Fui tão bem na arte de esconder sentimentos que me tornei invisível na história que queria viver.
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Fui tão bem na arte de esconder sentimentos que me tornei invisível na história que queria viver.

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Por @xamanicos Isso se chama PASSIVIDADE. Então eu te pergunto: quantas vezes você ficou calado para evitar uma briga e acabou gerando uma guerra muito maior dentro de você? Quantas vezes você se calou, fingiu estar tudo bem e depois se puniu? Quantas vezes você já sofreu por não ter se posicionado? Você chama isso de paz? Sinto muito, mas a paz não tem nada a ver com isso. Rana Vitória #frases #textos #paz #passividade #autoconhecimento #bynina #instabynina #xamanicos https://www.instagram.com/p/B0_O1zsF_Vu/?igshid=4mxvnmr99hxw
Um jeito interessante de pensar na diferença entre comportamento assertivo, agressivo e passivo é imaginar que existe uma mosca bem irritante e perigosa zoando à nossa volta. A ação passiva seria ficar quieto, esperando-a ir-se embora. A agressiva, dar um tiro de canhão, demolir a parede, e nem sempre acertar a mosca. A ação assertiva seria observar a mosca, pegar um mata-moscas e dar um saque pontual que a espanta e não suja ou estraga qualquer coisa.
Falo ou não falo - Expressando sentimentos e comunicando idéias
Fátima Cristina Conte e Maria Zilah da Silva Brandão
Me ame ou me deixe
Vamos lá, mais uma vez? Quando eu penso em um assunto delicado como esse eu me lembro de uma das coisas mais ridículas dos últimos vinte anos: um gráfico mal feito, espremido em um pedaço de papel rasgado e usado como crítica voraz de uma leonina pra uma ariana, amigas no ensino médio e não muito mais que isso: você vai de 8 a 80 em menos que um minuto, nunca vi coisa pior. Se ela pudesse abrir os olhos castanhos um pouco além da tela do iPhone talvez visse coisa pior. Talvez eu tenha visto. No dia foi fingi-na-hora-rir e muito peso na consciência porque quem vai de 8 a 80 não sabe o tanto de experiência útil que perde na vida. Eu não era assim, eu sabia que não era bem assim.
Então eu logo lembro de soltar alguma opinião firme decidida escabrosa em alto e bom som e chocar a família em pleno meio dia de uma terça feira, coisa que já tava virando rotina porque daquela boca carmim só saía atrocidade, até que seu Zé virou e me disse “filha, do branco ao preto existe uma paleta de cores, tem que explorar elas”. Eu nunca me conformei com a ideia, por mais poética e sensata que fosse.
Eu sempre soube que leis e opiniões vinham justas quando dentro de um contexto, mas era isto. Isso me bastava, sempre. Cada caso com sua especificidade e abrir a boca era chamar pra briga e briga eu comprava até a prazo porque eu queria salvar o mundo
Mas eu rejeitei toda e qualquer ideia de passividade mesmo depois de explorá-la até os confins da minha alma onde só as coisas mais vis habitam quando vi nos olhos de quem eu menos queria a calma de não dizer as palavras que eu precisava tanto ouvir. Na minha casa não tem lugar pra qualquer outra coisa que não seja punho firme e decisão sensata, porque o muro foi construído por alguém e quem fica em cima dele já escolheu seu lado.
Da artista que recusa olhar pras cores quando passividade é a palavra que elas escrevem
Stella Paul
Só sinto muito termos deixado chegar neste ponto que chegou. Na política como na vida é assim: você deixa passar um empurrão justificando que nem foi tão grave assim, a próxima agressão será um murro na boca, nem foi tão grave assim; daí a pessoa ganhou fôlego pra te enforcar até a morte.
Oneide Duarte

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The fire in her eyes grew dim and then died, as the poison inside reached her heart.
Poison Girl (HIM)
A GENTE SEMPRE SE ACOSTUMA...
Fazia já algum tempo que elas estavam comigo. Uns três ou quatro anos, não lembro ao certo. Elas eram de estimação, quase uma extensão de mim, essenciais à minha existência.
Eu não me imaginava sem elas e eu tenho certeza de que elas sem mim perderiam o sentido, a nossa relação era muito íntima e insubstituível! Elas eram muito especiais para mim. Mas eu percebi que, de uns tempos para cá, elas já não eram mais as mesmas. Pareciam bem menores do que antes, e isso me incomodava, pois passei a andar meio encurvada por causa delas. Uma delas, inclusive, começou a me machucar. E eu, com jeitinho, esquivava-me daquela “pequena garra” que me causava tanto desconforto. O machucado virou um calo, não doía mais. Então achei que estava tudo bem.
Até que um dia, já sem poder andar direito, decidi trocar de muletas!
Não foi fácil. Lá na loja, não tinha nenhuma que eu considerasse interessante. Achei todas feias e inadequadas para mim. Depois de muita conversa e de um ótimo desconto, comprei outro par de muletas. Odiei a sensação que elas me proporcionaram. Uma das minhas axilas já estava acostumada àquela curvatura na base quebrada de uma delas. Senti minha coluna se aprumar e isso foi, no início, bem desconfortável. Mas não tinha outro jeito.
Foi com pesar que aposentei minhas velhas muletas de guerra, mas estava na hora, elas não estavam mais me fazendo bem. E isso fez com que eu refletisse sobre a minha incrível capacidade de adaptação.
A gente sempre se acostuma com tudo, não é? Com coisas boas, com coisas ruins... Mas não deveria ser assim! As coisas ruins deveriam nos afugentar e nos causar repulsa. Ninguém deveria se adaptar e se acostumar ao sofrimento! Essa passividade que parece politicamente correta pode ser a desgraça de muita gente, inclusive a minha.
Há muitas muletas em minha vida que precisam ser trocadas. Outras ainda que precisam ser jogadas fora e sem direito a substituições.
Não quero mais andar encurvada, eu não preciso de novos calos. Eu quero fazer adaptações na minha adaptabilidade. Eu vou me acostumar à felicidade. Sofrimento consentido? Nunca mais!
Lídia Vasconcelos