As linhas francesas de tuas unhas Aderem rendas da teia do glossário Disseca-te cada definição de sílaba tônica A fazendo bélica digestão ao estômago de seus filhos Sou eu, teu apêndice meu pai aflito Com o azar da rebeldia que não fora castrada Perdoa-me por não alinhar-te pés, caput e oração O menino prolixo o fantasiava como infinito, mais uma decepção Alargam-se as pálpebras, dilui o azul do anzol O dilúvio naufragara em outra enseada Poros pavimentados criam paraísos Onde peles não corriam riscos A veia saltada veio em febre Cerrando seus punhos, amando fábulas Acredita-te no que puderes, pois és nítido Que o ventre que proclamas, és um bolsão de apostas Arqueiam-se os cílios, cópia retroativa Da beleza única esculpida antes da decapitação Ei-la formal ao formaldeído do toque perante o cortejo Com flores e fumaças de cigarro sendo deportados aos já secos lábios tremendo de medo Quereres o olhar céu transmitido ao cristal E então picote-o e dê a cada qual como bênção Mas não te esqueças de reservar fatias maiores Aos patronos e leilões por entre capitanias A aurora arara, lhe reténs como cântico Para devotar e malamar á quem fores de júbilo Toma-te nas mãos já sem juízo o sangue do cordeiro Oferte-o à sereia terrena que quiseres, veja quem caíra no teu tento Hão de servir-te, se ao acaso fores serena Deusa saí-te do casulo e capte adaptações À eles os pães são a pele carnavalesca Toda ensaiada em adornos e confortos
Criei Dois Sóis No Papel Pardo, Pierrot Ruivo
















