As vezes Ă© bem difĂcil ser⊠âo ponto fora da curvaâ.
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Kiana Khansmith

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As vezes Ă© bem difĂcil ser⊠âo ponto fora da curvaâ.

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vocĂȘ foi e continua sendo a coisa mais bonita que esbarrou em mim em meio a tanta sujeira tĂłxica e hipocrisia, viver me dĂĄ nĂĄuseas, mas nĂŁo se for com vocĂȘ.
continuas sendo a minha pessoa favorita.
[nunca deixou de ser]
b.
AmanhĂŁ pode ser tarde demais entĂŁo eu te digo hoje de peito cheio e sem medo: te amo atĂ© que as estrelas se apaguem.Â

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VocĂȘ Ă© uma surpresa boa.
Daquelas que a vida entrega sem avisar, sem planejamento, mas que faz todo sentido quando chega. Apareceu no meio de um novo ciclo, como se tivesse sido colocado exatamente no momento certo, na hora em que eu mais precisava de algo que fosse leve, mas verdadeiro. E eu recebi isso de braços abertos, sem pressa, sem expectativas sufocantes, apenas deixando fluir.
à engraçado como, às vezes, as coisas que não estavam nos meus planos acabam sendo justamente o que då mais cor aos dias. Eu me preparei para mudanças grandes: cidade nova, trabalho novo, rotina nova. Mas eu não esperava que, nesse meio, viesse também a sensação de que algumas conexÔes simplesmente acontecem, e que não precisamos forçar nada.
VocĂȘ chegou como quem nĂŁo exige espaço, mas, ainda assim, acabou conquistando um. E nĂŁo foi um espaço qualquer, foi aquele lugar discreto, mas importante, onde cabem pequenas alegrias, conversas que fazem bem, silĂȘncios que nĂŁo pesam. Foi leve desde o inĂcio, e leveza Ă© um presente quando tudo em volta parece tĂŁo exigente.
Talvez seja isso que me faça valorizar tanto: não o barulho, não as promessas exageradas, mas a forma natural como as coisas se encaixaram. Eu estava pronta para tantas mudanças externas e, de repente, percebi que as mudanças internas também estavam acontecendo, sem que eu tivesse controle, sem que eu tivesse medo.
VocĂȘ se tornou parte desse ciclo sem eu precisar nomear, sem eu precisar explicar. Apenas Ă©. E isso jĂĄ basta. Ă como se, em meio a tantas novidades, a vida tivesse me mostrado que ainda sabe me surpreender da melhor forma: trazendo alguĂ©m que chega devagar.
E no fundo, acho que Ă© isso que faz diferença: o inesperado que vem e, mesmo sem alarde, transforma. Porque hĂĄ encontros que nĂŁo pedem nada em troca, sĂł pedem para existir. E vocĂȘ foi um desses. Uma surpresa boa. Uma surpresa bem-vinda.
no escuro do seu quarto quando vocĂȘ deita a cabeça no meu peito eu te pergunto: o que vocĂȘ tem? e vocĂȘ nĂŁo fala te abraço forte
lembro de zimbra em âeu te amo e nem seiâ
âquando ninguĂ©m quiser te escutar, eu vouâ
vocĂȘ começa a balbuciar algumas coisas reclama do clima da cidade barulhenta e das coisas que nĂŁo saĂram tĂŁo certo
que agora nĂŁo sabemos quando saĂra tĂŁo certo
ou se alguma vez saiu assim
nĂŁo saiu, nĂŁo
a vida nĂŁo anda incerta nesse paĂs, ela sempre foi
e então quando te escuto respirar fundo, eu sei que nós não sabemos por que a raça humana anda tão fria enquanto o universo nos engole cada vez mais quente
tanta coisa tanta coisa pra lidar tanta coisa pra construir tanta coisa pra ajeitar do lado de dentro e no meio disso, nĂŁo saber compreender as merdas que acontecem no paĂs e mundo nĂŁo saber entender o lado de fora
nos forçamos a lembrar que somos tão capazes de amar e receber amor mesmo dentro do caos
eu penso se calculamos o tempo em um estado de sĂł coisas ruins? se calculamos o nosso tempo em um estado de coisas em que sĂł elas prĂłprias contariam no final de tudo e vocĂȘ se apressa pra se culpar o tanto que eu me apresso pra me desculpar
respiro fundo
porque nĂŁo sei quem era antes do amor me impulsionar, porque nĂŁo sei quem eu era sem todos os frames do que Ă© isso e que Ă© preciso ter pra agarrar-se em alguma coisa real quando nĂŁo me sinto real. eu leio que tĂȘm muito mais disso na desistĂȘncia do que na permanĂȘncia mas nĂŁo quero fazer do amor somente isso. e vocĂȘ me diz:
nĂŁo sei quem eu seria se nĂŁo me importasse tanto.
quero o amor como Ă quele que fica e acolhe e Ă© calmo, tem que ser calmo e palpĂĄvel porque nĂŁo suporto o inalcançåvel. a gente nĂŁo ama sem saber que ama e a gente nĂŁo gosta sem saber que gosta porque o corpo manda sinais, e o meu me envia todos os sinais para criar casa e lar onde vocĂȘ estĂĄ
a gente nĂŁo ama sem saber que ama, porque o amor Ă© toda pequena coisa que faĂsca do lado de dentro quando o mundo Ă© podre do lado de fora e eu nĂŁo sei desistir das coisas que me causam esse efeito.
eu sei que as cores das pulseiras deveriam ser azuis. sei que vocĂȘ sabe que nĂłs sempre construĂmos nossas prĂłprias coisas aqui. entĂŁo Ă© isso. se eu pudesse mudar alguma coisa seria: nossa linha invisĂvel nos ligando esse tempo todo provavelmente Ă© azul. eu gostaria que a cor fosse azul.
nĂŁo contrariando a lenda, mas azul cai muito melhor em vocĂȘ e azul cai bem nos sentimentos que carrego comigo sobre vocĂȘ. que⊠sĂŁo muitos.
azul Ă© cor de coisas grandes como o cĂ©u o mar o atlantis e todas as coisas dentro da imensidĂŁo incluindo vocĂȘ que nĂŁo sĂł carrega essa imensidĂŁo como se transforma nela vocĂȘ Ă© uma pessoa imensa e se eu tenho algo pra destacar hoje Ă© isso: sua imensidĂŁo quebra fronteiras. por essa razĂŁo ou muitas outras eu deixo vocĂȘ correr livre dentro de mim, porque o que vocĂȘ Ă© ninguĂ©m segura ou impede. tudo o que vocĂȘ vai ser, tambĂ©m nĂŁo pode ser segurado nem impedido porque jĂĄ faz parte de algo maior do universo e o universo quer o que ele quer e quando ele quer ele faz. talvez por isso ele fez vocĂȘ, porque ele te queria tĂŁo fortemente aqui. acredite, eu gostaria de usar uma metĂĄfora melhor ou maior mas me pergunto: âexiste algo maior do que o universo lutando por vocĂȘ?â e talvez ele nem lute, talvez o universo nĂŁo precise disso. talvez te ver crescer e ser foi tĂŁo fĂĄcil e gentil por vinte um anos: como vocĂȘ Ă© um ser humano fĂĄcil de lidar e pra se amar por vinte um anos. eu sei que nĂŁo te conheço por. todo esse tempo mas talvez sim, talvez o nosso tempo seja um verdadeiro jeremy bearimy escrito de forma vinculativa em um sĂł traço. talvez a nossa linha tenha sido isso por tanto tempo uma coisa fora de entendimento, porque vocĂȘ me alcança de tantas formas que jĂĄ nĂŁo sei o princĂpio ou o meio disso. nĂŁo sei explicar o que sinto quando a tua existĂȘncia acaricia a minha seja Ă s dez da noite ou Ă s trĂȘs da manhĂŁ. Â
vocĂȘ sabe que eu poderia escrever demais sobre vocĂȘ â sobre teus jeitos e cheiros, sobre como balança o cabelo, sobre tuas manias e sobre os traços que vocĂȘ herdou da sua famĂlia. eu escreveria sobre tudo porque de todas as declaraçÔes essa: eu te amo nas pontas dos dedos. e se vocĂȘ chora ao ler o que te escrevo em dias como esse, nem imagina como Ă© te assistir vivendo, porque vocĂȘ Ă© maior do que qualquer palavra minha sobre vocĂȘ. escrever sobre vocĂȘ Ă© semelhante a tirar foto de qualquer coisa bonita demais e captar apenas metade disso. se vocĂȘ chora ao me ler nem imagina como Ă© pra mim escrever sobre e para vocĂȘ. eu te desejo sempre os melhores sentimentos do mundo e as melhores sensaçÔes.
vocĂȘ merece tanto! nĂŁo cabe aqui!
obrigada por plantar bibliotecas de amor em mim.
Tudo aquilo que eu nĂŁo consegui dizer em voz alta
Ăs vezes eu sinto que preciso fazer coisas que me lembrem que ainda estou no controle. Porque, na maior parte do tempo, parece que nĂŁo estou.
Me sinto parado diante do mundo e de tudo que acontece.
à um cansaço absurdo.
A procrastinação nĂŁo dĂĄ trĂ©gua, e eu vivo deixando de cumprir minhas responsabilidades â principalmente com os estudos.
Ă como se eu me sabotasse o tempo todo e o fim Ă© sempre o mesmo, eu acabo me sentindo pra baixo.
Sinto que jĂĄ nĂŁo sou tĂŁo bom nas coisas que antes eu fazia bem e nada parece suficiente.
Mesmo quando estou âbemâ, tem uma angĂșstia presente. Uma dor silenciosa.
Vontade de tudo e, ao mesmo tempo, vontade de nada.
VocĂȘ jĂĄ sentiu um medo absurdo e irracional de perder o interesse pela vida? Eu sim, o tempo todo, porque eu sei que se as coisas que eu sonho nĂŁo acontecerem e eu desistir de sonhar... Ă perigoso pra mim nĂŁo ter algo em que acreditar.
E quando digo pra meu terapeuta que me sinto falso⊠à porque, mesmo fazendo terapia, nunca confiei 100% em ninguém pra falar tudo exatamente como sinto ou como foi.
Tenho essa mania feia de mascarar, de diminuir a dor, de focar em partes da histĂłria que me fazem parecer mais forte do que eu realmente sou.
Ă estranho, porque eu sei que a terapia funciona.
Mas toda vez que acho que estou progredindo, esbarro nesse sentimento que me arrasta de volta pra esse lugar triste. NĂŁo Ă© como a depressĂŁo de antes â aquela dor profunda, aquela angĂșstia constante â Ă uma dor diferente. Que me pega no meio dos meus dias, no meio da rotina da vida adulta. E mesmo sabendo que eu nĂŁo posso dar espaço pra ela, as coisas simplesmente acontecem⊠sem que eu perceba.
Eu me sinto sempre assim: Perdido. Insuficiente.
Nada que eu faço parece bom e tenho sérios problemas com constùncia.
Eu sonhava demais.
Hoje, cultivo um Ășnico sonho. E nem sei atĂ© onde ele vai se manter de pĂ©, porque eu me saboto o tempo inteiro. Fechei um programa de intercĂąmbio hĂĄ quase dois anos, e apesar de tudo que mudou, eu deveria estar num nĂvel intermediĂĄrio de inglĂȘs, mais interessado, mais dedicado, mais perseverante... Mas eu me engano. Digo pra mim mesmo que Ă© falta de tempo, que âagora vaiâ â e no fim, eu nunca faço o que Ă© preciso pra realmente viver esse sonho. Talvez por medo de tudo que ele significa, e tudo que vem junto com ele, as responsabilidades, o adeus, inconscientemente, meu corpo grita por cuidado e eu nĂŁo sei pedir ajuda.
AlĂ©m do abandono, da rejeição e da indignidade, tem um sentimento que me destrĂłi por dentro: a insuficiĂȘncia.
Eu me cobro, nĂŁo consigo fazer nada, e o ciclo se repete, e repete, de novo e de novo, mais uma vez.
E mesmo sabendo que ainda sou jovem, eu tenho medo. Medo de que meus sentimentos me façam desperdiçar a juventude. Medo de perder algo que nunca mais vai voltar.
Por muito tempo, me perguntei: Como tirar a dor sem tirar a vida? E eu nunca consegui me responder, assim como nunca entendi por que tenho que viver sempre esse looping, nessas repetiçÔes de mim.
Eu só espero ter forças. Forças pra fazer o que preciso, pra não me arrepender da vida que tenho levado. Eu queria viver de forma mais leve.
Mas, por enquanto, entre o silĂȘncio abafado e o grito, essa Ă© a forma que encontrei de nĂŁo me calar, de colocar pra fora e nĂŁo desistir de mim.

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Estamos fadados a desafiar os cĂ©us a desafiar o destino e a confrontar nossa mente pequena porque quanto mais ela expande mais pequena parece sob a vastidĂŁo do que ainda nĂŁo conhecemos estamos fadados a acalmar nosso espĂrito com a criatividade dos loucos e perturbar nosso espĂrito com as coisas mundanas e com o cinismo dos nobres.
vou te levar ao supermercado, vamos comprar nata e achocolatado vamos assistir o sol se pĂŽr no retrovisor do carro enquanto a autoestrada nos convida a ir a outra ilha.
vocĂȘ sabe quando seu coração quer. vocĂȘ sabe quando algo te chama.
sua vida nĂŁo Ă© nada alĂ©m de um livro de no mĂĄximo 80 pĂĄginas que histĂłria vocĂȘ quer contar?
Desafie os céus.
Desafie o destino.
nĂŁo hĂĄ nada, pra mim, mais poĂ©tico do que amar vocĂȘ.
Ă© como se toda vez o mundo fosse reinventado.
lembro de portrait de la jeune fille en feu
quando Héloïse pergunta:
"todos os amantes sentem como se estivessem inventando alguma coisa?" e aquilo ficou em mim. porque é exatamente isso. amar uma mulher é viver nesse ineditismo, nessa sensação de estar criando uma linguagem secreta, feita só pra dois.
e quando a taylor canta: "vocĂȘ me ensinou uma linguagem secreta que nĂŁo consigo falar com mais ninguĂ©m". porque essa invenção Ă© um idioma silencioso, construĂdo em olhares demorados, gestos pequenos, de escutas presentes. de um tipo de carinho que vive atĂ© no jeito de respirar perto.
um sentimento singelo mas que possui a força de mil furacĂ”es. nunca tive vergonha e nunca poderia ter. amar vocĂȘ me deixa inteiro, mais real, mais prĂłximo de mim. porque o jeito que vocĂȘ fala, me olha, me percebe... Ă© diferente. Ă© mĂĄgico. Ă© o tipo de sentimento que eu passarei a vida inteira escrevendo sobre.
Y
Ac a
Boir saco pĂŽ hj u se p
Kkkkkklkkkkkk l @062 0
Ă
(primeiro texto de HeloĂsa, 7 meses) đ€

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