguĂ©m para saber que nĂŁo existia nada de inocente na forma como vocĂȘ se comportava. No modo como tinha demorado no chuveiro, como ficou pelo menos uns dez minutos procurando aquela babydoll que vocĂȘ tinha certeza de que seu namorado adorava â embora, em algum momento, Haechan inevitavelmente fosse tirĂĄ-la, Ă© claro.
VocĂȘ se curvou na direção de Haechan, alcançando as coxas bronzeadas dele. Apertou-o com as palmas das mĂŁos bem abertas, e Haechan deu um sorrisinho, segurando seu queixo para beijar sua boca devagarinho.
â Amo suas coxas.
â E o que tĂĄ entre elas? â Haechan questionou em um sussurro, os olhos parcialmente fechados, o rosto prĂłximo ao seu graças ao beijo.
VocĂȘ amava aquele rostinho. As pintinhas o tornavam ainda mais charmoso. Para vocĂȘ, Haechan parecia ter saĂdo de alguma exposição de arte. Agora ele era seu; vocĂȘ podia assinĂĄ-lo, pintĂĄ-lo da forma que bem entendesse. E nĂŁo dizia isso por si mesma: Haechan te concedia essa permissĂŁo toda vez que te olhava.
â NĂŁo sei, nĂŁoâŠ
Haechan te colocou no colo dele, afastou uma mecha do seu cabelo para o lado e te encarou. Adorava aqueles momentos, na intimidade do seu quarto, quando nĂŁo deviam ser nada alĂ©m de duas pessoas apaixonadas. Haechan procurava aquela sua pintinha Ănfima na pĂĄlpebra inferior, enquanto vocĂȘ examinava aquele rosto de tirar o fĂŽlego pela milionĂ©sima vez.
Aquele safado era o cara mais bonito sobre o qual seus olhos jĂĄ tinham tido a oportunidade de recair.
â Quer que eu coloque na sua boca pra vocĂȘ relembrar?
â Haechan! â vocĂȘ riu, desferindo um tapinha fraco no peitoral dele.
Haechan mordeu sua bochecha â vantagem de ser bochechuda â sĂł para te provocar, as mĂŁos acariciando suas costas de um jeitinho gostoso, atencioso como ele sempre era contigo.
â VocĂȘ Ă© muito fofo pra falar tanta putaria.
â SĂł com vocĂȘ, mĂŽr.
Ele depositou um beijinho no seu ombro, afastando a alcinha do pijama para ter maior alcance da sua pele deliciosa. VocĂȘ buscou pela boca dele de novo, movendo o quadril na direção dele para senti-lo melhor.
Haechan sorriu, um sorriso libidinoso, enquanto se esticava com vocĂȘ ainda no colo para apagar a luz pelo interruptor perto da cama.
â Valeu pela massagem. Mas agora quero suas mĂŁos em lugares mais interessantes, mĂŽrâŠ
Haechan pendeu a cabeça para trĂĄs. NĂŁo precisou te guiar; vocĂȘ sabia exatamente o que ele queria.
â Desse jeito mesmo, boneca.
©GABZSUN. todos os direitos reservados.
qual prĂłximo conto de "contos de nube"?
com o Ten
com o Yangyang
botĂŁo pra eu ver
qual prĂłximo conto de "contos de nube"?
com o Ten
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ASSEMBLE! #TAEYONG
âïž nao quero um namorado qualquer. Ele tĂȘm cabelos castanhos ondulados e olhos grandes e castanhos tambĂ©m e um olhar distante poĂ©tico, e eu sou a musa dele. E ele Ă© muito gentil, ele Ă© tĂŁo paciente e gosta de romance, me levar pra dançar, mas fica em casa fazendo palavras cruzadas tambĂ©m. E ele nunca aumenta o tom de voz dele. E ele tem um narigĂŁo. E ele sabe mexer os quadris đ€ e na cama ele Ă© o melhorâïž

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ËïœĄâౚà§Ë SCRATCH THAT! đ§žàŸàœČ â taeyong loves ur nails :3 ( word count 448 )
[ extras ] fluff!! reader has cute n long nails<3
à©â©â§âË note ! he so would gush over crazy nails FIGHT ME
ââ âą ă»âžâž @fantasia-films , @k-records , @neocity-net ; div by @suupersonic
"i'm home!" you announced, closing the door. soft music reached your ears and you knocked your shoes off, too tired to bother putting them where they belong.
"hi baby" taeyong's voice greeted you when you entered your bedroom. he was clearly straight out from the shower, hair still wet and his white t-shirt damp. you focused on how nicely it hugged his muscles.
"look what i got today!" you grinned and presented him your new nails.
spreading your fingers apart, you wiggled them playfully. taeyong's eyes widened as he gently took your hands, examining your new set closely.
he was a supporting husband through and through, and that also included nails. especially when you went over the top with them, with all the crazy details and 3d decorations.
this time you went for something cute, baked goods themed. with small, sculpted cherries on top of puddings and milkshakes. bungeoppangs on your pinky fingers and small bows. and of course, almond shaped.
"what the hell, it's so cute!" taeyong whined, carefully tracking the decorations with his fingertips.
"i know, right? can't wait to send a picture to saku, he'll love them" you giggled and your husband let go of your hands.
you turned around to grab a snack you bought for him.
and when you turned around again, his t-shirt was off, laying somewhere on the ground. taeyong was looking at you with sparkly eyes.
"can you scratch my back?" he asked with excitement "please?"
you just scoffed and pointed at the bed with your chin. you didn't need to tell him twice.
a grown man folding right away just because he wanted some scratches. how cute.
you straddled him and got to work, immediately drawing a satisfied groan out of him.
"anyway, i also bought you the fruit jelly you talked about. we can eat it later, i grabbed three flavors" you started babbling, drawing shapes on his toned back absentmindedly. he was growing more relaxed under you, cheek smushed into the pillow. "work was chill today. that weird coworker of mine didn't come today⊠i wonder what happened. not complaining though. but how wat your day, bubu?"
a soft sigh escaped his lips.
"bubu?" you asked again. did he just fall asleep?
you stopped scratching him, resting your palm gently against his reddening back.
that did the trick.
"mpfh⊠don't stopâŠ" he grunted, sounding almost offended.
"you're falling asleep on me! that's not fair" you whined, yet continued your action. with gentle scratches along the nape of his neck, you could see goosebumps raising on his bare skin.
"i'll make it up to you later" taeyong sighed dramatically and closed his eyes again, enjoying the feeling.
masterlist <3
taglist. @l3visbby ,, @laylasbunbunny ,, @mon2sunjinsuver ,, @w3bqrl ,, @zeesturniolo ,, @mjupis ,, @jvkeslvr ,, @lvrhyuck ,, @lexeees ,, @eternalgyu ,, @haecien ,, @slytherinshua ,, @callisrecords ,, @wiishies ,, @reiofsuns2001 ,, @cr4zyf4ngirl777 ,, @luvleyylina ,, @eunyih
amor de verĂŁo
stranger!johnny x stranger!leitora
w.c. 3.9k | fluff, strangers to lovers
Sua vida andava estranha depois de ter defendido o mestrado. Durante longos meses, que pareciam nunca terminar, se pegava imaginando como seria entregar a versĂŁo final da sua dissertação, apresentar para a banca e voltar para seu apartamento sem tantas preocupaçÔes. Achou que, quando isso acontecesse, iria finalmente sentir o que Ă© a tal da liberdade. Descobriu, porĂ©m, que nĂŁo sabia muito bem o que fazer com ela.Â
Pela primeira vez em anos, nĂŁo havia um artigo para revisar, uma reuniĂŁo marcada ou um prazo piscando em vermelho na agenda. Agora era vocĂȘ, um apartamento silencioso e uns meses de folga, analisando a proposta de emprego que tinha recebido.
EntĂŁo, foi em uma madrugada qualquer que, enquanto visitava alguns sites de viagem, vocĂȘ acabou comprando uma passagem para a ItĂĄlia.Â
NĂŁo escolheu o destino por acaso. Sempre escutava seus avĂłs falando o quanto as paisagens eram lindas e o clima era apaixonante, como se qualquer esquina pudesse esconder o amor da vida de alguĂ©m, reforçando a atmosfera romĂąntica do lugar. Desde entĂŁo, a ItĂĄlia parecia um sonho distante ou preso nas pastas do Pinterest que vocĂȘ tinha feito pensando âquem sabe um dia eu irei visitarâ.
Até que esse dia chegou.
Finalmente vocĂȘ estava em uma pequena vila na ItĂĄlia, Monterosso al Mare, em Cinque Terre, com direito a casinhas coloridas, flores que decoravam janelas, um cĂ©u azul digno de verĂŁo e uma praia que sempre tirava o seu fĂŽlego. VocĂȘ passou meses organizando essa viagem, pesquisando os lugares que gostaria de visitar, os restaurantes com comidas tradicionais, atĂ© as gelaterias mais famosas. Colocou tudo em planilhas, com direito a colocar uma cor para cada dia da sua viagem e os horĂĄrios que iria ficar em cada lugar, para poder aproveitar cada minuto da melhor forma.
JĂĄ era o terceiro dia, tudo estava ocorrendo exatamente como vocĂȘ tinha planejado. Tinha encontrado e feito o check-in no pequeno hotel, visitado alguns lugares presentes no seu roteiro e atĂ© feito um bate-volta para uma vila vizinha sem que nenhum trem atrasasse. NĂŁo tinha ultrapassado o orçamento, a previsĂŁo do tempo estava correta todos os dias e estava seguindo a planilha perfeitamente.
Naquela tarde, o objetivo era simples: conhecer a gelateria mais antiga daquela vila. Depois de alguns minutos encarando o balcĂŁo indecisa, escolheu o sabor limĂŁo siciliano. NĂŁo era sua escolha de sempre, mas estava disposta a experimentar coisas novas. Acabou se surpreendendo muito, pois, alĂ©m de gostoso, era muito refrescante, combinando perfeitamente com o clima do local. Talvez aquele fosse o melhor sorvete que vocĂȘ jĂĄ tinha provado.
Caminhava sem pressa pela rua estreita, observando o movimento ao redor e se deliciando com seu gelato. Turistas fotografavam cada cantinho da vila, moradores conversavam nas portas das lojas e o cheiro de limĂŁo parecia misturado Ă brisa salgada que vinha do mar.
Tudo estava ocorrendo bem, até sentir um impacto no ombro. Foi forte o suficiente para fazer seu gelato sair da casquinha e manchar a blusinha branca que usava.
Aquilo nĂŁo podia estar acontecendo.
Era uma blusinha branca que vocĂȘ gostava muito, perfeita para o clima quente do lugar. Sem falar que tinha separado as roupas por dia. VocĂȘ virou, fechou os olhos e respirou fundo, como se aquilo te desse sanidade suficiente para nĂŁo surtar com a pessoa desastrada que tinha causado aquilo em vocĂȘ.
âMeu Deus, me desculpe! Juro que nĂŁo tinha te visto.â Escutou uma voz masculina se desculpando em um desespero tĂŁo grande quanto o seu. VocĂȘ foi abrindo os olhos lentamente, pronta para reclamar com o estranho desastrado, mas suas palavras sumiram quando deu de cara com um homem, que segurava um gelato torto, ao ponto de ter o mesmo destino que o seu e com uma expressĂŁo preocupada no rosto. Os cabelos escuros estavam bagunçados de um jeito tĂŁo perfeito que atĂ© pensou que o vento tinha sido pago para fazer aquilo, usava uma camisa de linho com os primeiro botĂ”es abertos, revelando a pele levemente bronzeada pelo sol italiano e um pedacinho de uma tatuagem, com os Ăłculos de sol pendurados na gola.Â
Ele olhou para o seu gelato, ou melhor, o que sobrou dele, depois olhou para a sua blusa e voltou o olhar para o seu rosto, que estava corado, nĂŁo sabia dizer se pelo sol ou pelo olhar do estranho. âEssa definitivamente nĂŁo foi a melhor forma de conhecer alguĂ©m.â
Riu da sua tentativa de fazer uma piada. Queria ficar com raiva, reclamar que sua blusa estava suja, mas a preocupação genuĂna dele, combinada com o sorriso estampado em seu rosto, dificultavam as coisas. âRealmente nĂŁo Ă©, mas, acidentes acontecem, nĂŁo se preocupeâ. O estranho parecia mais aliviado ao perceber que vocĂȘ nĂŁo tinha ficado tĂŁo irritada.
âEntĂŁo, deixa eu consertar o que fiz. Posso comprar outro gelato pra vocĂȘ.â Ele disse, apontando em direção a gelateria. âPrometo que dessa vez nĂŁo vou derrubarâ.
VocĂȘ riu, nĂŁo por conta da piada, mas porque ele parecia preocupado e querendo lhe agradar de alguma forma. âNĂŁo precisaâŠâ
âPrecisa sim! Ă o mĂnimo que posso fazer depois de ter estragado sua blusa e seu gelato.â
Olhou para blusa por um tempo e para o copo, que agora estava vazio. Talvez um novo gelato melhorasse a situação.
âLimĂŁo siciliano.â VocĂȘ disse, deixando o homem confuso. âFoi o sabor que eu pedi.â
Os olhos dele pareciam ganhar um brilho discreto. Ele fez um sinal com as mĂŁos, para que vocĂȘ o esperasse exatamente onde estava e minutos depois, o homem voltou com o gelato em mĂŁos, te entregando. âAqui estĂĄ, sĂŁo e salvo.â
âMuito obrigadaâŠâ Percebeu que nĂŁo sabia o nome dele, afinal, naquele caos todo, tinha esquecido de perguntar.
âJohn. Mas todos me chamam de Johnny.â VocĂȘ tambĂ©m se apresentou. âVocĂȘ estĂĄ viajando sozi-â. Johnny foi interrompido pelo seu alarme que indicava que vocĂȘ jĂĄ deveria estar indo para a praia.
âAi meu Deus, estou atrasada!â
âUĂ©, mas atrasada pra que?â
âTenho que ir, atĂ© mais!â Disse enquanto praticamente corria, se afastando e deixando Johnny completamente confuso, mas com um sorriso no rosto. O seu plano era passar a tarde toda conhecendo mais a âmulher da blusa brancaâ tinha fracassado, mas algo nele dizia que iam acabar se encontrando, mais cedo ou mais tarde.Â
No dia seguinte, vocĂȘ iria de trem para uma cidadezinha ao lado na sua, entĂŁo, precisava acordar mais cedo do que o normal para poder aproveitar cada momento. ApĂłs um banho e tomar um cafĂ© reforçado, verificou os itens dentro na sua mochila que tinha sido organizada na noite anterior, alĂ©m de checar a programação do dia na sua inseparĂĄvel planilha. Tirando o incidente com Johnny e sua blusa, tudo estava ocorrendo exatamente como vocĂȘ tinha planejado.
Ao chegar na estação de trem, procura a plataforma de embarque para Vernazza, seu prĂłximo destino. Como tinha chegado mais cedo, teve tempo de procurar com mais calma, sem a correria que estava acostumada no seu cotidiano. Ao chegar no painel que indicava o embarque, avistou um homem alto, que tambĂ©m olhava para os destinos, tinha a sensação que o conhecia de algum lugar. Levou um tempinho, mas vocĂȘ o reconheceu.
âJohnny?â
Ele parece tĂŁo surpreso quanto vocĂȘ, mas sorri, dizendo o seu nome. âEu nĂŁo imaginava te ver aqui.â
âEu tambĂ©m nĂŁo, mas o que vocĂȘ estĂĄ fazendo aqui?â
âPerdi o trem que eu ia pegar, entĂŁo estou aqui escolhendo para onde vou.â Ele respondeu como se aquilo nĂŁo fosse tĂŁo importante.
âVocĂȘ perdeu o trem? Como?â VocĂȘ ficou realmente preocupada. Como assim ele estava decidindo para onde ir?
âAcabei me distraindo vendo um gato.â VocĂȘ podia jurar que ele estava envergonhado por assumir que se distraiu com algo tĂŁo simples como um gatinho. âMas antes que vocĂȘ me julgue, era um gato muito bonito.â
VocĂȘ acabou rindo pela primeira vez sem tentar esconder e Johnny riu junto, tinha achado adorĂĄvel o seu sorriso. âPara onde vocĂȘ vai?â
âVernazzaâ
Ele olha para o painel, vĂȘ que ainda dĂĄ tempo de comprar a passagem e diz: âEntĂŁo, eu vou tambĂ©m.â
VocĂȘ estranha. âMas, nĂŁo era o seu destinoâŠâ
Ele apenas sorri, dando de ombros. âAgora Ă©.â
Pouco tempo depois, vocĂȘs jĂĄ estavam no trem a caminho de Vernazza, um caminho curto que duraria alguns minutos. Vendo que sĂł tinha um lugar disponĂvel, Johnny, como bom cavalheiro que Ă©, ofereceu a vocĂȘ, que relutou um pouco, mas no final, acabou cedendo.
Ao chegarem em Vernazza, prontamente pegou sua planilha para ver onde seria o primeiro destino, uma cafeteria para um rĂĄpido cafĂ© antes do almoço.Â
âVocĂȘ vem comigo?â VocĂȘ perguntou ao homem, que provavelmente nĂŁo tinha programado nada para aquela rĂĄpida viagem.
âSe minha companhia nĂŁo for te atrapalhar⊠Sem falar que eu amo um cafĂ©.â
Ao chegarem na cafeteria, resolveram tomar o cafĂ© no balcĂŁo mesmo. Aquele momento foi a oportunidade perfeita de conhecer um pouco mais na sua mais nova companhia de viagem. Johnny era um arquiteto que buscava suas inspiraçÔes nas viagens que realizava. Tinha a mesma idade que a sua e tambĂ©m estava tirando um tempo de fĂ©rias, aproveitando para dedicar um tempo a outra paixĂŁo: a fotografia. Por isso tinha em mĂŁos uma cĂąmera descartĂĄvel, pronto para fotografar pequenos detalhes daquela viagem.Â
Assim que saĂram da cafeteria, vocĂȘs caminhavam calmamente pelas lindas ruas de Vernazza e, pela primeira vez desde que estava na ItĂĄlia, vocĂȘ nĂŁo ficava olhando o tempo todo para o relĂłgio do celular, preocupada com o cronograma que tinha preparado. Em vez disso, se pegou observando Johnny fotografando pequenas coisas e momentos que chamavam a sua atenção, mas que passariam totalmente despercebidas por vocĂȘ: uma bicicleta amarela encostada em uma parede de tijolos, uma senhorinha que cuidava dos vasinhos de flores na janela de sua pequena casa, um gatinho que dormia calmamente em cima de um muro baixo.
NĂŁo pĂŽde deixar de ficar admirada, mas tambĂ©m curiosa. âPosso te fazer uma pergunta?â Disse, atraindo a atenção de Johnny que abaixou a cĂąmera e te olhou. âPor que vocĂȘ fotografa essas coisas tĂŁo simples?â
Ele simplesmente respondeu. âPorque as pessoas preferem fotografar as coisas Ăłbvias e acabam ignorando a beleza que existe em momentos simples na vida, como naquela senhorinha ali.â
VocĂȘ sorri, olhando para a senhorinha.
Ă medida que vocĂȘs andavam, Johnny ficava intrigado com a sua organização, com cada lugar marcado em sua planilha, com cada alarme que tocava indicando para onde deveria ir. âDesculpa perguntar, mas vocĂȘ realmente tem que seguir essa planilha?â
âClaro! âVocĂȘ respondeu, sem tirar os olhos do celular. âAssim eu consigo aproveitar tudo que quero e ainda administro bem o meu tempo.â
EntĂŁo, Johnny viu uma escadinha em meio a dois pequenos prĂ©dios e ficou curioso.âE se a gente for por ali?â Disse, apontando para a escadinha.
âMas isso nĂŁo estĂĄ na minha listaâŠâ
Ele foi subindo os degraus, te deixando para trĂĄs. VocĂȘ tinha duas opçÔes: ou ficava sozinha e seguia o seu roteiro ou seguia o seu mais novo parceiro de viagem. Escolheu a segunda, mas antes, reclamou mais um pouco sobre estar fugindo do roteiro. Suas reclamaçÔes encerraram quando chegaram a um mirante, onde se podia ter uma vista perfeita da cidade, que ficava ainda mais linda com aquele cĂ©u em uns tons de laranja, declarando o fim de tarde. VocĂȘ olhava tudo, sem palavras, encantada com o que seus olhos viam. âIsso Ă© lindo!âÂ
Seu olhar estava preso na paisagem, enquanto JohnnyâŠ. Bem, ele ficou um tempo admirando tanto a paisagem, quanto vocĂȘ. Como o vento balançava os seus cabelos, como seus olhos brilhavam ao descobrir aquele lugar incrĂvel, como o seu sorriso tinha a capacidade de iluminar ainda mais aquele lugar. EntĂŁo, ele tirou a cĂąmera e fotografou rapidamente. Depois de um tempo, vocĂȘ percebeu que Johnny estava parado, apenas observando tudo.
âUĂ©, mas vocĂȘ nĂŁo vai aproveitar para tirar fotos?â
âMas, eu jĂĄ tirei.â EntĂŁo, ele lhe ofereceu a cĂąmera, mostrando a foto que ele tinha mais gostado. Era vocĂȘ.
Os dias seguintes, jĂĄ em Monterosso, passaram mais rĂĄpidos do que vocĂȘ tinha imaginado, principalmente porque nĂŁo esperava que passaria eles na companhia de Johnny. Descobriram uma livraria escondida em um beco na parte central da vila onde passaram horas lendo e conversando, se contendo um pouco para nĂŁo falarem alto demais. Johnny insistiu para que vocĂȘ provasse um cannoli com a justificativa que a viagem sĂł seria completa se vocĂȘ comesse um. VocĂȘ obrigou Johnny a ir em um lugar especializado em focaccias para que dividissem um porque, segundo suas pesquisas, era o lugar mais bem avaliado de Cinque Terre. Ele fingia reclamar da sua total organização, mas no fundo admitia que vocĂȘ fazia algumas das melhores escolhas.Â
E assim, o Ășltimo dia da viagem tinha chegado e naquele momento, estavam na praia. VocĂȘ, sentada na areia olhando para a imensidĂŁo daquele mar azul. Ou melhor, para Johnny, que se banhava naquele mar, despreocupado, apenas aproveitando cada momento. Pensava como ele tinha transformado a sua viagem, deixando tudo ainda mais mĂĄgico. Naquela hora, ele acenava para vocĂȘ, chamando para entrar na ĂĄgua com ele, mas vocĂȘ apenas balançava a cabeça negativamente, chamando ele para ficar ali com vocĂȘ. Era Ăłbvio que tinham criado uma quĂmica imensa durante aqueles dias, mas, infelizmente a hora de dar tchau estava se aproximando.
Quando Johnny saiu do mar, vocĂȘ acabou sorrindo sem perceber. Talvez ele fosse, de fato, um homem muito bonito, mas descobriu durante aqueles dias que o sorriso dele chamava muito mais sua atenção. Era o tipo de sorriso de quem parecia genuinamente feliz por estar ali e te contagiava sempre que via.
âNĂŁo acredito que vocĂȘ veio para a praia e nĂŁo vai aproveitar o mar.â Johnny disse sentando ao seu lado, enquanto vocĂȘ entregava uma toalha para ele.
âMas existem vĂĄrias formas de aproveitarâŠâ
Johnny sorriu de lado enquanto passava a toalha pelos cabelos molhados. âE qual seria a sua, senhorita organização?â
VocĂȘ revirou os olhos com o apelido e deu de ombro. âAh, ficar aqui, olhando a paisagem⊠aproveitando o dia.âÂ
Ele riu baixinho. Durante alguns segundos, vocĂȘs ficaram em silĂȘncio, apenas escutando o som das ondas e de vozes distantes de algumas famĂlias aproveitando os Ășltimos momentos de sol e, naquele momento, vocĂȘ ficou pensando o quanto seria incrĂvel ter uma pessoa como Johnny na sua vida. O que teria acontecido se vocĂȘs tivessem se conhecido na cidade em que vocĂȘ morava? Seriam amigos? Namorados? Sairiam Ă noite para jantar ou assistiriam um filme no apartamento dele? NĂŁo sabia o que teria acontecido, mas sabia que sentiria saudades dele. NĂŁo tinha percebido, mas, enquanto tinha esses pensamentos, vocĂȘ olhava fixamente para o homem, enquanto ele olhava para o mar.
âJuro que te mando uma foto minha para vocĂȘ ficar admirando por muito mais tempo.â Johnny disse em um tom de brincadeira, sentindo o seu olhar sob ele, fazendo com que vocĂȘ risse e saĂsse de seus prĂłprios pensamentos. Ele tirou a atenção do mar e te olhou, como se soubesse o que vocĂȘ estava pensando. âNo que vocĂȘ estĂĄ pensando?â
âQue nĂŁo queria que isso acabasse.â
Achava que ele iria fazer algum tipo de piada, mas, ele apenas ficou te observando, como se quisesse memorizar cada detalhe do seu rosto e aproveitar cada minuto que ainda tinha com vocĂȘ.
VocĂȘ sorriu, sentindo que deveria fazer algo que seu coração tinha vontade hĂĄ muito tempo.
âPosso fazer uma coisa que nĂŁo estĂĄ em nenhuma das minhas planilhas?â Johnny sorriu e apenas acenou.Â
VocĂȘ se aproximou aos poucos, sem quebrar o contato visual com Johnny, tocou levemente um seu queixo, fazendo um carinho bem leve. Johnny entendeu o que vocĂȘ queria fazer, mas nĂŁo se apressou e, embora tambĂ©m quisesse te beijar hĂĄ muito tempo, queria que vocĂȘ conduzisse aquele momento.Â
Seus låbios encostam nos dele de maneira doce, sem pressa, aproveitando cada segundo naquele encontro. Se afastaram por uns segundos, sorriram um para o outro e, quando estava prestes a limpar os låbios de Johnny que estavam com o seu gloss, sentiu a mão dele em seu pescoço, te puxando para um beijo mais fervoroso, como se ele quisesse de fato sentir o seu sabor, que aquilo tudo era real. Suas mãos percorriam os ombros largos dele se ancorando e o trazendo mais para perto. A falta de fÎlego os obrigou a cortarem o beijo.
âIsso foi⊠incrĂvel.â Johnny dizia, tentando recuperar o fĂŽlego, com a testa colada na sua. âVocĂȘ nĂŁo tinha ideia do quanto eu queria ter te beijado antes. Pena que amanhĂŁ vocĂȘ vai-â. Ele foi interrompido pelos seus lĂĄbios, em um beijo rĂĄpido. VocĂȘ nĂŁo queria saber de despedidas ainda.
âJohnny, nĂŁo estrague o momento! NĂŁo quero me lembrar disso agora que a genteâŠâ
âEstĂĄ se pegando loucamente na praia? TambĂ©m acho que nĂŁo seja a melhor hora de tocar nesse assunto.â VocĂȘ riu, dando um tapinha no braço dele. Foi assim que vocĂȘ percebeu que ele te abraçava pela cintura. âEntĂŁo, essa noite, vamos ser o casal mais romĂąntico que a ItĂĄlia jĂĄ viu. Esteja pronta Ă s oito, pois hoje vamos ter uma noite inesquecĂvel.â
E pontualmente, Johnny estava na frente do seu hotel, andando de um lado para outro. NĂŁo entendia o porquĂȘ, mas estava nervoso em ter um encontro com vocĂȘ. Quer dizer, nĂŁo tinham deixado claro que era um encontro, mas, para ele, com certeza era, afinal foram dias dividindo momentos, descobrindo lugares e conhecendo um ao outro aos poucos, entĂŁo, aquela noite parecia diferente. Talvez estivesse assim porque sabia que seria a Ășltima noite juntos antes de vocĂȘs seguirem caminhos diferentes. De qualquer forma, nĂŁo conseguiu evitar o sorriso quando finalmente te viu.
Quando vocĂȘ foi em direção a ele, usando um vestido florido que desenhava delicadamente o seu corpo, Johnny paralisou por alguns segundos. VocĂȘ era com certeza uma das mulheres mais lindas e legais que ele jĂĄ tinha visto e se perguntou como era possĂvel que alguĂ©m que havia conhecido por acaso em uma rua de Monterosso tivesse se tornado tĂŁo importante em tĂŁo poucos dias. Claramente o destino estava ao lado dele.
A batida do seu coração tambĂ©m falhou quando viu Johnny, sorrindo, com os olhos brilhando quando te viu, mesmo que tenha passado a tarde toda contigo. E era essa uma das coisas que vocĂȘ aprendeu a gostar sobre ele nos Ășltimos dias: ele sempre parecia genuinamente feliz ao te ver.
Com um rĂĄpido beijo e um âvocĂȘ estĂĄ lindaâ, ele estendeu uma das suas mĂŁos para te guiar para um restaurante que ficava ali perto. O lugar parecia ter saĂdo de uma das imagens que vocĂȘ tinha salvo nas suas pastas no pinterest, tinha uma decoração antiga e tradicional, com direito a pequenas luzes que iluminavam as mesas que ficavam do lado de fora, tornando o ambiente bem aconchegante, dividindo espaço com uma pequena banda tocava mĂșsicas tradicionais italianas, algumas mais lentas e dramĂĄticas, outras tĂŁo animadas que faziam os clientes acompanharem o ritmo batendo palmas e cantando junto.Â
VocĂȘ nĂŁo conseguiu evitar o sorriso ao perceber que, em qualquer outro momento daquela viagem, provavelmente teria pesquisado o restaurante com antecedĂȘncia, conferindo o cardĂĄpio e as avaliaçÔes. Mas naquela noite nĂŁo estava preocupada com o horĂĄrio ou em checar a planilha com antecedĂȘncia. Apenas queria aproveitar a noite, com Johnny sentado Ă sua frente.
A noite foi passando e vocĂȘs se divertiam tanto que nĂŁo viam o tempo passar. Comeram pratos deliciosos, aproveitando para experimentar um pouco da comida um do outro e conversaram sobre coisas tudo que podiam imaginar. Riram das primeiras impressĂ”es que tiveram um do outro, sem deixar de relembrar o desastre do gelato e do Johnny se distraindo com um gatinho e perdendo o trem.Â
A mĂșsica mudou, dando lugar a uma melodia bem mais animada, ao ponto de fazer algumas pessoas se levantarem de seus lugares para dançar. Johnny acompanhou o movimento com os olhos por alguns segundos antes de te olhar. âVamos?â
VocĂȘ arregalou os olhos, se mostrando surpresa. âJohnny, eu nĂŁo sei dançar.â
âE vocĂȘ acha que eu sei?â Disse rindo. âSĂł quero aproveitar e tornar essa noite inesquecĂvel. Eu te prometi isso mais cedo.â
Ele estendeu a mĂŁo e o seu olhar se intercalou entre ela e a pequena pista improvisada entre as mesas. Ia culpar a taça de vinho, mas segurou a mĂŁo de Johnny, que sorriu ao ver que vocĂȘ tinha topado essa ideia.Â
E foi assim que vocĂȘs acabaram dançando no meio de outros casais, rindo de toda vez que algum dos outros errava um passo ou se esbarravam em algum casal. Johnny atĂ© tentou te conduzir mas estava claro que ele nĂŁo fazia ideia do que estava fazendo.
Aquela noite tinha sido mĂĄgica para os dois, mas jĂĄ tinha se passado um bom tempo e decidiram voltar para o hotel. O caminho tinha sido curto, mas Johnny te abraçava durante todo o percurso, como se nĂŁo quisesse te soltar. Por vezes diminuĂram o passo apenas para que aquele caminho parecesse um pouco mais longo. VocĂȘ ria de algum comentĂĄrio bobo que Johnny tinha feito e ele pensava como iria ter saudades do seus sorrisos.
Quando chegaram ao hotel, pararam em frente a ele. Por alguns segundos, ficaram em silĂȘncio e continuaram de mĂŁos dadas, como se nenhum estivesse realmente pronto para soltar. VocĂȘ olhou para Johnny e ele te olhava na mesma intensidade.
âAcho que essa Ă© a hora que a gente se separa.â Johnny disse, mas, pelo tom da sua voz, nĂŁo era necessariamente o que ele queria falar.
VocĂȘ sentiu o peito apertar, pois sabia que aquela noite iria terminar em algum momento, mas no fundo nĂŁo estava pronta para isso. Sabia que iriam voltar cada um para sua casa e retomar a vida que tinham antes de se conhecerem.
PorĂ©m, algo lhe dizia que era impossĂvel aquele momento terminar ali com um simples âboa noiteâ e talvez um beijo.
SĂł que, olhando para Johnny naquele momento, parecia impossĂvel acreditar que tudo aquilo poderia simplesmente acabar com um "boa noite".
âMasâŠâ A palavra escapou dos seus lĂĄbios antes que pudesse pensar melhor. Respirou fundo, olhando para as mĂŁos que se recusavam a se soltar. Achava que seria uma loucura o que estava prestes a fazer, mas sabia que se arrependeria se nĂŁo fizesse. VocĂȘ sorriu, brincando distraidamente com os dedos dele. âAcho que essa noite nĂŁo precisa acabar agora.â
Por alguns segundos, Johnny apenas te encarou, com uma expressĂŁo tĂŁo genuinamente surpresa que vocĂȘ acabou soltando uma risadinha.
Foi assim que, minutos depois, vocĂȘs estavam no quarto de Johnny. Assim que a porta se fechou, ele te tomou nos braços, encontrando seus lĂĄbios em um beijo caloroso que vocĂȘ respondeu na mesma intensidade. Suas mĂŁos foram parar nos cabelos dele, bagunçando os fios que jĂĄ estavam desarrumados, e Johnny sorriu contra sua boca antes de voltar a beijĂĄ-la.
O beijo sĂł terminou quando vocĂȘs precisaram respirar, a oportunidade perfeita para Johnny te virar de costas para ele e distribuir beijos pelo seu pescoço, fazendo vocĂȘ rir baixinho e se arrepiar quando os lĂĄbios dele chegaram perto de um ponto sensĂvel. Seus dedos rapidamente encontraram o zĂper do vestido, e, quando ele saiu no chĂŁo, vocĂȘ se virou para ele outra vez, o puxando pela gola da camisa para diminuir qualquer espaço que ainda existisse entre vocĂȘs.
Naquela noite, vocĂȘs estavam sozinhos. Pela primeira vez desde que havia chegado Ă ItĂĄlia, vocĂȘ nĂŁo tinha absolutamente nenhum lugar para estar depois ou uma preocupação com o horĂĄrio. VocĂȘ estava onde deveria estar e com uma pessoa que, em pouco tempo, se tornou tĂŁo especial.
E era por isso que tinha cometido essa âloucuraâ. Queria aproveitar aquele momento com Johnny e esquecer de tudo que viria depois. Que teria que pegar um aviĂŁo no dia seguinte, que teria que voltar para casa e tomar decisĂ”es para os rumos que sua vida iria tomar. VocĂȘ tinha todo o tempo do mundo para decidir o que fazer.Â
Mas aquele momento com Johnny era Ășnico.
âžâžgostosa do âââââââ | gabriel fernando
ââââââconteĂșdo: haechan (gabriel fernando) Ă f!reader, amiguinhos ficantes meio namoradinhos, sugestivo, br!au, ~1k palavrinhas e acho que Ă© sĂł!!
âââââânotinha da sun, sua preferida para todo sempre: pra variar escrevi essa com âtem cafĂ©â do gaab, acho que jĂĄ escutei essa mĂșsica pelo menos, no mĂnimo, umas milhĂ”es de vezes, sempre lembro do haechan porque o gabriel fernando surgiu do gaab e a voz do gaab Ă© a voz do haechan, ninguĂ©m tira isso da minha cabeça KKKKKK no mais Ă© isso, espero que vocĂȘs gostem!! đ
â Gab, Ă© a sua vez, cara, presta atenção â Hyuck desviou o olhar de vocĂȘ para Jaemin, ao seu lado, que falou sorrindo. Seu joelho encostava no dele; na verdade, estavam prĂłximos pra caralho, e Haechan se sentia surpreendentemente incomodado. Tinha sido ele quem sugerira o encontro em casal, tinha sido ele quem sugerira ir atĂ© o apĂȘ dele porque jĂĄ era tarde, nenhum motorista do Uber aceitava a corrida, estava caindo uma tempestade e a casa dele era a mais prĂłxima do restaurante em que estavam. A parceira dele, uma garota com quem ficara algumas vezes e conhecia superficialmente, jĂĄ tinha sacado.
Haechan estava caidinho por vocĂȘ. Tinha medo de admitir â afinal, fazia tempo que ele nĂŁo tinha uma relação com uma mulher que fosse alĂ©m da transa.
Com vocĂȘ era mais. Muito mais.
Hyuck retornou os olhos para vocĂȘ depois de jogar uma carta +4 â e, inclusive, vocĂȘ era a prĂłxima a jogar. Deu um sorrisinho na sua direção, mas nĂŁo era porque estava te ferrando no Uno; na verdade, ele estava adorando te admirar com uma camiseta antiga dele, o cabelo começando a encaracolar por estar molhado, o rĂmel borrado.
Tinha um sorrisinho sacana adornando os lĂĄbios bonitos, porque sua aparĂȘncia poderia ser o equivalente a vocĂȘ⊠vocĂȘ depois de fazer amor. Com ele. SĂł com ele.
â Vai, compra seis, o Jaemin jogou +2 antes â vocĂȘ revirou os olhos, o que sĂł serviu como material fresco para as fantasias de Gabriel, como praticamente todos os amigos cariocas dele o chamavam. Hyuck precisava te tirar dali, precisava te levar pro prĂłprio quarto â o lugar sagrado onde ninguĂ©m entrava, pelo menos nĂŁo alguĂ©m que ele quisesse comer. As fodas casuais de Haechan eram sempre fora do apartamento: num barzinho, num quarto de motel⊠mas vocĂȘ fazia com que ele tivesse vontade de fazer o certo, de te beijar devagar enquanto conhece seu corpo aos pouquinhos, pondera sobre onde tocar primeiro, cria um mapa mental de sensibilidade â pra saber onde vocĂȘ mais gosta de ser tocada, onde provoca um arquear, mesmo que sutil, onde arrepia, onde faz cĂłcegas.
â Vamo ter que parar esse jogo, tĂŁo mandando mensagem no grupo. Ă aquela porra de projeto de novo, ____.
VocĂȘ abriu a boca pra dizer algo â âdeixa eles resolveremâ estava na ponta da lĂngua â, mas Haechan te olhava daquele jeito que dizia que existia algo a mais, enquanto estendia a mĂŁo pra vocĂȘ se levantar. VocĂȘ o fez, segurando a palma estendida no que durou um ĂĄtimo de segundo, o suficiente para o seu corpo esquentar violentamente.
O plot twist Ă©: queria Hyuck tanto quanto ele te queria.
SĂł vocĂȘs dois nĂŁo enxergavam a Ăąnsia doentia de um pelo outro.
â O Jaemin Ă© legal, nĂ©?
â Ă â vocĂȘ assentiu.
Era a primeira vez entrando no quarto dele. A primeira vez que Haechan fechava a porta atrĂĄs de vocĂȘ e te encarava, a luz acesa como vocĂȘ, irradiando calor, o coração trabalhando duas vezes mais, como se estivesse prĂłxima de uma parada.
â Posso testar uma coisa?
Ele se aproximou, e vocĂȘ recuou um passo de forma automĂĄtica. Haechan avançou mais um passo, e vocĂȘ retrocedeu. Ficaram nessa brincadeirinha sutil entre olhares, sorrisinhos e passos, atĂ© vocĂȘ esbarrar na cama â sem ter pra onde ir. Seu limite. Encurralada.
â Meu bem, escuta o que vai acontecer â Haechan segurou seu rosto. Ele nĂŁo era exatamente alto, mas havia uns bons dez centĂmetros de diferença entre suas alturas. VocĂȘ anuiu. Naquele momento, seu amigo da faculdade podia pedir, com jeitinho, para vocĂȘ agir feito uma cadela â e vocĂȘ o faria, porque seu cĂ©rebro tinha uma nova fixação: de sorrisinho fĂĄcil, que falava fazendo beicinho e era manhoso pra caralho.
â Vou inventar uma desculpinha, vocĂȘ vai ficar aqui me esperando. JĂĄ parou de chover, o Uber vai buscar o sonso do Jaemin e a minha colega eâŠ
VocĂȘ esperou, ansiosa. Mesmo tendo pegado chuva, Haechan ainda tinha aquele cheirinho frutado do perfume. Ele conseguia sentir sua essĂȘncia tambĂ©m â no colo, nos seus cabelos molhados. Gostaria de se ajoelhar, te adorar com a boca, ver vocĂȘ se desesperar por uma sensação que percorre o corpo inteiro e que vocĂȘ jamais sentira.
Ele genuinamente queria ser o seu primeiro. E, quem sabe, o Ășnico.
â E aĂ eu vou te beijar desse jeito â Haechan gostou do tom rosĂĄceo que se espalhou nas suas bochechas quando os lĂĄbios dele encontraram os seus num selinho inocente â e depois um pouquinho mais forte.
Ele arfou quando vocĂȘ encontrou o caminho para debaixo da camisa dele, sorriu na sua boca, indecente, como se toda aquela noite fosse uma preparação para aquilo.
â E aĂ a gente vai se pegar gostoso.
Dessa vez foi vocĂȘ quem sorriu. O beijinho tinha te deixado molinha, a respiração ligeiramente irregular, os dedos tateando a pele dourada dele.
â Me fala que vocĂȘ quer isso â Haechan pediu, os olhos dedicados aos seus, o polegar acariciando sua bochecha, o quadril encaixado contra o seu de uma forma meio obscena, do jeitinho Gabriel de ser.
â Eu quero. â VocĂȘ anuiu com a cabeça, os olhos provavelmente brilhando. Beijou-o mais algumas vezes, de levinho, com a lĂngua. Usou seus poucos conhecimentos no assunto, mas era natural beijĂĄ-lo â como se fosse uma necessidade biolĂłgica ter a boca do Hyuck contra a sua. Definitivamente, vocĂȘ nĂŁo tinha ideia de como viveria depois daquilo.
â Puta merda, acho que tĂŽ duro.
â Com uns beijinhos?
â Minha filha, vocĂȘ jĂĄ se olhou no espelho? TĂĄ vestindo a porra de uma camiseta velha e tĂĄ uma gostosa do caralho.
â Fala de novo.
â Gostosa do caralho? â ele pendeu a cabeça um pouquinho pro lado, como um cachorrinho confuso, e vocĂȘ sorriu, anuindo. Deu dois tapinhas no peitoral dele, incentivando-o a prosseguir com aquele plano inicial que envolvia os dois sozinhos e muita pegação.
â Eu jĂĄ volto, gostosa.
©GABZSUN. todos os direitos reservados.
estou reescrevendo a história de através das estaçÔes do Taeyong porque tive ideias melhores
CONTO 11. DESENCONTRO
CATĂLOGO: DONG SICHENG AVISOS: ROMANCE. A HISTĂRIA A SEGUIR Ă FICĂĂO.
âââ Ă uma tarde de terça-feira. No seu calendĂĄrio, pode significar isto: apenas uma tarde de terça-feira. Ou pode significar algo absurdamente anormal. Vindo de vocĂȘ, qualquer tarde e qualquer terça-feira tem um potencial absurdo de se transformar em um evento extraordinĂĄrio. Dias atrĂĄs divertia-se com uma turma de alunos, costurando fantasias para uma adaptação musical de O Morro dos Ventos Uivantes, sem saber exatamente como foi parar lĂĄ. Agora, vaga pelo externo da Academia, terminando um pedaço de torrada com mel que meteu no bolso depois do almoço.Â

Anya is live and ready to show you everything. Watch her strip, dance, and perform exclusive shows just for you. Interact in real-time and make your fantasies come true.
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LEE TAEYONG! WE HAD THE SHIRTLESS VERS BEFORE?!?!?!
THANK YOU NEO KING đ§ââïž
@klimtjardin seu homem estĂĄ pelado na minha tml e eu estou olhando
SEI đ
TĂŽ escrevendo um headcanon que eu nĂŁo sei se jĂĄ escrevi, porque me lembro de ter algo parecido aqui đ anyways deve fazer tempo e vcs nem vao lembrar lakakakak