paradox
com você aprendi a beleza em mim e o desprezível também. como me fazer compreensível a qualquer um que não tenha sido tocado ainda por esse amor que te dá e te tira em simultâneo? preciso do seu amor me enchendo de ar, correndo com meu sangue e acelerando as sinapses.
minha terapeuta diz que as pessoas só tem o poder que damos, mas quando foi que tu se tornou dono da vida que levo? quando te deixei ser o ar em meus pulmões e o veneno em meu sangue?
teu olhar me devolve o bem-querer e me tira a vontade, presa nessa ambivalência afetiva de te ter por perto. gastando minutos, horas e dias tentando entender o que me mantém na sua mão há tanto mesmo quanto tento escapar.
abstinente ou compulsiva, me embriago de ti só para depois prometer jamais voltar. nego que seu efeito me leva em lugares diferentes, mas você sabe que vou voltar pela forma alucinada e dependente que encaro seus olhos escuros. lutando pela minha vida, mesmo sabendo que você é a única coisa que quase me matou.
[you're the only one who saw the real me, yeah this love is a paradox]














