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SONETO DE PÁSCOA
Fernando Lima
Se eu não me achar tão envergonhado
Não compreenderei o ato de bel amor,
Numa cruz o teatro de vergonha e dor,
Ao apontar o alvo ermo: ei-lo ultrajado.
O Cordeiro, o sangue, o sacrifício, gratia
Agnus qui tollis peccatta mundi, do alto:
Todos a vigilar veem seu rosto exausto
E aliviam toda dor sob a verve empatia.
O anjo do mal errou o caminho, perdido
Ao sinal da cruz em mim, viu perdoado
A paz, o passo... Viu o sorriso marcado.
Os cheiros d'uma Páscoa são vestidos
Que cobrem o corpo e a alma aviltados
E, curados, ao grito: Está Consumado!
@todos os direitos reservados.
“[A oração] É um excelente meio de tirar o coração das vaidades do mundo e de fazer com que a mente se familiarize com o céu.”
— (EDWARDS, Jonathan. A Negligência dos Hipócritas no Dever da Oração. Natal. Nadere Reformatie Publicações. 2021. p. 24)
A EUCARISTIA DOS URUBUS
Caminhando hoje cedo pelo Serrote do Urubu registrei essa cena não só aparentente alusiva ao nome do Serrote, mas também em razão do significado que a cruz tem para os cristãos.
A cruz é, antes de seu sentido teológico-redentor, um lugar de punição pela morte vergonhosa e pública, executada pela exposição do cadáver nela pregado.
Os urubus são uma espécie de abutre que se alimenta da carne necrosada e em decomposição.
O corpo de Jesus foi recolhido ao sepulcro, graças a José de Arimatéia. Mas, se seu corpo ficasse exposto aos abutres como seus "pares" ficavam na maioria das vezes: o telos (fim) da Redenção teria sido o mesmo?
Para alguns teólogos liberais bastava o aplauso das turbas para um inconsciente coletivo aderir a ideia de ressureição do corpo. Mas isto já não é fé.
O salto da fé está no fato de que ainda que abutres tivessem devorado seu corpo nu e falido na cruz, ainda assim, o Terceiro Dia teria o seu brado sobre os aguilhões da morte.
Esta é a nossa sorte e o sentido de nossa pregação: Cristo crucificado e ressurreto!
Lima, Fernando.
Sertão do Pajeú, Verão de 2022.
Feliz Natal

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UM TERRÍVELMENTE EVANGÉLICO: Memórias de um berço evangélico
Até final da década de 80 os evangélicos eram cerca de 13 milhões no Brasil. Uma minoria, se considerarmos o fato de que o catolicismo possuía um certa áurea de oficialidade. Na década de 90, graças ao pentecostalismo que havia irrompido há cerca de 30 anos em crescimento efusivo: os evangélicos chegariam aos quase 30 milhões já no início dos anos 2000.
Eu sou de um tempo, numa cidade do agreste pernambucano, aonde eu e meu irmão, durante o ensino primário, sofríamos o que hoje chamam de bullying. Éramos arrodeados de coleguinhas durante as aulas ou nos horários de recreio gritando “aleluia, irmão!”, ou algo como “olha os bodes!”. Lembro de minha mãe nos dá uma bíblia e eu escondê-la com medo de na rua ser chamado de bode.
Lembro de ter participado de cultos ao ar livre onde pessoas invadiam gritando palavras como estas e atacando o pregador, ou mesmo arremessando pedras. Recordo-me pelo menos de duas ocasiões quando precisei me esconder atrás do púlpito e embaixo de cadeiras para não receber uma pedra na testa.
Os protestantes provocavam frontalmente os católicos naquela época. Os chamavam de idólatras. E os católicos, chamavam os protestantes de hereges.
No Sertão Nordestino, muitos dos que se identificavam como católicos, tinham sua influência em Frei Damião (conhecido como “o martelo dos hereges”) e também muitos devotos do padre Cícero.
Com isto não estou dizendo que havia aprovação destes padres quanto a tais atos, mas que declarar-se protestante não era fácil e alguns devotos dos citados não brincavam. Ainda pior pelo fato de ser uma minoria. Uma prova histórica desta animosidade, é a igreja Presbiteriana de Patos, na Paraíba, que em 1958 foi incendiada no mesmo dia em que o Frei Damião de Bozano estava a realizar suas prédicas na cidade.
Entre as décadas de 80 e 90 os evangélicos já eram pechados como ladrões. Quem recorda quando em 88 o atual governador de Goiás, Ronaldo Caiado, na época líder da UDR (União Democrática Ruralista), falando ao Jornal do Brasil sobre os parlamentares evangélicos referindo que “eles estavam todos ali, batendo no bolso”?
Com a chegada da teologia da prosperidade exponenciada pela IURD (igreja Universal) etc., o que antes era um anti-protestantismo católico, passou a ser um uma ofensa quase universal por parte da maioria das pessoas: “os evangélicos são definitivamente um bando de ladrões”.
Hoje temos um evangélico presbiteriano sendo alçado a posição de ministro do STF- a mais alta corte de justiça do país.
É verdade que os evangélicos cresceram numericamente. Atualmente devem estar caminhando para os 50 milhões (em um país de 213,3 milhões de habitantes). Os católicos e protestantes no Brasil estão pacificados civilmente. Embora no aspecto doutrinário sejam essencialmente opostos. Mas convivem bem e comungam praticamente às mesmas pautas conservadoras nos costumes e nos dogmas centrais sobre a fé e a vida (contra o aborto), a liberdade individual e de culto, entre outras.
É verdade também que os parlamentares evangélicos, a “bancada evangélica” tem exercido grande influência, como sói na política desde a Ditadura Militar, sendo base política útil.
Mas o que a inserção do Min. André Mendonça ao STF reflete em termos de fé cristã evangélica?
Muito alegrei-me quando ouvi as palavras do Dr. André Mendonça sobre o reconhecimento de sua capacidade em Deus. Assim também como me alegrei com o goleiro do Palmeiras, o Weverton, na final da Libertadores. Ouvir tais palavras e aguardar manifestos e atos evangélicos concretos é o que deveria bastar a igreja cristã protestante e evangélica.
O reconhecimento da bondade de Deus e sua soberania de forma pública, transcende a necessidade de ocupar espaços. Não que não seja necessário ocupar espaços, mas que o ocupar não seja o mero estar ali e o fincar de uma bandeira ideológica ou a formação de uma Bancada, mas o ocupar por uma identidade viva do evangelho -como luzeiros que brilham sobre a casa e não debaixo da mesa.
Concordo com o Dr. Martin Lloyd Jones (1889-1981), de que a missão da igreja não é fazer ativismo político, mas atuar indiretamente, no sentido de produzir “homens nascidos de novo”. Em outras palavras: forjar gente de caráter para então ocupar estes espaços.
Repito: alegro-me pela vida desses irmãos que declaram publicamente que o fim do homem é glorificar a Deus; porém, temo a tendência inevitável do evangelicalismo brasileiro em ocupar meramente os espaços como parece ser o caso.
Quando o Pr. Silas Malafaia ameaça Davi Alcolumbre de derrota-lo em seu estado por retardar a sabatina do Dr. André Mendonça, a meu ver, aí reside o perigo de se perder no objetivo principal quanto as defesas que se pretendem. Não que a pressão não possa ser exercida pela influência, mas como convém ao cristão segundo as escrituras: as armas de nossa milícia não são carnais.
É preciso reclamar o preconceito e elevar a voz, mantendo a discrição baseada na convicção de que pouco importa o espaço, pois, importa mesmo é glorificar a Deus através da vida de homens santos que ocuparão as mais variadas posições a fim de glorificar a Deus com suas vidas, atos e escolhas que trarão implicações à sociedade.
Fernando Lima
A quem interessa a realidade do problema social
Em junho de 2016 alguns jornais online noticiaram que um garoto de 10 anos foi morto em conflito com a polícia enquanto fugia dirigindo o carro que acabara de assaltar. Pouco tempo depois, a sua mãe também seria presa pelo crime de assalto.
À época, esta mãe, em prantos, criticava a força policial e recebia forte apoio dos grupos de pressões dos Direitos Humanos.
É claro que o apoio de grupos de esquerdas tem no seu cerne o problema social sob a dicotomia vítima versus opressor - o que a meu ver, é a forma mais preguiçosa de pensar quando se trata de temas de grande complexidade como são os de natureza social.
Neste caso em específico, o discurso dicotômico cuida de revisar sua teoria, incluindo a mãe numa cronologia de perfil sociológico que comprove um mal hereditário, justificando, assim, a tragédia, e ignorando a possibilidade de que o ato do assalto possa ser meramente uma ação deliberada e banal.
Às justificativas podem ser muitas. De uma suposta repressão na infância ao alto número de desempregos no país. A verdade é que sempre haverá razões para atenuar o transgressor e poucas razões para o enaltecimento da virtude e o cumprimento da lei.
Afinal, será que o garoto não foi privado desde cedo daquele ditado popular que diz que “costume de casa vai à praça? ”. Ou: será que o mal costume não estava diante dele, bem ali, naquela de quem cujos seios se alimentou? Tais perguntas, no entanto, ainda interessam a essa dicotomia, pois, o que a maioria das pessoas não querem admitir é a possibilidade que no fundo todos somos temos a barbaridade em potencial e que a linha entre o bem e o mal é tênue que, para não parecermos maus aos olhos dos outros, vestimos com a linguagem da empatia, embora ocultemos a frágil consistência de nosso interior.
Não admitimos que temos grande interesse e curiosidade na barbárie, pois, é a não admissão que nos possibilita que tenhamos uma câmera de celular à mão, quando a tragédia ocorre diante de nossos olhos ou quando quisermos jogarmos uma pelada ao lado de corpos mortos na praia.
Ora, é precisamente desta constatação da natureza humana que os problemas sociais precisam ser enfrentados. A utopia, ideais de perfeição ou mesmo o messianismo, assim como estratificar o problema em vítima e algozes, é ignorar a real natureza dos problemas e assim protelar as possíveis soluções, apresentando sempre os mesmos esparadrapos que escondem às purulentas feridas da humanidade.
Quando eu fui atuar junto aos sertanejos de meu estado natal, Pernambuco, a principal motivação era responder a uma fé operativa, já que a fé sem obras é morta e, de fato, nada mais mórbido que uma fé contemplativa e teorizada. No entanto, quando você chega ao campo dos problemas sociais sob a ótica da fé e do serviço cristão abnegado, se a sua motivação inicial não for perdida- não se distraindo para um humanitarismo ativista - logo o cenário que se desenrolará a sua frente mostrará que abraçar uma causa vai além de promover soluções para ela, consistindo, sobretudo, em ficar a par de toda realidade ou dilema social e como num caminho sem volta, entrar na toca do coelho onde as mil maravilhas fazem parte somente de um ideal. Só assim é que podemos dizer que abraçamos uma causa, isto é, quando não encontramos razões para retroceder, já que aquela realidade nos inviabiliza imediatamente para a possibilidade de desistência, uma vez que as soluções precisarão ser pensadas a curto, médio e a longuíssimo prazo. E mais: sem solução final.
No caso dos sertanejos do nordeste brasileiro, você terá um desafio muito maior e que engrossa o caldo da leviandade da natureza humana, a saber: o das forças políticas e religiosas que emolduraram por séculos o modo de vida do sertanejo, forjando uma cultura de dependência do assistencialismo, e que é contraditória a postura emancipada do sertanejo no enfrentamento dos muitos ciclos da seca, gerando, assim, um conflito moral, observado na música interpretada pelo rei do baião, Luiz Gonzaga, em Vozes da Seca:
“Mai doutô, uma irmola para um hômi que é são, ou le mata de vergonha ou vicia o cidadão”.
Se a motivação fosse apenas uma paixão, é possível que às soluções imediatas do encanto sofram muitas alterações até que o desencantamento feneça como uma flor. Contudo, quando o que se preconiza é a real complexidade do problema, resta uma motivação e ela deverá ser a verdade pela qual você faz o que faz: o amor. O amor. Não aquele romântico de finais felizes. Mas de inícios e reinícios sem pensar no fim até que vejamos ao nosso redor que, apesar do mal, o bem existe. Deste modo, o problema social deixa de ser uma especulação ou produto de engenharia social e passar ser apenas o que de fato interessa.
Fernando Lima
My podcast
“A grande marcha da destruição mental continuará. Tudo será negado. Tudo se tornará um credo. É razoável negar a existência das pedras da rua; será um dogma religioso declará-lo. É uma tese racional dizer que vivemos num sonho; será sanidade mística dizer que estamos acordados. Velas serão acesas para atestar que dois mais dois são quatro. Espadas serão empunhadas para provar que as folhas são verdes no verão. Ficaremos a defender, não somente as virtudes e sanidades inacreditáveis da vida humana, mas algo mais inacreditável ainda, este imenso universo impossível que salta aos olhos. Seremos aqueles que olharão a grama e os céus impossíveis com estranha coragem. Seremos aqueles que viram e creram.”
— G. K . Chesterton.
REAÇÃO AO ENSAIO DO YAGO MARTINS
Li o livro do jovem teólogo e excelente comunicador Yago Martins sobre a Religião do Bolsonarismo (um ensaio teológico). Ele começa muito bem quando organiza a sequência de fatos - de modo quase jornalístico- que vão da facada às resistências opositoras e das manifestações de alguns personagens políticos em redes sociais- relacionando-os com os possíveis indicadores do que seja a tal religião bolsonarista.
Mas quando avança nos outros pontos do ensaio (ainda no primeiro capítulo), explorando o artigo do Rev. Guilherme de Carvalho (L’Abri BR), para em seguida e, nos próximos capítulos, tentar correlacionar pontos essenciais dos dogmas e atitudes cristãos com posturas, falas e observações empíricas da práxis e do modus operandi do governo de Bolsonaro: a narrativa do Yago mostra sua fragilidade essencial para ser teológica.
Antes de destacar alguns pontos dessa fragilidade essencial, convém ressaltar que a tese do ensaio está no artigo do Guilherme de Carvalho, uma vez que o que vai guiar as narrativas desdobradas nos textos é a interpretação objetiva que Carvalho faz quando diz que o governo Bolsonaro não tem um “pathos” cristão, isto é, suas posturas, idiossincrasias, falas e iniciativas não correspondem ao sentimento ou aos valores cristãos. E é aqui onde reside, a meu ver, a falácia da falsa equivalência, quando dois argumentos opostos parecem ser logicamente equivalentes. Explico isto na conclusão do texto.
O primeiro dos pontos dessa fragilidade essencial, é que o Yago Martins erra ao relacionar o bolsonarismo a uma suposta religião civil que tem no evangelicalismo brasileiro sua fonte. Ora, ao fazê-lo, deveria ocupar-se, antes de tudo, em definir o que é o bolsonarismo para em seguida definir a religião civil como fenômeno pressuposto.
Em miúdos: ele pega aspectos do comportamento prático do governo, sem classifica-los adequadamente, ignorando a capitalização eleitoral-partidária e ainda o seu fragmentado discurso ideológico (sim, não há uma unidade de discurso, seja por falta de intenção, seja por deficiência intelectual mesmo) para servir como base às suposições do que seria uma religião civil. Seria mais honesto criticar o apoio dos evangélicos ao governo que elaborar formas de raciocínio baseadas em frases ou falas de personagens situados nos mais diversos contextos. Muito embora essa abordagem sem apego ao detalhamento científico faça parte do gênero escolhido, que é o ensaio: o escritor precisa ser zeloso no escopo proposto, uma vez que pretende comunicar a verdade ou um entendimento.
O segundo ponto está na construção de narrativas para justificar a natureza teológica de seus argumentos. É perceptível uma “forçação de barra”, seja para contrapor ao que ele chama de “sacralização” de Bolsonaro, seja para o que chama de apocalipses, expurgo e gnosticismo ao evocar análise teológica para o que bastava ser observado do ponto de vista da ciência política e da observação pura quanto aos fatos que, talvez, um conceito alemão como o de realpolitik em seus aspectos de realismo político fosse mais adequado.
Digo isto porque desde o Édito de Milão, no terceiro século, com a conversão do Imperador Constantino, a relação Estado-Igreja é o eixo gravitacional à qualquer discussão a respeito - especialmente no mundo ocidental com o Cristianismo- uma vez que é desonesto propor uma separação de Estado-Igreja (ainda que isto tenha ocorrido e graças a Deus que foi assim) e ignorar as razões que emularam essa relação em controversos momentos da história.
Portanto, não seria um nicho como o bolsonarismo a servir como luz para um tema como o da religião civil. Talvez, a discussão mais honesta e digna de algo maior que um ensaio, seja a análise a respeito de como a Igreja deve se relacionar com o Estado- tema de abundante bibliografia.
Sem que eu possa me alongar, pois este texto não tem a pretensão de ser uma refutação em si, eu concluiria que o busílis da questão que o Yago Martins busca apresentar, sendo honesto com os fatos e análise, estaria para uma contextualização sobre o papel do Estado, neste caso, dos últimos governos do Brasil, seu panteão ideológico e sobre como vinha-se construindo uma agenda hegemônica com o objetivo de suprimir qualquer expressão conservadora de valores cristãos, representados, ainda que com deficiências, é verdade, pelos evangélicos no Brasil. Mas, que em última análise busca marginalizar a cosmovisão cristã em espaços acadêmicos através de fomento pulverizado de ideias progressistas. A este tema, o Yago Martins faz silêncio; e, talvez, acabe por delatar a falácia da falsa equivalência quando relaciona política e religião ao fenômeno bolsonarista versus o evangelicalismo brasileiro.
Se o ensaio teológico quis ser um preâmbulo para uma futura obra sobre política e religião, o Yago acaba por fazer um sermão que dispersa seus ouvintes nas duas primeiras premissas do introito.
Fernando Lima.

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(A Capela)
Roquenroll chegando!
Aproxima-se o dia do Rock e descubro mais razões para comemorar com intensidade.
Nesse trajeto de regresso as raízes, é que considero a minha apreciação pelo roquenrol quase em movimentos retilíneos de ida volta.
Comecei pelo Guns N`Roses, namorando Led Zeplin, mas foi voltando que me encontrei com a The Velvet Underground (uma das bandas mais importantes para a origem do punk rock nos Estados Unidos) e, finalmente pude experimentar todas sensações que o Rock N' Roll em todas as suas dimensões vanguardistas e para o futuro.
Sim, a Velvet Underground cruzou com as minhas experimentações do pensamento conservador no sentido de que reconhecer a máxima de Eclesiastes quanto a "nada haver de novo debaixo do sol", assim algumas sonoridades para mim antes estranhas e postuladas revolucionárias, em TVU encontraram sua matriz de starts e perfomances que o Rock incorporou, desde o Blues ao progressivo.
Sim, a Velvet tem um viés conservador. As suas canções reconhecem a naturalidade de certas normatizações que nos trouxeram até aqui como civilização. Com I am set free aprendemos que ser livre também é ser limitado, assim como a disciplina seria liberdade, se os seguidores de Renato não fossem tão apaixonados por Foucault (rsrs.)
Com a Velvet, o politicamente correto não encontra espaço para mimimizar as relações com a doce Jane de nossas vidas quando “aquele era um tempo em que, você sabe, aqueles eram outros tempos! Oh, todos os poetas estudaram regras de rima e aquelas garotas, reviravam seus olhos”.
Thank´s, Velvet Undround! I'm Set Free!
Deixo aqui o link de algumas (apenas algumas) canções que são minhas preferidas.
https://www.youtube.com/watch?v=wfzoyDOXfzY
https://www.youtube.com/watch?v=nkumhBVPGdg
https://www.youtube.com/watch?v=6xcwt9mSbYE
https://www.youtube.com/watch?v=h6FIjp8nJV4
https://www.youtube.com/watch?v=3qK82JvRY5s
As muitas faces da cristofobia
Confesso que venho contendo-me em opinar sobre qualquer coisa que as turbas cibernéticas discutam aos borbotões com aquela sempre pose de autoridade no assunto. Mas não poderia me furtar sobre o tema cristofobia, especialmente quando chegam a mim conteúdos produzidos por pessoas que tenho amizade ou tivemos profundas afeições em algum tempo, vide aqueles que se utilizam da crítica ao cristianismo como contraponto unilateral a realidade da cristofobia.
O termo Cristofobia se tornou o assunto do momento, graças a uma declaração do PR Jair Bolsonaro que, embora pareça uma má aplicação do termo (como alguns sugerem), no contexto das Nações Unidas (ONU), faz muito sentido quando temos em alguns países o cerceamento da liberdade religiosa. Isto se quisermos reduzir o termo à liberdade religiosa, privada à cristãos pelo mundo, como dão conta as informações de organizações como a Portas Abertas entre outras.
O tema foi acirrado com os protestos que ocorreram no Chile onde igrejas católicas foram queimadas e, a meu ver, o que evidencia mais ainda a realidade da cristofobia. Ora, é óbvio que houve ali um vandalismo. O que se não pode negar (embora assim o façam), é o que estar por trás do vandalismo.
Em muitos casos, o termo arranjado como cortina de fumaça à realidade da cristofobia, é o anticlericalismo. Termo que faz bastante sentido no Chile, se levado em conta as dezenas de denúncias de pedofilia feitas aos padres católicos naquele país; ou para um prefeito no interior da França impedir que árvores como o Pinheiro sejam erguidas durante o natal simplesmente sob o pretexto de se evitar crueldade com as árvores ou por representarem a nova lepra na França: ser católico ou cristão.
É razoável até que se produzam termos similares ao anticlericalismo pela única razão realmente consistente: negar a realidade de que existe um repúdio crescente e travestido de laicidade contra o cristianismo no mundo- especialmente no ocidente.
A negação, contudo, se dá graças ao empenho cultural em contrapor as ideias pavimentadas na tradição cristã, custe o que custar, independente do labor que as construíram ou de como contribuíram com o processo civilizacional. Quando não, é feita em nome de um multiculturalismo pela igualdade entre os povos.
Um aspecto importantíssimo nessa guerra contra a tradição cristã é o da crítica para-eclesiástica, que usa o trauma e a experiência pessoais como fonte de crítica. Além daquela hermenêutica da história, com aparente relevância, como a que cristaliza no tempo a história da igreja no terceiro século com o imperador Constantino, apresentando-se como respaldo único à resposta para as perversões sugeridas entre um cristianismo primitivo (apostólico) e um cristianismo organizado, quaisquer que sejam às suas vertentes.
A relevância desse tipo de crítica é frágil, pois, ao passo que ignora a realidade humana (de ser humano) e a põe meramente nas estruturas eclesiais como pervertedor-mor, acaba de servir como adubo para a rejeição a toda forma de cristianismo, independentemente de seu matiz, dissidência, ou da consistência que se tenha.
No Brasil esse aspecto cresce bem representado, ganhando ressonância nas redes sociais que por sinal é o ambiente ideal para esconder a covardia e para dissimular as variadas intenções de seus postulantes, como a de abocanhar seguidores através de frases de efeito ou textões “descolados” sobre um cristianismo apresentado como contemporâneo ao sabor dos paladares de artistas famosos, de políticos ideólogos (de preferência de esquerda, claro!) e bem menos o da sinagoga de Cafarnaum que se oferecia como pão vivo para a vida eterna- um escândalo para quem procura cada vez mais um Jesus da terra, que ressuscita ao grito do povão ( e não por obra do Pai) e que levanta bandeiras do pão terreno nas lives, por aí afora, a fim de arrebanhar séquitos do personalismo e da ignorância.
Podemos considerar a realidade da cristofobia, sem desprezar o fato que é o ridículo exposto pelo evangelicalismo brasileiro, seja pelas suas expressões manipuladoras, mercadológicas em nome de Deus, ou mesmo através da débil atuação da bancada evangélica na política. O que não podemos ignorar de forma nenhuma é que: existe uma guerra cultural em curso porque esse é o campo onde o Diabo sabe trabalhar melhor que qualquer órgão ou governo.
Como ouvi certa feita não me recordo onde: “o poder preza o dinheiro na carteira. Mas a carteira do diabo são pessoas”. Portanto, o desprezo a tradição cristã é só o passaporte para uma rejeição cada vez mais crescente a fé cristã. Rejeição que faz todo sentido para uma religião predominante, menos para a islamização ou imposição de qualquer outra, graças ao multiculturalismo.
Fernando Lima.
Uma perda de oportunidade
De um lado temos o universo da lacração sobre a religião, que vive seu auge em nome de um laicismo pervertido. Pervertido no sentido de que apela muito mais a igualdade de descrença. Traveste-se sob o manto da laicidade do Estado, a sua intenção, no entanto, é a de extirpar a tradição cristã dos usos e costumes e dos arranjos sociais.
Do outro temos uma representação caricata da rica tradição cristã em nosso país, feita muito equivocadamente pelos evangélicos que estão perdendo a também rica oportunidade de construírem um conservadorismo verdadeiro, cujos fundamentos pavimentariam para a fundação de pilares como a riqueza da nação pelo liberalismo econômico, o fortalecimento do estado democrático de direito, o nacionalismo entre outras pautas essenciais à conservação da ordem institucional.
Além de serem fortes opositores sobre as centenas de pautas incubadas pelo Legislativo que evocam o Estado como validador soberano. Mas não o fazem porque não sabem debater organizadamente e querem meramente ocupar espaços.
O que temos visto não é o contrário do conservadorismo, porque sequer conhecem suas premissas. O que temos são deficiências teológica, cultural e intelectual em mimese que se retroalimentam às bases de ignorância pura. É só assistir a fala da cantora gospel Ana Paula Valadão que constataremos a intelectualidade manca quando faz um salto lógico em direção a conclusão do nada.
Vincular o juízo de Deus à informação equivocada de que existe prevalente infecção com HIV entre homens gays, não é só uma opinião equivocada. É um salto lógico porque uma coisa não tem nada a ver com a outra. Seja porque o Juízo de Deus não pode ser compreendido em categorias meramente humanas, seja porque a infecção por HIV entre os homossexuais continua sendo frequente, mas não prevalente, como o é entre os héteros. E, são dos homens, gays ou héteros, o topo da pirâmide, como constatam através de estudos clínicos de perfil epidemiológico dos pacientes com HIV, que você encontrará aos borbotões na internet em fontes fidedignas.
Teológica ou biblicamente a Ana Paula Valadão está correta quanto aos gays estarem fora do idealizado por Deus, embora seja plenamente discutível à luz das escrituras as questões existenciais dos que fizeram a opção ou mesmo pelos que percebem a homossexualidade como condição. Já não se pode dizer o mesmo de seu pobre ajuizamento de causa e efeito. Eu prefiro que seja Deus o próprio juiz, e não somente porque Ele tem o direito de julgar, mas porque é perfeita e infinitamente adequado para fazê-lo.
De igual modo, pelo que vemos no barulho das turbas virtuais, grupos e movimentos representantes dos LGBTs vão querer a cabeça da cantora a qualquer preço, especialmente com argumentos que darão similares saltos lógicos ao episódio, porque é assim que as bandeiras coletivas são arvoradas, a qualquer custo e em detrimento de qualquer coisa.
O problema da Ana Paula Valadão é intelectual, mas a culpa será do dogma e da cultura cristã. Ah, sua débil opinião também elevada ao status de preconceito, que já foi uma palavra para definir conceitos preestabelecidos e hoje é usada como representação de qualquer coisa que antagonize meus gostos e opções pessoais.
Se temos nos evangélicos a caricatura distorcida do que é o conservadorismo, estando muito mais para reacionários, temos na Lacrolândia- como cunharam alguns jornalistas de viés de direita- a faca e o queijo para os coletivos que mal sabem discernir entre seu lugar ao sol da vida em sociedade.
Quando o pão de cada dia não mata a fome ou: o pão amassado pelo diabo
Não sei viver sem pensar a minha própria mediocridade. Chega a ser pesaroso, de quando em quando, fazer meu próprio flagrante de ações automáticas. Aquele tal de “piloto automático” que varia com a quantidade de demandas e escolhas, tais como: cuidar dos afazeres domésticos; viver para agradar a mulher; sentir-se um super pai; pagar as contas do mês; opinar sobre política na internet entre outras coisinhas que tem até aparência de uma vida interessante, mas o resultado é o mais do mesmo: a mediocridade de cada dia.
A mediocridade é um sintoma de uma vida imanente. E é verdade que a arte, as letras, a música e o entretenimento dão, ao menos, a sensação de uma energia fora de campo, mas não demora muito para que o indivíduo seja trazido de volta ao chão das obrigações e responsabilidades, afinal, “será que eu tô vivendo ou só pagando os boletos”?
Não é que não exista prazer em cumprir obrigações e deveres. Rotinas podem eivar a vida de sentidos. A questão, entretanto, é quando não lhe resta nada além de mãos cheias de trabalho e angústia de alma. É quando o pão de cada dia não chega a sua alma ou quando você se ver obrigado a comer o pão que o diabo amassou.
Feito este diagnóstico, a tentação de fazer fórmulas parece tão urgente quanto arranjar a cura ou imunização para o corona vírus. Não para quem vive pela fé, pois, quem assim vive, vive acima da mediocridade. E não confunda com a ida regular a um templo ou reuniões de fé, visto que esta rotina também é forte candidata a mediocridade. O que chamo de viver pela fé tem mais a ver com a forma como me relaciono com a confissão de minha fé do que com a liturgia que escolhi comungar.
Deixa-me explicar melhor a vida pela fé com base na confissão. Foi o apóstolo Paulo quem disse em primeira Coríntios 15:19 que “se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes dos homens”. Veja que Paulo fala de modo claro: “a nossa esperança em CRISTO”. Em outras palavras, Paulo está dizendo que se a esperança em Cristo for limitada a esta vida, também está fadada a mediocridade. E no versículo 32b ele reforça esse entendimento: “se os mortos não ressuscitam, comamos, bebamos e amanhã morramos”. Ou seja: Paulo relaciona diretamente o sentido da vida e o conceito de felicidade à fé na ressurreição de Jesus. Uma fé sem compromisso com a vida transcendente (a ressurreição) é casada com a mediocridade. Não é à toa que Jesus - sobre quem Paulo trata a respeito dos efeitos de sua ressurreição - disse que Ele iria para o Pai e que na casa do Pai há muitas moradas e que seu desejo é que os seus discípulos estejam onde Ele estiver.
Assim sendo, estou certo de que uma vida medíocre é possível até mesmo para quem tem fé. E que a ressurreição de Jesus deve ser a confissão constante para uma vida pela fé a fim de que, quando formos solapados pelas circunstâncias e os afazeres da vida, não tenhamos os dois pés atolados e chafurdados na lama densa das preocupações. É a crença na ressurreição de Jesus que nos faz mirar a realidade de que nós também ressuscitaremos. Ora, se ressuscitaremos, a vida aqui não pode encerrar todas as possibilidades. Ela não pode delimitar o futuro, visto que ela só consegue conter o passado e o presente, mas jamais o futuro daqueles que creem que a morte foi tragada pela vida.
Sim, é mesmo uma questão de fé. E você pode naturalmente não crer em nada disso. Terá, todavia, que conviver com outras formas de fé, seja esta na arte, nas letras, na natureza etc., contudo, no primeiro caso, você terá vivido uma vida firme e constante. No segundo, volúvel e inconstante. No primeiro caso sua aferição do que é sucesso passa pela eternidade. No segundo, depende de quem quer e de quem corre mais.
Pela fé!
Fernando Lima

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Conhecimento à carbureto
"Há tempo para todas às coisas debaixo do sol". Esta máxima bíblica é válida para tudo, e aqui a uso para o conhecimento.
Conhecer precisa de tempo para maturar antes de ser compartilhado. O efeito dunning-kruger é o sintoma mais evidente em quem se arvora preciptadamente a opinar ou avaliar o que precisaria de horas de leitura. De revisões bibliográficas e, claro, transversalmente a tudo isso, a perspicácia na leitura. Saber não significa entender o que se ler.
É essencial em tempos de "infodemia", além do senso crítico apurado (uma função do intelecto que também carece de tempo), que a seletividade sobre temas e as múltiplas escolhas da vida em seus papeis sociais, possamos almejar por aquilo que eleva nossa alma e intelecção e que possa tornar a nossa passagem neste mundo relevante à medida que compartilhamos o que nos forma como indivíduos partícipes de uma sociedade.
É verdade que em termos de sociedade, seremos influenciados pela efervescência dos tempos e das épocas. Por isto, algumas vezes militaremos politicamente. Em outras faremos apologética por causa da fé. O fato é que se soubermos qual o nosso tamanho, lugar e, sobretudo, qual o nosso tempo, o tempo será nosso único árbitro sobre quando e como silenciar.
Há tempo de falar e também tempo de calar.
Sobre o tuíter do Ricardo Gondim
O Ricardo Gondim fala de não mais pertencer ao movimento evangélico, evocando, no entanto, como razões, os fundamentos que vão além do evangelicalismo, isto é, os fundamentos ou dogmas da fé cristã, tais como a inerrância da bíblia, o pecado original, a teologia sacrificial e a teleologia (futurologia bíblica).
Primeiro, devo confessar que fui leitor assíduo do Pr. Ricardo Gondim, antes mesmo de ele fazer sua ruptura pública com o movimento evangélico. Nunca li um livro seu, mas quase todo o conteúdo disponível em seu site.
Identifiquei-me com ele muitas vezes, pois, um pouco antes de o conhecer mais a fundo, havia conhecido o ex-pastor presbiteriano Rubem Alves, grande influenciador do pensamento do Gondim. Sendo Rubem Alves um amante de Nietzsche, como eu era.
O eixo de todo o pensamento de Rubem Alves é a apreciação da Beleza como representação do supremo que não se pode provar, a preconizar o ser o humano como de maior relevância em relação ao que é consensualmente divino e sagrado: o que naquela fase de minha vida caía como mão na luva, pois, a pouco tempo, eu havia ingressado no movimento Caminho da Graça. O ingresso se deu por identificar no movimento uma ressonância do que eu lia e ouvia do Rev. Caio Fábio a partir de seu site, onde pregava uma espiritualidade livre dos moldes convencionais das instituições do cristianismo, com uma teologia reciclada no liberalismo teológico e com forte viés personalista (período no qual eu fui pessoalmente muito abençoado por anos, embora hoje, por várias razões, eu prefira um distanciamento da forma e conteúdo, o que me ajudou a regressar aos fundamentos e me desarmar da artilharia anti-dogma que é intrínseca ao movimento).
Mas voltando as razões sobre o que postei a respeito do Gondim, sem a mínima pretensão de escrever um texto apologético, o fiz porque a inconsistência é flagrante no próprio elencar dos pontos que ele vincula ser fundamentos de um movimento que é super fragmentado, como o movimento evangélico, que, inclusive, não possui convergência em todos estes pontos. Mas, é por ir contra fundamentos sem os quais toda a confissão de fé cristã torna-se obsoleta, uma vez que ele professa ser cristão, estando investido como pastor da Betesta, embora já tenha escrito que prefere ser definido como um humanista apofático, isto é, negacionista.
Ora, pontos como o da inerrância bíblica podem se discutidos, sem dúvida. Existe, contudo, critérios e caminhos, que perpassam a própria teologia bíblica, da hermenêutica à crítica textual. O que não se pode, sendo cristão professo, é suspeitar a autoridade bíblica. Pois mesmo a fé mais existencial, sempre entrará em ponto de contato com a tradição bíblica de alguma forma, pelo menos, como maior destaque, em nosso mundo ocidental.
Sobre o que ele chamou obscuramente de “teologia sacrificial”, pelo menos dois amigos arguiram se não ele não estava referindo-se aos sacrifícios como forma de barganha. Porém, quem nega a realidade do Pecado Original, não pode crê no sacrifício vicário de Cristo, que tem a premissa de nos redimir do pecado.
Sobre a teleologia no sentido que ele aplica de que a História caminha para um fim glorioso, é preciso descrer das próprias palavras de Jesus (João 14:2-4; 17:24) e no que no espírito do Jesus disseram também os apóstolos (2 Pedro 3: 1-17).
Finalmente, posso dizer com o coração e empatia que conheço bem essa trilha que fez o Gondim. Sim, pois, ninguém que tenha imergido tão seriamente no movimento evangélico e tenha se empenhado intelectual e fervorosamente em buscas de respostas sobre sua fé e, mais ainda, que tenha se encontrado com Nietzsche e com as muitas teorias do academicismo de viés ideológico humanista-liberal – poderá sair incólume e não seduzido pelo apreciação do que é puramente humano. Estou dizendo que existe pouca coisa tão sedutora como as palavras: “o homem acima do dogma; Deus não está no controle; Ele é tão humano quanto você.” No entanto, nada é tão frágil em sua lógica interna e, ainda, tão passivo de tornar-se falacioso. Como dizia G.K. Chesterton: "O mundo moderno não aceitará dogmas sob nenhuma autoridade; mas aceitará quaisquer dogmas sem autoridade".
Como costuma assinar, o Gondim, ao final de seus textos: “soli deo gloria”; digo: soli deo gloria nunc et semper.
Fernando Lima.