a dor vem como um soco no estĂŽmago. chega enchendo meus olhos de lĂĄgrimas sem permissĂŁo. fechando minha garganta sem razĂŁo. vem seguida de uma angĂșstia gigantesca. minha respiração deixa de ser natural e vira um esforço gritante. me paralisa. trava tudo. e eu tenho que me concentrar e lembrar onde estou. tenho que tentar respirar fundo por mais que seja a coisa mais difĂcil a se fazer no momento. faz seis meses que vocĂȘ se foi e a Ășnica certeza que tenho ultimamente, Ă© que isso vai acontecer em algum momento do meu dia.
â saciada.














