4ª Temporada - 32º Capítulo - Os Barbixas assistem a entrevista (+18)
Narração Anderson
Quando era noite já havíamos chegado da praia. A hora era para desfrutarmos da sobremesa que Giovana havia preparado mais cedo.
- Espero que ainda haja um espaço no estômago de vocês mesmo depois de jantarmos. Pois quero que vocês devorem da minha torta de morango! - Giovana dissera empolgada ao trazer a sobremesa para a mesa.
- Não se anime, DanDan. Você não pode comer! - Elidio alertara Daniel com certa seriedade na voz.
- Concordo com o Elidio, Daniel. Não é bacana você descuidar da alimentação durante esse mês. - eu concordara com a voz macia.
- Desculpe-me discordar de vocês garotos. - Giovana nos interrompera enquanto servia o doce em algumas tigelas. - Mas, eu formei em Educação Física e sei bem o que pode e não pode. E o doce que eu faço está completamente recomendado! - ela completara animada.
- Desculpe-me gente, por um segundo esqueci que Educação Física e Nutrição são os mesmos cursos. - ironizei Giovana.
- É, e por um segundo posso me esquecer de que é meu marido. - Giovana retrucara forçando um sorriso.
- Sem brigas, por favor. - Elidio pedira calmamente. - Pode comer, querido, mas não exagere. - ele completara falando à Daniel consentindo.
- Está maravilhosa, Giovana! - Daniel elogiara ao provar um pouco do doce.
- Obrigada, Danizinho. Modéstia à parte cozinhar é o meu forte. - Giovana agradecera gabando-se.
Narração Daniel
Segurei-me o dia todo para ter um tempo a sós com Elidio e poder conversar direito com ele. Eu sabia que aquela história de dirigir um programa de humor em que Anderson me oferecera mais cedo tinha sido algo como um "teste".
- Tem uma coisa que preciso conversar com você, querido. - eu dissera à Elidio assim que estávamos sozinhos em nosso quarto preparando-nos para dormir.
- Se você quer terminar comigo saiba que estou surdo. - Elidio respondera fazendo manha.
- Não é sobre isso, Lico. É algo mais sério. - eu o alertara.
Assim que Elidio sentira meu tom de voz, imediatamente colocara Daniela no berço e deitou-se ao meu lado. Se Elidio Sanna possuía um ponto fraco, salvo seu amor por mim, era sua curiosidade.
- O que eu fiz? - Elidio perguntara com os olhos úmidos.
- Hoje mais cedo, Elidio... Anderson comentara sobre um trabalho para eu dirigir. Eu sei que você comentou algo com ele! - desabafei desapontado.
- DanDan, querido... Como se sentiria se eu tivesse um trabalho extra e desistisse dele? Por você? Por nós? - Elidio me interrogara sem deixar de fitar meus olhos.
- Você não precisa de outros trabalhos, Lico. Você não precisa dessa renda extra... - eu tentara argumentar.
- E você precisa? Não. Mas mesmo assim era algo importante pra você. - Elidio rebatera.
- Esse assunto está encerrado, querido. Por favor. Eu já te expliquei mil vezes e volto a dizer: eu não quero fazer nada que não envolva você. - eu abraçara Elidio e então o respondi com a voz mansa.
Elidio sorrira para mim e ali ficou, em meu abraço, até adormecer.
Narração Anderson
Já era a manhã de quinta-feira, e eu acordara mais cedo a fim de tomar um copo d'água. Quando acordei, Giovana não estava ao meu lado e aproveitei para buscar por ela. Ao chegar no primeiro andar, percebi ela sentada à mesa bebendo uma dose de whisky e seu semblante era de preocupação.
- Bebendo logo cedo? - perguntei confuso ao avistá-la.
- O Felipe me ligou. - ela respondera séria enquanto olhava para o fundo de seu copo.
- É irônico eu querer quebrar os dentes de um dentista? - retruquei com um tom de irritação.
- Anderson. - Giovana dissera ainda séria e com os olhos firmes em sua bebida. - Ele ofereceu abrir uma academia no centro de Florianópolis. Com até três filiais se eu quisesse. - ela finalizara a frase da mesma maneira.
- É isso que está te deixando preocupada? Tudo bem, eu também posso pagar por isso. - respondi enciumado enquanto me aproximava dela.
- Não é isso que me deixa preocupada, Anderson. - Giovana retrucara. - O que me deixa preocupada é que estou formada há anos, e nada fiz do meu curso. Eu parei no tempo, Andy. Você sabe que aquele emprego na produção de vocês no começo de nosso relacionamento não deu certo, não me adaptei... Eu quero algo na minha área. - ela desabafara.
- Acho que você bebeu um pouco demais, querida. - respondi enquanto afastava o copo de sua mão.
- Não, Anderson. Eu não... bebi demais. - Giovana retrucara enquanto voltava seu olhar pra mim. - Eu quero me sentir produtiva. Independente, Anderson. - ela voltara a reclamar.
- Tá bom, Giovana, essa conversa já está séria demais para o meu gosto. O que você quer? Que eu invista em você como o playboy daquele dentista quer? Quer voltar a estudar? Estou disposto a ouvir. - falei sem muito entusiasmo.
- Você nunca deixaria eu ter minha própria academia. Teria ciúme até da minha sombra. - Giovana dissera ironizando-me.
- Então me fale, Giovana. O que quer que eu faça? O que não dá é pra ficar aqui vendo você desanimada desse jeito. - insisti.
- Eu quero me sentir útil, Anderson. Sentir que estou fazendo algo, você me entende? - Giovana perguntara com a voz calma e então dera outro gole no whisky. - Saber que eu posso chegar qualquer dia em casa com um presente surpresa pra você sem que você desconfie pois viu o saldo do seu cartão. - ela finalizara.
- Giovana, você precisa reconhecer meu esforço. Estou te perguntando o que quer que eu faça, mostrando-me disposto de realizar qualquer vontade sua. E olhe: até agora eu não exigi explicações do porquê você ainda ter contato com aquele mauricinho! - respondi tentando não alterar meu tom de voz.
- Deixa pra lá, Anderson. Eu sabia que não entenderia. - Giovana dissera de maneira sucinta.
- Sabe do que você precisa? - perguntei-a com a voz baixa.
Segurei Giovana pela cintura a fim de encaixar seu corpo no meu, e coloquei-a sentada sobre a mesa, e em seguida dei-lhe um beijo longo e desesperado.
- Anderson, os garotos... Eles vão acordar. - Giovana dissera insegura.
- Eles já fizeram coisa pior. Agora fique quieta. - respondi ainda calmo sem interromper um movimento sequer que eu estava fazendo.
Depois de ver que eu não estava com medo de ser pego em flagrante pelos garotos, Giovana entregou-se à mim. O short jeans curto que a vestia foi alvo fácil para minha mão, que rapidamente o tirou de seu corpo.
- Ah é, esqueci de te contar que durmo sem calcinha. - Giovana dissera com a voz maliciosa ao se ver despida.
Dei-lhe um sorriso malicioso, e em seguida subi minhas mãos por sua cintura a fim de alcançar seus seios e apalpá-los seguidamente. Giovana inclinara-se sobre a mesa deitando-se sobre a mesma, e puxara-me para cima dela em seguida.
- É uma mesa de sete mil reais, se nós quebrarmos... - eu comentara rindo da situação.
- Se nós quebrarmos você compra outra pra eles. Só não pare com o que está fazendo... - Giovana pedia-me com a voz calma.
Ao ouvir o pedido de Giovana, tirei sua blusa rapidamente, deixando-a somente com o sutiã. Feito isso, tirei minha bermuda juntamente com a cueca, e colocara meu membro dentro de sua parte íntima. Giovana então contorcera-se de prazer e tapei sua boca para que não fizesse barulho.
- Você não quer acordar os garotos. - aconselhei enquanto a olhava com malícia.
Giovana contorcia-se toda de prazer, e sem conseguir fazer nenhum som, ela apertara os olhos demonstrando prazer. Ao vê-la contendo-se para não gemer, meu tesão só aumentara e com isso eu aumentara o ritmo das estocadas também. Fazer daquele jeito, com o perigo de alguém nos ver era o mais excitante possível.
Virei Giovana de costas, e ainda deitado sobre ela, puxei seu cabelo enquanto voltava à colocar num ritmo forte e rápido. Até que não pude mais segurar, e finalmente consegui chegar lá.
- Anderson... - Giovana dissera ofegante.
- Vamos subir para tomar banho antes que as princesas da Disney acordem. - respondi bem humorado colocando-a sobre meu ombro.
Narração Elidio
- DanDan, qual a melhor roupa para um funeral? - eu perguntara à Daniel enquanto procurava uma roupa para vestir.
- Funeral? Elidio, o que você fez? - Daniel perguntara bem humorado enquanto cuidava de Daniela.
- É porque é hoje que iremos assistir nossa entrevista ao "The Noite". E eu tenho uma leve impressão que o Anderson vai se irritar. - respondi com a voz ainda calma.
- Deixe de ser bobo, querido. E vamos ir para a cozinha tomarmos café da manhã logo que eles já devem ter acordado. Você sabe como gosto de ser um bom anfitrião. - Daniel pedira dando-me um sorriso espontâneo.
- O último café da manhã da minha vida! - respondi dando dramaticidade à minha voz.
- Se você não parar com o drama realmente será, querido. Mas por minha causa! - Daniel brincara e em seguida dera-me um selinho a fim de calar-me.
Ao chegarmos na cozinha, observamos que nem Anderson e nem Giovana haviam descido ainda. Fitei Daniel por alguns segundos sem entender.
- Suba e vá chamá-los, querido. Enquanto isso, preparo o nosso café. - Daniel aconselhara-me.
Acatei o pedido de Daniel e subi até o andar que Anderson estava instalado. Ao chegar no quarto, tapei meus olhos com minha mão.
- Vocês não vão se juntar à nós para o café da manhã? - perguntei mantendo meus olhos tapados.
- Estamos indo, Elidio. Por que você está com os olhos tapados? - Giovana respondera rindo da situação.
- É que eu fiquei com medo de vocês estarem fazendo... aquilo. - eu dissera rindo sem graça.
- E não há um dia em minha vida que eu não fique impressionado com o quanto o Elidio é esquisito. - Anderson respondera revirando os olhos.
- Isso é porquê você é mal humorado, amorzinho. - Giovana respondera enquanto apertava a bochecha de Anderson.
Descemos para tomar café junto de Daniel, e passamos o dia juntos, até a hora de irmos para o Tuca. Giovana combinara conosco de ficar em casa cuidando de Daniela enquanto estivéssemos no teatro, para que mais tarde víssemos a entrevista juntos.
- Prometo fazer uns trezentos baldes de pipoca para assistirmos a entrevista juntos. Se cuidem, meus garotos. - Giovana dissera bem humorada ao se despedir de todos nós.
- Cuide da nossa menininha, Giovana. - pedi ao dar um beijo na testa de Daniela.
- E vocês cuidem do meu Anderson. - Giovana respondera sorrindo de lado.
- Eu não sou um bebê, Giovana. Mais fácil eu ter que cuidar desses dois. - Anderson dissera com a voz séria.
- DanDan, ele acha que somos crianças. Fale pro Anderson que não somos crianças. - eu dramatizava.
- É uma discussão inútil, querido, agora vamos logo. - Daniel respondera a fim de apressar-me.
Seguimos para o teatro, e durante todo o percurso Anderson zombara de Elidio chamando-o de criança e similares.
O espetáculo iniciara, e como se era esperado, dessa vez não houve nenhuma atitude inconsequente por parte de Anderson. Depois que o mesmo se encerrara, era hora da sessão de fotos, e mesmo com uma fila gigantesca, o tempo pareceu correr fazendo assim com que a mesma acabasse rápido.
Anderson parecia bem ansioso para ver a entrevista, não tinha como negar o quanto ele se envolvia profissionalmente conosco, e tudo que se relacionasse à isso despertava o seu interesse.
Quando chegamos em casa, Giovana nos esperava ansiosa. Como Daniela já havia dormido, ela pôde nos preparar pipoca e também comprou refrigerante.
- Daniel, olha o tanto de coisa que ela fez só para assistir uma entrevista. - eu dissera tentando cochichar para Daniel. - Tudo bem, Anderson, sei que está escutando porquê eu não sei cochichar. - finalizei dizendo para Anderson com a voz desanimada.
- Acertou em cheio, Elidio. Você não sabe cochichar tampouco disfarça alguma coisa. - Anderson respondera rindo da situação. - Senti sua falta, querida. - ele encerrara a fala direcionando-a à Giovana.
- Também senti sua falta, Andy. - Giovana dissera enquanto selava os lábios de Anderson. - Vocês aparecem no último bloco, Daniel? - ela perguntara em seguida.
- Sim, o melhor sempre fica por último. - Daniel brincara.
Nos acomodamos no sofá para assistir ao programa, e o tempo todo eu segurava a mão de Daniel a fim de que assim eu me acalmasse. Dois, três baldes de pipoca se foram, até finalmente chegar nossa entrevista. Eu engolira em seco ao me ver junto de Daniel na televisão. Aquela aliança deveria reluzir tanto? "Meu Deus como é chamativa! Ou eu estou paranóico?" eu me questionava em pensamento.
- Garotos, já postei nas redes sociais para todos acompanharem a entrevista de vocês, e tem muita gente assistindo. - Anderson comentara ao nos ver na televisão.
- Que bom, Anderson. Que bom... - respondi tentando mostrar-me animado.
- Vocês não tiraram a aliança? Ei, Daniel, você não era contra essa exposição? - Anderson perguntara enquanto apontava para a televisão.
- É, Anderson, mas você não estava, resolvi escutar o Lico. Enfim... - Daniel respondera timidamente.
- Deixe os meninos, Anderson. Vocês estavam lindos! - Giovana dissera animada. - Elidio, você fica bem de camisa rosa. Estava um gatinho! - ela prosseguira elogiando-me.
- Isso porquê você não o viu sem ela... - Daniel dissera envergonhado.
- Querido. - respondi dando um tapa de leve na mão de Daniel.
Anderson antes com a feição animada, assistia a entrevista com um semblante mais sério.
- Meu Deus, como eu espero que o Danilo não comente sobre as alianças. - Anderson desejava repetidas vezes.
Eu e Daniel não respondemos nada e deixamos com que ele visse com seus próprios olhos. Giovana rira bastante durante a entrevista, até chegar o momento que o Danilo interrompera nossa fala para comentar sobre a aliança. Ali, naquele momento, escondi-me no ombro de Daniel a fim de evitar contato visual direto com Anderson.
- Garotos... Isso não vai trazer problemas pra vocês não? - Giovana perguntara agora com a voz séria.
- Preste atenção, Gio. Ali falamos que estamos namorando mas com outras pessoas. Isso é normal. - Daniel justificara-se apontando para a televisão.
- As alianças são iguais, Daniel. Você acha que ninguém tem Q.I. o suficiente para adivinhar esse enigma complicado, não é mesmo? - Anderson respondera Daniel de maneira firme.
- Não fale assim com ele, Anderson. - Giovana falara séria a fim de corrigi-lo. - Tudo bem, garotos. Vocês não fala nada explicitamente, ninguém pode saber nada tendo só essa "coincidência" como base. - ela completara.
- É por isso que vocês não me detalharam essa entrevista. E é por isso que o Elidio passou os últimos 15 minutos com o rosto afundado em seu ombro! - Anderson continuara à esbravejar.
- Eu acho que você está exagerando. Para variar! - Daniel retrucara Anderson. - E deixe o Elidio quieto, por favor. Não falamos nada, Anderson! - ele prosseguira tentando nos defender.
Eu detestava discussões. Detestava desagradar os outros. Sempre fui fraco e medroso nesse sentido, ainda mais quando se tratava do Anderson. Eu o irritava fácil, por várias razões.
A entrevista se aproximava do fim, e mesmo tendo abordado tantos assuntos, só o que foi digno de comentários por parte de Anderson foram os 30 segundos falando sobre nossa aliança e especulações amorosas.
- Anderson, você está calado há vinte minutos. Por favor, comente alguma coisa. - Daniel dissera a fim de quebrar o silêncio.
- Eu tenho certeza que ninguém vai comentar nada acerca disso, Andy. - ergui minha cabeça e então falei com a voz calma.
- Anderson, fale com os garotos. - Giovana exigira enquanto o balançava pra frente e para trás.
- Eu prefiro ir me deitar, está tarde. Agora vocês decidam como vão lidar com isso aí. - Anderson dissera levantando-se do sofá enquanto apontava para meu celular.
Não era por menos, meu celular reversava com o de Daniel em vibrações. Estavam chegando muitas mensagens de rede social. E o assunto principal foram os comentários acerca do nosso possível namoro.
- Deem um tempo a ele. - Giovana dissera ao ver Anderson se afastar. - Meninos, não acho que Anderson esteja agindo certo com vocês mas eu tenho que perguntar. O que vocês vão responder quando forem questionados à respeito? Muita gente deve ter assistido a entrevista. Se não assistiram, vai ir pras redes sociais, terão prints, enfim... - Giovana perguntara preocupada.
- A gente simplesmente não vai responder, Gio. - Daniel respondera tentando aliviá-la. - Ninguém vai perguntar isso pessoalmente. - ele finalizara.
- Se um dia, vocês tornarem isso oficial... - Giovana tentara dizer, contudo, eu a interrompera.
- Giovana, nós não vamos contar... - retruquei.
- Elidio, se um dia vocês se assumirem publicamente. Se. Eu peço que conversem com o Anderson. Ele está melhorando, de fato, eu reconheço isso. E precisamos ajudar nessa evolução dele, não piorar. - Giovana nos pedira enquanto nos olhava fixamente.
- Nós nunca vamos contar, Giovana. Eu namorei com Camila por anos, e nunca assumi. Nós nunca falamos sobre vida pessoal. - Daniel tentara argumentar.
- Boa noite, meninos. Amanhã eu tenho certeza que o Anderson estará mais calmo. - Giovana dissera sorridente.
De fato, Anderson acordou melhor. Passamos por cima das "consequências" dessa entrevista da melhor maneira possível, e Anderson pôde perceber que jamais revelaríamos o que temos publicamente. Tínhamos muito a perder caso revelássemos, e nós tínhamos consideração pelos sentimentos de Anderson.
Um mês se passou, foi um mês onde convivemos com prints, com indagações, e insinuações sobre o provável envolvimento amoroso meu com Daniel. Contudo, superamos tudo isso e quando vimos, não era mais assunto e ninguém mais comentava.
Um mês depois...
Narração Daniel
Havia se passado um mês, e como havíamos combinado semanas atrás, faríamos uma surpresa de aniversário para Giovana. Era uma segunda-feira, e havíamos feito turnê em Curitiba no final de semana, e mesmo assim conseguimos fazer com que a surpresa funcionasse. O Anderson havia amadurecido tanto nesse mês, que deu "o braço a torcer" e convidou a irmã de Giovana. A qual foi fundamental na organização de tudo. Infelizmente, nesse mês que se passou a tia de Giovana faleceu, portanto não iria à festa, obviamente. Melissa conseguiu dar seguimento à vida em Florianópolis, se firmou como assistente no consultório que Felipe montou, ganhou sua independência. E a casa que a falecida tia deixou para ela, haja vista que Giovana desistiu dos seus direitos para que a irmã pudesse se estabelecer.
Durante sua estadia em São Paulo, eu e Elidio deixamos que Melissa se hospedasse em nossa casa. Mesmo que Anderson tivesse aceitado sua vinda, ainda sim seria esquisito os dois em um mesmo ambiente.
- Tudo bem, Anderson. Invente uma desculpa para ela, e estaremos no restaurante esperando por ela. - eu conversara no celular com Anderson.
- Mal posso esperar para ver minha irmã. Eu organizei tudo, como planejado, meninos. - Melissa dissera animada.
- Nada pode sair fora do combinado, Melissa. O Anderson é bem exigente. - Elidio dissera ansioso.
Daniela estava cada vez maior e mais bonita. Diferentemente de antes que só se acostumava no colo de Elidio, agora qualquer carícia a conquistava. Melissa estava encantada com a garota e queria ficar com ela no colo a todo momento.
- Estou bonito, querido? - Elidio perguntara ao se exibir para mim.
- Você está tão lindo que quando você chegar quero rasgar essa calça jeans no seu corpo. - eu o elogiara enquanto acariciava seu braço.
- Garotos, depois de tantos anos vocês continuam tão apaixonados! Vocês são lindos juntos! - Melissa dissera enquanto nos admirava.
- Não, Giovana, nós não nos assumiremos publicamente como você vem sugerindo desde que chegou aqui. - eu respondera sorrindo.
O plano inicial era fecharmos um restaurante para fazermos um almoço ou um jantar especial para Giovana, contudo, desistimos e pensamos em fazer em nossa casa. Melissa ficou responsável por encomendar os comes e bebes, e a decoração também. Nossa casa tinha uma vista linda, e era realmente, muito bonita, e fazer a festa dessa maneira sairia mais simples, atendendo ao gosto de Giovana.
Tínhamos marcado para que eles chegassem às 18 horas, e Melissa nos garantiu que tudo estaria pronto até a dada hora. Nem eu e nem Elidio tínhamos ideia de como seria, pois ficamos ocupados com a turnê no final de semana.
Narração Giovana
- Eu estou dizendo, Anderson, eu não quero sair com você. Não estou me sentindo bonita! - eu dissera ao ser convidada para sair.
- Mas é o seu aniversário, Giovana. Por favor! - Anderson tentara me convencer.
- Anderson, nada que eu visto está me servindo. Eu realmente acho que engordei. - respondi ao tentar experimentar outra roupa.
- Deve ser aqueles dias, amor. Toda mulher incha um pouco, você está linda. - Anderson insistia.
- Ah, cala a boca. - resmunguei. - Tantos anos juntos e agora que você resolveu que entende de tudo do mundo feminino? - eu dissera irritada.
- Um jantar fora. Eu quero te levar onde você quiser, quero te agradar. Não se faça de difícil! - Anderson segurara a minha mão e voltara a pedir-me.
- Tudo bem, Anderson Bizzocchi. Mas só porquê está dizendo que me deve um jantar há dias! - suspirei fundo e por fim, consenti. - Mas te desafio a achar uma roupa para eu usar. Estão ficando apertadas. - propus desanimada.
Enquanto Anderson procurava uma peça de roupa que o agradasse em meu guarda-roupa, minha cabeça martelava do porque eu estar engordando. Eu estava comendo da mesma maneira de sempre, e mantinha a mesma rotina. O que Anderson dissera poderia fazer sentido, caso eu estivesse mesmo naqueles dias, mas eu não estava. Era comum em alguns meses atrasar sua vinda, e esse era um exemplo. Mas era um atraso de apenas três dias.
- Olhe, querida! - Anderson dissera ao tirar um conjunto do guarda roupa. - Essa roupa é mais à vontade, pode te deixar mais confortável. - ele completara tentando ser gentil.
Mesmo sem ânimo, vesti-me com a roupa que ele me dera, e comecei a me arrumar. Anderson sentara-se na cama para observar eu me maquiando.
- Giovana, você tem percebido seu descontrole hormonal? Quer dizer, seu humor anda variando muito. - Anderson dissera enquanto erguia uma sobrancelha.
Vire-me de frente para ele e o observei de maneira séria por alguns momentos.
- Eu estou normal. - respondi de maneira sucinta. - Você é que sempre está procurando algo de errado em mim! - eu dramatizara com a voz falha.
- Não, amor. Eu realmente acho que está um pouco diferente nas últimas duas semanas. - Anderson respondera ainda preocupado.
- Anderson, de duas uma: ou você fez algo errado e quer reparar isso mostrando-se mais atento à mim ou você quer virar ginecologista. - eu dissera o ironizando.
Depois do que respondi, Anderson preferiu acreditar em mim e ignorar o que ele achava.
Terminei de aprontar-me, e quando me encontrei pronta, Anderson cobriu-me de elogios e partimos para o restaurante que eu mais gostava.
- Anderson, não é por aqui que passamos para irmos ao restaurante. - comentei ao ver Anderson dirigindo pela rua errada.
- Eu vou ir buscar seu presente primeiro, tudo bem, amor? - Anderson perguntara gentilmente.
- Tudo bem, Anderson... Mas e quanto à esses brincos de diamante que você me deu? - retruquei confusa.
- Ele vem acompanhado de outra surpresa, mas você tem que esperar. Está muito ansiosa! - Anderson aconselhara-me.
Narração Daniel
- Elidio, eu acho melhor você ir buscar o bolo da Melissa. Fica a alguns metros daqui, é melhor do que descobrirem onde vocês moram. Eu não posso cuidar de mais nada pois eu e Daniel vamos arrumar a Daniela. - Melissa pedira à Elidio.
- Vá, querido. Fica aqui perto, dá pra você ir a pé! - pedi com um tom de voz macio.
Melissa passara as instruções necessárias à Elidio, e enquanto isso ficamos em casa ajustando alguns preparos e arrumando a Daniela.
- Ela é mesmo muito linda, não é, Dani? - Melissa dissera encantada.
- É uma pena que você nunca vai poder ter uma... Quer dizer, não do jeito natural. - respondi num tom de lamento.
- É, Dani, é uma pena sim. Mas quer saber? Paguei pelo meu erro. Mesmo não estando em perfeitas condições psíquicas na época, eu nunca deveria ter enganado o Anderson. - Melissa respondera desanimada.
- Mas, olha, com você e sua irmã sem serem mamães, a Daniela ganhou duas tias corujas. Vocês a tratam tão bem. - eu dissera dando ânimo à minha voz.
- Ela poderá sempre contar comigo, Dani. Vocês formam uma família muito bonita, eu sinto muito se o Anderson nem sempre os apoia como deveria. - Melissa dissera ao afagar minha mão com a sua.
- Ele nunca vai me superar, eu acho. - respondi pensativo enquanto erguia uma sobrancelha. - Mas ele tem melhorado. Evoluído. Há um mês em que ele vem se comportado melhor. Sobretudo com sua irmã. - finalizei sorrindo de lado.
- Vocês exageraram nas compras para a garotinha, não é mesmo? - Melissa comentara em meio à risadas ao tentar escolher um acessório. - Deixe-me colocar esse lacinho nela... E pronto. Que menina mais linda! - ela completara a frase ao terminar de arrumar Daniela.
- Obrigado pela ajuda com ela, Mel. Eu ainda não aprendi tudo. Na verdade, nem um terço. Ainda há tanto pra eu aprender, acostumar... - eu desabafara ao pegar Daniela em meu colo.
- Não se preocupe, Dani. - Melissa dissera de maneira gentil e então dera-me um beijo no rosto. - Agora eu vou me arrumar. - Mel finalizara.
Melissa terminara de avisar-me e entrara para o quarto em que a hospedamos para se arrumar. Enquanto isso, eu brincara com Daniela, até que Elidio chegara. Ao chegar, ele parecia ter visto um fantasma. Ele estava pálido e com os olhos arregalados. E também aparentemente afoito.
- Querido? - perguntei ao vê-lo entrar daquele modo em casa.
- Eu fiz uma coisa ruim, DanDan. Eu fiz uma coisa ruim. - Elidio me respondera apressadamente e em seguida deixara o bolo que trazia consigo em cima da mesa de qualquer maneira.
Coloquei Daniela no carrinho de bebê situado ali perto, e rapidamente aproximei-me de Elidio para saber o que ele tinha.
- DanDan... Traz água pra mim... Daniel... - Elidio dizia tentando buscar oxigênio para respirar de maneira calma.
Mesmo sem entender, acatei o pedido de Elidio e trouxera um copo grande com água. No mesmo instante, Elidio o esvaziara e começara a ficar trêmulo.
- Querido, se você não me explicar o que está havendo agora mesmo eu cancelo tudo e te coloco na primeira ambulância que passar! - eu dissera desesperado.
- A Melissa está lá dentro, não está? Não faça alarde, querido. Eu fiz algo errado, querido. Eu fiz. Querido. - Elidio tentara responder-me.
Ajoelhei-me frente à Elidio que estava sentado em uma cadeira, e segurei em sua mão a fim de acalmá-lo.
- Por favor, Lico. O que quer que seja, me conte. - insisti com os olhos fixos no dele.
- Eu... eu... - Elidio dizia tentando buscar fôlego. - Eu fui buscar o bolo. Quando um grupo de garotas me pararam, e pediram foto. Uma delas elogiou minha aliança, e eu juro, eu só agradeci. Contudo, uma delas me perguntou (aparentemente brincando) se a pessoa que eu estava namorando era você e eu disse que sim. Não, eu não disse só que sim. Eu disse: "o Daniel é a razão da minha vida". Eu falei com uma fã que você é a razão pela qual eu vivo! E agora essa é a razão pela qual eu vou morrer! O Anderson vai cortar o meu pescoço! - Elidio prosseguira desesperado. - Foi por impulso, eu juro, DanDan. Você me pediu tanto para não contar nada. Tem o Anderson. Meu Deus, me ajude, acho que estou tendo uma crise de asma. - Elidio completara enquanto colocava a mão em seu peito.
- Você não tem asma, querido. É só falta de ar. - respondi tentando acalmá-lo. - Quantas garotas exatamente te pararam, Lico? Quantas? - eu perguntara desesperado.
- Seis, sete, dez, eu não sei nem o meu nome direito, ainda quer que eu faça contas? - Elidio respondera confuso. - Estavam indo à praia aparentemente... Elas vão fofocar entre si, vai se espalhar por todos os fãs, todos vão descobrir. Vão fazer prints, comentários, e o Anderson? Vai achar que fiz por querer e cortar o meu belo pescocinho! - Elidio prosseguia sem conseguir acalmar-se.
- Meu amor, você vai se acalmar agora. Tudo bem? Eu estou aqui. - falei de maneira calma ainda com minha mão na Elidio. - Não contaremos nada ao Anderson. Se algum fã, ou alguma fã contar à ele, inventamos algo depois. Se eu fosse você aproveitava a festa da Giovana. Melissa encomendou diversos brigadeiros. O seu preferido. - completei a frase com um sorriso no rosto.
- Eu falo demais, Daniel. Deveria haver uma lei Federal. "Elidio Sanna não pode falar com estranhos", minha língua é enorme! Eu pareço aquelas vizinhas fofoqueiras que tomam conta da rua toda. - Elidio continuara a dramatizar.
- Oi, meninos. Vocês acham esse vestido muito vul... - Melissa dissera ao se aproximar da sala. - O que você tem, Elidio? Você está pálido! - ela perguntara confusa.
- Ele tem medo de policiais, Mel. E quando ele estava voltando acabou topando com alguns, e ficou com medo. Mas já está tudo bem, certo, querido? - perguntei à Elidio encarando-o para que mantivesse minha mentira.
- Sim, Melissa. Pessoas fardadas me dão pânico. Sempre acho que eles vão me prender. - Elidio dissera confirmando minha mentira.
- Bom, já que você está bem... Vocês acham esse vestido muito vulgar? - Melissa perguntara mostrando-o em seu corpo.
- Acho que não combinou muito com você, querida. Você é loira, tente algo mais perto do seu tom de cabelo. - Elidio a aconselhara.
- Concordo, e também te aconselho à apressar-se. Já são 18 horas e o Anderson não costuma se atrasar. - ressaltei.
Melissa se apressara para trocar de roupa, e eu e Elidio enfim nos encontrávamos sozinhos novamente.
- Tem certeza que vai ficar bem? - perguntei gentilmente à Elidio.
- Sim, meu amor. Eu tenho tanta sorte de ter você, não é à toa que a primeira pessoa que me perguntou diretamente sobre você recebeu logo uma declaração de amor como resposta. - Elidio respondera agora mais calmo.
- Eu sempre estarei aqui. - prometi enquanto selava sua mão. - Você pode cometer equívocos, pode errar, fazer até algo indevido que estarei aqui, querido. Se descobrirem, quer saber também? Eu não me importo. Se nós temos fãs, pessoas que realmente nos amam e admiram de verdade, eles entenderiam. Não estamos fazendo nada de errado! - eu tentara mostrar-me confortável com a situação.
- O problema é o Anderson. - Elidio retrucara suspirando fundo.
- Nosso trabalho é tudo pra ele. E somos amigos. Anderson nunca sairá do nosso lado. Ele é nossa família. - eu argumentara sorrindo para Elidio.
- Eu tenho uma lista de coisas as quais eu abriria mão na vida. E adivinhe? Seu nome não consta lá. - Elidio respondera de maneira séria.
Ao ouvir as dóceis palavras de Elidio eu o abraçara por longos segundos, até Melissa voltar para exibir a roupa que colocara. Não dei muita importância nem reparei como deveria, pois deveríamos apagar as luzes para esperar por Giovana. Não sabia como Anderson traria Giovana até nossa casa sem ela descobrir, mas esperávamos surpreendê-la.
Deixamos a porta destrancada como o combinado, e não dado nem quinze minutos Anderson adentrara com Giovana à sua frente. A mesma estava vendada e então acendemos as luzes anunciando a surpresa enquanto Anderson a desvendava.
Melissa se escondera atrás de um enfeite da sala para que não fosse percebida, e Giovana emocionara-se com a surpresa. Ela, de fato, chorara ao ver tudo o que tínhamos preparado para ela.
- Eu amo tanto vocês, garotos. Tanto. Vocês são minha família. - ela dissera aos pratos ao abraçar-nos em conjunto.
- E eu, maninha, mesmo sendo de sangue não conto? - Melissa perguntara ao sair de seu esconderijo.
- Melissa! - Giovana gritara de felicidade ao ver sua irmã. - Você a convidou, meu amor, eu não estou acreditando! - ela dissera incrédula para Anderson.
- Eu sabia que te faria feliz! - Anderson respondera também animado.
- Eu nem acredito que você está perto de se tornar uma mulher de trinta anos. Eu perdi tanto tempo ao seu lado... - Melissa dissera ao abraçar Giovana.
Depois que felicitamos Giovana, e ela abraçara à todas, percebemos que as duas estavam usando a mesma roupa. Idêntica! Igualzinha! Sem nada de diferente!
- Eu não acredito que você está usando a mesma roupa que eu! - Giovana comentara ao perceber a coincidência.
- A diferença é que ficou melhor na Melissa, não é, Giovana? Você deu uma engordada... - Elidio comentara ao analisar as duas.
- Elidio! - Anderson gritara a fim de chamar sua atenção.
- Tudo bem, Anderson, eu estou acostumada com o jeito do Elidio. Eu não preciso nem retrucar, pois dá vontade de rir pra ele só de olhar. - Giovana respondera calmamente ignorando o comentário que Elidio fizera.
- Eu não sei você, Gio, mas eu não me importo de estarmos parecendo. - Melissa dissera bem humorada.
- Muito menos menos, Mel. Eu ainda não estou acreditando que está aqui! - Giovana respondera ainda extasiada.
A comemoração do aniversário de Giovana foi agradável, e Elidio havia desencanado do episódio que acontecera mais cedo. Porém, na hora de dividir o bolo, quando Giovana comeu ela passara mal. Com isso, a festa teve que ser encurtada.
- Tem certeza que vocês preferem ir embora? Vocês podem ficar aqui. - propus gentilmente.
- Não, Danizinho. Eu agradeço por tudo, garotos, mas esse bolo me enjoou. - Giovana dissera desanimada. - Eu sei que o Elidio adora doces, então vocês podem ficar com o bolo. Eu prefiro ir pra casa descansar. - ela finalizara dando a mão à Anderson.
- E eu vou com eles, garotos. Eu trabalho amanhã à tarde, e não posso ficar faltando. - Melissa dissera ao acompanhá-los.
- Giovana, depois nos dê notícias. Melhoras pra você. - Elidio pedira monstrando-se preocupado.
- Ela vai ficar bem, garotos. Se ela não melhorar eu a levarei ao médico. - Anderson dissera calmo. - Você não tem facilidade para passar mal, Gio. Eu não sei o que houve. - ele finalizara mostrando-se aflito.
- Talvez o bolo seja enfeitiçado. Ou envenenado. Isso acontece direto. - Elidio comentara com um tom de voz inocente.
- Claro, Elidio. E por esse motivo, vamos todos virar sapos dentro de algumas horas. - Anderson debochara.
Nos despedimos de todos, e quando percebi que estava a sós com Elidio, o agarrei pela cintura e dei-lhe um beijo longo.
- DanDan, a Daniela... - Elidio comentara enquanto apontava para o carrinho de bebê.
- Ela não está chorando, querido. Esqueça-a por alguns segundos. - eu pedira enquanto apertava nossos corpos um contra o outro.
Puxei Elidio para cima do sofá juntamente comigo, e ao deitar-me sobre o móvel, comecei a despir Elidio. Havia tanto tempo que não fazíamos nada do tipo, e meu corpo estava sedento pelo dele. Tirei a camisa de Elidio, e em seguida, desabotoei sua calça. Elidio mantinha seus olhos fixos nos meus mostrando-se ansioso. Tirei sua calça, e logo após, sua cueca, e pude perceber Elidio já excitado. Sorri para ele, e em seguida, Elidio que começara à despir-me. O carrinho de bebê em que Daniela se encontrava estava a poucos metros de nós, porém, naquela hora não pensamos nem ligamos para nada.
Ao encontrar-me nu, subi minhas mãos pelas costas de Elidio a fim de massageá-las, e aos poucos os olhos de Elidio se fecharam mostrando-se relaxado. Com isso, virei-me com Elidio, deixando-o por baixo, e o coloquei de bruços. Com selinhos breves, eu descia minha boca pelas costas dele. Elidio se arrepiara por inteiro e então empinara sua bunda pra mim. Contudo, antes que eu pudesse fazer algo, vi o rosto de Daniela no carrinho posicionado ali perto. Ao vê-la, perdi o tesão em que eu estava, culminando na perda da minha excitação.
- Ah, que saco... - eu resmungara ao perceber que eu perdera minha excitação.
- A Daniela te broxou, não é mesmo, querido? - Elidio comentara ao virar seu rosto para frente.
- Que vergonha, querido. - reclamei enquanto levantava-me mostrando-me avexado.
- Não se preocupe, DanDan. Isso acontece com todos. - Elidio tentara incentivar-me.
Alcancei minha cueca no chão, e vesti-me novamente desanimado.
- Não, querido. Não acontece. Que vergonha. - eu dizia a todo momento.
- Na próxima vez esperamos ela dormir. Não desanime, querido. - Elidio respondera enquanto fitava-me com os olhos.
Elidio então vestira-se com sua cueca também, e sentara ao meu lado a fim de animar-me com seus beijos. Ela era muito nova pra isso, mas eu poderia jurar que ouvi Daniela dar uma risada. Breve, porém, espontânea.
- Você ouviu, Elidio? Ela sorriu! - eu comentara animado.
Levantei-me apressadamente e a tirei do carrinho. Com ela no colo, eu a admirava emocionado.
- A primeira risadinha dela, querido. Que som mais gostoso para se ouvir! - Elidio respondera também animado ao levantar-se e posicionar-se ao meu lado.
- Será que nossa vida agora será só assim? Nada de sexo, apenas coisas de família...? - questionei sem tirar meus olhos de Daniela.
- Foi a primeira vez que isso te aconteceu, querido. Desencane. - Elidio me pedira e então beijara-me no ombro de maneira carinhosa. - Teremos tantas chances ainda... Mas foi bom essa situação acontecer, até ela riu de você. - Elidio finalizara brincando.
- Você tem sorte que sou muito seguro de minha masculinidade, senão agora estaria arrasado. - respondi rindo de lado.
Daniela parecera alegre, estava rindo para a gente, algo que ela nunca tinha feito. Eu e Elidio tiramos várias fotos e fizemos alguns vídeos curtos daquele momento. Enviamos para alguns conhecidos, e passamos um pouco da noite aproveitando-a. Por fim, dormimos ali mesmo no sofá. Minha decepção com o meu desempenho sexual de hoje havia sido superado pela felicidade de ouvir a minha filha rir pela primeira vez. Isso, minha filha. Não, nossa filha. Minha e do Elidio. Uma situação a qual eu nunca pensei viver, mas que não havia dinheiro no mundo que pagasse por aquele momento. Eu e Elidio somos o casal mais sortudo do mundo, e isso se confirmara ao ouvirmos aquele som.
















