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2650- Yo aquĂ con ganas de encerrarte en mi inestable universo y tĂș allĂĄ afuera formando galaxias con tan solo sonreĂr.Â
(Tim Burton)
DELTARUNE reacciona a UNIVERSOS (on Wattpad) https://www.wattpad.com/story/412266331-deltarune-reacciona-a-universos?utm_source=web&utm_medium=tumblr&utm_content=share_myworks&wp_uname=NOsoyungato Misteriosas pantallas han aparecido en todo Homentwon, y por consecuencia. En todo el mundo. Al igual que en el Mundo Oscuro (Dark Wolrd). Estas comenzaron un cronĂłmetro, para luego mostrar ÂżCosas? Se parecĂan a ellos pero diferentes. NOTA: Esto es ANTES de que Susie y Kris salieran del salĂłn a buscar tiza, para descubrir que Susie se estaba comiendo la tiza.
Sombras
Te acercas a mi sombra, aun cuando yo no pase por tu lado. Te detienes frente a ella, te apoyas, como si al nombrarme pudieras convocarme, pero no estoy.
Quiero que me sueñes, que heredes de mi pensamiento los universos que podrĂan habernos envuelto. Pero nunca terminaste de llegar, porque te costĂł ây aĂșn te cuestaâ expresar lo que sientes. ÂżPor quĂ©?
Las horas ruedan, y con ellas el viento y el tiempo. Cada uno en su noche. Cada uno en su soledad. AlgĂșn dĂa me dirĂĄs por quĂ© prefieres derramar latidos, en lugar de acunarlos con los mĂos.
Te esperaré siempre
universos paralelos (e suas infindĂĄveis possibilidades)
era assim: em algum lugar do multiverso, nĂłs dois estĂĄvamos brigando no corredor de um apartamento minĂșsculo, com a chuva batendo na janela e um prato quebrado no chĂŁo. vocĂȘ gritava algo sobre "nunca estar presente", eu calado, olhando a fenda na louça estampada de girassĂłis â a que compramos naquela feira de domingo... dois universos Ă parte: o seu cheio de palavras afiadas, o meu mudo de tanto querer dizer.
mil novecentos e vinte e trĂȘs, alguma estação de trem na europa: em outra dobra do tempo, Ă©ramos dois estranhos trocando cigarros num vagĂŁo de terceira classe. vocĂȘ fugia de um casamento arranjado, eu carregava uma mala cheia de livros proibidos. nĂŁo havia apartamentos para brigar, sĂł o balanço do trem e o medo nos seus olhos quando os soldados passaram... escrevi meu endereço num pedaço de jornal - vocĂȘ o guardou no bolso do casaco, onde ficou atĂ© virar pĂł.
mil novecentos e oitenta e sete, lanchonete de beira de estrada: nessa versĂŁo, vocĂȘ era a garçonete que me serviu cafĂ© Ă s trĂȘs da manhĂŁ... eu, um caminhoneiro com prazos a vencer... vocĂȘ desenhou um coração no meu cupom, eu deixei gorjeta em dobro... seu chefe gritou "prĂłximo cliente" e vocĂȘ virou as costas antes que eu encontrasse coragem de pedir seu nome. anos depois, meu caminho nunca mais passou por ali...
noutra realidade possĂvel, talvez estivĂ©ssemos rindo. vocĂȘ me puxando pela mĂŁo pra dançar no meio da cozinha, eu reclamando que nĂŁo sei, vocĂȘ insistindo atĂ© que meu corpo desengonçado se soltasse. a mĂșsica? algo tolo da rĂĄdio, dessas que a gente esquece no dia seguinte... mas o cheiro do seu shampoo misturado ao cafĂ© fervendo ficaria pra sempre.
ou quem sabe â e essa doĂa mais â estĂĄvamos sentados num banco de praça, olhando o mesmo pĂŽr do sol, mas separados por um espaço invisĂvel. vocĂȘ pensando em como seria fĂĄcil me tocar se nĂŁo fosse o peso do "quase" entre nĂłs. eu contando os segundos atĂ© vocĂȘ decidir ficar ou ir embora. nada de super-herĂłis, sĂł dois humanos com superpoderes desperdiçados: o de machucar sem querer e o de perdoar em silĂȘncio.
dia apĂłs o fim do mundo, ano incerto: na Ășltima versĂŁo possĂvel, Ă©ramos os Ășnicos sobreviventes - ou pelo menos os Ășnicos que ainda se importavam em contar histĂłrias. vocĂȘ guardava nossas memĂłrias em latas de conserva vazias, eu tentava sintonizar rĂĄdios mortas. quando perguntei por que ficara, vocĂȘ respondeu "ninguĂ©m mais sabe como eu tomo meu cafĂ©". era mentira. ninguĂ©m sabia mesmo.
mas o universo mais cruel era o que nĂŁo existia... aquele em que nossos caminhos nem se cruzavam: vocĂȘ passando direto por mim na rua, eu virando a pĂĄgina de um livro cujo nome vocĂȘ nunca saberia. dois estranhos perfeitos, sem dĂvidas de abraços, sem pratos quebrados pra recolher.
e entre todas as realidades possĂveis, havia uma especialmente estranha: um lugar onde os nĂșmeros existiam, mas nunca eram escritos da forma certa: "dois mais dois" nĂŁo era "quatro", mas sim "o resultado inevitĂĄvel quando juntamos o que se separou". as contas de amor eram feitas assim:
"se vocĂȘ subtrai seu medo do meu medo, sobra um resto que Ă© quase coragem."; "quando dividimos o mesmo pĂŁo, a fome some â mas a conta nunca fecha se um come mais que o outro." e atĂ© mesmo quando "multiplicamos beijos, mas a soma dos nossos silĂȘncios sempre dava um nĂșmero primo."
nesse universo, nĂŁo havia algarismos â sĂł a certeza de que, no final, todas as equaçÔes terminavam com o mesmo paradoxo:
"eu te amo" equivalia exatamente a "nĂŁo dĂĄ mais". e a conta, ah, a conta sempre batia...
agora, olha sĂł a piada cĂłsmica: eu aqui, escrevendo sozinho num quarto qualquer, inventando realidades onde nĂłs dois ainda somos um "nĂłs"... vocĂȘ, em algum lugar do espaço-tempo, talvez fazendo o mesmo â ou talvez jĂĄ tendo desistido de procurar minha versĂŁo em outros universos.
e no fim? a Ășnica magia real era essa: a de poder imaginar infinitos finais felizes, sabendo que o verdadeiro seria sempre o mais simples â um de nĂłs virando a chave na porta e dizendo, sem nenhum efeito especial:
"acho que vale a pena tentar de novo."
mas isso... isso sĂł acontecia nos universos onde a coragem ganhava da nostalgia. e pelo jeito, nĂŁo era o nosso, nĂŁo por enquanto...

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âżPocos entienden la alegria despuĂ©s de lograr hacer todo lo que te propones en el dĂa a dĂa porque para todos los demĂĄs son cosas mundanas y triviales que forman parte de su vida, mientras que para ti fue la suma de toda tu voluntad y esfuerzoâż