marigold
Você nunca esteve dentro dos padrões da sociedade; não somente intelectualmente mas física. Suas medidas sempre foram maiores do que as das demais garotas, você nunca gostou de se ver demais no espelho pela pressão que sofria de sua mãe. Mas no fim, você sempre encontrou ajuda e conforto nos livros, em como eles a levavam para um mundo melhor, perfeito para você. O debute nunca lhe foi ansiado, nunca foi desejado como sendo-lhe um sonho mas você acredita que pode encontrar alguém que a aceite como você realmente é.
♕ Nome do Skeleton: Marigold
♕ Nome do personagem: Elaine Corbyn Johnston
♕ Idade: 20 anos
♕ Label: the unpicked
♕ Local de nascimento: Londres
♕ FC: Bree Kish
♕ Headcannon:
Com grandes talentos vem grandes responsabilidades, não é mesmo? E quando as responsabilidades eram tão avassaladoras que talento nenhum podia esconder isso? Elaine só entendeu o conceito de felicidade em dois momentos de sua vida. A tenra e precoce infância e quando descobriu o poder dos livros. Cada vez que abria as páginas texturizadas e deixava que o dia virasse noite na janela, ela esquecia o mundo terrível em que tinha sido colocada.
Um pequeno momento para explicação seria bom, porque para bom entendedor uma história completa é um banquete divino. Era normal seguir uma linha de crescimento da linhagem dos Johnston. Criança gordinha e rechonchuda, uma perfeita imagem de saúde e vitalidade. Crianças belas, educadas e ativas dando lugar, num movimento dramático, em seres espichados e magricelas. Num período cravado entre 10 e 13 anos, meninos e meninas ganhavam a altura avantajada dos pais e perdiam todo o peso extra. Alguns anos depois e tinham curvas, músculos, beleza ímpar e convidativa. Finalizando a vida com anéis enormes de casamento e uniões promissoras com famílias igualmente de requinte.
Elaine... Ninguém ensinou para Elaine que era assim que as coisas funcionavam. Não entendia o porquê da mãe cobrar tanto, como se pudesse magicamente fazer sumir as gordurinhas da infância. E por que deveria parar de comer? Escondida, passo a passo silencioso no meio da noite, capturando guloseimas e bolachas ao alcance. Eliminando a fome que era obrigada a passar na missão cruel de se tornar tão magra quanto suas irmãs. Não podiam dizer que ela não tentava, os riscos no rosto das lágrimas nem secavam antes de dar lugar a outros. E mais outro. Juntando-se em um constante ciclo de infelicidades. Não coma para ser a dama perfeita, comprima-se no espartilho para respirar, exercite-se para perder as medidas tão exageradas.
Ao fim do dia, Elaine... Elaine se encontrava na cozinha, alimentada fartamente pelos empregados que a amavam. Com manchas escuras alastrando-se pela pele de alabastro. Vergões roxos, azuis amarelos e verdes como asas em suas costas. E ela comia... comia... Cada mordida numa pergunta que não tinha resposta. Sabia de tudo: costurar, desenhar, tocar o piano, cantar. O que não tinha exímio talento, trabalhava tanto a ponto de ser considerada agradável. De poder realizar o talento sem envergonhar os pais, a família. Era habilidosa, inteligentíssima, e completamente deixada de lado.
Os livros vieram como a salvação, o ar puro das salas confinadas e preenchidas por pessoas que a olhavam com pena. Discriminação. Compaixão pela família por tamanha falta de sorte. E Elaine... Elaine pegava o livro onipresente e fingia esquecer que existia. Assumindo papéis mais aventureiros e coloridos. Princesas e guerreiras, donzelas com poder nas mãos e fama de conquistar qualquer homem. E em suas fantasias, o cérebro gentil mudando algumas palavras, nenhuma era... Nenhuma era magra. Eram aclamadas do jeito que Elaine nunca seria. Eram queridas e desejadas, tão diferente dos seus primeiros anos de debute. O adiantamento levou ao fracasso, obviamente, e os seguintes só colocaram a pedra sobre seu destino.
O terceiro ano foi... devastador. Na mesa da sala principal, Elaine encontrou o questionário da Rainha. Olhou as perguntas com cuidado e, ao chegou ao fim, seu coração cantou em alegria. Escondeu-se nos aposentos para preenchê-lo com romance, polvilhar com sonhos e desejos. O coração machucado derramando amor. De uma mulher querendo o amor verdadeiro, com cavalos robustos e sorriso gentil. E que estava mais do que disposta em carregá-lo ela mesma nas costas se fosse necessário. A atividade foi tão divertida que durou pouco, os papéis ganhando o lar eterno no fundo de uma gaveta. O problema... Uma criada os achou por engano e achando que era do desejo da soberana participar do evento, deu um jeito para que ainda fosse aceita no jogo caprichoso da Rainha.
♕ Alguma observação?

















