meu companheirinho de quatro patas se foi 💔😭
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E quando menos esperei me livrei do peso ressignifiquei lembranças e percebi que foi bom você ter partido porque a paz que despertei é inegociável.
Maxwell Santos
Eu costumava pensar que envelhecer me deixaria mais certo das coisas. Em vez disso, tornou-me mais cautelosa com palavras como "para sempre", "nunca", "sempre" e "tudo bem".
Perpétuel
Alguém entrou a beira da memória O cerco desabriga o palácio Pesando atrás de algumas meias verdades Penando o impulso embaixo da língua
Na minha pele ainda não me converti em um santo Enquanto o tempo passageiro enraizava Era eu, um Hermes esquecido cantando As glórias do apego
Venho beber desse rosto secular Que responde a minha fantasia Que encontra-me um rei sem cigarras, Nu e em fuga da enseada
Entreaberto o ferro na boca Corta polos como Sem fossem vozes em Plena confissão
Em princípio conservo algo frágil A palavra rompida no palato É agora o cervo entre arbustos Reluzindo um medo argênteo
A beira da espada mutilada Teu nome tratado como rinha Meu álibis todos desmascarados O nome é essa corda bamba que estou fadado
Extravio o restos mortais Daquela casa imponente Antes de ser oportuna, hospício Antes de desaparecer, obediência
Eis a estreita travessia Que me muda a cada ida Ao regressar ato-me A esta pedra angular que evita o esclarecimento
por todos os lugares que andei, algo como se fosse uma enciclopédia.
extenso, amplo, vasto. lugares que são/era não coubesse nem mesmo um pouco de mim. acho que ao meu redor, há pessoas escassas e outras não.
ainda assim, no meio delas, em locomoção ao até mesmo em estado de silêncio, não consigo me ver e nem sentir nenhuma parte do meu corpo. por quase um segundo, me ouço. por horas, dias, semanas e até anos, não consigo escutar o som da minha voz. em minha grande solidão,

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eu quis tanto saber o porquê. eu precisei tanto saber o porquê. eu tentei tanto entender o porquê. mas não importa. não importa o porquê dos pedidos da meia noite falharam. não importa o porquê das luzes dos prédios terem sido apagadas. não importa o porquê a gente deixou de existir. não importa o porquê as gotas de whisky não descem mais pela sua garganta e ainda corroem a minha. não importa o porquê você tacou fogo no barco comigo dentro e pulou em alto mar. não importa. tudo que importa é que você quis. você quis. você quis tudo menos eu. você quis tudo menos nós. você quis tudo com outras pessoas. comigo era complexo. comigo não era pra ser. comigo ia doer demais. comigo não valia a pena. só comigo.
“Talvez fosse menos dolorido se meus membros simplesmente rompessem. Talvez doesse menos se eu conseguisse finalmente chorar. Talvez machucaria mais se eu conseguisse ver o sangue. Mas como eu não choro, não sangro e permaneço com minhas articulações inteiras, ninguém acredita que exista alguma coisa quebrada.
Talvez a pior parte da dor seja essa estranha educação que ela adquire. Depois de tanto tempo, ela aprende a andar ao meu lado sem pedir licença. Divide a mesa comigo, deita na cama antes de mim e ocupa o espaço onde um dia existiram sonhos. Já não sei dizer onde ela termina e onde eu começo.
Há noites em que encosto a mão no peito esperando encontrar algum sinal de vida. Um coração acelerado, um soluço preso, qualquer evidência de que ainda existe algo tentando escapar. Mas encontro apenas um silêncio pesado, desses que não anunciam paz, apenas abandono.
E talvez seja isso o que mais assusta: descobrir que algumas almas não morrem de uma vez. Elas vão desistindo em pequenas partes, tão discretamente que o próprio corpo continua vivendo sem perceber que já está carregando um fantasma.”
Nebulento.
tem coisas que cedem antes de quebrar, e ninguém percebe, porque ainda parecem inteiras.
basta um empurrão... alguns metros para começar algo que, com o tempo, ninguém mais controla... e o chão que parecia firme cede, sem pedir licença.
uma fala, um gesto, um pensamento solto aqui e ali... um comentário sem intenção de ferir... mas fere.
cada camada carrega destruição: confiança, união, razão. tudo indo por neve abaixo.
o cansaço de alguém que tentou intervir está soterrado, e os galhos de uma árvore que estava no caminho cedem junto, levados pela mesma massa...
porque essa árvore não caiu agora. ela só aguentava, sozinha, um peso que ninguém mais dividiu com ela, ano após ano.
era ali que a coisa toda começava, muito antes do empurrão ter nome...
o curioso é que, enquanto desce, a massa arrasta o que encontra: palavras não ditas, mágoas congeladas no tempo, afetos que se acumularam sem escoamento.
o que era sólido vira fluido, o que era previsível vira acaso. e o mais assustador não é o estrondo, é o silêncio que veio antes... a falsa calma de quem olhava a montanha sem ver que ela já estava sobrecarregada. o perigo mora justamente naquilo que parece estável tempo demais.
o barulho para. a paisagem não volta a ser a mesma, fica ali, exposta, do jeito que a queda deixou...
o que estava embaixo agora está em cima, o que era topo virou base de uma nova desordem.
os sobreviventes — se é que ainda podemos chamá-los assim — precisam reaprender a pisar naquilo que agora se encontra irreconhecível.
reconstruir não é só juntar os pedaços: é aceitar que o terreno mudou para sempre, e que a memória do desabamento vai estar em cada nova fundação. porque tem ruína que não se desfaz com o tempo... se acomoda na paisagem e vira parte dela, como quem diz: aqui houve algo que ninguém escutou a tempo.
avalanche.
Eu sou essa pequena fogueira acesa na escuridão, dizendo em silêncio:
Enn er einhver hér.
Nebulento.
Você pode não saber o que quer. Mas comecei por aí: pelo que você não quer. Pelos seus limites. É um bom começo.
— Atlantic Boy.

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A vida que verdadeiramente almejo não se constrói sobre o estrondo das conquistas efêmeras, tampouco sobre o brilho fugaz das aparências. Ela floresce na serenidade dos instantes que dispensam grandiosidade, porque encontram significado naquilo que é essencial.
Entre todas as possibilidades que o destino poderia oferecer, nenhuma se revela mais preciosa do que a simplicidade da sua presença. Não anseio por excessos, nem por cenários extraordinários; basta-me a silenciosa certeza de vê-lo chegar ao fim do dia, transformando uma casa em lar e o tempo em permanência.
Há uma beleza rara nas rotinas compartilhadas, nos encontros que não precisam de palavras para traduzir afeto e na paz que se instala quando dois corações compreendem que pertencem ao mesmo refúgio. É nesse silêncio que o amor alcança sua forma mais sublime: discreto, constante e profundamente verdadeiro.
Porque, no fim, a vida dos meus sonhos não faz barulho. Ela apenas acontece, delicadamente, todas as vezes em que você atravessa a porta e, sem perceber, faz o mundo inteiro encontrar o seu lugar.
Eu guardo todos os detalhes enquanto o tempo se lança na velocidade que não se explica
e o que fiz com esses detalhes foi guardar no espaço mais distante aqui dentro
adormecer até virar algo próximo do esquecimento.
Maxwell Santos
Ontem fez nove meses que perdi minha irmã e desde aquele dia eu tenho pensado nela todos os dias, manhã e noites, a cada vez que preciso compartilhar alguma história, que quero saber como anda aquele sonho que ela tinha e daí lembro: ela não tá mais aqui. E as vezes que penso isso, logo sigo em frente e não me concentro no fato de que ela não está mais aqui, como se ela estivesse numa viagem, em alguma cidade distante e fosse só questão de tempo pra gente se vê. Mas se eu paro pra pensar na realidade das coisas, tudo desaba, deságua. Quanto tempo é só questão de tempo? Eu tinha 25 quando ela partiu e talvez eu chegue aos 50, e ela não vai aparecer como se estivesse numa longa viagem. E se eu chegar a formar família, ter um marido e filhos, eles não amarão a ela do jeito que amei, ela seria uma história. E isso não é tão triste quanto ao fato de ser ciente que minha irmã sofreu muitos abusos na infância, e parte deles eu não pude evitar ou defendê-la porque eu também era uma criança. Quanto ao fato de saber que seus últimos meses foram de muita turbulência, frustrações e coisas pesadas. Quanto ao fato deu ser ciente que poderia ter lhe dado todo acolhimento que precisava, mas eu me ocupei com minhas próprias preocupações. O que me consola é saber que eu a amei e ela sabia muito bem disso, e eu a amarei pelo resto da minha vida, mesmo que do jeito manco pelo qual eu aprendi a amar.
Talvez eu nunca tenha escrito sobre você e acho que queria ser melhor com as palavras para ser fiel aos meus sentimentos, quando te conheci pela primeira vez você tinha uma vibra de Leo waldez (de percy jackson) e algumas vezes observando você trabalhar com tantos números e códigos me sinto como uma espectadora da vida de um dos meus personagens favoritos (a diferença é que dessa eu tô dentro da história) algumas vezes quando lembro da gente correndo rápido porque fazia frio penso na Rory correndo numa aventura com o logan. Mas olhar.. o seu olhar com certeza é o olhar que o maxon olhava pra América, e agora entendo com plenitude o que elas descreviam. Porque quando te vejo chegar também sinto o coração pra fora boca, e a expectativa empolgante de que você seja parte do enredo principal e que o público nos olhe e torça pra ficarmos juntos. Acho que isso é o mais perto que posso chegar me explicar. E se eu não conseguir você entende, eu sei que sim.
eu quis te dizer que eu sempre corria pra você porque eu pensava que você era a única pessoa no mundo todo que sempre seria abrigo e nunca guerra. eu quis te dizer que eu bebia whisky porque eu não aguentava a dor. eu quis te dizer que eu sonhava com você quando o mundo pesava demais. eu quis te dizer que eu larguei minha profissão porque até ela me lembrava você. eu quis te dizer que eu fiquei todos esses anos com uma vontade absurda de comer torta de limão mas eu nunca tive coragem. eu quis te dizer que eu não tinha me tornado meu pai, mas que eu queria porque ele jamais sentiria tanto a falta de alguém. eu quis te dizer que todos os meus pedidos da meia noite eram para que você fosse finalmente feliz. eu quis te dizer que no dia que você se foi meu sistema nervoso entrou em colapso. eu quis te dizer que você foi muito mais em mim do que eu fui em você porque até hoje dói. dói. dói. eu quis te dizer tudo isso. mas eu não disse. eu não disse. eu não disse porque o novo você não entenderia. mas o antigo você me abraçaria até a dor passar. o antigo você te odiaria por ter machucado tanto a garota que ele amava.

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me pergunto
se amar no escuro, é corajoso ou um suicídio lento?
“sobre conhecer pessoas novas, sobre (quase) seguir em frente”
11 de julho de 2026
acho que você manchou minha visão
suas palavras e gestos ficam se repetindo
aquela noite, em segredo
a verdade é que eu gosto de lembrar
mas mesmo assim, nas entrelinhas de você
eu o vejo
aquela silhueta que me assombra
seus óculos são quase os mesmos
todas as músicas do bar insistem em trazê-lo aos meus ouvidos
eu tento ignorar, mas minha feição fala
seu corpo sentado na cadeira
sua desatenção
tudo isso, e qualquer coisa
eu o vejo através do espaço tempo
eu o vejo através de você
esses novos paladares nem imaginam
ele está nas minhas palavras chulas
no time de futebol que eu nem acompanho, mas que é minha resposta quando você me pergunta pra quem eu torço
no jeito que eu te toco, e te olho, e suspiro
na minha indelicadeza teimosa
às vezes, no meu gosto musical (quase) eclético
em algumas das minhas preocupações que eu não te digo, mas que meus olhos transparecem
quase como uma visão, como se a realidade desmoronasse por alguns segundos