✧ * º • ☾✩ Desmond Candy; Twenty four years; ANILEN ; supposedly son of Candy Witch ( Hansel & Gretel )
❛ It's the deep breath before the plunge.❜
—— J.R.R. Tolkien
I can’t escape it, N e v e r gonna make it
Out of this in time, I guess that’s just fine
I’m not there quite y e t, My thoughts, such a mess
Like a LITTLE boy, What y o u running for?
✧ Resumo: Desmond Candy é supostamente filho da bruxa dos doces, então suspende a reprovação de clichê que aí vem um forte: Ele é ótimo confeiteiro, daqueles que dá show no clube de culinária e causa inveja nos viciados em guloseimas, seus doces poderiam facilmente ser comercializados pela escola. Já quando se trata de temperamento não se destaca o suficiente, sendo mais o tipo de pessoa que trata os outros bem, visto que nunca se sabe quando vai precisar de ajuda, seria o que chamam de adaptável, tendo aprendido com a mãe a arte de florear - disfarçar - o que lhe é feio em caráter, tal qual ela que mesmo sendo quem é possui uma casa irresistível para crianças. Com o alinhamento True Neutral faz a linha de quem quer ver o circo pegando fogo, mas que não vai mover um dedo para colocar fogo na lona.
Só confia na sua memória dos últimos sete ciclos das estações (anos), veio para Aether por volta dos 14 anos e fora por volta daí que as lacunas pararam de surgir, não é como se fosse um mistério ou não tivesse recordações da infância, apenas sente-se confuso o bastante para questionar suas lembranças, como se no véu da realidade existisse uma fenda e por ela a neblina do ilusório se misturasse com o real lhe tirando a capacidade de separar a verdade de um sonho. Por outro lado, defende a Anilen no Rugby, apesar de seu temperamento neutro, em campo ele é bem explosivo – em algum momento a pessoa tem que extravasar. Contradições moldam o aprendiz, apesar de atleta é viciado em doces e come em excesso, é um fumante de locais e horários impróprios ainda.
✧ About completo ✧ Infos uteis e ideias p/ small - conexões no read more
✧ 𝐀𝐌𝐈𝐆Á𝐕𝐄𝐈𝐒
O1. Melhor amiga/o. @opsjaxon (1/1)
O2. Amigos desde criança. (Existem muitos contos que se passam em florestas/ bônus pra perda de memoria do Des)
O3. Muse e Desmond possuem um vício em comum.
O4. Ex namorados que viraram grandes amigos. (f/m) @golittlebluefairy
O5. Se conheceram em uma situação constrangedora.
O6. Para Desmond, Muse é como um membro da família. (1/3) @dearvodudoll
O7. Andam juntos, pois, dividem um amor por algo.
O8. Partners in crime. @a-hood @lxcglr (2/2)
O9. Muse compra confeitos enriquecidos com poções, mas isso é um segredo.
1O. Parceires no clube de poções/cúlinaria.
11. Fazem treinos juntos (O Des joga Rugby e faz running)
12. Muse e Des formam o par de amigos improváveis. (Filho de mocinhes/Hérois)
13. Amizade vai e vem.
14. Muse vê Des como uma figura Fraterna/Paterna. (1/5 - Preferível Anilenos) @littlegotbrooke
15. Colegas de quarto. (2/3) @sorenotsore @atlashvnds.
16. Cliente regular dos doces!
✧ 𝐈𝐍𝐈𝐌𝐈𝐙𝐀𝐃𝐄
O1. Muse A terminou com Muse B, mas o outro nunca entendeu o que fez de errado e sempre que o assunto surge, não tem resposta. (A Des pode ser o A ou B)
O2. Ex que não se falam, trocam de lado pelos corredores e toda vez que são obrigados a interagir é esquisito, mas ainda assim sempre o fazem.
O3. Para todos os que olham, são amigos, mas secretamente um não suportam o outro.
O4. Desmond e Muse terminaram um relacionamento de modo péssimo, todos acham que se odeiam, mas ainda rola algo.
O5. Muse nunca pagou uma divida e vive fugindo/escondendo.
O6. Se desgostam por tabela. Amigo de alguém que o odeia. @oceancoralie
O7. Ex amigos - que rola um angust para voltarem a se falar. @ikaimana
✧ 𝐅𝐀𝐌𝐈𝐋𝐈𝐀𝐑
O1. Irmã gêmea ‘esquecida’ @vinhcrose
O2. Irmãos adotivos. Levando em consideração que a Bruxa dos doces vem roubando crianças, imagino que pode ter uma vasta lista de ‘filhos’
✧ 𝐑𝐎𝐌𝐀𝐍𝐂𝐄 - (f/m)
O1. Amor platônico.
O2. Foram a um encontro a cegas! (1/3) @clvrgirl
O3. Flerta apenas para deixar a pessoa sem graça.
O4. Fora o primeiro beijo de @astbrero e a primeira vez de Muse.
O5. Noivado arranjado, porém os dois fingem que nada disso é verdade. @menamcra
O6. Amigos que flertam pelo simples prazer de o fazer, pois nunca vão além disso. @erwinter
O7. Muse e Desmond trocaram cartas por engano no verão, acabaram se tornando muito íntimos, revelando segredos. Só que não sabem como agir pessoalmente. // Ou não sabem quem é o autor das cartas.
O8. Ambos tem vários motivos para se odiar, mas “Oh Shit! O que faço com essa vontade de te beijar”. @luvwar
O9. Muse e Des vivem um amor proibido. (Seja por causa de famílias ou o fato de ser filho de vilão!)
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✧ * º • ☾✩ —— Sou azarado demais p’ra fazer isso. Não precisava do roxo nas vestes do uniforme escolar para evidenciar que pertencia a casa de Morgana, estava na expressão do rapaz, ainda que os acontecimentos se mostrassem muito maior do que aquilo, Desmond ainda saboreava o amargo de ter ficado em ultimo lugar no intercasas, claro que aquilo não havia alterado seu apetite.
A camisa presa precariamente por uma ponta a calça, estava longe da brancura que ostentava a poucos minutos. A bem da verdade, não havia muito no anileno que não estivesse coberto por um rastro escuro de terra, quer se olhasse os cabelos ou as botas de montar. Sua imagem certamente despertava curiosidade enquanto cruzava os jardins, embora a expressão emburrada não convidasse a perguntas. Por sorte, Soren resmungava alto o suficiente para que até as cópias dos ratinhos da Cinderella o ouvissem. “ Inferno de djinn ”, o nome da criatura queimava sua língua tal qual ácido, sendo liberada com igual azedume. “ Porra de pedido, aquela coisa é movida é a força do ódio — a mim, aparentemente. ” E então novamente… “ Inferno de djinn! ”
✧ * º • ☾✩ Todos os pertencentes a casa de Morgana compartilhavam daquele sentimento amargo, da sensação de que não fizera o suficiente, ainda que Desmond tivesse se predisposto até mesmo a jogar em categorias as quais não praticava oficialmente apenas para que não houvesse desfalques, ainda assim o dono dos fios tão escuros como a noite, se encontrava a meio caminho dos estábulos, havia combinado de encontrar um cliente no local, chocolate - ao que parecia - era um ótimo remédio para a frustração experimentada por três quartos do instituto. —— Porra, Cara! Exclamou em surpresa com o estado do roommate. —— Mas que caralho você estava fazendo? Vendo naquele um dos poucos momentos em que se permitira curvar os lábios em divertimento, dera meia volta e se colocara a segui-lo.
❛❛ —— Mano, se ninguém tem coragem de falar, eu falo. A real é que eu achei uma merda que ninguém encontrou a lâmpada. Vai dizer que você não tava curioso pra saber o que ia acontecer? Caralho, eu queria muito ver o que ia acontecer com o infeliz que achasse. ❜❜ A falta da consequência tinha dado a impressão de que havia faltado um cavaleiro do esquecimento* e a certeza de que nunca saberia qual era o plano arquitetado para aquela relíquia não era nada satisfatória – um sentimento de frustração que era reprimido somente pela felicidade por saber que não havia perdido a sua aposta. ❛❛ —— Enfim, foda-se. Eu tô precisando falar com o Brian. Você viu ele por aí? ❜❜ Tinha um pobre anileno para sacanear e queria encontrar o dito cujo o mais rápido possível.
✧ * º • ☾✩ Como o bom covarde que era Desmond se enfiaria em seu dormitório curtindo a fossa de ter perdido o intercasas com os demais companheiros caso não estivesse obrigações a fazer. Enfiou a colher no próprio pode de brigadeiro - havia o nome de outro aluno estampado no fraco - idêntico ao que entregara a Melena como amostra de seu novo experimento. —— Serio, eu queria muito ver isso! Não ver exatamente, mas saber o quão ferrado a pessoa ia ficar também. Talvez sufocar com uma fumaça mistica... Não tinha muito noção do porque a mulher queria falar com aquele que o jovem chamava mentor em poções, mas se fosse considerar o nivel de piadinhas que os membros da casa da morgana estavam recebendo podia realmente imaginar. —— Eu não vejo ele desde ontem... Mas acho que vou dar uma amostra desse brigadeiro com camomila pra ele também.
Hoje era o dia. Desde que era criança, Astro se assustava quando conseguia chegar vivo na data do seu aniversário, mas isso não quer dizer que ele comemorava. Mesmo tendo a oportunidade para isso, Beaumont sempre deixou aquele dia como se fosse um qualquer e era melhor assim, pois evitava qualquer tipo de decepção. Isso não acontecia antes de sua mãe desaparecer, então, foi um hábito que foi adquirido forçado e doloroso. Seus pés estavam dentro da água do lago e suas mãos dentro do casaco de sua casa sentindo o vento bater em seu corpo todo e proporcionado uma sensação tranquila que não duraria por muito tempo… Dito feito, escutou um som e virou-se para a direção de onde vinha: - Eu sei que já está de noite e deveria estar no dormitório, mas aqui é uma paz enorme que eu preciso nesse dia. Então, aproveite ou caia fora. - Suspirou profundamente, encolhendo um pouco os ombros. - Desculpa, força de hábito. Aliás, o que está fazendo por aqui? Curiosidade. -
✧ * º • ☾✩ A covardia do anileno era uma das características mais fortes em sua personalidade, ainda que tentasse por vezes disfarça-la tal qual sua suposta mãe, quem era capaz de se passar por uma senhorinha adorável antes de ameaçar a vida de crianças. Pouco ligado a datas, uma vez que o próprio aniversário não era comemorado, pois percebera que a cada ano a mulher por quem tinha como mãe informava uma data diferente. —— Parece que você realmente quer ficar sozinho... O corpo contradizendo cada palavra dita, Desmond sendera ao lado do rapaz, com espaço o suficiente para que cada um tivesse seu espaço pessoal respeitado. —— Eu estava procurando um lugar tranquilo pra fumar. Encolera os ombros sem fazer qualquer sinal de que de fato iria fazer aquilo. —— Mas me fala aê... Pouco prudente a gente ficar por aqui essa hora com um djin solto por aí.
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As provocações, a essa altura costumeiras entre os jovens, em geral tinham o objetivo de atiçá-lo, de maneira a arrancar-lhe uma reação, qualquer que fosse. O que poderia dizer? A confirmação de deter algum tipo de poder sobre os demais era sempre bem vista pela princesa. No entanto, de todas as possibilidades levantadas, aquela risada genuína não fora uma das opções consideradas. E o pior, havia algo na leveza daquele som que acabou por curvar o canto dos lábios rubros, o gesto não podendo ser escondido mesmo com o ligeiro pressionar dos mesmos. “— Sei, sim. Na realidade, ocorre com certa frequência. Mas minha concentração é admirável. Seriam necessárias trinta versões suas para me distrair em meio a uma competição. Talvez mais.” — Retrucou com um sorrisinho, este alargando-se com o questionamento consecutivo. “— Mais do que isso, já estou declarando a sua inevitável derrota.” — A presunção veio acompanhada de um tombar suave da cabeça, balançando as madeixas ruivas no processo. E, claro, seus movimentos eram minimamente calculados, naquele átimo buscando desconcentrá-lo ao propor uma aposta que já tinha como ganha. “— Porém, vamos torná-la mais interessante: o vencedor terá o direito a fazer um pedido. Qualquer que seja. E o perdedor terá que acatá-la, sem questionamentos.” — Anunciou. “— A não ser que seja demasiadamente covarde para aceitar.”
𝑭𝒍𝒂𝒔𝒉𝒃𝒂𝒄𝒌 —— intercasas
✧ * º • ☾✩ —— Você vai se arrepender disso, mas eu aceito! Aquele que tinha sua válvula de escape nos exercícios - por vezes excessivos - se viu inclinado a aceitar, mas do que isso estava impelido a prosseguir, era assim com a dona dos fios de cobre, Desmond tentava recuar e a presença da outra o fazia avançar, ainda que se visse sentindo o que não estava acostumado a sentir, estaria fadado a ter seu nome atrelado ao titulo de mentiroso caso negasse que a simples ideia de um desafio era o que vinha a mente todas as vezes que o nome da mulher era citado. Batera a bola no chão algumas vezes enquanto caminhava de costas para o centro da quadra fazendo o objeto esférico seguir pelo mesmo caminho. Os lábios exibiam um sorriso de pura diversão com os riscos que aquela proposta trazia, o jovem era um covarde, algo que se mostrava incompatível com a figura de um homem como ele, mas a realidade de onde crescera e de como crescera se evidenciava no sentimento de salvar a si próprio, todavia o sentimento perdia parte de seu significado quando aplicado daquela forma. —— O certo é jogar pra cima e a gente disputar para ver quem pega, mas fala serie, não vou fazer isso com você. Dera de ombros, a convivência com um coven o isentava de uma visão sexista, não daria vantagens a ela por ser mulher, mas não se aproveitaria por ser mais alto. —— Você começa com a bola e ganha quem fizer três, fechou?
“ Eu definitivamente não nasci para ser líder de torcida! Achei que por ser bailarina seria suave, mas ficar horas numa sapatilha de ponta é muito mais fácil. Mas tudo bem, foi a minha forma de contribuir com a Ralien, e até que foi divertido. O que posso fazer agora é continuar a busca pela relíquia. Você já procurou pela da sua casa? Eu estava pensando, sabe, será que foi colocado algum tipo de feitiço, típico de contos de fadas, em que apenas os de coração puro podem enxergar? Se for isso, acho que estamos todos perdidos. Não acho que há alguém com o coração tão puro em Aether. Talvez os primeiranistas, apenas. ”
✧ * º • ☾✩ Desde o baile o Candy não conseguia se recordar bem do que acontecera entre ele e a dona dos fios claros. Se fosse o contrario diria que estava vendo coisas por efeito do álcool, mas agora, graças a misericórdia do narrador estava completamente sóbrio e ciente das próprias atitudes. Aproximou-se da outra com os passos de quem havia ganhado a partida de basquete, a bola laranja ainda embaixo do braço, anilen estava atualmente em ultimo lugar no placar, mas ao menos podia dizer que havia ganhado um jogo contra meia duzia de príncipes. —— Achei que vocês da ralien tinham sei lá um fá inabalável na humanidade, algo do tipo... O confeiteiro era mais propenso a acreditar que ninguém possuía tão coração, mas ouvir alguém como a princesa dizer tais palavras soava estranho.
Inclinou a cabeça levemente, ponderando sobre as falas dele; por fim, concordou com a cabeça com um sorriso gentil surgindo em seus lábios: - Tudo bem, pode ficar a vontade. Acho que não vou tossir, então, e desculpa se estou sendo um pouco chata. - Confessou com um sorriso agora sem graça aparecendo no seu rosto. Brooke odiava em reprimir alguma atitude alheia, por isso, tentava ficar tranquila com qualquer situação que aparecesse, mesmo podendo deixar-lhe um pouco desconfortável. - Está funcionando? Isso é verdade, esse ano da sendo mais surpreendente que o outro em um nível altíssimo. Nem crio mais expectativa com alguma coisa, só espero as coisas virem. - Comentou de forma sincera, balançando a cabeça positivamente. - Qualquer coisa? Você vai cantar também? Eu só toco, se você cantar Des. - Brincou, esperando o amigo decidir a oferta.
✧ * º • ☾✩ O desafio parecia muito empolgante para ser dispensado, ainda que Desmond fosse uma pessoa com preguiça social o suficiente para permanecer dormindo boa parte do dia apenas para não ter que conversar com os demais, a mais nova era sempre muito receptiva, uma relação que se intensificou após o evento que ficou conhecido como o ataque dos ogros.Levou a mão à frente do corpo sacudindo-a de forma a deixar entender que estava tudo bem quanto ao fino cilindro com ervas. —— Eu não sou um bom cantor, talvez um dançarino melhor, mas posso me arriscar se você insiste, você começa e eu te acompanho, pode ser? Seria exigir demais de si mesmo tomar partido na escolha da música, conhecia poucas, algumas ficavam em sua cabeça dos musicais do grupo de teatro do instituto, pior ainda, não saberia quais a garota sabia tocar. —— Acho incrível o fato de você saber tocar.
Kaimana não poderia se mostrar a pessoa mais animada do universo com aquela ocasião, isso era certo. Era uma ironia do destino ter de arrumar-se tanto e fingir celebrar uma data a qual trazia um total de zero significados para ela, mas ainda não era desgostosa o suficiente com a vida a ponto de se recusar à comparecer — seria amargura demais até mesmo para a Waialiki. Acompanhara-se de Atlas e foi deste e de Edgar que se mantivera por perto um tempo considerável da noite, mas mesmo um bom trio precisava se separar. Estava cansada, exausta daqueles saltos que não eram nada costumeiros em sua rotina e, por conta disso, resolvera ser hora de se retirar dali. Longe de todo o barulho das conversas altas e da música, respirou fundo, agora batendo os olhos num Desmond sentado na grama parecendo um tanto quanto fora de si. Não que estivesse fazendo muita coisa, apenas com uma aparência desnorteada, por assim dizer. ❝Desmond?❞ Chamou pelo rapaz, aproximando-se de onde estava. Os dois há tempos não conversavam e certamente a filha de Moana tinha imensa culpa no cartório, mas ignorou o fato naquele momento. ❝Tudo bem contigo? Você não é de ficar assim, quer dizer, pelo menos não que eu saiba.❞ Já que proximidade não era mais uma característica entre aqueles dois.
✧ * º • ☾✩ Poucas foram as chances de ver o suposto filho da bruxa dos doces em um estado alterado, não que o rapaz estivesse isento de tentativas insanas com relação a enriquecer doces com poções, em especial a da euforia, mas podia-se dizer que Desmond Candy era mais dado a tranquilidade de uma festa desfrutada longe dos efeitos do álcool. Todavia o dia do amor verdadeiro se mostrava uma data extremamente complicada, nem ao menos sentia sentimentos verdadeiros da mãe direcionados a si, logo permanecer completamente sóbrio naquele ambiente não parecia certo. Fora por isso que em determinado momento deixou que as acompanhantes seguissem seu caminho, ou seria ele que seguiu sem as duas garotas que o trouxeram ao baile? De qualquer modo o cigarro de ervas finas havia acabado e uma versão desgostosa do aspirante a confeiteiro revirou os orbes em desaprovação segundos antes de ouvir o próprio nome entoado pelo timbre conhecido. Virara a cabeça na direção do som pouco certo de que veria Kaimana, tamanha fora a surpresa quando a colega de casa fora avistada ali.
—— Eu estou ótimo. Mentira. Estava se sentindo pleno em certo modo, ao menos no físico, com os reflexos de atleta mais lentos e uma percepção falha devia acrescentar, mas a mais nova não precisava saber, ou ela mesmo seria capaz de notar. —— Você realmente não tem como saber… Em seu estado normal jamais falaria de uma forma tão direta, tendo sido criado por quem fora, sabia com maestria dar voltar em um assunto antes de por fim colocá-lo na roda, mas o álcool havia derrubado suas inibições e se viu livre para dizer de uma forma clara que o súbito afastamento da mulher o havia magoado. —— Sabe… mal trocamos uma palavra nos últimos tempos. Permaneceu sentado, pois sabia que se levantasse não seria capaz de sustentar o próprio peso.
“Não espalha, tá?” Ela lhe dirigiu um soquinho leve no lado do braço, devolvendo a provocação de maneira brincalhona. “Eu ainda tenho uma fama a sustentar por ai.” Ela riu, olhando ao redor, fazendo com que o rabo de cavalo alto em sua cabeça se agitasse. “Você quer que eu vá?” Perguntou a loira, semicerrando os olhos em direção a ele, adorando vê-lo sem graça. Era comum desarmar caras que a tratavam como um objeto, mas era particularmente adorável ver Desmond, um cara realmente legal, sem graça ao interagir consigo. Ao ouvir o nome da amiga, Saxa abriu um sorriso largo. “Bom, nesse caso, conte comigo! Onde aquela leoa vai eu vou atrás.” Ela brincou, dando de ombros, ainda que não fosse uma completa mentira. “Quais são suas intenções com a minha amiga, huh?”
✧ * º • ☾✩ Fingiu afagar a região em que ela batera, com um sorriso adornando a expressão. Desmond era um bom rapaz, talvez um dos últimos que existia naquele instituto, sabia que a maior parte das pessoas ainda que inconscientemente preferia ser tratada de outra forma, algo com relação a se punir imaginava, pois ele geralmente agia da mesma forma. —— O que? Uma risada soprada escapara por entre os lábios enquanto o olhar fora direcionado para a quadra vazia. —— As mesmas que você, quero manter a Shal segura. Repentinamente com as últimas palavras os orbes de ônix foram desviados para os da duquesa, a olhando por um tempo longo. Ser questionado assim não renderia uma resposta muito elaborada, o suposto filha da bruxa dos doces não havia tido tempo o suficiente para dedicar-se a examinar aquela situação, não poderia dizer se suas intenções com a Asabi havia mudado de alguma forma, por isso seguiu no caminho seguro. —— Isso envolve você, porque não vejo outra garota sendo tão legal com ela quanto você.
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❝—— Eu não acredito que nem o fucking manto está motivando vocês. ❞ A frustração que emanava de Rosalie não tinha como gatinho seus companheiros de casa, ainda que estes fossem atacados por ela. Estava enraivecida com o fato de estarem na última colocação, perdendo principalmente para os idiotas da Ralien. Suspirou, guardando as mechas de cabelo que insistiam em cair sobre seu rosto, para atrás da orelha, para então alocar as mãos para a cintura.❝—— Ele não disse nada além de, castelo? ❞ A pergunta, agora, era direcionada para @brianlefay, o responsável por levá-los até o castelo após uma pequena trapaça recebida em forma de dica. ❝—— Porque isso é MUITO vago. ❞
“Rosalie está certa, não podemos continuar em ultimo lugar” suspirou balançando a cabeça em negação incrédulo com estarem perdendo não podiam acertar perder para os filhotes do Tarzan ou da Branca de Neve, quem dirá para os filhos de Jafar, o patrono da Imre nem um feiticeiro decente chegava a ser. “A sala de Merlin, parece que o velho gosta de manter o manto por perto” respondeu, mesmo que o manto não tivesse lá, Le Fay se divertiria por si só bagunçando a sala do diretor. “Ele disse que há uma forma de entrarmos sem chamar atenção” fitou todos antes de dizer, Naim realmente se mostrou um aliado muito útil. “Basta dizer: Allinan. É um senha para que a porta abra”
✧ * º • ☾✩ Aquele com o par de orbes de ônix ouvira as palavras do mentor em poções com atenção, a sobrancelhas até chegaram a franzir para então os lábios serem esticados e a cabeça balançar em uma afirmação debochada, se valendo da intimidade que tinha com o rapaz. —— Cara, ele te contou tudo isso assim... De boas? O riso sobrado só fora interrompido por estar próximo demais de Rasalie, não cultivava uma boa relação com a mulher sendo assim rumara na direção de @andersonofnutcraker, o braço fora passado por sobre os ombros do mais novo enquanto caminhavam pelo corredor parando de fronte a porta da sala do diretor. —— Você ouviu o rapaz, é só dizer a senha agora! Vamos ver se funciona. Não era pessoal, só não queria ser pego usando a senha.
“— Ah, não? Porque eu tenho certeza que te vi na plateia, gritando calorosamente o meu nome. Você estava inclusive com um F bem grande no peito, lembro-me bem.” — O sorrisinho que tomou-lhe os lábios era de puro divertimento, seu olhar reluzindo com um brilho provocativo. Apesar da imagem ser verdadeira, não fora o Desmond a clamar seu nome, especialmente ante o anúncio da vitória imriana. Em todo caso, a ruiva não deixaria de atiçá-lo, algo que vinha tornando-se mais frequente na relação de ambos do que ela previra. “— Devo admitir que seu empenho foi realmente formidável. E adorável. Mesmo que eu não precisasse de ajuda para executar a coreografia com perfeição. Afinal, sou claramente a melhor da escola.” — Completou com uma piscadela. Terminado seu pequeno discurso, a Westergaard percebeu a bola de basquete ainda nas mãos alheias, então recordando-se da partida do outro. Não havia prestado tanta atenção quanto na de sua casa, mas sabia do resultado. E foi por isso que continuou: “— Inclusive, estou dando aulas, porque acho que você deveria mudar de esporte, já que não é possível trocar de casa e ir para uma com um time superior… Se quiser, posso até te dar umas aulas também. Aposto que eu ganho de você na quadra.”
✧ * º • ☾✩ O riso viera sobrado e divertido, se fosse questionado não saberia dizer se a irmense estava a brincar ou se de fato estava iludida a tal ponto. Todavia não poderia negar que a reles imagem mental de um Desmond agindo de tal maneira e vestido com o F seria no mínimo engraçada, fora por essa razão que o riso contido se tornara mais expansivo conforme a mais nova continuava a falar. Não se recordava do que o melhor amigo havia dito sobre o senso de humor alheio, sendo assim se encontrava sem pistas para seguir um caminho seguro: optou por encarar com jocosidade. —— Se eu realmente fizesse isso, aposto que te desconcentraria, sabe como é um rapaz alto e bonito gritando seu nome não deve ser assim tão comum. Incomum era aquela postura voltada para uma arrogância falsa, Desmond não era dado a tal sentimento, mas se fizera valer do teor cômico das palavras alheias. —— Você não está me desafiando pra um 1x1 não é? Porque tem uma quadra bem aqui atrás e uma bola aqui na minha mão. Falara de modo tranquilo ainda que estivesse bem disposto a jogar.
Shantal aceitou ser envolvida daquela forma de bom grado. O corpo de Desmond era avantajado, desproporcional ao seu por mais que aquele seu casaco fizesse um volume e tanto. Agora os braços masculinos estavam adentrando a peça e seguravam com ainda mais firmeza o corpo magro da Asabi. Ela simplesmente adorava ser segurada daquela maneira, porque sentia-se tão indefesa quanto jamais sentia-se normalmente. Simplesmente porque ela disponibilizava sua segurança e entregava sua vulnerabilidade ao dono daqueles mesmos braços fortes, sem hesitar em confiar nele por um único instante. Então, quando o ouviu, Shantal voltou a virar o rosto para Desmond, mantendo um sorrisinho, mas sem se mover muito. Na verdade, agora estava deitada sobre o ombro do amigo, olhando-o daquele ângulo.
“Sim, estamos.” Ela parou enfim de se mexer, apenas para que pudesse se ajeitar melhor ali. Quem visse os dois de fora, naquela situação, encararia a maneira como Shantal olhava para Desmond, como algo puramente romântico e passional, mas não; era apenas uma admiração que não parecia caber mais dentro do peito dela, por aquele que cuidara de si ao longo de todo aquele tempo, por mais que Shantal não admitisse a si mesma que precisava de cuidados.
“Mas por que está tão surpreso?” Perguntou, num tom levemente risonho, ainda sentindo os braços dele em sua cintura. Por fim, ela voltou a apertá-lo mais um pouco, distraída e confortada pelo contorno dos músculos alheios. “Eu achei que soubesse que o meu lugar favorito em todo mundo sempre foi nos seus braços.” Comentou, rindo baixinho em seguida. Não estava mentindo; podia ser meio resistente a demonstrações de afeto, mas Shantal gostava delas. Vindas dos amigos, principalmente. E por mais que sentisse um leve comichão incomodando-a na altura de seu ventre, alertando-a sobre Desmond não estar sendo visto exatamente como amigo agora, Shantal manteve o sorriso no rosto, os olhos que, apesar de ferozmente marcados devido à maquiagem que usava, brilhavam de um jeito doce, convertendo-se em pequenas brechinhas conforme sorria daquele jeito.
𝐅𝐋𝐀𝐒𝐇𝐁𝐀𝐂𝐊 (dia do amor verdadeiro)
Inspirado em: Love me Like You, Little Mix.
✧ * º • ☾✩ Poucos eram os que desfrutavam de sentimentos reais provenientes do anileno, filho de quem era, aprendera a arte de emular emoções, a bruxa dos doces sabia como ninguém enganar e ludibriar, arte essa que seu suposto filho aprendera com o convívio. Desmond passava seus dias como o atleta boa gente, ainda que na realidade tivesse preguiça de socializar com dois terços de toda a escola, por outro lado aqueles pelos quais o jovem cultivava afeição genuína, esses sim tinham a experiência completa do que era ser amigo de Desmond Candy, aquela que ainda cultivava seus mistério tal qual o tempo que andava sob a pele de uma leoa figurava entre os nomes em uma lista seleta de amigos, algo que o rapaz sabia que seria pelo resto de sua vida, ainda que ele fosse esquecido, que o narrador não permitisse, mas ainda assim Shantal seria especial para ele. —— Ah, eu só precisava saber que você ainda se lembrava disso.
Seu estômago parecia povoado por uma nuvem de borboletas, entretanto os braços apertaram o corpo menor um pouco mais contra o pertencente ao atleta quando ouvira as palavras alheias, o sentimento terno fluía por todo seu corpo. Fora só então que a sensação o invadira, não queria que o beijo se tornasse um divisor de águas na vida dos dois. Os lábios exibiam um largo sorriso, daqueles que somente o aspirante a confeiteiro era capaz de dar, não que estivesse escondendo o que se passava em seu âmago, apenas tinha certeza que como da outra vez nada mudaria, não de forma dramática, imaginava que não perderia aquela quem estivera ao seu lado por tantos anos.
Os lábios colaram sobre a tez feminina, na região da bochecha, estava bem certo que os olhares ainda se demoravam sobre eles, mas alguém que em geral era preocupado com o que pensavam se mostrou sossegado, talvez fosse o álcool em sua corrente sanguínea que estivesse alterando seu modo de pensar, mas Desmond pouco acreditava naquela desculpa, pois se fosse o caso ele teria que dizer que fizera o que fizera apenas por conta de um efeito colateral, mas a bem da verdade beijara a amiga porque o momento parecia perfeito demais. —— Você é tão bonita, não deixe ninguém tentar te convencer do contrario. Segurou a mão da mais nova e a girou em um passo de dança lento no ritmo que a nova música pedia.
“Era isso que eu queria ouvir” disse animado apontando os dedos indicadores para o anileno, sempre podia contar com o bom humor de Desmond, por mais que a preguiça falasse mais alto as vezes. “Certo, quero uma cesta dedicada a mim” brincou desferindo uma piscadela para o mais novo. “Pedi que um grupo fosse olhar por lá, eu tentei falar com a minha mãe mas não funcionou, então vou procurar pelo castelo”
✧ * º • ☾✩ Desmond ainda que bem piadista podia contar nos dedos as pessoas com as quais sentia-se livre para embarcar em brincadeiras como Brian. Retribuira a piscada ao rapaz. —— Faço até um coração pra você, mas oh… Quero te ver na torcida, viu?! A risada rouca e divertida fora escutada. —— Valia a pena tentar com a sua mãe né? Quando o jogo acabar você me diz onde eu posso procurar, beleza?
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Já fazia algum tempo que o Cagliari não via Desmond. Normalmente os dois aprendizes se encontravam sempre que dividiam alguma detenção juntos e a amizade havia sido carregada das punições até os corredores de Aether, entretanto manter as amizades de outras casas eram sempre uma luta para alguém tão solto quanto o fae. Acostumado a falar com todo mundo e a se divertir com qualquer pessoa, Lux poderia ser um desses amigos que vez ou outra sumiam e reapareciam como se nada tivesse acontecido. O aderense deu um soquinho no braço do amigo (teria dado um abraço se o feiticeiro não fosse tão alto) antes de o responder. - Parceiro, tu pode fazer isso agora mesmo que ninguém vai ligar! - incentivou o outro. - Deve ter um lugarzinho na floresta que dê pra tu ficar peladão sem ninguém ver mas se não tiver usa umas magia pra ir pro telhado que ninguém além dos pássaros e do Narrador vão te ver! - boatos diziam que o próprio Moringstar já havia estrelado essa cena vez ou outra durante sua estadia no castelo, mas tinha ao seu lado um belo par de asas que lhe levavam para os cantos mais altos - e inacessíveis - do castelo.
✧ * º • ☾✩ Poderia facilmente culpar qualquer evento anterior pelo sumiço. Desde a transformação no jogo o Candy não era mais exatamente o mesmo, aquele que outrora era tão presente passara a se mostrar um tanto mais introspectivo. A saída das garotas do campo não diminuirá o nível de euforia no local, ainda se fazia ouvir gritos de guerra, fazendo com que a conversa estivesse acontecendo um décimo acima do tom normal usado por ambos, era seguro supor que as demais pessoas ao redor estavam acompanhando aquele papo de perto, pois, os rissinhos obedeciam as pausas nas falas do aderense, fora o que motivou o riso alto que o mais velho soltara enquanto imaginava a cena. —— Você é demais cara. Dissera entre risos. —— Espero que tenha sido só o narrador e os pássaros que te viram lá. Nunca havia perguntado diretamente se os boatos eram verdade, mas considerando as informações privilegiadas que tinha quanto ao que Lux era capaz, não seria surpreendente se ele realmente tivesse feito aquilo. —— Bem que eu queria ser capaz de fazer umas poções nesse nível, não ia sair do telhado da casa na árvore. Se você for vestido, até te convido.
Na tentativa de distrair seus pensamentos, Arend estava tentando assistir a maior quantidade de jogos possível. O que era para ser uma fonte de entretenimento estava, aos poucos, se tornando mais uma fonte de estresse. A derrota do time de vôlei masculino para a Aderem deixara um gosto amargo em sua boca. Não era a pessoa mais competitiva mas os jogos com certeza intercasas afloravam seu house pride. Ainda assim, tinha que confessar que não estava completamente focado no que acontecia em sua frente. “Hey, Des…” cumprimentou um pouco desligado, ao perceber quem se aproximara. “Você acha que funcionaria comigo?” perguntou curioso. referindo-se ao fato de que ele não precisava dormir e se o quisesse fazer, era necessário bastante esforço de sua parte. Talvez a camomila fosse uma opção. “Porque café não funciona.” continuou, explicando que não sentia os efeitos da cafeína em seu corpo, apesar de café ser sua bebida favorita. Às vezes, só queria uma noite tranquila de sono, para se desconectar um pouco do mundo. Arend ficou um pouco sem graça ao perceber o desconforto de Desmond ao falar do Narrador. Era justamente esse tipo de assunto que queria evitar. Pensar no futuro não estava o fazendo muito bem. Porém, não poderia ficar calado diante daquilo e decidiu tentar animar o amigo com um sorriso. “O Narrador deve ter algo reservado pra você.” disse, mesmo que estivesse questionando tudo em sua própria vida ultimamente.
✧ * º • ☾✩ A mão livre fora levada a nuca em um ato sem muito propósito, exceto para tirar a atenção da conversa, para aquela que estava tão próximo de se formar deveria concentrar seus esforços no futuro, todavia aquilo era pesado demais. Ofereceu um de de seus melhores sorrisos para as palavras doces que o outro empregara, agradecendo mentalmente por causa uma delas. —— Valeu! Considerava maior agradecimento deixar o tema morrer, já que ainda que o destino reservasse caminhos diferentes para ambos, podia apostar que ninguém naquele instituto gostaria de passar algum tempo pensando naquele tipo de problema, além do mais não saíra do lado de sua torcida para apenas puxar uma conversa sem sentido com o outro. Em realidade não poderia descrever motivos para ter ido até aquele lugar, mas estava contente de ter localizado o amigo. Não era exatamente sua intenção, apenas tinha visto o mais novo entre os demais aprendizes e a ideia lhe irrompera: Se existia alguém com quem deveria testar aqueles brigadeiros enriquecidos, esse alguém era o príncipe. Seu histórico com ele não envolvia profundas conversas sobre seus poderes mas podia jurar que ele era a pessoa mais indicada. —— Não posso garantir nada, talvez eu devesse até fazer termos de responsabilidade. O riso viera de forma natural diante da brincadeira clara, isentos de poções podiam ser considerados inofensivos. —— Se não fizer efeito, mal não vai fazer não é? Se não acalmar vai ao menos ser gostoso, modéstia parte.