Querido vazio, não enche.
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@sanchezv
Querido vazio, não enche.

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A Richardson's ground squirrel feasting on grasses.
(c) riverwindphotography, June 2026
ReAntropofagia
Em 1º de maio de 1928, Oswald de Andrade fez o mundo conhecer o “Manifesto Antropófago”, onde falava em seu primeiro verso que “só a antropofagia nos une”. Uma semana antes do 1º de maio de 2019 aqueles que descendem dos antigos antropófagos de Pindorama vêm a público falar que daquele fundo do mato-virgem, de uma preguiça repetida por aquela antropofagia que uniu apenas aqueles que tomaram a Nossa História na voz de Mario de Andrade resurge a ReAntropofagia, um Manifesto, um grito de urgências sobre a arte produzida pelos povos originários, quebrando assim séculos de silenciamento e exotização dos que sempre estiveram aqui.
A antropofagia agora é o devorar de tudo o que existe sem usar talheres franceses e sim como deve ser, com profunda religação à Máter que nos une como um todo natural e humano, não um totem inspirador e perdido no passado.
Desde do próprio Manifesto pela alteridade como nos apresentam Graça Graúna e Denilson Baniwa; ao mais denso do espírito das artistas Daiara Tukano e Laríci Morais onde é possível experienciar os não-lugares ; Do resgate de sua própria identidade e resistência Sallisa Rosa e Gustavo Caboco nos mostram como é sobreviver nas cidades após toda a violência da colonização.
A denúncia e luta pela vida na terra é mostrada por Jaider Esbell e Edgar Kanaykô; entre outros discursos sobre modernidade e anseio que vemos ao longo da Exposição.
Em obras como de Jaider em It Was Amazon, o que se questiona sobre as relações estabelecidas no país e sobre um projeto de progresso, incapaz de abarcar outras formas de existência, o que se coloca em branco no preto é uma história amazônica.
Trabalhos como de Daiara Tukano, nos mostram experiências que dialogam optical arts e experiência de miração do ayahuascar.
O coletivo Makhu, por sua vez traz as maneiras próprias dos Huni Kuin de representarem os sons e a própria música.
O panorama de arte indígena aqui proposto nos obriga a repensar os limites entre o onírico e o telúrico entre o sonho e a terra.
Os artistas da exposiçãoo ReAntropofagia vem da floresta, do agreste, do campo e do concreto e uníssonos, pela primeira vez no Brasil, rompem por meio de diversas linguagens e discursos com o lugar do primitivo, do exótico.
Quais as potências que são invisibilizadas, estética, social e culturalmente?
Por que o corte contemporâneo apaga as experiências do mundo simultâneo?
Contra o epistemicídio, contra a necropolítica, propomos a potência expressiva, criativa, e de tesão pelo mundo e pela vida.
Contra a invisibilidade do exterminio, propomos visibilidade e difusão e expansão.
ReAntropofagia é o panorama da produção indígena contemporânea e um marco na história da arte, impossível de ser ignorada ou silenciada, toda vez que se falar sobre
Antropofagia, a partir daqui, estes artistas serão lembrados.
2019.
Salve nossos antepassados, salve a Jurema sagrada!
No Tupi antigo, língua dos indígenas tem uma "oração" que é a seguinte.
T'oúr Tupã rendy kó pytūneme asé py'a resapébo, asé moîngókatûabo abá amotare'ymbára suí abá pysyrõmo.
Tradução - Que venha a luz de Tupã nessa noite, iluminando corações humanos, fazendo as pessoas serem boas, livrando os indígenas de seus inimigos.

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{Visão}
forgotten passenger
wallpaper : ko-fi | gumroad

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Color Practice by Shuhao jiang
Eu amo ouvir o outro falar menos
by yizheng ke
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2026 chegando...
Em 2025 esqueci várias vezes que mesmo pequeno Davi enfrentou Golias. E venceu.
Então, que eu possa lembrar que ter fé é além de seguir regras dos poderosos que ainda alteram o sentido das religiões. É só acreditar nos processos, e que tudo só acontece como tem que acontecer. (A Lei de Murphy é um adágio popular que diz: "Se algo pode dar errado, dará errado", geralmente no pior momento e da pior forma possível.). E todas as atualizações são tentativas de possíveis melhorias.
Que em toda crença a gente encontre a paz, o sentido de viver, um propósito para plantar o bem, cuidar de nossos terrenos internos, incentivar os outros a crescerem bem.
Atenção, para produzir bons frutos temos que cortar alguns (galhos) modos... Dói, cicatriza, nasce e cresce.
Viver é movimento, movimento é aprender, brincar, levar a vida com mais certeza de que as coisas vão dar certo, no tempo certo.
Falhar e aprender, ver que o imperfeito é lindo, o diferente é essencial, no mundo somos tantas formas de seres.