O Animal Íntimo Arredio sem Emoções
Antiguidade espontânea Tudo era mais fugaz, o tempo era outro Hoje sĂŁo somente a figuração de um futuro Que nunca chega, que nunca acontece Confortável prazo Como a noite Ă© densa A minha intenção Se evapora  pelos cigarros Eu forro meu corpo com plástico Eu derreto meu espĂrito no plástico Eu protejo minha lĂngua com plástico Eu falsifico minha visĂŁo no plástico O amor de vida curta E validade gentil Há de verter-se em coalhada Um fina camada de arrependimento Aos trĂłpicos clássicos: ImpertinĂŞncia-impotĂŞncia PĂlulas urgente, pilulas de Cronos Aborda a ausĂŞncia em suas fundas olheiras O tĂ©dio Ă© inevitável, nĂŁo há fuga Aceite-o com toda a honestidade Transtorna-lo em obsessividade Criará um dependĂŞncia inĂştil de ser Ăştil O teu prĂłprio apetite falece Falando de enigmas e confortos Os quereres querem a permanĂŞncia E a morte de toda trova burocrática A tua melhor lembrança era um segredo EscĂłria soletrada em teus lábios velhos Os ouvidos que lhe escutam renascem E lhe buscam nos escombros de camisas amassadas...










