♕ Nome do Skeleton: Zircon
♕ Nome do personagem: Kang Yohan
♕ Idade: 28
♕ Label: the opaque
♕ Local de nascimento: Lyon, França
Curiosidades:
Está quase sempre com um cigarro na mão, o que começou como uma forma de relaxar, hoje é puro hábito;
Adora Whiskey, toma pelo menos uma dose todo dia;
O café é seu melhor amigo, o bebe igual água e sem açúcar;
Não gosta muito de doces;
Possui um sotaque forte francês, mas nem por isso costuma afirma ou negar que veio de tal país, afinal seus traços asiáticos sempre deixam as pessoas confusas, o que torna livre qualquer boato ou especulação a respeito de sua origem;
Jogos de azar são uma grande paixão, adora apostar (ou organizar as apostas), possui habilidade com dardos, cartas, dados, dominó e o que mais tiver;
É um ótimo matemático e administrador, se não fosse já teria perdido boa parte de sua fortuna, visto o luxo no qual vive;
Possui um empregado fiel que o acompanha em todas as partes, sempre que muda de cidade, é ele o responsável por contratar a criadagem da nova moradia;
Não possui uma família e ninguém sabe nada sobre ela ou sua origem, costuma se esquivar sempre que perguntam sobre;
Não tem qualquer pretensão de participar do debute, mas tem ido aos eventos por curiosidade, o que o colocou na mira da rainha e agora não há como escapar de alguns encontros;
Possui muitas cicatrizes nas costas, algumas na pernas e outras na parte superior dos braços, marcas de brigas e outras coisas que viveu, já houve boatos de que ele era um mafioso por causa disso, ou um homem violento;
Tem horror a armas, devido a um trauma do passado, não tem coragem de tocar em uma e fica nervoso quando há homens armados próximo a si;
Apesar da aversão a armas, não possui qualquer problema com espadas e adagas;
Bio completa:
Quem diria que uma criança do circo poderia chegar tão longe não é mesmo? Nunca souberam seu nome verdadeiro, você já usou muitos, mesmo quando criança, seu pai sempre o ensinou a preservar sua verdadeira identidade. A trapaça faz parte de seu DNA, é seu maior trunfo e ganha pão.
Ninguém sabe de onde você veio, acreditam que seja da França por causa do sotaque, mas nunca houve qualquer afirmação de sua parte. Seus traços são asiáticos, mas nem mesmo você sabe como foi parar na França, onde passou boa parte de sua infância. Muitos mistérios rondam sua persona, a fortuna é um deles, todos ficam impactados com o quão rico você consegue ser, mas ninguém sabe de onde vem o dinheiro e se depender de você nunca saberão.
Você batalhou muito para chegar onde está hoje, quebrou a cara muitas vezes e aperfeiçoou sua arte de trapaça e manipulação com o passar do tempo. E daí que sua fortuna é ilegal? Ninguém jamais poderá provar.
Suas resposta são ousadas, abusadas e até mesmo sarcásticas, ninguém nunca sabe se você está falando sério ou não, sempre mudando o tom, quando acham que é sério você dá risada, quando acham que está brincando, você fecha a cara. Permanecer um mistério e não permitir que alguém o leia de verdade faz parte do jogo e isso o diverte.
Um cavalheiro galanteador, que por vezes não tem qualquer papa na língua, afinal boatos sobre si ou o que vão pensar não lhe interessa. Está acostumado a comprar o silêncio das pessoas quando necessário, portanto, nada o assusta.
Está em Londres à negócios, ainda não sabe se irá se fixar na cidade, mas alugou uma loja de charutos e bebidas. O local perfeito para seus negócios ilegais.
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❝━━━━━━O senhor é muito gentil, senhor Yohan, nesse caso eu aceitarei de bom grado a segurança. Confesso que não me sinto inteiramente segura por ruas que ainda não conheço ❞ comentou dando de ombros delicadamente; lançou um olhar para o lado, onde Alice a esperava silenciosamente como todos os criados, e então acenou com a cabeça para ela com um sorriso no rosto. Bem treinada como era, aquilo foi tudo o que bastou para que entendesse que seguiriam. Kat se aproximou do rapaz, mas não colocou a mão em seu braço, esperando que ele o oferecesse. Não conseguiu evitar o sorriso felino que lentamente repuxou o canto de seus lábios ao mesmo tempo em que sua sobrancelha erguia-se ❝━━━━━━Cuidado, senhor Yohan, isso pode voltar para assombra-lo ❞ gracejou com um sorriso ❝━━━━━━Estou hospedada na Casa Birling em Mayfair, mas sinceramente podemos ir para qualquer parte da região, pois já me localizo o suficiente. Além de que estou um tanto apaixonada pelos parques de Londres. Não os achou encantadores quando chegou na cidade? ❞
“É sensato que não se sinta segura nessa situação, territórios desconhecidos podem revelar surpresas nada agradáveis, principalmente para uma dama”. Não era uma reprimenda, mas já tinha visto e ouvido coisas o suficiente para saber que não era nada seguro andar por locais suspeitos que não conhecia, quando se era uma mulher era ainda pior. “Uma dama me perseguindo não me assombraria”. Sorriu preguiçoso e então como se uma lâmpada tivesse ascendido em sua mente, ele lhe ofereceu o braço. Definitivamente era um perdido, podia ser educado e gentil, mas nunca sabia ao certo o que fazer em certas situações. “Sim, os parques são belíssimos, tento frequenta-los sempre que possível, ás vezes um passeio à cavalo no fim do dia já me faz ir para casa com uma grande sensação de paz”. Comentou sorridente. “A guiarei para Myfair então, senhorita que ainda não sei o nome. Isso tudo é só para me fazer perguntar o nome de minha futura perseguidora?”
📚 Talvez a ideia de comprar algumas coisas a mais para o seu consultório, não tivesse sido a melhor por parte da médica, uma vez que seu pai estava ocupado demais para lhe ajudar com as caixas que agora tinha que levar para dentro e tinha certa dificuldade devido o peso dos equipamentos que ali estavam — presente do genitor, que achou uma boa ideia comprar as coisas mais modernas para sua filha. Um suspiro escapava pelos lábios carnudos da inglesa, as mãos na cintura estreita enquanto tentava analisar melhor a situação e bolar uma ideia de levar aquilo tudo para dentro, pelo menos até o momento em que escutou a voz masculina ao seu lado, assustando-se levemente, antes de voltar as orbes azuladas em direção ao seu dono — Eu ficaria muito agradecida com uma ajuda, senhor. — respondeu prontamente, abrindo um sorriso gentil nos lábios — Acabei não esperando meu pai se desocupar para me ajudar com as caixas, então eu agradeceria muito se pudesse me ajudar a levá-las para dentro do consultório.
“Será um prazer ajuda-la, senhorita”. Garantiu com um pequeno sorriso, suspendendo uma das caixas no ar e indo para dentro. “Onde coloco?” Questionou virando a cabeça para olha-la. Assim que ela lhe direcionou para onde colocar as caixas, foi pegando uma a uma, até não restar nenhuma. “Perdoe a minha curiosidade, a senhorita é médica?” Questionou ao observar melhor o consultório após terminar de levar as caixas.
Byron abriu a boca para retrucar, mas fechou-a no momento seguinte. Existiam momentos na vida que não valiam a pena continuar insistindo, e esse era claramente um deles. Revirou os olhos, o copo na mão sendo observado pelo costume de avaliar o que bebia (envenenamento poderia vir de todos os lugares). Swami tinha o nariz sobre o mesmo quando… A sobrancelha ergue. ❛❛ — E qual é a motivação por trás do desejo de um animal de estimação diferenciado? ❜❜ Mesmo inusitado, o sorriso estava no rosto do barão; tanto que se inclinou para o lado e deixou a mão à nível do chão. Os dedos se mexendo para que o porquinho se aproximasse e avaliasse sua índole. ❛❛ — Desde que tenha um destino rápido, pode até ser para fora dessa realidade. O contribuinte dessa vez foi o mesmo que eliminou duas das minhas casas de apoio. Atestaram serem donos das terras, dá para acreditar? ❜❜ Elegante, Byron não tratava suas vítimas como crimes, dando-lhes os carinhosos apelidos de anfitriões ou contribuintes. O semblante cerrou-se, incomodado, raiva borbulhando silenciosa por baixo da pele. ❛❛ — Agradeça aos porcos. Quer dizer, animais diferentes dessa coisinha aqui. ❜❜ Sorrateiro, coçou atrás da orelha do animalzinho antes que fugisse de susto. ❛❛ — E como vão os seus negócios? ❜❜
O olhou quase incrédulo quando o viu tentando cheirar a bebida, ele entendia, mas não deixou de se sentir um pouquinho ofendido. “Não está envenenado” Tomou um gole direto da garrafa para provar o que dizia, afinal ele não tinha o hábito de agir contra seus clientes e aliados, a não ser que fosse uma situação de segurança ou algo realmente necessário. “A motivação é fazer uma dama parar de chorar e sorrir mais, de modo que não estrague o próprio debut por viver triste pelos cantos”. Explicou quase envergonhado, aquela era sua grande fraqueza, não podia ver pessoas em dificuldade, principalmente damas. “A carga irá partir dentro de meia hora, sem maiores problemas”. Garantiu, buscando um maço de cigarro na gaveta antes de tomar mais um gole do copo em mãos. “Posso ajudar a realocar as casas de apoio” Sugeriu, contendo a irritação que sentia daqueles senhores criados em um chiqueiro moral, onde só se importavam com a própria sujeira, um bando de espurcos. “Não tive muitos problemas, alguns saqueadores de estrada e nada mais, não conseguiram levar nada, só me custaram algumas carruagens novas. Mas recebi informações de que as coisas na Itália não estão muito boas, parece que o novo líder de uma das máfias não está agradando”.
A urgência de sussurrar de volta era tão grande quanto a certeza de que seria repreendida com o olhar mais feio possível da mãe. Elaine mordeu o interior da bochecha e fez de tudo para que os olhos transmitissem sua mensagem. Depois. ❛❛ — O senhor deveria parar de se aperfeiçoar, ou será bom demais para o próprio bem. ❜❜ Encontrou a tarefa de não ver as reações da mãe intransponível, mas manteve o rosto virado para o cavalheiro. Ousadia daquele tamanho seria paga mais tarde, independente do grau ou do número de vezes que o faria. E, sejamos bem sinceros, a surpresa de vê-lo tinha-na colocado em tal estado que era mais importante reagir do que pensar e repensar (se esconder). ❛❛ — Você gostou? Mesmo? ❜❜ O golpe a deixou sem palavras, os olhinhos amendoados brilhando em alegria e incerteza. Tanto que desistir de manter a posse do buquê e entregou para a criada (de confiança!), mantendo o chocolate por medo de nunca mais vê-lo. ❛❛ — Eu- Eu estou bem sim. Ao contrário das minhas ir- amigas, não tive sequer um pisão no pé. O baile foi muito agradável e divertido, não foi? O senhor voltou para casa bem? ❜❜ Elaine olhou em direção da janela, depois para a família, e jogou tudo para cima. ❛❛ — Perdão, o senhor já se instalou, contudo, creio que outro lugar seja de melhor apreço de vossa senhoria. ❜❜ Previamente, bem cedo, a Corbyn tinha tocado o piano para a criada, tanto que o sofá confortável estava bem mais próximo do que a disposição dos móveis requeria. A ruiva indicou o local e sentou sobre o banquinho em frente ao instrumento, os dedos passeando pelas teclas antes de colocar-se à todo vapor. O som ocultaria a conversa dele. ❛❛ — Me surpreendi por você procurar à mim, Elaine mesmo. Pensei que fosse mais uma das brincadeiras das minhas irmãs… ❜❜ Confidenciou por trás da partitura.
A observou com cuidado, apreciando as reações da ruiva que parecia empolgada demais com tudo, algo que o deixou um pouco desconcertado até. Mas entendeu que ela falaria depois. “Acredite, eu nunca serei bom demais...” Murmurou, sua voz era gentil, mas também era um alerta. Será que deveria começar a alertar as damas que não deveriam se interessar por ele? Que ele não tinha nada de bom a oferecer ou sequer era uma pessoa realmente boa... Começou a cogitar a possibilidade sinceramente. “Sim, a senhorita dança muito bem e... a alegria estampada em sua face com a dança era quase palpável de tão real e bela, não sei qual das duas coisas me agradou mais, a dança ou a sua felicidade”. Era uma verdade, Yohan vivia da felicidade dos outros, principalmente das damas, sempre que via uma delas sorrindo feliz ficava extasiado, principalmente quando era ele a proporcionar tal momento, o fazia acreditar que não era uma pessoa tão ruim quanto pensava ser. “Sinto muito por suas amigas, naquela mesma noite dancei com uma senhorita que se queixava de pisões nos pés, ela inclusive acreditava que os rapaz estavam fazendo algum tipo de complô para pisar nos pés das moças, achei um pouco absurdo, sinceramente”. Revelou com diversão, lembrando-se das teorias da dama misteriosa com quem havia dançado. A olhou um pouco confuso com a mudança repentina, olhou a sua volta questionando-se se seria adequado, mas acabou se levantando e sentando-se ao lado dela em frente ao piano, mantendo uma distância segura para que não tivessem tantos comentários. “Eu jamais faria uma brincadeira desse tipo, seria terrível. Não vejo motivos para não procura-la, uma dama tão bela e divertida, que dança muito bem e pelo jeito toca piano muito bem também...” As últimas palavras foram sussurradas, observava os movimentos dos dedos dela com atenção, suas mãos formigavam para tocar também, uma saudade imensa do que tinha perdido. “Eu queria ter sido pianista...” Deixou escapar em tom baixo.
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Assim que adentrou o local que seria sua moradia em Londres notou que o bar estava vazio, ou melhor, sem nada interessante ao seu paladar. Assim não demorou muito para James começar a questionar, ou melhor interrogar os empregados sobre aonde poderia conseguir um pouco de bebida boa naquela cidade abandonada pelo sol! (um detalhe não menos importante é que o sol brilhava do lado de fora quando ele rosnou aquelas palavras) Logo disseram-lhe que ele deveria procurar pelo Sr. Kang Yohan. Então colocou o chapéu na cabeça e a bengala de baixo do braço e saiu na direção que lhe indicaram. Ao adentrar a loja se sentiu aliviado, ali conseguiria um alento para seus nervos: — Bom dia… Gostaria de fazer um pedido de entrega!”. Falou sem olhar àquele que se encontrava atrás do balcão, mas tomando um dos litros de uísque na mão.
Normalmente era Charles quem lidava com os clientes, mas naquele dia era Yohan quem estava ali, precisava receber uma entrega importante e por mais que confiasse em seu lacaio, preferiu fazer o recebimento pessoalmente. Organizava algumas caixas de charuto atrás do balcão quando o sino da porta se fez ouvir e logo uma voz masculina não muito amigável. “Bom dia, senhor. Me digas o que precisa e ficarei feliz em lhe fornecer”. O sorriso nos lábios era levemente provocativo. “Vejo que gostas de uísque, tenho alguns irlandeses e escoceses ótimos, mas acabou de chegar um do Japão que tem feito grande sucesso entre os mais exigentes apreciadores”.
Já era a quarta vez que Arabella bocejava naquela noite, mas não podia evitar, estava extremamente cansada após um dia árduo de trabalho. Suas mãos enveludadas formigavam, assim como seus pés latejavam, ela só queria ir para a cama mas não podia. Tinha o dever de arrumar um marido, agora mais do que nunca. Por isso, todos os eventos que o bom nome dos Moriartys eram convidados ela estava presente, sorrindo e socializando, mesmo se os eventos fossem massacrantes como aquela ópera. Quando finalmente acabou, Arabella circulou pelo salão a procura de comida, seus stomata roncava de fome, não havia jantado naquela noite e por isso quando avistou a mesa de sanduíches ela correu para lá, devorando tudo o que via pela frente, inclusive colocando alguns dentro de uma pequena bolsinha que carregava consigo. Fallon e Godric iriam apreciar o gesto. Estava de boca cheia, pronta para pegar um novo sanduíche quando olhou para o lado e deu de cara com @mrmistery sentindo as bochechas queimarem. — Eles estão maravilhoso e em minha defesa, minha mãe só me deixa comer um, diz que vou engordar. - Revirou os olhos, tagarelando, mentindo. — São para mais tarde, quando estiver escondida no meu quarto. - Explicou quando viu que o olhar dele ia em direção a sua bolsinha cheia de sanduíches.
Ás vezes Yohan se perguntava porque frequentava certos eventos, tudo bem que gostava de observar as pessoas e costumava ir mais por curiosidade do que outra coisa, mas a alta sociedade londrina era chata, não conseguia gostar da maioria das pessoas ali. Estava parado fingindo dar atenção para um círculo de pessoas quando seus olhos pousaram numa dama que parecia desesperada por comida, a forma como ela comia e enfiava os sanduíches na bolsa lhe lembrou uma época nada bonita. Pediu licença e se aproximou. “A senhorita é uma boa mentirosa, mas eu conheço os sinais e sei que não está falando a verdade...” Sim, ela não falhava em contar a mentira, o problema é que ele reconhecia a fome e apenas por isso sabia que era mentira. “Posso lhe dar cobertura enquanto pega mais alguns”. Queria oferecer outro tipo de ajuda, mas ela poderia recusar por orgulho, talvez se descobrisse seu nome pudesse fazer algo em anônimo.
“Ai já é bom que a gente sabe quem tá pronto pra casar, não? Imagina se eu caso com um homem que não sabe lidar comigo chorando? Eu choro até em parto de bezerro, moço,” admitiu que era, de fato, chorona. Porém, não era assim que ela gostaria de ser conhecida, ou chamada. Por isso, ainda pisaria no pé dele se ele a chamasse dessa forma. Ela preferia acreditar que tinha facilidade para se emocionar. Ela soltou uma risada, limpando o resto de lágrima do canto dos olhos, “ah pronto, agora eu sou fofa com raiva e o senhor é um louco, mas eu já falei isso.” Não que fosse menos grata pela loucura do outro. Se ele realmente fizesse o que ele estava falando, por mais louco que fosse, Londres iria ficar ainda mais radiante. “Ah, moço, charme eu não sei, mas problema na certa,” ela tinha certeza que a sua boca grande ia levá-la a algum tipo de encrenca. Ou, ao menos, alguma situação embaraçosa. Como se aquela já não fosse uma delas. “Um cavalheiro cheio de pompa e frescor não ia combinar comigo. Uma cheirada da Lizzie e iam sair correndo. Como você já deve saber a Lizzie não é…. Bem, a Lizzie é uma porquinha. E eu sou a Lou. Louisa. Lewis. Aiii, eu não sei do que o senhor tem que me chamar na frente dos outros.”
E mais uma vez lá estava ele rindo. “Senhorita o moço com quem casar será um sortudo, não lhe faltará risadas, acredito que terá uma vida muito feliz e divertida ao seu lado”. Comentou, na verdade ela lhe lembrava um pouco Gabrielle, ao menos na parte que o fazia rir e emanava inocência. “Mas sim, é bom que a senhorita já sabe se o cavalheiro serve para casar, que Deus não permita que se case com alguém que não sabe lidar com uma dama chorona”. Não pôde deixa-la de provoca-la novamente, suas reações eram as melhores e ele se pegou necessitado delas. Ia retrucar as palavras dela, mas preferiu manter-se em silêncio, curtido o divertimento que a dama lhe proporcionava. Foi então que ele se levantou gargalhando, não tinha como não rir, caminhou um pouco de um lado para o outro até conseguir parar de rir. “A chamarei de senhorita Lewis, ou Lady Louisa. Realmente, não é qualquer cavalheiro que cairá de amores por uma porquinha, mas só aí a senhorita tem um grande trunfo nas mangas, será bem mais fácil para ti do que para as outras escolher um bom marido. Minha casa é grande, tem espaço de sobra para a Lizzie, se puder me informar do que ela gosta para dormir e comer, farei o que eu puder para trazê-la. Adoraria que me desse o seu endereço também, assim fica mais fácil”.
Amélia sorriu sincera pela primeira vez. — O senhor está certo. - E bom, ele era muito gentil. — Trovão, apesar do nome, é um cavalo muito gentil e calmo. O que me faz pensar que ele deve ter se assustado com alguma coisa. - Ela franziu o cenho. Estivera distraída com seus pensamentos para prestar atenção no cavalo. Um erro seu, é claro. — Obrigada por ter vindo ao meu socorro, poderia ter sido um desastre. - Não queria nem pensar caso tivesse machucado alguém. Ela então olhou para ele com a sugestão, um pouco surpresa. — Ohh não, eu não poderia pedir que me acompanhe, não quero atrapalha-lo, muito menos abusar de sua boa vontade. Afinal, o senhor já me salvou hoje. - Apesar de que a companhia e a garantia de que nada daquilo fosse se repetir, era muito bem vindo. — Mas o senhor está certo, não moro muito longe. Moro virando a rua da Grosvenor Square.
“Ele pode ter ouvido um trovão ao longe, normalmente os animais são mais perceptíveis à mudança do tempo do que nós e pela direção do vento, tenho quase certeza de que choverá mais tarde”. Replicou em tom leve e educado, sendo um bom observador como sempre. “Se eu estiver por perto, sempre tentarei evitar um desastre”. Gracejou com um pequeno sorriso, os traumas de sua vida sempre o perseguindo, jamais encontraria paz em ver uma moça se machucar em sua presença. “Não irá me atrapalhar, mas também não irei forçar minha companhia se é o que deseja, porém, devo dizer que a seguirei de longe, não conseguirei ter paz até vê-la entrando em sua casa”. Ele poderia ser o cara misterioso da cidade, mas sua fala era sincera, demonstrando uma verdadeira necessidade de vê-la segura. O medo de ser acusado novamente por um ato que não cometera sempre o assolava nesses momentos. “Por sorte tenho uma reunião na mesma direção, então de fato não será incômodo algum”.
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Ela arregalou os olhos e logo olhou para as suas primas, com medo do que elas iam pensar, mas elas pareciam apenas olhar com mais curiosidade. Sabia muito pouco sobre Londres, ou os homens de Londres, para saber quais eram os bons partidos ou quais eram mais indesejáveis, mas para ela, se Yohan estava trazendo Lizzie, ele já virava automaticamente um ótimo partido para qualquer pessoa. Após o choque, e o medo de ofender suas primas e tia, suas bochechas ficaram vermelhas. Ela estava fazendo um ótimo papel de pretendente. Pegou as flores e cheirou-as. Quaisquer que fosse o motivo que ganhasse flores, não reclamaria. Ela assentiu com a cabeça para ele antes de pedir para Mary colocar as flores na água, então ela levantou do divã para seguí-lo. “Até o momento o senhor não falhou em me alegrar,” ela disse, sentando-se no sofá mais longe da comoção das mulheres, que agora pareciam conversar entre elas (talvez sobre ela ou não). “O senhor não vai se meter em problemas, vai? É a última coisa que eu quero.”
Com o arregalar dos olhos da dama, por momento ele pensou que tinha exagerado, ou que tivesse feito algo errado. Será que era o caso? Aquela dualidade em ser bom socializando e ao mesmo tempo ruim, por vezes lhe dava no saco. “Fico aliviado com a afirmativa”. Revelou num suspiro nervoso, como se estivesse prendendo a respiração sem se dar conta, as reações da moça eram adoráveis, mas infelizmente não o ajudaram a se sentir mais tranquilo, apenas depois de ouvir a afirmação foi que pôde se sentir de fato aliviado. “Não se preocupe, não acho que seja o caso, mas precisarei que escreva uma carta para sua família... dizer que um pretendente apaixonado lhe trouxe a Lizzie e que eles não precisam se preocupar, pode ser uma boa ideia” Revelou um pouco sem jeito, não tinha vergonha do que fizera, mas poucas vezes precisou revelar suas ações para alguém, e ali estava ele dizendo que tinha basicamente roubado a porquinha da propriedade da família dela. “Vim aqui por isso, para lhe avisar que Lizzie está em minha casa e que a senhorita pode ir vê-la ou buscá-la para um passeio sempre que quiser, meus empregados já foram informados”. Tudo era dito num fio de voz, de modo que apenas ela escutasse.
Philippe estava indo muito bem naquela mesa, pelo menos três dos participantes já tinham desistido e tinha acabado de ganhar a partida quando Yohan se sentou ali, já se encontrava levemente alterado devido a bebida, pendendo a cabeça levemente quando ouviu a provocação. “Estou indo muito bem hoje pra você ficar acreditando nisso, meu querido” Ao dizer isso, estava pronto para abrir outra mesa, como havia ganhado, ele era quem dava as cartas. “As francesas não tem o mesmo calor que as inglesas” Brincou também, seguindo aquela onda de provocações, curvando-se para dizer um segredo que, talvez, Yohan não se incomodasse tanto, já que Philippe não tinha problemas em dizer. “E os franceses também…” Riu, começando a distribuir as cartas para os adversários. “E você? Não sabia que queria tanto se casar, se soubesse, teria dado uma ajudinha também”
“Não importa o quão bem esteja indo, ninguém e tão habilidosos quanto eu em um jogo de cartas” Se gabou apenas para provocar, mesmo que tivesse plena consciência de que era verdade, havia sido criado para trapacear, principalmente em um jogo como aquele e às vezes os velhos hábitos retornam. “Não me diga? Eu jamais desconfiaria...” Murmurou fingindo choque antes de lhe dar um sorrisinho sacana, sabia muito bem como os franceses de maneira geral conseguiam ser frívolos. “Está no lugar certo então”. Piscou aguardando ele distribuir as cartas. “Não vejo motivos para casar, mas também não vejo motivos para não o fazer... era para eu ser apenas um observador, mas parece que os planos da rainha são outros e não quero ter minha bela cabeça cortada por não participar da brincadeira”.
A carruagem com os pertences roubados já tinha sido locomovida bem antes, quando a movimentação não seria suspeita. Tanto que Byron chegou ao local combinado com a tranquilidade nos ombros ao retirar a caixa secreta do esconderijo debaixo dos bancos. ❛❛ — Depois de tanto tempo e ainda tenho que pedir? Por gentileza, vossa majestade, poderia preparar uma dose para mim? Temos muito serviço esta noite. ❜❜ O Barão andava como se fosse o dono do mundo, desprovido como estava do disfarce de perfumista na presença de quem conhecia suas atividades extracurriculares. Soltou o cadeado com a chave que carregava no pescoço e expôs as joias com um brincalhão voi lá carregado de sotaque. ❛❛ — Herança de família. Tão belas e brilhantes quanto as senhoritas de nossa temporada. Ou o ouro que você ganha depois da jogatina. ❜❜
“Se eu ofereci é porque não precisa pedir”. Retrucou servindo mais um copo. “Posso nem ser educado que já reclama”. Se ele ao menos soubesse as loucuras que Yohan andava fazendo por aí, era como se o rapaz simplesmente não conseguisse mais controlar o ímpeto de ajudar. Como que para brindar o momento eis que a porquinha Lizzie, aparece na porta vindo da loja, ele ainda não tinha tido tempo de leva-la para casa. “Não se assuste e não, não é o nosso jantar”. Alertou antes de voltar-se para a caixa recém aberta, uma pequena pontada de culpa se fez presente, mas logo tratou de afastar, não era como se aquelas famílias realmente precisassem das joias. Retirou um belo colar da caixa, brilhando sobre a meia luz. “Isso vai render uma boa grana, a demanda no continente asiático tem crescido”. Comentou ainda avaliando a joia, era mais seguro contrabandear itens roubados para outros continentes, manter na Europa era sempre mais arriscado. “Você tem sido bastante produtivo”.
Lady. Ela não se sentia nem um pouco como uma lady, por isso levou a mão aos lábios para não soltar uma alta gargalhada na frente da tia. Desde a última conversa, na verdade, se sentia mais como uma espiã, sabendo que ele vinha trazer informações muito mais importantes do que se ela iria noivar ou não. A Lizzie estava a caminho e ela não queria nem saber como ele ia conseguir aquilo ou o que ele inventou (ou não) para os pais dela, mas ela só queria ter a Lizzie junto. “Senhor Kang,” ela teve que conter a vontade de fazer qualquer coisa que não fosse uma reverência, pois não apenas a tia, mas as primas estavam ali, com os olhares atentos pousados na encenação que se desenvolvia. Se aquilo fosse um cortejo de verdade, Lou não saberia direito o que fazer. Claro que tinha algumas coisas que sabia que não devia fazer, mas de resto… Decidiu não pensar muito sobre isso. Talvez perguntasse à uma das suas novas amigas. Reparou nos olhares das primas. Curiosamente, suas primas ainda não pareciam lhe olhar com ódio, mas com curiosidade. Ela limpou a garganta, fazendo as moças voltarem aos seus livros. “Muito bem, obrigada. São para mim?” Perguntou, apontando para as flores, mostrando a melhor das posturas diante da sua tia.
Formalidades eram necessárias, mesmo sabendo que Louisa não era a melhor nesse tipo de coisa, lembra-se com diversão do momento que compartilharam durante o baile e por isso podia jurar que ela estava com vontade de rir, algo que o fez alargar o sorriso. “Não vejo outra dama digna de tão belas flores além da senhorita” Observou galanteador, estendendo o buquê de flores para ela, pelo menos na frente da família dela precisava manter seu papel de homem cortejador, mesmo que não tivesse um real interesse ainda, apesar da ruiva ser bela e divertida, uma agradável companhia. “Posso?” Indicou com a cabeça o sofá mais afastado para que pudessem ter alguma privacidade. Seus olhos mantinham-se atentos aos movimentos das outras pessoas no recinto. “Espero poder alegra-la nessa tarde”. Completou, acreditando que ela entenderia o que ele queria dizer, que trazia notícias de Lizzie.
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꧁Kat não precisou fingir o sorriso divertido que lhe tomou os lábios quando o rapaz gracejou, e aceitou de bom grado o mapa oferecido, dando uma breve olhada no objeto antes de guarda-lo em sua bolsinha de mão. Com a nova declaração do homem, Kat não pode evitar se perguntar se estava com o alvo certo; não quer ela quisesse qualquer mal a alguém, mas precisava colaborar com os agentes da coroa, e eles a mandaram ficar de olho nesse cavalheiro em específico. Ainda assim, ele parecia tão genuinamente bom, o que ele poderia ter feito para estar no radar dos agentes? ❝━━━━━━Acredito que o senhor esteja certo, então como prova de confiança em sua boa vontade, aceitarei sua gentil oferta, se ainda estiver considerando-a. ❞ respondeu com uma sobrancelha um pouco mais arqueada, a expressão em um questionamento. Deus, ele estava certo sobre mentiras serem difíceis de manter… Kat costumava fingir um comportamento mais esperado de uma dama quando ia à corte, mas nunca precisara mentir da forma que o fazia agora, e era quase cansativo. ❝━━━━━━Imagino que esteja certo, é claro… E confesso que o senhor despertou minha curiosidade, quando menos esperar estarei perseguindo-o pelo parque apenas para ver se de fato é assim com crianças ❞ comentou em tom divertido.
"Não vejo motivos para revogar minha oferta, senhorita. Para falar a verdade fico aliviado por poder gerar certa segurança até vosso destino”. Uma outra verdade, desde que fora acusado de assassinar o amor de sua vida, seis anos atrás, Yohan passou a prezar ainda mais pela segurança de toda e qualquer dama que aparecesse em sua frente e precisasse de ajuda. Não queria de forma alguma passar por algo do tipo novamente. Voltou a face para frente deixando escapar uma curta gargalhada com a fala alheia. “Não me importarei em ser perseguido”. Quase comentou que ele também poderia ser encontrado passeando com uma porquinha, já que estava cuidando do animal da lady Louisa, mas achou melhor guardar aquele trunfo na manga por enquanto. “Poderia me informar agora para onde devo acompanhá-la?”
Se serviu de wiskey antes de caminhar pelo salão, não demorou muito para ficar incomodado com alguns comentários sobre as damas, aquele definitivamente não era o seu ambiente, não era com aquele tipo de pessoa que gostava de estar e conversar. Avistou @mrsapphirc sentado num canto e pelo que tinha ouvido do duque, era um homem decente, então resolveu se aproximar. “É sempre assim por aqui?” Questionou sentando-se próximo.