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@ikaimana

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trcmaincâ:
â Sendo sincero, nĂŁo tenho interesse em um djĂnn, sabe o que dizem, eles sĂŁo trapaceiros e sempre pegam sua alma em troca do seu pedido ou isso seria um demĂŽnio? enfim, nĂŁo quero arriscar esse lindo pescocinho, entĂŁo prefiro esperar algum dos meus nobres colegas encontrĂĄ-lo e entĂŁo eu vou lĂĄ e digo, parabĂ©ns cara, bom trabalho, simples assim. â
âNĂŁo sei se acredito que esse seu papo todo Ă© realmente vocĂȘ sendo esperto ou se estĂĄ sĂł com medo das consequĂȘncias.â Cruzou os braços ao encarar o outro, um sorriso de puro divertimento tomando seu rosto. Nem ela mesma havia refletido direito sobre aquela histĂłria toda ainda, mas se perderia a provocação? Era outra histĂłria. âVamos lĂĄ, nĂŁo te bate nem um pouquinho de curiosidade de procurar por ele?â
FLASHBACK â áŽáŽÉąáŽs ÉȘÉŽáŽáŽÊáŽáŽsáŽs.
amordemaeveâ:
Os dentes da sereia apareceram quando o vislumbre de um aberto sorriso se deu, embora rapidamente tenha tentado escondĂȘ-los ao pressionar os lĂĄbios; estes, porĂ©m, moveram-se com a sombra do sorriso dançando pela face da imrense. â Ah, nĂŁo, isso nĂŁo vai rolar. Somos os vilĂ”es, sabe? Temos a tendĂȘncia a sĂł pegar o que a gente quer mesmo, sem nos preocuparmos com isso de reciprocidade. NĂłs nĂŁo podemos nos dar ao luxo de deixar nossa fachada cair assim. Nem por vocĂȘ. â O proferir fora automĂĄtico, espontĂąneo demais para que a Argyris o notasse no momento, apenas negando com a cabeça ante ao pedido alheio. Aquilo faria com que ambas continuassem ali, procurando provocaçÔes sutis, embora Maeve nĂŁo soubesse por quanto tempo desejava permanecer. Dizia para sua memĂłria deixar o passado onde ele pertencia, escondido sob camadas e mais camadas de uma maquiagem interna extremamente frĂĄgil; conquanto, quanto mais tempo passava na presença alheia, mais aquele passado parecia interessado em dar as caras apenas para atormentĂĄ-la, tinha certeza.
â Ă, eu conheço alguns segredos sobre vocĂȘ. â Ainda que tenha permanecido com a entonação humorada de sempre, os olhos de Maeve poderiam evidenciar algo que a sereiana agradecia Ă baixa luminosidade por ajudĂĄ-la a esconder. Enquanto uma criatura marinha, jamais imaginou que, algum dia, o mar iria se voltar contra ela; porĂ©m, tĂŁo logo acabara tendo suas convicçÔes abaladas quando, um dia, o mesmo a impedira de retornar para a ĂĄgua, prendendo-a longe da superfĂcie â e, consequentemente, longe de Kaimana. Compreendera alguns momentos mais tarde o motivo, embora nĂŁo tenha concordado com o que Lua dissera ser âo mais seguroâ. Envolta pelos sentimentos que cultivara pela outra, Styliani nĂŁo aceitaria como seguro algo que iria lhe afastar da anilena, mas, ao mesmo tempo, seu histĂłrico a impedia de simplesmente tentar. Era melhor nĂŁo fazĂȘ-lo. â Nunca tive a oportunidade de decidir o que fazer quanto a eles, mas acho que eu nĂŁo tive muita escolha. â NĂŁo pesou o que dizia, proferindo em uma expiração curta. NĂŁo era necessariamente uma acusação, afinal, era uma escolha difĂcil e quiçå uma escolha. Ainda assim, para uma jovem adolescente, o amargor da decisĂŁo de Kaimana ainda estaria pesando sobre sua cabeça. Contudo, era revelar demais sobre a prĂłpria persona proferir o que proferira.
Graças ao Narrador. O pensamento originou-se no chamado alheio para que ambas revelassem suas pretensĂ”es naquela noite, embora, obviamente, em uma brincadeira que, misturando-se Ă sua fala anterior, levava-a a uma imersĂŁo que lhe dava a sensação de ter o fĂŽlego tomado; uma dificuldade de inspirar que era complexa e inimaginĂĄvel. â Ah, isso Ă© terrĂvel. Eu estava me preparando para receber uma surpresa de aniversĂĄrio. Droga. â Mas, bem, nĂŁo havia muito que ser escondido, nĂŁo Ă©? â VocĂȘ me conhece muito bem para saber como barganhar comigo. Ă quase injusto⊠NĂŁo espalhe. â Pediu-lhe enquanto as sobrancelhas se levantavam, evidenciando que era um requisito serĂssimo. â Eu estava procurando as relĂquias, como qualquer outro, nĂŁo Ă©? Achei que poderia olhar dentro da Anilen. Tem muita gente pensando que pode estar em outras casas⊠E, claro, se eu achasse o manto da invisibilidade seria uma vantagem para a Imre. â Ainda que a Anilen estivesse quase fora da disputa Ă quela altura. â Agora sua vez. Trato Ă© trato. â
Quem observasse de fora a cena, tendo zero noção do contexto, diria que nĂŁo havia nada demais no clima que ali pairava entre as duas. Palavras comuns, uma troca que pouco pareceria afetar qualquer uma delas, um diĂĄlogo cujo peso nĂŁo aparentava ser tĂŁo grande quanto realmente era. Mas era justo nisso que estava o ponto chave: aparĂȘncias. Tanto Kaimana quanto Maeve sabiam, no fundo, que todo aquele visual de normalidade se baseava no esforço de ambas de nĂŁo deixarem escapar qualquer sentimentalismo nas sentenças ditas. PorĂ©m, a filha de Moana era capaz de perceber a sutileza em cada palavra que saĂa dos lĂĄbios da outra. âNem por mim?â Ergueu uma sobrancelha, surpresa com o que acabara de ouvir. Estaria a sereiana deixando pensamentos escaparem como ela prĂłpria estava sem perceber? Ou fora proposital? âArgyris... eu sei que sua fachada Ă© capaz de cair. Mesmo que seja vilĂŁ.â E, com uma piscadela, encerrou o assunto, sabendo que ela pouco teria a dizer de volta. Fora tamanha a sua ousadia em responder daquela maneira, deixar tĂŁo claro assim o quanto conhecia da garota em sua frente, mas havia sido inevitĂĄvel segurar o tom quando tinha plena noção dos momentos em que a imrense nĂŁo se portava como a dita vilĂŁ.
Ouvindo a constatação, nĂŁo segurou um suspiro, este o qual talvez expressasse mais sentimentos que qualquer coisa dita. Uma simples respiração pesada externava todos os seus pensamentos em torno dos eventos de anos atrĂĄs, eventos que a atormentavam atĂ© os dias atuais. Como ousara esquecer por um mĂsero instante os perigos a que estava colocando a outra por se permitir baixar a guarda? Como pudera ser egoĂsta a esse ponto, em pensar nos prĂłprios sentimentos pela primeira vez em mais de uma dĂ©cada? Talvez tenha se confiado no fato de que, tendo tambĂ©m sua relação com a ĂĄgua, a Argyris estaria segura. Talvez o fato sequer tenha se passado por sua cabeça, absorta demais no que ambas sentiam. E as palavras seguintes foram o suficiente para outra rajada de memĂłrias adormecidas. Sua vida em perigo. O afastamento iminente. Sussurros jamais trocados novamente. Seu corpo se retraiu com o pensamento e, o que fora dito em seguida, nĂŁo era nada mais que um murmĂșrio. âNenhuma de nĂłs duas teve escolha. Eu sei que eu nĂŁo tive. Sempre foi algo muito acima de escolhas.â Afinal, era impensĂĄvel colocar a vida de Maeve em risco, nem mesmo era algo dentro de cogitação. NĂŁo importasse o quanto quisesse escolher, aquele tipo de opção nĂŁo cabia ali. NĂŁo a colocaria em perigo. Ponto final.Â
âTenho a leve impressĂŁo de que vocĂȘ descobriria qualquer surpresa de aniversĂĄrio antes da hora certa. Convenhamos, Ă© difĂcil manter o mistĂ©rio com vocĂȘ.â Riu e o riso era nĂŁo sĂł pelo que dissera, mas tambĂ©m pelo alĂvio em tornarem ao assunto leve. Preferia nĂŁo refletir mais a respeito de vidas postas em perigo exclusivamente por sua culpa. âPode deixar, nĂŁo vou espalhar. Se eu tentar enviar uma notĂcia dessas para o jornal, tenho certeza de que um certo alguĂ©m barraria a publicação.â O pensamento a divertia, de estarem ambas ali em promessas silenciosas de manterem segredos trocados os quais outras pessoas nunca saberiam e Maeve trabalhar justamente divulgando qualquer confusĂŁo por parte dos outros aprendizes. Nada mais justo que ela mesma se mantivesse no controle das notĂcias. âTudo bem, justo o raciocĂnio. SerĂĄ que devo te permitir essa tentativa de vantagem?â Ponderou, agora jĂĄ se aproximando da entrada da Anilen. âE, bom, cumprindo minha parte do trato: digamos que Atlas e Edgar me convenceram a procurar pela relĂquia da Ralien e... escondĂȘ-la. Funcionou? NĂŁo. Mas nĂŁo posso dizer que nĂŁo estava esperando por esse resultado.â Claro que um plano vindo unicamente de Gauthier e Hoffmann nĂŁo teria uma consequĂȘncia muito promissora, mas dava o leve voto de confiança aos dois. Tendo ambas as garotas cumprido o acordo, nĂŁo mais havia o que ser dito e, encarando Maeve, refletiu por um instante: deixaria ou nĂŁo que a jovem entrasse em sua companhia? Sempre fora uma tarefa difĂcil recusar os pedidos da outra, mas talvez devesse, ao mesmo uma vez, demonstrar seu esforço em nĂŁo fazer esse poder ser exercido sobre ela novamente. Ao menos uma vez. âAcho melhor eu entrar, meio tarde para estar fora do prĂłprio dormitĂłrio, nĂŁo concorda? Tenha uma boa noite, Argyris.âÂ
E, com a Ăłbvia indireta de que a imrense deveria retornar Ă sua prĂłpria casa, adentrou na Anilen. Sozinha.Â
â đžđđ¶đžđ đ đŽđ·đ.
amordemaeveâ:
Kaimana era capaz de fazer Maeve se sentir mais desconfortĂĄvel em sua pele do que seria possĂvel para qualquer outra pessoa senĂŁo sua prĂłpria mĂŁe â embora o que Ărsula fazia era trazer muito mais do que um mero desconforto. Conseguia lidar com suas prĂłprias açÔes contra os demais â como era suficientemente capaz de lidar com o ocorrido entre ela e Solan, por exemplo â, mas nĂŁo com a rejeição que fora proporcionada em sua relação com a anilena. Com o tempo, porĂ©m, aprendera a canalizar aquilo, embora tenha aprendido, com Kaimana, que nĂŁo deveria se permitir. Isso, decerto, havia sido decisivo para lidar com sentimentos posteriores. Ainda assim, o tempo era transformador em alguns aspectos: capaz de fazer com que fosse minimamente mais fĂĄcil estar diante da descendente â algo que, no passado, demorara a ocorrer.
â Eu acho que sim, na verdade. Como eu posso querer espionar vocĂȘs? Como ser um bom espiĂŁo assim? Isso nĂŁo funciona, sabe⊠Atrapalha o outro lado. Devemos ser mais colaborativos. â O indicador e o polegar se fecharam em seu queixo em um movimento que nĂŁo durara mais que dois segundos antes que seus braços se fechassem em um abraço ao redor do prĂłprio corpo. Era quase um movimento de defesa, afinal, Kaimana havia machucado uma parte de Maeve que a sereiana desconhecia, ainda que, talvez, Lua nĂŁo soubesse disso, embora nĂŁo tenha sido extremamente sutil no inĂcio daquele fim. â Ainda bem que vocĂȘ sabe da minha capacidade de descobrir informaçÔes que as pessoas nĂŁo gostam de me contar. â O que era bom para o que exercia no jornal e, bem, para as ambiçÔes de sua mĂŁe seus planos pessoais. A indagação subsequente fizera com que a ponta da lĂngua de Argyris passasse de um canto de sua boca ao outro, um milĂ©simo de segundo que fora o suficiente para denotar a hesitação que, rapidamente, tentou disfarçar. â Sabe que eu gosto de surpresas. Geralmente descobrimos os segredos mais sujos assim. â O quĂȘ em presente em seu tom era irĂŽnico; o humor expressando-se em sua face, embora os braços continuassem ao redor do prĂłprio corpo. â Mas, se fosse uma surpresa, provavelmente eu nĂŁo teria tido tanta sorte⊠â o volume de sua voz fora caindo gradualmente enquanto denotava ter percebido que a anilena estava chegando Ă quele horĂĄrio. â Onde vocĂȘ estava? â
Como explicar as reaçÔes que Maeve causava na filha de Moana? IndecifrĂĄvel era o mĂnimo a se dizer sobre suas expressĂ”es quando diante da outra, a tentativa de manter seu rosto o mais neutro possĂvel era alcançada com sucesso â considerando os anos de treinos a fio para tal â, mas tremulava. Afinal, toda a sua questĂŁo com a sereiana fora justamente essa: o quanto sua inexpressividade e frieza haviam ambos sido jogados pelos ares ao terem ultrapassado qualquer linha de contato aceitĂĄvel para a sua prĂłpria situação. Numa expressĂŁo mais adequada a si, toda a sua prudĂȘncia fora literalmente por ĂĄgua abaixo. Motivo esse que fazia com que, mesmo na atualidade, tivesse de respirar fundo para se poupar de evocar memĂłrias jĂĄ deixadas para trĂĄs por parte delas. Era certo que nenhuma das duas ali esperava revivĂȘ-las. Kaimana, pelo menos, nĂŁo ousaria colocar â mais uma vez â sua vida em risco.
Um riso curto escapou de seus lĂĄbios ao ouvir a resposta, apesar da tentativa de contĂȘ-lo. Talvez nĂŁo fosse tĂŁo boa nisso com a Argyris quanto julgava ser. âĂ um problema, de fato. JĂĄ passou a senha da Imre para os outros aprendizes entĂŁo? Ser mais colaborativos e etc, sabe, acho justo a reciprocidade. Vamos, estou esperando.â Cruzou os braços, encostando-se de lado na parede, como se, de fato, estivesse aguardando pela senha da casa oposta. O que, nem de longe, era verdade, pois nĂŁo poderia se importar menos com o que ocorria entre as paredes alheias, a provocação, no entanto, nĂŁo iria lhe escapar. Digamos que passara do tempo em que havia algo em Imre para ela â o que nĂŁo indicava ser uma constatação boa ou ruim. âĂ, acho que nĂŁo tem mais nenhum segredo meu que vocĂȘ jĂĄ nĂŁo saiba.â A sentença fora solta antes que pudesse processĂĄ-la completamente, sem raciocinar que despertaria as mesmas lembranças para ambas ali. Afinal de contas, a imrense descobrira com os prĂłprios olhos o quanto era perigoso o envolvimento de Kaimana Lua com alguĂ©m, seu maior e pior segredo. Tendo sido exatamente o que aconteceu, de se perder momentaneamente nas prĂłprias memĂłrias, mal escutara as falas seguintes da garota e, estando prestes a perguntar o que havia sido dito, fora interrompida pelo questionamento o qual estava torcendo para passar despercebido. âNĂŁo estava indo fazer surpresas noturnas na Imre, isso posso confirmar. Ainda nĂŁo recebi a senha para poder fazer isso, Argyris, vai ter que colaborar comigo.â Brincou. A qualquer outra pessoa, a Waialiki certamente teria cortado o papo com um "nĂŁo Ă© da sua conta", pois de fato nĂŁo era, mas o mesmo nĂŁo conseguia fazer com Maeve. O histĂłrico delas a impedia. âPosso atĂ© dar mais detalhes da minha noitada se me disser o quĂȘ exatamente vocĂȘ pretende entrando na Anilen a essa hora. Isto Ă©, se estiver mesmo interessada em saber por onde andei.â
Miss Eaton for «The Hollywood Reporter» â Cannes, France 2015

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FLASHBACK â dia do amor verdadeiro, with @x-distrustfulâ
Kaimana nĂŁo poderia se mostrar a pessoa mais animada do universo com aquela ocasiĂŁo, isso era certo. Era uma ironia do destino ter de arrumar-se tanto e fingir celebrar uma data a qual trazia um total de zero significados para ela, mas ainda nĂŁo era desgostosa o suficiente com a vida a ponto de se recusar Ă comparecer â seria amargura demais atĂ© mesmo para a Waialiki. Acompanhara-se de Atlas e foi deste e de Edgar que se mantivera por perto um tempo considerĂĄvel da noite, mas mesmo um bom trio precisava se separar. Estava cansada, exausta daqueles saltos que nĂŁo eram nada costumeiros em sua rotina e, por conta disso, resolvera ser hora de se retirar dali. Longe de todo o barulho das conversas altas e da mĂșsica, respirou fundo, agora batendo os olhos num Desmond sentado na grama parecendo um tanto quanto fora de si. NĂŁo que estivesse fazendo muita coisa, apenas com uma aparĂȘncia desnorteada, por assim dizer. âDesmond?â Chamou pelo rapaz, aproximando-se de onde estava. Os dois hĂĄ tempos nĂŁo conversavam e certamente a filha de Moana tinha imensa culpa no cartĂłrio, mas ignorou o fato naquele momento. âTudo bem contigo? VocĂȘ nĂŁo Ă© de ficar assim, quer dizer, pelo menos nĂŁo que eu saiba.â JĂĄ que proximidade nĂŁo era mais uma caracterĂstica entre aqueles dois.
solanmentoâ:
â â SALGADOS, DOCES, OU QUALQUER DELĂCIA QUE QUISEREM BEM AQUI! TUDO POR UMA PECHINCHAâ anunciava Sol, enquanto andava pela plateia de um dos jogos da intercasas. Ele e Benji haviam decidido iniciar um negĂłcio de vendas de comida, e tinha momento melhor para por aquilo em ação do que durante as competiçÔes? O segundo prĂncipe de Arendelle logo tirou sua camisa (nĂŁo podia usar cores das casas e perder clientes por conta de torcida, certo?), e pegou uma caixinha com todas as comidas que ele e o outro haviam preparado e saiu pela torcida. â â Vai querer um? SĂł dizer o que quer e em qual sabor, posso fazer um precinho Ăłtimo pra vocĂȘ.â
Estava muito bem, obrigada, entre os colegas aprendizes na torcida enquanto acompanhava o jogo, quando sua visĂŁo da partida fora momentaneamente interrompida por um certo vendedor. Ergueu uma sobrancelha, que, na discrição de Kaimana, jĂĄ era o suficiente para indicar o quanto nĂŁo apreciava a cena em sua frente. Que jeito de fazer propaganda era aquele? Certamente nĂŁo era lĂĄ o melhor marketing para convencĂȘ-la a comprar qualquer coisa. NĂŁo conseguiu conter a provocação que jĂĄ pairava na ponta de sua lĂngua, soltando-a logo em seguida. âPeito de fora para vender doces? Essa Ă© sua brilhante estratĂ©gia de marketeiro, partir pra apelação?â
"Eles eram inseparĂĄveis de uma maneira estranha, curiosa. Tinham pouco ou atĂ© nada em comum e, ao mesmo tempo, eram tudo a ver. Suas personalidades se contrariavam e se coincidiam, opostas e complementos. DifĂcil seria nĂŁo os ver juntos, uma amizade simbiĂłtica, por assim dizer â e simbiose, em seu significado no mĂnimo semelhante Ă estes trĂȘs, Ă© definida como a associação de dois ou mais seres que, embora pertençam a diferentes espĂ©cies, sĂŁo definidos como um sĂł organismo.
Kaimana, Atlas e Edgar, ah, que trio intrigante."
@atlashvnds as Sirius Black, @mrsugcrplum as James Potter and @ikaimana as Remus Lupin.
âCerto, me lembrem de novo porque concordei com isso.â
O farfalhar das ĂĄrvores era bem audĂvel naquele momento e, se a floresta tivesse ouvidos e boca, certamente estaria ralhando com os trĂȘs ali mesmo. Na verdade, jĂĄ estaria cansada de ralhar com ela, @atlashvndsâ e @mrsugcrplumâ durante todos aqueles anos. Eles eram inseparĂĄveis de uma maneira estranha, curiosa. Tinham pouco ou atĂ© nada em comum e, ao mesmo tempo, eram tudo a ver. Suas personalidades se contrariavam e se coincidiam, opostas e complementos. DifĂcil seria nĂŁo os ver juntos, uma amizade simbiĂłtica, por assim dizer â e simbiose, em seu significado no mĂnimo semelhante Ă estes trĂȘs, Ă© definida como a associação de dois ou mais seres que, embora pertençam a diferentes espĂ©cies, sĂŁo definidos como um sĂł organismo.Â
Kaimana, Atlas e Edgar, ah, que trio intrigante.
Em mais uma de suas empreitadas, a garota continuava a se questionar como, mais uma vez, se deixara convencer Ă quilo. Era plena madrugada e estavam prĂłximo ao Lago Encantado pensando nos passos seguintes. âJĂĄ decidiram se o plano Ă© cantar vitĂłria ou esconder a tal maçã de vez?â A missĂŁo? Procurar pela relĂquia da Ralien, pois, mesmo sendo de casas diferentes, sĂł estavam determinados a nĂŁo fazer os ralienos vencerem. Mais cedo, a Waialiki estava justamente tentando nĂŁo se meter nisso, mas nenhuma ideia quando envolvia os outros dois poderia ser considerada imutĂĄvel por muito tempo. Fazer o quĂȘ, nĂŁo Ă© mesmo?
amordemaeveâ:
⯠ đđđđđđ đ đđđđ @ikaimanaâ.
A procura pelas relĂquias nĂŁo estava sendo tĂŁo fĂĄcil quanto imaginara. A ideia de Argyris era utilizar-se de seus poderes para que pudesse tomar alguma informação de seus colegas de instituição, no entanto, nenhum parecia ter uma ideia realmente interessante. â Desse jeito vai ser difĂcil nos recuperarmos. â Obviamente, desejava a vitĂłria tanto quanto qualquer outro aluno em Aether. A ideia de perder para Ralien nĂŁo era aceitĂĄvel para si. â Eu vou ser obrigada a convidar todo mundo pra um passeio no fundo do mar pra vĂȘ se descubro alguma coisa Ăștil. â Pensava em voz alta enquanto se dirigia para a Anilen. Veja, nĂŁo havia pistas realmente Ășteis que pudesse utilizar, mas ainda assim poderia invadir uma casa e tentar ver algo dentro da sala comunal, por exemplo? A ideia lhe soava boa o bastante para tentar â e tentou. Conquanto, apĂłs a terceira senha errada, Argyris acabara por concluir que estavam trocando as senhas diariamente, afinal, a prĂłpria Imre o estava fazendo. â JĂĄ teve alguma invasĂŁo para que fizessem isso? â Indagou para si mesma ao proferir a senha mais uma vez. As orbes jabuticaba se guiaram para as janelas de vidro, procurando alguĂ©m, mas nada. â SĂ©rio que venho para o meio do mato atoa? Achei, assim, uma audĂĄcia de quem mudou essa senha. â E foi ao se virar que dera de cara com Kaimana. O agridoce em sua boca indicava o quanto aqueles encontros eram sempre difĂceis para a sereiana; mas isso nĂŁo era o mesmo que demonstrar. â VocĂȘs trocaram a senha? â O polegar apontou para suas costas, referenciando Ă entrada da casa da Waialiki.
Poderia dizer ser no mĂnimo comum para Kaimana eventuais saĂdas noturnas. Que melhor momento para ficar sozinha e em paz se nĂŁo em plena calada da noite? Era seu pensamento usual, claro, quando nĂŁo havia um fator importante em consideração: Atlas e Edgar. Os dois eram a rajada de incentivo para fazĂȘ-la sair ainda mais do seu dormitĂłrio na Anilen durante a madrugada, inventando mil e uma ideias aleatĂłrias para ocuparem o tempo, vocĂȘ sabe, como os trĂȘs desocupados que eram. Naquele dia â ou noite, como queira â, haviam resolvido ir atrĂĄs de certas relĂquias e, se fora uma busca frustrada ou nĂŁo, a anilense preferia fazer mistĂ©rio. JĂĄ estava para entrar em sua casa pĂłs empreitada, quando topou com Maeve. âĂ, realmente foi uma falta de consideração nossa com os invasores de outras casas.â Retrucou em tom neutro, apesar da leve vontade de rir ao ouvir o comentĂĄrio que sequer fora dirigido para si. Se fosse outro tipo de pessoa, teria ironizado o fato de Maeve estar ali em plena madrugada, algo como "Vindo me visitar uma hora dessas, Argyris?" ou qualquer coisa do gĂȘnero, mas o clima que pairava entre as duas nunca fora completamente leve desde eventos do passado. Certas vezes, nĂŁo sabia qual deveria ser a maneira certa de se portar diante da outra. âTrocamos, mas nĂŁo duvido que em breve vocĂȘ descobre de novo. Descobriu a anterior, vai conseguir de novo.â Nem era maldade o que dizia, o sorriso em seu rosto mostrava o contrĂĄrio, apenas conhecia a garota o suficiente para saber que nĂŁo era difĂcil conseguir o que queria. âVindo fazer surpresas noturnas?â

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snowanikaâ:
âNem me fale! Algumas pessoas estĂŁo realmente com um humor tenebroso com tudo isso. â Era verdade que o humor dos aprendizes havia mudado de forma mais drĂĄsticas, nĂŁo achava que a competição trazia exatamente o melhor das pessoas, mas servia para os manter ocupados e nĂŁo xeretar sobre o que realmente estava acontecendo no instituto. âNĂŁo tem problema, sempre podemos fazer uma busca nĂłs trĂȘs, tenho certeza que Rhea nĂŁo iria se importar. â Devolveu a brincadeira, piscando para a garota, nĂŁo sabia que ela e Rhea eram prĂłximas, mas presumiu que fosse por que tinham uma conexĂŁo especial com a ĂĄgua. âTudo bem, Ă© atĂ© bom que eu dĂȘ uma parada na busca, parece que quando mais vocĂȘ tenta achar algo, menos vocĂȘ vĂȘ⊠E agora que vocĂȘ falou, eu nunca usei o telescĂłpio daqui, o que vocĂȘ gosta de ver nele?
âNossa, Aderem e Ralien? EstĂĄ a rivalidade mais... assustadora.â NĂŁo era segredo para ninguĂ©m, sendo, na verdade, muito visĂvel o quanto as duas casas estavam com os nervos Ă flor da pele em relação uma a outra. Nenhuma delas queria ver a oposta ganhando, cena engraçada de ver â e que fazia Kaimana agradecer profundamente ser da Anilen e nĂŁo estar metida nessa rixa toda. âHm... Vou evitar me meter nessa caçada, sĂł por garantia. Boa sorte, ralienas.â Deu uma risada baixa, achando graça da sugestĂŁo da aprendiz. Teria muita gente a quem se explicar se resolvesse ajudar a Ralien, a começar por Atlas e Edgar. âGaranto que vai terminar achando quando menos estiver atrĂĄs. Parece uma lei do universo. E bom, fico procurando pelas constelaçÔes que eu mais gosto, admirando por um tempo. As Sete IrmĂŁs Ă© uma delas, Ă© uma boa companhia durante a noite. Posso fazer vĂĄrios monĂłlogos mentais.â
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neevcnâ:
Neevan jĂĄ nĂŁo era ele mesmo naquele momento. Como se as sombras o tivesse possuĂdo, estava quase perdendo a consciĂȘncia e sendo completamente dominado pelas trevas. Simplesmente porque elas gostavam de brincar com ele, e de fazĂȘ-lo se meter em encrencas. Achavam divertido de uma maneira muito cruel sussurrar em seu ouvido palavras que o atormentassem ou possuir seu corpo para que pudessem fazer o que bem entendiam. Dessa forma, sugavam a alma dele aos poucos, como se sua essĂȘncia fosse embora, tirando aos poucos sua vida. Se tivesse uma forma humana, as sombras certamente estariam rindo agora, mas estando dentro do corpo do rapaz, fizeram com que ele abrisse um sorriso de escĂĄrnio.  â Sei com quem âtĂŽ falando. Com uma garotinha que parece que sabe brigar mas sĂł usa o mar para se defender. â  NĂŁo a conhecia, nĂŁo sabia de seu potencial, e a frase jogada era apenas baseada no que pensava saber dela: sua descendĂȘncia e poderes.  â Vamos, Waialiki, me mostra entĂŁo porque eu nĂŁo devo brigar com vocĂȘ. â  A voz soava mais grossa do que o natural, porque naquele momento nĂŁo era mais o prĂncipe da MaldĂŽnia que falava por si. Quem o conhecesse bem, saberia que ele nĂŁo estava agindo de acordo com o seu normal e que a voz era muito diferente da sua verdadeira. Entretanto, a filha de Moana nĂŁo tinha conhecimento de nada disso, e podia estar apenas pensando que Neevan estava sendo encrenqueiro e agressivo gratuitamente. JĂĄ estava prĂłximo o suficiente dela, quando ouviu o xingamento e logo depois a a distĂąncia entre eles diminuir ainda mais. Quando sentiu a mĂŁo segurando a gola de sua camisa, fitou a mĂŁo dela e depois ergueu o olhar para ela e soltou uma risada debochada.  â Isso que chama de ameaça, Kaimana? â  A voz extremamente grossa, agora o rapaz completamente inconsciente e possuĂdo pelos Amigos do Outro Lado. Um Ășltimo sorriso irĂŽnico, antes dos olhos escurecerem â o que, talvez, nĂŁo ficasse tĂŁo Ăłbvio pela escuridĂŁo da floresta, embora os dois estivessem perto o suficiente â e entĂŁo a empurrou com uma força fora do normal. Neevan nĂŁo era forte assim, e tinha o fĂsico frĂĄgil, mas as sombras lhe davam aquela força. O empurrĂŁo forte a afastou um pouco, e ele respirava e inspirava pesadamente, com raiva.  â Vem aqui, vou te mostrar como a gente ameaça Do Outro Lado. â  A voz ainda extremamente grossa, quase assustadora. Uma fala que, claramente, nĂŁo seria proferida por Neevan em seu estado natural, porque ele nunca havia estado Do Outro Lado.Â
Kaimana Lua sabia manter o controle, afinal, treinara a sua vida inteira para isso. Controlava, como ninguĂ©m, suas emoçÔes positivas e negativas e, ainda que expressasse alguma emoção em sua voz, raramente passava disso. Raramente pois nĂŁo era como se tivesse sangue de barata, para tudo havia um limite, atĂ© mesmo para o controle da filha de Moana â certamente uma das pessoas de expressĂŁo e atitude mais neutra pelo instituto inteiro. E, naquele momento, nĂŁo havia dĂșvida de que havia chegado ao seu limite. âSe vocĂȘ acha que eu sĂł uso o mar para me defender, com certeza nĂŁo me conhece, garoto. O mar Ă© o de menos quando eu entro numa briga.â Qualquer pessoa que a desconhecesse, diria que ela estava mais se gabando do que fazendo, mas nĂŁo era o caso com a Waialiki. Ela realmente era boa de briga e dizer aquilo em alto e bom tom era mais um alerta ali, coisa que ele nĂŁo desejaria ver com os prĂłprios olhos. Apenas um tolo acharia que se usava do mar daquela forma, quando sempre deixara claro para todos em Aether que seus punhos vinham primeiro. Ainda que sem poderes, seria mais forte que muitos aprendizes ali, disso nĂŁo tinha dĂșvidas â e modĂ©stia nĂŁo fora algo passado de sua mĂŁe para ela. Estava pronta para responder Ă altura o questionamento do outro, quando sentiu o empurrĂŁo. E sentiu a fĂșria tomar-lhe junto. Seus olhos fecharam-se por um segundo, ouvindo as palavras do filho de Tiana. Sua cabeça nĂŁo mais se perguntava o motivo do estranho tratamento repentino por parte dele, de fato nĂŁo fazia sentido nenhum, mas tudo que sua mente queria agora era devolver na mesma moeda. Na mesma moeda nĂŁo, pior. NĂŁo nascera do mar Ă toa, sua mĂŁe nunca se deixou ser tocada por um homem, nĂŁo era Kaimana que se deixaria apanhar de um. âSua amostra grĂĄtis vai ter que ficar pra outro dia.â O Ăłdio era claro em suas palavras, e instantes depois seu punho ia de encontro ao rosto do outro. NĂŁo medira força, nĂŁo tentara apenas lhe assustar. Socara-lhe para machucar. Sem parar para tomar fĂŽlego, desferiu outro soco, agora contra o queixo do outro. Como se nĂŁo fosse suficiente, golpeou-o com a perna, fazendo com que, enfim, perdesse o equilĂbrio e fosse ao chĂŁo. Tudo aconteceu numa questĂŁo de segundos, sem dar-lhe sequer tempo de reagir Ă altura. NĂŁo estava ali para esse tipo de justiça, nĂŁo fora uma luta nascida justa. De pĂ©, olhou-o do alto uma Ășltima vez antes de sair dali. âNenhuma gota de ĂĄgua, viu sĂł? Agora diga que nĂŁo sei lutar, imbecil.âÂ
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snowanikaâ:
âAh! Obrigada, Ă© realmente gentil de sua parte. â Agradeceu com sinceridade, realmente nĂŁo seria bom testar a sorte e acabar caindo com tudo no chĂŁo, o que nĂŁo seria novidade para si. Seguiu com sua busca atĂ© perceber de que nĂŁo havia nem sinal da maçã por ali, o que era uma pena, mas nĂŁo seria a primeira vez que haviam lhe indicado um local e o objeto nĂŁo se encontrava mais lĂĄ, crianças poderiam ser adorĂĄveis, mas tambĂ©m adoravam pregar peças. Desceu entĂŁo da cadeira, com cuidado para que nĂŁo se esborrachasse no chĂŁo, mas tinha quase certeza de que teria caĂdo se nĂŁo fosse por Kaimana. âBem, sempre se pode criar novas alianças, em especial quando se mais de um rival em comum⊠Mas se nĂŁo quiser ajudar, tudo bem tambĂ©m. Veio usar o telescĂłpio?  Â
âAlĂ©m de querer sua segurança, Ă© melhor garantir que nĂŁo me culpem se alguma coisa te acontecer, os Ăąnimos do pessoal estĂŁo um pouco elevados com essa histĂłria toda dos jogos intercasas.â Ponderou enquanto continuava a segurar a cadeira, achando graça sozinha que dizia isso enquanto a ajudava justamente a procurar uma das tais relĂquias. Quais eram mesmo? Sequer decorara todas de cabeça, franzindo a testa ao tentar, em vĂŁo, recordar-se. Ă, nem se quisesse teria servido ir atrĂĄs dos artefatos. âOlha, eu acho que Rhea teria uma conversinha comigo se eu ajudasse a Ralien nisso e nĂŁo fosse diretamente Ă ela.â O tom era de brincadeira com um leve sorriso no rosto, apesar do fundo de verdade. âEstou evitando o tĂtulo de traidora, entĂŁo Ă©, sĂł vim usar o telescĂłpio mesmo.â
bornoftheoceanâ:
tw: menção a crise de ansiedade
O incidente com o filho de Jack Frost havia sido horrĂvel para Rhea de diversas formas. A primeira, obviamente, foi o desespero de perder o controle de seus poderes apĂłs tantos anos. A segunda foi a culpa. A ilhĂ©u o levou para a enfermaria com muita vergonha de seu prĂłprio ato, odiando cada pedacinho de si mesma. A terceira coisa que a deixou ainda pior foi a crise de ansiedade que se desenrolou logo depois de deixar o aderense com as curandeiras. Novamente, trancou-se em uma sala vazia e tentou controlar a prĂłpria respiração. O que a tranquilizou foi pensar na competição do dia seguinte onde competiria na categoria de revezamento, porĂ©m o destino adorou lhe tirar tambĂ©m mais essa certeza. Ao dirigir-se para a piscina, Rey foi informada que seria substituĂda e portanto ficaria no banco. A raiva tomou conta da herdeira, porĂ©m nada disse ao treinador. O mais velho a garantiu que o afastamento vinha pelo medo de que ele passou a possuir de que ela machucasse sua dupla. Ela nĂŁo poderia o culpar, pelo menos nĂŁo naquele primeiro momento. Entretanto, tudo mundo quando suas colegas perderam para a aderem.
A herdeira levantou-se da cadeira, retirando a jaqueta dourada e azul. O calor que sentia era devido a sua fĂșria de ter visto seu time perder sabendo que poderia ter garantido a vitoria. Aproximou-se do treinador. - Eu nĂŁo posso acreditar que vocĂȘ acatou ordens que prejudicaram nosso desempenho no jogo. O que tipo de treinador vocĂȘ Ă© se nĂŁo pensa primeiro no seu prĂłprio time? Se tivesse me deixado nadar, nĂłs teriamos vencido novamente. - o tom empregado era revoltoso, a postura corporal perfeita. As tranças castanhas escorriam pelas costas retas da Nedakh. A princesa cruzou os braços para o mais velho, olhando-o de forma desafiadora e irritada enquanto o ouvia dizer sobre o risco que ela representaria para suas colegas.
@ikaimanaâ
O fato de que Kaimana possuĂa seus poucos "protegidos" â leia-se: pessoas que deixava-se demonstrar certo apreço e protegia com unhas e dentes â nĂŁo era desconhecido para ninguĂ©m. Contava-se nos dedos de uma mĂŁo, claro, mas eles existiam. E obviamente Rhea era um dos escolhidos. Justamente por isso, a filha de Moana jĂĄ deixara avisado que acompanharia sua participação nos jogos intercasas, na verdade, era quase que um combinado entre as duas darem apoio uma Ă outra, ainda que de diferentes casas. Apesar de Kaimana ter a leve impressĂŁo de que a amiga nĂŁo levaria qualquer resultado diferente de sua casa vencendo tĂŁo na esportiva quanto ela prĂłpria.Â
E a tal da leve impressĂŁo se mostrou verĂdica assim que percebeu a amiga, antes posta no banco, erguer-se de onde estava com certa impaciĂȘncia, sendo um tanto quanto eufemista. Aquilo nĂŁo acabaria lĂĄ da melhor forma se continuasse no ritmo que estava, se bem conhecia a amiga. Era melhor dar algum jeito de intervir, mesmo que tivesse de garantir pessoalmente a intervenção, levantando-se da arquibancada com os demais torcedores para seguir em direção Ă atlante. Chegando lĂĄ, tocou seu braço levemente, jĂĄ que era melhor nĂŁo dar motivo para aumentar sua fĂșria. âRhea?â Chamou pela raliena, preocupada com a cena que via. âNĂŁo quer... sair daqui? Deixar o treinador sozinho pensando nisso, quem sabe?â Antes do clima ficar ainda mais fervoroso, se possĂvel.
snowanikaâ:
âEu tinha certeza de que ele disse que estava em algum lugar por aqui! â Resmungou consigo mesma, enquanto subia em cima de uma cadeira e vasculhava a parte superior de um dos armĂĄrios na torre de astronomia, sem sucesso em sua busca. âVocĂȘ nĂŁo viu nada dourado por aqui? Ou algo semelhante a uma maçã? Uma ajuda seria bem vinda.
NĂŁo sabia dizer o quanto estava empenhada em tal busca pelas relĂquias das casas, pois era competitiva, sĂł talvez nĂŁo a ponto de perambular pela escola inteira atrĂĄs de tais objetos â considerava ter mais o que fazer com seu tempo. O propĂłsito de Kaimana na torre de astronomia era bem diferente, mas nĂŁo deixou de erguer uma sobrancelha em curiosidade ao ouvir a pergunta da garota. âAcho que a primeira ajuda que vocĂȘ precisa Ă© de ter alguĂ©m segurando essa cadeira, nĂŁo parece lĂĄ muito estĂĄvel.â Comentou, aproximando-se da outra para segurar o mĂłvel duvidoso, nĂŁo precisavam de um desastre ali. âQuanto Ă outra ajuda... Talvez nĂŁo seja uma boa ideia pedir a alguĂ©m de outra casa. EstĂĄ se confiando demais que nĂŁo vai receber falsas pistas.â

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FLASHBACK â đđđ đđđđ đđđ đđđ đđ đđđđđđđ.
lleroisoleilâ:
Tudo tinha ocorrido rĂĄpido demais; o zunido do braço monstruoso rasgando o ar em sua direção, a colisĂŁo deste antes mesmo que Louis conseguisse sequer abrir a boca para gritar pela mulher. O tĂłrax explodiu de dor quando as garras rasparam atravĂ©s das finas vestes, arrancando-lhe pedaços ao desviar do impacto no Ășltimo segundo. NĂŁo havia se dado conta de ter atingido o chĂŁo, ou de ter perdido a espada durante a queda, mas tratou de rolar sobre o flanco para se erguer o mais rĂĄpido possĂvel antes que a sorte desistisse de trabalhar em seu favor. Marchas grosseiras ecoavam desajeitadas pelas escadas da ala oeste, mais e mais ogros surgindo como se pudessem farejar o iminente fracasso da dupla. Portanto, agarrava-se ao chamado da morena como se a vida dependesse disso, e com certeza dependia, o desespero imprimindo uma Ășltima descarga de adrenalina. âNo momento, chĂšrie, atĂ© o fim do mundo!â
âBem, isso podia ter sido muito pior, acredite.â
Buscou apoio contra a madeira envelhecida da portinhola ao perceber o mundo latejar, arder e girar, o corpo nĂŁo mais que uma confusĂŁo de calafrios. âFerido?â PĂŽs a mĂŁo no peito em instinto, recuando com a dor.  Talvez tivesse cantado a sorte cedo demais. âOh. Aparentemente sim.â O calor Ășmido e viscoso mantinha um fluxo lento atravĂ©s dos restos da camisa, mas Louis se limitou a oferecer um riso cansado Ă anilen em uma tentativa de ignorar a urgĂȘncia em sua voz â nĂŁo entendam mal, ele amava ser o centro das atençÔes, mas nĂŁo naquele Ăąngulo. Perder nĂŁo lhe caĂa bem, nĂŁo iria admitir isso. âEssa Ă© nova. Eu te deixo nervosa, Kaimana? NĂŁo se preocupe, nĂŁo pode ser tĂŁo ruim. Ele mal me toc-â. Por um segundo, engasgou com as prĂłprias palavras. Ela disse o quĂȘ? Arqueou as sobrancelhas em descrença, o desenho de um sorriso indecoroso nos lĂĄbios ante a sugestĂŁo feita. Sim, o suor frio começava a escorrer pelas tĂȘmporas, os olhos mal conseguiam focar na inacreditĂĄvel companhia e a Ășnica coisa que o sustentava em pĂ© no momento em falsa postura solene era a porta: mas ele nĂŁo iria deixar a oportunidade de provocĂĄ-la passar. âUau. NĂŁo sabia que vocĂȘ curtia esse tipo de coisa. Fico lisonjeado, mas honestamente, mulher, se quer tanto me ver sem roupas hĂĄ momentos mais propĂcios para isso. AlĂ©m de que, por mais tentadora que possa ser a ideia para vocĂȘâ revirou os olhos, endireitando o torso, âĂ© casimira.â Era casimira. Respirou fundo, arriscando verificar o estado em que o ferimento se encontrava. Definitivamente perder nĂŁo lhe caĂa bem. Uma sombra cruzou o rosto.  âAo menos a cor ressalta meus olhos.â murmurou amargo, âĂ, arruinada. NĂŁo vejo porque nĂŁo. Fique Ă vontade, belle, temos tempo.âÂ
Boom.
Sentiu o sorriso congelar, a explosĂŁo Ă distĂąncia um pequeno lembrete de que ainda nĂŁo estavam seguros. Agarrou o braço de Lua com força, o indicador por cima dos lĂĄbios pedindo que ficasse em silĂȘncio enquanto arrastava ambos os corpos o melhor que podia em direção a parede oposta, a respiração descompassada um mau sinal. âCerto.â sussurrou, âĂ vontade, mas longe da porta. Acho que estou fedendo Ă prato principal com essa merda de ferimento.âÂ
âĂ, deveria ter visto os outros caras.â Ela prĂłpria tentava cortar a seriedade da situação, tinha de agir como se o corte no tĂłrax alheio nĂŁo envolvesse tamanha gravidade. O que, no fundo, sabia ser mentira. NĂŁo era uma imagem bonita de ver, frase essa que, se dita em voz alta, faria um Louis Bourbon sentir-se completamente ultrajado: como nĂŁo sou uma imagem bonita, chĂšrie?, jĂĄ o previa dizendo. Infelizmente, sua convivĂȘncia com o francĂȘs era suficiente para conhecer seus costumes de fala. Bastou evitar-se de ouvir um comentĂĄrio engraçadinho, no entanto, um veio logo em seguida. âAh, cala a boca, Bourbon. O mĂĄximo que vocĂȘ me deixa Ă© sem paciĂȘncia. Agradeça que o ogro jĂĄ fez o serviço, nĂŁo preciso te bater agora tambĂ©m.â Revirou os olhos em incredulidade com as palavras, o foco ali nĂŁo era ele estar em risco de vida? E sim ela nervosa? Pelo Narrador. Era por isso que nĂŁo demonstrava sentimentos â nĂŁo era por isso, claro, mas nĂŁo deixava de ser uma consequĂȘncia positiva, poupava-lhe de certas coisas. âPor favor, no fundo vocĂȘ sabe que se eu quisesse te ver sem roupa, eu nĂŁo precisaria disso. You wouldnât resist, would you?â A confiança em sua voz era absurda, Kaimana nĂŁo se poupava de autoestima quando se fazia necessĂĄrio e nĂŁo seria agora â principalmente nĂŁo com Louis Bourbon â a abrir mĂŁo dela. Como ela mesma havia dito: por favor.
Estava a postos para rasgar a dita casimira, as mĂŁos ansiosas em detonar o tal tecido caro, quando um barulho do lado de fora a interrompeu, seguido de um toque firme em seu braço. SĂł numa situação daquelas para nĂŁo reclamar daquilo e, alĂ©m de tudo, permanecer em silĂȘncio. Moveu-se atĂ© certa distĂąncia da porta, dando apoio para o rapaz diminuir seu prĂłprio esforço. âPelo menos alguĂ©m aqui te quer.â DifĂcil manter-se piedosa cem por cento do tempo, era exigir demais da Waialiki. âAgora, dĂȘ adeus Ă casimira.â E, sem maiores cerimĂŽnias, desfez a camisa, executando o melhor curativo que pĂŽde â dado o material e as circunstĂąncias. Com um sorriso divertido e um tanto irĂŽnico no rosto, soltou: âOlha sĂł, novinho em folha.â
Tendo finalmente parado para respirar, o impensĂĄvel aconteceu. Um vento gĂ©lido lhe passou pela nuca, arrepiando-a por completo, vento esse que nĂŁo fazia sentido, considerando estarem no subsolo do castelo. NĂŁo havia janelas ali. âVocĂȘ sentiu isso?â Uma rajada de ar tinha de ser algo a ser questionado, impossĂvel que, mesmo em contos de fadas, aquilo fosse algo normal de acontecer. Ogros comedores de gente eram atĂ© mais comuns que ventos onde nĂŁo deveriam existir. Segundos depois, as luzes piscaram. E de novo. Os apagĂ”es se estendiam e retornavam em curtos intervalos de tempo, fazendo atĂ© uma Kaimana durona ponderar levemente assustada do que raios estava acontecendo ali. Uma sensação ruim, estranha, a tomava. Subia-lhe atĂ© a garganta como uma azia realmente desagradĂĄvel, queimando-a por dentro. Voltando o olhar para Louis, seu rosto tornou-se uma sombra por um breve momento, a garota postando-se de pĂ© imediatamente num susto. âIsso⊠isso âtĂĄ estranho, Bourbon. Estranho demais.â
vocĂȘ Ă© uma frase bonita dessas que a gente sublinha no livro, faz tatuagem, conta pra todo mundo. dessas que dividem a gente em antes e depois
Rhea Thatch
Para: Kaimana Waialiki