aster-parkinson:
𝐟𝐥𝐚𝐬𝐡𝐛𝐚𝐜𝐤
aster não tinha uma resposta para o que a morena tivera dito, pois a mesma não pensava da mesma forma, nem mesmo era amigável assim para poder encontrar vários amigos, nem mesmo tivera muitos amigos em sua vida, aprendera a conviver com a própria solidão e não se martirizava por tal coisa, até mesmo gostava de ficar presa em seus próprios pensamentos, apesar de que exteriormente poderia ser uma lunática por nem mesmo estar totalmente adaptada à sociedade. “tudo bem, arabella ou bella, pode me chamar de aster.” comentou, saindo de seus próprios pensamentos com um suave sorriso nos lábios, no entanto, sua expressão não perdurou por muito tempo, já que agora uma careta era visível ao escutar a resposta alheia. dever? “creio que essa senha uma palavra muito forte para alguém tão jovem.” murmurou, matutando quantas vezes já tivera escutado a palavra ’dever’ em uma frase, sabia que muitas pessoas possuíam seus deveres, a própria possuía o seu, mas se iria os cumprir, bem, ai seriam algumas outras léguas separando da realidade. “por que é seu dever, arabella?” ela perguntou um tanto quanto contrariada, pois se existia alguém que tivera enraizado a ideia de alguém possuir um dever, deveria ter sido seus progenitores e isso era algo que aster sempre tivera desgostado, não era ela a única a sofrer em mãos alheias que insistiam em tentar controlar uma vida que não lhes pertenciam. apenas detestáveis e cruéis. “seus pais ditaram que era seu dever?” ela perguntou com certa ironia, mesmo que a outra não lhe respondesse a primeira pergunta, por qual motivo não lhe responderia a segunda? “bem, eu tenho um belo plano, caso não encontre ninguém…” ela verdadeiramente nunca achou que encontraria qualquer pessoa, mas encontrou. aster umedeceu os lábios para que voltasse a falar. “minha mãe me arranjaria um casamento, caso não eu conseguisse encontrar espontaneamente, digamos assim… no entanto, não é algo que eu vá deixar acontecer, claro.” ela comentou com um pequeno sorriso travesso, entre suas palavras ranzinzas, aster já tinha um plano feito há muito tempo em sua mente, apenas testava sua última chance. “e caso um homem impeça você de realizar o que gosta… certamente ele não é o correto.” finalizou por fim, aquilo era um pouco óbvio, você deveria casar com alguém que somasse, isso era o amor, não era? aster sentiu que sua respiração tivera sido estancada com a presença repentina da outra morena. “huh?” a resposta real, deveria ser: sim, completamente arrebatada, apaixonada e noiva. “por qual motivo acha isso, arabella?” estava tão notório que ela estava falando de suas próprias experiências? nem mesmo sabia se era o momento para falar algo assim para qualquer outra pessoa. aster deu um sorriso grato, pelo compromisso da outra. “você não gosta de usar calças?” bem, a garota parkinson estava curiosa, pois detestava aquela quantidade de tecido que adornava seu corpo com aquelas roupas da época. aster fez uma suave careta com a menção de todos terem gosto iguais, nunca poderia ser assim. “como calças, devo dizer.” ela murmurou, retornando ao tópico anterior.
O sorriso de Arabella cresceu em seus lábios quando a outra disse seu nome. — Aster. Um belo nome. Se não estou enganada significa estrela. - Uma das personagens de seu livro, um que escrevera quando adolescente era Áster, lembrava de escutar aquele nome em uma história que sua avó contava sobre uma fada da estrela, o que inspirara completamente na história que Arabella havia escrito. Seu sorriso morreu aos poucos em seus lábios e os cantos, que uma vez estavam repuxados para cima, se tornaram uma linha reta e fina. — Concordo. - Ela concordo com a cabeça num suspiro cansado. — Digamos que um casamento bem arranjado ajudaria meus irmãos a terem a oportunidade de se casarem por amor. - Ela tentou responder sem revelar detalhes de sua situação. — Bom, sim e não. Sou a filha mais velha de sete filhos, é minha responsabilidade cuidar para que meus irmãos mais novos sejam felizes. Todos na nossa família aceitamos nosso papel, o meu é me casar nesta temporada. - Ela falou resignada. Aceitará o destino, que talvez fosse cruel consigo, mas que ela havia aceitado. Suspirou cansada novamente, não sabia mais o que dizer a outra para que ela entendesse a situação. — E qual seria o seu plano? - Bella perguntou interessada, talvez ela pudesse utilizar do mesmo plano, mas duvidava que fosse funcionar para si. Elas viviam em realistares diferentes, não? Quando escutou a fala da outra ela sorriu. Aster parecia ser o tipo de dama que podia escolher seu destino, não era o caso de Arabella, é claro. — Entendo! - Ela sorriu novamente, mesmo que seu sorriso fosse pequeno. — Muito provavelmente você está certa. - Mas que outra opção ela tinha? Teria que se casar com o homem errado e o príncipe encantado que ela vinha procurando desde que debutará ficaria esquecido para sempre. Quando a pergunta lhe foi feita, Bella riu. Ela era romântica, curiosa e sempre fora capaz de reconhecer os apaixonados de longe. — Você tem o mesmo olhar e sorriso bobo nos lábios que todos os apaixonados tem, o mesmo que minha irmã Beatrice tem sempre que fala do marido. - Arabella encolheu os ombros, ela era perspicaz afinal de contas, impossível não notar olhares e sorrisos como aqueles. Até mesma ja tentara força-los em seu rosto uma vez antes, ao olhar-se no espelho, mas descobrira que o sentimento não podia ser forçado, precisava ser genuíno. — Não é que não gosto. Só nunca usei. - Respondeu sincera. — A não ser aquelas bufantes e horríveis de esgrima. - Só de pensar no traje lhe dava arrepios. — Talvez... - Bella concordou, levando a mão aos lábios para conter o bocejo. — Se não se importar, acho que talvez devêssemos tentar dormir. Amanhã será um longo dia. - Ela comentou, levantando-se e guardando os vestidos e a calça com cuidado em seu baú e então foi para sua própria cama. — Boa noite Áster. - E com um sorriso nos lábios ela tentou dormir, não demorando nem dez minutos para apagar completamente. e
encerrado.











