Happy #pride y'all! #cap40 (at Sloss Furnaces National Historic Landmark)

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Happy #pride y'all! #cap40 (at Sloss Furnaces National Historic Landmark)

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Capítulo 40
Capítulo 40
Meses depois, eu ainda sentia o suave toque dos seus dedos quentes em minha mão fria. Ansiava pelo toque em meu quadril, pela puxada febril. Como eu tinha saudade daquela respiração ofegante roçando em meu pescoço. Precisava sentir o seu coração pulsando ardentemente junto ao meu ouvido no momento em que lhe abracei pela última vez. Vinha dia após dia para casa pensando que eu ainda tinha mais nove meses pela frente.
Depois da saída de Zack do meu contexto cotidiano, aceitei que não tinha que ser. Exclui número de telefone, continuei apenas mantendo um contato indireto pelas redes sociais.
Concentrei o restante dos meus meses em conhecer tudo que faltava, incluindo Estátua da Liberdade, Torres Gêmeas e etc., e quase sempre sozinha.
Capítulo XL
Daisy estava completamente certa de que Highgrove era um dos lugares mais bonitos que já estivera, mas mais bonito do que isso era a cena que assistia naquele instante. Não tinha mais bonito do que ver Kate e George juntos.
Capítulo 40 - Socorrida.
Toda vizinhança passava como um borrão por mim. Eu estava desesperada. Corria como se não pudesse parar, como se parar fosse um motivo para chorar… E realmente era. Não sabia onde estava, fazia dez minutos que eu estava correndo. Também não sabia como iria voltar pra casa mas essa não era minha primeira preocupação. Estava passando por uma rua cheia de adolescentes, parecia-me que todos estavam bêbados, quando um deles colocou o pé na minha frente e eu caí. Foi uma cena e tanto, poderia até rir daquilo mais tarde mas eu caí em cima de alguém, o que não foi nada engraçado. Fiquei um pouco tonta com a queda mas logo me recuperei , eu estava caída no chão e tinha uma pessoa em baixo de mim. Tentei me levantar mas o máximo que consegui foi sentar na calçada. - Você tá bem? Eu: To sim, brigada. E me desculpa por ter te derrubado. - Não, que isso. Tu não tem culpa do idiota do Jorge ter feito você cair. Eu dei um sorriso fraco, não conseguia sentir minhas pernas. Jorge: Foi mal aí, sério. Eu: Não tem problema. - Tem sim! Tu não parece bem. Consegue levantar? Eu: Acho que sim. - Eu concentrei todas minhas forças para tentar levantar mas voltei a cair. Graças às forças da bondade no mundo o garoto que eu tinha derrubado me segurou e eu não dei com tudo no chão. - Com certeza tu não consegue ficar em pé. Ele se aproximou e estendeu a mão. Eu hesitei um pouco e ele deu um risinho abafado. - Não precisa ter medo não, tá de boa. - Eu segurei a mão dele. - Vem, vou te ajudar a chegar em casa. Ele passou um de meus braços por seu ombro e depois de eu cambalear um pouco ele resolvei me pegar em seu colo. Eu arfei com o movimento, simplesmente odeio ter que depender das pessoas pra andar! Não que tenha acontecido isso muitas vezes mas eu tinha birra com isso, gostava da minha independência. Ele percebeu minha cara feia e perguntou por que eu estava daquele jeito. Eu tentei mudar o foco do assunto falando qualquer coisa. Eu: Não é todo dia que se é carregada pra casa por um estranho. - Acontece que eu não sou um estranho, Ashy. Espera… O quê? Como ele sabia meu nome? De onde eu conhecia ele? Eu nem tava chapada nem nada, poderia muito bem reconhecer ele e saber o nome dele. Não que eu seja boa com nomes, não sou. Mas ele não parecia ao menos familiar a mim. - Alô?? Terra chamando Ashley! - Ele me interrompeu de meus pensamentos. Eu: É que… Eu não me lembro de onde eu te conheço. - Eu fiquei com um pouco de vergonha mas confessei. - Ah, tudo bem. - Ele riu. - Tu não tem cara de que fica ouvindo fofoca e conhece a vida de todo mundo da sala. Eu na verdade não ligo muito mas é impossível não ouvir a Mariah e a Nessa conversando sobre todo mundo o tempo todo. Foi aí que caiu minha ficha. Eu: Tu é aquele menino que eu esbarrei no primeiro dia de aula, caralho! - Eu mesmo. - Ele riu da minha cara de surpresa. Eu: Não sei seu nome e o pior é que eu nem perguntei quando você se ofereceu de me carregar HAHAHA que imbecil. - Meu nome é Théo. - Ele sorriu. Eu: Théo…? Théo: Odór, Theodor. HAHAHA. Ele parou de andar e eu virei minha cabeça pra frente. Estávamos na porta de um hospital bem grande. Eu: Achei que me levaria pra casa. Théo: Não, nem mesmo se eu soubesse onde é. Tu tem cara de garota forte, não ia deixar qualquer um te carregar por aí se tivesse bem pra andar. Eu: Garota forte? - Eu ri. Théo: Tu me entendeu. - Ele revirou os olhos e me colocou numa cadeira de rodas na entrada do hospital. Ele foi me empurrando até a recepção, eu dei meus dados e a moça disse que eu já seria atendida. Quando fui chamada Théo veio junto e nós entramos na sala da doutora elegante que me olhava com preocupação. Doutora: O que traz a senhorita aqui? Hm… Ashley. - Ela leu em uma ficha. Eu: Olha doutora, eu tava correndo muito e caí de repente, eu acho que torci o pé ou algo assim. Ela olhou desconfiada por cima dos óculos para mim e depois para Théo. Eu: Ele me ajudou a chegar aqui. Doutora: Tu pode levantar tua calça? Eu o fiz. E nossa… Era muito sangue. Eu fiquei um pouco nauseada com aquela visão e Théo arfou do meu lado. Desviei o olhar e a doutora resolveu prosseguir: Doutora: Muito bem. Vou pedir para que a senhorita faça um raio-x… Ela continuou falando e falando e depois saiu. Théo me ajudou a chegar a sala de raio-x e depois ficou esperando o resultado sair comigo. Eu: Não entendo porque ainda tá aqui, Théo. Tá meio tarde, não? Théo: Nunca ia deixar alguém machucado sozinho por aí, garota. Eu sorri. A enfermeira chamou meu nome e me entregou o resultado. Eu: Não consigo entender nada disso, o que quer dizer? Enfermeira: Tá tudo certo contigo. Foi só um corte, tu pode só passar um remédio aí e ir pra casa. - Ela apontou pra uma salinha que tinha uma placa na porta escrito “curanderia”. Théo me empurrou até lá mesmo eu dizendo que poderia andar sozinha. Uma outra enfermeira passou o tal remédio e Théo me ajudou a sair do hospital. Eu já conseguia ficar em pé e andar. Théo: Pra onde tu vai? Eu: Lugar nenhum, vou sentar aqui e tomar um ar a noite inteira. - Eu sentei na sarjeta. Ele sentou do meu lado e ficou me olhando curioso. Eu: Pode falar, vai. Théo: To a um tempo já me perguntando porque tu não deu um grito com o Jorge, nem bateu nele, nem pelo menos chamou ele de filho da puta… Se bem que seria um elogio pro quanto ele é sacana. Eu: Também não sei, Théo. Eu acho que tava perdida demais nos meus próprios problemas e também não tava afim de brigar com ninguém. Théo: Tua treta deve ser grande porque ninguém deixa o Jorge sair impune assim. Eu: Ele ainda não tá impune. - Eu ri. Théo: HAHAHAHA duvido que tu vai fazer alguma coisa. Eu: To tão impossível de fé assim? Théo: Na verdade, tu tá suja, com o cabelo molhado de suor e com uma cara de derrotada. Sem falar nessa tua calça rasgada até o joelho e esse curativo enorme. - Ele citou nos dedos, rindo mais e mais. Eu: Daqui a pouco vou bater em você em vez do Jorge. - Eu ri. Théo: Logo eu que te ajudei? - Ele fez cara de triste. Eu: Nao fique descrevendo meu estado então! - Eu ri. Ele sorriu, assentiu e olhou pra frente. Fiquei me perguntando como alguém igual a ele que teve caráter pra me ajudar podia ter amizade com alguém como o tipinho do Jorge. Théo: O que tá pensando? Tu parece inconformada. - Ele me pegou de surpresa. Eu: Só analisando o quanto o mundo é atrapalhado e injusto. - Eu ri. - E você, o que tá pensando? Théo: Nas coincidências da vida. - Ele olhou pra frente antes de continuar. - Sabe? Como as coisas ruins acontecem pra que algo bom possa acontecer ou para que tu faça algo bom. - Ele abaixou a cabeça continuou: - Quer dizer, se não fosse pela briga dos meus pais, eu não teria saído hoje e não teria te ajudado. Sabe lá até que horas tu ia ficar caída naquele chão até alguém entender que tu se machucou. - Ele não parecia muito abalado com a tal briga, talvez já tivesse presenciado muitas outras, mesmo assim eu mudei de foco e aproveitei pra tirar minha curiosidade. Eu: É… Tenho uma pergunta pra você. - Eu chamei sua atenção e ele olhou para mim. - Como alguém legal como você, que foi capaz de me ajudar, anda com alguém tanto babaca como o Jorge? Théo: Eu não sei, talvez por distração mesmo. - Ele voltou seu olhar pra frente como se também buscasse uma resposta. Eu: Distração, tá aí. Eu não me distraio a muito tempo. - Eu olhei pra minha perna machucada e confirmei meu pensamento. Théo: Andando com o Jorge eu conheci várias pessoas que podem ajudar a gente a se distrair - Ele virou pra mim e colocou um dedo em cima do nariz, respirando forte. Eu: Cheirar? Você acha que cheirar é uma boa distração? - Eu arregalei os olhos. Théo: Não. - Ele suspirou. - Eu nunca cheirei, não sei qual é a sensação. É o que eles querem dizer quando falam em distração. - Ele fez aspas com os dedos na última palavra. Depois de um longo instante, Théo se virou e me fitou. Théo: Mas e se eu fizesse? Qual o problema com as pessoas que cheiram pra se divertir? - Ele juntou as sobrancelhas. Eu: Eles não conseguem dançar direito quando o efeito passa. - Eu sorri. Théo: Você fala isso como se o propósito da vida fosse dançar. - Ele continuou me fitando com curiosidade. Eu: Nós somos feitos pra dançar, é por isso que estamos aqui. - Eu apoiei as mãos para trás do corpo e coloquei meu peso nelas, ficando inclinada na calçada. Théo respirou fundo, se levantou e virou com a mão erguida para mim. Eu olhei sua mão, olhei para seu rosto e levantei uma sobrancelha. Théo: Não achou que eu ia te deixar aí a noite toda, achou? Eu peguei sua mão e ele me ajudou a levantar. Eu: Mas então, pra onde vamos? - Eu o olhei enquanto espalmava minhas mãos a minha frente, limpando as pedrinhas delas. Ele começou a andar pra direita do hospital e eu o segui, andando ao seu lado. Théo: Vamos testar sua teoria. - Ele sorriu. Ficamos andando um pouco até todo aquele lugar deserto começar a se tornar um bairro residencial. Me peguei observando o jeito engraçado do Théo andar e quando me dei conta nós estávamos na frente de um condomínio bem bonitinho. Eu: Que lugar é esse? - Eu parei e me virei pra ele. Théo: Vem logo. - Ele pegou minha mão e nós passamos pela portaria. Théo me levou até uma casa toda pintada de amarelo, abriu o pequeno portão e pegou uma chave debaixo do tapete enfrente à porta, a abriu e fez um gesto com a mão para que eu entrasse. Eu: Essa é a tua casa? - Eu adentrei um cômodo branquinho que parecia ser uma sala. Théo: Sim! Tu gostou? - Ele ascendeu a luz e sorriu pra mim. Eu: É tudo tão arrumadinho… E branco. - Eu ri e andei enquanto Théo fechava a porta atrás de nós. Théo: Cuidado! - Ele correu até onde eu estava e me segurou. Ele evitou que eu pisasse num vaso de vidro quebrado no chão. Todo o entorno do vaso tava cheio de terra. Eu: Nossa, obrigada. - Eu suspirei aliviada. Théo: Tu não tá no seu dia bom, né? - Ele riu. Eu: Realmente, to procurando encrenca hoje. - Eu ri também. Ele puxou minha mão e eu contornei a sujeira no chão. Andamos até uma porta com o nome dele no fim do corredor. Quando Théo abriu a porta meu queixo caiu. Eu: Por que seu quarto é rosa? Théo: Ah, eu sou gay. - Ele riu com a minha confusão. - Não de verdade, posso dizer isso porque já tentei, finjo que sou só para agradar aos meus pais. Eu: Que… - Eu sentei na sua cama, que estava coberta por um cobertor todo rosa pálido. Théo: Meus pais sempre quiseram um filho gay, e eu faço isso pra amenizar tudo que acontece em casa, sabe? - Ele se sentou do meu lado. Eu: Sério? - Eu ri. - Você é legal por estar fazendo isso por eles. Théo: Gosto de pensar nisso também. - Ele sorriu. - Mas não é pra jogar conversa fora que estamos aqui. - Ele levantou, abriu o armário e meu queixo caiu mais uma vez. Eu: Seu guarda-roupa é um paraíso. - Estava cheio de roupas lindas e acessórios mais lindos ainda. - Mas não é isso que homos usam! - Eu ri enquanto analisava uma legging com estampa de gatinhos. Théo: Eu disse pros meus pais que eu queria ser hipster, eles não entenderam mas concordaram. Eu: Você tá vestido de “hétero” agora. - Eu apontei. Théo: Ainda tenho umas roupas assim escondidas, afinal, me visto assim fora daqui. Agora chega de perguntas e pega logo uma roupa pra ti. Eu: Isso não serve em mim! É grande demais. - Eu peguei uma blusa preta. Théo: Essa legging serve, tenho certeza, pega. - Ele me deu a de gatinhos que eu tinha visto. - Agora a blusa vai ficar linda sendo grande. Vai tomar um banho! - Ele apontou uma porta ao lado do guarda-roupa, segurando uma toalha. Tomei um banho super rápido e me troquei cuidadosamente, com medo de mexer no curativo. A legging caiu perfeitamente em mim e a blusa não ficou tão grande. Peguei meu tênis, limpei o pouco do sangue dele e o coloquei. Recolhi as roupas manchadas do chão e joguei-as no cesto de lixo. Eu: Como eu estou? - Eu saí do banheiro procurando por Théo. Théo: Eu sabia que ia ficar legal! - Ele por sua vez estava com uma calça jeans, uma blusa branca e uma jaqueta preta. Eu: Você também tá legal, tá? Não tanto quanto eu, mas tá. - Eu o abracei e disse: - Obrigada. Théo: Que isso, Ashy. Tu é uma pessoa do bem, merece ser ajudada! - Ele riu. Eu ri e me sentei na cama, observando o volume que o curativo causava na legging, percebendo que não sentia muita dor. Théo: E aí, tu consegue andar mais? - Ele apontou para onde eu estava olhando a pouco. Eu: Com certeza. Pra onde a gente vai? - Eu o segui até a porta da frente. Théo: Rucus, melhor lugar da cidade. - Ele abriu a porta e me puxou junto. ***
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Capitulo 40
*Narração Anderson* Quando acordei de manhã, percebi Melissa suando frio e quente. Não achei que foss algo importante então, corri pra olhar meu celular que estava com o visor aceso. Era uma mensagem de Elidio me alertando sobre a minha situação. Até pensei em colocar Melissa “contra parede” pra ela ir ao médico comigo, mas seus sintomas estavam evidenciando a gravidez. Passei a mão pelos cabelos dela e sussurrei: você nunca mentiria pra mim… Ela se mexeu, porém, não acordou. Desci para a sala, e fui em direção a cozinha tomar um copo d’água. Quando olhei pra trás vi Melissa tentando descer as escadas. - O que você tem, Mel? - perguntei enquanto a ajudava. - Es… Estou muito enjoada. - ela tentava dizer. Levei-a até o banheiro e ela vomitou durante um tempo e se levantou com dificuldades. - Você comeu algo que eu não saiba? - perguntei preocupado. Ela apenas acenou com a cabeça que não e guiei-a até o sofá. Deixei-a ali e fui para a cozinha preparar soro e suco pra ela. Quando a entreguei, Mel deu um gole e correu para vomitar. Eu estava me sentindo incapacitado e desnorteado por não saber ajudá-la. - Melissa, coloque esse vestido. Iremos ao hospital, preciso de dicas do médico para cuidar de você. - disse jogando um vestido no sofá. - Não é preciso, amor. Eu já vou melhorar. Caso eu não melhore, eu te aviso. - Mel implorava. Estranhei aquela atitude por parte dela porém, não disse nada. *Narração Elidio* Levantei-me com meu celular apitando, e era uma mensagem de Giovana. “Um de vocês esqueceu a cueca no meu carro, depois devolvo.” Minhas bochechas avermelharam de vergonha, e nem respondi a mensagem. Aproveitei que Daniel estava dormindo e resolvi ligar para o Anderson. - Oi, Andy. Viu minha mensagem? - perguntei. - Sim, Lico. E, eu quero te dizer que ela está com todos os sintomas. É o tempo todo enjôo e desejo. - Andy se explicava. - Isso pode ser teatro dela, Anderson. Você tem que perceber mudanças no corpo dela. - retruquei. - Mas ainda é recente, Elidio. Porque ela mentiria pra mim? Me diz. - Andy dizia impacientemente. - Eu não sei. Só tome cuidado. - alertei-o de novo e desliguei o celular. - Eu falei pra você não estressar o Anderson à toa, Elidio. - Daniel disse num tom irritado. - Bom dia pra você também. - ironizei. - Não estou me metendo na vida dele, Dani. Apenas estou cumprindo meu papel de amigo aconselhando-o. - retruquei. - Claro, porque o Anderson tem 5 anos e cai nas mentirinhas da vida. - Daniel ironizou. - Daniel, não há limite de idade para estar aprendendo. - insisti. - Então faz isso, fala coisa nada haver para ele e faça ele se estressar. O relacionamento dos dois já tem estresse demais, deixa o Anderson na dele. - Daniel aumentou o volume da voz. - Você está louco para essa garota estar, de fato, grávida, não é, Daniel? Pra ele te deixar em paz. Ou é você que sente algo por ele e quer ele afastado pra não cair em “tentação”? - comecei a gritar com Daniel. - Preste atenção no que você está dizendo, Elidio. Depois de tudo que fiz por você, você ainda tem coragem de me acusar? - Daniel disse enquanto se levantava. - Só estou dizendo que você está agindo muito estranho, Daniel. - continuei a reclamar. - Eu não quero brigar com você, então eu vou sair. - Daniel disse enquanto saia. Segurei minhas lágrimas pois me sentia um lixo ao brigar com ele, só que eu tinha razão. Deitei na cama abraçando nosso urso Bruno, me sentindo um lixo. *Narração Daniel* Sai do quarto de hotel chorando de raiva de Elidio, e dessa vez eu estava muito decepcionado. Depois de tudo, ele ainda conseguia se zangar comigo. Percebi que já eram 13:00, e resolvi ir à casa de Melissa almoçar com ela e Anderson. 20 minutos depois, e cheguei lá, tocando campainha. Anderson atendeu dizendo: “Quem é?” “O Daniel.” respondi segurando as lágrimas. Anderson desceu e então abriu o portão. - O que você tem, Dani? - Anderson me abraçou forte. - E.. Eu e Elidio. Ele me disse coisas horriveis. - eu disse e contei toda nossa discussão, em meio às lágrimas. - Daniel, vocês se amam, tudo vai dar certo. Mesmo que não seja sua culpa, fique aqui com a gente e então à noite você prepara um jantar romântico pra vocês, e ai tudo se acerta. - Andy passava a mão em minha nuca. - Ele que errou, Anderson. - retruquei. - Pelo que você me disse, você errou. Elidio só quer o meu bem, ele não está me estressando. - Andy disse calmamente. Enxuguei minhas lágrimas e respirei fundo e então entrei na casa de Melissa e ela estava no sofá, olhando sua barriga e conversando. - Hey, Daniel! - ela correu pra me abraçar animada. - Melhorou, amor? - Andy a perguntou. Melissa fez que sim com a cabeça e sorriu pra ele. - Hoje o almoço é por minha conta. O que querem comer, Mel e Dani? - Andy perguntou. - Amor, quero comer feijão tropeiro. - Mel fez uma voz carente. - Pode ser o que a Mel quiser. - concordei. Anderson foi cozinhar para a gente, enquanto Melissa conversava comigo sobre as mudanças que seu emocional estava tendo, e que já conseguia sentir o bebê dentro de sua barriga. - Sabe Dani, às vezes ele chuta. E eu sinto isso claramente. - ela dizia olhando sua barriga. - Qual a sensação? Deixa eu ver se sinto algo. - perguntei com a mão em sua barriga. Ela já estava inchada. Anderson pediu que eu fosse comprar refrigerantes e algumas guloseimas para a sobremesa. *Narração Melissa* Apesar de ter me sentindo mal hoje pelo tanto de calmante que eu havja tomado ontem, eu já me sentia bem melhor. - Sua comida está com um cheiro ótimo, amor. Você está indo super bem. Me desculpa ser chata. - eu disse abraçando-o por trás. Andy se virou pra perto de mim e me deu um selinho demorado. - Hoje à noite compro pizza pra gente, e ai… - ele subiu as mãos apertando meus seios de leve. - E ai, a gente… Retribui o selinho que ele me dera e sorri de canto a canto, então voltei para a sala e deixei-o terminar o almoço. Fiquei fingindo estar brincando com o bebê, enquanto esperávamos Daniel chegar. *Narração Daniel* Voltei para a casa de Melissa com as compras, e vi Mel de novo, brincando com a barriga. Anderson serviu a mesa, e eu via como as coisas estavam ótimas entre ele e Mel, e vendo aquele jeito romântico de um com o outro, me fazia sentir a falta de Elidio. Anderson pegou algumas balas de goma e colocou na boca de Melissa e os dois sorriam um para o outro. - Aqui na sua casa Melissa, até lavar as vasilhas o Anderson lava pra você? - perguntei para descontrair. - Ele lava sim, Dani. Ele não me deixa fazer nada, Dani. - Mel contava. Enquanto Anderson lavava as vasilhas, e arrumava a cozinha, eu e Mel jogavámos no Playstation. 1:30 depois, Andy acabou e então se juntou a nós na sala, e combinamos de fazer uma série de jogos. Jogamos UNO, baralho, stop, e video-game. Toda hora eu olhava para o celular para ter algum sinal de Elidio, e nada. Nem uma mensagem. Esperei até dar 19:00, me despedi dos dois e então fui embora para me reconciliar com Elidio.
Capítulo 20 - Festa da Isabela.
Tinham se passado 30 dias, já era véspera da festa de 17 anos da Isabela. O maior festão. A festa ia ser em um cerimonial de luxo perto da praia, onde ela tinha alugado vários quartos de hotéis para os convidados poderem se arrumar.
Em um quarto, com os melhores cabeleleiros e maquiadores que tinha na cidade, estava Bia (que já tinha tirado a bota), Anabel, Babi, Jenny, Isabela e Leticia se arrumando pra festa. Com maquiagens e cabelos prontos, elas foram colocar seus vestidos.
O da Isabela era um luxo, lógico. Era longo, azul claro cheio de contas brilhantes. O cabelo dela estava preso em um coque, e sua maquiagem azul bebê, com um batom claro. Bia estava com um vestido curto, rosa claro com contas espalhadas em seu busto. Anabel usava um longo amarelo com detalhes em dourado. Jenny vestia um longo preto com paetês na barra do vestido. Leticia usava um curto cinza coladinho e Babi um tubinho preto bem curto, lógico.
-Prontas? - Anabel preguntou.
-Prontas - Elas responderam em coro.
-Calma aí, precisamos de uma foto - Babi falou e entregou seu iPhone para um maquiador.
-Meninas, acho que já está na hora de descer. - Isabela falou.
-Vamos arrasar - Bia falou - Isa, você ta perfeita.
-Obrigada - Ela respondeu com um sorriso no rosto - Acho que os meninos estão esperando a gente lá embaixo.
Elas desceram e encontraram eles todos em pé, de terno esperando por elas.
-Meu Deus - Vinicius falou.
-Gostou? - Anabel perguntou e ele assentiu.
-Que princesa - Logan falou e deu um beijo na Isa.
Eles continuaram admirando as meninas até que sairam em direção ao cerimonial onde teve uma entrada espetacular da Isabela.
-Mo, você ta mais perfeita que nunca - Ricardo falou.
-Obrigada - Ela deu um selinho nele e ele sorriu - Ric, olha o Caio - Ela riu.
Caio já estava com um copo na mão e agarrando uma menina.
-Acho que eu já acostumei vendo ele assim - Ricardo falou e Bia concordou.
-E ai, casal - Lucas chegou com a Jenny e sentou a mesa com eles.
-Oi, Lucas - Bia falou - Oi, Jenny.
-Fala, brother - Ricardo o cumprimentou e depois beijou a mão de Jenny. Os pais do Ricardo e da Melanie nunca foram muito presentes na vida deles, mas sempre os educaram muito bem, quando estavam em casa. Por isso a Mel era tão simpática e o Ric tão cavalheiro.
Eles ficaram conversando por um bom tempo. Depois foi chegando a Leticia com o Fe, a Anabel com o Vini e Babi com o Edu, até que o celular da bia tocou e ela saiu para atender, afinal, era Melanie quem ligava.
"-Oi - Bia atendeu.
-Você ta na festa da Isa? - Melanie perguntou.
-Aham.
-Vai pra fora do cerimonial.
-Que? - Bia perguntou confusa.
-Vai pra fora do cerimonial. Tenho uma surpresa pra você.
-Ta bom"
Bia saiu andando e passou pela porta principal. Olhou para os lados e tomou um susto com o que viu.
-AIMEUDEUS! - Bia gritou e saiu correndo em sua direção.
Melanie retribuiu o abraço.
-Por que você não avisou que viria? - Bia perguntou.
-Porque minha mãe decidiu de uma hora pra outra que eu poderia sair daquele lugar.
-Quer dizer então qu..que você vai ficar?
-SIM! - Melanie falou e elas se abraçaram de novo. - E o Lucas? Ele está ai?
-É.. - Bia lembrou de Jenny - Ta sim, mas..
-Fala logo, Bia.
-Ele ta.. acompanhado. - bia terminou a frase e Melanie arregalou os olhos.
-COMO ASSIM? - Ela saiu em disparada porta a dentro e viu Lucas e Jenny se beijando - COMO VOCÊ PODE?
Lucas reconheceu a voz e viu Melanie parada em pé, chorando e foi até ela, mas ela já tinha saido correndo.
-Lucas, o que está acontecendo? - Jenny perguntou brava, mas não recebeu resposta - Já chega. Não me liga nunca mais, entendeu?
Lucas deixou Jenny ir. Ela era super gente boa e tals, mas ele não a amava igual amava a Mel. Em falar em Melanie..
-MELANIE, ESPERA! - Ele gritou e saiu correndo atrás dela até encontra-la chorando sentada em um banco na praça de frente ao cerimonial.
-Sai daqui. Vai em..embora - Ela falou.
-Não vou sair daqui. - Ele suspirou e esfregou o rosto com as mãos - E sabe por que?
Ela levantou os olhos cheios de lágrimas e olhou para ele.
-Por que?
-Porque eu te amo.
-E por que você estava beijando aquela outra garota? - Ela perguntou.
-Por que? Porque quando você foi embora e me deixou aqui sem avisar que iria, eu entrei em desespero, eu não sai de casa por um bom tempo. Você sabe qual é a sensação de ser abandonado de uma hora pra outra sem ao menos receber uma explicação? Não sabe. Quando eu tava na pior, quem tinha ficado comigo eram só meus amigos, e um dia eles tentaram me tirar de casa e me levar pra uma balada pra ver se eu me divertia, porque toda a graça da minha vida tinha ido embora pra Londres junto com você - Ele respirou fundo e continuou - Na hora que eu mais precisei, eu encontrei a Jenny, que me deu toda a força que eu precisava. Ela não é a mulher da minha vida nem nada, mas eu continuei com ela porque ela me fazia bem - Lucas fez uma pausa e Melanie enxugou uma lágrima que tinha caido dos olhos dele - Eu te amo, Mel, eu te amo.
-Eu te amo também, me desculpa.
Ela aproximou seu rosto do dele e ele segurou em sua nuca e eles se beijaram. Talvez fosse o recomeço pra uma nova história.
FIM DA SEGUNDA TEMPORADA.
Capítulo 7 - Give me love.
-Visão Alaska- Se passou um mês que eu estava namorando o Renan, por incrível que pareça foi um dos melhores meses da minha vida e uma coisa esta ficando cada vez mais clara na minha mente. Eu acho que eu me apaixonei pelo Renan. Se eu dissesse isso a alguns meses eu juraria que estava louca, mas hoje em dia parece tão natural. Hoje acordei de bom humor, faria um mês de namoro e eu acho que vamos fazer alguma coisa legal. Fui falar com Marina, ela estava jogada na cama mexendo no celular. - Fala aí, Alaska. - Preciso falar contigo. Ela se sentou e eu me sentei com ela. - É alguma coisa séria? - É. Eu acho que me apaixonei pelo Rê. Sua postura se desfez e ela sorriu presunçosamente. - E que mal há nisso? Afinal, ele é teu namorado. - Sei lá, eu só queria falar com alguém sobre isso. - Ele não é o cara que a gente pensava que ele era, no começo até me surpreendi. - Eu também. - E então, vais contar quando isso pra ele? - Acho que hoje, é o nosso aniversário de namoro. - Como pretendes contar? - Sei lá, do jeito normal? - Ah, que sem graça! Eu achava que tu tinha que ficar pelada e dizer "eu te amo, Renan". Eu bati com a mão na testa. - Tu não tem jeito mesmo, Marina. - Eu sei que tu me ama, não tem como negar. - Ta bom ta bom, não vou discutir contigo. Voltei pro meu quarto e verifiquei se estava tudo ok com o presente dele, depois fui tomar um banho, estava lavando o cabelo quando entraram no banheiro, era ele. - Opa, cheguei na hora certa! Rimos e ele começou a tirar a roupa. - O que tu pensa que ta fazendo? - Tô tirando a roupa, oras! Eu fiz cara de surpresa. - Ah! Jura? Ele entrou comigo e eu o abracei pelo pescoço, beijei e me afastei um pouco. - Tem uma coisa que eu preciso te falar. - Então fala logo que me deixasse curioso. - Eu acho que eu te amo. Ele estudou meu rosto detalhadamente depois abriu um sorriso de orelha a orelha e me beijou, uma, duas, três vezes e depois mais umas três, depois mais e mais. Assim que se passou uma hora mais ou menos saímos do banho, ele colocou a roupa dele e eu fui escolher uma pra mim. Já estava fazendo calor de novo então coloquei uma saia jeans clara e uma blusa soltinha coral tomara que caia, com uma sapatilha vermelha.- Ta bonita.- Renan disse me abraçando por trás. Abracei seus braços que estavam na minha cintura. - Você ta gato. - Ta afim de fazer o que hoje no nosso aniversário? - Não faço a mínima ideia e você? - Acho que eu conheço um lugar. Vamos? - Vamos. Fui até a mesinha pegar o celular, mas pensei melhor e deixei lá, peguei só o presente e coloquei no bolso da saia. Fomos de carro até uma subidona e depois passamos por uma estradinha no meio das árvores, o fim da linha era a vista para a cidade e uma visão privilegiada da praia. - Aqui é lindo, Rê. - Esse costumava ser o ligar que eu vinha pra pensar, agora é nosso. Sentamos no capô do carro e ficamos abraçados, tirei do bolso a caixinha e dei pra ele. - Pra mim? - Aham. - Obrigado. Me deu um beijo e abriu, um sorriso apareceu. - Quer que eu coloque em você? - Pode ser. Peguei a corrente dourada e estava prendendo o feixo, mas ele começou a me dar vários selinhos. - Renan! Eu tô tentando colocar. Começamos a rir e eu consegui fechar. - Eu também tenho um presente. Ele tirou uma caixinha de veludo da calça e colocou nas minhas mãos, eu abri e era uma anel de brilhante. Era a coisa mais bonita que me deram. - Isso é lindo, Renan. - Na hora que eu vi eu imaginei ele no seu dedo. Ele pôs em mim e eu sorri. - Promete nunca tirar isso? - Prometo! Ele pegou os dois lados do meu rosto com ambas as mãos e plantou um longo beijo que foi se intensificando cada vez mais. Até que ele desceu do capô e eu encaixei de frente pra ele, no meio do beijo sem desgrudar as bocas ele perguntou: - Fala aquilo de novo? - Eu tô apaixonada por você Renan. E essa foi uma das melhores noites da minha vida.