50 anos do 25 de Abril, Porto - Portugal, 2025.
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@des-organizando
50 anos do 25 de Abril, Porto - Portugal, 2025.

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Keep the educating yourself and stand with the Palestinians 🇵🇸❤️
Tradução em PT

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Graffiti spotted in Huntington Beach, California
"Depose"
Sticker spotted in Nanaimo BC Canada
Volta para a tua terra
Eu sou imigrante. Expatriado é o nome que se dá à pessoas com características específicas.
Normalmente pessoas ricas e brancas. Há algumas excessões em cor, em classe social, mas o país de onde ela emigrou pode ter influência para a utilização do termo.
Eu venho da América do Sul, Brasil, e me estabeleci na Europa, Portugal. Minha "passabilidade" de branca me deu certos privilégios e consegui me encaixar em grupos sociais locais pela facilidade do mesmo idioma (resultado da colonização portuguesa no Brasil) e da minha carga de estrangeirismos que aprendi ao longo da vida num páis que idolatra os produtos estrangeiros e neocoloniais.
Mas essa "passabilidade" está em jogo. Portugal está a entrar numa política anti-imigratória.
O mais difícil, talvez, mas também merecido, é a rejeição e olhares desconfiados dos locais que antes já me ofereceram sorrisos; eu sempre soube que eu tinha a "passabilidade", eu sempre soube que eu era como a mascote que eles decidiram adotar, eu sempre soube que nunca fora vista realmente como uma igual, embora eu tivesse esperança que um dia o fosse.
E eu digo que foi merecido exatamente por isso: por ter me deixado levar. Por ter baixado a guarda. Por ter tentando me encaixar e agradar e caber, quando desde o princípio deveria ter rejeitado o "afeto" de quem descrimina (mas não à mim), segrega (mas não à mim) e faz "piadas" (mas não sobre mim). (Ainda).
E daí a pergunta: por que não volta para a tua terra, então?
Porque conheci pessoas maravilhosas. Conheci verdadeiros aliados dentro de um lugar onde poderiam se deleitar nos seus privilégios e ignorar qualquer situação social alheia, como eu já fiz, mas que ao contrário, escolheram a luta.
Me senti uma traidora ainda mais indecente quando comecei a me radicalizar. Por que não estou ao lado do meu povo? Por que a luta que agora travo aqui, não a faço de volta em minha terra? Por que tive que deixar a minha gente para que me crescesse essa visão?
Foi quando li sobre individualismo e coletivismo, e a literatura da psicologia talvez diga que eu tenha sentido reafirmação e validação na interpretação desses conceitos.
Mas será mesmo?
Quando você se torna um militante, sua posição social muda? O motivo que te fez deixar sua casa, de onde supõe-se que estava desconfortável, e por isso se deu a sua saída, de repente e magicamente foi resolvido?
Também só não faz mais sentido que você tenha compreendido as chagas que acompanham o trabalhador em QUALQUER lugar que ele pise? Uns com mais privilégios que outros, mas sempre um trabalhador que é portador das mazelas do sistema que foi feito e desenhado para dividir e conquistar?
Será que não vejo o trabalhador branco, português, pegar a mesma fila que eu para uma consulta num postinho médico público? Será que nós, os dois, não estamos a passar pelos mesmos problemas financeiros e de dignidade da vida neste exato momento?
Será que não foi o político, que por acaso também é empresário, que apontou o dedo para mim e disse: "cuidado, essa imigrante quer roubar a sua vaga na fila!", ao mesmo tempo em que precarizava o serviço público de saúde que estamos a tentar usar? Será que não foi ele que retirou o investimento dessa entidade e o transferiu para um mercado predatório em crescimento vertiginoso, como o mercado imobiliário, por exemplo? Ou da hospitalidade/turismo?
E ora, também um adendo, não acontece casos de xenofobia e rivalidade entre pessoas da mesma nação, mas de regiões/estados/distritos diferentes?
Parece-me que essa questão toda seja um bocado mais profunda que a pesquisa e leitura que eu tenha feito. Há que se estudar mais.
A citação "Nenhum homem é uma ilha, isolado em si mesmo; cada homem é uma partícula do continente; uma parte do todo...", embora pertencente à um jacobino, John Donne, que foi dicutido por alguns lá nos primórdios do liberalismo, é a que com mais frequência me vem à cabeça quando penso no assunto.
Já ouvi a icónica frase de comando: Volta para a tua terra!
E digo que não volto! Ou volto quando eu quiser! Ou quando me obrigarem de maneiras fascistas, mas aí já terão mostrado suas verdadeiras cores, e a luta pela equidade dos seres na terra se tornará então cada vez mais forte diante dos atos opressores, divisórios, excludentes e violentos, vindos de um pequeno grupo que, nos dias em vigência, realmente ainda detêm o poder.
E que na terra não há nada de ninguém ou alguém. Ou pertencemos à ela, como iguais, mesmo em nossas individualidades, ou pereceremos todos.
Women Workers, Take Up Your Rifles!
Russia, c. 1918
Two pictures of smiling fascists touring concentration camps.
Top: SS officers tour the Trawniki camp in Nazi-occupied Poland on July 19, 1942.
Bottom: Trump, DeSantis and Noem at "alligator alcatraz," July 1, 2025.

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Materialismo Histórico Dialético
Do vídeo Comunismo: princípios básicos e guia de leitura no canal de Youtube Ian Neves - História Pública.
6:40 Materialismo Histórico Dialético
O "Materialismo": A Realidade é Material
Ao contrário das visões idealistas (que colocam a ideia ou o espírito como o ponto de partida da realidade), para o materialismo, a matéria é a base de tudo. A existência não depende da nossa consciência ou das nossas ideias; as ideias e a consciência, na verdade, são produtos e reflexos da matéria em movimento.
Não foi a "ideia de pão" que criou o trigo, mas o trigo (matéria) e o trabalho humano sobre ele que geraram a ideia de pão e a necessidade de formas de produzi-lo.
Ponto-chave: A realidade existe objetivamente, fora da nossa cabeça.
2. A "Dialética": Tudo Está em Movimento e Cheio de Contradições
Se apoiando em Hegel, mas fazendo a "virada": a dialética não é sobre o embate de ideias abstratas no mundo do Espírito, mas sobre o movimento e as contradições inerentes à própria matéria e à sociedade material.
Três Leis Fundamentais (simplificadas):
Unidade e Luta dos Opostos: Tudo na natureza e na sociedade contém forças opostas que estão em tensão e conflito. Essa tensão é o motor da mudança. Exemplo: no capitalismo, a contradição principal é entre a burguesia (donos dos meios de produção) e o proletariado (aqueles que vendem sua força de trabalho). Essa contradição não é estática; ela impulsiona a história. Passagem da Quantidade à Qualidade: Pequenas mudanças graduais (quantitativas) se acumulam até um ponto em que provocam uma transformação súbita e fundamental (qualitativa). Exemplo popular: a água vai esquentando (mudança quantitativa), mas só vira vapor (mudança qualitativa) quando atinge o ponto de ebulição (100ºC). Aplicado à sociedade, o acúmulo de problemas e contradições sociais pode levar a uma revolução. Negação da Negação: Um processo onde algo existe (tese), é negado por seu oposto (antítese), e essa negação é por sua vez negada por uma nova forma (síntese) que não é um retorno ao original, mas uma superação que incorpora elementos dos estágios anteriores em um nível superior. Ele poderia usar o exemplo de formas de organização social que são superadas por novas, mas que carregam consigo algumas características das anteriores, ainda que transformadas.
3. A Junção: Materialismo + Dialética = Uma Ferramenta de Análise e Transformação
O materialismo dialético não é apenas uma teoria sobre como o mundo é, mas também uma ferramenta para entendê-lo e transformá-lo.
Mostra que o mundo não é fixo, mas está em constante evolução, e que as contradições são o motor dessa evolução.
A consciência e as ideias não são a causa das mudanças sociais, mas são influenciadas pelas condições materiais e pelas contradições que se desenvolvem na base material. No entanto, uma vez que as ideias surgem, elas podem, por sua vez, influenciar e acelerar as mudanças materiais.
Aplicação à História (Materialismo Histórico): Conectar o materialismo dialético diretamente ao materialismo histórico, explica que o materialismo dialético é a "filosofia da história" que explica a evolução das sociedades humanas através da luta de classes e das contradições nos modos de produção.
Em resumo, o mundo é material, está em constante movimento e transformação, e essa transformação é impulsionada por conflitos e contradições inerentes à própria realidade, e não por ideias ou fatores divinos. É uma forma de ver o mundo em constante "vir-a-ser".
@jelenawor Quando você ouve que uma pessoa sem-teto "recusou serviços" que incluem... - recusou-se a abrir mão de seu animal de estimação para conseguir um quarto de hotel de curto prazo - o abrigo onde lhes foi oferecido um espaço não é seguro para seu gênero/sexualidade - não conseguiu colocar todos os seus pertences em duas malas
"Your enemy travels by private jet, not migrants dingy"
Poster seen in London
Os intelectuais tradicionais que representam o ideário burguês adoram defender a sonegação de impostos como meio de combater os mecanismo regulatório do Estado, sob a tese de que a tributação prejudica a produtividade. De fato, o Estado é um comitê de negócios da burguesia tão eficientes, que o banco Central atua cobrando mais impostas dos pobres do quê dos ricos. Aqui tem uma contradição: A burguesia( os acionistas, grandes empresários, senhores de terra e etc.) só aceita pagar os impostos quando é mínimo possivel. Mas, eles são os primeiros a solicitar os aparelhos repressivo do Estado ( policia, exército guarda nacional) para defender a propriedade privada e o mantimento da ordem. Adoram enriquecer com os títulos da dívida pública e subsídios, mas quem acaba pagando o alto preço é o próprio pobre que paga quase 40% de sua renda em tudo que consome. Ernest Mendel — Capitalismo Tardio
Jones Manoel

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A'ed Abu Amro por Mustafa Hassouna em Beit Lahiya, 22 de Outubro de 2018.