Que todo caos seja pequeno perto da grandiosidade que é a vida.
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Que todo caos seja pequeno perto da grandiosidade que é a vida.

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Somos passageiros de uma travessia breve, onde cada encontro, cada sorriso, cada despedida e cada sonho compõem a essência do que verdadeiramente importa. Apegar-se ao supérfluo é desperdiçar o fôlego que nos foi concedido. O que permanece não são as posses, mas as marcas que deixamos nos corações que cruzaram o nosso caminho.
A vida é um sopro: sutil, fugaz e irrepetível. Por isso, que nunca nos falte coragem para amar sem reservas, recomeçar sem medo e viver com a consciência de que o agora é o único tempo que realmente nos pertence. -Samyra
Amigos de coração não precisam ser vistos — mesmo que o tempo passe, mesmo que a distância cresça. O que importa não é o encontro, é o eco.
A vida que verdadeiramente almejo não se constrói sobre o estrondo das conquistas efêmeras, tampouco sobre o brilho fugaz das aparências. Ela floresce na serenidade dos instantes que dispensam grandiosidade, porque encontram significado naquilo que é essencial.
Entre todas as possibilidades que o destino poderia oferecer, nenhuma se revela mais preciosa do que a simplicidade da sua presença. Não anseio por excessos, nem por cenários extraordinários; basta-me a silenciosa certeza de vê-lo chegar ao fim do dia, transformando uma casa em lar e o tempo em permanência.
Há uma beleza rara nas rotinas compartilhadas, nos encontros que não precisam de palavras para traduzir afeto e na paz que se instala quando dois corações compreendem que pertencem ao mesmo refúgio. É nesse silêncio que o amor alcança sua forma mais sublime: discreto, constante e profundamente verdadeiro.
Porque, no fim, a vida dos meus sonhos não faz barulho. Ela apenas acontece, delicadamente, todas as vezes em que você atravessa a porta e, sem perceber, faz o mundo inteiro encontrar o seu lugar.
Li suas palavras com o coração apertado. Se a ponte realmente se quebrou, não foi porque eu quis atravessá-la para longe de você. Eu nunca quis partir. A única coisa que tentei fazer foi respeitar a decisão que senti vir de você, mesmo que isso me rasgasse por dentro.
Quando disse que iria me afastar, não era porque deixei de amar. Era porque amar também é entender quando o outro pede silêncio, mesmo que a vontade seja permanecer.
Se ainda existe um caminho, saiba que nunca fui eu quem escolheu abandoná-lo. Apenas caminhei para trás porque achei que era isso que você precisava de mim.
E, se um dia você olhar para essa ponte e enxergar que ainda existe uma forma de reconstruí-la, vai descobrir que eu nunca fui embora de verdade. Apenas parei de insistir onde senti que minha presença já não era desejada.
Sam...

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eu quis tanto saber o porquê. eu precisei tanto saber o porquê. eu tentei tanto entender o porquê. mas não importa. não importa o porquê dos pedidos da meia noite falharam. não importa o porquê das luzes dos prédios terem sido apagadas. não importa o porquê a gente deixou de existir. não importa o porquê as gotas de whisky não descem mais pela sua garganta e ainda corroem a minha. não importa o porquê você tacou fogo no barco comigo dentro e pulou em alto mar. não importa. tudo que importa é que você quis. você quis. você quis tudo menos eu. você quis tudo menos nós. você quis tudo com outras pessoas. comigo era complexo. comigo não era pra ser. comigo ia doer demais. comigo não valia a pena. só comigo.
É bonito descobrir o mundo pelos teus olhos
e, mesmo assim, manter meu jeito de ver.
Como se suas lentes acrescentassem contraste e cor.
Te amar constrói galáxias novas dentro de um universo que já era vasto e denso.
O olho não é o mesmo
Parece até outra pessoa
Por dentro ainda te vejo
Mas não me magoa
Ainda preciso melhorar
Mas já encontrei a paz
Os dias estão bem melhores
As noites eu não choro mais
- Olhos Verdes.
Você me olha
sinto tanto
que perco o ritmo
mas o coração não
uma veia dança no pescoço
e eu te procuro com as mãos
quero te alcançar
calar seu riso
com o meu
até te sentir,
assim como eu,
sem ar
Vou respeitar a sua decisão.
Não porque deixou de doer, mas porque aprendi que amor também é saber recuar.
Vou obedecer ao silêncio que você escolheu, e, aos poucos, me afastar.
Não espere despedidas dramáticas.
Apenas a ausência de quem tentou ficar.
Te deixarei em paz...
Mesmo que, por dentro, exista uma guerra entre partir e permanecer.
Levarei comigo tudo o que fomos, guardarei o carinho onde a saudade não consiga destruir.
E, se um dia sentir minha falta, talvez eu ainda me lembre do caminho... Mas, por agora, escolho respeitar o seu desejo, mesmo que isso custe um pedaço de mim.
Sam...

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Se for para te sentir, que venha o que tiver que vir. Não conto dores, não peço leveza — só quero o instante em que você me toca. O resto, a gente vê.
Como dizem: "Dias melhores virão". Eu preciso desesperadamente acreditar nisso, porque o que eu não posso é surtar com tudo o que está acontecendo, ou melhor, com o que não está, mas deveria estar acontecendo.
Deixou-se Para Trás o Humo Amanhecido
Marchava sonhos, erradicava fantasia Mesmo em reverência já era despedida Tão temporalidade daqueles que sustentam Um travessia segura aos apadrinhados
A revisão do sujeito Enquanto espinho Avançando a tecnologia Em alguma encruzilhada
Em suas mãos os olhos Amarrada a vinda Cravará os dedos no crânio Ao aliciar pavões
O asilo na hora mais frágil Um peso que ante todas as coisas Articular se não o hóspede Para a crônica de suas esfinges
Generoso interesse Aqui está a casa que Celebra vala nas feições Em que a América é sublimada
A inocência ainda é meu espelho Seus generais perseguem o segredo Revelada do trópico urgido em dois: Paranoia e tragédia
A história desterrada Declamando cicatrizes Seu teatro, meu pecado Otelo, minha façanha úmida
A violência guia o deserto Até ocupar farmácias Até insultar tumultos Até perpetuar-se em púlpitos
PERDÃO
Minha mãe
era dessas mulheres
que o mundo chama de forte.
Mas ninguém pergunta
quantas vezes
ela precisou quebrar por dentro
para continuar em pé.
Ela acreditou no amor.
E foi justamente aí
que começou
o seu sofrimento.
Ele prometeu futuro.
Quando descobriu
que ela estava grávida,
prometeu ausência.
E cumpriu.
Enquanto ela carregava
uma criança no ventre,
ele carregava
o orgulho
nos bares.
Ela foi julgada.
Chamaram-na
de tudo.
Menos
de vítima.
Porque este país
ainda tem o péssimo costume
de condenar a mulher
e absolver
o covarde.
Minha mãe
lavou chão.
Lavou roupa.
Consertou telhado.
Fez comida.
Fez faxina.
Fez milagres.
Transformou cansaço
em pão.
Transformou lágrimas
em dignidade.
Nunca deixou faltar
o alimento.
Nem os meus livros.
Ela sonhava
com um futuro
que nunca seria dela.
Seria meu.
E eu cresci
vendo aquela mulher
vencer a vida
todos os dias.
Até que...
ele voltou.
Arrependido.
Ou pelo menos
foi isso
que disse.
Minha mãe
tinha o coração
grande demais.
Perdoou.
Eu não.
Eu via
o oportunismo
onde ela ainda enxergava
esperança.
E doía.
Doía assistir
quem mais amava
aceitar de volta
quem nunca soube amar.
Então veio
a pior notícia.
Na verdade...
duas.
Uma nova vida.
E uma sentença
escondida
num exame.
Câncer.
Enquanto ela lutava
para viver,
ele fazia planos
para fugir.
E fugiu.
Mais uma vez.
Só que dessa vez
levando consigo
o pouco
que ainda restava
da confiança dela.
Naquela noite...
eu ouvi
o barulho
que nenhuma filha
deveria ouvir.
Encontrei minha mãe
caída.
Meu irmão
lutando
para nascer.
E um homem
tentando fugir
como sempre fugiu
da responsabilidade.
Minha mãe...
mesmo sem forças...
ainda pediu
perdão.
Perdão...
como se fosse ela
quem tivesse errado.
E isso...
até hoje...
é a parte
que mais me destrói.
Porque mulheres
aprendem cedo demais
a pedir desculpas
por dores
que nunca causaram.
Quando eu disse:
"Eu te amo, mãe."
Ela sorriu.
Ouviu
o choro
do filho
que acabava de nascer.
E partiu.
Minha mãe
era fantástica.
Não porque suportou
o sofrimento.
Mas porque,
mesmo sendo destruída
tantas vezes,
nunca deixou
de amar.
E talvez...
essa tenha sido
sua maior virtude.
Ou a ferida
que lhe custou
a própria vida.
Poesia de Gilson Rodrigues
#Gilsonhos #Slam #UniversoEmVersos #ViolênciaContraAMulher #PoesiaMarginal
O sujeito dizia que não acreditava no destino. Mas, curiosamente, culpava o destino por todos os seus erros.

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No sentir, eu te encontrei.
O encontro era astral.
Na carne, eu não te vi,
mas você estava lá.
Respiro fundo
para manter
a profundidade da sensação.
Mal consigo te olhar.
Então,
esperei você partir.
Você já não mora ao meu lado, mas ainda atravessa meus dias.
Aprendi a aceitar a sua ausência como quem aprende a conviver com uma cicatriz: ela não desaparece, apenas deixa de sangrar todos os dias.
Você nunca me pediu perdão, e talvez nunca peça. Ainda assim, eu perdoei. Não porque o que aconteceu foi pequeno, mas porque eu já estava cansada de carregar o peso da mágoa dentro do peito. Soltei aquilo que me prendia a você e, aos poucos, também fui soltando a dor.
Eu deixei você ir.
Sem promessas, sem cobranças, sem tentar impedir seus passos. E, por mais estranho que pareça, desejo que a vida lhe seja leve. Que encontre paz, amor e tudo aquilo que um dia procurou.
Mas partir não apagou o que senti.
Ainda existem noites em que a saudade encosta devagar, e o meu coração reconhece o seu nome antes que eu consiga evitá-lo. Ainda amo, embora tenha aprendido a não insistir. Ainda sinto, embora tenha escolhido seguir.
Talvez esse seja o adeus mais difícil: aquele em que o amor permanece, mas as mãos já não tentam segurar.
Então eu te libero.
Guardo o que foi bonito, aceito o que doeu e sigo em frente com o coração mais silencioso. Você não me pertence mais, e eu também não pertenço à espera.
Mesmo assim, em algum lugar dentro de mim, haverá sempre um carinho que o tempo não conseguiu desfazer.
E é assim que eu fico: sem você, em paz com a sua ausência, torcendo pela sua felicidade e carregando, com ternura, um amor que aprendeu a existir sem retorno.