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hoje eu li uma frase que me pegou muito: eu não te odeio, mas se a vida nos tornasse estranhos novamente, eu não tentaria te conhecer uma segunda vez.
no matter how loud you scream inside, no one will save you
actually im doing really well except for the fact that everything makes me sad and the things that dont make me sad make me angry. but other than that im fine

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tudo que eu faço pra me suportar desde cedo tudo que eu passo em segredo a lágrima oculta por trás do sorriso eu preciso lidar com meus medos
luiz lins
nota 37
há dias em que eu me sinto uma pessoa ruim; nesses dias, sinto como se o peso e as dores do mundo tentassem, ferozmente, rasgar a minha garganta e dissolver o que sou.
ultimamente, as palavras não andam conseguindo traduzir bem o que sinto. se emudecem, tímidas, e caem antes mesmo da ascensão até a forma que deveriam tomar ao serem envoltas pelo grave ou agudo da minha voz. o mundo se cala e grita ao meu redor. eu não entendo e nem sempre tenho o conforto de poder perguntar.
às vezes, eu não percebo a crueldade no riso dos homens; mas, num ato ferino, as palavras voltam e reverberam pontiagudas, me ofendendo em pensamento, empurrando mais fundo o peso da ruína do mundo.
há dias em que me sinto uma pessoa ruim (e me pergunto se de fato sou); a gentileza, por vezes, me envolve em uma fina camada de ingenuidade, que acho que ninguém vivente entenderia. e, ainda assim, por vezes, queria poder ficar alheio e desconexo do mundo; queria não saber; não ter a certeza de que, mesmo na minha pequenez, há dias em que me sinto uma pessoa ruim e que, apesar da falta de ação, meu pensamento também carrega as dores, os delitos e a ruína do mundo.
há dias em que me sinto uma pessoa ruim; e falho em lembrar que sentir não é ser. que não são só minhas as dores que arrastam o mundo.
somos efeitos colaterais no organismo dos outros

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hoje uma amiga me disse que as vezes, você vai entrar na vida de alguém para dar o que aquela pessoa nunca teve e essa pessoa vai mostrar exatamente o porquê nunca teve.
a gente tem essa mania de carregar no peito a certeza descabida de que não somos capazes
tem rasgos na minha alma
rasgos que suturas não fecham.
as vezes é difícil
aceitar
que também sou uma
grande perda
b.

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existe algo quase astronômico em te sentir. como observar uma estrela distante e ainda assim perceber o impacto da sua luz atravessando tudo até chegar em mim.
existe uma dor com a qual eu não converso, não dou espaço e nem levanto a mão para sugerir. um vazio que surge de repente, uma sensação que, há algum tempo, não fazia mais parte de mim e que, por um breve momento, eu esqueço que nunca vai embora. existe algo que falta em mim quando a correria do dia acaba ou quando a música fica calma demais e eu sinto as coisas se moverem ao meu redor. existe essa dor que nunca vai embora.