Eu nĂŁo me desculpo, tambĂ©m nĂŁo desapego e tranquilamente me culpo pelos erros do meu ego.Â
MurmĂșrios.Â
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Eu nĂŁo me desculpo, tambĂ©m nĂŁo desapego e tranquilamente me culpo pelos erros do meu ego.Â
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evite se perguntar como poderia ter sido
A defesa Ă© natural: cada qual para o que nasce, cada qual com sua classe, seus estilos de agradar. Um nasce para trabalhar, outro nasce para briga, outro vive de intriga, E outro de negociar. Outro vive de enganar - o mundo sĂł presta assim: Ă© um bom outro ruim, e eu nĂŁo tenho jeito pra dar. Pra acabar de completar: Quem tem o mel, dĂĄ o mel. Quem tem o fel. dĂĄ o fel. Quem nada tem, nada dĂĄ.
ZĂ© Ramalho
Solitude
Pode que todo hiato na verdade diga Precisamente o que se deve escutar? Que Ă© imperativo dialogar com a pausa, Sugar vĂŁos, preencher-se de lacunas; Plantar no infrutĂfero fĂ©rtil, inabitado: Lavrar a terra, ser tambĂ©m semente; Honrar o tempo, supremo, oportuno: Deus a que brindo o silĂȘncio de agora.
N. B.
hy
heyy

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enxergamos o mundo a partir de como somos - isso nĂŁo significa que, por exemplo, enxergamos o mundo um lugar ruim porque somos pessoas ruins, mas o enxergamos desta forma porque aprendemos, a partir das nossas experiĂȘncias, a enxergĂĄ-lo assim. certa vez li um texto chamado "o mundo Ă© um espelho", nĂŁo lembro de que autoria, que dizia mais ou menos isso. o mundo Ă©, de fato, um espelho, cada um enxerga no mundo um reflexo de si.
toda beleza e toda dor que enxergamos no mundo nada mais Ă© do que um reflexo de quem somos, do nosso passado e presente. Ă© como se cada um enxergasse o mundo atravĂ©s de uma lente Ășnica, exclusivamente sua, o que faz com que as situaçÔes e coisas tenham pesos diferentes, cores diferentes, sabores diferentes.
cada ser humano Ă© um mundo, cada ser humano constrĂłi um mundo para si - nĂŁo necessariamente de forma consciente.
Ă© como se, de certa forma, cada um vivesse em um mundo prĂłprio, fruto de determinadas experimentaçÔes, as quais nos fazem reagir de determinadas formas a determinados estĂmulos, a sentir determinadas coisas em determinadas circunstĂąncias, a focalizar em determinados assuntos, a compreender melhor determinados conceitos, a ser mais afetado por determinadas causas.
o mundo, em si, não possui significado próprio - não passamos de grandes atribuidores de significados. infinitas são as subjetivaçÔes que criamos.
cs. (univversos)
NĂŁo vejo
o que? đ
NĂŁo Ă© exatamente pra ganhar Reblog. SĂł queria saber seu nome e sua idade pra entender de onde vem tanta inspo
Oii! Desculpa pela demora.
Me chamo Giullya, tenho 25 anos.
Meu interior estĂĄ esgotado e nĂŁo sei mais o que estĂĄ sustentando meu corpo que agora sĂł se arrasta e vĂȘ tudo com aquela mesma sensação de que nada mudou e nem vai.Â

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Cuide de vocĂȘ, dos seus sentimentos, da sua almaÂ
do contrĂĄrio, ninguĂ©m o farĂĄ.Â
Tenho uma relação desgastante comigo mesma.
se um dia vocĂȘ amar uma pessoa,se vocĂȘ realmente amĂĄ-la, nĂŁo vai conseguir esquecer. e eu nĂŁo digo que vocĂȘ nĂŁo vai deixar de amĂĄ-la, nĂŁo Ă© isso. Ă© que o amor Ă© algo tĂŁo grande, algo tĂŁo absurdo, que deixa marcas pra sempre. vocĂȘ, pra sempre, vai lembrar da pessoa. uma mĂșsica, uma rua, um perfume. porque o amor, quando Ă© amor de verdade, nĂŁo te deixa esquecer. mesmo que ele passe, mesmo que vocĂȘ nĂŁo sinta mais tudo que sentia por aquela pessoa, o amor que vocĂȘ teve um dia vai lembrar que vocĂȘ sentiu. vocĂȘ viveu aquilo. teu peito explodiu de sentimento. amor Ă© pra sempre, mesmo quando ele deixa de ser amor.
eu acredito na cura porque eu conheço a dor
NĂŁo se torne um espelho de quem mais te magoou.Â
MurmĂșrios.Â

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TW: ANSIEDADE / DEPRESSĂO
Essa carta Ă© destinada Ă todos que um dia prometi que ficaria bem.
Talvez em uma tarde ensolarada de domingo vocĂȘs olhem pro parque onde as crianças brincam e os idosos caminham e nĂŁo vejam saĂda ou expectativa e entĂŁo lembrem-se de mim. Talvez mais tarde no mesmo dia vocĂȘs sintam seu peito queimar, um desejo imenso de desaparecer, por milhares de motivos e ao mesmo tempo, sem conseguir justificar sua angĂșstia. Foi assim que começou pra mim tambĂ©m, eu tambĂ©m debochei da depressĂŁo um dia e tive a coragem de dizer pra minha amiga que ela estava sendo ridĂcula por chorar por um macho, atĂ© o dia que ela se cortou na tentativa de se matar e eu entendi que aquele sangue todo no chĂŁo nĂŁo era sobre um ex, era sobre se sentir insuficiente, dispensĂĄvel. Ă como se ninguĂ©m pudesse te ver ou ouvir, mesmo que vocĂȘ grite no meio de uma multidĂŁo, entendem? Provavelmente nĂŁo. NĂŁo atĂ© se sentirem assim ou pelo menos farejarem a morte como eu farejo tantas vezes durante todos os dias dos Ășltimos dois anos da minha vida.Â
Meu começo foi como o de quase todo mundo, primeiro, insegurança. Meu namorado me dizia que eu era a melhor e mais linda mulher do mundo e aquilo parecia uma ironia dele, como se quisesse brincar com meus sentimentos confusos. Depois, a ansiedade, a parte em que as coisas começam a ficar sĂ©rias de verdade. Um tremor aqui, um suador ali, tristeza injustificada num dia aleatĂłrio em que tudo estĂĄ bem, enjoo e vĂŽmitos que os mĂ©dicos nĂŁo conseguem explicar e seus amigos dizem que Ă© tudo da sua cabeça, atĂ© seu primeiro desmaio. âA primeira vez a gente nunca esqueceâ, realmente. Lembro de estar no banheiro do trabalho, com dores fortes na cabeça e suor incontrolĂĄvel, no momento seguinte, me vi sendo furada no hospital, no fundo a enfermeira dizia âela estĂĄ reagindo!â âtenha calma, menina!â como se fosse algo que eu pudesse controlar. Por fim, veio a depressĂŁo. Ela começa com um gosto doce, discreta, tira seu sono ou te deixa muito cansado, vocĂȘ quer sair de casa mas nĂŁo tem força pra levantar da cama, as pessoas, por mais prĂłximas que estejam, sempre parece que nĂŁo Ă© suficiente. Porque na verdade, nada Ă©. VocĂȘ se sente abandonado, deprimido, inĂștil. Seus sorrisos passam a ser mais raros ou forçados, conforme o tempo passa, sua esperança de ficar melhor vai indo embora. âšEu nunca havia cogitado desaparecer, nunca desejei morrer atĂ© um ano atrĂĄs. Ouvia essas histĂłrias de suicidas e pensava no absurdo que era, na tristeza que deviam sentir por chegarem ao ponto de cogitar deixar de existir, mas querem saber? Um dia vocĂȘ entende. E se esse dia chegou pra vocĂȘ, amigo, te aconselho a procurar ajuda e principalmente, começar a se ajudar, porque vocĂȘ estĂĄ quase tĂŁo fundo quanto eu. Pra mim, começou com um questionamento: âqual a minha utilidade?â âo que seria do mundo sem mim?â âqual diferença eu faço aqui, se ninguĂ©m se importa de verdade?â e o problema Ă© que se vocĂȘ nĂŁo compartilha essas perguntas com outras pessoas, ninguĂ©m vem do nada te dizer que vocĂȘ Ă© especial e importante, entĂŁo vocĂȘ começa a acreditar mais ainda que nĂŁo Ă©, que nĂŁo vai fazer falta.Â
No trabalho eu atĂ© conseguia me sentir bem, de certa forma, fingir que eu era outra pessoa por lĂĄ e ver as pessoas acreditando nisso me fazia bem. Era bom ter pessoas por perto que nĂŁo sabiam do meu desejo de morrer, que nĂŁo me olhavam com piedade, que nĂŁo tentavam o tempo todo me fazer lembrar o quanto viver Ă© bom ou me empurrar uma religiĂŁo goela abaixo.Â
Fato Ă© que em uma quarta fria, depois do serviço, entrei em crise e nĂŁo conseguia sair. Escureceu, chegou a madrugada e eu nĂŁo conseguia pensar em outra coisa a nĂŁo ser sumir. Sabe quando parece que a alma grita querendo sair? Quando vocĂȘ se vĂȘ sem outra saĂda? Quando parece que nada mais pode melhorar ou sequer sair do lugar? SĂł queria por fim nisso. SĂł pensava em deixar minha famĂlia em paz, nĂŁo preocupĂĄ-los mais. Meu namorado bateu na porta do banheiro, questionou como eu estava, tentei mentir mas minha voz nĂŁo o enganava. Ele quase quebrou a porta, porque nĂŁo queria deixĂĄ-lo entrar e me ver daquela forma, nĂŁo de novo. Pensei em pegar aquela lĂąmina que tinha escondido no bolso e acabar com tudo aquilo, mas seria tanto sangue, ele nĂŁo merecia ter que limpar os restos de mim, nĂŁo poderia ir embora dando ainda mais trabalho pro amor da minha vida, a Ășnica pessoa que realmente permaneceu durante todo o caos sem medo, sem se assustar. Eu sei o quanto ele queria me ajudar, mas como? NĂŁo haviam forças pra tentar, nĂŁo havia desejo de vencer da minha parte. Eu sĂł queria desistir. Abri a porta e deixei ele ver meu estado, quem sabe aquilo fizesse ele parar de gritar ou entender finalmente a seriedade da coisa, que nĂŁo era questĂŁo de âme acalmarâ.Â
Para a minha surpresa, ele nĂŁo gritou dessa vez, na verdade, nĂŁo disse nada. Ele apenas me encarou, seus olhos pareciam decepcionados, como se tivesse perdido a esperança em mim e entendo essa sensação perfeitamente. Lentamente, ele se aproximou de mim e segurou minha mĂŁo, fixou seus olhos dentro dos meus. No meio daquele caos todo, vi seu desespero, nĂŁo haviam palavras que descrevessem o que sentĂamos naquele momento. Seus olhos encheram-se de lĂĄgrimas, ainda em silĂȘncio, ele me abraçou forte e antes de me soltar, disse baixinho: âNĂŁo vou desistir e nem te deixar desistir. Se vocĂȘ escolher ir embora, tambĂ©m vouâ. Sei que isso nĂŁo Ă© exatamente o que uma pessoa com depressĂŁo e sĂ©rios problemas de ansiedade precisa ouvir, na verdade, em qualquer outra situação, esse seria meu melhor gatilho pra fazer merda e me afundar mais ainda, ter alguĂ©m dependendo de mim. Logo eu! Mas nĂŁo. Dessa vez foi diferente. Consegui respirar devagar e fazer meu coração desacelerar, sequei as lĂĄgrimas e tomei um banho, eu poderia estar na pior situação, no buraco mais fundo da face da terra, mas eu faria qualquer coisa pra nĂŁo deixĂĄ-lo afundar comigo.Â
Na semana seguinte, ele me encorajou a ir na psiquiatra, que me receitou remĂ©dios fortĂssimos que me deixavam mais drogada que qualquer outra coisa. Isso nĂŁo me protegia, apenas me âanestesiavaâ. Eu meio que nĂŁo entendia o que estava acontecendo ao meu redor, parecia que estava o tempo todo dormindo e sonhando com problemas reais aos quais eu podia interagir, quem me dera se fosse. Depois de trĂȘs meses tomando o remĂ©dio e ter minhas crises diminuĂdas consideravelmente, começamos a cogitar cortĂĄ-los, pois aquelas drogas pareciam me adoecer mais que a prĂłpria depressĂŁo. Por incrĂvel que pareça, ficar drogado 24h por dia, durante todos os dias pode nĂŁo ser tĂŁo divertido assim.Â
Assim que parei com os remĂ©dios, dei inicio ao tratamento com a psicĂłloga, que em questĂŁo de meses me ensinou a lidar com a ansiedade e ânĂŁo dar espaçoâ pra depressĂŁo. Ăs vezes ela ainda vem e me abraça com força, nĂŁo me dando muitas opçÔes a nĂŁo ser me entregar. Noutras, apesar da vida caminhando e do relacionamento finalmente se estabilizando, desejava ser atropelada ou que alguma coisa simplesmente me levasse embora daqui. A sensação que tenho no fundo do meu peito quando falo sobre isso atĂ© hoje Ă© que nunca vou estar totalmente liberta dessa agonia, mas entendi que nĂŁo preciso me entregar com tanta facilidade. A luta Ă© difĂcil, diĂĄria, pesada, Ă s vezes cansativa, Ă s vezes eu perco contra mim mesma, meus prĂłprios pensamentos que sĂŁo tĂŁo destrutivos.Â
O que me tirou das profundezas do inferno e me fez voltar foi quando a pessoa que mais amei em toda a minha vida se ajoelhou em minha frente e me pediu pra passar o resto dos meus dias ao seu lado. Eu nĂŁo tive outra escolha, nĂŁo cogitaria jamais algo diferente, disse sim de primeira ao seu pedido de casamento, mas com isso, vinha um compromisso muito maior: nĂŁo desistir da nossa vida, da fase que estava se iniciando, era como uma vida nova, onde eu poderia ser o que quisesse e teria alguĂ©m de verdade do meu lado, apesar de qualquer erro ou deslize que eu cometesse. Joe entĂŁo me fez uma proposta irrecusĂĄvel: ir morar fora daqui, bem longe, em outro paĂs. Ambos recomeçarĂamos, vida nova e apesar da insegurança, do medo do novo, terĂamos sempre um ao outro. E o que eu poderia fazer alĂ©m de me jogar? A Ășnica esperança que tive desde o começo daquele sofrimento foi o Joe. Desde o começo, ele foi a Ășnica pessoa que realmente batalhou junto comigo, acreditou na minha força quando achei que ela nem existia mais. Ele merecia aquilo e eu tambĂ©m.Â
Hoje, pouco tempo depois de ter me instalado na nossa segunda casa alugada aqui, vejo que hĂĄ esperança. AtĂ© para mim. TĂȘm dias que parece que ela morreu. Ă como uma vela acesa, vocĂȘs conseguem entender? Ăs vezes venta demais e ela quase que se apaga, mas basta uma faĂsca para que se reacenda. O Joe Ă© essa faĂsca. Ele nĂŁo deixa que essa vela que tem dentro de mim, quase que no final, se apague. Ăs vezes ele me faz acreditar que a minha fĂ© nunca morreu, ele sempre diz que ela apenas se esconde quando sinto medo e que preciso encontrĂĄ-la. Mesmo achando isso tudo ridĂculo, acreditam que nos momentos de dificuldade eu me pego procurando por algo aqui dentro?Â
Essa carta Ă© destinada Ă todos vocĂȘs que um dia prometi que ficaria bem, mĂŁe, pai, vovĂł, primos, amigos, essa carta Ă© pra dizer Ă vocĂȘs que apesar da ausĂȘncia, dos sustos, eu finalmente posso dizer que estou conseguindo. Estou vivendo, sabe? Ou pelo menos, tentando. NĂŁo posso dizer que vai durar pra sempre, talvez dure uma semana, um ano, mas nesse momento, o momento em que lhes escrevo, posso lhes garantir que estou viva. Sinto meu sangue correr pelas minhas veias, vontade de me levantar pra ir trabalhar, ir ao mercado, fazer amor. Hoje eu me olho no espelho e consigo enxergar um pouco do que vocĂȘs diziam sobre mim, acho que consegui me reencontrar no meio de tantos pensamentos ruins, porque realmente estava completamente perdida ali no meio. Sou grata por cada vez que tentaram, por todas as vezes que me pediram, imploraram para nĂŁo desistir. Agradeço a cada um de vocĂȘs por terem mantido sua fĂ© em mim mesmo quando nĂŁo mereci, apesar dos pesares, por todas as vezes que sorriram enquanto eu era grossa e reclamava das suas tentativas de me alegrar. Hoje entendo seu esforço, sua agonia, nĂŁo teria conseguido me reerguer sem sua ajuda. Tudo tem seu tempo, sua forma, seu motivo e agora entendo isso. Respeito muito a forma que mesmo sem entender, vocĂȘs tentaram de verdade me ajudar, por mais que muitas das vezes isso me machucasse mais do que ajudava. No começo desta carta eu disse que talvez alguns de vocĂȘs sĂł entendessem isso se um dia passassem por algo parecido, como foi meu caso, mas nunca desejaria Ă vocĂȘs um castigo tĂŁo ruim como o que tive. Eu apenas lhes desejo empatia, em primeiro lugar, para que saibam lidar com uma situação delicada como a que vivi, para que saibam conviver e entender seus filhos, namoradas, amigos, para que possam protegĂȘ-los e ver que ninguĂ©m estĂĄ imune Ă isso, nem mesmo a pessoa mais religiosa ou feliz do mundo. O dinheiro tambĂ©m nunca conseguiu fazer com que meu desejo de morrer sumisse, entĂŁo definitivamente, sĂł o amor pode curar e em alguns casos, nem mesmo ele.
Existe uma enorme diferença entre estar com uma pessoa que retribui seus sentimentos e estar com uma pessoa que respeita seus sentimentos.
MurmĂșrios.