Vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno.
Salmos 139:24
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Vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno.
Salmos 139:24

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-S
Të flasësh do të thotë të përkthesh, por a po flasim të njëjtën gjuhë?
O qytetet e buzës së detit, i shoh banorët tuaj, burra e gra, të lidhur fort me hekura të rëndë në duar e këmbë nga njerëz që kurrë s’do t’a marrin vesh gjuhën tonë; dhe ju s’keni si t’ua shfryni njëri-tjetrit dhimbjet e zemrës dhe mallin e lirisë, veçse me vaj e me ofshama, me rënkime e me lot. Se ata që ju lidhën nuk e marrin vesh gjuhën tuaj, e as ju të tyren nuk e kuptoni.
- Leonardo Da Vinci
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Devocional Mulheres-Exemplos
Exemplo 26: As filhas de Jó (Jó 42:13-15)
Após atravessar um profundo estado de sofrimento, Jó experimentou a restauração de Deus de maneira extraordinária. O Senhor lhe restituiu em dobro tudo aquilo que havia perdido (Jó 42:10). O autor do livro faz questão de registrar detalhadamente essa restauração: menciona o número de ovelhas, camelos, bois e jumentas que Jó passou a possuir novamente (Jó 42:12), evidenciando que a bênção de Deus ultrapassou aquilo que ele tivera antes de sua provação.
Entre os sinais dessa restauração completa está também a sua família. Jó voltou a ter sete filhos e três filhas (Jó 1:2; 42:13). Entretanto, um detalhe chama atenção no relato bíblico: as filhas são nomeadas, algo incomum na cultura da época, na qual as narrativas frequentemente registravam apenas os nomes dos filhos homens. Mais surpreendente ainda é o fato de que Jó lhes concedeu herança juntamente com os irmãos (Jó 42:15), algo extremamente raro naquele contexto histórico, em que, normalmente, apenas os homens herdavam os bens da família.
Ao agir dessa maneira, Jó reconhece o valor de suas filhas e lhes confere dignidade e honra. A Escritura destaca esse gesto, revelando que, diante de Deus, a mulher possui valor e importância. Assim, aquilo que pode parecer apenas um pequeno detalhe do texto bíblico revela, na verdade, um sinal profundo da restauração plena que Deus operou na vida de Jó.
O texto bíblico também afirma que as três irmãs eram as mulheres mais belas de toda a terra (Jó 42:15). Seus nomes carregam significados marcantes e simbólicos. A primogênita entre as três chamava-se Jemima, cujo nome pode significar “pombinha” ou “brilhante como o dia”. A segunda chamava-se Quézia, palavra que significa “cássia”, uma especiaria preciosa utilizada na produção de perfumes e óleos aromáticos. A mais nova era Queren-Hapuque, cujo nome significa “chifre de antímon”, referência ao recipiente que guardava o pó utilizado para pintar os olhos, prática associada à beleza e ao ornamento.
Assim, os nomes dessas três filhas parecem refletir a própria história de restauração vivida por Jó. Onde antes havia trevas e confusão (Jó 3:1–11), agora resplandece a luz. Onde antes havia o mau cheiro das chagas e da enfermidade que cobria seu corpo (Jó 2:7–8), agora surge a fragrância da vida. E onde antes havia humilhação, abandono e isolamento (Jó 19:13–19), agora há beleza, honra e dignidade.
Jemima, Quézia e Queren-Hapuque tornam-se, assim, um retrato da graça restauradora de Deus. Elas também nos oferecem um exemplo de como as mulheres podem ser instrumentos de bênção na vida daqueles que estão ao seu redor. Da mesma forma que Deus as concedeu como parte da restauração da dignidade e da abundância de Jó, o Senhor também nos chama a espalhar o Seu bom perfume na vida de outras pessoas (2Co 2:15).
Elas foram bênçãos na vida de seu pai e participaram de sua herança. De modo semelhante, nós também somos chamadas a viver como bênçãos. Quando pertencemos a Cristo, tornamo-nos coerdeiras de Suas promessas e participantes de Sua herança (Rm 8:17). Por isso, somos convidadas a refletir a luz de Deus e a carregar em nossa vida o óleo da Sua presença, exalando o bom perfume de Cristo por onde passarmos.
Mas como podemos, na prática, ser uma bênção? A Palavra de Deus nos orienta claramente. “Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra” (Sl 119:9). Também somos instruídas: “Quem é o homem que deseja a vida e quer longos dias para ver o bem? Guarda a tua língua do mal e os teus lábios de falarem engano. Aparta-te do mal e faze o bem; procura a paz e segue-a” (Sl 34:12–14). E ainda: “Qual é o homem que teme ao Senhor? Ele o ensinará no caminho que deve escolher” (Sl 25:12).
Diante disso, vale a pena refletir: para quem você pode ser uma bênção hoje? Para seus pais, seus amigos, seus irmãos em Cristo, seu pastor, seu chefe, seus inimigos? O pedido que Deus fez a Abraão continua ecoando através das gerações: “Sê tu uma bênção” (Gn 12:2). Que essa ordem também marque a sua vida, e que, como mulher, você a viva todos os dias, permitindo que Deus use sua vida para levar luz e beleza onde antes havia escuridão.
Devocional Mulheres-Exemplos
Exemplo 25: Evódia & Síntique, as filipenses (Fp 4:2,3)
Evódia e Síntique eram duas cristãs de Filipos que cooperaram ativamente no anúncio das boas-novas naquela cidade. Em sua carta, Paulo menciona que ambas trabalharam com ele e com Clemente no evangelho, empenhando-se para o seu crescimento, o que evidencia não apenas a relevância de suas atuações, mas também o reconhecimento que possuíam dentro da igreja. Eram mulheres comprometidas, peças importantes na comunidade cristã que crescia em Filipos.
O desentendimento entre elas, contudo, não era algo passageiro ou irrelevante, pois a situação chegou ao conhecimento de Paulo, a ponto de ele abordá-la diretamente em sua carta à igreja. A discussão estava provocando uma ruptura na unidade daquela comunidade que se encontrava em ascensão, ameaçando a unidade que era necessária ao testemunho cristão. Por essa razão, Paulo solicita o auxílio da própria igreja para contribuir na solução do dilema, ciente de que aquela situação precisava ser resolvida a fim de não comprometer a unidade dos cristãos nem a conversão de outras pessoas ao cristianismo.
Ao exortar Evódia e Síntique, Paulo as chama à concordância, pois o desentendimento não afetava apenas o relacionamento entre elas, mas toda a Igreja (1 Co 12:25-26). Quando as instrui a serem unidas, o apóstolo não sugere que resolvessem a questão simplesmente determinando quem estava certa ou errada. Antes, aponta para que cada uma renunciasse ao seu direito de estar certa e assumisse a cruz de Cristo (Fp 2:5-8).
Paulo não relata o motivo da discussão nem identifica quem tinha razão, porque, para ele, essa não era a questão central. O essencial era a reconciliação. Independentemente de quem estivesse certa, ambas deveriam abrir mão desse direito para carregar a cruz de Cristo.
A carta aos Filipos é, em sua essência, uma mensagem sobre humildade e alegria. Essa alegria não poderia ser sufocada por disputas entre irmãs na fé. Ao exortá-las, Paulo também as relembra da necessidade de se regozijarem no Senhor, pois ele sabia que não há verdadeira alegria quando o coração está tomado por ansiedade, preocupação e conflitos, especialmente quando tais conflitos envolvem irmãos da própria igreja.
Por isso, o apóstolo insiste na reconciliação imediata e as recorda de que, para alcançá-la, deveriam agir com equidade notória. Abrir mão de estar certa para assumir o mesmo sentimento de Cristo Jesus, esvaziando-se de si mesma para carregar a cruz da reconciliação, é tarefa árdua; mas, ainda assim, deveriam praticar a equidade (Fp 4:5). Elas deveriam tratar-se de forma justa, reconhecendo suas diferenças e necessidades, para que ambas tivessem a oportunidade real de oferecer um bom testemunho. Assim, deixariam de estar inquietas por qualquer motivo e, ao entregarem suas queixas a Cristo, receberiam DEle a paz (Fp 4:7).
Evódia e Síntique são exemplos de como corremos o risco de desestabilizar a unidade da igreja e contribuir para a difamação do Nome do Senhor, quando permitimos que as diferenças se sobreponham à cruz de Jesus. O episódio não está distante de nós. Diferenças sempre existirão entre irmãos na igreja; o que revela nossa semelhança com Cristo é a maneira como reagimos a elas e o que permitimos que governe nossos sentimentos.
A advertência de Paulo a essas mulheres em Filipos soa hoje mais atual do que nunca. Quando cristãos escolhem defender a própria razão em vez de assumir a cruz, a imagem de Jesus refletida por meio de nós torna-se manchada, e a igreja sofre degradação.
Quantos saem da igreja por que discutiram com um irmão? Quantos sentem mágoa e rancor por que preferiram guardá-los em vez de perdoar como Jesus? Quantos preferem estar certos nas redes sociais a tomar a cruz do Senhor? Quantos escrevem palavras de maldade e ódio enquanto afirmam seguir a Cristo?
Se teu irmão tem algo contra você, vá até ele e reconcilie-se antes de colocar sua oferta no altar (Mt 5:23-24). Jesus não condicionou a reconciliação ao fato de termos iniciado ou não a contenda e sim se 'alguém tem algo contra você'.
Não importa quem começou ou quem está certo; importa carregar a cruz de Cristo (Lc 9:23) e cultivar o mesmo sentimento que Ele demonstrou na terra (Fp 2:5-8). Trata-se de dar bom testemunho (Mt 5:16), de tornar-se reparadora de brechas e de restaurar relacionamentos quebrados (Is 58:12). Nada disso é sobre você ou sobre o outro; tudo é sobre Jesus. Faça-o pelo bem maior pelo qual Cristo orou: a unidade da igreja e o testemunho fiel de Seu nome (Jo 17:22-23).