Capacidade Inflexível e Punitiva
Dedos de metais nebulosos Abraçados com meu pescoço Priorizando a somente a vitória E a decadência do meu álibi Este é meu sangue lhe tingindo os lábios Semeando a dor e a delícia do embate Podemos nos comemorar amantes Mas em algum momento seremos a faca A minha arrogância é o meu deus A minha arrogância é o teu idioma Que fere com lâmina de dois gumes Envergonhando os partidários da razão Eu enferrujo substancias e superfícies Gastas e expostas através da chuva A vaidade era uma total desobediência Ao que se estende como polêmica
Eu não perdoo o que nasce de mim A pureza concebida fora convertida Em um tratado esotérico entre dos corpos Que muito se odeiam, mas não conseguem ficar longe O arrependimento, um eterno colosso A presença, o pavor e um terço do escombro Tudo o que acontecera comigo fora obra maligna E imprevisível de um azar que forjo como desculpa O pecado mais novo, era o mais aparente O passado que fique como pesar de sono Que enquanto tu mergulhas ele insiste Em lhe puxar de volta para a realidade













